Cabo Verde: Projeto de Empoderamento e Autonomia Económica das Mulheres e Jovens encerra com balanço positivo e novas medidas para a inclusão

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O Ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, presidiu esta quinta-feira, 3 de julho, à cerimónia de encerramento do projeto “Promover o Empoderamento e a Autonomia Económica das Mulheres e Jovens”.

Trata-se de uma iniciativa financiada pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, implementada pelo Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), sob a tutela do Ministério da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social.

Ao longo de três anos, o projeto permitiu formar e capacitar mais de 500 mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade, contribuindo para a sua inserção socioprofissional. Através da formação, do estímulo ao empreendedorismo, da formalização das relações laborais e da valorização do trabalho de cuidados, a iniciativa constituiu um instrumento relevante de promoção da autonomia económica e da inclusão social.

Durante a sua intervenção, o Ministro sublinhou que garantir a independência financeira das mulheres é uma condição fundamental para o desenvolvimento sustentável e equitativo do país.

“Metade da população cabo-verdiana é composta por mulheres. Não há país que se desenvolva excluindo metade dos seus cidadãos. A autonomia económica é essencial para garantir igualdade de oportunidades e inclusão real”, afirmou.

Fernando Elísio Freire reforçou ainda que a concretização da igualdade de género exige uma transformação cultural contínua, sustentada em ações efetivas.

“Temos a legislação, os instrumentos e a vontade política. Mas a igualdade só se alcança com o compromisso de cada um de nós, nas nossas escolhas, atitudes e na forma como educamos”, destacou.

O governante anunciou também um conjunto de medidas que visam reforçar os direitos das famílias, em particular das mulheres cuidadoras e das pessoas em situação de maior fragilidade. Entre as propostas apresentadas, salientou-se a revisão do regime do subsídio de doença, que eliminará o limite de idade para os cuidadores de pessoas com deficiência ou necessidades especiais, assegurando assim o acesso ao apoio sempre que necessário.

“Uma pessoa com deficiência precisa de cuidados a vida inteira, independentemente da idade. Por isso, quem cuida deve ter o mesmo direito ao apoio, em qualquer fase”, defendeu.

Foi igualmente anunciado o reforço do Sistema Nacional de Cuidados com a mobilização de mais de 60 cuidadores comunitários distribuídos por todos os municípios do país para prestar apoio a crianças, idosos e pessoas com deficiência. A revisão do Código Laboral está em curso e prevê a introdução de um subsídio de desemprego e medidas específicas para a valorização do trabalho doméstico.

O Ministro realçou também o empenho do Governo na eliminação das desigualdades salariais.

“Ainda existem casos de remuneração desigual entre homens e mulheres para funções idênticas. Vamos reforçar a fiscalização para garantir que trabalho igual seja sempre pago de forma igual”, assegurou.

Entre as outras medidas em desenvolvimento, destacou-se a ampliação do acesso ao crédito por meio do Banco Jovem Mulher, a implementação de políticas públicas que promovem a conciliação entre a vida profissional e familiar e o reforço das ações de combate à violência baseada no género.

Fernando Elísio Freire afirmou que o encerramento do projeto representa, na verdade, o início de uma nova etapa centrada no aprofundamento das políticas de inclusão, justiça social e igualdade de oportunidades.

“Não estamos a fechar um ciclo, estamos a iniciar outro. O sucesso destas mulheres e destes jovens depende agora da sua própria força, da sua persistência e da sua capacidade de aproveitar as oportunidades”, frisou.

Durante o evento foram também apresentados três marcos estruturantes para a dignificação e regulamentação do trabalho doméstico. A Plataforma Digital do Trabalho Doméstico, o Guia do Trabalho Doméstico – Direitos e Deveres, em versão revista e ampliada, e a proposta de Regulamentação da Profissão de Trabalhadora Doméstica, que será submetida ao Conselho de Ministros.

O Ministro concluiu com um apelo à responsabilidade coletiva.

“O Estado tem a obrigação de criar condições de igualdade, mas a mudança só se concretiza com o envolvimento de todos. Queremos uma sociedade justa, inclusiva e com oportunidades reais para todas e todos”

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Ministro Gilberto Silva reafirma compromisso de Cabo Verde com segurança alimentar na Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)

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44.ª Conferência da FAO – Ministro da Agricultura e Ambiente apresenta visão de Cabo Verde para sistemas alimentares resilientes na Reunião Ministerial de Alto Nível da FAO, sob o tema: “Da Vulnerabilidade à Resiliência – Fortalecendo a Segurança Alimentar e Melhorando os Meios de Subsistência em Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, Países Menos Desenvolvidos e Países em Desenvolvimento em Litoral”.

Na sua intervenção na plenária da 44.ª Conferência da FAO, o Ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, reafirmou o compromisso de Cabo Verde com o fortalecimento da segurança alimentar, tanto a nível nacional como global.

