Fundação Merck e Primeira-Dama das Maldivas fortalecem parceria para desenvolver capacidade de atendimento à saúde, acabar com o estigma da infertilidade e acabar com a violência do género nas Maldivas

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Fundação Merck (www.Merck-Foundation.com), O braço filantrópico da Merck KGaA Alemanha destacou o seu compromisso de longo prazo com o desenvolvimento da capacidade de assistência médica e a eliminação do estigma da infertilidade nas Maldivas durante a sua reunião de alto nível com Sua Excelência, Sra. SAJIDHA MOHAMED, Primeira-Dama da República das Maldivas, realizada na Residência Oficial do Presidente. O debate foi liderado pelo Prof. Dr. Frank Stangenberg Haverkamp, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Merck, e pela Senadora, Dra. Rasha Kelej, CEO da Fundação Merck.

A Senadora Drª Rasha Kelej declarou: “Foi uma honra manter encontro com a minha querida irmã, S. Exa. Sra. SAJIDHA MOHAMED, Primeira-Dama da República das Maldivas, e nomeá-la oficialmente Embaixadora da “Fundação Merck Mais Que uma Mãe”. Durante a nossa reunião, discutimos os nossos programas conjuntos e destacamos o nosso compromisso com o desenvolvimento de capacidade de atendimento à saúde e a transformação do cenário de atendimento aos pacientes, por meio da concessão de bolsas de estudo para médicos locais. Também discutimos a abordagem de questões sociais e de saúde críticas no país, incluindo a quebra do estigma da infertilidade, o combate à violência do género, o empoderamento feminino e a conscientização sobre diabetes e hipertensão. ”

S.E. Sra. SAJIDHA MOHAMED, Primeira Dama da República das Maldivas e Embaixadora da “Fundação Merck Mais do que uma Mãe” expressou: “É um prazer receber e conhecer o Presidente e CEO da Fundação Merck em nosso país. Discutimos nossos programas conjuntos. Tenho o prazer de informar que já começamos a oferecer bolsas de estudo para nossos médicos locais em treinamento em Fertilidade e Embriologia. Essas são duas especialidades muito importantes para o nosso país. Também planejamos matricular nossos médicos em outras especialidades, reforçando ainda mais nossa parceria com a Fundação Merck para aprimorar a capacidade de assistência médica nas Maldivas. ”

O Prof. Dr. Frank Stangenberg Haverkamp, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Merck, declarou: “O nosso objectivo é melhorar a saúde e o bem-estar geral das pessoas, desenvolvendo a capacidade de assistência médica em África, Ásia e outros países em desenvolvimento. Estamos fortemente comprometidos em transformar o cenário de atendimento ao paciente através do nosso programa de bolsas de estudo. Até hoje, concedemos mais de 2.270 bolsas de estudo a jovens médicos de 52 países em 44 especialidades críticas e carentes. ”

Durante a sua visita às Maldivas, o Presidente e a CEO da Fundação Merck também mantiveram encontro com o Honorável Dr. Sr. Abdulla Nazim Ibrahim, Ministro da Saúde, onde discutiram a ampliação dos programas de bolsas de estudo, em consonância com as necessidades de saúde do país.

Através dos seus Programas de Conscientização Comunitária, a Fundação Merck também está a trabalhar em estreita colaboração com a Primeira-Dama das Maldivas para abordar uma ampla gama de questões sociais críticas, como a eliminação do estigma da infertilidade, o combate à violência do género e o empoderamento feminino, além de importantes questões de saúde, como a promoção da importância de um estilo de vida saudável e a conscientização sobre a diabetes e a hipertensão.

Em breve, a Fundação Merck realizará o seu Treinamento em Mídia da Saúde, juntamente com a Primeira-Dama das Maldivas, para jornalistas maldivos, a fim de enfatizar o importante papel que a mídia desempenha na influência da sociedade, criando uma mudança cultural e sendo a voz dos que não têm voz. O programa de treinamento será ministrado por renomados especialistas médicos e de mídia.

Além disso, a Fundação Merck, em parceria com a Primeira-Dama das Maldivas, também lançou os seus 8 importantes Prémios da Fundação Merck de Jornalismo, Canção, Moda, Cinema, para estudantes e novos talentos em potencial das Maldivas nessas áreas.

“Convido os jovens talentos das Maldivas a partilharem as suas candidaturas conosco”, acrescentou a Senadora Drª Kelej.

Informações sobre os Prémios:

1. Prémio de Jornalismo Fundação Merck “Mais do Que uma Mãe” 2025, em parceria com a Primeira-Dama das Maldivas: Representantes e estudantes da mídia são convidados a apresentar os seus trabalhos para aumentar a conscientização sobre uma ou mais das seguintes questões sociais: Quebrar o estigma da infertilidade e o empoderamento das mulheres. Prazo final para submissão: 30 de setembro de 2025.

2. Prémio de Moda Fundação Merck “Mais do Que uma Mãe” 2025, “Mais do Que uma Mãe” 2025, em parceria com a Primeira-Dama das Maldivas: Todos os estudantes e estilistas de moda são convidados a criar e partilhar designs para transmitir mensagens fortes e influentes para aumentar a conscientização sobre uma ou mais das seguintes questões sociais: Quebrar o estigma da infertilidade e o empoderamento feminino. Prazo final para submissão: 30 de setembro de 2025.

3. Prémio do Cinema Fundação Merck “Mais do Que uma Mãe” 2025, “Mais do Que uma Mãe” 2025, em parceria com a Primeira-Dama das Maldivas: Todos os cineastas, estudantes de instituições de treinamento em produção cinematográfica ou jovens talentos da África são convidados a criar e partilhar um FILME longo ou curto, seja drama, documentário ou docudrama para transmitir mensagens fortes e influentes para abordar uma ou mais das seguintes questões sociais: Quebrar o estigma da infertilidade e o empoderamento feminino. Prazo final para submissão: 30 de setembro de 2025.

4. Prémio da Canção Fundação Merck “Mais do Que uma Mãe” 2025, “Mais do Que uma Mãe” 2025, em parceria com a Primeira-Dama das Maldivas: Todos os cantores e artistas musicais são convidados a criar e partilhar uma MÚSICA com o objectivo de abordar uma ou mais das seguintes questões sociais: Quebrar o estigma da infertilidade e o empoderamento feminino. Prazo final para submissão: 30 de setembro de 2025.

5. Prémio de Jornalismo Fundação Merck “Diabetes & Hipertensão” 2025, em parceria com a Primeira-Dama das Maldivas: Representantes da mídia são

convidados a mostrar os seus trabalhos através de mensagens fortes e influentes para promover um estilo de vida saudável e aumentar a conscientização sobre a prevenção e a detecção precoce de diabetes e hipertensão.

Prazo final para submissão: 30 de outubro de 2025.

6. Prémio de Moda Fundação Merck “Diabetes & Hipertensão” 2025, em parceria com a Primeira-Dama das Maldivas: Todos os estudantes e estilistas de moda são convidados a criar e partilhar designs para transmitir mensagens fortes e influentes para promover um estilo de vida saudável e aumentar a conscientização sobre a prevenção e a detecção precoce de diabetes e hipertensão.

Prazo final para submissão: 30 de outubro de 2025.

7. Prémio do Cinema Fundação Merck “Diabetes & Hipertensão” 2025, em parceria com a Primeira-Dama das Maldivas: Todos os cineastas, estudantes de instituições de formação cinematográfica ou jovens talentos da África são convidados a criar e partilhar um FILME longo ou curto, seja drama, documentário ou docudrama para transmitir mensagens fortes e influentes para promover um estilo de vida saudável e conscientizar sobre a prevenção e detecção precoce da diabetes e da hipertensão.

Prazo final para submissão: 30 de outubro de 2025.

8. Prémio da Canção Fundação Merck “Diabetes & Hipertensão” 2025, em parceria com a Primeira-Dama das Maldivas: Todos os cantores e artistas musicais estão convidados a criar e partilhar uma MÚSICA com o objectivo de promover um estilo de vida saudável e conscientizar sobre a prevenção e detecção precoce de diabetes e hipertensão.

Prazo final para submissão: 30 de outubro de 2025.

As candidaturas para os prémios acima podem ser enviadas para nós em: submit@merck-foundation.com

Para informações sobre os prémios, visite o nosso site: www.Merck-Foundation.com

Distribuído pelo Grupo APO para Merck Foundation.

Contato:
Mehak Handa
Gerente do Programa de Extensão Comunitária
Telefone: +91 9310087613 / +91 9319606669
E-mail: mehak.handa@external.merckgroup.com

Junte-se à conversa nas plataformas das nossas mídias sociais e deixe a sua voz ser ouvida!
Facebook: https://apo-opa.co/4m7ND2N
X: https://apo-opa.co/4ma6g65
YouTube: https://apo-opa.co/4mGcRVT
Instagram: https://apo-opa.co/4132y5W
Threads: https://apo-opa.co/4moCWJ6
Flickr: https://apo-opa.co/3HmgIZe
Website: www.Merck-Foundation.com

Sobre a Fundação Merck:
A Fundação Merck, criada em 2017, é o braço filantrópico da Merck KGaA Alemanha, tem como objectivo melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas e aprimorar as suas vidas atravez da ciência e da tecnologia. Os nossos esforços estão focados principalmente na melhoria do acesso a soluções de saúde de qualidade e equitativas em comunidades carenciadas, no desenvolvimento da capacidade de saúde e na investigação científica, no empoderamento das raparigas na educação e no empoderamento de pessoas em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) com foco especial em mulheres e jovens. Todos os comunicados de imprensa da Fundação Merck são distribuídos por e-mail ao mesmo tempo em que são disponibilizados no site da Fundação Merck. Visite www.merck-foundation.com para ler mais. Siga a mídia social da Fundação Merck: Facebook (https://apo-opa.co/4m7ND2N), X (https://apo-opa.co/4ma6g65), Instagram (https://apo-opa.co/4132y5W), YouTube (https://apo-opa.co/4mGcRVT), Threads (https://apo-opa.co/4moCWJ6) e Flickr (https://apo-opa.co/3HmgIZe).

