Gana boicota a Cimeira Africana de Energias enquanto o setor reage contra a discriminação

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Gana decidiu boicotar a próxima Cimeira Africana das Energias, que se realizará em Londres em maio deste ano, uma decisão que reflete a crescente frustração no setor africano do petróleo e do gás face à discriminação, à exclusão e à marginalização das vozes africanas em eventos que afirmam representar o futuro energético do continente. A Energy Chamber Ghana divulgou uma declaração apelando às autoridades energéticas ganesas para que reconsiderem a sua participação na cimeira, manifestando profunda preocupação relativamente às práticas de contratação discriminatórias e à contínua exclusão de profissionais africanos. Esta medida envia um sinal forte: a indústria energética africana deve ser moldada com as instituições e empresas africanas no centro do debate.

A decisão de se retirar reflete ações semelhantes tomadas por outras partes interessadas da indústria africana nos últimos meses e reflete uma mudança mais ampla em todo o setor, onde governos, companhias petrolíferas nacionais e empresas locais estão cada vez mais a opor-se a plataformas que excluem a participação africana. Moçambique tomou a decisão de se retirar da cimeira em março de 2026, enquanto os ministros do petróleo da Organização Africana de Produtores de Petróleo também decidiram boicotar o evento. O boicote do Gana não se refere simplesmente a um evento; trata-se de princípios, representação e de garantir que os países africanos sejam tratados como parceiros iguais nas discussões sobre os seus próprios recursos.

O anúncio da Câmara de Energia do Gana surge na sequência de uma consulta cuidadosa com as partes interessadas de todo o ecossistema do petróleo, gás e energia em geral do país, tendo a Câmara apelado às instituições, decisores políticos, engenheiros, investidores e académicos ganenses para que adotem esta abordagem — pelo menos até que sejam demonstradas medidas corretivas por parte da Frontier Energy Network, os organizadores da cimeira. A Câmara salientou que «o Gana não é um mero espectador na história energética de África» e que «África não pode ser tratada como um mercado para atrair participantes, enquanto os africanos são tratados como participantes opcionais na execução».

«O Gana investiu fortemente na formação de engenheiros, economistas, reguladores e inovadores que estão a moldar a trajetória energética deste continente. As plataformas que levam o nome de África devem refletir o povo africano. Até vermos transparência e inclusão mensurável, é razoável e responsável que as partes interessadas de todo o nosso ecossistema reconsiderem a sua participação», afirmou Joshua B. Narh, LLM, MBA e Presidente Executivo da Energy Chamber Ghana, no LinkedIn.

A decisão do Gana de boicotar o evento surge num momento crítico para o país. Com o objetivo de estabilizar a produção de petróleo, rentabilizar o gás e redirecionar o capital para infraestruturas que sustentem o crescimento industrial a longo prazo, o país está a promover o investimento e o desenvolvimento liderados por africanos em todo o seu mercado. Em 2026, o país está a assistir a uma consolidação por parte das IOCs, bem como a uma expansão acelerada por parte de operadores locais. Foram comprometidos cerca de 3,5 mil milhões de dólares para perfuração de preenchimento e gestão de reservatórios, com vista a estabilizar a produção, enquanto estão em curso esforços para explorar novas fronteiras na Bacia do Volta. As licenças Jubilee e TEN foram prorrogadas até 2040, enquanto os avanços na Segunda Unidade de Processamento de Gás, na Central Térmica de 1,2 GW e no setor a jusante do GPL estão a sustentar a estratégia de gás do Gana. Estes projetos demonstram um mercado que está a avançar na direção certa e ansioso por extrair mais valor dos seus recursos.   

Apesar deste impulso, as ações dos organizadores de conferências internacionais para continuar a excluir profissionais africanos correm o risco de comprometer as próprias parcerias e o crescimento que a indústria está a tentar construir. Numa altura em que os países africanos estão a trabalhar para atrair capital, desenvolver capacidades locais e reforçar a cooperação energética regional, as plataformas da indústria deveriam apoiar estes objetivos – e não criar barreiras à participação. A Câmara de Energia do Gana destacou preocupações válidas em torno da abordagem discriminatória da Frontier na contratação de profissionais negros, enfatizando que África não deve ser convidada para eventos apenas para assistir a conversas sobre si própria. Segundo a Câmara, o conteúdo local não deve ser posicionado como um tema da conferência, mas refletido na prática pelos próprios organizadores da conferência.

