São Tomé e Príncipe promove diálogo de alto nível sobre turismo sustentável

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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São Tomé e Príncipe prepara-se para dar um passo decisivo para consolidar o turismo como motor de crescimento e diversificação de sua economia.

Neste 30 de outubro, o país abrigará o Diá. Político de Alto Nível sob o tema “Unir Vozes para um Turismo Sustentável”, com o apoio da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África, Uneca, e do Escritório do Sistema ONU no país.

Turismo e riqueza

O evento ocorre após um atelier técnico de validação, marcando uma etapa crucial na segunda fase do Projeto de Desenvolvimento da Conta Satélite do Turismo, CST, uma ferramenta estratégica para medir a contribuição real do turismo para a riqueza nacional e orientar políticas públicas.

O diá. reunirá autoridades governamentais, parceiros de desenvolvimento, a academia, o setor privado e a sociedade civil. O objetivo é consolidar o turismo baseado em evidências como prioridade estratégica nacional. A iniciativa também procura assegurar que a CST seja integrada de forma duradoura nos processos e programas nacionais.

Cooperação e potencial

Segundo a Uneca, o objetivo é transformar o turismo num pilar essencial da diversificação económica do país.

As estimativas mais recentes indicam que o setor representa 11% do Produto Interno Bruto, PIB, e 10% do Valor Acrescentado Bruto, VAB, dados que confirmam o potencial estratégico do turismo para a economia santomense.

O diretor do Escritório subregional da Uneca para a África Central, Jean Luc Mastaki, afirmou que o diá. visa traduzir os resultados técnicos do projeto em compromissos políticos concretos, priorizando o turismo sustentável na diversificação da economia são-tomense.

As primeiras Contas Satélite do Turismo, desenvolvidas em cooperação com instituições nacionais e parceiros das Nações Unidas, nasceram de de formações e oficinas de capacitação.

Formação e capacitação nacional

Desde o lançamento do projeto, em 2024, a Uneca e o Governo de São Tomé e Príncipe formaram cerca de 25 especialistas nacionais de diferentes Ministérios, universidades, organizações da sociedade civil e setor privado.

A Comissão Econômica da ONU para África destaca que a consolidação da CST e o diá. político nacional representam uma oportunidade única para fortalecer a coordenação institucional e garantir a produção regular de dados sobre o turismo, essenciais para o crescimento sustentável e inclusivo do país.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

Banco Africano de Desenvolvimento aprova subvenção de 6 milhões de dólares para reforçar a gestão do risco de catástrofes em África

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Conselho de Administração do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org/pt) aprovou uma subvenção de 6 milhões de dólares para apoiar a Capacidade Africana de Risco (ARC) no reforço da preparação para catástrofes e do financiamento do risco em todo o continente durante o período 2025-2026.

Aprovada a 29 de outubro, a subvenção – concedida por meio da Iniciativa Africana de Financiamento de Riscos de Desastres (https://apo-opa.co/4oKlorT) (ADRiFi) do Banco – ajudará a ARC a manter os seus serviços essenciais de capacitação e financiamento de riscos de desastres para os países membros regionais do Banco.

O projeto visa ajudar os governos africanos a passar de uma resposta reativa a desastres para uma preparação proativa. Fortalecerá a capacitação técnica e operacional das instituições nacionais em gestão de riscos de desastres, incluindo avaliação de riscos baseada em evidência, sistemas de alerta precoce e formação para decisores políticos e especialistas técnicos.

Um componente-chave do projeto será o aprimoramento da capacidade dos países de planear e alocar recursos para emergências de forma mais eficiente. Também apoiará o desenvolvimento de estruturas institucionais mais sólidas para coordenar respostas rápidas e eficazes a desastres naturais.

A ARC trabalhará para expandir a participação dos países no seu fundo comum de seguro soberano, através de um maior envolvimento e da oferta de novos produtos de seguro contra riscos climáticos aos seus Estados-Membros. As atividades planeadas incluem a promoção de alto nível para a ratificação do Tratado da ARC, a finalização dos seus programas de trabalho com os países participantes e a facilitação do apoio aos prémios de seguro.

A implementação abrangerá todos os Estados-Membros da ARC, com foco nas regiões mais expostas a secas, inundações, ciclones tropicais e epidemias. Os beneficiários incluirão decisores políticos, grupos de trabalho técnicos e funcionários públicos, que receberão assistência específica na quantificação do risco de catástrofes, planeamento de contingência, financiamento de riscos, inclusão das mulheres e monitorização e avaliação.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media: 
Alexis Adélé
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

Sobre a Capacidade Africana de Risco:
Criada em 2012 como uma instituição especializada da União Africana, a Capacidade Africana de Risco fornece aos Estados-Membros serviços de modelação de riscos, planeamento de contingência e financiamento soberano de riscos de catástrofes. Desde a sua criação, 39 Estados-Membros da União Africana assinaram o Acordo ARC, que facilitou o desembolso de mais de 230 milhões de dólares a 14 países, protegendo milhões de pessoas vulneráveis através de financiamento rápido e previsível na sequência de uma catástrofe.

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África do Sul: Banco Africano de Desenvolvimento aprova 75 milhões de dólares para a Nyanza Light Metals impulsionar o processamento de titânio em grande escala

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Conselho de Administração do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) aprovou um financiamento de 75 milhões de dólares para apoiar a Nyanza Light Metals Pty Ltd (Nyanza), com sede na África do Sul, a impulsionar a industrialização em África através da agregação de valor local aos abundantes recursos minerais de titânio do continente.