A Fundação Merck está dedicada a melhorar os resultados sociais e de saúde para comunidades necessitadas. Embora colabore com vários parceiros, incluindo governos, para atingir os seus objectivos humanitários, a Fundação permanece estritamente neutra em questões políticas. Ela não se envolve ou apoia nenhuma actividade política, eleições ou regimes, concentrando-se exclusivamente na sua missão de elevar a humanidade e melhorar o bem-estar, mantendo uma postura estritamente apolítica em todos os seus esforços.

Media files

Baixar .tipo

Pesquisa da OMS revela casos preocupantes de abusos na gravidez e no parto

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Baixar .tipo

Novo compêndio da agência da ONU foi lançado no início deste mês; dentre os abusos estão exames e procedimentos não autorizados pelas pacientes, negligências médicas e até agressão física na sala de parto; 75% das intervenções mais delicadas ocorreram sem consentimento das mulheres.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que pelo menos 40% das mulheres entrevistadas, em quatro países, alegam ter sido vítimas de maus-tratos e abusos médicos na gravidez ou no parto.

Segundo a pesquisa, na última década, o número de denúncias aumentou sobre casos de mulheres que foram agredidas na sala de parto, sofreram negligência médica ou até mesmo procedimentos e exames sem o próprio consentimento.

Respeito deve estar no centro 

No caso de exames vaginais, seis em cada 10 não tinham a autorização da paciente.

Para a Organização Mundial da Saúde, OMS, é preciso colocar o cuidado respeitoso das mulheres no coração de todas as estratégias de saúde materna e neonatal.

O novo compêndio do Programa de Reprodução Humana da OMS e seus parceiros foi lançado no início deste mês, em Genebra, sede da agência.

O objetivo é acabar com os maus-tratos e promover o cuidado respeitoso à mãe e ao recém-nascido.

O guia descreve medidas práticas para defender os direitos, as necessidades e as preferências de mulheres, recém-nascidos, pais e famílias.

Bofetadas na sala de parto

No estudo anterior, apoiado pela OMS, 40% das mulheres citaram algum tipo de abuso ou discriminação durante o trabalho de parto ou parto.

Os resultados foram publicados em 2019, na revista especializada The Lancet, que ouviu 2,016 mulheres durante o parto em Gana, Guiné, Mianmar e Nigéria.

Algumas relataram ter sido esbofeteadas, contidas à força ou alvo de gritos pelos profissionais do hospital.

Os pesquisadores também descobriram que mais de quatro em cada 10 mulheres sofreram abuso físico ou verbal na sala de parto, e em alguns casos discriminação.

Além disso, até 75% dos procedimentos extremamente delicados foram realizados sem autorização da mãe.

Desprezo e abuso

A médica da OMS, Hedieh Mehrtash, contou que “com muita frequência, as mulheres não participam da tomada de decisões e são tratadas com desprezo ou até mesmo abuso”.

Em 2014, a OMS aprovou uma declaração sobre prevenção de desrespeito e abuso.

Destacando áreas críticas onde os maus-tratos são frequentemente negligenciados, o compêndio da OMS fornece aos gerentes de programas informações básicas essenciais para construir uma compreensão fundamental sobre maus-tratos e cuidados respeitosos e visa garantir que práticas respeitosas se tornem a norma.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

Do mar ao solo: um pescador se reiventa em meio à crise no norte de Moçambique

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Baixar .tipo

Paulo Benedito é um exemplo de resiliência; por causa dos ataques em Cabo Delgado, trocou a pesca pela agricultura; hoje, sonha em ver os filhos formados como técnicos agrícolas, “cientistas da agricultura”, professores e enfermeiros para apoiar as comunidades. 

Paulo Benedito construiu a sua vida em torno do mar. Nascido e criado em Quissanga, uma pequena cidade costeira na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, ele provém de uma família de pescadores.  

A relação com o mar era mais do que um meio de vida, mas sim uma transmitida de geração em geração.

Nascer do sol 

Na sua rotina laboral, Paulo pegava no seu barco de madeira e saía antes do nascer do sol. Horas depois, retornava horas com peixe suficiente para alimentar sua família. E, se a pesca fosse boa, o remanescente era colocado à venda no mercado local.

De Quissanga a Chiúre  

Quissanga sempre foi o seu lar e um lugar de estabilidade, porém tudo mudou em 2021, quando grupos armados, conhecidos como “Ansar al Sunna” ou “al Shabab”, e outros ligados ao Estado Islâmico, lançaram ataques violentos na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique. 

Eu fico com toda vontade sabendo que os meus filhos já não vão ter muito sofrimento.

Os extremistas queimaram casas, saquearam aldeias, sequestraram civis e deslocaram à força dezenas de milhares de famílias. 

Paulo Benedito viu sua rotina de paz se tornar, com milhares de outros moradores, numa situação de terror que arrasou toda a comunidade. Vivenciou de perto a morte de entes queridos e viu a transformação do lugar que ele chamava de lar, em um campo de batalha. Tudo mudou da noite para o dia. 

Inicio de uma nova vida e a agricultura  

Forçado a fugir, Paulo chegou ao Centro Meculane para Deslocados Internos, em Chiúre, com a esposa e cinco filhos. Uma das crianças é um sobrinho que se órfão após a irmã de Paulo ter morrido na violência dos grupos armados. 

Ele lembra que a transição foi assustadora. A agricultura era um território desconhecido, e a ideia de recomeçar em uma profissão completamente nova parecia avassaladora. Mas Paulo não tinha escolha, seu barco, suas ferramentas, sua casa, tudo havia desaparecido em Quissanga. 

Apoio da FAO  

Foi no Centro Meculane que Paulo participou dos treinamentos agrícolas oferecidos pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, na comunidade. Ele cita a experiência. 

“Então eu me escolher como um produtor líder naquele líder, fiz todas técnicas. Comecei andar aqui no centro com 30 membros, aprendi muitas coisas boas na agricultura, sobre sementeira em linha, fazer adubo orgânico, fazer pesticida orgânico também, aprendi quase isso tudo aqui em Meculane em 2022.”

Após anos de trabalho árduo e aprendizado na prática, Paulo e sua esposa agora administram espaços agrícolas enormes equivalente a um hectare.  Eles cultivam uma variedade de produtos agrícolas com destaque para feijão, milho, melancia, ervilha, amendoim, quiabo e mandioca.  

2025 ano de promissor

Ele divide a colheita em três finalidades: consumo familiar, armazenamento de sementes para a próxima safra e venda do excedente no mercado local.  

No presente ano, 2025, Paulo considera um ano de sucesso e conta com excedentes para venda que poderão cobrir as diversas necessidades como mensalidades escolares dos cinco filhos, roupas, remédios e pequenas economias. 

“Este ano aqui agradecer consegui muito  porque esta machamba ate agora já colhi milho, consegui 12 sacos de 50 quilos, ervilha também ainda tem muito mas por enquanto tenho aqui 300 kg, mas ainda tem muito, este que restou é que é muito, em relação aos que tenho aqui, Cebola ainda estou a regar, ainda não esta pronto, mas mostra uma boa garantia. Feijão Boer tenho mais em relação a outros produtos, por enquanto tenho 350 quilos.”  

Sonho de um pai  

Na prática da agricultura, Paulo Benedito vai passando o testemunho aos seus filhos, aos fins de semana, trabalha com os mais velhos de 10 e 12 anos que se juntam ao trabalho, aprendendo habilidades, por sinal um dos sonhos. 

“Meu sonho…desejava de alguns serem técnicos agrônomos, outros serem enfermeiros, professores, muito mais técnicos agrônomos, cientistas da agricultura porque eu vi que estas coisas que eu andei a citar são importantes para mim mesmo e para os meus filhos. Eu fico com toda vontade sabendo que os meus filhos já não vão ter muito sofrimento.” 

Paulo também sonha em expandir suas atividades, criar mais gado e construir um lar mais seguro para seus filhos.  

Em 2022, a FAO forneceu quatro galinhas a Paulo. Desde então, sua galinhada cresceu, atualmente conta com 26, proporcionando à família um suprimento constante de ovos e carne e uma fonte extra de renda com a venda de pintinhos. 

Agricultura uma profissão de renda 

A ONU News questionou ao Paulo Benedito, sobre o desejo de retomar a anterior profissão, a de pescador. Paulo diz que perdeu todo material de pesca em Quissanga e não sonha retomar a atividade pesqueira pois considera que a agricultura é rentável. 