«O setor energético africano não pode aceitar um futuro em que conferências baseadas na participação africana excluam profissionais africanos de papéis significativos nos bastidores», observou.

Em última análise, o apelo do Gana ao boicote da Cimeira Africana de Energias vai além de uma única cimeira em Londres. Reflete um movimento mais amplo da indústria no sentido de um desenvolvimento liderado por África, um diá. liderado por África e estratégias de investimento lideradas por África. Para que África desenvolva plenamente os seus recursos de petróleo, gás e energia, o continente não deve controlar apenas os seus recursos, mas também a sua narrativa, as suas plataformas e as suas parcerias.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

Le Ghana boycotte le Sommet Africa Energies alors que le secteur s’insurge contre la discrimination

Source: Africa Press Organisation – French


Le Ghana a décidé de boycotter le prochain Sommet sur les énergies en Afrique, qui se tiendra à Londres en mai prochain. Cette décision reflète la frustration croissante qui règne au sein du secteur africain du pétrole et du gaz face à la discrimination, à l’exclusion et à la marginalisation des voix africaines lors d’événements qui prétendent représenter l’avenir énergétique du continent. La Chambre africaine de l’énergie a publié une déclaration appelant les autorités ghanéennes chargées de l’énergie à reconsidérer leur participation au sommet, exprimant de vives inquiétudes concernant les pratiques d’embauche discriminatoires et l’exclusion persistante des professionnels africains. Cette initiative envoie un signal fort : l’industrie énergétique africaine doit être façonnée en plaçant les institutions et les entreprises africaines au centre du débat.

Cette décision de retrait fait écho à des actions similaires menées par d’autres acteurs du secteur africain ces derniers mois et reflète une évolution plus large au sein du secteur, où les gouvernements, les compagnies pétrolières nationales et les entreprises locales s’opposent de plus en plus aux plateformes qui excluent la participation africaine. Le Mozambique a pris la décision de se retirer du sommet en mars 2026, tandis que les ministres du pétrole de l’Organisation des producteurs africains de pétrole ont également décidé de boycotter l’événement. Le boycott du Ghana ne concerne pas simplement un événement ; il s’agit d’une question de principe, de représentation et de la garantie que les pays africains soient traités comme des partenaires égaux dans les discussions concernant leurs propres ressources.

L’annonce de l’Energy Chamber Ghana fait suite à une consultation approfondie avec les parties prenantes de l’écosystème pétrolier, gazier et énergétique au sens large du pays. La Chambre appelle les institutions ghanéennes, les décideurs politiques, les ingénieurs, les investisseurs et les universitaires à adopter cette approche, au moins jusqu’à ce que des mesures correctives soient prises par Frontier Energy Network, l’organisateur du sommet. La Chambre africaine de l’énergie a souligné que « le Ghana n’est pas un simple spectateur dans l’histoire énergétique de l’Afrique » et que « l’Afrique ne peut être traitée comme un marché où l’on se contente d’être présent, tandis que les Africains sont considérés comme des participants facultatifs dans la mise en œuvre ».

« Le Ghana a investi massivement dans la formation d’ingénieurs, d’économistes, de régulateurs et d’innovateurs qui façonnent la trajectoire énergétique de ce continent. Les plateformes qui portent le nom de l’Afrique doivent refléter les peuples africains. Tant que nous ne constaterons pas de transparence et d’inclusion mesurable, il est à la fois raisonnable et responsable pour les parties prenantes de notre écosystème de reconsidérer leur participation », a déclaré Joshua B. Narh, titulaire d’un LLM et d’un MBA et président exécutif de l’Energy Chamber Ghana, sur LinkedIn.