O dióxido de titânio é um pigmento crucial utilizado em inúmeras indústrias, incluindo tintas e revestimentos, processamento de alimentos, cosméticos e aplicações médicas. Apesar disso, os fabricantes na África do Sul e em toda a região dependem quase inteiramente de importações caras. O projeto da Nyanza mudará essa situação ao produzir dióxido de titânio localmente, contribuindo para a substituição de importações e posicionando África na cadeia de valor global do dióxido de titânio. 

O pacote de financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento inclui 25 milhões de dólares do Fundo Africa Growing Together (AGTF) – uma iniciativa de cofinanciamento entre o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Popular da China. O financiamento apoiará o desenvolvimento, a construção e a operação de uma fábrica de pigmentos de dióxido de titânio com capacidade para 80 mil toneladas por ano e infraestruturas de apoio na Zona de Desenvolvimento Industrial de Richards Bay. Esta instalação processará minérios de titânio de origem local e regional, transformando-os em pigmentos de alto valor para várias aplicações industriais.

A contribuição do Banco faz parte de um pacote de financiamento sindicado organizado pela Corporação Financeira Africana e pelo Banco Africano de Exportação e Importação, que atuam como organizadores principais mandatados iniciais e bookrunners.

Um dos principais focos do financiamento do Banco é a criação de empregos. Espera-se que o projeto Nyanza gere mais de 2.400 empregos domésticos durante a construção – 30% dos quais serão reservados para mulheres e 30% para jovens – e até 850 empregos diretos qualificados quando estiver operacional, com metas de 45% para mulheres, 30% para jovens e 20% para pessoas com baixos rendimentos. Isto ajudará a reduzir o desemprego na África do Sul e a promover a participação inclusiva no setor industrial sul-africano.

Comentando o projeto, Solomon Quaynor, vice-presidente do Banco para o Setor Privado, Infraestrutura e Industrialização, disse: Este investimento reflete o compromisso do Banco Africano de Desenvolvimento de impulsionar a transformação industrial de África e mudar a narrativa de África, de um continente fortemente dependente da exportação de matérias-primas, para um continente globalmente reconhecido como um interveniente proeminente na valorização interna dos seus recursos naturais. Ao apoiar a Nyanza a investir em infraestruturas e na rentabilização dos recursos naturais locais, estamos a contribuir para mudar o antigo paradigma africano de exportar matérias-primas de baixo valor e depender fortemente da importação de produtos acabados; estamos a construir uma economia industrial que criará oportunidades inclusivas para milhões de pessoas em todo o continente”.

O presidente e CEO da Nyanza, Donovan Chimhandamba, afirmou: “A aprovação do BAD marca um momento crucial, não apenas para a Nyanza, mas para o futuro industrial de África. O BAD traz mais do que financiamento; traz credibilidade, parceria estratégica e um compromisso de longo prazo com a transformação de África. Este apoio confirma a nossa missão de liderar a beneficiação de minerais e posiciona a Nyanza como um motor da industrialização inclusiva”.

Donovan acrescentou: “Há muito que África exporta minerais em bruto, apenas para importar de volta produtos acabados de alto valor feitos a partir desses mesmos recursos, a um preço superior. Este ciclo tem limitado o crescimento industrial e a capacidade do continente de beneficiar plenamente da sua riqueza natural. Com o apoio do BAD, estamos a mudar isso através da construção de um complexo de beneficiação de titânio de classe mundial para processar minerais africanos localmente para os mercados globais. Trata-se de recuperar valor, criar empregos e construir uma base industrial que capacite jovens, mulheres e empreendedores”.

O projeto apoia o objetivo estratégico do Banco Africano de Desenvolvimento de construir infraestruturas resilientes às alterações climáticas e promover a valorização dos recursos naturais. Espera-se também que catalise o crescimento do setor privado, estimule a criação de indústrias relacionadas e cadeias de abastecimento locais e diversifique a base de exportação da África do Sul através de uma maior participação nas cadeias de valor globais.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Emeka Anuforo
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Ministro Eurico Monteiro presidiu à cerimónia de receção oficial do primeiro voo da EasyJet para a cidade da Praia

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Investimentos e Fomento Empresarial, Eurico Monteiro, presidiu na tarde desta segunda-feira, 27 de outubro, à cerimónia de receção oficial do primeiro voo da EasyJet, na rota Lisboa-Praia, no Aeroporto Internacional Nelson Mandela.

Por ocasião do evento, o governante sublinhou que a chegada dos voos de baixo custo representa um marco significativo para Cabo Verde, com impacto em várias dimensões da economia nacional, particularmente no turismo, nos transportes e na mobilidade entre as ilhas e a diáspora.

Segundo Eurico Monteiro, esta ligação reforça a conectividade de Cabo Verde com alguns dos principais mercados, como Portugal, Reino Unido e Itália, criando novas oportunidades para o crescimento do turismo e o fortalecimento das relações comerciais. Acrescentou ainda que a operação da EasyJet, Transavia e Edelweiss a partir da Europa para as 4 ilhas: Santiago, São Vicente, Sal e Boa Vista, contribui para a diversificação da oferta turística e promove um desenvolvimento mais equilibrado entre os diferentes destinos para o arquipélago.

Outro ponto destacado pelo Ministro foi o impacto positivo na aproximação da diáspora cabo-verdiana ao país. ‘’Torna-se, portanto, mais barato vir a Cabo Verde. Esta dinâmica pode incrementar o turismo da nossa diáspora, incentivando os cabo-verdianos no estrangeiro a visitar mais vezes o país como destino turístico, pelos custos mais acessíveis’’, afirmou.

Eurico Monteiro considerou ainda que a entrada de companhias aéreas de baixo custo no mercado nacional gera novas dinâmicas e novos desafios, encorajando a transportadora nacional a adaptar-se a esta nova realidade. Referiu que o momento é uma oportunidade para analisar os custos, tornar mais eficiente e introduzir inovações, permitindo competir num mercado cada vez mais exigente.

