O Secretário de Energia dos Estados Unidos da América (EUA), Chris Wright, retorna ao Powering Africa Summit 2026 para discutir acesso à energia e clean cooking

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, retornará ao Powering Africa Summit (PAS), que será realizado em Washington, D.C., nos dias 19 e 20 de março de 2026, onde participará de uma conversa especial (fireside chat) com foco em acesso à energia e clean cooking.

Após ter feito o discurso principal e participado de uma conversa especial na 10ª edição comemorativa do PAS 2025, o Secretário Wright voltará a se reunir com formuladores de políticas públicas e líderes do setor na edição deste ano para discutir a cooperação EUA–África em infraestrutura energética, minerais críticos e estratégias de investimento.

Dando continuidade ao tema do ano passado, “O Futuro da Parceria Energética EUA–África”, o PAS 2026 analisará como a política externa dos Estados Unidos está se transformando sob a atual administração, inclusive por meio de uma diplomacia comercial orientada ao investimento.

Sob o tema deste ano, “Impulsionando a Parceria EUA–África: Infraestrutura Energética, Minerais Críticos e Estratégias de Investimento”, será destacada a evolução desde o PAS 2025 e o papel de acordos recíprocos no avanço do desenvolvimento de minerais críticos e no aumento do comércio entre os Estados Unidos e a África.

Algumas das principais sessões do Summit abordarão investimentos em infraestrutura de grande escala, garantias e financiamento, bem como a forma como as estratégias de gás entre os EUA e a África estão fortalecendo a segurança energética e o comércio bilateral. Diversos líderes governamentais de alto nível estarão presentes, incluindo:

  • S.E. Honorável Jeremiah Kpan Koung, Vice-Presidente da Libéria
  • S.E. Honorável Dr. Eng. Habtamu Itefa Geleta, Ministro da Água e Energia, Etiópia
  • S.E. Honorável John Abdulai Jinapor, Ministro da Energia e Transição Verde, Gana

Makhtar Diop, Diretor-Geral da International Finance Corporation (IFC), estará presente para fazer as observações de abertura do Summit, ao lado de Adam Cortese, CEO da empresa especializada em soluções de energia renovável Sun Africa, que fará o discurso de boas-vindas do patrocinador do Summit.

Cortese comentou:
“A Sun Africa tem orgulho de patrocinar o Powering Africa Summit 2026 em um momento transformador para a colaboração energética entre os EUA e a África. A liderança contínua e o engajamento do Secretário Wright reforçam o compromisso crescente com soluções práticas e orientadas ao investimento que ampliam o acesso à energia e desbloqueiam oportunidades em minerais críticos e infraestrutura. Estamos ansiosos por um diá. significativo com ministros, formuladores de políticas e parceiros da indústria para avançar iniciativas ganha-ganha, fundamentadas em pragmatismo e rentabilidade, garantindo um sucesso sustentável e duradouro.”

Outros representantes seniores de organizações, agências e instituições globais de destaque incluem:

  • John Jovanovic, Presidente, U.S. Export-Import Bank (EXIM)
  • Nicholas Checker, Alto Funcionário do Bureau de Assuntos Africanos, Departamento de Estado dos EUA
  • Thomas Hardy, Diretor Adjunto e COO, U.S. Trade and Development Agency (USTDA)
  • Daniel Petrie, Chefe de Gabinete Interino, Millennium Challenge Corporation (MCC)
  • Nancy Rivera, Diretora Executiva, U.S. International Development Finance Corporation (DFC)

Simon Gosling, Diretor-Geral da EnergyNet, comentou:
“Estamos muito satisfeitos em retornar a Washington, D.C., no próximo mês para a 11ª edição do Powering Africa Summit e, naturalmente, em receber novamente o Secretário de Energia Chris Wright para dialogar com stakeholders sobre o futuro das relações EUA–África. No Summit do ano passado, o Secretário destacou a abordagem integrada de todo o governo dos EUA na parceria com as nações africanas, e estamos satisfeitos em confirmar uma representação ampla e de alto nível dos Departamentos de Estado, Energia, EXIM, DFC, MCC e Comércio para oferecer insights essenciais sobre as políticas da Administração Trump…”

Ao lado da patrocinadora do Summit, Sun Africa, a Petrodex participa como Patrocinadora Principal, a Genesis Energy como Patrocinadora do Aplicativo de Networking e o Lagos State Office of Works como Parceiro Governamental Africano. Outros patrocinadores incluem Endeavor Energy, Denham Capital, Mission 300 e HYDRO-LINK. Entre os Patrocinadores Associados estão Absa, Alliant, Allied Talent Partners, A&O Shearman, Nant Power, NRECA International e McDermott, Will & Schulte.

Distribuído pelo Grupo APO para EnergyNet Ltd..

Para oportunidades de parceria, entre em contato:
Poliana Sperandio
Poliana@EnergyNet.co.uk

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Grupo Banco Africano de Desenvolvimento investe 6,5 milhões de euros no fundo Saviu II para apoiar start-ups tecnológicas na África Ocidental e Central francófona

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Conselho de Administração do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento aprovou (www.AfDB.org), a 27 de fevereiro de 2026, em Abidjan, uma participação de 6,5 milhões de euros no capital do fundo Saviu II, para apoiar startups tecnológicas em início de atividade e de primeira angariação de fundos institucionais, principalmente na África Ocidental e Central francófona.