La décision du Ghana de boycotter l’événement intervient à un moment critique pour le pays. Avec pour objectifs de stabiliser la production pétrolière, de monétiser le gaz et de réorienter les capitaux vers des infrastructures qui ancrent la croissance industrielle à long terme, le pays encourage les investissements et le développement menés par l’Afrique sur l’ensemble de son marché. En 2026, le pays assiste à une consolidation par les compagnies pétrolières internationales ainsi qu’à une expansion accélérée des opérateurs locaux. Environ 3,5 milliards de dollars ont été engagés dans le forage d’intercalation et la gestion des réservoirs afin de stabiliser la production, tandis que des efforts sont en cours pour ouvrir de nouvelles frontières dans le bassin de la Volta. Les licences Jubilee et TEN ont été prolongées jusqu’en 2040, tandis que les avancées concernant la deuxième usine de traitement du gaz, la centrale thermique de 1,2 GW et le GPL en aval ancrent la stratégie gazière du Ghana. Ces projets témoignent d’un marché qui va dans la bonne direction et qui est désireux de tirer davantage de valeur de ses ressources.   

Malgré cette dynamique, les actions des organisateurs de conférences internationaux visant à continuer d’exclure les professionnels africains risquent de compromettre les partenariats et la croissance mêmes que le secteur tente de mettre en place. À l’heure où les pays africains s’efforcent d’attirer des capitaux, de renforcer les capacités locales et de consolider la coopération énergétique régionale, les plateformes du secteur devraient soutenir ces objectifs – et non créer des obstacles à la participation. L’Energy Chamber Ghana a mis en avant des préoccupations légitimes concernant l’approche discriminatoire de Frontier en matière de recrutement de professionnels noirs, soulignant que l’Afrique ne doit pas être invitée à des événements simplement pour assister à des discussions la concernant. Selon la Chambre, le potentiel local ne doit pas être présenté comme un thème de conférence, mais se refléter dans la pratique des organisateurs de conférences eux-mêmes.

« Le secteur énergétique africain ne peut accepter un avenir où des conférences fondées sur la participation africaine excluent les professionnels africains des rôles significatifs en coulisses », a-t-il noté.

En fin de compte, l’appel du Ghana à boycotter l’Africa Energies Summit va au-delà d’un simple sommet à Londres. Il reflète un mouvement plus large de l’industrie vers un développement, un dialogue et des stratégies d’investissement menés par l’Afrique. Si l’Afrique veut développer pleinement ses ressources pétrolières, gazières et énergétiques, le continent doit non seulement contrôler ses ressources, mais aussi son discours, ses plateformes et ses partenariats.

Distribué par APO Group pour African Energy Chamber.

Gauteng Community Safety Committee calls for a safe and peaceful Easter

Source: Government of South Africa

Gauteng Community Safety Committee calls for a safe and peaceful Easter

The Portfolio Committee on Community Safety in the Gauteng Provincial Legislature has called on residents to prioritise safety during the Easter weekend.

The committee warned of increased risks on the roads over the holiday while also raising serious concern over the reported fatal shooting of a teenager by a police officer.

“As families travel and gather to observe this sacred period, we urge all road users to exercise heightened caution and responsibility,” the committee said in a statement, stressing the importance of obeying traffic laws and avoiding reckless behaviour.

The committee extended its wishes for a “safe, peaceful and blessed Easter weekend” to residents, noting that the holiday remains a time of reflection, renewal and spiritual significance for many Christians.

However, it cautioned that the period is often marked by a surge in traffic volumes, increasing the likelihood of accidents. 

Motorists were urged to refrain from drinking and driving and to comply fully with road regulations, as law enforcement agencies are expected to heighten visibility across the province.

Alongside its holiday message, the committee highlighted a troubling incident involving the alleged shooting death of a 16-year-old boy by a police officer. 

While details remain unclear, the committee described the matter as one of “utmost gravity”.

It welcomed the ongoing investigation by the Independent Police Investigative Directorate (IPID), emphasising the need for a thorough, transparent and swift process.

“The safety and security of all residents, particularly vulnerable groups such as children and women, remain a priority,” the committee said, adding that such incidents underscored the need for professionalism and accountability within law enforcement.

The committee reaffirmed its commitment to monitoring the case closely, expressing confidence that appropriate action will be taken in line with the law.