Por fim, o Ministro frisou que a presença da EasyJet, Transavia e Edelweiss reforça a confiança internacional em Cabo Verde como destino seguro, competitivo e atrativo para investimentos e turismo, sublinhando o compromisso do Governo de Cabo Verde em continuar a criar condições que promovam a mobilidade, crescimento económico e a coesão territorial.

De realçar que, de 26 a 30 de outubro, os aeroportos internacionais da Praia, São Vicente, Sal e Boa Vista receberão dez voos das companhias EasyJet, Transavia e Edelweiss.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Economia circular africana ganha impulso com mais oportunidades para inovação

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Nos arredores de Adis Abeba, Behailu Seboka, 30 anos, fundador da Askema Engineering, fabrica pastilhas de travão a partir de materiais descartados de matadouros. O que começou como um projeto universitário agora emprega 268 pessoas e atende 6.400 clientes em toda a Etiópia. “Com o apoio certo, podemos provar que a economia circular não é boa apenas para o ambiente, mas também para os negócios”, afirma.

A Askema Engineering, expositora na Reunião Anual de 2025 da Aliança Africana para a Economia Circular (ACEA), exemplifica como a engenhosidade africana – quando apoiada por políticas e investimentos coordenados – pode tornar-se um ativo industrial e pronto para exportação.

Em todo o continente, empresas como a Askema estão a criar uma visão tangível da transição circular, e os participantes da Reunião Anual da ACEA conheceram várias iniciativas lideradas por pequenas e médias empresas africanas comprometidas com essa abordagem. 

Em Madagáscar, o Ministério do Ambiente está a estabelecer parcerias com inovadores locais para reciclar saquinhos de polietileno em fios duráveis para bolsas. No Burquina Faso, os resíduos plásticos são transformados em pedras de pavimentação ou tábuas utilizadas para secretárias escolares e equipamentos para espaços públicos.

Estes projetos ilustram a essência da circularidade, um modelo económico que promove a sustentabilidade através da reutilização e reciclagem de materiais e recursos, e da eliminação de resíduos.

Impulsionando o desenvolvimento de África

Todos os anos, mais de 10 milhões de jovens entram no mercado de trabalho africano, mas apenas 3,1 milhões de empregos são criados. Com o mercado global da economia circular estimado em 546 mil milhões de dólares e com o potencial de criar 11 milhões de novos empregos até 2030, a adoção da circularidade por África pode tornar-se um fator de mudança para o emprego e o crescimento inclusivo.

A Aliança Africana para a Economia Circular (ACEA) (http://apo-opa.co/4hAbcQm), composta por 21 países africanos, está a liderar os esforços para incorporar os princípios circulares nas estratégias de desenvolvimento do continente. A sua missão: transformar a transição verde numa alavanca para o desenvolvimento e a integração.

A Reunião Anual da ACEA de 2025, organizada pelo Grupo Banco Africano de Desenvolvimento em Adis Abeba, de 14 a 16 de outubro, proporcionou uma plataforma fundamental para o diá., a troca de conhecimentos e a criação de parcerias. Os participantes exploraram formas de ampliar modelos circulares que proporcionem dividendos ambientais e económicos.

A reunião contou com a participação de Estados-Membros e representantes de 19 instituições parceiras, incluindo a União Africana, a União Europeia, o Banco Africano de Desenvolvimento, a Organização Africana de Harmonização (ARSO) e agências da ONU, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Confiança e cooperação crescentes

As discussões centraram-se na harmonização de normas, financiamento e políticas industriais para superar a fragmentação do ecossistema da economia circular africana. Iniciativas como o Mecanismo Africano de Economia Circular (ACEF), um instrumento catalisador do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, e o Plano de Ação Continental para a Economia Circular (CEAP) da União Africana já estão a impulsionar o progresso, em linha com a Agenda 2063 da UA.

“Gostaria de felicitar a Aliança Africana para a Economia Circular e o Banco Africano de Desenvolvimento pelo seu compromisso determinado com a economia circular”, afirmou a Embaixadora da Finlândia na Etiópia, Sinikka Antila. “O número crescente de membros da ACEA ilustra a confiança crescente nesta visão partilhada”. A Finlândia é um dos países parceiros da Aliança e um doador do ACEF (http://apo-opa.co/49plvEJ).

Aubin Ndodjide, representante do Chade na Etiópia, também elogiou os esforços da Aliança para converter as oportunidades da economia circular em soluções tangíveis e empregos sustentáveis para os jovens africanos.

O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento incorporou a circularidade na sua Estratégia Decenal 2024-2033, reconhecendo-a como uma base para a prosperidade sustentável. A nova agenda dos Quatro Pontos Cardeais do Grupo do Banco – expandir o acesso ao capital, reformar o sistema financeiro, aproveitar o potencial demográfico e investir em infraestruturas resilientes – reflete o mesmo espírito.

“A economia circular liga os quatro pontos cardeais do Grupo do Banco numa única equação: transformar os recursos, as ideias e a juventude de África em alavancas do poder económico”, afirmou Nathaniel Oluoch Agola, Diretor Nacional Interino do Grupo Banco na Etiópia.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Departamento de Comunicação e Relações Externas, 
media@afdb.org

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Dr. George Elombi assume o cargo como o quarto Presidente do Afreximbank e promete um impacto mais profundo

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) (www.Afreximbank.com) empossou no Sábado, em Cairo, Egipto, o Dr. George Elombi como quarto Presidente do Conselho de Administração do Banco, substituindo o Prof. Benedict Oramah como chefe da Instituição Financeira Multilateral Africana.