Num contexto internacional marcado por conflitos, mudanças climáticas e choques económicos, o Ministro destacou os desafios específicos enfrentados pelos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID), como Cabo Verde — desde a elevada dependência de importações até à escassez de recursos naturais.

Apesar disso, o país tem adotado medidas estruturantes para tornar o seu sistema alimentar mais resiliente, incluindo: investimentos em irrigação e dessalinização com energias renováveis; apoio financeiro à produção agrícola local; educação alimentar nas escolas e reforço da alimentação escolar; aprovação da Lei do Direito à Alimentação Adequada; e criação de um sistema nacional de informação sobre segurança alimentar.

O Ministro anunciou ainda a elaboração de uma nova Estratégia Nacional para o Sistema Alimentar, com foco na governança, sustentabilidade e envolvimento das comunidades.

À margem da conferência, o Ministro reuniu-se também com o Diretor-Geral da FAO, com vista a reforçar a cooperação entre Cabo Verde e a organização.

Com solidariedade internacional e ação coordenada, Cabo Verde acredita que é possível garantir dietas saudáveis, sustentáveis e acessíveis para todos.

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Reformulação do Programa Soldado Cidadão: “Nós queremos reforçar a capacidade dos jovens para a empregabilidade, mas também oferecer uma opção enquanto estão a prestar o Serviço Militar Obrigatório” – Janine Lélis

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Esta garantia foi manifestada pela Ministra de Estado e da Defesa Nacional, Janine Lélis, na visita realizada esta quarta-feira, 2 de julho de 2025, ao Centro de Emprego e Formação Profissional da Variante, no quadro da reestruturação do PSC, que segundo a mesma vai no sentido de “aumentar o nível de acesso, a capacitação e a qualificação profissional dos militares enquanto prestam o serviço militar obrigatório”.

Segundo a Ministra Janine Lélis “essa reformulação consiste em aumentar o número de vagas disponíveis, portanto aumentar o acesso para fazer uma reforma mais abrangente possível aos que prestam o serviço militar obrigatório, mas também àqueles que concluindo o serviço militar obrigatório têm até dois anos ainda, para entrar no sistema de qualificação.

“Esse reforço também passa pela integração em número maior das escolas de formação dentro daquilo que é o catálogo nacional de qualificação, significando que nós vamos formar em função das necessidades do país para garantirmos mais empregabilidade”, assegurou.

Em termos de gestão, as regiões passam a ter pontos focais para interagir e ajudar a planificação com o Gestor do Programa e, ao “alargar esse leque para os que prestam serviço militar até depois de dois anos“, está-se “a permitir que em todas as ilhas, se possa fazer formação através dos centros de formação e qualificação profissional”.

Segundo a Ministra da Defesa Nacional “também já não se coloca a questão do financiamento, porque o próprio Fundo do Emprego e Qualificação vai garantir esse financiamento”.

A Ministra Janine Lélis volta a realçar que “o serviço militar obrigatório é essencial para o país e para as Forças Armadas” e tendo a consciência dos problemas, “estamos a trabalhar um conjunto de ações para motivar e empoderar mais esse serviço”.

Nesta visita à Ministra de Estado e da Defesa Nacional, esteve acompanhada do Presidente do IEFP, Paulo Santos e do Gestor do Programa Soldado Cidadão, Major Hernane Ribeiro.

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Desert to Power: a produção independente de eletricidade no Sahel dá um passo decisivo na 5.ª reunião ministerial

Os representantes de seis países membros da Iniciativa Desert to Power aprovaram, a 30 de junho de 2025, em Ouagadougou, documentos estratégicos essenciais para estimular a produção independente de eletricidade no Sahel, por ocasião da 5.ª reunião ministerial relativa à iniciativa liderada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org). 

A reunião foi presidida por Yacouba Zabré Gouba, ministro da Energia, Minas e Carreiras do Burquina Faso, na presença dos ministros da Energia do Djibuti, Níger e Chade, bem como de representantes dos seus homólogos do Mali e da Mauritânia. 

Este encontro importante permitiu fazer um balanço dos progressos realizados na implementação da Iniciativa Desert to Power e aprovar dois documentos estratégicos essenciais: o Protocolo Comum para os Produtores Independentes de Eletricidade (PIE) e a Estratégia de Promoção de Mini-Redes Verdes. 

O Protocolo Comum ‘PIE’, elaborado em estreita colaboração com o grupo de trabalho Desert to Power e o Mecanismo Africano de Apoio Jurídico (ALSF), estabelece princípios e documentos normalizados para facilitar o desenvolvimento de centrais solares em grande escala no âmbito de parcerias público-privadas (PPP). O objetivo da estratégia das mini-redes é definir um quadro para acelerar a sua implementação e incentivar a participação. 

