Fome diminui no mundo, mas sobe na África e na Ásia Ocidental

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Brasil deixa o Mapa da Fome da FAO após recuperar ganhos em segurança nutricional; relatório de várias agências da ONU confirma que preços dos alimentos aumentaram em 2024 em todo o globo.

Cerca de 8,2% da população global poderá ter enfrentado fome em 2024, segundo o relatório “Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo”, Sofi.

O total que corresponde a 673 milhões de pessoas revela uma redução em relação aos 8,5% de habitantes do planeta, registrados em 2023, e 8,7% em 2022.

Queda da desnutrição no Brasil

Uma das novidades do estudo é a queda da desnutrição no Brasil para menos de 2,5%, o limite para inclusão de um país no Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO. Com isso, o país volta a sair do Mapa da Fome da FAO, uma conquista realizada em 2014, mas que depois retrocedeu.

Entre 2001 e 2003, a média da desnutrição no país foi de 3,9% da população total.

Em contraste com a evolução global, apenas uma pequena parcela dos brasileiros conseguiu manter uma dieta saudável, de um pico de 29,8% em 2021 para 23,7% em 2024.

O Sofi é preparado anualmente pela Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, FAO, o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Fida, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, o Programa Mundial de Alimentos, WFP, e a Organização Mundial da Saúde OMS.

Qualidade e quantidade de alimentos

A insegurança alimentar grave acontece quando as pessoas ficam sem comida ou passam um dia ou mais sem comer. A situação é definida como moderada quando a qualidade ou a quantidade de alimentos é baixa e há incerteza sobre a capacidade de acesso às refeições.

De forma geral, o relatório Sofi alerta que os preços dos alimentos aumentaram globalmente em 2024.

O progresso global na segurança alimentar é impulsionado por uma melhoria notável no Sudeste Asiático, no Sul da Ásia e na América do Sul. Em contraste, a fome aumenta de forma contínua na maioria das sub-regiões da África e na Ásia Ocidental.”

O relatório observa que a insegurança alimentar moderada ou grave diminuiu gradualmente desde 2021. O problema foi vivido por 28% da população global em 2024, embora as taxas estejam aumentando na África.

Alimentação nutritiva

Apesar da alta de custos médios de uma alimentação saudável devido à alta dos preços da comida, o relatório revela que o total de pessoas que não podem pagar por uma alimentação nutritiva baixou de 2,76 bilhões em 2019 para 2,6 bilhões no ano passado.

O relatório aponta ainda disparidades globais crescentes: menos pessoas na África, em economias de baixa renda e em países de baixa e média renda, exceto a Índia, poderiam pagar por uma alimentação saudável em 2024 ao contrário de há cinco anos.

Os autores do estudo destacam que países e comunidades de baixa renda sofrem o impacto da fome, da insegurança alimentar e da desnutrição e são afetados de forma desproporcional pela inflação dos preços dos alimentos.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

Missão da Nações Unidas (ONU) indignada com assassinato de 49 cristãos na República Democrática do Congo (RDC)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Grupo que participava de um culto em Ituri, no leste do país, foi atacado por integrantes do grupo armado ADF; casas e lojas também foram incendidas e outros civis sequestrados na ofensiva.

A Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, RD Congo, Monusco, reagiu com indignação a um ataque contra um grupo de cristãos que participavam de um culto pela madrugada, conhecido como vigília, na província de Ituri, no leste do país africano.

Segundo a Monusco, pelo menos 49 civis foram mortos por integrantes do grupo armado Forças Democráticas Aliadas, ADF.

Monusco aumentou patrulhas

Dentre as vítimas fatais, havia nove crianças. A igreja está localizada na cidade de Komanda.

Agências de notícas informaram que a maioria das vítimas foi atacada com facões.

Os autores incendiaram casas e lojas e sequestraram outros civis. Para a Monusco, este é um crime hediondo de violência que viola o direito internacional humanitário e os direitos humanos.

Na semana passada, a Missão da ONU já havia condenado o ressurgimento da violência após um outro ataque da ADF, no início deste mês, que matou 47 pessoas.

Em coordenação com as autoridades locais, a Monusco está apoiando as famílias das vítimas incluindo com a organização de enterros e a prestação de cuidados médicos aos feridos.