Formalizada com um juramento administrado pelo Sr. Wale Edun, Presidente da Assembleia Geral Anual de Accionistas do Banco e Ministro das Finanças e Ministro Coordenador da Economia da Nigéria, a cerimónia de investidura foi testemunhada por mais de 2.000 convidados, incluindo Chefes de Estado, ex-Chefes de Estado, líderes governamentais e representantes de toda África e das Caraíbas, os principais líderes empresariais africanos, todos os ex-Presidentes do Afreximbank, membros do Conselho de Administração do Banco, accionistas, funcionários actuais e antigos, amigos e familiares do Dr. Elombi e uma série de outras personalidades.

No discurso de tomada de posse, o Dr. Elombi anunciou o seu compromisso inabalável em dar continuidade ao legado do Banco, aprofundar o impacto, reforçar as parcerias e dar continuidade à missão de construir uma África que comercializa consigo mesma e prospera nos seus próprios termos.

Assinalou que a estrutura do comércio global é desfavorável para África e, por isso, deve mudar, uma vez que é demasiado dependente da exportação de matérias-primas, afirmando que: “a nossa missão é, portanto, transformar a estrutura desse comércio. Para mudar a estrutura, devemos processar. Devemos produzir. A menos que produzamos, não podemos comercializar.”

O Presidente Elombi anunciou que, nos próximos cinco a dez anos, daria prioridade aos sectores que, em sua opinião, teriam o impacto mais significativo e sustentável no comércio e no bem-estar de África, incluindo a promoção e aceleração da agregação de valor e do processamento estratégico de minerais para reduzir a exportação de matéria-prima.

“O Afreximbank vai, portanto, criar uma nova janela de financiamento de grande impacto, especificamente para projectos que processam minerais brutos em produtos semi-acabados ou acabados”, afirmou. “Vamos estabelecer um Programa Estratégico de Desenvolvimento de Minerais para financiar cadeias de valor completas, desde a extração e refinação até ao fabrico de componentes acabados, capturando muito mais valor aqui no nosso continente e criando empregos altamente qualificados para o nosso povo.”

O Dr. Elombi acrescentou que o Afreximbank daria prioridade ao aprofundamento do comércio intra-africano e à integração regional, uma vez que o sucesso da sua agenda de acréscimo de valor dependeria, em última análise, da sua capacidade de garantir mercados para os bens produzidos.

“Intensificaremos os esforços para eliminar as barreiras comerciais, reforçar as infra-estruturas transfronteiriças e promover a circulação contínua de bens, serviços, pessoas e capitais em todo o nosso continente”, afirmou. “O Afreximbank continuará, portanto, a desempenhar um papel catalisador na implementação do Acordo da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA ), impulsionando os principais programas e iniciativas desenvolvidos ao longo da última década e introduzindo novas intervenções específicas, sempre que necessário, para acelerar o progresso.”

Outras prioridades delineadas pelo Dr. Elombi incluem catalisar e construir infra-estruturas críticas que facilitem o comércio; alavancar a inovação e a tecnologia digital, incluindo a exploração da criação de uma moeda digital pan-africana, reforçando a integração financeira e a inovação em todo o continente; e mobilizar o capital africano global.

O Banco dará igualmente prioridade à sua solidez financeira, reconhecendo que “só uma instituição forte e bem capitalizada pode realizar as intervenções necessárias para transformar o panorama comercial e de desenvolvimento de África”, afirmou o Dr. Elombi, acrescentando que será igualmente dada prioridade ao estabelecimento de parcerias estratégicas e inovadoras, uma vez que as parcerias com instituições de desenvolvimento relevantes são fundamentais para a missão do Banco de promover a transformação comercial e económica de África.

“Reconhecemos que o progresso de África depende não só da força das instituições individuais, mas igualmente do poder da colaboração entre si”, afirmou o Dr. Elombi.

O Presidente Elombi fez menção à narrativa cada vez mais hostil dirigida às instituições multilaterais africanas detidas e controladas por africanos, “não porque falhamos ou sejamos vistos como mais um fracasso africano”, mas “porque somos bem-sucedidos”, e acrescentou que, ao contrário de outras instituições multilaterais, o estatuto de credor preferencial do Afreximbank não foi concedido por boa vontade ou benevolência dos governos, mas consagrado no Tratado de Constituição do Banco, assinado por todos os Estados-Membros, explicou o Dr. Elombi.

A investidura contou ainda com as intervenções do Sr. Hassan Abdalla, Governador do Banco Central do Egipto, de S. Ex.ª Louis-Paul Motazé, Ministro das Finanças dos Camarões, do Alhaji Aliko Dangote, Fundador do Grupo Dangote, de S. Ex.ª Selma Malika Haddadi, Vice-Presidente da Comissão da União Africana, e de Sua Excelência Dr. Terrance Drew, Primeiro-Ministro de São Cristóvão e Nevis.

