Mudar Mentalidades, Capacitar Raparigas: Dra. Rasha Kelej, Diretor-Executivo (CEO) da Merck Foundation, Destaca o Papel das Famílias e Comunidades para Ajudar Cada Rapariga a Alcançar Todo o Seu Potencial

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A Dra. Rasha Kelej, CEO da Merck Foundation (www.Merck-Foundation.com), destacou a importância de criar um ambiente no qual as raparigas sejam incentivadas a aprender, a perseguir as suas ambições e a alcançar todo o seu potencial. Através do programa “Educating Linda” da Merck Foundation e das suas parcerias com as Primeiras-Damas Africanas, defende uma abordagem mais abrangente da educação das raparigas, que combine oportunidades educativas com esforços contínuos para transformar as expectativas que as rodeiam no seio das famílias e das comunidades.

A Senadora Dra. Rasha Kelej (Reformada) partilha: “Uma rapariga pode ter a capacidade de se tornar médica, cientista, engenheira, empreendedora ou presidente. No entanto, muito antes de ter a oportunidade de descobrir as suas capacidades, as pessoas à sua volta podem já ter decidido como deverá ser o seu futuro. Por vezes, esses limites são expressos abertamente. Outras vezes, manifestam-se nas decisões quotidianas: de quem é a educação que recebe prioridade, quem tem tempo para estudar, de quem são as ambições levadas a sério e de quem se espera que abdique de um sonho. É a rapariga ou o rapaz? É por isso que acredito que apoiar a educação das raparigas exige mais do que a concessão de bolsas de estudo. Devemos também trabalhar para mudar as expectativas que rodeiam as nossas raparigas.”

Através do programa Educating Linda, o compromisso da Merck Foundation com a educação transmite uma mensagem mais ampla: acreditar no potencial de uma rapariga, proporcionar-lhe a oportunidade de o desenvolver e apoiá-la ao longo de todo esse percurso.

As expectativas que transmitimos podem moldar as oportunidades que oferecemos

Na psicologia, o efeito Pigmalião, também conhecido como efeito Rosenthal, descreve a forma como as expectativas podem influenciar o desempenho através da maneira como as pessoas são tratadas.

Na educação, um professor que acredita que um aluno pode ter sucesso poderá oferecer mais incentivo, comentários mais construtivos e mais oportunidades de participação. Essas atitudes podem ajudar o aluno a aprender e a progredir.

O mesmo princípio oferece uma lição importante para as famílias e comunidades.

Quando uma família acredita que a sua filha é capaz de alcançar algo significativo, essa convicção pode influenciar as decisões quotidianas. A família pode proteger o seu tempo de estudo, interessar-se pelo seu progresso, incentivar as suas perguntas e ajudá-la a continuar quando a aprendizagem se torna difícil.

Uma rapariga recebe mais do que palavras de encorajamento. Recebe provas de que o seu futuro importa.

Acreditar no seu potencial não garante o sucesso. As raparigas continuam a precisar de educação de qualidade, recursos, segurança e oportunidades. Contudo, as expectativas das pessoas que as rodeiam podem influenciar se essas oportunidades são oferecidas, protegidas e mantidas ao longo do tempo.

Uma bolsa de estudo abre uma porta. Uma comunidade que apoia ajuda-a a atravessá-la.

A concessão de uma bolsa de estudo pode eliminar uma importante barreira financeira. No entanto, uma rapariga pode continuar a regressar a casa para um ambiente onde as suas ambições são desvalorizadas, onde as responsabilidades domésticas lhe deixam pouco tempo para estudar ou onde a sua educação é considerada menos importante do que a do seu irmão.

Pode ouvir que as ciências são para os rapazes, que a liderança é para os homens ou que prosseguir os estudos é desnecessário porque o casamento determinará o seu futuro.

Estas mensagens podem comprometer a oportunidade que uma bolsa de estudo pretende proporcionar.

Ela partilha: “Enquanto líder, faço, por isso, uma pergunta mais abrangente: o que acontece à volta de uma rapariga depois de a ajudarmos a entrar ou a permanecer na escola? A sua família incentiva-a a continuar? A sua comunidade respeita as suas ambições? Quando enfrenta dificuldades, alguém a ajuda ou essas dificuldades são interpretadas como prova de que deve desistir?

A nossa responsabilidade é ajudar a criar um ambiente onde a educação de uma rapariga seja valorizada e onde o seu potencial possa desenvolver-se.”

Porque é importante a advocacia das Primeiras-Damas

A Dra. Kelej destaca a razão pela qual considera tão importantes as parcerias com as Primeiras-Damas Africanas, que desempenham o papel de Embaixadoras.

As bolsas de estudo respondem a uma necessidade prática. A sensibilização e a advocacia podem ajudar a transformar as crenças que determinam a forma como as famílias respondem a essa oportunidade.

As Primeiras-Damas podem utilizar as suas plataformas públicas para colocar a educação das raparigas no centro dos debates nacionais e da vida comunitária. A sua advocacia pode envolver pais, professores, líderes tradicionais e religiosos, os meios de comunicação social e outras vozes influentes cujo apoio é importante.

Quando uma Primeira-Dama defende de forma consistente a educação das raparigas, pode ajudar a transmitir a mensagem de que educar uma filha é motivo de orgulho, um contributo para o futuro do país e uma responsabilidade que as comunidades devem partilhar.

