Brasil e Cabo Verde identificam novas frentes de cooperação nos setores aduaneiro, agrícola e climática

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Brasil e Cabo Verde identificaram novas oportunidades para aprofundar as relações de cooperação bilateral, com destaque para os domínios aduaneiro, do agronegócio e da transição climática.

Esta perspetiva foi avançada pelo Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil, Mathias de Alencastro, depois um encontro realizado com a delegação cabo-verdiana, à margem das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial que se realiza em Bangkok, capital da Tailândia, de 12 a 18 de outubro.

Durante o encontro, Mathias de Alencastro sublinhou a importância da assistência técnica, da partilha de novas tecnologias e da convergência entre os dois países na defesa dos Estados mais vulneráveis nas instituições financeiras internacionais.

Segundo o Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil, o encontro com a delegação cabo-verdiana, permitiu identificar setores concretos de colaboração entre os dois países, nomeadamente através da assistência técnica, da partilha de experiências e da transferência de conhecimentos e instrumentos desenvolvidos pelo Brasil. No domínio da transição climática, Mathias de Alencastro realçou as iniciativas e os mecanismos inovadores promovidos pelo Ministério da Fazenda brasileiro nos últimos quatro anos.

É neste quadro, também, que o governante brasileiro manifestou o interesse em partilhar essas experiências com Cabo Verde e em explorar oportunidades de benefício económico mútuo.

A cooperação aduaneira e o agronegócio surgem também como setores de interesse estratégico para os dois países, o que deverá abrir as perspetivas para o reforço das capacidades técnicas e institucionais, a modernização de procedimentos e a identificação de soluções adaptadas às necessidades dos dois países.

Esta abordagem aponta para uma relação bilateral que, para além dos laços históricos e culturais, procura traduzir a proximidade entre os dois povos em iniciativas práticas de cooperação económica e institucional.

Na vertente multilateral, o Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil, sublinhou a convergência entre o seu país e Cabo Verde na defesa da transição climática, do desenvolvimento de infraestruturas e da melhoria das condições de mobilidade e acessibilidade. Apesar das diferenças de dimensão territorial e económica, Mathias de Alencastro considerou que os dois países podem reforçar a sua capacidade de intervenção internacional através de posições convergentes e de uma atuação conjunta nas grandes instituições.

“O Brasil só é relevante quando trabalha junto com países como Cabo Verde”, afirmou Mathias de Alencastro, que defendeu que a cooperação entre os dois Estados pode contribuir para promover reformas no FMI e noutras instituições internacionais, com benefícios para ambos os países.

Na sua opinião, a articulação entre países com realidades distintas constitui uma oportunidade para reforçar a representatividade dos interesses comuns num contexto internacional particularmente desafiante.

O Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil sustentou, ainda, o reconhecimento e a legitimidade de Cabo Verde no sistema internacional e salientou o papel de Cabo Verde no trabalho desenvolvido junto do FMI, bem como a sua atuação para além do sistema das Nações Unidas. A declaração reforça a importância atribuída pelo Brasil à participação cabo-verdiana nos espaços multilaterais e à construção de alianças entre os países que partilham preocupações relacionadas com as vulnerabilidades climáticas, o desenvolvimento sustentável e a necessidade de maior capacidade de resposta das instituições internacionais.

Desta feita, o encontro entre a delegação cabo-verdiana e a brasileira abre, assim, espaços para aprofundar uma agenda de cooperação que combine a assistência técnica, a modernização aduaneira, o desenvolvimento do agronegócio, o financiamento climático e a defesa das prioridades económicas e de desenvolvimento entre os dois países.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

“A qualidade do Estado de Direito mede-se pela capacidade de transformar direitos constitucionalmente reconhecidos em direitos efetivamente exercidos pelos cidadãos”

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

É a partir desta reflexão sobre a efetividade dos direitos e o papel da Justiça na vida dos cidadãos que a Presidente da República Interina, Janira Hopffer Almada, estruturou a sua intervenção na cerimónia solene de abertura do Ano Judicial 2026/2027, defendendo que a força do Estado de Direito não se afere apenas pelas garantias inscritas na Constituição, mas sobretudo pela capacidade das instituições de assegurar a sua concretização prática.