A Missão está redobrando medidas de segurança dentro e ao redor do local do ataque com mais patrulhamento.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

Construção do Hospital Nacional de Cabo Verde deve arrancar no primeiro trimestre de 2026

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Governo assinalou hoje, na Praia, o arranque do processo de construção do Primeiro Hospital de raíz no nosso país, com a apresentação do projecto que irá nascer na zona de Achada Limpo, perto do Hospital Agostinho Neto e do Aeroporto internacional.

“Estamos a cumprir o programa do Governo e a responder a uma necessidade do país: dotar Cabo Verde de um hospital de referência, construído de raiz, primeiro depois da independência, moderno, com tecnologia avançada e recursos humanos qualificados e especializados integrados no Sistema Nacional de Saúde”, anunciou esta manhã, o Primeiro Ministro.

“Deve ser também um espaço de inovação, qualificação e acesso a tecnologias ao serviço da medicina mais avançada, incluindo a inteligência artificial”. Referiu Ulisses Correia e Silva, adiantando que este novo hospital será de referência internacional, com capacidade para reduzir evacuações ao exterior e prestar cuidados especializados aos cabo-verdianos e residentes no país, à nossa diáspora e também a cidadãos da África Lusófona e Ocidental. “Estará preparado para acolher turistas de saúde ou turistas que visitam Cabo Verde, com uma gestão exigente, eficaz e sustentável”, sublinhou.

“Chegámos até aqui com muito trabalho técnico e consistente. Está tudo pensado: modelo de financiamento, gestão, localização e formação de recursos humanos”, disse, acrescentando que irá ter uma gestão que garanta bom desempenho a todos os níveis: clínico, económico, financeiro e sustentabilidade, idênticos àqueles que são aplicados em qualquer hospital bem gerido do mundo.

“Está a acontecer. E vai concretizar-se. Praia e Cabo Verde vão ter, finalmente, o seu Hospital Nacional de referência”, concluiu.

A primeira fase deste hospital está orçada em cerca de 180 milhões de dólares, devendo ocupar uma área de 20 mil metros quadrados e contará inicialmente com 44 camas – 15 em cardiologia, 10 oncologia vascular, 7 para internamento geral privadas e 12 camas de cuidados intensivos, para além de 20 gabinetes ambulatórios, 4 blocos cirúrgicos e 01 angiografia/fluoroscopia.

Para além destas, esta unidade de saúde contará igualmente com competências adicionais, nomeadamente hospital de dia, consultas externas, atendimentos emergentes programados e farmácia.

O hospital completo será edificado numa área total de 30 mil metros quadrados, com 118 camas para diferentes enfermarias.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Cabo Verde: XVI Conferência Ministerial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprofunda compromisso dos Estados-membros nos domínios da Juventude e do Desporto

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Governo de Cabo Verde, através do Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro para a Juventude e Desporto, Carlos Monteiro, participou na “XVI Conferência de Ministros da Juventude e Desporto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” (CMJD-CPLP), realizada a 27 de julho, em Díli, República Democrática de Timor-Leste.

A sessão constituiu um marco relevante na consolidação da cooperação multilateral lusófona nos domínios da juventude e do desporto, culminando na aprovação da “Declaração de Díli sobre Integridade no Desporto”, instrumento orientador de uma agenda comum de desenvolvimento humano, com enfoque na juventude e na promoção de práticas desportivas íntegras.

No domínio da juventude, a cimeira assinalou o lançamento oficial da Década da Juventude da CPLP (2026/2036), uma iniciativa estruturante que visa posicionar os jovens como eixo central da cooperação entre os Estados-membros. Destacou-se ainda a criação do projeto “CPLPédia Jovem”, orientado para o reforço da produção e partilha de conhecimento no espaço lusófono.

No plano das iniciativas de mobilização juvenil, Cabo Verde acolherá, em 2026, dois eventos de grande relevo: a XI Bienal de Jovens Criadores e o III Parlamento Juvenil da CPLP, reafirmando o papel do país como anfitrião ativo e comprometido com a dinamização da juventude da Comunidade.