O Grupo Banco investirá 4,5 milhões de euros em capital próprio, bem como 2 milhões de euros sob a forma de uma tranche de cobertura da primeira perda por conta da Comissão Europeia no âmbito do Programa Boost Africa (https://apo-opa.co/4r90J1f). Esta participação da instituição pan-africana permitirá ao fundo Saviu II dar prioridade a empresas com forte componente tecnológica ou digital.

O fundo de capital de risco Saviu II tem como objetivo realizar pelo menos 60% dos seus compromissos nos países francófonos da África Ocidental e Central: Costa do Marfim, Camarões, Benim, Senegal, Togo, Burquina Faso e Mali. Pode também coinvestir na África Oriental em empresas tecnológicas promissoras que disponham de uma equipa e de um modelo comercial sólidos, com a estratégia de penetrar no mercado dos países francófonos da África Ocidental e estabelecer uma forte presença na região.

O Saviu II, o segundo veículo de investimento da Saviu Partners, prevê investir entre 500 mil e três milhões de euros em cerca de vinte start-ups ‘B2B’ tecnológicas ou com vocação tecnológica, em fase de arranque ou de primeira angariação de fundos institucionais.

Além disso, o fundo dedicará uma verba específica a investimentos de pré-lançamento, ajudando as empresas em aquisições de participações minoritárias, geralmente em coinvestimento com estúdios, incubadoras ou outros parceiros do ecossistema.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Alexis Adélé 
Departamento de Comunicação e Relações Externas 
media@afdb.org

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

Sobre a Saviu Partners:
Criado em 2018, o fundo Saviu Partner adquiriu uma sólida experiência no acompanhamento de startups tecnológicas em fase de arranque na África Ocidental e Central francófona. O primeiro veículo de investimento do gestor de fundos independente, Saviu I, lançado em 2018 com uma capitalização de dez milhões de euros, ilustra a estratégia de investimento centrada no ‘lançamento e desenvolvimento’ adotada pelo gestor. Esta abordagem consiste em investir em start-ups com elevado potencial e prestar-lhes apoio prático em áreas como o desenvolvimento comercial, o recrutamento, a expansão internacional e a angariação de fundos. O fundo Saviu I investiu em 12 start-ups sediadas principalmente nos países francófonos da África Ocidental.

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“Queremos um Fórum mais representativo e mais plural em matéria de Governação Aberta em Cabo Verde” – Eurico Monteiro

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministro da Modernização do Estado e da Administração Pública defendeu, esta quinta-feira, 26 de fevereiro, uma maior participação da sociedade civil, tendo em vista a construção de um Fórum mais representativo e mais plural em matéria de Governação Aberta em Cabo Verde.

Eurico Monteiro fez esta afirmação durante a abertura da VII reunião do Fórum Nacional Multissetorial da Open Government Partnership/Parceria para o Governo Aberto (OGP), que reuniu diversos stakeholders na Praia, para reformulação dos elementos constituintes deste órgão e preparação do III Plano de Ação Nacional para a Governação Aberta.

“É isto que dá credibilidade ao Fórum, porquanto permite uma visão mais crítica e alinhada com as necessidades da sociedade”, sublinhou o Ministro, para quem este encontro representa, antes de mais, um momento de reforma institucional, para dar mais peso à Sociedade Civil, à academia e demais representações, não ficando apenas o Estado com o poder decisório sobre questões importantes do país.

“Estamos na caminhada para a construção do terceiro Plano de Ação Nacional para a Governação Aberta, após concluir o segundo Plano, com sucesso, em 2025, e, para tal, queremos construir um Fórum verdadeiramente representativo, por forma a que este importante instrumento reflita, fundamentalmente, a preocupação das pessoas, porque hoje nós não falamos da democracia pela circunstância de haver eleições regulares para mudança do Governo, mas sobretudo, quando as pessoas têm uma participação mais ativa na vida política, social e cultural do país”, explicou Eurico Monteiro.

Essa participação ativa que se quer, particularmente na vida política, entende o Ministro, depende muito da relevância da informação disponibilizada às pessoas. Para isto, sublinhou o governante, a governação aberta é fundamental. “As pessoas precisam do acesso à informação, do que se passa verdadeiramente no país, porque, só a partir desses dados é que podem criticar, apoiar, apresentar sugestões, alternativas e, naturalmente, aumentar o seu grau de exigência em relação à performance do Governo e em relação às políticas públicas implementadas”, disse.

Para o Ministro, não obstante, ser ainda necessário fazer mais, “já demos passos importantes, em matéria de transparência”. A título de exemplo, citou, o próprio Portal da Transparência, onde se pode ter acesso a dados importantes da execução das políticas públicas, nomeadamente daquilo que está no Orçamento do Estado e nas contas nacionais; das despesas, dos contratos, “de todas as aquisições de uma forma geral, o que inspira confiança nas pessoas”.

“Se quiser saber quanto é que a Câmara Municipal da Praia recebeu durante este ano ou no ano passado, encontra facilmente esses dados porque através do Portal da Transparência pode-se aceder a toda essa informação.  Tudo o que se espera em termos de receitas, as contratações que foram feitas, as despesas efetuadas, tudo isto, hoje, está à disposição dos cidadãos, graças ao Portal da Transparência, implementando por este Governo”, indicou o governante, segundo quem, essas ações são importantes para fazer uma avaliação correta e adequada dos órgãos no poder.