Essa mensagem torna-se mais significativa quando chega às famílias numa linguagem que compreendem, através de pessoas em quem confiam e com exemplos com os quais se identificam.

Uma rapariga de uma comunidade rural que prossegue os seus estudos pode demonstrar a outra família aquilo que é possível alcançar. Uma mulher médica, cientista ou engenheira pode ajudar os pais a imaginar para a sua filha um futuro que talvez nunca tivessem considerado anteriormente.

Ela acrescenta: “É por isso que valorizo uma advocacia que continua para além de uma cerimónia ou de um anúncio. A mudança cultural exige mensagens repetidas, envolvimento local e exemplos visíveis do que as raparigas podem alcançar quando recebem apoio.”

Acreditem nela e demonstrem o que essa confiança significa

A Dra. Kelej acredita que o encorajamento deve traduzir-se em ações concretas.

Acreditar numa rapariga significa dar-lhe tempo para estudar. Significa partilhar de forma justa as responsabilidades domésticas. Significa ouvi-la quando descreve aquilo que deseja ser no futuro.

Significa também apoiá-la perante resultados dececionantes.

Um exame difícil não deve transformar-se num veredito sobre o seu futuro. Uma dificuldade em matemática deve levar à prestação de ajuda, à prática e a um ensino paciente.

Ela partilha: “Devemos transmitir esta mensagem: ‘Tu podes aprender. Tu podes melhorar. Nós vamos ajudar-te a continuar.’”

As expectativas elevadas devem ser acompanhadas de apoio. Caso contrário, o encorajamento pode transformar-se em pressão.

Uma rapariga nunca deve sentir que precisa de se tornar presidente ou médica para provar que merecia receber uma educação. Ela merece a oportunidade de descobrir as suas capacidades, desenvolver os seus interesses e escolher um caminho significativo para o seu próprio futuro.

A mudança cultural de que precisamos

A mudança começa quando as famílias deixam de perguntar se vale a pena investir na educação de uma rapariga e começam a perguntar como podem ajudá-la a alcançar todo o seu potencial.

Essa mudança ganha força quando as comunidades reconhecem que o talento não é determinado pelo género, que a ambição deve ser incentivada e que o sucesso de uma rapariga amplia aquilo que outras raparigas acreditam ser possível.

Ela prossegue: “Esta é a mensagem que quero que o programa Educating Linda transmita, juntamente com as bolsas de estudo que concedemos e com as ações de advocacia que desenvolvemos com as nossas Primeiras-Damas parceiras. Queremos que as raparigas permaneçam na escola. Queremos também que cresçam rodeadas de pessoas que levem o seu futuro a sério. Às famílias e comunidades, a minha mensagem é simples: acreditem nas vossas raparigas, incentivem-nas e transformem essa confiança em apoio diário.

A cada rapariga: o vosso ponto de partida não tem de determinar até onde podeis chegar. Podeis aspirar a tornar-vos médicas, cientistas, engenheiras, líderes ou seguir qualquer outro futuro que tenha significado para vós.

O céu é o limite — e devemos trabalhar em conjunto para garantir que as expectativas das pessoas à vossa volta vos deem espaço para voar.” conclui a Dra. Kelej.

Distribuído pelo Grupo APO para Merck Foundation.

Contato:
Mehak Handa
Gerente do Programa de Conscientização Comunitária
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Sobre a Fundação Merck:
A Fundação Merck, fundada em 2017, é uma organização alemã sem fins lucrativos que visa melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas e promover o desenvolvimento das suas vidas. A Fundação foca-se em melhorar o acesso a soluções de saúde equitativas e de qualidade, capacitar os sectores de saúde, investigação científica e da mídia, combater o estigma associado à infertilidade e apoiar a educação de meninas.

É este ecossistema coordenado de parcerias — com responsabilidades distintas e uma visão partilhada — que permite à Fundação Merck desenvolver capacidade local, criar impacto sustentável e contribuir para a transformação a longo prazo na saúde e na sociedade.

Através dos seus vários programas e iniciativas, a Fundação Merck concedeu mais de 2.750 bolsas de estudo a profissionais de saúde de 52 países em 44 especialidades médicas essenciais e subatendidas, concedeu mais de 1.570 bolsas de estudo a meninas africanas desfavorecidas de escolas em 21 países, formou mais de 4.000 profissionais de mídia, reconheceu 980 vencedores de prêmios e alcançou mais de 9 milhões de seguidores em 15 canais de redes sociais, promovendo um impacto duradouro nas áreas da saúde, educação e conscientização em toda a África e Ásia.

A Fundação Merck dedica-se a melhorar os resultados sociais e de saúde das comunidades carenciadas. Embora colabore com diversos parceiros, incluindo governos, para atingir os seus objectivos humanitários, a fundação mantém-se estritamente neutra em questões políticas. A organização não se envolve nem apoia quaisquer actividades políticas, eleições ou regimes, concentrando-se exclusivamente na sua missão de elevar a humanidade e promover o bem-estar, mantendo uma postura estritamente apolítica em todos os seus esforços.

Todos os comunicados de imprensa da Fundação Merck são distribuídos por e-mail ao mesmo tempo em que ficam disponíveis no site da Fundação Merck. Visite www.Merck-Foundation.com para ler mais. Acompanhe as redes sociais da Fundação Merck: Facebook (https://apo-opa.co/4ynv7Ja), X (https://apo-opa.co/4yRVMP6),Instagram (https://apo-opa.co/4yWrYkG), YouTube (https://apo-opa.co/3VNwDqn), Threads (https://apo-opa.co/4ySNg2z) and Flickr (https://apo-opa.co/4dZ8d3x).