Na área do desporto, foi aprovada a Declaração de Díli sobre Integridade no Desporto, que reforça compromissos políticos firmes no combate à manipulação de competições e na promoção de uma cultura desportiva assente em princípios éticos. Ficou igualmente determinado o reforço do “Plano de Ética no Desporto da CPLP”, prevendo-se o arranque da sua terceira fase.

A Conferência sublinhou ainda o papel do desporto como instrumento promotor da coesão social, da igualdade e dos valores cívicos no seio nos países de língua portuguesa.

Por fim, ficou confirmada a realização da XVII Conferência de Ministros da Juventude e Desporto da CPLP em Cabo Verde, prevista para a primeira quinzena de novembro de 2026, constituindo um reconhecimento do contributo do país para o fortalecimento da diplomacia juvenil e desportiva no espaço da CPLP.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Conselho Nacional de Medicamento reunido para validação da Lista Nacional do Medicamento (CNM) com mais de 300 novas formas farmacêuticas

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A reunião teve início hoje, 28 de julho, e irá decorrer até 30 de julho, tendo por objetivo principal analisar e validar as propostas de atualização/revisão da Lista Nacional dos Medicamentos, que já vem sendo trabalhada desde 2022 pelo Comité Técnico-Científico, sendo que a última LNM em vigor é de 2009.

Segundo o Ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, que presidiu a abertura do Conselho Nacional do Medicamento, trata-se de uma atualização de fundo, que incorpora mais de 300 novas formas farmacêuticas e mais de 500 dosagens, incluindo uma atenção especial às necessidades pediátricas e às doenças que mais afetam os cabo-verdianos.

“Vamos aqui propor a introdução de mais de 300 novas formas farmacêuticas e mais de 500 novas dosagens. Este não é um número vazio ou friamente calculado, mas um número que deve ser próximo e humano, pois cada um desses medicamentos e cada uma dessas dosagens representa a possibilidade de um tratamento mais adequado, mais eficaz e mais acessível a todos.”

São medicamentos novos introduzidos que tiveram em conta, por exemplo, os que vivem com doenças crónicas: os hipertensos, os diabéticos, os que lutam contra o cancro, a tuberculose, o HIV, as doenças renais, cuidados paliativos, os que enfrentam emergências médicas e aqueles que buscam ajuda para superar a dependência do álcool e de outras substâncias, saúde mental, entre outras áreas.

“Para todos eles, a nova lista significa uma melhoria substancial na sua qualidade de vida, um alívio ou uma nova esperança”, referiu o Ministro, assegurando que a nova proposta está profundamente ancorada nos dados epidemiológicos nacionais e nas boas práticas internacionais.

Com esta nova revisão, propõe-se a introdução de novos medicamentos, no sentido de garantir maior acessibilidade dos utentes aos tratamentos.

O Conselho Nacional de Medicamentos é o órgão de acompanhamento do Serviço Nacional de Saúde e de consulta do membro do Governo responsável pela área da saúde, em matéria de formulação e de execução da Política Farmacêutica Nacional. É presidido pelo membro do Governo responsável pela área da saúde, com a faculdade de delegar esta função no Diretor do Gabinete para Assuntos Farmacêuticos.

O CNM tem a seguinte composição:

  1. O membro do Governo responsável pela área da Saúde, que preside, podendo delegar a função no Diretor do GAF;

  2. O Diretor do GAF;

  3. O Diretor Nacional da Saúde;

  4. Os Diretores Clínicos dos Hospitais Centrais;

  5. Os Diretores dos Serviços Farmacêuticos dos Hospitais Centrais;

  6. Um médico da atenção primária, designado pelo Diretor Nacional da Saúde;

  7. Um técnico do GAF, designado pelo Diretor do GAF;

  8. Um representante da ERIS;

  9. Um representante da Ordem dos Farmacêuticos;

  10. Um representante da Ordem dos Médicos;

  11. O Comité Técnico-Científico.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Uganda lança o processo Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) 3.0, reafirmando o seu compromisso com a ação e ambição climáticas

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Governo do Uganda, com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org), lançou a atualização da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Uganda e deu início ao processo de desenvolvimento da NDC 3.0.