Na sua mensagem, a Chefe de Estado interina destacou a importância de uma Justiça acessível, imparcial e capaz de responder em tempo útil às legítimas expectativas dos cidadãos, sublinhando que a confiança nas instituições democráticas depende, em larga medida, da perceção de que todos são efetivamente iguais perante a lei e de que os seus direitos encontram proteção quando são postos em causa.

A Presidente da República Interina assinalou igualmente os progressos registados no reforço das instituições democráticas e da proteção dos direitos fundamentais em Cabo Verde, defendendo, contudo, a necessidade de prosseguir os esforços de modernização do setor para responder aos constrangimentos que continuam a afetar o seu funcionamento.

Entre os desafios identificados, destacou a morosidade processual, o reforço dos recursos humanos, a melhoria da gestão judiciária e a modernização tecnológica dos serviços.

No âmbito das reformas em curso, Janira Hopffer Almada valorizou os avanços legislativos recentemente alcançados, com particular destaque para o novo Código do Processo Administrativo, os mecanismos de mediação e arbitragem e o Estatuto da Criança e do Adolescente, considerando que estes instrumentos podem contribuir para uma proteção mais efetiva dos direitos, uma maior proximidade da Justiça aos cidadãos e uma resposta mais adequada às necessidades da sociedade.

Defendendo uma ação convergente dos diferentes poderes e instituições da República, a Presidente da República Interina apelou ao reforço da cooperação institucional e ao compromisso coletivo com uma Justiça mais eficiente, acessível e credível, capaz de aprofundar a confiança dos cidadãos, fortalecer a cultura da legalidade e contribuir para a coesão da comunidade nacional.

Distribuído pelo Grupo APO para Presidência da República de Cabo Verde.

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Cabo Verde marca posição no Fórum dos Pequenos Estados sobre a mobilização de investimento privado e a criação de emprego

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Cabo Verde marcou posição no Fórum dos Pequenos Estados (Small States Forum), subordinado ao tema “Fortalecer o Crescimento do Setor Privado para Criar Empregos”, realizado esta sexta-feira, 16 de outubro, no Centro Nacional de Convenções Rainha Sirikit (QSNCC), em Banguecoque, Tailândia, no âmbito das Reuniões Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial.

O encontro debate a implementação da Estratégia para os Pequenos Estados e a mobilização de capital privado para impulsionar o crescimento económico, criar empregos e reforçar a resiliência.

O Fórum reúne Ministros das Finanças, governadores de bancos centrais e representantes de cerca de 50 países de pequena dimensão, incluindo Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, bem como parceiros de desenvolvimento, representantes do setor privado e dirigentes do Grupo Banco Mundial. A iniciativa constitui uma plataforma de diá. sobre os desafios específicos destas economias e a identificação de soluções para acelerar o desenvolvimento sustentável.

Um dos principais pontos da agenda é o acompanhamento da implementação da Estratégia do Grupo Banco Mundial para os Pequenos Estados, lançada formalmente durante as Reuniões da Primavera de 2026. O encontro visa atualizar as partes interessadas sobre os progressos alcançados e reforçar a articulação entre os países beneficiários, os parceiros de desenvolvimento e o setor privado.

Os debates centram-se, particularmente, na mobilização de capital privado, na criação de emprego em maior escala e no reforço da resiliência económica dos pequenos Estados, que enfrentam desafios estruturais associados à reduzida dimensão dos seus mercados, à limitada capacidade de diversificação económica e à exposição a choques externos e climáticos.

Para Cabo Verde, enquanto pequeno Estado insular em desenvolvimento, a mobilização de investimento, o fortalecimento do setor privado e a criação de oportunidades de emprego constituem dimensões relevantes para a promoção do crescimento económico sustentável e para o reforço da capacidade de resposta às vulnerabilidades estruturais do país.

A participação no Fórum enquadra-se, assim, no diá. internacional sobre mecanismos de financiamento, parcerias para o desenvolvimento e políticas capazes de ampliar as oportunidades económicas dos pequenos Estados, reforçando as condições para um crescimento mais inclusivo, resiliente e gerador de emprego.