“Mas também a Administração Pública, toda ela, está talhada, não só nesta parte orçamental e financeira, para apresentar esses dados e dar essas informações”, finalizou o Ministro, apontando o Portal Único dos Serviços Digitais do Estado GOV.CV  https://www.gov.cv, lançado recentemente, como mecanismo para aumentar a participação dos cidadãos e, sobretudo, a conectividade entre o cidadão e o Estado.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Governo recebe delegação da International Boxing Association na sua primeira visita oficial a Cabo Verde

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Governo de Cabo Verde recebeu, esta quarta-feira, 25 de fevereiro, uma delegação da International Boxing Association (IBA), chefiada pelo seu Secretário-Geral, Chris Roberts, que se encontra no país em visita de trabalho, a convite do Ministro da Juventude e Desporto, Carlos do Canto Monteiro.

A deslocação da IBA teve como principal objetivo conhecer, no terreno, as políticas públicas e as apostas estratégicas do Executivo para o desenvolvimento do boxe em Cabo Verde, bem como acompanhar os projetos em curso da Federação Cabo-verdiana de Boxe e avaliar a realidade atual da modalidade no país.

Recebida pelo Ministro Carlos Monteiro, no Palácio do Governo, a delegação da IBA – composta por quatro membros – esteve igualmente acompanhada pelo Presidente da Federação Cabo-verdiana de Boxe, Manuel Monteiro.

Durante o encontro, foram discutidos dois pontos centrais: a possibilidade de Cabo Verde acolher o Campeonato Africano de Boxe 2026 e a manifestação de interesse do país em sediar a Confederação Africana de Boxe.

Esta primeira visita oficial da IBA ao arquipélago representa um sinal de reconhecimento do trabalho desenvolvido no setor e constitui uma oportunidade estratégica para o reforço da cooperação institucional e para a consolidação e projeção internacional do boxe cabo-verdiano.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Grupo Banco Africano de Desenvolvimento concede subvenção de 16,6 milhões de dólares ao IITA para expandir as tecnologias agrícolas em África

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) (www.AfDB.org) e o Instituto Internacional de Agricultura Tropical (IITA) assinaram um acordo de subvenção no valor de 16,61 milhões de dólares para lançar a terceira fase do Programa de Tecnologias para a Transformação Agrícola Africana (TAAT-III), com o objetivo de expandir a produção alimentar resiliente às alterações climáticas em todo o continente.

O acordo, assinado na quarta-feira em Abuja, reforça o compromisso comum de modernizar a agricultura africana através da expansão de tecnologias comprovadas, do fortalecimento dos sistemas de sementes e da expansão das parcerias entre instituições de investigação, governos e atores do setor privado.

Desde o seu lançamento em 2018, o TAAT tornou-se uma das plataformas mais eficazes e transformadoras de África para a inovação agrícola, alcançando quase 25 milhões de agricultores e aumentando a produtividade dos principais produtos básicos. 

A iniciativa expandiu práticas agrícolas resilientes às alterações climáticas em mais de 35 milhões de hectares.

Trabalhando em estreita colaboração com o Grupo Consultivo de Centros Internacionais de Investigação Agrícola (CGIAR) e parceiros nacionais e regionais, o TAAT aumentou o rendimento das colheitas em até 69% e gerou mais de 4 mil milhões de dólares em valor adicionado ao setor agrícola. Países como o Sudão, Etiópia, Zâmbia, Zimbabué e Nigéria registaram ganhos notáveis na produtividade dos produtos alimentares básicos e na resiliência aos choques climáticos.

A Nigéria tem sido um dos principais beneficiários das iniciativas do TAAT. No âmbito do seu Compacto do Trigo, os agricultores que adotaram variedades melhoradas resistentes ao calor mais do que duplicaram os rendimentos, passando de 1,7 toneladas por hectare para 3,5 toneladas por hectare. As avaliações do sistema de sementes apoiadas pelo programa também ajudaram a enquadrar as reformas nacionais para expandir o acesso a sementes certificadas e resistentes às alterações climáticas.

Ao discursar na cerimónia de assinatura, Abdul Kamara, diretor-geral do Departamento Nacional da Nigéria do Grupo Banco, disse que a nova fase vai centrar-se na ampliação da inovação mais rapidamente: “O TAAT-III reforça o compromisso do Banco em garantir que tecnologias agrícolas comprovadas e resistentes às alterações climáticas cheguem aos agricultores mais rapidamente e em escala. Esta fase reforça os sistemas que proporcionam inovação, ajudando os países a aumentar a produtividade, melhorar a resiliência e alinhar os esforços de transformação agrícola com as quatro novas áreas de ênfase do Banco, denominadas os Quatro Pontos Cardeais ».

Financiado pelo Fundo Africano de Desenvolvimento, a janela de empréstimos concessionais do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, o TAAT-III consolidará os ganhos anteriores, introduzindo um modelo de funcionamento mais sustentável e impulsionado pelo setor privado. A iniciativa visa reforçar os sistemas de distribuição de sementes e tecnologia, aprofundar as parcerias com governos e empresas agrícolas e expandir as ferramentas digitais, incluindo os seus catá.s eletrónicos de tecnologia e plataformas de monitorização em tempo real, para acelerar a implementação de soluções de alto impacto.