O lançamento, realizado num workshop inicial no Sheraton Hotel, em Kampala, a 15 de julho de 2025, representa um passo importante na agenda de ação climática do Uganda, alinhando os esforços nacionais com os resultados do primeiro balanço global ao abrigo do Acordo de Paris. O seu objetivo é reforçar a ambição climática do Uganda, abordando simultaneamente as principais prioridades nacionais.

O workshop contou com a participação de várias partes interessadas, incluindo altos funcionários do governo, parceiros de desenvolvimento, organizações da sociedade civil e membros do meio académico. As sessões apresentaram uma visão geral do roteiro NDC 3.0 do Uganda, delineando as próximas etapas: avaliar a implementação da atualização das NDC de 2021, identificar prioridades emergentes, refinar metas, calcular o custo de novos compromissos e preparar planos de investimento financiáveis para apoiar a implementação.

No seu discurso de abertura, a Dra. Josephine Ngure, Diretora Nacional em exercício do Banco Africano de Desenvolvimento para o Uganda, sublinhou a importância do envolvimento inclusivo das partes interessadas no processo do NDC.

“Ao adoptarmos o relatório inicial para fazer o balanço da implementação actualizada das NDC do Uganda e dar início à preparação para as NDC 3.0, sinto-me encorajada pela forte participação de líderes governamentais, parceiros de desenvolvimento, atores do setor privado, sociedade civil e universidades. Esta abordagem inclusiva é fundamental para garantir que as NDC 3.0 sejam ambiciosas, exequíveis e prontos a serem financiadas”, afirmou.

O Dr. Anthony Nyong, Diretor do Departamento de Alterações Climáticas e Crescimento Verde do Banco, salientou a importância do evento. “As NDC de qualidade fomentarão a credibilidade e a transparência no aumento da ambição em matéria de financiamento do clima e de outros meios de implementação”, observou. 

O reforço da capacidade técnica dos países membros regionais está no centro da Estratégia para as Alterações Climáticas e o Crescimento Verde 2010-2030 do Banco Africano de Desenvolvimento. O levantamento da atualização das NDC do Uganda é financiado pelo Fundo Fiduciário Multidoadores do Fundo Africano para as Alterações Climáticas.

O Dr. Alfred Okot Okidi, Secretário Permanente do Ministério da Água e do Ambiente, reafirmou a liderança do Uganda na ação climática e a importância de desenvolver as NDC com grau de investimento. 

“O nosso objetivo é desenvolver NDC com grau de investimento que sejam implementáveis e rastreáveis. O nosso foco está na adaptação, na criação de empregos verdes e na segurança para o futuro da próxima geração”, afirmou. Também apelou ao setor privado para que se empenhe ativamente, citando as vastas oportunidades integradas no processo das NDC.

Os participantes analisaram o projeto de relatório inicial elaborado pela empresa de consultoria independente HEAT GmbH e discutiram um conjunto proposto de indicadores nacionais para orientar o exercício de balanço. As discussões centraram-se no acompanhamento do progresso da implementação, na identificação de lacunas de dados e de capacitação e no alinhamento dos objetivos climáticos do Uganda com as suas aspirações de desenvolvimento a longo prazo.

O workshop adotou o projeto de relatório inicial, identificou áreas-chave para aperfeiçoamento e recomendou uma campanha vigorosa para sensibilizar o público para o processo NDC 3.0. O Uganda reafirmou o seu compromisso de desenvolver NDC robustas, inclusivas e acionáveis que integrem estratégias de adaptação, mitigação e financiamento.

Com este lançamento, o Uganda está a tomar medidas decisivas para apresentar o seu terceiro projeto de NDC ao abrigo do Acordo de Paris, reforçando o seu compromisso com um futuro de baixas emissões e resiliente ao clima, em conformidade com a Visão 2040. 