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

Contacto para a Imprensa:
Vincent Musumba
Gestor de Comunicações e Eventos (Relações com os Meios de Comunicação Social)
Correio Electrónico: press@afreximbank.com

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Sobre o Afreximbank:
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) é uma instituição financeira multilateral pan-africana com mandato para financiar e promover o comércio intra e extra-africano. Há mais de 30 anos que o Banco utiliza estruturas inovadoras para oferecer soluções de financiamento que apoiam a transformação da estrutura do comércio africano, acelerando a industrialização e o comércio intra-regional, impulsionando assim a expansão económica em África. Apoiante firme do Acordo de Comércio Livre Continental Africano (ACLCA), o Afreximbank lançou um Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS) que foi adoptado pela União Africana (UA) como plataforma de pagamento e liquidação para sustentar a implementação da ZCLCA. Em colaboração com o Secretariado da ZCLCA e a UA, o Banco criou um Fundo de Ajustamento de 10 mil milhões de dólares para apoiar os países que participam de forma efectiva na ZCLCA. No final de Dezembro de 2024, o total de activos e contingências do Afreximbank ascendia a mais de 40,1 mil milhões de dólares e os seus fundos de accionistas a 7,2 mil milhões de dólares. O Afreximbank tem notações de grau de investimento atribuídas pela GCR (escala internacional) (A), Moody’s (Baa2), China Chengxin International Credit Rating Co., Ltd (CCXI) (AAA), Japan Credit Rating Agency (JCR) (A-) e Fitch (BBB-). O Afreximbank evoluiu para uma entidade de grupo que inclui o Banco, a sua subsidiária de fundo de impacto de acções, denominada Fundo para o Desenvolvimento das Exportações em África (FEDA), e a sua subsidiária de gestão de seguros, AfrexInsure (em conjunto, “o Grupo”). O Banco tem a sua sede em Cairo, Egipto.

Para mais informações, visite: www.Afreximbank.com.

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O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) homenageia o Presidente cessante do Conselho de Administração

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) (www.Afreximbank.com) no Cairo, Egipto, marcou o fim do mandato do Prof. Benedict Okey Oramah como seu Presidente do Conselho de Administração, com uma conferência onde o Presidente cessante anunciou que fez da promoção do comércio e do investimento intra-africanos a ponta de lança da estratégia do Banco quando assumiu o cargo, devido à convicção de que esse era o único caminho viável para o desenvolvimento e a emancipação económica de África.

A conferência de despedida, que contou com a presença de mais de 2.000 convidados, atraiu Chefes de Estado, ex-Chefes de Estado, outros líderes governamentais e representantes de toda África e das Caraíbas, importantes líderes empresariais africanos, todos os ex- Presidentes do Afreximbank, o Presidente designado do Afreximbank, membros do Conselho de Administração do Banco, accionistas, actuais e antigos funcionários, amigos e familiares do Prof. Oramah e do Afreximbank, bem como uma série de outras personalidades.

No seu discurso de despedida, o Prof. Oramah afirmou que: “A nossa filosofia nasceu da convicção de que o único caminho viável para o desenvolvimento e a emancipação económica de África era aquele que revertesse de forma agressiva a estratégia colonial de ‘dividir para reinar’ e ‘dividir para conquistar’ que, durante décadas, manteve África e os afrodescendentes presos no poço do desânimo e do desespero.”

“Assim, a nossa filosofia foi que o motor do desenvolvimento de África deve ser impulsionado a partir de dentro, pois centenas de anos de história nos mostraram que os interesses externos têm sido, na sua maioria, predatórios e parasitários, a menos que envolvidos a partir de uma posição de força e propósito”, explicou.

O Prof. Oramah acrescentou que, tendo em conta que o Afreximbank lutou em todas as frentes “podemos apontar diferenças tangíveis que o Banco fez; podemos agora apontar aquelas coisas que agora existem, aqueles novos acordos institucionais e intervenções que agora se juntaram como forças formidáveis no arsenal de África na sua luta pela verdadeira auto-determinação – aquelas coisas que hoje admiramos, muitas das quais eram meras esperanças e aspirações há 10 anos”.

Anteriormente, o Dr. George Elombi, Presidente designado do Afreximbank, descreveu o Prof. Oramah como “um dos poucos no mundo, os 0,8%, que combina visão e execução”, afirmando que, sob a sua liderança, o Afreximbank e os seus parceiros voluntários construíram uma base sólida para melhorar o comércio intra-africano e o desenvolvimento industrial.

“Foram criados instrumentos para eliminar os obstáculos que impediram o progresso de África durante quase sete décadas, depois da independência de África. Encarou de frente os desafios do subdesenvolvimento industrial de África, dando continuidade ao trabalho daqueles que o antecederam”, afirmou o Dr. Elombi.

Afirmou que o Afreximbank é agora uma das principais instituições financeiras multilaterais que lideram os esforços de desenvolvimento de África, particularmente na implementação do Acordo da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) e na transformação do panorama industrial do continente, acrescentando “Oramah transformou desejos políticos com décadas e séculos de existência em ganhos tangíveis para todos os africanos.”

Durante o mandato de 10 anos do Prof. Oramah, que iniciou em Setembro de 2015, o balanço e as garantias do Afreximbank cresceram quase oito vezes, passando de 6 mil milhões de USD quando assumiu o cargo para quase 44 mil milhões de USD em Setembro de 2025. Assistiu-se igualmente à introdução e implementação de produtos, programas e iniciativas de grande alcance, especificamente concebidos para enfrentar os desafios que se colocam ao comércio e ao crescimento económico de África, ajudando a consolidar a posição do Afreximbank como a principal instituição financeira comercial de África.

Durante o seu mandato, o apoio do Afreximbank desempenhou um papel significativo na antecipação da implementação da ZCLCA. O Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidações (PAPSS), que apoiou com uma linha de crédito de 3 mil milhões de USD para compensação e liquidação, entrou em funcionamento em 20 países e tornou possível aos países africanos realizarem transacções comerciais transfronteiriças nas suas próprias moedas locais.

Os Fundos de Ajustamento da ZCLCA, apoiados pelo Afreximbank com um compromisso de mil milhões de USD e uma parceria com o Secretariado da ZCLCA, estão a permitir que os Estados participantes na ZCLCA se ajustem de forma ordenada ao novo regime comercial.