Este conteúdo não se destina ao público dos EUA e do Canadá.

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Ministro José Carlos Varela defende maior acesso ao crédito e investimentos para impulsionar a criação de empregos

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministro da Coordenação de Projetos Especiais e Acesso a Fundos, José Carlos Moniz Varela, defendeu, nos encontros anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, a necessidade de mobilizar o investimento privado, facilitar o acesso ao crédito e acelerar os processos de investimento, como condições essenciais para promover empregos sustentáveis e criar mais oportunidades para os jovens cabo-verdianos.

A participação de Cabo Verde nos painéis “Unlocking Investment Opportunities in Emerging Markets to Create Jobs” (Desbloquear oportunidades de investimento nos mercados emergentes para criar empregos) e “Ministerial Roundtable: Accelerating Implementation for More and Better Jobs” (Mesa-redonda ministerial: acelerar a implementação para mais e melhores empregos), realizados no âmbito dos encontros anuais do FMI e do Banco Mundial, permitiu destacar os principais desafios e oportunidades para impulsionar o crescimento económico e a criação de emprego.

Os debates centraram-se na necessidade de mobilizar investimentos, reforçar o envolvimento do setor privado e criar condições favoráveis à geração de empregos sustentáveis e de qualidade, com particular atenção às oportunidades para os jovens e à promoção de um desenvolvimento económico mais inclusivo.

Segundo José Carlos Varela, uma das principais conclusões dos debates é que o crescimento económico, embora indispensável, não é suficiente se não for acompanhado pela criação de empregos sustentáveis, capazes de melhorar as condições de vida da população e oferecer perspetivas de futuro aos jovens.

“Enquanto, a nível mundial, se prevê a necessidade de integrar cerca de 1,2 mil milhões de jovens no mercado de trabalho nos próximos anos, Cabo Verde enfrenta igualmente o desafio de absorver cerca de 8% desses jovens, o que representa uma exigência significativa para a economia nacional. Neste contexto, o Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, tem reiterado que o emprego constitui o primeiro e o maior projeto social de Cabo Verde, sublinhando a importância de criar oportunidades de trabalho dignas e sustentáveis para os jovens”, considerou.

José Carlos Varela, sublinhou, ainda, a importância de reforçar a articulação entre o Governo e o setor privado, de modo a criar condições para ampliar o investimento e gerar mais oportunidades de emprego, tendo chamado a atenção para a saída de jovens qualificados do país, fenómeno que, considera, representa uma perda de capital humano e de capacidade produtiva, com impactos não apenas no mercado de trabalho, mas também no mercado consumidor nacional.

Acesso ao crédito e simplificação de processos para atrair investimento

Para acelerar os investimentos e promover a criação de empregos de maior qualidade, o Ministro da Coordenação de Projetos e Acesso a Fundos defendeu, também a necessidade de tornar o crédito mais acessível e menos oneroso, bem como de desenvolver projetos bancáveis, tanto no setor privado como no setor público.

“É fundamental acelerar e simplificar os procedimentos administrativos relacionados com os investimentos, de forma a facilitar a criação de empresas e permitir que os jovens encontrem em Cabo Verde condições para desenvolver os seus projetos profissionais e empresariais”, sustentou.

Na sua perspetiva, a criação de oportunidades deve permitir que os jovens permaneçam no país, contribuam com as suas competências e invistam no desenvolvimento nacional, seja através da integração no mercado de trabalho, seja através do empreendedorismo e da criação de negócios sustentáveis.

Setor primário como motor de emprego e revitalização do mundo rural

O Ministro falou, ainda, no desenvolvimento do setor primário, com destaque para a agricultura, a pecuária e as pescas, setores que considerou como uma prioridade para dinamizar a economia, revitalizar o mundo rural e criar empregos formais e mais bem remunerados.

“Esta aposta exige instrumentos financeiros adequados, linhas de crédito direcionadas e um enquadramento legislativo que facilite o acesso ao financiamento, a criação de empresas e o desenvolvimento de cooperativas, cujas medidas, são fundamentais para criar condições que permitam transformar o potencial do setor primário em oportunidades concretas de emprego, rendimento e desenvolvimento económico nas comunidades rurais, salientou.

Questionado sobre o programa AgriConnect, do Banco Mundial, cuja implementação deverá arrancar no próximo ano, José Carlos Varela confirmou o interesse do Governo de Cabo Verde em aproveitar esta iniciativa, tendo em conta a importância estratégica da agricultura e do setor primário para o desenvolvimento de Cabo Verde.

O Ministro sublinhou que o Governo pretende mobilizar os instrumentos técnicos e financeiros disponibilizados pelos parceiros internacionais, em particular pelo Banco Mundial, para reforçar o investimento neste setor e concretizar as prioridades nacionais.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Etiópia adere à rede do Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidação (PAPSS), enquanto o Banco Nacional da Etiópia e o PAPSS anunciam a 2.ª Edição da COWRY em Adis Abeba

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Banco Nacional da Etiópia (NBE) e o Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidação (PAPSS) anunciaram hoje que a Etiópia aderiu oficialmente à rede do PAPSS, o que representa um marco importante na integração do país no ecossistema financeiro e de pagamentos de África.