“Na agricultura há mais rendimento em relação a pesca. Quando eu comecei a fazer práticas agrícolas, eu não compro produtos alimentar, só compro roupa, pasta para as crianças e as crianças comem livremente não ficam com aquela vontade de dizer, eu se eu tivesse aquilo podia comer, não tem aquela atitude  só sofre de outras como como vestuário…na parte de comer estou agradecer não estamos a sofrer, vejo que a agricultura tem muita vantagem e consigo também ter dinheiro.”

Em 2024 e 2025, a FAO, com financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento, iniciou um novo projeto na região, e Paulo recebeu sementes para o cultivo de repolho, cebola, tomate e abóbora. Essas culturas permitiram que ele diversificasse suas refeições e melhorasse a nutrição de sua família. 

Mortes – Estatísticas 

A FAO em coordenação com o Governo de Moçambique e seus parceiros, a continuam a ajudar comunidades como a de Paulo a fortalecer sua resiliência para que, mesmo diante da incerteza, possam continuar a crescer, prover e trabalhar por um futuro melhor.

Dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, citam que ataques recentes de grupos armados entre 20 e 28 de julho provocaram o deslocamento de milhares de pessoas nos distritos de Chiúre, Ancuabe e Muidumbe.

Há relatos que Chiúre foi a zona mais atingida, com mais de 42 mil pessoas desalojadas, deste número mais da metade são crianças

*Ouri Pota é correspondente da ONU News em Maputo.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

Governo pretende iniciar a formação especializada dos médicos em Cabo Verde já em 2026

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Baixar .tipo

Governo pretende iniciar a formação especializada dos médicos em Cabo Verde já em 2026.

Para isso, foi criada uma equipa técnica que está a trabalhar num plano estratégico de implementação desta iniciativa.

Neste âmbito, o Ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, reuniu-se hoje com o Presidente da Associação dos Médicos Cabo-verdianos nos EUA, Júlio Teixeira, e com a Universidade de Cabo Verde, representada pela Dra. Antonieta Martins, para apresentar o plano estratégico e discutir os meandros desta iniciativa.

No entanto, este plano já foi socializado com a Ordem dos Médicos, que está envolvida através do seu colégio de especialidade, e com outros parceiros, nomeadamente o Instituto Camões da Cooperação.

O que se pretende é iniciar a implementação do plano de formação graduada e especializada de médicos em Cabo Verde, que, pela primeira vez, foi elaborado com impacto a médio e longo prazo, prevendo-se a melhoria da cobertura dos especialistas em Cabo Verde e a diminuição gradual da dependência das missões médicas estrangeiras no país, assegurando, assim, o equilíbrio, a eficácia e a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde.

Segundo o Ministro, esta discussão já vem de algum tempo e deve agora ser materializada com a montagem de um programa de formação especializada de médicos para responder às necessidades crescentes do Sistema Nacional de Saúde. O governante elencou alguns dos objetivos preconizados, nomeadamente reduzir a dependência das missões médicas estrangeiras, otimizar os recursos endógenos do ponto de vista financeiro e formativo, responder à substituição dos profissionais que vão para a reforma, reduzir as evacuações para o exterior e programar as necessidades dos recursos humanos para o futuro hospital de Cabo Verde.

Trata-se de um plano de formação que será implementado por fases e que tem como um dos principais objetivos, até 2045, assegurar a cobertura formativa de 25 especialidades médicas e formar cerca de 875 médicos especialistas em Cabo Verde.

O plano estratégico que o Ministério da Saúde apresentou tem a visão de assegurar a formação médica graduada e especializada, a nível nacional, de qualidade, sustentável e alinhada com as necessidades do SNS, no horizonte de 2045.

Nesta grande empreitada, o Governo pretende contar com vários parceiros, entre os quais a Associação dos Médicos Cabo-verdianos residentes nos Estados Unidos, aqui representada pelo médico Júlio Teixeira, as outras comunidades médicas da nossa diáspora, as universidades nacionais e internacionais, as ordens profissionais, entre outros parceiros.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Fundação Merck e Primeira-Dama da Nigéria mantêm encontro para Desenvolver Capacidade de Saúde, Apoiar a Educação de Meninas e Acabar com o Estigma da Infertilidade na Nigéria

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Fundação Merck (www.Merck-Foundation.com), o braço filantrópico da Merck KGaA Alemanha sublinhou o seu compromisso com o desenvolvimento da capacidade de cuidados de saúde, apoio à educação das raparigas e combate ao estigma da infertilidade na Nigéria durante a sua reunião de alto nível com S.E. Senadora OLUREMI TINUBU, CON, Primeira-Dama da República Federativa da Nigéria. A conversa foi conduzida pelo Prof. Dr. Frank Stangenberg Haverkamp, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Merck e pela Senadora, Drª Rasha Kelej, CEO da Fundação Merck.

A Senadora Drª Rasha Kelej exprimiu, “Foi um privilégio manter encontro com a minha querida irmã S.E. Senadora OLUREMI TINUBU, CON, Primeira-Dama da República Federativa da Nigéria e nomeá-la oficialmente como Embaixadora do Programa “Mais do Que uma Mãe”. Durante a nossa reunião, discutimos o início da nossa parceria de longo prazo e destacamos o nosso compromisso com o desenvolvimento de capacidade na área da saúde e a transformação do cenário de atendimento aos pacientes, com a oferta de bolsas de estudo para médicos nigerianos locais em 42 especialidades críticas e carentes. Também discutimos a abordagem de questões sociais e de saúde críticas no País, incluindo o combate do estigma da infertilidade e o apoio à educação de meninas.

“É com grande prazer que partilho que, até hoje, 63 bolsas de estudo foram concedidas a médicos na Nigéria e reafirmo o nosso compromisso em aprimorar a prestação de serviços de saúde através da concessão de bolsas de estudo a médicos locais na Nigéria”, acrescentou a Drª Rasha Kelej.

S.E. Senadora OLUREMI TINUBU, CON, Primeira-Dama da República Federativa da Nigéria e Embaixadora do Programa “Mais do Que uma Mãe” exprimiu, é um prazer receber em audiência e manter encontro com o Presidente e a CEO da Fundação Merck no nosso País. Estou realmente feliz em saber sobre os seus programas impactantes e altamente benéficos, em particular o programa Educar Linda, que apoia a educação de meninas, e o programa de bolsas de estudo para aprimorar a capacidade de atendimento à saúde. É encorajador saber que a Fundação Merck concedeu 63 bolsas de estudo a nossos médicos locais em especialidades médicas críticas. Estou totalmente empenhada em expandir todos os seus programas para beneficiar a nossa população.

O Prof. Dr. Frank Stangenberg Haverkamp, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Merck partilhou, “Foi um grande prazer manter encontro com S.E., a Senadora OLUREMI TINUBU, CON, Primeira-Dama da República Federativa da Nigéria, e reforçar o nosso compromisso, partilhado com o avanço da capacidade de assistência à saúde na Nigéria e em toda a África.

O nosso objectivo é melhorar a saúde e o bem-estar geral das pessoas, fortalecendo a capacidade de assistência à saúde em África, na Ásia e noutros países em desenvolvimento. Estamos fortemente comprometidos em transformar o cenário de assistência ao paciente através do nosso programa de bolsas de estudo. Até hoje, já concedemos mais de 2282 bolsas de estudo para jovens médicos de 52 países em 44 especialidades críticas e carentes”.

A Fundação Merck concedeu 63 bolsas de estudo a médicos nigerianos, das quais 8 foram para Fertilidade, Embriologia, Medicina Sexual e Reprodutiva, Biotecnologia da Reprodução Humana Assistida e Embriologia e Saúde da Mulher.

Além disso, 38 bolsas foram concedidas para Diabetes, Medicina Cardiovascular Preventiva, Cardiologia, Endocrinologia e Obesidade e Controlo de Peso. Após a conclusão do curso, esses médicos poderão estabelecer clínicas da diabetes ou da hipertensão nos seus Centros de Saúde ou Hospitais, com o objectivo de ajudar a prevenir e controlar a doença nas suas próprias comunidades.

Além disso, 17 bolsas foram concedidas para outras especialidades críticas e carentes, como Investigação Oncológica, Psiquiatria Clínica, Dermatologia na Prática Clínica, Gestão da Dor, Medicina Respiratória, Cuidados com Idosos, Terapia Intensiva, Reumatologia e outras.

Além disso, como parte do programa ‘Educar Linda’, a Fundação Merck também patrocinou a educação de 20 estudantes nigerianas de alto desempenho, mas desfavorecidas.

A Fundação Merck também realizou três edições do Treinamento em Mídia da Saúde online para os jornalistas nigerianos, enfatizar o importante papel que a mídia desempenha na influência da sociedade, criando uma mudança cultural com o objectivo de abordar uma ampla gama de questões sociais e de saúde, como: Combate ao Estigma da Infertilidade, Apoio da Educação de Meninas, Empoderamento das Mulheres, Acabar com o Casamento Infantil, Acabar com a MGF e/ou Acabar com a VBG em todos os níveis; enfatizar a importância de Empoderar Meninas e Mulheres na Educação e compreender o impacto social e psicológico do estigma da infertilidade e de outras questões sociais, como VBG, Casamento Infantil, MGF, etc., sobre as mulheres, suas famílias e comunidades.

Além disso, conscientizar sobre a detecção precoce e a prevenção da Diabetes e da Hipertensão.