Simeon Ehui, diretor-geral do IITA, observou: “O TAAT-III permite-nos aprofundar a implementação de soluções baseadas na ciência que melhoram o rendimento e os meios de subsistência dos agricultores. Trabalhando com o Banco e os nossos parceiros, estamos a expandir tecnologias que tornam os sistemas alimentares africanos mais resilientes e competitivos”.

O TAAT teve um papel de destaque no apoio ao Mecanismo Africano de Produção Alimentar de Emergência do Grupo Banco, ajudando os países a implementar rapidamente sementes e tecnologias melhoradas para estabilizar o abastecimento alimentar durante as recentes perturbações globais. A terceira fase do programa visa integrar estas inovações nas estratégias nacionais de investimento agrícola a longo prazo.

Espera-se que o TAAT-III alcance mais 14 milhões de agricultores em 37 países de baixo rendimento e vulneráveis servidos pelo Fundo Africano de Desenvolvimento, a janela de financiamento concessional do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media: 
Nkiruka Ugoh
Departamento Nacional do BAD na Nigéria, 
media@afdb.org

Sobre o Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

Pesalink e Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidações (PAPSS) desbloqueiam pagamentos transfronteiriços em moedas locais no Quénia

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

  • Transferências instantâneas de banco para banco 24/7 através das fronteiras africanas em moedas locais.
  • Pagamentos transfronteiriços mais simples para indivíduos, empresas e PME.
  • Mais de 80 participantes da rede Pesalink estão agora ligados a 160 bancos participantes do PAPSS.

A Pesalink, a rede de pagamentos instantâneos de facto do Quénia, estabeleceu uma parceria com o Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidações (PAPSS) para facilitar os pagamentos transfronteiriços e acelerar a integração financeira regional.

A parceria permite pagamentos transfronteiriços instantâneos, 24 horas por dia, 7 dias por semana, dos participantes do PAPSS para bancos e operadores de dinheiro móvel dentro da rede Pesalink no Quénia, todos liquidados em moedas locais. Isto reduz os requisitos complexos de bancos correspondentes e a dependência de moedas de reserva estrangeiras.

O PAPSS, uma iniciativa do Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) em colaboração com a União Africana e o Secretariado da ZCLCA, permite pagamentos transfronteiriços entre países africanos. A Pesalink é agora uma Fornecedora de Conectividade Técnica. Isto significa que mais de 80 participantes quenianos, incluindo bancos, empresas de tecnologia financeira, cooperativas de crédito e empresas de telecomunicações na rede Pesalink, estarão ligados a mais de 160 bancos comerciais e empresas de tecnologia financeira na plataforma PAPSS.

Os pagamentos transfronteiriços continuam a ser dispendiosos e lentos para muitas empresas africanas. O relatório do Banco Mundial de 2023 (http://apo-opa.co/4baDSh7) sobre os preços das remessas indica que o envio de dinheiro através das fronteiras africanas acarreta, em média, um custo de 7 a 8% do montante total enviado (acima da média global de 6 a 7%). A liquidação pode também demorar entre três a sete dias úteis.

A parceria Pesalink-PAPSS vai reduzir custos, acelerar as liquidações e ajudar particulares, PME e empresas a enviar dinheiro de forma mais eficiente através das fronteiras.

Durante a assinatura da parceria, realizada nos escritórios da Pesalink em Nairobi, o Director Executivo do PAPSS, Mike Ogbalu III, afirmou que “Para que o PAPSS tenha um impacto real é essencial a colaboração com sistemas de pagamento nacionais e privados, como a Pesalink. A Pesalink é o primeiro sistema de pagamento que testámos para a terminação de transacções no Quénia e já estamos a assistir a uma maior adoção, abrindo mais canais para pagamentos internacionais em moeda local em toda a África.”

O Director Executivo da Pesalink, Gituku Kirika, afirmou que “Os bancos quenianos poderão agora oferecer pagamentos internacionais mais rápidos e baratos. Ajudarão os seus clientes a desenvolver mais relações comerciais regionais e a prosperar numa economia digital mais integrada.”

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

Para mais informações, queira, por favor, contactar:
Trezer Maina
Chefe de Marketing dos Serviços de Pagamento Integrados Limitados [Integrated Payment Services Limited]
Correio Electrónico:  twmaina@ipsl.co.ke

Papa Samba Thiongane
Chefe de Marketing e Comunicações do PAPSS
Correio Electrónico: communications@papss.com

Sobre a Pesalink:
A Pesalink é a rede de pagamentos instantâneos e interoperáveis do Quénia. Facilita pagamentos 24 horas por dia, 7 dias por semana, entre contas bancárias, carteiras de dinheiro móvel, empresas de tecnologia financeira e cooperativas de crédito (SACCOs) através de aplicações, online ou USSD. A Pesalink é operada pelos Serviços de Pagamento Integrados Limitados [Integrated Payment Services Limited (IPSL)] e pertence à Associação de Bancos do Quénia. Os IPSL foi criada em 2015, de acordo com a Lei do Sistema Nacional de Pagamentos.  Com mais de 80 instituições já integradas, a rede tornou-se um pilar central da infra-estrutura de pagamentos em tempo real do Quénia.