As the province heads into the Easter period, the committee reiterated its appeal for unity, compassion and vigilance, urging residents to celebrate responsibly while prioritising the safety of all. – SAnews.gov.za

 

Janine

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African Development Bank Group commits $80 million to Democratic Republic of the Congo’s (DRC) first census in over 40 years

Source: APO – Report:

The African Development Bank Group (www.AfDB.org) has announced an $80 million contribution towards the Democratic Republic of the Congo’s second General Population and Housing Census (RGPH2).

The announcement was made on 23 March 2026 in Kinshasa during a donor roundtable convening the census’s technical and financial partners. The Bank’s $80 million contribution represents a significant share of the $200 million in total commitments announced at the event.

The last population census in DRC was held in 1984. Since then, the country has undergone significant demographic transformation, with its population now estimated at more than 112.8 million inhabitants – almost four times the 1984 figure.

Of the Bank Group’s commitment, $50 million will fund census operations, while $30 million will support capacity-building for national institutions including the National Institute of Statistics (INS) and those involved in the planning, programming, budgeting, and monitoring and evaluation (PPBME) chain.

Other partners, including the World Bank, the International Monetary Fund, and the United Nations, also announced contributions. The Republic of Côte d’Ivoire pledged support for data collection equipment and knowledge exchange. The Congolese government has already mobilised $30 million from the state budget for the census.

“Far from being a simple technical or administrative exercise, this event marks a moment of truth for our country, an event where our nation decides we should get to know each other better to govern itself better, plan better and transform itself better,” said President Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo, who chaired the roundtable.

President Tshisekedi added, “To continue to plan without reliable and up-to-date data would be to govern without visibility and therefore to weaken the capacity of the State to respond accurately to the expectations of the population.” The census, he stressed, is “an act of sovereignty, an instrument of public justice and an essential lever for the effectiveness of State action”.

Commenting on the Bank Group’s contribution, Mohamed Coulibaly, Country Programme Officer for DRC, said: “This is a historic moment. Drawing on its experience in supporting this type of process in Africa, the African Development Bank Group wishes to support the DRC, in particular through strengthening the INS and institutions aligned with the planning, programming, budgeting, and monitoring and evaluation chain, in order to ensure the effective, transparent and sustainable implementation of this exercise.”

– on behalf of African Development Bank Group (AfDB).

Media contact: 
Frédérique Pascale Essama Messanga
Communication and External Relations Department
African Development Bank
media@afdb.org              

About the African Development Bank Group:
The African Development Bank Group is the premier development finance institution in Africa. It comprises three distinct entities: the African Development Bank (AfDB), the African Development Fund (ADF) and the Nigeria Trust Fund (NTF). Represented in 41 African countries, with a field office in Japan, the Bank contributes to the economic development and social progress of its 54 regional member states.

For more information: www.AfDB.org

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République démocratique du Congo (RDC) : la Banque africaine de développement annonce une contribution de 80 millions de dollars pour le recensement de la population et de l’habitat

Source: Africa Press Organisation – French

Le Groupe de la Banque africaine de développement (www.AfDB.org) a annoncé le 23 mars 2026 à Kinshasa, une contribution de 80 millions de dollars américains pour financer le deuxième Recensement général de la population et de l’habitat (RGPH2) de la République démocratique du Congo.

Cette annonce a été faite lors de la table ronde des partenaires techniques et financiers de la RDC. La contribution de la Banque représente une part significative des engagements totaux annoncés, estimés à 200 millions de dollars. La part du Groupe de la Banque sera consacrée aux opérations de recensement pour 50 millions de dollars et 30 millions de dollars affectés au renforcement des capacités de plusieurs institutions nationales, notamment l’Institut national de la statistique (INS) ainsi que les structures intervenant dans la chaîne de planification, de programmation, de budgétisation et de suivi-évaluation (PPBSE).

La Banque entend soutenir en priorité les opérations du RGPH2, tout en consolidant durablement le système statistique national.

D’autres partenaires, notamment la Banque mondiale, le Fonds monétaire international, le Système des Nations unies ont également annoncé leurs contributions. La République de Côte d’Ivoire a annoncé un soutien en équipements de collecte de données et en partage d’expérience. Le gouvernement congolais a déjà mobilisé 30 millions de dollars pour l’opération, sur le budget de l’Etat.