A Fundação Merck em parceria com a Primeira-Dama da Nigéria também lançou os seus 8 Prémios importantes da Fundação Merck do Jornalismo, da Canção, Moda, Cinema, e para estudantes e novos talentos com potencial nessas áreas.

“Convido os jovens talentos nigerianos a partilharem os seus trabalhos criativos e inspiradores connosco. Já celebramos muitos vencedores da Nigéria nos anos anteriores e estamos ansiosos para celebrar os vencedores deste ano também”, concluiu a Senadora Drª Kelej.

Informações sobre os Prémios:

  1. Prémio de Jornalismo Fundação Merck 2025 “Diabetes e Hipertensão”: Representantes da comunicação social são convidados a mostrar o seu trabalho através de mensagens fortes e influentes para promover um estilo de vida saudável e aumentar a conscientização sobre a prevenção e a detecção precoce da diabetes e da hipertensão. Prazo final para submissão: 30 de outubro de 2025.
  1. Prémio de Moda Fundação Merck 2025 “Diabetes e Hipertensão”: Todos os estudantes e estilistas de moda africanos são convidados a criar e partilhar designs para transmitir mensagens fortes e influentes para promover um estilo de vida saudável e aumentar a conscientização sobre a prevenção e a detecção precoce de diabetes e hipertensão. Prazo final para submissão: 30 de outubro de 2025.
  1. Prémio o Cinema Fundação Merck 2025 “Diabetes e Hipertensão”: Todos os cineastas africanos, estudantes de instituições de formação cinematográfica ou jovens talentos de África são convidados a criar e partilhar um FILME longo ou curto, seja drama, documentário ou docudrama para transmitir mensagens fortes e influentes para promover um estilo de vida saudável e aumentar a consciencialização sobre a prevenção e a detecção precoce da diabetes e da hipertensão. Prazo final para submissão: 30 de setembro de 2025.
  1. Prémio da Canção Fundação Merck 2025 “Diabetes e Hipertensão”: Todos os cantores e artistas musicais africanos são convidados a criar e partilhar uma MÚSICA com o objectivo de promover um estilo de vida saudável e aumentar a conscientização sobre a prevenção e a detecção precoce da diabetes e da hipertensão. Prazo final para submissão: 30 de setembro de 2025.
  1. Prémio de Jornalismo Fundação Merck “Diabetes & Hipertensão” 2025: Representantes da mídia são convidados a apresentar o seu trabalho através de mensagens fortes e influentes para promover um estilo de vida saudável e aumentar a conscientização sobre a prevenção e detecção precoce da diabetes e da hipertensão. Prazo final para submissão: 30 de outubro de 2025.
  1. Prémio de Moda Fundação Merck “Diabetes & Hipertensão” 2025: Todos os estudantes e estilistas de moda são convidados a criar e partilhar designs para transmitir mensagens fortes e influentes para promover um estilo de vida saudável e aumentar a conscientização sobre a prevenção e detecção precoce da diabetes e da hipertensão. Prazo final para submissão: 30 de outubro de 2025.
  1. Prémio do Cinema Fundação Merck “Diabetes & Hipertensão” 2025: Todos os cineastas, estudantes de instituições de formação cinematográfica ou jovens talentos da África são convidados a criar e partilhar um FILME longo ou curto, seja drama, documentário ou docudrama para transmitir mensagens fortes e influentes para promover um estilo de vida saudável, aumentar a conscientização sobre a prevenção e detecção precoce da diabetes e da hipertensão. Prazo final para submissão: 30 de outubro de 2025.
  1. Prémio da Canção Fundação Merck “Diabetes & Hipertensão” 2025: Todos os cantores e artistas musicais estão convidados a criar e partilhar uma MÚSICA com o objectivo de promover um estilo de vida saudável e conscientizar sobre a prevenção e detecção precoce da diabetes e da hipertensão. Prazo final para submissão: 30 de outubro de 2025.

As inscrições para os prémios acima podem ser enviadas para nós em:
submit@merck-foundation.com

Para informações sobre os prémios, visite o nosso site:
www.Merck-Foundation.com

Distribuído pelo Grupo APO para Merck Foundation.

Contato:
Mehak Handa
Gerente do Programa de Extensão Comunitária
Telefone: +91 9310087613 / +91 9319606669
E-mail: mehak.handa@external.merckgroup.com

Junte-se à conversa nas plataformas das nossas mídias sociais e deixe a sua voz ser ouvida!
Facebook: https://apo-opa.co/45uQbRD
X: https://apo-opa.co/40VvmgA
YouTube: https://apo-opa.co/4lfhepT
Instagram: https://apo-opa.co/41rS4x0
Threads: https://apo-opa.co/4m5iFrU
Flickr: https://apo-opa.co/4m5iFYW
Site: www.Merck-Foundation.com
Baixar a Aplicação da Fundação Merck: https://apo-opa.co/4mEQ7pn

Sobre a Fundação Merck:
A Fundação Merck, criada em 2017, é o braço filantrópico da Merck KGaA Alemanha, tem como objectivo melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas e aprimorar as suas vidas atravez da ciência e da tecnologia. Os nossos esforços estão focados principalmente na melhoria do acesso a soluções de saúde de qualidade e equitativas em comunidades carenciadas, no desenvolvimento da capacidade de saúde e na investigação científica, no empoderamento das raparigas na educação e no empoderamento de pessoas em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) com foco especial em mulheres e jovens. Todos os comunicados de imprensa da Fundação Merck são distribuídos por e-mail ao mesmo tempo em que são disponibilizados no site da Fundação Merck. Visite www.Merck-Foundation.com para ler mais. Siga a mídia social da Fundação Merck: Facebook (https://apo-opa.co/45uQbRD), X (https://apo-opa.co/40VvmgA), Instagram (https://apo-opa.co/41rS4x0), YouTube (https://apo-opa.co/4lfhepT), Threads (https://apo-opa.co/4m5iFrU) e Flickr (https://apo-opa.co/4m5iFYW).

A Fundação Merck está dedicada a melhorar os resultados sociais e de saúde para comunidades necessitadas. Embora colabore com vários parceiros, incluindo governos, para atingir os seus objectivos humanitários, a Fundação permanece estritamente neutra em questões políticas. Ela não se envolve ou apoia nenhuma actividade política, eleições ou regimes, concentrando-se exclusivamente na sua missão de elevar a humanidade e melhorar o bem-estar, mantendo uma postura estritamente apolítica em todos os seus esforços.

Media files

Baixar .tipo

Mensagem da 20ª Assembleia Plenária do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SCEAM)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Após as intervenções de diversos oradores provenientes da África e de outros continentes, seguidas de frutuosas trocas, nós, Cardeais, Arcebispos e Bispos membros do SCEAM (www.SECAM.org), dirigimos esta mensagem à Igreja, Família de Deus presente em África e nas suas Ilhas, bem como a todas as pessoas de boa vontade.

Na nossa Mensagem Final da 19ª Assembleia Plenária, realizada em Acra, Gana, de 25 de Julho a 1 de Agosto de 2022, recordamos “a grande insegurança que reina em várias regiões do nosso continente, devido à instabilidade socio-política, à violência, à pobreza económica, à fragilidade das estruturas de saúde, à insurgência, ao terrorismo, à exploração da religião para fins políticos e à falta de respeito pelo meio ambiente e pela boa governação”. Esses desafios ainda persistem em sua totalidade, mas isso não deve ser motivo de desespero. Pois, com Cristo e por Ele, uma virtude essencial pode preencher o nosso coração e permitir-nos olhar para o futuro com confiança e otimismo. Cristo é a Fonte de esperança para a África e seus povos.

1. A esperança no coração de nossas vidas

Antes de retornar à casa do Pai, o Papa Francisco colocou toda a Igreja no caminho da sinodalidade. É nesta perspectiva que se insere o nosso encontro deste ano, que pretende ser um testemunho de reflexão sobre o nosso caminho conjunto para os próximos 25 anos. Como se sabe, sínodo significa caminhar juntos. Mas não podemos caminhar juntos sem uma meta. A nossa meta é tornar Cristo sempre presente nas nossas comunidades e nas nossas vidas. Cristo é o objetivo final do nosso sínodo; Ele é a razão da nossa esperança e do nosso compromisso em carregar a cruz em sua sequela; Ele é a nossa esperança e o caminho (Jo 14,6) que nos conduz à verdade plena e à vida em abundância (Jo 10,10).

A esperança cristã fundamenta-se na prioridade do Reino de Deus. Ela é uma promessa do reinado de Deus entre os homens de boa vontade. Isso implica uma vida de fé e de obediência a Deus; um Deus que provê a todas as necessidades daqueles que depositam n’Ele a sua confiança: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo” (Mt 6,33).

Exortamos os cristãos da África e das Ilhas a abrirem-se a esta esperança que Cristo, “Ressurreição e Vida em abundância”, oferece, para que sejam libertos de todas as formas de morte que enfrentam no seu quotidiano. Consideramos oportuno recordar as palavras proféticas do Papa São João Paulo II, durante a sua entronização na Praça de São Pedro, em 22 de outubro de 1978: “Não tenhais medo! Abri, escancarai as portas a Cristo, ao seu poder salvador. Abri as fronteiras dos Estados, dos sistemas políticos e económico, os vastos domínios da cultura, do desenvolvimento e da civilização. Não tenhais medo!