Cabo Verde foi o primeiro país a intervir no Fórum, através do Ministro da Coordenação de Projetos Especiais e Acesso a Fundos, José Carlos Moniz Varela, que apresentou a Nova Agenda Económica do Governo de Cabo Verde, que define o emprego como o maior projeto social do país e reconhece o setor privado como o principal motor da criação de riqueza e de postos de trabalho. Na sua intervenção, José Carlos Varela abordou os desafios e as oportunidades associados ao crescimento do setor privado e à criação de emprego nos pequenos Estados. O discurso é publicado na íntegra a seguir: https://www.governo.cv/wp-content/uploads/2026/10/intervencao-ministro-small-states-forum-2-versao-curta.pdf

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Angola: Executivo projecta autódromo com padrões internacionais para Namibe e velódromo para Benguela

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Angola vai contar com um autódromo com padrões internacionais, na província do Namibe, e um velódromo para competições de motos e ciclismo em pista, na província de Benguela.

O Chefe de Estado durante o discurso sobre o Estado da Nação, esta quinta-feira, 15 de Outubro, deu a conhecer que os projectos demonstram o compromisso do Executivo com a expansão e a qualificação da prática desportiva em todo o território nacional, para a criação de melhores condições para a formação de atletas e realização de competições.

Na sessão solene de abertura da 5.ª e última Sessão Legislativa da presente legislatura da Assembleia Nacional, João Lourenço adiantou que estão em execução 24 novas infra-estruturas desportivas em diferentes províncias do país.

No balanço das principais realizações desportivas, destacou a organização do AfroBasket 2025, competição que voltou a colocar Angola no centro do basquetebol africano, pela quarta vez na história do país, ao conquistar o 12.º título africano pela selecção nacional sénior masculina de basquetebol.

No andebol feminino, o Presidente João Lourenço recordou a conquista do 16.º título africano pela selecção nacional sénior feminina, em 2024, consolidando a posição de Angola como a selecção mais titulada da competição.

Para o Chefe de Estado, esta trajectória representa um património do desporto nacional, construído ao longo de várias gerações e reflecte o contributo da formação, da organização dos clubes e da dedicação das atletas angolanas.

No desporto adaptado, João Lourenço destacou o percurso da selecção nacional de futebol para amputados, que conquistou o título mundial em 2018 e o título africano em 2019, além de alcançar o segundo lugar nos Campeonatos do Mundo de 2014 e 2022.

Nas modalidades individuais, Angola conquistou 16 medalhas no Campeonato Africano de Judo de Juniores de 2025, das quais três de ouro, uma de prata e 12 de bronze, terminando na terceira posição do quadro geral.

Já no Campeonato Mundial de Artes Marciais Mistas de 2025, a representação angolana obteve 11 medalhas, sendo três de ouro, uma de prata e sete de bronze.

Para o Presidente da República, estes resultados evidenciam o potencial de uma nova geração de atletas e reforçam a necessidade de investimento contínuo na formação, no acompanhamento técnico e na valorização das modalidades individuais.

No balanço global das conquistas desportivas, João Lourenço informou que os atletas angolanos arrecadaram, neste ciclo, 227 medalhas de ouro, 221 de prata e 244 de bronze.

Angola acolheu igualmente os Jogos Africanos da Juventude, que reuniram 54 países e atletas de 25 modalidades, reforçando a capacidade do país para organizar eventos desportivos internacionais.

O Presidente da República sublinhou, contudo, que a política desportiva do Executivo não se limita à conquista de medalhas. Angola também organizou 6.720 actividades desportivas comunitárias, que envolveram mais de 11 mil equipas e cerca de 300 mil praticantes.

Na vertente do desporto motorizado e da inovação, João Lourenço referiu ainda a realização, pela primeira vez em Angola, da quinta etapa do Campeonato Mundial de Corrida de Barcos Eléctricos E1, na Baía de Luanda.

A competição, que contou com a presença de artistas e desportistas de projecção mundial, foi apontada como uma iniciativa que projecta Angola no panorama desportivo internacional e potencia o turismo.