O PAPSS foi criado sob os auspícios do Afreximbank, da União Africana e do Secretariado da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) como uma infra-estrutura essencial de apoio à integração económica do continente e às ambições de comércio intra-africano.

A participação da Etiópia no PAPSS permitirá que as instituições financeiras do país se liguem à rede do PAPSS e participem em pagamentos transfronteiriços com instituições financeiras de toda África, criando novas oportunidades para que as empresas e os consumidores etíopes realizem transacções com o resto do continente.

O anúncio foi feito por S. Ex.ª o Dr. Eyob Tekalign, Governador do Banco Nacional da Etiópia, e Mike Ogbalu III, Director Executivo do PAPSS, durante uma conferência de imprensa conjunta realizada à margem do Fórum Financeiro da Etiópia (EFF), em Adis Abeba.

Durante a conferência de imprensa, o NBE e o PAPSS anunciaram igualmente oficialmente que a Etiópia irá acolher a PAPSS COWRY 2026, a Conferência Africana sobre Pagamentos, nos dias 26 e 27 de Novembro de 2026, no Ethiopian Skylight Hotel, em Adis Abeba, co-organizada pelo PAPSS e pelo Banco Nacional da Etiópia.

Realizada sob o tema “Ampliar os Pagamentos Soberanos de África: Da Conectividade Continental à Integração Global”, a COWRY 2026 reunirá os líderes que estão a moldar o futuro dos pagamentos em África e ligará o ecossistema de pagamentos do continente aos principais intervenientes de todo o mundo.

S. Ex.ª Dr. Eyob Tekalign, Governador do Banco Nacional da Etiópia, afirmou: “A integração da Etiópia na rede do PAPSS representa um passo importante nos nossos esforços contínuos para modernizar o nosso sistema financeiro e aprofundar as nossas ligações económicas com o resto de África. Isto cria novas oportunidades para que as instituições financeiras e as empresas etíopes participem mais activamente nos pagamentos transfronteiriços e no comércio intra-africano. Estamos igualmente satisfeitos por co-organizar a PAPSS COWRY 2026 e receber a comunidade africana e global de pagamentos em Adis Abeba, num momento importante da transformação do sector financeiro da Etiópia.”

Mike Ogbalu III, Director Executivo do PAPSS, afirmou: “A participação no Fórum Financeiro da Etiópia permitiu-me testemunhar em primeira mão um ecossistema financeiro dinâmico e inovador, com instituições e empreendedores ansiosos em adoptar novas tecnologias, estabelecer novas parcerias e desempenhar um papel mais importante na transformação financeira de África. A adesão da Etiópia à rede do PAPSS constitui um marco importante. Esta adesão liga as instituições financeiras etíopes a uma infra-estrutura continental de pagamentos em crescimento e abre novas oportunidades para pagamentos transfronteiriços com o resto de África.

“Gostaria de agradecer ao Governador Eyob pela sua visão e apoio ao PAPSS, bem como por ter aceitado co-organizar connosco a PAPSS COWRY 2026. A nossa ambição é organizar uma conferência de autoria africana ao nível de qualquer conferência internacional de referência na área dos pagamentos, reunindo as pessoas que estão a moldar o futuro dos pagamentos em África e a nível global.”

O panorama dos pagamentos em África está em rápida evolução. Os sistemas de pagamentos estão a tornar-se cada vez mais interligados, a inovação em tecnologia financeira (fintech) está a acelerar, as novas tecnologias estão a mudar a forma como o dinheiro circula e o crescente comércio intra-africano está a criar uma maior procura por pagamentos transfronteiriços eficientes. A COWRY constituirá uma plataforma para reunir os sectores público e privado, a fim de abordar estes desenvolvimentos e transformá-los em oportunidades práticas para África.

Ao longo de dois dias, os debates irão abranger pagamentos transfronteiriços, liquidação em moeda local, interoperabilidade, infra-estruturas financeiras, inteligência artificial, estabilização de moedas, activos digitais, cibersegurança e a integração de África nas redes globais de pagamentos.

Espera-se que a PAPSS COWRY 2026 receba mais de 1000 delegados, conte com mais de 60 oradores e acolha mais de 35 stands de exposição. Está prevista a participação de governadores de bancos centrais, directores executivos de bancos, fundadores de empresas de tecnologia financeira, operadoras de pagamentos, redes globais de pagamentos, empresas de tecnologia, entidades reguladoras, empresas e outros líderes do sector, tanto de África como de outras regiões.

A par do seu programa de conferências de alto nível, a COWRY oferece inúmeras oportunidades para o estabelecimento de contactos, encontros bilaterais, parcerias, desenvolvimento de negócios e uma exposição que apresenta soluções e inovações de todo o sector de pagamentos.

Durante o Jantar de Gala da PAPSS COWRY, na noite de 26 de Novembro, serão igualmente entregues os Prémios PAPSS COWRY, que reconhecem contribuições notáveis em todo o ecossistema de pagamentos africano.

Instituições financeiras, empresas de tecnologia financeira, empresas de pagamentos e de tecnologia, empresas, decisores políticos e profissionais do sector de pagamentos de África e de todo o mundo estão convidados a participar na PAPSS COWRY 2026, em Adis Abeba.