O desafio de sermos os “arquitetos da África que queremos” passa, em última análise, pela abertura dos horizontes de esperança para o nosso pleno desenvolvimento enquanto seres humanos e enquanto filhos de Deus, chamados à novidade do Evangelho que liberta de todo o mal (cf. Instrumentum Laboris, outubro de 2023).

A esperança cristã não pode ser confundida com um mero idealismo sem impacto na realidade concreta da vida humana. Ela é um compromisso, uma presença activa, em nome do Senhor Jesus, junto àqueles que sofrem, que enfrentam injustiças, que são deixados à margem pelos poderosos deste mundo. A exemplo de Cristo, a Igreja em África e em Madagascar deve assumir a opção preferencial pelos pobres, como propôs seu Mestre. “Proclamar a Palavra, oportuna e inoportunamente” (2Tm 4,2), à maneira de São Paulo, é cultivar a ousadia de uma palavra que incomoda e questiona este mundo. O Papa São João Paulo II não hesitou em afirmar que “um sinal de contradição” poderia ser “uma definição distintiva de Cristo e da sua Igreja”. “Eis que vos envio como cordeiros no meio de lobos” (Mt 10,16), advertia Jesus aos seus discípulos, mas . acrescentava a palavra que consola: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20).

Portanto, apesar das dificuldades da missão, a presença de Jesus é fonte de esperança para “uma Igreja em saída”, segundo a expressão do Papa Francisco, formada por cristãos empenhados na construção de um mundo novo, de um novo céu e de uma nova terra que nos foi prometida. Trata-se de cristãos que transformam a humanidade para que ela se torne Família de Deus e para que habite no Reino de Deus.

No dia 15 de Junho passado, foi beatificado em Roma um jovem leigo congolês, Floribert Bwana Chui, assassinado em 2007 em Goma por ter se recusado a permitir a entrada de produtos alimentares estragados em troca de suborno. O Papa Francisco prestou homenagem a este jovem, reconhecido como “mártir da honestidade e da integridade moral”. Encorajamos a nossa juventude africana a ser testemunha dos valores evangélicos.

O Documento de Kampala almejava a invenção de uma nova África, “a dos batizados que têm consciência de que sua vocação, ligada à sua identidade, é apegar-se à Pessoa de Jesus Cristo, permanecer n’Ele, deixar-se transformar pelo Espírito Santo no amor do Pai e trabalhar para que o Reino de Deus se estenda mais profundamente ao coração das sociedades africanas” (n. 131).

2. Cristo, fonte de Reconciliação e de Paz

Os conflitos inter-étnicos ou inter-estatais em diversas regiões da África têm como consequência inevitável o empobrecimento humano, o qual, por sua vez, gera outros tipos de empobrecimento que paralisam o continente como um todo. Ninguém sai vencedor de um conflito, seja qual for sua natureza. A reconciliação, o perdão e a paz são elementos essenciais para o desenvolvimento em todas as dimensões da vida humana. “Em nome de Cristo, suplicamos: reconciliai-vos com Deus. Aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2Cor 5,20-21). A reconciliação entre os homens, sobretudo entre os cristãos, deve ter como fundamento a reconciliação de Deus com toda a humanidade em Jesus Cristo.

Nós, vossos Pastores, consideramos que a nossa missão, em nome do Senhor Jesus Cristo, é chamar à reconciliação e ao perdão todos os batizados em conflito, para que a harmonia e a convivência instauradas pelo acto salvífico de Cristo se tornem uma escolha de vida para todos.

A reconciliação e a paz “são um caminho de esperança” na medida em que revelam a verdadeira natureza do ser humano como um ser essencialmente voltado para os outros. A proclamação desta mensagem de esperança torna-se tanto mais urgente diante da persistência de situações em que “tantos homens e mulheres, crianças e idosos, são desprezados na sua dignidade, na sua integridade física, na sua liberdade, inclusive religiosa, privados da solidariedade comunitária, da esperança num futuro. Numerosas vítimas inocentes carregam em si o suplício da humilhação e da exclusão, do luto e da injustiça, e mesmo os traumas de uma perseguição sistemática contra seu povo e seus entes queridos”.

A paz entre os filhos e filhas da Igreja em África e nas Ilhas, batizados em Cristo, deve ser incondicional e sem concessões. Ela deve estar enraizada na gratuidade do dom de Deus em Cristo pelo Espírito Santo: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo 14,27), disse Jesus. Neste mesmo sentido, o Papa Leão XIV, no dia de sua eleição, afirmou solenemente: “É a paz de Cristo ressuscitado, uma paz desarmante, humilde e perseverante. Ela vem de Deus, de Deus que nos ama a todos incondicionalmente”.

A Igreja, testemunha do sofrimento do povo nas zonas de conflitos armados, deve comprometer-se de forma mais vigorosa com ações de sensibilização e iniciativas concretas pela paz. A educação para a paz das novas gerações deve ser uma de suas prioridades, para que cada homem e cada mulher da África e de Madagascar se tornem transmissores da Paz de Deus em Nosso Senhor Jesus. Aproveitamos esta ocasião para nos dirigir a todos os nossos líderes políticos, para que tenham no coração a preocupação com os povos que governam, que protejam os mais fracos e promovam o diá. e a convivência harmoniosa.

O Papa São Paulo VI, na sua Encíclica Populorum Progressio (1967), lançou uma mensagem que continua actual para o nosso continente: “O desenvolvimento é o novo nome da paz.” Ou seja, a paz é uma condição sine qua non para o surgimento de um ambiente saudável, único capaz de garantir os fundamentos do progresso social e económico. Mas essa paz que conduz ao desenvolvimento só será verdadeira se estiver ligada à sua Fonte, que é Cristo. Com São Paulo, fortalecidos por nossa missão profética, não cessaremos de desejar ao nosso continente: “Que a paz e a caridade com fé sejam dadas aos irmãos da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo!” (Ef 6,23).

3. Caminhar juntos como Igreja-Família de Deus

A mensagem que SCEAM deseja depositar nos corações das filhas e filhos da África e de Madagascar, por ocasião da sua 20ª Assembleia Plenária, tem uma dupla dimensão: por um lado, reacender e viver nossa verdadeira identidade como Igreja-Família de Deus, Deus como nosso Pai, a Igreja como nossa Mãe, e os outros como nossos irmãos e irmãs; por outro, abraçar plenamente a grande missão da reconciliação.

Porque somos humanos e frequentemente nos ferimos uns aos outros, precisamos constantemente curar e restaurar nossas relações. A reconciliação, que tem sua fonte em Cristo, nos permite restaurar laços rompidos e, por meio dessa cura, somos chamados a viver na justiça e na paz. Esta é a missão que nos é legada pela Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos: “Hoje, o rosto da evangelização assume o nome de reconciliação, condição indispensável para estabelecer em África relações de justiça entre os homens e para construir uma paz justa e duradoura no respeito a cada indivíduo e a todos os povos; uma paz aberta à contribuição de todas as pessoas de boa vontade, além das respectivas pertenças religiosas, étnicas, linguísticas, culturais e sociais.” (Africae Munus, n. 174)

Caminhar e viver como Igreja-Família de Deus significa estar em justa relação com Deus e entre nós. Isso implica reconhecer Deus como nosso Pai, a Igreja como nossa Mãe, e a nós mesmos como irmãos e irmãs. Essa imagem nos convida a viver uma vida de comunhão, amor e responsabilidade mútua.

Cristo nos envia hoje em missão: renovar nossa compreensão e prática de ser uma Família de Deus, e servir nossas comunidades e nosso continente com o Evangelho da reconciliação, da justiça e da paz.

No Documento de Kampala de 2019, afirmávamos na mesma linha: “A Igreja é uma família de pessoas unidas pela vida, aceitação mútua, amor, compromisso, celebração da fé, perdão, alegria e partilha. É uma comunidade que constrói a justiça, a paz, a solidariedade e a fraternidade, vividas em palavras e ações.” Assim compreendida, a Igreja-Família de Deus torna-se verdadeiramente um espaço de gestação e nascimento da esperança, da reconciliação e da paz.

Conclusão

Neste ano jubilar, recordamos que a missão fundamental de todos os batizados é ser mensageiros e construtores da esperança. É assim que a Igreja-Família de Deus em África e nas Ilhas propõe uma visão para os próximos 25 anos, uma visão enraizada em Cristo, nossa Esperança, e estruturada em torno de 12 pilares, a saber:

1) Evangelização

2) Auto-sustentação

3) Família como modelo da liderança

4) Formação para a Sinodalidade e o engajamento missionário

5) Cuidado da criação

6) Juventude e renovação da Igreja

7) Justiça, paz e desenvolvimento humano integral

8) Ecumenismo e diá. inter-religioso

9) Missão no ambiente digital

10) Saúde do povo de Deus

11) Vida litúrgica da Igreja em África

12) Igreja e política

Que a Virgem Maria, Nossa Senhora da África, acompanhe a Igreja no nosso continente para que testemunhe Jesus, Paz e Esperança.

Kigali, 4 de Agosto de 2025

+ Fridolin Cardeal Ambongo
Arcebispo de Kinshasa
Presidente do SCEAM

Distribuído pelo Grupo APO para Symposium of Episcopal Conferences of Africa and Madagascar (SECAM).