Sobre o Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidações (PAPSS):
O Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidações (PAPSS) é uma criação do Afreximbank, a principal instituição de financiamento comercial em África, cuja missão inclui estimular a expansão, a diversificação e o desenvolvimento do comércio africano. O PAPSS permite o fluxo eficiente e seguro de dinheiro através das fronteiras africanas, minimizando os riscos e contribuindo para a integração financeira entre regiões. Actualmente conta com mais de 160 bancos comerciais na sua plataforma.

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Grupo Banco Africano de Desenvolvimento e União Africana renovam impulso para viagens sem visto para acelerar a transformação económica de África

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Os decisores políticos, líderes empresariais e instituições de desenvolvimento africanos renovaram os apelos para viagens isentas de visto em todo o continente, descrevendo a livre circulação de pessoas como essencial para desbloquear a transformação económica de África no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA).

O apelo foi reforçado num Simpósio de Alto Nível sobre a promoção de uma África isenta de Vistos para a Prosperidade Económica, organizado pelo Grupo Banco Africano de Desenvolvimento e pela Comissão da União Africana, à margem da 39.ª Cimeira da União Africana de Chefes de Estado e de Governo, em Adis Abeba.

Os participantes enquadraram a mobilidade como o elo que faltava na agenda de integração de África, argumentando que, embora as tarifas estejam a diminuir no âmbito da AfCFTA, os regimes restritivos de vistos continuam a limitar o comércio de serviços, os fluxos de investimento, o turismo e a mobilidade da mão de obra.

Alex Mubiru, Diretor-Geral para a África Oriental do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, afirmou que as viagens sem visto, os sistemas digitais interoperáveis e os mercados integrados são facilitadores práticos do empreendedorismo, da inovação e das cadeias de valor regionais para traduzir as ambições políticas em atividade económica.

“As evidências são claras. A economia apoia a abertura. A história humana exige-a”, disse aos participantes, exortando os países a passarem de reformas incrementais para uma “mudança transformadora”. 

Amma A. Twum-Amoah, Comissária para a Saúde, Assuntos Humanitários e Desenvolvimento Social da Comissão da União Africana, apelou a uma implementação mais rápida dos quadros continentais existentes, descrevendo a abertura dos vistos como uma alavanca estratégica para aprofundar os mercados regionais e reforçar as respostas coletivas às crises económicas e humanitárias.

A ex-presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, reiterou que a livre circulação é fundamental para o plano de desenvolvimento a longo prazo da União Africana, a Agenda 2063. “Se aceitamos que somos africanos, então temos de ser capazes de circular livremente pelo nosso continente”, afirmou, exortando os Estados-Membros a operacionalizar iniciativas como o Passaporte Africano e o Protocolo de Livre Circulação de Pessoas.

A Ministra do Comércio e Indústria do Gana, Elizabeth Ofosu-Adjare, partilhou a experiência do seu país como um dos primeiros a adotar políticas de vistos abertos para viajantes africanos, citando o aumento das viagens de negócios, do turismo e do interesse dos investidores como os primeiros dividendos de uma maior abertura.

O Simpósio também analisou as conclusões do mais recente Índice de Abertura de Vistos em África, que mostra que mais de metade das viagens intra-africanas ainda requerem vistos antes da partida – o que é visto pelos participantes como um entrave significativo ao comércio intracontinental.

Mesfin Bekele, diretor executivo da Ethiopian Airlines, apelou à plena implementação do Mercado Único Africano de Transporte Aéreo (SAATM), afirmando que a conectividade aérea e a liberalização dos vistos devem avançar em conjunto para permitir viagens sem interrupções.

Representantes regionais, incluindo Elias Magosi, secretário executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, enfatizaram a importância de construir confiança por meio da gestão de fronteiras e sistemas digitais de compartilhamento de informações.

Gabby Otchere Darko, presidente executivo da Africa Prosperity Network, instou os governos a apoiarem a campanha “Make Africa Borderless Now” (Tornar a África sem fronteiras agora), enquanto o ativista do turismo Ras Mubarak pediu mais ratificações do protocolo de livre circulação de pessoas da UA.

Os participantes concluíram que a concretização de uma África sem vistos exigirá o alinhamento das políticas de migração, dos sistemas de identidade digital e das infraestruturas fronteiriças, a par de um compromisso político sustentado.

Num gesto simbólico, os participantes assinaram uma ‘parede de passaportes’, sinalizando o seu apoio à aceleração das reformas destinadas a facilitar a circulação dos cidadãos através das fronteiras africanas.

O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento e a Comissão da União Africana afirmaram que continuarão a trabalhar com os Estados-Membros e os organismos regionais para promover abordagens coordenadas  sobre a mobilidade, considerada uma pedra angular da integração, competitividade e crescimento a longo prazo de África.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Os membros do novo Conselho de Administração da Autoridade de Gestão do Corredor Abidjan-Lagos (ALCoMA) familiarizam-se com o projeto

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) realizaram, nos dias 19 e 20 de fevereiro de 2026, em Abidjan, uma sessão de orientação e informação sobre o processo de integração dos 10 membros do novo Conselho de Administração da Autoridade de Gestão do Corredor Abidjan-Lagos (ALCoMA, sigla em inglês). Este Conselho de Administração foi oficialmente instalado e empossado em dezembro de 2025, durante a 22.ª reunião do Comité Ministerial de Pilotagem do projeto de desenvolvimento da autoestrada do corredor Abidjan-Lagos. 