Para mais informações sobre o  PAPSS COWRY 2026 e sobre as inscrições para participar, consulte o site (https://apo-opa.co/4dYOwZF)

PAPSS COWRY 2026 | Conferência Africana sobre Pagamentos

26 e 27 de Novembro de 2026 | Ethiopian Skylight Hotel, Adis Abeba, Etiópia

Uma África. Ligada por Pagamentos. Aberta ao Mundo.

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

Contacto para a Imprensa:
Papa Samba Thiongane
Chefe de Marketing e Comunicações do PAPSS
Correio Electrónico: communications@papss.com

Negede Yilma
Assessor Sénior de Comunicação do NBE
Correio Electrónico: negede.yilma@nbe.gov.et

Sobre o PAPSS:
O Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidações (PAPSS) é uma criação do Afreximbank, a principal instituição de financiamento comercial em África, cuja missão inclui estimular a expansão, a diversificação e o desenvolvimento do comércio africano. O PAPSS permite o fluxo eficiente e seguro de dinheiro através das fronteiras africanas, minimizando os riscos e contribuindo para a integração financeira entre regiões.

Sobre o Banco Nacional da Etiópia:
O Banco Nacional da Etiópia é o banco central da República Democrática Federal da Etiópia. Fundado em 1963 e com sede em Adis Abeba, o Banco Nacional opera ao abrigo da Proclamação N.º 1359/2025 do Banco Nacional da Etiópia, que estabelece a estabilidade dos preços como o seu objectivo principal, apoiando o crescimento sustentável e inclusivo. O Banco Nacional da Etiópia formula e implementa a política monetária através da sua Comissão de Política Monetária, regula e supervisiona os bancos e outras instituições financeiras no sentido de manter o sistema financeiro seguro e sólido, supervisiona o sistema nacional de pagamentos e gere as reservas cambiais do país. O Banco Nacional da Etiópia está igualmente empenhado em expandir a inclusão financeira e a literacia financeira em toda a Etiópia.

Para mais informações, visite www.NBE.gov.et.

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Cabo Verde reforça parceria com o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA) e perspetiva financiamento para setores prioritários

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Cabo Verde poderá contar com o reforço da parceria estratégica com o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA), com perspetivas de financiamento para novos setores prioritários que o Governo tem em carteira, nomeadamente a educação, a saúde e as infraestruturas.

A informação foi avançada pela Secretária de Estado das Finanças, Maria José Pereira Lopes, depois de um encontro realizado com uma delegação do BADEA, liderada pela Vice-Presidente de Operações e Secretária-Geral do Conselho dos Governadores da instituição, Fátima Farouk Elsheikh.

Maria José Pereira Lopes fez um balanço positivo dos encontros realizados com o BADEA e com a Diretora-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e realçou as novas oportunidades de financiamento para os setores prioritários do desenvolvimento de Cabo Verde e o reforço da cooperação com estas duas instituições internacionais.

Segundo Maria José Pereira Lopes, o BADEA tem sido um parceiro importante no financiamento de projetos em setores fundamentais para o desenvolvimento destas ilhas, nomeadamente em áreas como a água, o saneamento e a agricultura. A instituição manifestou disponibilidade para alargar a sua intervenção a outros setores prioritários, demonstrando satisfação com a cooperação estabelecida com Cabo Verde e abertura para continuar a apoiar as prioridades de desenvolvimento do arquipélago.

A Secretária de Estado sublinhou, também, a possibilidade de o BADEA reforçar o financiamento ao setor privado, nomeadamente através de instituições bancárias, como o IIB, o que deverá contribuir para facilitar o acesso das empresas a recursos financeiros. Neste contexto, sublinhou a importância do papel do Estado enquanto facilitador de parcerias que promovam o investimento privado, dinamizem a atividade económica e criem outras oportunidades de desenvolvimento.

Encontro com a Diretora-Geral do FMI reforça diá. e cooperação internacional

No quadro dos encontros realizados, Maria José Pereira Lopes destacou também a reunião com a Diretora-Geral do FMI, Kristalina Georgieva, que, segundo referiu, demonstrou conhecer a realidade de Cabo Verde e as especificidades dos pequenos Estados insulares africanos.

O encontro serviu para reforçar o diá. sobre os desafios e as particularidades do nosso país no contexto internacional, num quadro de aprofundamento das relações com instituições financeiras multilaterais e de procura de soluções que respondam às prioridades de desenvolvimento nacional.A Secretária de Estado das Finanças salientou, ainda, a importância da participação de Cabo Verde em espaços de concertação com países como o Brasil e a Argentina, considerando que o reforço destas relações contribui para uma maior articulação na defesa dos interesses nacionais e para o aprofundamento da cooperação multilateral.

No balanço dos encontros realizados até o terceiro dia, Maria José Pereira Lopes manifestou a sua satisfação com os resultados alcançados e sublinhou a abertura dos parceiros internacionais para aprofundar as relações com Cabo Verde e as perspetivas de mobilização de novos recursos para responder às prioridades de desenvolvimento económico e social de Cabo Verde.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Governo Introduz Matriz de Seguimento do Observatório de Desenvolvimento

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Governo moçambicano pretende introduzir uma Matriz Pública de Seguimento das Recomendações do Observatório de Desenvolvimento, atribuindo a cada recomendação um responsável, um prazo e um indicador, com vista a reforçar a prestação de contas e assegurar que as decisões tomadas se traduzam em resultados concretos.

A proposta foi apresentada quarta-feira, em Maputo, pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, na abertura da 23.ª Sessão do Observatório de Desenvolvimento, que defendeu a necessidade de transformar o mecanismo num espaço de acompanhamento efectivo dos compromissos assumidos.