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Sonia Borrini
Departamento de Comunicação e Relações Externas
s.borrini@afdb.org

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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“A Autoridade Aeronáutica Militar que hoje celebramos é o resultado de anos de reflexão estratégica, de estudos especializados, consultas técnicas e diálogo interinstitucional, conduzidos com rigor, visão e sentido de Estado” – Janine Lélis

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Ao intervir no Seminário sobre a “Aeronáutica Integrada: Sinergias entre a Aviação Militar e Aviação Civil para o Desenvolvimento Sustentável e a Segurança Nacional“, a Ministra da Defesa Nacional, Janine Lélis defendeu que “a criação desta Autoridade (AAM) representa “mais do que um novo órgão na estrutura nacional de defesa”, mas que “ela simboliza um salto qualitativo na forma como concebemos, organizamos e gerimos o espaço aéreo de interesse militar e estratégico da nossa Nação”.

Ao falar da Autoridade Aeronáutica Militar, a Ministra disse que “a aquisição do King Air para o cumprimento de missões militares, constituiu uma medida operacional” e “para dar resposta às necessidades específicas de defesa e segurança”, representou “o início da Atividade Aeronáutica Militar, tendo ressaltado o apoio da Agência da Aviação Civil neste processo”.

Falou da necessidade da criação de uma “Autoridade Aeronáutica Militar, voltada para a organização, regulação e supervisão permanentes da atividade aeronáutica no âmbito militar, com o objetivo de garantir segurança, eficácia e alinhamento com as normas e objetivos do Estado”.

Igualmente mencionou o papel integrador e coordenador da AAM, “respeitando as especificidades operacionais dos dois Ramos das Forças Armadas, impondo normas, padrões e boas práticas, que fortalecem a interoperabilidade e a eficiência do sistema nacional de defesa aérea”.

O Seminário sobre a “Aeronáutica Integrada: Sinergias entre a Aviação Militar e Aviação Civil para o Desenvolvimento Sustentável e a Segurança Nacional “é o primeiro realizado no quadro da criação da Autoridade Aeronáutica Militar, tendo como oradores, o Coronel Carlos Paulos, Subchefe do Gabinete da Autoridade Aeronáutica Nacional de Portugal, o Major Brigadeiro Luiz Ricardo Nascimento,  Diretor da Agência Nacional de Aviação Civil do Brasil (ANAC) e o Professor Doutor João do Monte Duarte, Reitor da Universidade Técnica do Atlântico (UTA).

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Não mais oportunidades perdidas: Fortalecimento das relações comerciais e do investimento entre África e as Caraíbas numa era de perturbações no comércio mundial (Por Pamela Coke-Hamilton e Benedict Oramah)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Por Pamela Coke-Hamilton, Diretora Executiva, Centro de Comércio Internacional e Benedict Oramah, Presidente e Presidente do Conselho de Administração, Afreximbank (www.Afreximbank.com).

A quota das exportações bilaterais entre África e as Caraíbas, embora tenham uma longa história comum, nunca ultrapassou os 6%, de acordo com um estudo do ITC e do Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank), deixando uma grande margem para um crescimento de até 2,1 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos, de acordo com novos estudos. A chave para este crescimento é a adição de valor em setores prioritários, tais como minerais, produtos alimentares transformados, produtos manufaturados, transportes, viagens e indústrias criativas.  

Vivemos momentos de incerteza.

Numa era marcada pela incerteza económica global, tensões geopolíticas e cadeias de abastecimento fragmentadas, África e as Caraíbas estão num momento crítico.

A maioria dos países caribenhos enfrenta agora uma tarifa geral de 10% (http://apo-opa.co/455uBCM) sobre os bens exportados para o seu maior parceiro comercial, os Estados Unidos, que absorvem 40% do total das suas exportações. As chamadas tarifas recíprocas sobre os países africanos (http://apo-opa.co/4lIyzZ7) variam entre 10% e 50%, com o Lesoto a enfrentar a tarifa mais elevada de todos os parceiros comerciais dos EUA, anulando as preferências concedidas através da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA). 

Estes são desafios reais, especialmente para as empresas mais pequenas, que têm de se adaptar em pouco tempo e, muitas vezes, com recursos escassos. Mas há igualmente perspectivas promissoras no horizonte – se nos atrevermos a tirar proveito delas.

África, por exemplo, está agora a avançar para a implementação plena e acelerada do Acordo de Criação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), provavelmente a maior decisão tomada pelos Chefes de Governo africanos em seis décadas. Este tratado tem o poder não só de revolucionar o comércio e o desenvolvimento africanos, mas também de dotar os países africanos de um maior poder de negociação nas arenas multilaterais, reforçando assim a sua capacidade colectiva para alterar os termos do comércio mundial. 