« Loin d’être une simple séquence technique ou administrative, cet événement marque un moment de vérité pour notre pays, un événement où notre nation décide de mieux se connaître pour mieux se gouverner, mieux se planifier et mieux se transformer », a déclaré le président congolais Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo qui a présidé l’ouverture et la clôture de la table ronde.

Le dernier recensement de la population en RD Congo a eu lieu en 1984, depuis, le pays a enregistré une transformation démographique majeure, sa population étant estimée aujourd’hui à plus de 112,8 millions d’habitants.

« Continuer à planifier sans des données fiables et actualisées, reviendrait à gouverner sans visibilité et donc à affaiblir la capacité de l’État à répondre avec justesse aux attentes de la population », a poursuivi le chef de l’État soulignant que le recensement est « un acte de souveraineté, un instrument de justice publique et un levier essentiel d’efficacité de l’action de l’État ».

Dans cette même dynamique, Mohamed Coulibaly, Chargé de programme pays de la Banque pour la RD Congo, a souligné, lors de l’annonce de la contribution de la Banque : « C’est un moment historique. Fort de son expérience dans l’accompagnement de ce type de processus en Afrique, le Groupe de la Banque africaine de développement souhaite appuyer la RDC, notamment à travers le renforcement de l’INS et des institutions alignées sur la chaîne de planification, programmation, budgétisation et suivi-évaluation, afin d’assurer une mise en œuvre efficace, transparente et durable de cet exercice. »

Distribué par APO Group pour African Development Bank Group (AfDB).

Contact médias : 
Frédérique Pascale Essama Messanga
Département de la communication et des relations extérieures
Banque africaine de développement
media@afdb.org            

À propos du Groupe de la Banque africaine de développement :
Groupe de la Banque africaine de développement est la principale institution du financement du développement en Afrique. Il comprend trois entités distinctes : la Banque africaine de développement (BAD), le Fonds africain de développement (FAD) et le Fonds spécial du Nigeria (FSN). Représentée dans 41 pays africains, avec un bureau extérieur au Japon, la Banque contribue au développement économique et au progrès social de ses 54 Etats membres régionaux.

Pour plus d’informations: www.AfDB.org.

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República Democrática do Congo (RDCongo): Banco Africano de Desenvolvimento anuncia contribuição de 80 milhões de dólares para o recenseamento da população e da habitação

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) anunciou, a 23 de março de 2026, em Kinshasa, uma contribuição de 80 milhões de dólares para financiar o segundo Recenseamento Geral da População e da Habitação (RGPH2) da República Democrática do Congo (RDCongo).

Este anúncio foi feito durante a mesa redonda dos parceiros técnicos e financeiros da RDCongo. A contribuição do Banco representa uma parte significativa dos compromissos totais anunciados, estimados em 200 milhões de dólares. A parte do Grupo Banco será destinada a operações de recenseamento no valor de 50 milhões de dólares e 30 milhões de dólares serão afetados ao reforço da capacitação de várias instituições nacionais, nomeadamente o Instituto Nacional de Estatística (INS), bem como as estruturas envolvidas na cadeia de planeamento, programação, orçamentação e acompanhamento-avaliação (PPBSE).

O Banco tenciona apoiar prioritariamente as operações do RGPH2, consolidando simultaneamente de forma sustentável o sistema estatístico nacional.

Outros parceiros, nomeadamente o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Sistema das Nações Unidas, anunciaram igualmente as suas contribuições. A República da Costa do Marfim anunciou um apoio em termos de equipamento de recolha de dados e partilha de experiências. O governo congolês já mobilizou 30 milhões de dólares para a operação, a partir do orçamento do Estado.

“Longe de ser uma simples sequência técnica ou administrativa, este evento marca um momento de verdade para o nosso país, um evento em que a nossa nação decide conhecer-se melhor para se governar melhor, planear-se melhor e transformar-se melhor”, declarou o presidente congolês, Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo, que presidiu à abertura e ao encerramento da mesa redonda.