JUVENTUDE É PRIORIDADE

Ao abordar a importância das infra-estruturas desportivas, o Chefe de Estado afirmou que cada pista, pavilhão ou estádio construído, mais do que uma estrutura física, representa uma oportunidade para os jovens desenvolverem os seus talentos, fortalecerem o carácter e participarem activamente na construção da Nação.

Sendo Angola um país jovem, referiu João Lourenço, a valorização da juventude e a sua inserção na vida activa são condições essenciais para o desenvolvimento sustentado.

“Ao investirmos e apostarmos na juventude, estamos a investir no presente e no futuro do país”, afirmou.

O Presidente da República anunciou igualmente a realização da Conferência Nacional da Juventude Angolana, que deverá reunir jovens de todo o país e de diferentes sensibilidades, com objectivo de analisar caminhos para promover uma participação mais efectiva da juventude no processo de desenvolvimento nacional.

Os sonhos e as aspirações dos jovens continuam a ser uma prioridade para o Estado, segundo Presidente da República, que defende a criação de oportunidades para a participação activa na vida económica, social e desportiva do país.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

Angola: Rede sanitária reforçada com 736 novas unidades desde 2017 até ao primeiro trimestre de 2026

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Governo construiu 736 novas unidades sanitárias entre 2017 e o primeiro trimestre de 2026, aumentando a rede nacional de 2.612 para 3.348 infra-estruturas de saúde, distribuídas pelos três níveis de atenção.

Os dados foram avançados pelo Presidente da República, João Lourenço, esta quinta-feira, 15 de Outubro, durante o discurso sobre o Estado da Nação proferido por ocasião da sessão solene de abertura da 5.ª e última Sessão Legislativa da Assembleia Nacional.

Segundo o Chefe de Estado, mais de 80 por cento das novas infra-estruturas foram destinadas aos cuidados de saúde primários, com objectivo de aproximar os serviços de saúde às populações.

Actualmente, o nível primário de atenção dispõe de 3.093 postos e centros de saúde e 172 hospitais municipais. O nível secundário conta com 56 hospitais gerais, enquanto o nível terciário integra 27 unidades hospitalares.

Na província de Luanda, entre 2025 e 2026, foram inauguradas duas novas unidades hospitalares de referência do nível terciário, construídas para reforçar a rede sanitária e disponibilizar serviços de elevada diferenciação.

Relativamente aos hospitais de Mbanza Congo, da Catumbela e de Malanje, João Lourenço manifestou confiança no cumprimento das obrigações contratuais por parte do empreiteiro, depois de ultrapassados os constrangimentos que condicionavam os projectos.

O Presidente da República destacou igualmente o reforço da capacidade de internamento do Serviço Nacional de Saúde, que passou a dispor de 45.146 camas hospitalares, das quais 1.675 destinadas aos cuidados intensivos, na sequência dos investimentos em infra-estruturas, formação e contratação de profissionais.

Até 2027, o Executivo prevê construir mais hospitais provinciais e municipais e centros de saúde, além de transformar progressivamente postos de saúde em centros com maior capacidade de resolução, sobretudo nas zonas rurais.

Nos últimos quatro anos, foram integrados 28.429 novos profissionais de saúde, correspondentes a 26,6 por cento da força de trabalho actual do sector, estimada em 106.791 profissionais.

FORMAÇÃO ESPECIALIZADA

No domínio da formação especializada, o Executivo iniciou, em 2024, a capacitação de 3.954 enfermeiros em dez áreas prioritárias, incluindo 755 em Saúde Comunitária, que deverão integrar equipas em articulação com especialistas em Medicina Geral e Familiar, reforçando a prestação de cuidados junto das comunidades.

Encontram-se igualmente em formação 2.079 técnicos de diagnóstico e terapêutica nas áreas de Bioquímica Clínica e Hematologia, com vista ao fortalecimento da capacidade de diagnóstico e dos serviços laboratoriais.

João Lourenço afirmou que o Executivo continuará a alinhar a formação e a especialização dos profissionais com as necessidades do Sistema Nacional de Saúde, procurando também promover a retenção e a fixação de quadros nas regiões remotas e de difícil acesso.

Para o corrente ano, está previsto o recrutamento de mais seis mil profissionais de saúde, estando o respectivo concurso público em andamento.