As Caraíbas, com as suas economias mais pequenas, remotas e dependentes das importações, são uma das regiões mais vulneráveis aos choques externos, sejam eles provenientes de aumentos tarifários, desastres provocados por factores climáticos ou perturbações na cadeia de abastecimento. No entanto, têm igualmente a oportunidade de investir na estabilidade e no crescimento económico a longo prazo, diversificando as exportações e os parceiros comerciais, transformando os produtos antes da exportação para reter mais valor e reforçando os laços comerciais a nível regional e internacional.

Apesar de muitos estarem a adoptar uma abordagem de espera para ver como será a próxima fase do comércio mundial, para África e as Caraíbas, esta é uma abordagem que nenhuma das duas regiões se pode dar ao luxo de adoptar. Com a longa história sociocultural partilhada pelas duas regiões, está na hora de forjar laços muito mais profundos através de um crescimento económico e desenvolvimento mutuamente benéficos e impulsionados pelo comércio – e servir de modelo de cooperação Sul-Sul que inspire outros a seguir os seus passos.

Investir no comércio inter-regional e de valor acrescentado

Apesar dos esforços de integração regional, o comércio entre África e as Caraíbas continua a ser mínimo. Os dados do CCI revelam que o comércio bilateral nunca ultrapassou 6% do total das exportações de qualquer uma das regiões. Na verdade, as exportações africanas para as caraíbas diminuíram desde 2014 e têm-se mantido próximas de 0,1% desde 2020, ao passo que as exportações das caraíbas para África continuam voláteis, passando de apenas 0,8% do total das exportações em 2020 para 2,3% em 2022.

Há uma margem de crescimento, dos actuais 729 milhões de dólares em comércio inter-regional para potencialmente 2,1 mil milhões de dólares nos próximos 5 anos, se as barreiras comerciais forem eliminadas e se forem feitos investimentos nos principais sectores.

Um corredor comercial formalizado poderia reduzir as divergências regulamentares e as barreiras não tarifárias. Por exemplo, os exportadores de rum das caraíbas enfrentam actualmente uma tarifa de 88% quando vendem para os mercados africanos, o que constitui uma barreira significativa ao crescimento.

No entanto, eliminar ou reduzir as barreiras comerciais não é suficiente.

O acesso ao comércio e ao financiamento do investimento é vital para explorar o grande potencial de crescimento inexplorado no comércio de produtos de valor acrescentado. Isto é fundamental para sectores prioritários como os minerais e metais, os produtos alimentares transformados e alimentos para animais, os produtos manufacturados, as viagens, os transportes e as indústrias criativas, em que as regiões têm vantagens comparativas e são possíveis sinergias. O comércio entre as regiões depende actualmente em grande medida de produtos não transformados, o que reflecte oportunidades perdidas em termos de colaboração industrial, inovação e diversificação económica.

A presença do Afreximbank na região, através da sua delegação em Barbados, criada há cerca de dois anos, deverá impulsionar significativamente o comércio entre as duas regiões. Isto é ainda mais reforçado pelo projecto em curso para criar o Centro de Comércio Africano do Afreximbank (AATC) e pela iniciativa de criar o CARICOM Eximbank, uma subsidiária do Afreximbank. Além disso, o Sistema de Pagamentos e Liquidação da CARICOM (CAPSS), que está a ser desenvolvido pelo Afreximbank e pelos bancos centrais da CARICOM, vai aprofundar e melhorar a eficiência dos pagamentos intra-CARICOM em moedas nacionais. Através da sua integração com o Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidação (PAPSS), o CAPSS vai acelerar a integração dos sistemas financeiros das duas regiões, impulsionando o comércio e os investimentos entre África e as Caraíbas.

Na economia criativa em rápido crescimento, por exemplo, ambas as regiões já têm tradições de longa data nos produtos têxteis, cerâmica e trabalhos em madeira, e podem aproveitar o seu património cultural comum. A colaboração entre designers, músicos e artistas africanos e caribenhos oferece igualmente um potencial significativo de crescimento.