A sessão informativa permitiu apresentar o Tratado relativo ao corredor: a visão, o estatuto supranacional e os objetivos de alto nível adotados pelos chefes de Estado dos cinco países atravessados (Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim e Nigéria), bem como um resumo dos estudos técnicos da autoestrada Abidjan-Lagos. Os membros do novo Conselho de Administração também receberam informações sobre os aspetos económicos e de facilitação do comércio e dos transportes, às iniciativas de desenvolvimento espacial, nomeadamente aos projetos relacionados com a cadeia de valor, a logística e os polos económicos de ancoragem, bem como aos serviços de comunicação e visibilidade.

No que diz respeito ao quadro institucional e jurídico que rege o projeto do corredor, nomeadamente o regime jurídico (tratado, acordo intergovernamental, projeto de acordo internacional) que estabeleceu o corredor Abidjan-Lagos e a sua autoridade de gestão, o Conselho de Administração procedeu a uma primeira análise do seu regulamento interno, da sua carta e do processo de recrutamento do diretor-geral, dos administradores e dos outros membros do pessoal técnico da ALCoMA.

A delegação da CEDEAO, liderada pelo diretor de transportes, Chris APPIAH, salientou a importância da abordagem integrada do corredor económico, que combina o desenvolvimento de infraestruturas, a facilitação e o desenvolvimento económico e social. Convidou as diferentes partes interessadas a “não pouparem esforços para que este projeto se torne uma realidade num futuro próximo; uma autoestrada sem fronteiras impulsionará o desenvolvimento de toda a região”.

Mike Salawou, diretor do departamento de Infraestruturas e Desenvolvimento Urbano do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, saudou a CEDEAO e os países membros do corredor por terem alcançado a importante etapa da instalação e integração do Conselho de Administração da Autoridade, que está a iniciar as suas atividades. Salouou destacou o potencial transformador do projeto e garantiu ao Conselho e à Comissão da CEDEAO o compromisso do Grupo Banco em desempenhar o seu papel de principal organizador mandatado, ao lado do Banco de Investimento e Desenvolvimento da CEDEAO (BIDC) e de todas as partes interessadas, para facilitar a mobilização e o financiamento do corredor.

“Os nossos concidadãos esperam por nós para circular neste corredor, para realizar as suas atividades socioeconómicas e facilitar o comércio na nossa sub-região”, salientou Salawou.

No final da sessão, as delegações realizaram uma visita de campo à quarta ponte de Abidjan (https://apo-opa.co/4aPNsEG), um projeto emblemático de mobilidade urbana que permitiu descongestionar a cidade de Abidjan, aliviando as populações do maior município da Costa do Marfim, Yopougon, com cerca de dois milhões de habitantes. Para construir esta obra, o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento mobilizou cerca de 600 milhões de euros e atraiu outros financiadores, como a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) e o Fundo Global para o Meio Ambiente, que contribuíram com 103 milhões de euros e 6,4 milhões de euros, respetivamente.

A autoestrada do corredor Abidjan-Lagos é uma estrada internacional de 1028 quilómetros que deverá tornar-se um motor económico e industrial fundamental na África Ocidental até 2030. O Grupo Banco desempenha um papel pioneiro no desenvolvimento deste corredor e já prestou assistência técnica e 25 milhões de dólares durante a fase de preparação, que está praticamente concluída.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Alexis Adélé 
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

Contacto técnico: 
Lydie Ehouman
Chefe de projeto do corredor rodoviário Abidjan-Lagos 
l.ehouman@afdb.org

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Camarões: programa para a empregabilidade e o empreendedorismo na região do Extremo Norte usa pela primeira vez na África Central o mecanismo de ‘financiamento baseado em resultados’

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O governo dos Camarões e o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) lançaram na sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, em Maroua, o programa ‘Desenvolvimento de capacidades e competências para a empregabilidade e o empreendedorismo na região do Extremo Norte dos Camarões’ (CAP2E). Este programa visa promover a criação de empregos sustentáveis e inclusivos na região, através do reforço do capital humano, do desenvolvimento do tecido económico local e da melhoria das infraestruturas sociais básicas.

O evento contou com a presença de Midjiyawa Bakary, governador da região do Extremo Norte, em representação do ministro da Economia, do Planeamento e Ordenamento do Território (MINEPAT), de Mouhamed Gueye, chefe da Divisão de Capital Humano, Juventude e Desenvolvimento de Competências, em representação do diretor-geral do Banco Africano de Desenvolvimento para a África Central, bem como do presidente do Conselho Regional, do presidente da Câmara de Maroua, de representantes do setor privado e de vários ministérios setoriais.

O programa CAP2E articula-se em torno de três eixos de intervenção: o reforço da oferta de formação técnica e profissional, o apoio ao desenvolvimento económico e ao empreendedorismo, e a modernização das infraestruturas sociais básicas.

“Este programa visa trazer soluções concretas para uma série de desafios importantes: elevado desemprego juvenil, inadequação entre a formação e as necessidades do mercado, fragilidade socioeconómica persistente, infraestruturas insuficientes e forte vulnerabilidade aos efeitos das alterações climáticas”, afirmou o Sr. Midjiyawa.

