Source: Africa Press Organisation – Portuguese –
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Em resposta ao surto de ebola na República Democrática do Congo, RD Congo, e Uganda, a ONU e seus parceiros humanitários intensificaram as medidas de preparação no Burundi.
Apesar de o país não ter nenhum caso confirmado da doença, a proximidade geográfica e o fluxo migratório colocam o território em alto risco de contaminação.
Vigilância sanitária em Burundi
Declarado oficialmente em maio na província de Ituri, na RD Congo, o surto é causado pela cepa bundibugyo, para a qual ainda não existe uma vacina aprovada.
Até a última atualização da Organização Mundial da Saúde, OMS, mais de 5,6 mil casos e cerca de 2,7 mil óbitos já haviam sido confirmados na região.
Para evitar a entrada e a disseminação do vírus no Burundi, país que faz fronteira com RD Congo, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Enucah, informou que reforçou a vigilância sanitária em pontos estratégicos de entrada.
Desde o final de junho, mais de 75 mil viajantes passaram por triagens de saúde com o apoio de scanners térmicos, incluindo no aeroporto internacional de bujumbura, maior cidade do país.
Como parte das estratégias de prevenção e conscientização local, as equipes das Nações Unidas estão promovendo treinamentos para profissionais de saúde. Entre eles estão enfermeiros e agentes comunitários, além de capacitar jornalistas para a cobertura de emergências sanitárias.
Em paralelo, quase 30 mil cartazes informativos sobre a prevenção do Ebola foram distribuídos em kirundi, suaíli e francês, enquanto a OMS auxilia as autoridades do Burundi na prevenção ao vírus e em procedimentos laboratoriais.
Mobilização internacional
Para apoiar o Plano Nacional de Preparação e Resposta contra o Ebola do governo burundiano, o coordenador de Socorro de Emergência da ONU, Tom Fletcher, liberou no final de junho US$ 2 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergências, Cerf.
Esse orçamento faz parte de uma resposta financeira mais ampla do Cerf, que destinou US$ 24 milhões para ações rápidas de contenção nos países fronteiriços de alto risco.
Distribuído pelo Grupo APO para UN News.