O Creative Africa Nexus (CANEX) do Afreximbank destacou a moda, o design e o artesanato como uma cadeia de valor prioritária e duplicou o financiamento do programa de mil milhões de dólares para dois mil milhões de dólares para os próximos três anos, com o objectivo de fornecer infra-estruturas, financiamento e recursos para expandir as indústrias criativas africanas e da diáspora a nível mundial. O Banco está igualmente a desenvolver um fundo de capital privado de 500 milhões de dólares para apoiar os cineastas africanos. Estes esforços reflectem a ambição necessária para transformar as indústrias criativas em motores de crescimento global.

Eliminar Obstáculos

Para tirar proveito dessas oportunidades de crescimento económico, é necessário criar bases sólidas. Os principais obstáculos ao aumento do comércio entre África e as Caraíbas incluem a fragilidade das estruturas institucionais, as ineficiências logísticas e as lacunas em termos de infra-estruturas. Apesar da sua proximidade geográfica – apenas 2500 km (1600 milhas) separam as duas regiões – a falta de ligações directas de transporte e a fragilidade dos quadros regulamentares tornam o comércio entre as duas regiões difícil.

Infelizmente, a logística continua a ser um grande obstáculo. Dados do CCI revelam que 57% do potencial comercial não realizado decorre de desafios logísticos. Ambas as regiões têm uma classificação baixa no índice de logística, de acordo com o Banco Mundial, situando-se entre as mais baixas do mundo em termos de eficiência dos transportes. O investimento em infra-estruturas inter-regionais será fundamental, incluindo ligações marítimas e aéreas directas, melhoria dos portos e reforço das infra-estruturas digitais.

Por exemplo, o Afreximbank tem uma linha de crédito de 3 mil milhões de dólares para os países da CARICOM, destinada a impulsionar as infra-estruturas comerciais e a competitividade das pequenas empresas. Estes são os tipos de acordos que, quando replicados, fazem a diferença a longo prazo.

Capacitar as pequenas empresas para aproveitar o momento

Mas tudo isso pode ser em vão, a menos que as pequenas empresas de ambas as regiões tenham condições de agir e aproveitar essas oportunidades por conta própria. O Projecto de Fortalecimento das Relações Comerciais e do Investimento entre a África e as Caraíbas, uma iniciativa liderada pelo Afreximbank e pelo CCI, está a criar laços vitais entre os sectores privados de África e das Caraíbas. Este esforço ambicioso visa cultivar não só parcerias comerciais estratégicas, mas igualmente laços culturais. Em colaboração com a Organização do Sector Privado das Caraíbas e o Conselho Empresarial Africano, o projecto capacita ambas as regiões para descobrir oportunidades de negócio e estimular o intercâmbio entre empresas, abrindo caminho para uma sinergia dinâmica que eleve o panorama económico tanto de África como das Caraíbas.

As pequenas empresas são a espinha dorsal das economias africanas e caribenhas, mas continuam sub-representadas no comércio. A primeira Reunião Ministerial Global das Pequenas e Médias Empresas foi organizada pelo CCI e pelo Governo da África do Sul em Joanesburgo este mês, no ano da presidência sul-africana do G20, que posicionou as pequenas empresas como importantes actores na reforma do comércio mundial. O Afreximbank possibilitou a participação de 15 ministros, 10 de África e cinco das Caraíbas. Dias depois, o Fórum de Comércio e Investimento de África e das Caraíbas (ACTIF) terá início em St. George’s, Grenada, de 28 a 30 de Julho de 2025, onde continuarão os trabalhos para aumentar o comércio e o investimento entre as duas regiões. Para participar, aceda a https://ACTIF2025.com.

A nossa aliança é mais do que uma simples resposta à incerteza global; é um plano para um comércio inclusivo, resiliente e orientado para as oportunidades no Século XXI. Juntos, África e as Caraíbas podem apresentar o comércio Sul-Sul como uma solução numa época de grandes mudanças.