No que diz respeito à formação, o programa prevê a construção e o equipamento de 22 centros de formação técnica, tecnológica e profissional, com o objetivo de proporcionar melhores condições de formação aos atuais alunos desses centros (cerca de 30 mil jovens) e aumentar esse número em pelo menos 20% (ou seja, 6 mil alunos adicionais, dos quais 40% são raparigas), bem como desenvolver cursos adaptados às necessidades do setor privado. Apoia igualmente a construção de dez infraestruturas coletivas e comerciais destinadas a operadores privados (mercados, centros de serviços comuns), bem como o acompanhamento financeiro e não financeiro de 1.400 pequenas e médias empresas. Por último, integra a reabilitação de 15 hospitais, dez escolas e quatro centros de saúde, numa abordagem sensível às questões de género e resiliente às alterações climáticas.

Um mecanismo de financiamento inédito na África Central

Financiado em 89,2 mil milhões de francos CFA pelo Grupo Banco, o programa CAP2E é implementado, pela primeira vez nos Camarões e na África Central, através do mecanismo de Financiamento Baseado em Resultados (FAR). Este dispositivo condiciona os desembolsos à consecução efetiva e verificada de objetivos pré-definidos. O programa tem uma duração de cinco anos, de 2025 a 2030.

Complementar aos projetos de investimento clássicos e às operações de apoio orçamental, o FAR visa reforçar o desempenho, a responsabilização e a apropriação nacional das reformas, apoiando-se nos sistemas nacionais – fiduciários, técnicos, ambientais e sociais.

“O Financiamento Baseado em Resultados assenta numa parceria reforçada entre o Banco e o governo, baseada no desempenho e em resultados verificáveis. Melhora a eficiência das despesas públicas, ligando o endividamento a realizações efetivas, ao mesmo tempo que promove a coordenação entre vários doadores em torno de um quadro comum de resultados”, sublinhou M. Gueye.

Resultados esperados até 2029

Até 2029, o CAP2E ambiciona uma taxa de inserção profissional de 80% para os diplomados formados, bem como a criação de 5 mil postos de trabalho, dos quais 60% destinados a jovens, 40% a mulheres e uma parte significativa a empregos verdes.

“O programa ‘Desenvolver capacidades e competências para a empregabilidade e o empreendedorismo na região do Extremo Norte dos Camarões’ não é apenas um programa de financiamento. É uma alavanca de transformação, um instrumento de resiliência e uma oportunidade histórica para a nossa região. O seu sucesso dependerá da nossa capacidade coletiva de trabalhar em sinergia, de respeitar os nossos compromissos e de colocar os resultados no centro da nossa ação”, concluiu Alhadji Magra Massaou, coordenador do Programa Especial de Reconstrução e Desenvolvimento da Região do Extremo Norte (PSRDREN), agência executora do programa CAP2E.

O lançamento oficial do programa foi o culminar de um workshop inicial organizado de 17 a 19 de fevereiro de 2026, em Maroua. Este encontro permitiu reforçar as capacidades institucionais das estruturas de implementação e mobilizar todas as partes interessadas nacionais e internacionais em torno do programa. Seguiu-se a visita a futuros estabelecimentos de formação técnica beneficiários do programa CAP2E por uma delegação mista do Banco – PSRDREN/MINEPAT.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Solange Kamuanga-tossou
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Lançado o Mecanismo de Financiamento de Infra-estruturas em África para reforçar a soberania financeira continental

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Os Chefes de Estado e de Governo africanos lançaram formalmente, a 14 de Fevereiro de 2026, o Mecanismo de Financiamento de Infra-estruturas em África (AIFF), uma plataforma coordenada e liderada por África, concebida para acelerar a preparação e facilitação do financiamento de projectos prioritários de infra-estruturas transfronteiriças, em conformidade com a Agenda 2063.

O lançamento ocorreu durante o Terceiro Diá. Presidencial de Alto Nível da Aliança das Instituições Financeiras Multilaterais Africanas (AAMFI), realizado à margem da 39.ª Cimeira da União Africana, subordinado ao tema: “Reforçar a Arquitectura Financeira Africana para Financiar a Agenda 2063.”

Realizado sob o patrocínio de Sua Excelência John Dramani Mahama, Presidente da República do Gana e Campeão da União Africana para as Instituições Financeiras da UA, o Diá. reforçou o compromisso de África em traduzir a soberania financeira em mecanismos operacionais capazes de mobilizar capital de longo prazo em grande escala.

A Agenda 2063 continua a enfrentar constrangimentos financeiros impulsionados por mercados de capitais fragmentados, prémios elevados de custo de capital, financiamento de longo prazo limitado e dependência persistente de sistemas financeiros externos que não reflectem totalmente as realidades de desenvolvimento de África. Nesse contexto, os líderes africanos enfatizaram a necessidade de reforçar as Instituições Financeiras Multilaterais Africanas (AMFIs) existentes, acelerando simultaneamente a operacionalização das Instituições Financeiras da União Africana.

“África tem reservas de capital interno superiores a 2,5 biliões de dólares”, afirmou o Presidente Mahama. “O desafio não é a disponibilidade de capital, mas sim a forma como o investimos intencionalmente em infra-estruturas, industrialização e criação de emprego para concretizar a Agenda 2063 e a Zona de Comércio Livre Continental Africana.”