A Feira Comercial Intra-Africana bienal, introduzida pelo Afreximbank em 2018, enfrenta o desafio do acesso limitado a informações sobre comércio e investimento em toda África e, nas suas quatro edições, atraiu mais de 170 mil milhões de USD em acordos comerciais e de investimento e 180.000 visitantes. Além disso, a plataforma digital do Banco, a Africa Trade Gateway, está a utilizar a tecnologia digital para eliminar as barreiras à informação, enquanto os Centros de Comércio Africano do Afreximbank, que surgiram em todo o continente, estão a fornecer plataformas sólidas para informações sobre comércio e investimento intra-africanos.

Quanto às normas, através dos centros de testes e certificação do Banco, foram harmonizadas cerca de 500 normas para produtos farmacêuticos e equipamentos médicos, agricultura, automóveis, têxteis, etc., permitindo um comércio intra-africano mais fácil, enquanto o Banco continua a construir mais centros em toda África para garantir que existem infra-estruturas para implementar as normas que ajudou a harmonizar.

Em colaboração com o Secretariado da ZCLCA e a COMESA, o Afreximbank lançou o Sistema Africano de Garantia de Trânsito Colaborativo, apoiado por limites de garantia de mil milhões de USD, que aborda as barreiras ao trânsito na circulação de mercadorias através das fronteiras.

Além disso, o Afreximbank está a apoiar o desenvolvimento de parques industriais e zonas económicas especiais em toda África, criando exportações onde antes não existiam, incluindo o surgimento de indústrias pesadas, como a Refinaria e Petroquímica Dangote na Nigéria.

Além disso, é importante referir que o trabalho do Banco estimulou os laços socioculturais e económicos entre África e a CARICOM e a diáspora africana em geral, e a execução do projecto do Centro de Excelência Médica Africano abriu caminho para que muitos africanos tivessem acesso a cuidados de saúde de qualidade.

Outras realizações significativas incluem a intervenção do Banco na COVID-19, quando desembolsou mais de 10 mil milhões de USD para permitir que África se defendesse durante a pandemia da COVID-19. O Banco disponibilizou igualmente 2 mil milhões de USD que permitiram a África e às Caraíbas adquirir vacinas contra a COVID-19.

Por outro lado, sob a liderança do Presidente Oramah, o Afreximbank lançou recentemente a Empresa Africana de Comércio e Distribuição [African Trade and Distribution Company (ATDC)], uma instituição concebida para enfrentar os obstáculos logísticos no comércio transfronteiriço dentro do continente.

A conferência em homenagem ao legado contou ainda com homenagens prestadas por funcionários do Afreximbank, membros da comunidade empresarial, líderes políticos, amigos e outras pessoas de várias esferas da vida que foram impactadas pelo trabalho do Prof. Oramah.

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

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Vincent Musumba
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Correio Electrónico: press@afreximbank.com

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Sobre o Afreximbank:
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) é uma instituição financeira multilateral pan-africana com mandato para financiar e promover o comércio intra e extra-africano. Há mais de 30 anos que o Banco utiliza estruturas inovadoras para oferecer soluções de financiamento que apoiam a transformação da estrutura do comércio africano, acelerando a industrialização e o comércio intra-regional, impulsionando assim a expansão económica em África. Apoiante firme do Acordo de Comércio Livre Continental Africano (ACLCA), o Afreximbank lançou um Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS) que foi adoptado pela União Africana (UA) como plataforma de pagamento e liquidação para sustentar a implementação da ZCLCA. Em colaboração com o Secretariado da ZCLCA e a UA, o Banco criou um Fundo de Ajustamento de 10 mil milhões de dólares para apoiar os países que participam de forma efectiva na ZCLCA. No final de Dezembro de 2024, o total de activos e contingências do Afreximbank ascendia a mais de 40,1 mil milhões de dólares e os seus fundos de accionistas a 7,2 mil milhões de dólares. O Afreximbank tem notações de grau de investimento atribuídas pela GCR (escala internacional) (A), Moody’s (Baa2), China Chengxin International Credit Rating Co., Ltd (CCXI) (AAA), Japan Credit Rating Agency (JCR) (A-) e Fitch (BBB-). O Afreximbank evoluiu para uma entidade de grupo que inclui o Banco, a sua subsidiária de fundo de impacto de acções, denominada Fundo para o Desenvolvimento das Exportações em África (FEDA), e a sua subsidiária de gestão de seguros, AfrexInsure (em conjunto, “o Grupo”). O Banco tem a sua sede em Cairo, Egipto.

Para mais informações, visite: www.Afreximbank.com.

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Grupo Banco Africano de Desenvolvimento recebe 14 milhões de dólares na primeira alocação da nova janela de financiamento do setor privado do Programa Global para a Agricultura e Segurança Alimentar

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Programa Global para a Agricultura e a Segurança Alimentar (GAFSP) anunciou a primeira alocação da sua nova janela de financiamento do setor privado ao Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org), fornecendo 14 milhões de dólares em capital de redução de risco que visa desbloquear 200 milhões de dólares do setor privado para melhorar a segurança alimentar em países de baixo rendimento.

O GAFSP fornece recursos financeiros e técnicos – incluindo subsídios, financiamento concessional misto, assistência técnica e serviços de consultoria – aos países mais pobres do mundo para apoiar projetos em toda a cadeia de valor agrícola.

A nova janela, a Business Investment Financing Track, foi lançada em 2024 como a janela de financiamento do setor privado de segunda geração do GAFSP. Ela combina as subvenções e o financiamento concessionais do programa com o financiamento de bancos multilaterais de desenvolvimento para catalisar o financiamento do setor privado para pequenos agricultores, grupos de produtores, agronegócios e start-ups.