A modernização dos serviços de saúde tem sido impulsionada pelo investimento na investigação científica, na transformação digital e na adopção de tecnologias avançadas de diagnóstico e tratamento, incluindo a cirurgia robótica.

De acordo com o Presidente da República, foram realizados com sucesso 136 procedimentos de cirurgia robótica, dos quais dez por telecirurgia, permitindo a intervenção de um cirurgião localizado no estrangeiro num doente em Angola, a milhares de quilómetros de distância.

No domínio das neurociências, o Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé” consolidou-se como referência nacional, através da implementação da primeira Via Verde para o Acidente Vascular Cerebral (AVC), da introdução de tecnologias avançadas de diagnóstico e tratamento neurovascular, da neurocirurgia diferenciada e do Programa Nacional de Tratamento Cirúrgico da Escoliose.

Na área cardiovascular, o Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento afirmou-se como centro nacional de referência para cirurgias cardíacas de elevada complexidade, tendo realizado 1.391 intervenções cirúrgicas desde a entrada em funcionamento.

O Chefe de Estado apontou ainda avanços na descentralização dos cuidados especializados, com a implementação de programas nas áreas do neurodesenvolvimento, ortopedia especializada e oftalmologia em diferentes províncias.

O reforço da rede nacional de hemodiálise foi igualmente destacado como uma medida que aproximou este tratamento especializado das populações e ampliou o acompanhamento dos doentes em várias regiões do país.

SAÚDE MATERNA E INFANTIL

Na área da saúde materna e infantil, o Titular do Poder Executivo realçou a evolução de indicadores relacionados com o planeamento familiar, o acompanhamento pré-natal e a assistência ao parto.

A cobertura da utilização de métodos contraceptivos modernos aumentou de 45 por cento em 2023 para 60 por cento em 2025, enquanto a cobertura da quarta consulta pré-natal passou de 56 para 62 por cento no mesmo período.

A proporção de partos institucionais assistidos por profissionais de saúde atingiu 64 por cento.

No combate ao VIH, João Lourenço referiu que Angola mantém uma das taxas de prevalência mais baixas da África Subsaariana.

De acordo com os resultados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS) 2023–2024, a prevalência nacional do VIH entre a população dos 15 aos 49 anos passou de 2 por cento para 1,6 por cento.

“O Executivo vai acelerar os esforços para alcançar estes objectivos até 2030, reforçando a prevenção, o diagnóstico precoce, a retenção e a adesão ao tratamento, bem como o acompanhamento ao nível comunitário”, afirmou o Presidente da República.

MALÁRIA: PRINCIPAL CAUSA DE MORTALIDADE EM ANGOLA

Apesar dos progressos registados, a malária continua a constituir a principal causa de morbilidade e mortalidade em Angola.

Segundo os dados apresentados, a taxa de mortalidade associada à doença diminuiu de 28 por 100 mil habitantes em 2023, para 20 por 100 mil habitantes em 2025.

No domínio da vacinação, a cobertura nacional situa-se em 78 por cento e registaram-se avanços na recuperação das crianças consideradas “zero dose”, ou seja, aquelas que não receberam qualquer dose das vacinas previstas no calendário de rotina.

No âmbito da prevenção de doenças transmissíveis, foram administradas 3.175.666 doses da vacina oral contra a cólera, correspondente a uma cobertura administrativa de 99,8 por cento. Foram também vacinadas 64.047 pessoas pertencentes aos grupos de maior risco contra a Mpox.

As campanhas de vacinação contra o poliovírus derivado da vacina do tipo 2 alcançaram coberturas superiores a 95 por cento entre crianças menores de cinco anos.

No quadro do reforço da capacidade de resposta do sector, o Executivo está a promover o desenvolvimento da biotecnologia e o investimento privado na indústria farmacêutica nacional.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

Angola: Receitas do turismo atingiram 667 milhões de dólares

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Angola recebeu mais de 223 mil turistas internacionais em 2025 e registou um crescimento de 28 por cento face a 2022, com receitas avaliadas em 667 milhões de dólares.