O último recenseamento da população na RDCongo teve lugar em 1984; desde então, o país registou uma transformação demográfica significativa, estimando-se hoje a sua população em mais de 112,8 milhões de habitantes.

“Continuar a planear sem dados fiáveis e atualizados equivaleria a governar sem visibilidade e, por conseguinte, a enfraquecer a capacidade do Estado de responder adequadamente às expectativas da população”, prosseguiu o chefe de Estado, sublinhando que o recenseamento é “um ato de soberania, um instrumento de justiça pública e uma alavanca essencial para a eficácia da ação do Estado”.

Nessa mesma linha, Mohamed Coulibaly, responsável pelo programa nacional do Banco para a República Democrática do Congo, sublinhou, aquando do anúncio da contribuição do Banco: “Este é um momento histórico. Com base na sua experiência no acompanhamento deste tipo de processos em África, o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento deseja apoiar a RDCongo, nomeadamente através do reforço do INS e das instituições alinhadas com a cadeia de planeamento, programação, orçamentação e acompanhamento-avaliação, a fim de garantir uma implementação eficaz, transparente e sustentável deste exercício”.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media: 
Frédérique Pascale Essama Messanga
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

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Call to remain alert on the roads this Easter 

Source: Government of South Africa

Call to remain alert on the roads this Easter 

As the Easter Holiday period gets into full swing, the Cross-Border Road Transport Agency (C-BRTA) urgers the cross-border road transport operators to remain alert while transporting passengers and goods across the borders to various parts of the continent.

This as the agency has heightened the deployment of its law enforcement unit, the Road Transport Inspectorate (RTI)  to major corridors that lead to border posts which link South Africa with neighbouring countries. 

“It is our collective  responsibility as law enforcement authorities, motorists and general road users to ensure accident-free roads during the Easter period and beyond. It is for this reason that we have deployed our RTI and heightened our law enforcement operations and related activities on all major routes in the country to ensure compliance,” said CEO of the C-BRTA, Lwazi Mboyi.

This  heightened deployment is meant to match the expected high traffic volumes in respect of freight and passenger vehicles as well as to ensure compliance to relevant road rules. 

At the launch of the 2026 Easter Season Road Safety Campaign in March, Transport Minister Barbara Creecy called on the C-BRTA to heighten its law enforcement activities and for the RTI to increase its visibility along all major corridors that lead to border posts. 

The Cross-Border Road Transport Agency (C-BRTA) facilitates the unimpeded flow of freight and passenger cross-border movements and plays a critical role in the implementation of cross-border road transport agreements and issuing of cross-border operator permits. –SAnews.gov.za

 

Neo

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Road users urged to be responsible

Source: Government of South Africa

Road users urged to be responsible

Minister of Transport Barbara Creecy has urged South Africans travelling during the Easter holidays to use the roads responsibly and show respect to all road users.

The Easter holidays are marked by an increase in traffic on major corridors as travellers embark on various religious and holiday destinations.

Studies show that over 80% of road crashes are the direct result of human behaviour.

“We are calling on every driver, passenger, and pedestrian to take ownership of their conduct on our shared roads. I urge those who will be undertaking long-distance journeys to stagger their travel times to avoid peak congestion and to stop every two hours to combat fatigue.  To the pedestrians, be visible, and do not cross major highways while under the influence,” the Minister said.

She was addressing the recent launch of the 2026 Arrive Alive Easter Road Safety Campaign under the theme: ‘It Begins With Me’, which is an appeal for personal accountability.

“This year, there will be a targeted focus on preventing pedestrians from crossing and walking on highways. We will also patrol areas of entertainment near highways to prevent inebriated pedestrians from running across major roads. Pedestrians currently account for almost half of all road deaths.

“Traffic Authorities, for the first time this year, are instructed to deploy their students to patrol these national critical pedestrian locations and not release students to go home,” the Minister said. 

Law enforcement will be visible in and around pedestrian accident-prone areas, assisted by the communities, and supported by the South African Police Service (SAPS).

The transport industry and motorists have been encouraged to ensure vehicle roadworthiness. 

“Vehicles found with defective brakes, smooth tyres, or steering faults will be impounded immediately to protect passengers.