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

Governo entrega prémios a 30 projetos finalistas do II BootCamp IMPACTAR

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Governo de Cabo Verde, através do Ministério da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, realizou esta sexta-feira, 25 de julho, a cerimónia de premiação dos 30 projetos finalistas do II BootCamp IMPACTAR, num evento que teve lugar no salão de conferências da Universidade de Santiago, Campus da Praia.

Presidida pelo Ministro Fernando Elísio Freire, a cerimónia contou ainda com a presença de representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), UNICEF, UNFPA e demais parceiros do projeto.

O programa IMPACTAR resulta de uma parceria estratégica entre o Governo, a sociedade civil (através do Business Incubation Center – BIC), o setor privado (We Care) e parceiros de desenvolvimento, como o PNUD. A iniciativa visa promover o empreendedorismo social como ferramenta de inclusão e combate à pobreza, especialmente entre mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade.

Nesta segunda edição participaram mais de 90 empreendedores de oito ilhas do país. Após um processo intensivo de capacitação, mentoria e orientação prática, foram selecionados 30 projetos, que receberam cheques-brinde no valor de 200.000 escudos cada, totalizando 6.000.000 escudos em prémios. Destaca-se o facto de 17 projetos serem liderados por mulheres, sinal claro do papel transformador da Economia Social e Solidária (ESS) na promoção da igualdade de género.

Na sua intervenção, o Ministro Fernando Elísio Freire sublinhou que “a maior política social é a que promove o emprego e o rendimento, pois é através deles que se conquista a dignidade humana”. Destacou ainda a importância da economia social como forma de chegar às comunidades onde, por vezes, o Estado e o setor privado não conseguem atuar com a mesma eficácia.

O Ministro reafirmou o compromisso do Governo em criar mecanismos específicos de apoio à economia social e solidária, nomeadamente a nível da segurança social e da fiscalidade, para permitir uma maior sustentabilidade das iniciativas empreendedoras.

Por fim, dirigiu palavras de encorajamento aos 30 promotores premiados, apelando ao esforço individual e à perseverança: “O sucesso não depende apenas do Governo ou das leis, mas do esforço de cada um. Que agarrem esta oportunidade com determinação, porque só se deseja sorte a quem trabalha”.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Lançado o VI Recenseamento Geral da Agricultura em Cabo Verde

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministério da Agricultura e Ambiente, lançou hoje, 25 de julho, o VI Recenseamento Geral da Agricultura, a maior operação estatística do setor agrícola no país, que marca o compromisso do Governo com uma agricultura mais moderna, sustentável e resiliente às mudanças climáticas. O RGA está orçado em cerca de 170 mil contos, e conta com o apoio técnico e institucional da FAO, do Banco Mundial e do Instituto Nacional de Estatística.

Este recenseamento visa recolher dados atualizados e exaustivos sobre a realidade agrícola nacional, desde a produção no sequeiro e regadio, à pecuária, florestas, organizações agrícolas, mão-de-obra e condições de vida no meio rural.

Conforme avançou o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, no seu discurso de abertura, o último recenseamento, realizado em 2015, revelou uma agricultura altamente dependente da chuva e caracterizada por pequenas explorações familiares. Desde então, muito mudou no país e no mundo. Hoje, enfrentamos desafios ainda mais complexos: a escassez de água, a degradação dos solos e os efeitos das alterações climáticas exigem respostas com base em dados atualizados e rigorosos.

“O Governo decidiu avançar com este novo recenseamento para sabermos onde estamos e para onde devemos ir. Vamos identificar as fragilidades e as potencialidades do setor, mapear as zonas com menor acesso à irrigação, medir o impacto das políticas públicas implementadas, e, sobretudo, preparar o terreno para políticas agrícolas mais eficientes e inclusivas”.

Este exercício será também a base para a criação de um Sistema Permanente de Inquéritos Agrícolas Integrados, que permitirá um acompanhamento contínuo da evolução da agricultura cabo-verdiana e uma resposta mais rápida aos desafios do setor.

O Ministro terminou apelando ao envolvimento de todos, agricultores, criadores de gado, técnicos e parceiros, para que contribuam com rigor e confiança neste processo.

Os dados recolhidos serão confidenciais e usados exclusivamente para fortalecer a agricultura nacional e melhorar a vida das famílias que vivem do campo.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.