Media files

Baixar .tipo

Ministro Eurico Monteiro preside VI Reunião Ordinária do Fórum Nacional Multissetorial Parceria para o Governo Aberto (OGP)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Baixar .tipo

O Ministro da Modernização do Estado e da Administração Pública presidiu esta quarta-feira, 06 de agosto, a VI Reunião Ordinária do Fórum Nacional Multissetorial da Parceria para o Governo Aberto (OGP), destacando a importância da abertura, da transparência e da participação cidadã na gestão pública.

Durante a sua intervenção, Eurico Monteiro, expressou a sua satisfação em participar do encontro, pela primeira vez na qualidade de tutela do Programa Nacional para a Governação Aberta, e agradeceu o empenho e o envolvimento de todos os membros do Fórum na construção e na execução do II Plano de Ação Nacional da OGP. Para o Ministro, a participação ativa dos diferentes setores na definição de compromissos e na monitorização de resultados marca uma nova era na Administração Pública Cabo-verdiana.

“Sou do tempo em que a Administração funcionava sob o signo da confidencialidade. Hoje, a confidencialidade é exceção e a regra passa a ser a Administração aberta, com portais públicos, contas auditáveis e uma forte cultura de prestação de contas.”, sublinhou.

“Um Governo aberto com outros graus de exigência”, reforçou o Ministro, para quem, nos últimos anos, o país tem avançado significativamente no reforço do quadro legal que assegura o acesso à informação e à documentação pública.

O governante destacou ainda o impacto positivo que a possibilidade de auditoria pública tem sobre a qualidade das decisões tomadas pelos decisores políticos e por quem esteja a lidar com os processos, pois que, a consciência de que as decisões podem ser sindicadas e criticadas aumenta o grau de diligência na decisão.

Por fim, o Ministro enalteceu o trabalho desenvolvido até agora e manifestou otimismo em relação aos resultados da avaliação do atual plano, esperando que Cabo Verde esteja em condições de avançar, em breve, para o terceiro Plano de Ação Nacional.

“Agradeço todo o vosso trabalho e desejo sucessos já nos trabalhos preparatórios para o próximo plano”, concluiu.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

CEO da Fundação Merck distingue os Campeões de Jornalismo por Promoverem a Conscientização sobre Questões Sociais e de Saúde – 125 vencedores de 36 países anunciados

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

  • A CEO da Fundação Merck anunciou a chamada de candidaturas para o Prémio de Jornalismo da Fundação Merck 2025 em parceria com as Primeiras Damas Africanas – inscreva-se agora em submit@merck-foundation.com

A Fundação Merck (www.Merck-Foundation.com), braço filantrópico da Merck KGaA Alemanha, em parceria com as Primeiras-Damas Africanas, anunciou com orgulho os vencedores do Prémio de Jornalismo África da Fundação Merck 2024 nas categorias “Mais do Que uma Mãe” e “Diabetes e Hipertensão”.

A Cerimónia de Premiação foi realizada virtualmente para homenagear e celebrar as contribuições excepcionais de todos os profissionais de mídia vencedores. Os vencedores foram calorosamente homenageados pela Senadora Drª Rasha Kelej, CEO da Fundação Merck e Presidente da campanha “Mais do Que uma Mãe”.

A Senadora, Drª Rasha Kelej, declarou: “Estou realmente feliz em anunciar os vencedores do nosso Prémio de Jornalismo, juntamente com as minhas queridas irmãs, as Primeiras-Damas Africanas, que também são Embaixadoras da Campanha Fundação Merck ‘Mais do Que uma Mãe’. Este ano, temos o prazer de celebrar 125 vencedores excepcionais de 36 países. É uma alegria ver uma participação tão impressionante não apenas de toda a África, mas também de vários países asiáticos e latino-americanos. Parabéns a todos os nossos incríveis vencedores!

É um verdadeiro prazer recebê-los como ex-alunos da Fundação Merck. Vamos continuar a trabalhar juntos para conscientizar sobre os desafios sociais e de saúde críticos, ser a voz dos que não têm voz e promover uma mudança cultural nas nossas comunidades.

Os Prémios de Jornalismo da Fundação Merck, lançados em 2017, são anunciados anualmente e já contaram com mais de 640 vencedores de 52 países.

O tema do Prémio de Jornalismo “Mais do Que uma Mãe” é conscientizar sobre questões sociais importantes, como: Acabar com o Estigma da Infertilidade, Apoiar a Educação de Meninas, Empoderar as Mulheres, Acabar com o Casamento Infantil, Acabar com a Mutilação Genital Feminina e/ou Acabar com a Violência do Género. O tema do Prémio de Jornalismo “Diabetes e Hipertensão” é Promover um Estilo de Vida Saudável e conscientizar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da Diabetes e da Hipertensão.

A CEO da Fundação Merck também lançou o edital para o Prémio de Jornalismo 2025. “Tenho o prazer de anunciar o convite à apresentação de candidaturas para os Prémios de Jornalismo da Fundação Merck 2025 – “Mais do Que uma Mãe” e “Diabetes e Hipertensão”, em parceria com as Primeiras-Damas Africanas. Aguardo ansiosamente receber outra chamada excepcional de inscrições impactantes também este ano”, disse a Senadora Drª Rasha Kelej.

Vencedores do Prémio de Jornalismo Fundação Merck “Mais do Que uma Mãe”                                           2024

Aqui estão os vencedores dos Países da África Ocidental em parceria com a Primeira Dama da República da Gâmbia, S.E. Srª FATOUMATTA BAH-BARROW; e a Primeira Dama da República de Serra Leoa, S.E. Drª FATIMA MAADA BIO:

PRINT CATEGORY WINNER

  • Jennifer Ambolley, The Chronicle, Ghana (First Position)
  • Mackie Muctarr Jalloh, News Times Daily, Sierra Leone (Second position)
  • Alao Abiodun, The Nation, Nigeria (Second position)

ONLINE CATEGORY WINNERS

  • Dzifa Tetteh Tay, The Spectator, Ghana (First Position)
  • Laudia Sawer, Ghana News Agency, Ghana (First Position)
  • Nyima Sillah, The Voice, The Gambia (Second Position)
  • Isatou Ceesay, The Gambia Point, The Gambia (Third Position)
  • Abigail Arthur, Citi Newsroom, Ghana (Third Position)
  • Odimegwu Onwumere, The Nigerian Voice, Nigeria (Third Position)

RADIO CATEGORY WINNER

  • Mavis Offei Acheampong, GBC Radio, Ghana (First Position)
  • Joyce Kantam Kolamong, GBC Radio, Ghana(Second Position)
  • Zainab Sunkary Koroma, Star Radio, Sierra Leone (Third Position)

MULTIMEDIA CATEGORY WINNERS

  • Tolulope Adeleru-Balogun, News Central TV, Nigeria (First Position)
  • Alieu Ceesay, QTV, The Gambia (Second Position)
  • Mona Lisa Frimpong, Joy News, Ghana (Third Position)

Aqui estão os vencedores dos Países da África Austral em parceria com a Primeira Dama da República do Malawi, S.E. Srª MONICA CHAKWERA; A Primeira Dama da República do Zimbabwe, S.E. Amai Drª AUXILLIA MNANGAGWA:

PRINT CATEGORY WINNERS

  • Precious Kumbani, The Nation, Malawi (First Position)
  • Gresham Ngwira, Freelancer, Malawi (Second Position)
  • Simon Muntemba, Daily Nation, Zambia (Second Position)
  • Charlotte Nambadja, The Namibian, Namibia (Third Position)
  • Silence Mugadzaweta, The Standard, Zimbabwe (Third Position)

ONLINE CATEGORY WINNERS

  • Alain Kabinda, Daily News Agency, Zambia (First Position)
  • Catherine Murombedzi, Freelancer, Zimbabwe (First Position)
  • Alick Ponje, The Times, Malawi (second Position)
  • Wallace Mawire, Pan African Visions, Zimbabwe (Second Position)
  • Hamu Madzedze, 365 Health Diaries, Zimbabwe (Third Position)
  • Kundai Michael Magoronga, Chronicle, Zimbabwe (Third Position)
  • Mlondi Mkhize, Briefly News, South Africa (Third Position)

RADIO CATEGORY WINNERS

  • Glendah Fadzai Takachicha, Capitalk FM, Zimbabwe (First Position)
  • Tina Nyirenda, Smooth FM, Zambia (Second Position)
  • Sylviah Chisi, Trans World Radio, Malawi (Second Position)
  • Nyasha Mandimutsira, Capitalk FM, Zimbabwe (Third Position)
  • Perina N. Wahara, PL FM, Malawi (Third Position)

MULTIMEDIA CATEGORY WINNERS

  • Keneilwe Pono, YTV, Botswana (First Position)
  • Taati Niilenge, The Namibian, Namibia (Second Position)
  • Lame Lucas, YTV, Botswana (Third Position)

Aqui estão os vencedores dos países da África Oriental:

PRINT CATEGORY WINNERS

  • Elizabeth Angira, People Daily, Kenya (First Position)
  • Marco Maduhu, Nipashe, Tanzania (Second Position)
  • Margaret Maina, Nation Media, Kenya (Second Position)
  • Beatrice Philemon Mukocho, The Guardian, Tanzania (Third Position)
  • Vitus Audax, The Guardian, Tanzania (Third Position)