Nesse período, foram igualmente criados mais de nove mil postos de trabalho no sector do turismo, segundo o Chefe de Estado, João Lourenço, que falava sobre o estado da Nação, quinta-feira, 15 de Outubro, em Luanda, na sessão solene de abertura da 5.ª e última Sessão Legislativa da presente legislatura.

De acordo com João Lourenço, os resultados alcançados são fruto de reformas estruturais implementadas pelo Executivo para facilitar a entrada de visitantes, melhorar o ambiente de negócios e promover Angola como destino turístico internacional.

Entre as medidas adoptadas, destacou a isenção de vistos para cidadãos de 99 países e a introdução do visto electrónico, iniciativas destinadas a simplificar os procedimentos de entrada no território nacional e estimular o fluxo de turistas.

O Presidente da República referiu-se igualmente à implementação de programas de promoção e desenvolvimento do sector, como o Planifica Turismo, orientado para a organização dos destinos prioritários, e o Comunica Turismo, que levou Angola às principais feiras internacionais e reforçou a divulgação das potencialidades turísticas do país.

No domínio da formação profissional, o Programa Capacita Turismo tem contribuído para a qualificação de trabalhadores das áreas da hotelaria e restauração.

O Chefe de Estado apontou ainda a expansão do turismo de cruzeiros, que registou um aumento do número de visitantes.

No quadro da simplificação dos procedimentos da Administração Pública, João Lourenço falou  da aprovação do SIMPLIFICA 3.0, também conhecido como Simplifica Turismo, que prevê medidas para facilitar o licenciamento da actividade turística, incluindo soluções de licenciamento zero e alvarás de duração ilimitada no sector.

O Executivo aprovou igualmente o programa Investe Turismo, destinado a atrair investimento privado e valorizar activos públicos, sobretudo em zonas com elevado potencial turístico.

O Presidente João Lourenço mencionou o Mussulo, Cabo Ledo, Ponta do Padrão, as Quedas de Calandula e a Serra da Leba como destinos prioritários em fase de estruturação e planificação.

No âmbito da promoção do investimento, Angola acolheu, de 17 a 19 de Junho de 2026, em Luanda, o Fórum de Investimento no Turismo Angola 2026, iniciativa concebida para apresentar as potencialidades nacionais a investidores internacionais e posicionar o país entre os principais destinos africanos para investimentos no sector.

O Presidente angolano indicou também o crescimento do turismo interno, que representa um interesse crescente dos cidadãos em conhecer Angola e valorizar o património natural, cultural e histórico nacional.

O Executivo, reafirmou, continuará a melhorar os acessos, sinalização, ordenamento dos destinos e condições para o investimento privado, para que o turismo crie emprego, gere rendimento, fomente o desenvolvimento local e se constitua num orgulho nacional.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

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Relatório Nacional do Afreximbank sobre o Zimbabwe explora a vantagem do país em termos de minerais críticos e as perspectivas económicas impulsionadas por reformas

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) (www.Afreximbank.com) divulgou o seu Relatório Nacional sobre o Zimbabwe, apresentando uma análise abrangente das perspectivas macroeconómicas, do desempenho comercial, do desenvolvimento do sector financeiro e do perfil de sustentabilidade da dívida desta nação da África Austral. O relatório analisa o potencial de crescimento económico do Zimbabwe, apoiado pelos seus profundos laços regionais e pela diversidade dos seus recursos naturais, que assumem um papel cada vez mais central na transição energética global.

Entre os principais destaques do relatório está o forte impulso de crescimento do Zimbabwe. Estima-se que o crescimento real do PIB tenha reforçado para 8,3% em 2025, impulsionado por uma recuperação da produção agrícola, exportações robustas de ouro e os elevados preços globais do ouro. Prevê-se que o crescimento se mantenha sólido, a 5% em 2026, apoiado por rendimentos agrícolas mais elevados, um aumento da despesa pública e perspectivas favoráveis para a mineração de ouro. Mais notável ainda, prevê-se que a inflação diminua drasticamente para 3,9% em 2026, face a uma estimativa de 55% em 2025, à medida que a moeda Ouro do Zimbabwe [Zimbabwe Gold] se estabiliza, apoiada por uma produção interna de ouro mais forte e por melhores influxos de moeda estrangeira.