“We continue our intensified focus on drunken driving. We are currently pursuing legislative amendments to Section 65 of the National Road Traffic Act to further tighten these restrictions,” the Minister said.

High-risk routes, including the N1, N2, N3, and N4, will see an unprecedented saturation of mobile and static checkpoints, as the government intensifies traffic policing on critical corridors together with the deployment of the National Traffic Police.

“I call upon the Cross-Border Road Transport Agency to intensify monitoring and enforcement along key corridors to ensure full compliance with permit conditions, regulatory requirements and overloading of freight and passengers. 

“We will also prioritise vehicle roadworthiness and fatigue management, and clamp down decisively on illegal operations and non-compliance,” Creecy said. –SAnews.gov.za

nosihle

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Deputy President attends Good Friday service

Source: Government of South Africa

Deputy President attends Good Friday service

Deputy President Paul Mashatile will today step into Ellis Park Stadium not just as a government leader, but as a symbol of unity—carrying a message that places families at the centre of South Africa’s healing.

Invited by Bishop Marcelo Pires, Deputy President Mashatile is set to attend the Amandla Ngawethu Good Friday service hosted by the Universal Church of the Kingdom of God (UCKG), marking his first appearance at the church’s Easter gathering in his official capacity.

Framed by the 2026 theme, “The Family at the Foot of the Cross”, the event seeks to confront some of the country’s deepest social challenges—violence, abuse, and fractured communities—by strengthening the family unit as the foundation of resilience.

The Deputy President’s presence reflects his broader mandate to lead government’s engagement with interfaith communities, a role that has seen him visit diverse religious groups across the country. From mosques to temples and churches, his outreach has been aimed at reinforcing social cohesion in a nation still grappling with inequality and division.

Friday’s service signals a deliberate effort to partner with faith-based organisations in addressing societal issues beyond the reach of policy alone.

The gathering will also bring together key provincial leaders, including Gauteng Premier Panyaza Lesufi and Social Development MEC Faith Mazibuko, highlighting a coordinated approach between government and community structures.

As South Africa observes Good Friday, the message expected to echo through Ellis Park is one of reflection and responsibility: that rebuilding the nation may well begin at the foot of the cross—but must continue at the heart of every home. – SAnews.gov.za

Janine

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Resiliência económica de África mantém-se firme face aos ventos contrários globais, afirma novo relatório do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Apesar dos contínuos ventos contrários regionais e globais, África continua a demonstrar uma resiliência impressionante e mantém o seu estatuto de fronteira de crescimento global. Esta é a principal conclusão do relatório ‘Desempenho e Perspetivas Macroeconómicas Africanas de 2026’ (MEO), divulgado pelo Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) na segunda-feira, 30 de março de 2026, na sua sede, em Abidjan.

O relatório sublinha que África superou a média global em 2025, com o PIB real a subir para 4,2%, face aos 3,1% registados em 2024, ultrapassando confortavelmente a média mundial de 3,1%.

Uma conclusão fundamental do relatório é o aumento “generalizado”, com um crescimento superior a 5% em 22 países africanos e superior a 7% em seis, impulsionado pela diminuição das pressões inflacionistas, pela melhoria da gestão macroeconómica e por condições agrícolas favoráveis.

Outros destaques incluem:

  • Prevê-se que o crescimento do PIB real de África estabilize nos 4,3% em 2026 e aumente ainda mais, para 4,5%, em 2027.
  • 12 das 20 economias com crescimento mais rápido do mundo em 2025 eram africanas.
  • Em 2025, a África Oriental manteve-se como a região com o crescimento mais rápido do continente (registando uma expansão do PIB de 6,4%), impulsionada pela acelaração do crescimento para 9,8% na Etiópia, 7,5% no Ruanda e 6,4% no Uganda.
  • O crescimento do PIB per capita de África aumentou de 0,9% em 2023 para 1,1% em 2024 e 1,9% em 2025, mas continua a ser demasiado baixo para impulsionar uma rápida redução da pobreza.
  • A inflação está a diminuir, com a inflação média estimada em 13,6% em 2025, abaixo dos 21,8% registados em 2024; estão previstas novas reduções para 2026 e 2027.
  • O Investimento Direto Estrangeiro recuperou fortemente em 2024, aumentando mais de 75% para atingir 97 mil milhões de dólares.
  • Os fluxos de remessas recuperaram fortemente em 2024, aumentando mais de 14% para 104,6 mil milhões de dólares — compensando o declínio de 6% registado em 2023 e tornando as remessas a maior fonte individual de financiamento externo não relacionado com a dívida, ultrapassando o investimento de carteira estrangeiro.