ONLINE CATEGORY WINNERS

  • Kamau Maichuhie, Nation Online, Kenya (First Position)
  • Isabella Maua Chemosit, Freelancer, Kenya (Second Position)
  • Anne Robi, Daily News, Tanzania (Second Position)
  • Nteza Michael, UG Standard, Uganda (Third Position)
  • Benjamin Takpiny, Anadolu Agency, South Sudan (Third Position)
  • Ayele Addis Ambelu, Ethiopian Mass Media Action News, Ethiopia (Third Position)

RADIO CATEGORY WINNERS

  • Caren Waraba Sisya, Radio Citizen, Kenya (First Position)
  • Mamer Abraham Kuot, Voice of America, South Sudan, (Second Position)
  • Mwanaisha Makumbuli, Highlands FM, Tanzania (Second Position)
  • Fatuma Mustapha Mtemangani, Pambazuko FM, Tanzania (Third Position)
  • Daniel Byiringiro, Flash FM, Rwanda (Third Position)

MULTIMEDIA CATEGORY WINNER

  • Rose Wangui, NTV Kenya, Kenya (First Position)
  • Andrew Juma, TV47, Kenya (Second Position)
  • Leonard Kigozi  and Isabel Nakirya, CGTN Africa, Uganda (Third Position)
  • Mackriner Siyovelwa, Crown Media, Tanzania (Third Position)

Aqui estão os vencedores dos Países Africanos de Língua Francesa em parceria com a Primeira Dama da República do Burundi, S.E. Senhora ANGELINE NDAYISHIMIYE; Primeira Dama da República Democrática do Congo, S.E. Senhora DENISE NYAKERU TSHISEKEDI:

PRINT CATEGORY WINNER

  • Issa Moussa, Niger Times, Niger (First Position)
  • Koami Agbetiafa, Niger Inter Press Group, Niger (Second Position)

ONLINE CATEGORY WINNERS

  • AZODODASSI Mêmèdé Ambroisine, Savoir News, Togo (First Position)
  • Julio Gada, Global News, Benin (Second Position)
  • Boris Esono Nwenfor, Pan African Visions, Cameroon (Third Position)
  • Bakari Guèye, Initiatives News, Mauritania (Third Position)
  • Frimo Koukou Djipro, Lelus, Côte d’Ivoire (Third Position)

RADIO CATEGORY WINNERS

  • Remy RUKUNDO, Radio TV Buntu, Burundi (First Position)
  • Magnus MFURANZIMA, ISÔKO FM, Burundi (First Position)
  • Mame Mbagnick DIOUF, Radio Oxyjeunes, Senegal (Second Position)
  • Tanko Worou, Radio SU TII DERA, Benin (Second Position)
  • Moussa KONE, Radio Channel 2, Mali (Third Position)

MULTIMEDIA CATEGORY WINNERS

  • Matthias KABUYA TSHILUMBA, RTDK, DRC (First Position)

Aqui estão os vencedores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa em parceria com a Primeira Dama da República de Cabo Verde, S.E. Drª DÉBORA KATISA CARVALHO:

ONLINE CATEGORY WINNERS

  • Edisângela Tavares, Expresso das Ilhas, Cabo Verde (First Position)
  • Sheilla Ribeiro, Sociedade, Cabo Verde (Second Position)

RADIO CATEGORY WINNERS

  • Teresa Monteiro Pinto, Rádio Televisão de Cabo Verde, Cabo Verde (First Position)

MULTIMEDIA CATEGORY WINNERS

  • Ângelo Semedo, Deutsche Welle, Cabo Verde (First Position)

Prmio de ´Jornalismo Fundação Merck “Diabetes e Hipertensão” 2024

Aqui estão os vencedores dos Países da África Ocidental em parceria com a Primeira Dama da República da Gâmbia, S.E. Srª FATOUMATTA BAH-BARROW; e a Primeira Dama da República de Serra Leoa, S.E. Drª FATIMA MAADA BIO:

PRINT CATEGORY WINNER

  • Agnes Opoku Saprong, Ghanaian Times, Ghana (First Position)
  • Patience Ivie Ihejirika, Leadership Newspaper, Nigeria (Second Position)

ONLINE CATEGORY WINNERS

  • Muhammed Lamin Touray, Freelancer, The Gambia (First Position)
  • Prince Owusu Asiedu, Adom Online, Ghana (Second Position)
  • Lara Adejoro, The Punch, Nigeria (Third Position)

RADIO CATEGORY WINNERS

  • Godwin Awuni Anafo, Odadee Radio, Ghana (First Position)

MULTIMEDIA CATEGORY WINNER

  • Emmanuel Dzivenu Seyram Abla De-Souza, Joy TV, Ghana (First Position)
  • Ezedimbu Karen Ogomegbunem, Africa Independent Television, Nigeria, (Second Position)
  • Lois Abba Sambo, Abuja Broadcasting Corporation, Nigeria (Third Position)
  • Akua Oforiwa Darko, TV3, Ghana (Third Position)

Aqui estão os vencedores dos Países da África Austral em parceria com a Primeira Dama da República do Malawi, S.E. Srª MONICA CHAKWERA; A Primeira Dama da República da Zâmbia, S.E. Srª MUTINTA HICHILEMA; A Primeira Dama da República do Zimbabwe, S.E. Amai Drª AUXILLIA MNANGAGWA:

PRINT CATEGORY WINNER

  • Nancy Kefilwe Ramokhua, The Patriot, Botswana (First Position)
  • Matilda Chimwaza Majawa, Times Group, Malawi (Second Position)

ONLINE CATEGORY WINNERS

  • June Shimuoshili, Unwrap Online, Namibia (First Position)
  • Tendai Chisiri, Sport Way News Net, Zimbabwe (Second Position)
  • Shireen van Wyk, Shay Blogger, Namibia (Third Position)
  • Prince Kurupati, Pan African Visions, Zimbabwe (Third Position)

RADIO CATEGORY WINNERS

  • Elvis Howahowa, Times Radio, Malawi (First Position)
  • Stella Mlotha, Trans World Radio, Malawi (Second Position)

Aqui estão os vencedores dos países da África Oriental:

PRINT CATEGORY WINNER

  • Lucy Johnbosco, Mwananchi, Tanzania (First Position)
  • Christina Mwakangale, Nipashe, Tanzania (Second Position)

ONLINE CATEGORY WINNERS

  • Joan Mbabazi, The New Times, Rwanda (First Position)
  • Leon Lidigu, Nation Online, Kenya (Second Position)
  • Namwalo Daniel Absalom, Kenya News Agency, Kenya (Third Position)
  • Angela Kezengwa, Citizen Digital, Kenya (Third Position)
  • Veronica Mrema, M24 Tanzania, Tanzania (Third Position)

RADIO CATEGORY WINNERS

  • Kintu Khalid, Radio Simba, Uganda (First Position)
  • Asha Bekidusa, Bahari FM, Kenya (Second Position)

MULTIMEDIA CATEGORY WINNER

  • Walter Mwesigye, NTV, Uganda (First Position)
  • Edvesta Tarimo, Tumaini Media, Tanzania (Second Position)

Aqui estão os vencedores dos Países Africanos de Língua Francesa em parceria com a Primeira Dama da República do Burundi, S.E. Senhora ANGELINE NDAYISHIMIYE; e a Primeira Dama da República Democrática do Congo, S.E. Snhora DENISE NYAKERU TSHISEKEDI:

PRINT CATEGORY WINNERS

  • Konan N’Guessan Attoumgbre Joseph, La Retraite Active, Côte d’Ivoire (First Position)
  • Nkurunziza Moise, Le Renouveau, Burundi (Second Position)

ONLINE CATEGORY WINNERS

  • Bahwa Ferdinand, Le Journal Africa, Burundi (First Position)
  • Abdoulaye Ouédraogo, Queen Mafa, Burkina Faso (Second Position)
  • Richard Manirakiza, l’Agence Burundaise de Presse, Burundi (Second Position)
  • Mapote Gaye, Infomedia27, Senegal (Second Position)
  • Atha Menssan Woffa Assan, Focus Infos, Togo (Third Position)
  • Catherine Aimée Biloa, Échos Santé, Cameroon (Third Position)
  • Nadège Omoladé SANNY, SRTB Online, Benin (Third Position)

RADIO CATEGORY WINNERS

  • MVUYEKURE Jean Claude, Radio TV Buntu, Burundi (First Position)
  • Abdoul Razak Sani Oumarou, Radio Saraounia Maradi, Niger (Second Position)
  • Kabamba Ngalamulume Fabrice, Radio Télévision de l’éducation (RTEDUC), DRC (Third Position)

MULTIMEDIA CATEGORY WINNER

  • Chris IRAMBONA, Radio Television Buntu, Burundi (First Position)

Aqui estão os vencedores dos países Asiáticos:

PRINT CATEGORY WINNER

  • Parikshit Nirbhay, Amar Ujala, India (First Position)
  • Revathi Murugappan, Star Health, Malaysia (Second Position)
  • Pooja Biraia, The Week, India (Third Position)

ONLINE CATEGORY WINNERS

  • Rashe Zoe Sophia B Piquero, Cebu Daily News, Philippines (First Position)
  • Roshan Bhandari, Medicoliterature, Nepal (Second Position)
  • Crystal Chow, Undark Magazine, China (Third Position)

Aqui estão os vencedores dos Países da AMÉRICA LATINA:

ONLINE CATEGORY WINNERS

  • Adriana Becerra, Agencia Brunch, Mexico (First Position)
  • Rafaela Polo, UOL, Brazil (Second Position)

MULTIMEDIA CATEGORY WINNER

  • Roxana Fabiola Lopresti, Channel 9 Televida, Argentina (First Position)
  • Ana Paula Pedrosa, R7, Brazil (Second Position)

Informações sobre o Prémio de Jornalismo 2025:

1. Prémio de Jornalismo África Fundação Merck  “Mais do Que uma Mãe” 2025

Tema do Prémio: Quebrar o estigma da infertilidade, apoiar a educação das meninas, empoderamento das mulheres, acabar com o casamento infantil, acabar com a MGF e/ou acabar com a VBG em todos os níveis.