“A próxima sessão abrirá com a prestação de contas sobre o que foi feito”, afirmou Valá, apontando a necessidade de aproximar o diá. das decisões, a execução dos resultados e as políticas públicas das necessidades dos cidadãos.

O governante propôs cinco compromissos para melhorar o funcionamento do Observatório, incluindo a revisão do Guião Estratégico de Orientação, a realização de sessões temáticas preparatórias, a criação de um painel de indicadores do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) 2027 e a capacitação dos participantes em análise de planos, orçamentos, execução, monitoria e avaliação.

A iniciativa prevê igualmente o acompanhamento trimestral dos indicadores do PESOE 2027 e a divulgação dos resultados do Inquérito sobre Orçamento Familiar (IOF) de 2025, que deverão contribuir para actualizar a avaliação da pobreza e do bem-estar da população.

“Não se pode transformar aquilo que não se mede”, sublinhou o ministro, defendendo uma governação sustentada em evidências, transparência e participação dos diferentes actores do desenvolvimento.

Valá reconheceu, contudo, que o Observatório enfrenta desafios que condicionam o seu desempenho, entre os quais a irregularidade das sessões, a fraca actividade dos observatórios distritais, as limitações técnicas de alguns participantes e a dependência de financiamento externo.

Citando um estudo da Universidade Católica de Moçambique sobre o Observatório da Província de Gaza, entre 2021 e 2024, o governante destacou que a participação nas sessões aumentou de 73 para 170 pessoas. O trabalho académico também identificou resultados concretos, como a conclusão de salas de aula em Chibotane, no distrito de Massingir, depois de o assunto ter sido levado ao Observatório.

“Um problema que regressa ao Observatório pela terceira vez já não é apenas um problema do sector. É um problema do próprio Observatório”, advertiu.

No plano económico, o ministro defendeu que Moçambique deve acelerar a diversificação da economia, sem depender exclusivamente da futura expansão da produção de gás natural liquefeito.

Apontou a agricultura, as pequenas e médias empresas, a agro-indústria, o turismo, a logística, a digitalização e os serviços como áreas com potencial para gerar emprego e aumentar os rendimentos das famílias.

O governante destacou ainda a necessidade de alinhar o planeamento, o orçamento e a execução, considerando que os recursos públicos devem ser orientados para prioridades com maior impacto na vida dos cidadãos.

“E uma regra deve atravessar todo o ciclo: o que se planifica deve entrar no orçamento, e o que entra no orçamento deve ser efectivamente executado”, afirmou.

Valá apelou ao envolvimento do sector privado, da sociedade civil, da academia, dos parceiros de cooperação, dos jovens e das mulheres no acompanhamento das políticas públicas.

A 23.ª Sessão do Observatório de Desenvolvimento decorreu sob o lema “Juntos no Mesmo Rumo: Participação, Resultados e Confiança no Caminho do PESOE 2027”, com o propósito de reforçar a participação, a transparência e a obtenção de resultados concretos. (AIM)

Distribuído pelo Grupo APO para Portal do Governo de Moçambique.

Presidente da República (PR) Exonera Ministra de Educação e Cultura Samaria Tovela e Nomeia Edson Macuácua

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Presidente da República, Daniel Chapo, exonerou Samaria dos Anjos Filemon Tovela do cargo de Ministra da Educação e Cultura e nomeou Édson da Graça Francisco Macuácua.

A exoneração ocorre numa semana marcada por diversas actividades do sector da Educação, incluindo as celebrações do Dia do Professor, assinalado a 12 de Outubro.

Samaria Tovela orientou o Conselho Coordenador do Ministério da Educação e Cultura, ocasião em que deixou orientações sobre o futuro do sector.

Édson da Graça Francisco Macuácua exercia as funções de secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, cargo do qual foi igualmente exonerado pelo Chefe do Estado.

Para o cargo de secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Daniel Francisco Chapo nomeou Isaú Joaquim Menezes.

As decisões foram formalizadas através de despachos presidenciais, ao abrigo das competências conferidas ao Presidente da República pela Constituição da República, nos termos das alíneas a) e d) do número 2 do artigo 159. (AIM)

Distribuído pelo Grupo APO para Portal do Governo de Moçambique.

Presidente da República (PR) Promete Combate Cerrado ao Tráfico e Consumo de Drogas no País

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que o Governo vai intensificar o combate ao tráfico, à venda e ao consumo de drogas no país, com particular atenção às escolas, casas de pasto e locais de diversão identificados como pontos de venda e consumo de substâncias ilícitas, vulgarmente conhecidos como “bocas de fumo”.

Para o efeito, o Chefe do Estado defendeu o reforço da capacidade de intervenção das instituições competentes, incluindo o Ministério Público (MP), os tribunais, as Forças de Defesa e Segurança (FDS), o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia da República de Moçambique (PRM), nos seus diferentes ramos.

“Devemos reforçar a capacidade de intervenção das instituições competentes no combate a este mal, desde o Ministério Público, os tribunais, as Forças de Defesa e Segurança, o SERNIC e a Polícia da República de Moçambique, nos seus diversos ramos, devendo intervir nos locais de venda e consumo de drogas, vulgarmente conhecidos como bocas de fumo”, afirmou.