Esta primeira alocação será destinada à criação de um Mecanismo de Partilha de Riscos para Insumos Agrícolas – um fundo de 200 milhões de dólares que será administrado pelo Banco, com uma parcela de 10 milhões de dólares de capital para redução de riscos. Um montante adicional de 4 milhões de dólares em recursos de subvenção apoiará a assistência técnica destinada a catalisar até 200 milhões de dólares em empréstimos do setor privado para pequenas e médias empresas agrícolas na Etiópia, Uganda, Tanzânia, Maláui e Zâmbia. O Mecanismo de Partilha de Riscos para Insumos Agrícolas trabalhará para incentivar os bancos locais a conceder crédito a fornecedores de insumos agrícolas.

Os pequenos agricultores e as empresas agroalimentares em fase inicial em países frágeis e de baixo rendimento têm dificuldade em aceder a crédito, seguros e capital de investimento devido aos riscos elevados percebidos, o que limita a sua capacidade de satisfazer a crescente procura de alimentos.

O Mecanismo de Partilha de Risco para Insumos Agrícolas, a ser implementado pela Seguradora Africana de Desenvolvimento do Comércio e Investimento – uma instituição pan-africana que oferece seguro de risco político e crédito a investidores – irá colmatar esta lacuna, fornecendo garantias a instituições financeiras, uma medida de partilha de risco para incentivar os bancos comerciais a concederem empréstimos a estas empresas agrícolas carenciadas.

“Esta primeira alocação demonstra o interesse dos financiadores em trabalhar em conjunto neste novo modelo para resolver um desafio antigo do financiamento para pequenos agricultores: o risco”, disse Natasha Hayward, gestora do Programa Global de Agricultura e Segurança Alimentar.

“Ao combinar os fundos dos doadores do GAFSP com o financiamento multilateral para o desenvolvimento e o financiamento comercial, cada dólar do programa alavancará muito mais em investimento privado, multiplicando o impacto positivo na segurança alimentar e na resiliência ao aumento das temperaturas e aos padrões climáticos imprevisíveis”, acrescentou.

O financiamento ajudará a expandir o acesso a sementes certificadas, fertilizantes orgânicos, melhoradores de solo, mecanização e outros insumos que ajudam as empresas agrícolas a resistir ao calor extremo e prolongado, à escassez de água e a outros impactos de climas extremos. Espera-se que mais de 1,5 milhões de pequenos agricultores e 500 comerciantes agrícolas e cooperativas sejam beneficiados.

“Ao visar os comerciantes de insumos agrícolas e os pequenos agricultores, este mecanismo pretende fortalecer toda a cadeia de valor, desde o fornecimento de insumos até ao acesso ao mercado, construindo sistemas alimentares capazes de resistir a choques de mercado, incluindo, e especialmente, pressões ambientais. Com a criação do Mecanismo de Partilha de Risco de Insumos Agrícolas, estamos a plantar as sementes de uma África com maior segurança alimentar”, afirmou Philip Boahen, Coordenador do GAFSP do Banco Africano de Desenvolvimento.

Esta primeira atribuição está em consonância com os compromissos africanos de base ampla para transformar os sistemas alimentares, incluindo o Programa Abrangente de Desenvolvimento Agrícola Africano (https://apo-opa.co/4o3eNsB) e a Declaração de Kampala sobre a Aceleração da Implementação da Transformação dos Sistemas Alimentares Africanos.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Desiree Bataba
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

About O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Moçambique recebe prémio de seguro de 2 milhões de dólares para proteção contra secas, com o Programa Africano de Financiamento de Riscos a atingir os 150 milhões de dólares

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Moçambique recebeu um prémio de seguro de 2 milhões de dólares para proteção contra secas, cobrindo a temporada agrícola de 2025-2026, marcando o terceiro ano consecutivo de cobertura do país pelo programa de financiamento de riscos de desastres do Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org).

O prémio foi anunciado durante o Fórum de Financiamento de Riscos Climáticos e de Desastres (CDRFI) de 2025, realizado de 14 a 16 de outubro com o tema “Construir a resiliência de África através de financiamento e seguros transformadores de riscos climáticos e de desastres”. O fórum foi organizado conjuntamente pelo governo de Moçambique e pelo Banco Africano de Desenvolvimento para promover o financiamento de riscos de desastres do ADRiFi no continente.

O Programa Africano de Financiamento de Riscos de Catástrofes (ADRiFi) reforça a preparação financeira dos países contra choques climáticos, apoiando o seguro de risco soberano, melhorando a modelação de riscos e integrando o financiamento de riscos de catástrofes nos quadros políticos nacionais em toda a África.

No âmbito do ADRiFi, o Banco Africano de Desenvolvimento fornece financiamento e subsidia prémios de seguro para os países africanos participantes, ao mesmo tempo que reforça a sua capacidade de gerir os riscos climáticos. O Grupo Africano de Capacidade de Risco (ARC) fornece o seguro de risco soberano e garante pagamentos rápidos quando os limiares de catástrofes são ativados, enquanto os países doadores, incluindo o Reino Unido, Suíça, Canadá, Noruega e Países Baixos, contribuem com financiamento através do Fundo Fiduciário Multidoadores para apoiar a implementação do programa.

Para assinalar a receção dos fundos dos prémios por Moçambique, foi entregue um cheque simbólico a Albertina Fruquia Fumane, Secretária Permanente do Ministério das Finanças de Moçambique, que descreveu as políticas de seguro de risco do país como “um instrumento estratégico de antecipação que permite ao Estado proteger os mais vulneráveis, manter a estabilidade social e mitigar os impactos económicos dos choques climáticos recorrentes”. 