Nas suas observações durante o lançamento, o Presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, Dr. Sidi Ould Tah, sublinhou que o continente enfrenta um “momento importante em que o mundo está a mudar, nem sempre a favor do continente africano”.

Citando um panorama difícil de crescente fragmentação geopolítica, tensões comerciais e fluxos globais de financiamento ao desenvolvimento em declínio, o Dr. Ould Tah posicionou a agenda dos Quatro Pontos Cardeais do Grupo Banco como um escudo estratégico vital, explicando que “cada um deles aborda diretamente os desafios que este relatório de Perspetivas Macroeconómicas identificou e quantificou”.

À luz dos recentes desenvolvimentos no Médio Oriente, o Dr. Ould Tah observou que a análise e as projeções do MEO 2026 “foram preparadas antes do início da crise atual” e acrescentou que o Grupo Banco e os seus parceiros, incluindo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, estão atualmente a avaliar as potenciais consequências da crise no continente.

Na sua apresentação detalhada, o Economista-Chefe do Grupo Banco e Vice-Presidente para a Governação Económica e Gestão do Conhecimento, Prof. Kevin Urama, manifestou-se otimista quanto ao facto de a crise atual ter um impacto limitado no panorama macroeconómico de África em 2026.

“África resistiu a choques anteriores e tem capacidade para recuperar depois, desde que não entremos em pânico e, em vez disso, apliquemos as medidas políticas adequadas”, afirmou. “Segundo as nossas estimativas, se a crise se prolongar para além de três meses, poderá causar uma queda de 0,2 pontos percentuais na taxa de crescimento económico de África em 2026”, acrescentou.

A apresentação foi seguida de um debate com um painel de especialistas que explorou as conclusões do relatório e as recomendações de políticas destinadas a sustentar o crescimento, reforçar os sistemas financeiros e mobilizar financiamento para o desenvolvimento em grande escala. Entre os membros do painel contavam-se Souleymane Diarrassouba, Ministro do Planeamento e Desenvolvimento da Costa do Marfim; Augustine Kpehe Ngafuan, Ministro das Finanças e do Planeamento do Desenvolvimento da Libéria; Mthuli Ncube, Ministro das Finanças do Zimbabué; Retselisitsoe Matlanyane, Ministro das Finanças e do Planeamento do Desenvolvimento do Lesoto; e Aminata Toure, Representante Residente do Fundo Monetário Internacional na Costa do Marfim.

Os membros do painel salientaram a importância de sustentar as reformas ligadas à mobilização de recursos internos, incluindo o aprofundamento dos mercados locais de ações e de rendimento fixo, e de ampliar os esforços de digitalização para melhorar a eficiência da cobrança de impostos. Partilharam também histórias de sucesso das reformas em curso nos seus respetivos países. Surgiu um consenso de que as experiências de África com choques podem posicionar o continente para tirar lições valiosas para enfrentar os desafios atuais e futuros.

O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento publica o Relatório Macroeconómico semestralmente para complementar o seu Relatório Anual sobre as Perspetivas Económicas de África. O Dr. Ould Tah descreveu a série como uma demonstração do “compromisso do Banco em fornecer aos nossos países membros, aos nossos parceiros e aos nossos investidores a análise mais rigorosa, oportuna e exequível”.

Descarregue o Relatório MEO de África de 2026: [Inglês] (http://apo-opa.co/4s9M46w) | [Francês] (http://apo-opa.co/4v3uC6F) | [Português] (http://apo-opa.co/4bKING0) | [Árabe] (http://apo-opa.co/3NTLHPF)

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Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

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Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros.

Mais informações em www.AfDB.org/pt

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