Chapo sublinhou que o Estado não pode demonstrar qualquer complacência perante a existência destes espaços, defendendo a sua identificação, a responsabilização dos envolvidos e a aplicação das sanções criminais previstas na lei.

“Mas é sobre a escola que recai hoje a minha mais profunda inquietação. A escola deveria ser o templo do saber e o refúgio seguro dos nossos filhos e das nossas filhas, mas está a ser assediada por redes de droga”, declarou.

O Presidente da República manifestou preocupação com o impacto do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, considerando que o fenómeno está a comprometer os seus sonhos e perspectivas de futuro.

“Esta é uma linha vermelha que não consentiremos que seja ultrapassada. A protecção da criança é um imperativo constitucional e um dever sagrado do Estado moçambicano, que temos o privilégio de liderar”, afirmou.

“Por cada escola, por cada criança, por cada adolescente e por cada escola ameaçada, responderemos com toda a autoridade da lei e toda a força da Nação”, acrescentou.

O Chefe do Estado destacou igualmente a importância da participação de especialistas do Brasil e de Portugal na conferência, considerando que o intercâmbio permitirá a partilha de experiências e boas práticas no domínio da prevenção e do combate à droga.

Chapo falava durante a abertura da Conferência Nacional sobre Prevenção e Combate à Droga, que decorre sob o lema “Prevenção e combate à droga: novas tendências, seus desafios e respostas inovadoras”.

Na ocasião, alertou para a crescente capacidade de adaptação das organizações criminosas, que recorrem às novas tecnologias, às plataformas digitais e aos meios de pagamento electrónicos para expandir e dissimular as suas operações.

“O mercado ilícito de drogas transforma-se continuamente, e as organizações criminosas demonstram uma capacidade crescente de adaptação, servindo-se das novas tecnologias, das plataformas e dos meios de pagamento digitais para ampliar e dissimular as suas operações”, afirmou.

Segundo o Presidente da República, a dimensão do fenómeno manifesta-se igualmente no aparecimento de novas substâncias psicoactivas e no aumento do número de consumidores, incluindo menores de idade.

Perante este cenário, defendeu uma actuação cada vez mais preventiva, coordenada e estratégica por parte dos Estados, de modo a responder às novas ameaças e a ajustar as medidas de intervenção à evolução do fenómeno.

Nos últimos anos, as autoridades competentes têm constatado a introdução ilícita de quantidades significativas de drogas no país, bem como a existência de unidades de produção de substâncias com efeitos estimulantes e sedativos, incluindo anfetaminas e metanfetaminas.

As autoridades têm igualmente identificado a utilização de diferentes locais para o desenvolvimento de actividades ilícitas, incluindo pequenas machambas instaladas em zonas remotas, como estratégia para dificultar a detecção e a fiscalização por parte das entidades competentes.

“Este cenário torna imperioso reforçarmos a nossa capacidade de vigilância a todos os níveis e denunciarmos cada vez mais às autoridades os comportamentos e as actividades suspeitas”, afirmou Chapo.

O Governo manifesta particular preocupação com a entrada e circulação, em Moçambique, de drogas consideradas altamente nocivas para a saúde humana, com destaque para a cocaína e a heroína.

A diversidade de substâncias apreendidas confirma, segundo o Chefe do Estado, o crescimento e a complexidade do mercado ilícito de drogas, que deixou de se limitar ao trânsito de estupefacientes e passou a abranger também a produção e o consumo no território nacional.

Chapo apontou as características geográficas de Moçambique, nomeadamente a extensa linha costeira, com cerca de 2.700 quilómetros, a posição estratégica no oceano Índico, a dimensão das fronteiras terrestres e a ligação aos principais corredores económicos da África Austral como factores que, embora favoreçam a integração regional e o desenvolvimento, colocam desafios adicionais ao controlo da entrada de drogas no país.

“Por esta razão, as rotas de tráfico mais visadas são as vias marítimas e terrestres, utilizadas para a entrada e circulação destas substâncias em Moçambique e na região”, explicou.

Acrescentou que os traficantes recorrem igualmente à via aérea para o transporte de drogas, situação que torna mais exigentes a fiscalização das fronteiras e o controlo da circulação de pessoas e bens.

Como parte das medidas preventivas, o Presidente da República recomendou a criação de núcleos antidroga nas escolas públicas e privadas, tomando como referência a experiência desenvolvida na cidade de Maputo.

PGR DEFENDE REFLEXÃO SOBRE IMPACTO DO TRÁFICO

Por sua vez, o Procurador-Geral da República, Américo Letela, enalteceu a participação dos especialistas estrangeiros na conferência, considerando que o encontro constitui uma oportunidade para aprofundar a reflexão sobre o tráfico e o consumo de drogas.

“A realização desta conferência decorre da necessidade de reflectirmos, de forma aberta e responsável, sobre o tráfico de drogas, que, pelas suas consequências, ultrapassa a dimensão económica”, afirmou.

SAÚDE REGISTA AUMENTO DE CASOS ASSOCIADOS AO CONSUMO DE DROGAS

Entretanto, o ministro da Saúde, Ussene Isse, manifestou preocupação com o impacto do consumo de drogas na saúde pública, considerando tratar-se de um problema de dimensão mundial, com particular relevância para Moçambique.

Segundo o governante, o número de pessoas atendidas nas unidades sanitárias do país por alterações de comportamento associadas ao consumo de drogas e de outras substâncias registou um aumento significativo.