O líder do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento para a redução do risco do financiamento agrícola e resiliência climática, Andrew Mude, enfatizou a urgência de implementar programas de seguro climático: “Os impactos climáticos estão a intensificar-se em toda a África”, afirmou. “O Programa Africano de Financiamento do Risco de Catástrofes mobilizou mais de 150 milhões de dólares para apoiar 16 nações africanas, salvaguardando mais de seis milhões de pessoas e demonstrando o potencial transformador das soluções financeiras estratégicas na salvaguarda de vidas e meios de subsistência”.

A Embaixadora Elsbeth Akkerman, dos Países Baixos, em representação dos doadores do Fundo Fiduciário Multidoadores ADRiFi, afirmou: “Mais importante ainda é o governo de Moçambique, através do Ministro das Finanças, que defende o ADRiFi, juntamente com outros governos africanos, o Banco Africano de Desenvolvimento e a Capacidade Africana de Risco; é a liderança africana que permite o sucesso”.

O vice-presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres (INGD), Gabriel Belem Monteiro, a agência executora, considerou o Fórum de Financiamento de Riscos Climáticos e de Desastres de 2025 “uma oportunidade estratégica para reforçar as capacidades, alinhar as políticas e consolidar a liderança africana na gestão de riscos de desastres”.

Anthony Mothae Maruping, presidente do conselho da Capacidade Africana de Risco, parceira do programa ADRiFi, apresentou a experiência de Moçambique como um modelo para o continente. “Isto envia uma mensagem poderosa ao resto do continente: quando África lidera com visão e unidade, África vence”, afirmou.

A Diretora Nacional do Programa Alimentar Mundial em Moçambique, Claire Conan, enfatizou a urgência de agir rapidamente: “O seguro paramétrico é mais do que um instrumento financeiro – é um compromisso com a ação proativa. Num mundo onde os recursos são cada vez mais limitados, agir rapidamente, de forma eficiente e com base em evidências não é apenas uma boa prática – é um imperativo moral e económico”.

Os participantes do fórum aproveitaram para fazer uma visita no terreno às comunidades afetadas pela seca no distrito de Magude, província de Maputo, o que lhes permitiu observar diretamente como os prémios de seguro proporcionam um apoio tangível às comunidades mais afetadas. 

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Elisângela Cristo
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

About O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Sudão têm milhões de pessoas que mal sobrevivem por causa da guerra

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Após mais de 900 dias de confrontos e fome, mais de 30 milhões de sudaneses precisam de ajuda urgente; agências da ONU apelam por ação imediata; mulheres e crianças são as mais afetadas; apenas 25% do apelo humanitário para este ano foram entregues até agora.

O Sudão enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo. Após mais de 900 dias de conflito, colapso dos serviços básicos e fome generalizada, milhões de pessoas mal podem sobreviver.

Mulheres e crianças são as principais vítimas de uma situação que ameaça transformar-se numa catástrofe sem precedentes. O alerta é das Nações Unidas e de suas agências humanitárias.

Uma das piores crises de em décadas

De acordo com a Agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, o país tornou-se o epicentro de uma crise humanitária “sem precedentes”. Mais de 30 milhões necessitam de assistência urgente, incluindo 9,6 milhões de deslocados internos e quase 15 milhões de crianças que lutam diariamente para sobreviver.

O conflito no Sudão começou em meados de abril de 2023 quando o grupo rebelde e paramilitar Força de Reação Rápida, RSF, entrou em choque com tropas do Exército do Sudão.

A alta-comissária adjunta do Acnur, Kelly Clements, afirmou que “esta é uma das piores crises de proteção” já vistas em décadas. O apelo conjunto do Acnur, da Organização Internacional para Migrações, OIM, do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e do Programa Mundial de Alimentos, WFP, visa chamar a atenção internacional para “o sofrimento e os perigos crescentes” enfrentados pela população sudanesa.

Retorno em meio à destruição

Com a redução dos combates em Cartum, capital do Sudão, e outras regiões, cerca de 2,6 milhões de pessoas começaram a regressar às suas comunidades, apenas para encontrar casas destruídas e serviços básicos em colapso.

Ugochi Daniels, vice-diretora-geral de operações da OIM, relatou que encontrou famílias retornando a cidades ainda marcadas pela guerra, onde quase nada funciona e que “a vontade de recomeçar é admirável, mas a vida permanece extremamente frágil”.

A OIM também alertou que o avanço de doenças como cólera, dengue e malária, somado aos altos índices de desnutrição, ameaça a vida de milhares de pessoas que continuam sem acesso a cuidados médicos e alimentação adequada.

260 mil civis sob cerco

A situação é especialmente crítica em El Fasher, no Norte do Darfur, onde 260 mil civis, incluindo 130 mil crianças, permanecem sitiados há mais de 16 meses, sem acesso a comida, água potável ou serviços de saúde.

Ted Chaiban, diretor executivo adjunto do Unicef declarou que “comunidades inteiras vivem em condições que desafiam a dignidade humana”, sublinhando que as crianças estão desnutridas, expostas à violência e morrendo de doenças evitáveis.

Ajuda insuficiente diante da urgência
Apesar dos esforços humanitários, que já atingiram 13,5 milhões de pessoas este ano, a resposta da ONU enfrenta sérias limitações de financiamento.

O Plano de Resposta Humanitária de 2025, avaliado em 4,2 mil milhões de dólares, recebeu apenas 25% dos recursos necessários.

As agências da ONU reafirmaram o compromisso de continuar a apoiar as populações afetadas, mas alertaram que “a comunidade humanitária não pode agir sozinha”, e que é urgente a comunidade internacional unir forças para salvar vidas e ajudar o Sudão a reconstruir o que foi perdido.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.