O Zimbabwe detém as maiores reservas de lítio do continente e possui alguns dos depósitos de espodumênio de maior qualidade a nível mundial, posicionando o país como um fornecedor essencial de minerais para baterias, numa altura em que a procura global por veículos eléctricos e tecnologias de armazenamento de energia está em alta. O ouro, os metais do grupo da platina, os diamantes e o crómio completam um perfil de recursos que poucas economias do continente conseguem igualar.

Além disso, esta edição revela como a trajectória do Zimbabwe é particularmente convincente, tendo em conta a mudança deliberada do governo de exportador de matérias-primas para transformador industrial. O relatório destaca as restrições de Fevereiro de 2026 às exportações de minerais em bruto e de concentrado de lítio como um passo decisivo na agenda do valor acrescentado, com potencial para reposicionar o Zimbabwe nas cadeias de abastecimento globais de baterias. O quadro da Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2 para 2026-2030 reforça esta orientação, dando prioridade à estabilidade macroeconómica, às infra-estruturas, à industrialização e à criação de emprego. O relatório aponta igualmente para mais vantagens a longo prazo decorrentes do acordo de partilha de produção petrolífera de Maio de 2026, que abrange o projecto de petróleo e gás da Bacia de Cabora Bassa.

O relatório destaca ainda um sector financeiro em crescimento e em evolução, sendo que a parceria estabelecida em Maio de 2025 entre o InnBucks MicroBank e a Mambu marca um passo significativo no desenvolvimento da banca digital e de uma inclusão financeira mais ampla.

Com perspectivas sólidas de crescimento do PIB para 2026, um ambiente inflacionário significativamente melhorado e uma das reservas minerais estrategicamente mais valiosas de África a ser activamente desenvolvida para uma produção de maior valor, o Zimbabwe apresenta uma história oportuna e poderosa de transformação económica.

Ao comentar sobre o lançamento do relatório, Yemi Kale, Economista-Chefe do Grupo e Director-Geral para Investigação e Informação Comercial do Afreximbank, afirmou:

“A rica dotação de minerais essenciais do Zimbabwe oferece uma oportunidade poderosa para ir além da exportação de matérias-primas e construir cadeias de valor regionais competitivas, ancoradas na produção local, beneficiação e valor acrescentado. Ao converter o seu lítio, ouro, metais do grupo da platina e outros recursos em produtos de maior valor, o Zimbabwe pode aprofundar a sua base industrial, criar empregos de qualidade e expandir o comércio com mercados em toda África. Isto está totalmente alinhado com o mandato do Afreximbank de transformar a estrutura do comércio africano e acelerar a industrialização do continente no âmbito da ZCLCA.”

Leia mais no Relatório Nacional do Afreximbank sobre o Zimbabwe aqui (https://apo-opa.co/47kgH1p)

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

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Sobre o Afreximbank:
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) é uma instituição financeira multilateral pan-africana com mandato para financiar e promover o comércio intra e extra-africano. Há mais de 30 anos que o Banco utiliza estruturas inovadoras para oferecer soluções de financiamento que apoiam a transformação da estrutura do comércio africano, acelerando a industrialização e o comércio intra-regional, impulsionando assim a expansão económica em África. Apoiante firme do Acordo de Comércio Livre Continental Africano (ACLCA), o Afreximbank lançou um Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS) que foi adoptado pela União Africana (UA) como plataforma de pagamento e liquidação para sustentar a implementação da ZCLCA. Em colaboração com o Secretariado da ZCLCA e a UA, o Banco criou um Fundo de Ajustamento de 10 mil milhões de dólares para apoiar os países que participam de forma efectiva na ZCLCA. No final de Dezembro de 2025, o total de activos e passivos contingentes do Afreximbank atingiu mais de 48,5 mil milhões de USD, e os seus fundos próprios totalizaram 8,4 mil milhões de USD. O Afreximbank tem notações de grau de investimento atribuídas pela China Chengxin International Credit Rating Co., Ltd (CCXI) (AAA), pela GCR (A), pela Japan Credit Rating Agency (JCR) (A-) e pela Moody’s (Baa2)  e pela S&P Global Ratings (BBB+). O Banco tem a sua sede em Cairo, Egipto. O Afreximbank evoluiu para uma entidade de grupo que inclui o Banco, a sua subsidiária de fundo de impacto de acções, denominada Fundo para o Desenvolvimento das Exportações em África (FEDA), e a sua subsidiária de gestão de seguros, AfrexInsure (em conjunto, “o Grupo”). O Banco tem a sua sede em Cairo, Egipto.