“Em 2024, atendemos cerca de 23.400 pessoas com alterações de comportamento devido ao consumo de drogas. Em 2025, atendemos 28.800 pessoas”, revelou.

Os dados apresentados pelo ministro apontam para um aumento de aproximadamente 23% no número de pessoas atendidas entre 2024 e 2025.

O governante referiu ainda uma evolução da proporção de casos de mortalidade associados ao consumo de drogas, de 5%, em 2007, para 30%, em 2025. (AIM)

Distribuído pelo Grupo APO para Portal do Governo de Moçambique.

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Cabo Verde: Presidente da República Interina ressalta importância da Internet na democratização do acesso aos livros

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A Presidente da República Interina, Janira Hopffer Almada, destacou esta tarde, em entrevista à comunicação social durante a visita à Grande Feira do Livro 2026, que a democratização do acesso ao conhecimento exige não só a promoção da leitura, mas também o investimento em internet gratuita e na disponibilização de livros digitais, ferramentas essenciais para ultrapassar os desafios da condição arquipelágica de Cabo Verde e garantir que o saber chegue ao maior número possível de jovens.

“Leitura é conhecimento, conhecimento é crescimento”, frisou a Presidente da República Interina, ao justificar a necessidade de apostar no acesso digital como solução inovadora de promoção da leitura, para complementar a distribuição física e ampliar o alcance da educação.

A Presidente da República Interina lembrou que a aposta na educação tem sido, desde a independência, uma das grandes ferramentas que transformaram Cabo Verde numa história de sucesso em vários domínios.

Hopffer Almada reforçou ainda que iniciativas como a Grande Feira do Livro são determinantes para consolidar esse caminho, ao mesmo tempo que promovem os autores nacionais e incentivam a participação das escolas e comunidades.

A edição 2026 da Feira decorre até 17 de outubro, na Cidade da Praia, sob o lema “Herança Literária”, reunindo mais de 20 mil obras, escritores de Cabo Verde, Portugal, Moçambique e Guiné-Bissau, além de debates e conferências internacionais sobre diásporas, identidades e mobilidades no espaço transatlântico.

Distribuído pelo Grupo APO para Presidência da República de Cabo Verde.

Cabo Verde: Presidente da República Interina recebe Rotary Internacional

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A Presidente da República Interina, Janira Hopffer Almada, recebeu na manhã desta quarta‑feira, 14 de outubro de 2026, o Governador do Distrito 9101 do Rotary International, Baidy Dieng, acompanhado por Neusa Silva, Assistente do Governador em Cabo Verde, e Nélido Silva, Presidente do Rotary Club Maria Pia.  

Na audiência, foram apresentados os projetos que o Rotary Internacional pretende desenvolver em Cabo Verde, com destaque para iniciativas de caráter social e comunitário. O Governador sublinhou o papel das mulheres nos clubes rotários e a importância de maior articulação com municípios e instituições locais, valorizando ainda a estabilidade do país como fator que potencia o impacto das intervenções.  

Por sua vez, a Presidente da República Interina destacou a necessidade de se trabalhar em parceria e promover uma forte articulação com instituições que atuam na área social, de forma a maximizar os resultados e potenciar a eficácia das ações.

Hopffer Almada manifestou a sua disponibilidade para apoiar o Rotary Internacional nas articulações necessárias e na identificação das áreas prioritárias de intervenção, reafirmando a importância da cooperação para o desenvolvimento de Cabo Verde.

Distribuído pelo Grupo APO para Presidência da República de Cabo Verde.

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V20: Cabo Verde reforça oportunidades de financiamento para a resiliência climática e o desenvolvimento sustentável

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Cabo Verde, enquanto Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento particularmente vulnerável aos efeitos das alterações climáticas, encontra no V20 uma plataforma estratégica para reforçar a mobilização de financiamento climático, promover investimentos resilientes e defender melhores condições de acesso aos recursos internacionais.

Integrado no Climate Vulnerable Forum (CVF), o V20 (Vulnerable Twenty Group of Ministers of Finance) reúne os ministros das Finanças dos países mais vulneráveis aos impactos climáticos e visa fortalecer a cooperação financeira, promover a justiça climática e facilitar o acesso a recursos para o desenvolvimento sustentável e resiliente.

A participação de Cabo Verde no V20, desde 2025, assume particular importância face aos desafios climáticos que condicionam o desenvolvimento nacional, nomeadamente a seca, a escassez de recursos hídricos, os fenómenos meteorológicos extremos, a erosão costeira e a subida do nível médio do mar. Estes riscos afetam setores estratégicos como a agricultura, o turismo, os transportes e a gestão dos recursos hídricos, reforçando a necessidade de mobilizar recursos financeiros e técnicos para fortalecer a capacidade de adaptação e a resiliência climática do país.

Neste contexto, o V20 representa uma oportunidade para Cabo Verde melhorar o acesso a financiamento concecional, reduzir os custos de financiamento associados à sua vulnerabilidade climática e mobilizar investimentos para projetos estruturantes nas áreas da água, das energias renováveis, da proteção costeira e das infraestruturas resilientes. A participação ativa do país poderá igualmente favorecer a preparação de um Plano de Prosperidade Climática (Climate Prosperity Plan – CPP) e o aproveitamento de mecanismos como o Vulnerability to Viability (V2V) Compact, alinhando a ação climática com as prioridades nacionais de desenvolvimento sustentável.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

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