Sublinhou a importância de reduzir a dependência de sistemas de financiamento fragmentados que avaliam de forma errada o risco de África e apelou a uma arquitectura financeira continental coerente, capaz de financiar o desenvolvimento de África de forma sustentável.

Em representação da Comissão da União Africana, S. Ex.ª a Sr.ª Francisca Tatchouop Belobe, Comissária para o Desenvolvimento Económico, Comércio, Turismo, Indústria e Minerais, reafirmou o compromisso da UA em reforçar a coordenação financeira continental:

“O lançamento da AIFF é uma demonstração poderosa do que pode ser alcançado quando a vontade política e a coordenação institucional convergem. Estamos confiantes de que este Mecanismo contribuirá de forma significativa para colmatar o défice de financiamento de infra-estruturas em África, estimado em aproximadamente 221 mil milhões de dólares por ano durante o período de 2023 a 2030.”

Ao proferir o discurso de abertura, Samaila Zubairu, Presidenta e Director Executivo da Sociedade Financeira Africana e Presidente cessante da AAMFI, sublinhou a importância da coordenação da mobilização de capitais africanos:

“A Aliança das Instituições Financeiras Multilaterais Africanas representa mais de 70 mil milhões de dólares em balanços e trabalha em conjunto no sentido de colmatar as lacunas em matéria de comércio, investimento e financiamento do desenvolvimento em África. A nossa acção colectiva é fundamental para mobilizar os recursos necessários para concretizar infra-estruturas de transformação e integração regional.”

Enfatizou que as ambições de desenvolvimento de África exigem escala, alinhamento institucional e mobilização disciplinada de capital para colmatar as lacunas de financiamento de infra-estruturas e industriais.

Destacando a importância do Mecanismo, o Dr. George Elombi, Presdente do Conselho de Administração do Afreximbank, afirmou:

“O Mecanismo de Financiamento de Infra-estruturas em África foi concebido para superar a dificuldade mais persistente na concretização de infra-estruturas em África: a lacuna entre a aprovação política e a execução financeira. Muitos projectos ficam paralisados não por falta de relevância, mas porque estão mal preparados, mal estruturados ou desalinhados com os requisitos de capital a longo prazo. As Instituições Financeiras Multilaterais Africanas compreendem os riscos africanos, os mercados africanos e as realidades de desenvolvimento africanas. Ao reunir conhecimentos especializados, balanços financeiros e quadros de risco, o Mecanismo faz com que África passe de intervenções fragmentadas para um sistema coerente capaz de mobilizar capital em grande escala.

O Dr. Corneille Karekezi, Director Executivo da Sociedade Africana de Resseguros [Africa Reinsurance Corporation] e novo Presidente da AAMFI, enfatizou a colaboração institucional:

“O financiamento do desenvolvimento em África deve ter como base a colaboração e a inovação. Ao partilhar estrategicamente os riscos, reforçar as nossas instituições e mobilizar capital nacional e privado, podemos construir um ecossistema financeiro resiliente, capaz de proporcionar infra-estruturas transformadoras e crescimento industrial em todo o continente.”

O Diá. sublinhou que, embora o compromisso político com as infra-estruturas continue forte, os projectos enfrentam muitas vezes constrangimentos nas fases iniciais de preparação. O financiamento limitado para a preparação de projectos, as políticas regionais fragmentadas e a coordenação insuficiente foram citados como os principais desafios.

Um dos pontos altos do Diá. foi o lançamento formal do Mecanismo de Financiamento de Infra-estruturas em África (AIFF).

Criado ao abrigo de um Acordo-Quadro de Cooperação entre a AUDA-NEPAD e a AAMFI, o AIFF constitui um mecanismo de coordenação estruturado e liderado por África para acelerar a preparação de projectos e facilitar um compromisso indicativo e não vinculativo em matéria de financiamento de infra-estruturas prioritárias, em conformidade com a Agenda 2063.

Numa demonstração adicional do ímpeto para o reforço da arquitectura financeira africana, o Diá. concluiu com o depósito cerimonial do Instrumento de Ratificação do Protocolo e dos Estatutos do Fundo Monetário Africano (AMF) pela República dos Camarões.

Este marco consolida os esforços contínuos de África para operacionalizar as principais instituições financeiras da União Africana, com o objectivo de promover a estabilidade macroeconómica, prestar apoio à balança de pagamentos e reforçar a cooperação monetária e financeira entre os Estados-Membros da União Africana.

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

Sobre a Aliança das Instituições Financeiras Multilaterais Africanas (AAMFI): 
A Aliança das Instituições Financeiras Multilaterais Africanas (AAMFI), conhecida igualmente como o Clube Africano, é uma coligação de instituições financeiras multilaterais detidas e controladas por africanos, lançada em Fevereiro de 2024 em colaboração com a Comissão da União Africana.

A Aliança reúne doze instituições que representam um balanço combinado de mais de 70 mil milhões de dólares.

A AAMFI promove a coordenação, a acção colectiva e a defesa unificada para mobilizar o capital africano, reforçar a arquitectura financeira do continente e apoiar o desenvolvimento sustentável e a integração regional, em conformidade com a Agenda 2063.

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