Para mais informações, visite: www.Afreximbank.com.

Angola: Presidente anuncia lançamento do Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos da Função Pública (SINGERH)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Presidente João Lourenço informou que o Executivo prossegue com a implementação do Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos da Função Pública (SINGERH), destinado a modernizar e tornar mais transparente a gestão dos funcionários do Estado.

Simplificar, esclareceu, foi apenas o passo inicial, porque se quer uma administração pública integrada, sem papel, sem presença física adulterante e sem instituições fragmentadas.

“Queremos um Estado que funcione como uma plataforma única ao serviço dos angolanos e do desenvolvimento. Neste contexto, no âmbito dos trabalhos da reforma do Estado, está em curso o processo de digitalização da Administração Pública, assente na interoperabilidade dos serviços públicos, na identidade digital, infra-estruturas de chaves públicas e assinaturas eletrônicas”, realçou.

A modernização da administração pública, dinamização do mercado de emprego, qualificação da força de trabalho e o alargamento sustentado da proteção social, constituem, igualmente, prioridade do Executivo.

No domínio da administração pública, informou, avançamos de forma determinada com o Programa de Reforma da Administração Pública, que deu origem a instrumentos normativos estruturantes, entre os quais se destacam os regimes jurídicos da avaliação do desempenho, exercício de cargos de direção e chefia, recrutamento e seleção de pessoal e do teletrabalho, culminando na aprovação da Lei de Bases da Função
Pública.

Distribuído pelo Grupo APO para Angola, Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

Angola: Presidente da República anuncia criação de mais de 920 mil vínculos laborais desde 2022

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Presidente da República, João Lourenço anunciou, hoje, em Luanda, que o mercado de emprego em Angola registou uma criação líquida de mais de 920 mil vínculos laborais, entre 2022 e o primeiro semestre de 2026.

O anúncio foi feito durante o último Discurso sobre o Estado da Nação, na Assembleia Nacional, onde destacou que o projecto Jovem Mais, com vigência de até 2030, vai beneficiar mais de 500 mil cidadãos com idades entre os 16 e 35 anos, garantindo que pelo menos 40 por cento dos beneficiários sejam mulheres e 6 por cento, portadoras de deficiência.

No domínio da formação profissional, João Lourenço referiu que entre 2022 e o primeiro semestre de 2026, foram formados cerca de 600 mil cidadãos através do Sistema Nacional de Formação Profissional.

O Presidente da República revelou, ainda, que o Plano de Acção para a Promoção da Empregabilidade (PAPE) e o Jovem Oportunidade e Bons Empregos (JOBE), beneficiaram mais de 140 mil jovens.
No mesmo período, realçou, foram construídos e entregues novos centros de formação profissional e centros de emprego em diversas províncias do país, com o objectivo de aproximar os serviços das comunidades e facilitar o acesso à formação e às oportunidades de trabalho.

Distribuído pelo Grupo APO para Angola, Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

Angola: Desportistas estão inseridos na Protecção Social Obrigatória

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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No âmbito da Protecção Social Obrigatória (PSO), o Presidente da República destacou que foram criados regimes jurídicos, destinados aos praticantes de desporto profissional, trabalhadores por conta própria e sem vínculo laboral.

Neste mesmo domínio, disse, foi também aprovado o regime jurídico das prestações familiares, visando reforçar a protecção das famílias angolanas.

João Lourenço salientou que as medidas em curso visam construir uma Administração Pública moderna e eficiente, um mercado de trabalho inclusivo e um sistema de protecção social mais abrangente e sustentável.

O Chefe de Estado defendeu, gualmente, a implementação eficaz da nova Divisão Político-Administrativa, considerando a reorganização do território necessária para promover um desenvolvimento mais equilibrado e assegurar a prestação de serviços públicos a toda a população.

Distribuído pelo Grupo APO para Angola, Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.