Quem pode candidatar-se: Jornalistas de Imprensa, Rádio, Online, e plataformas Multimídia dos seguintes grupos:

a) Países da África Austral

b) Países da África Ocidental

c) Países da África Oriental

d) Países Africanos de Língua Francesa

e) Países Africanos de Língua Portuguesa

Prazo de entrega: 30 de Setembro de 2025.

2. Prémio de Jornalismo Fundação Merck “Diabetes e Hipertensão” 2025

Tema do Prémio: Promover um estilo de vida saudável e consciencializar sobre a prevenção e a deteção precoce da Diabetes e da Hipertensão.

Quem pode candidatar-se: Jornalistas de Imprensa, Rádio, Online, e plataformas Multimídia dos seguintes grupos:

a) Países da África Austral

b) Países da África Ocidental

c) Países da África Oriental

d) Países Africanos de Língua Francesa

e) Países Africanos de Língua Portuguesa

f) Países da América Latina

g) Países Asiáticos

Prazo de entrega: 30 de Outubro de 2025.

Todas as candidaturas devem ser submetidas para submit@merck-foundation.com

Distribuído pelo Grupo APO para Merck Foundation.

Junte-se à conversa nas plataformas das nossas mídias sociais e deixe a sua voz ser ouvida!
Facebook: https://apo-opa.co/46LrTFg
X: https://apo-opa.co/4fubg34
YouTube: https://apo-opa.co/46Ej7J0
Instagram: https://apo-opa.co/47ofYNA
Threads: https://apo-opa.co/4mvUkvp
Flickr: https://apo-opa.co/45mtz5I
Website: http://www.Merck-Foundation.com

Sobre a Fundação Merck:
A Fundação Merck, criada em 2017, é o braço filantrópico da Merck KGaA Alemanha, tem como objectivo melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas e aprimorar as suas vidas atravez da ciência e da tecnologia. Os nossos esforços estão focados principalmente na melhoria do acesso a soluções de saúde de qualidade e equitativas em comunidades carenciadas, no desenvolvimento da capacidade de saúde e na investigação científica, no empoderamento das raparigas na educação e no empoderamento de pessoas em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) com foco especial em mulheres e jovens. Todos os comunicados de imprensa da Fundação Merck são distribuídos por e-mail ao mesmo tempo em que são disponibilizados no site da Fundação Merck. Visite www.Merck-Foundation.com para ler mais. Siga a mídia social da Fundação Merck: Facebook (https://apo-opa.co/46LrTFg), X (https://apo-opa.co/4fubg34), Instagram (https://apo-opa.co/47ofYNA), YouTube (https://apo-opa.co/46Ej7J0), Threads (https://apo-opa.co/4mvUkvp) e Flickr (https://apo-opa.co/45mtz5I).

A Fundação Merck está dedicada a melhorar os resultados sociais e de saúde para comunidades necessitadas. Embora colabore com vários parceiros, incluindo governos, para atingir os seus objectivos humanitários, a Fundação permanece estritamente neutra em questões políticas. Ela não se envolve ou apoia nenhuma actividade política, eleições ou regimes, concentrando-se exclusivamente na sua missão de elevar a humanidade e melhorar o bem-estar, mantendo uma postura estritamente apolítica em todos os seus esforços.

Media files

Baixar .tipo

Cabo Verde: Ministro das Infraestruturas visita obras em São Miguel

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Baixar .tipo

No Município de São Miguel, o Ministro das Infraestruturas realizou visita a obras em curso que visam melhorar a mobilidade e garantir habitação condigna.

É obra de construção e asfaltagem da estrada Igreja de São Miguel – Entroncamento de Cutelo Gomes, incluindo muros de suporte, pavimentação, valetas, passagens hidráulicas e sinalização. No plano apresentado pelo empreiteiro da obra, foram previstas medidas de contingência para a época das chuvas, assegurando a continuidade e segurança dos trabalhos.

Em Achada Bolanha, é obra de 14 habitações sociais em fase final, destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade. As moradias, do tipo geminado, garantem mais conforto, dignidade e segurança.

O Governo de Cabo Verde continua a cumprir com São Miguel e Santiago Norte, com foco nas pessoas.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Violência em Cabo Delgado, Moçambique, força milhares a fugir de suas casas

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Baixar .tipo

Em Moçambique, o deslocamento é a consequência recente de uma série de emergências sobrepostas, incluindo violência armada, choques climáticos, surtos de doenças e uma grave escassez de recursos.  

Desde janeiro, mais de 95 mil pessoas fugiram da violência em Cabo Delgado e o acesso humanitário está se tornando cada vez mais frágil. 

Insegurança 

Dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, citam que ataques recentes de grupos armados entre 20 e 28 de julho provocaram o deslocamento de milhares de pessoas nos distritos de Chiúre, Ancuabe e Muidumbe.

Paola Emerson é chefe Ocha em Moçambique. De Cabo Delgado, ela relata à ONU News a situação na província. 

“Neste momento quase 50 mil pessoas foram deslocadas, em cerca de uma semana, na sequência de ataques em Chiúre, onde mais de 42 mil pessoas foram deslocadas, mas também em Ancuabe e em Muidumbe. As pessoas que fugiram das suas casas precisam de todo tipo de ajuda para recuperar dessa situação, isso inclui assistência básica humanitária que vai desde comida, lonas e proteção.”  

Crianças separadas das famílias 

A insegurança, em alguns distritos de Cabo Delgado, persiste e as pessoas em movimento frequente não têm documentação civil.  

Há relatos que Chiúre foi a zona mais atingida, com mais de 42 mil pessoas desalojadas, deste número mais da metade são crianças. 

A chefe do Escritório das Nações Unidas, Ocha, afirma que a falta de documentação pode afetar a pessoas deslocadas de se movimentarem livremente, e terem acesso a serviços básicos para manterem seus meios de subsistência. 

“Muitos perderam os seus documentos de identificação e isso afeta os serviços de base, uma situação preocupante sobretudo em Chiúre é que mais de 60% de deslocados são crianças e há indicações de muitas crianças estão separadas das suas famílias.”  

Parceria mútua 

As autoridades moçambicanas estão em prontidão e apoiam as pessoas deslocadas, muitos deles inicialmente recebidos na sede Chiúre e posteriormente encaminhadas para lugares seguros.

As Nações Unidas e parceiros trabalham em coordenação com governo para apoiar quem precisa, segundo a chefe do Ocha em Moçambique. 

“Em termos das Nações Unidas e ONG’s, imediatamente começaram dar apoio com pacote básico de assistência que inclui comida para umas semanas, algumas lonas, bens de higiene básica e bens não alimentares tal como panelas, cobertores, isto numa situação em que o financiamento humanitário está muito baixo, cerca de 20% foi providenciado até esta altura neste ano que levou a cortes maciços na assistência que está a ser dada na província de Cabo Delgado.”   

De acordo com a Organização Internacional para Migrações, OIM, o número de famílias deslocadas quase triplicou em uma semana, atingindo 444 domicílios ou 1.946 pessoas incluindo mais de 1,2 mil crianças.  

Financiamento urgente 

A violência forçou os moradores da aldeia de Nanduli a buscar refúgio em Chiote e Ancuabe Sede. Em Muidumbe, os grupos armados não declarados incendiaram casas na aldeia de Magaia e perto de Mungue.  

Quase 500 famílias fugiram para locais de deslocamento próximos, onde o acesso humanitário permanece limitado. 

Para o Ocha, há necessidade de financiamento urgente para atender às crescentes necessidades humanitárias, que permanecem agudas e generalizadas. 

“É necessário para o futuro manter esta capacidade resposta rápida num contexto em que continua a haver deslocamento internos, neste ano só, cerca de 100 mil pessoas já foram deslocadas e em que há que ainda a necessidade de apoiar mais de 1 milhão de pessoas que precisam desesperadamente assistência humanitária para sobreviverem.”  

Até julho, apenas 19% do Plano de Resposta Humanitária de Moçambique para 2025 havia sido financiado.  

Dos US$ 352 milhões solicitados, apenas US$ 66 milhões foram recebidos, forçando as agências a reduzir suas metas de resposta em mais de 70%. Atualmente, elas visam ajudar apenas 317 mil pessoas, abaixo da meta de 1,1 milhão no início do ano. 

O Ocha destaca que de acordo com o direito internacional, os civis devem ter o direito de buscar segurança e escolher livremente seu destino. Mas a insegurança, a falta de documentação e as realocações involuntárias estão a agravar os riscos de proteção. 

*Ouri Pota é correspondente da ONU News em Maputo.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.