Os ministros saudaram os progressos significativos da Iniciativa, nomeadamente a implementação de mais de quinze projetos, dos quais os primeiros já estão operacionais. Salientaram igualmente a importância dos esforços de reforço da capacitação. 

Os intercâmbios prosseguiram no âmbito de um workshop técnico sobre modelação financeira, com o objetivo de reforçar as ferramentas de análise financeira para a viabilidade das empresas nacionais de eletricidade do Sahel. A participação ativa dos diretores-gerais e diretores financeiros das empresas nacionais de eletricidade neste encontro sublinha o enraizamento operacional da iniciativa. 

Agradecendo ao Banco Africano de Desenvolvimento pelo apoio prestado aos países presentes através da Iniciativa Desert to Power, o Sr. Gouba salientou que “este encontro deu-nos um novo começo; temos de redobrar os nossos esforços e trabalhar em sinergia para alcançar os objetivos fixados”. 

Kevin Kariuki, vice-presidente responsável pela Eletricidade, Energia, Clima e Crescimento Verde do Banco Africano de Desenvolvimento, felicitou os ministros, observando que o Protocolo Comum validado constitui uma alavanca importante para acelerar o desenvolvimento de projetos solares financiados pelo setor privado em benefício da população do Sahel. Também exortou os países a aproveitarem a Missão 300, um esforço ousado entre o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Mundial que visa fornecer acesso à eletricidade a mais 300 milhões de pessoas em África até 2030, para impulsionar o acesso universal à eletricidade nos seus respetivos países. “A Missão 300 é um movimento baseado em ações coordenadas, liderança política comprometida e execução focada, no qual não podemos deixar nenhum país de fora”, afirmou. 

À margem dos trabalhos, os participantes realizaram uma visita de campo à central fotovoltaica de Gonsin, a noroeste da capital do Burquina Faso, Ouagadougou. Esta central, com uma capacidade instalada de 42 MWp, realizada no âmbito da Iniciativa Desert to Power, dispõe de um sistema de armazenamento de dez megawatts, ilustrando perfeitamente os resultados concretos e o impacto da Iniciativa no Burquina Faso. 

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

Sobre a Iniciativa Desert to Power:
Lançada em 2019 pelo Banco Africano de Desenvolvimento, a Iniciativa Desert to Power visa explorar o potencial solar de onze países do Sahel (Burquina Faso, Chade, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal e Sudão) através de investimentos na produção solar e no acesso à eletricidade. A iniciativa visa produzir dez gigawatts de energia solar para abastecer 250 milhões de pessoas que ainda não têm acesso à eletricidade no Sahel. 

Sobre o Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Benvinda Levi Confere Posse a Cinco Gestores de Instituições de Estado

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A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, conferiu posse a cinco gestores de instituições do Estado moçambicano, em Maputo, a quem incumbiu a missão de pautar por uma direcção orientada para resultados. Os novos dirigentes são Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Autoridade Nacional de Educação (ANEP), Samuel Samo Gudo e Directores-Gerais dos Institutos Nacionais, de Desenvolvimento da Educação (INDE) Lurdes Matavele Nakala; de Educação à Distância (INED) Sérgio Cossa; das Indústrias Culturais e Criativas (INICC) Roberto Dove; e do Fundo Nacional de Investigação (FNI) Florêncio Maulano.

Falando na cerimónia de tomada de posse a governante recomendou aos recém-empossados para privilegiar o diálogo e apostem, cada vez mais, na coordenação estratégica com outras entidades públicas e privadas. ”No cumprimento das novas funções que passam a assumir, esperamos que cada um de vós assegure uma gestão adequada e criteriosa dos recursos humanos, materiais e financeiros que serão colocados à disposição da instituição”.

A Primeira-Ministra explicou que é visão, do governo de Moçambique que o subsistema de educação profissional tem que ser capaz de formar uma força de trabalho moçambicana tecnicamente qualificada, dotada de cultura de trabalho e espírito empreendedor. Benvinda Levi fez questão de frisar que a acção governativa estabelece como uma das prioridades, assegurar uma educação profissional, técnica e vocacional de qualidade, assente em padrões de competência e que responda às necessidades, especificidades e exigências do mercado de trabalho.

A governante disse ainda que para o sucesso desta missão é importante que, no dia-a-dia dos empossados, privilegiem o trabalho em equipa e valorizem os conhecimentos e experiências dos funcionários que vão encontrar nas instituições que passam a dirigir.

Distribuído pelo Grupo APO para Portal do Governo de Moçambique.

Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) do Pessoal Médico e de Enfermagem promulgado pelo Presidente da República

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Os Decretos-Leis que aprovam o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) do pessoal médico e do pessoal de enfermagem foram promulgados, esta quarta-feira, pelo Presidente da República.

O Ministério da Saúde congratula-se com esta promulgação, pois, assim, estão criadas as condições para as próximas etapas deste processo, que visa a valorização dos profissionais de saúde — processo que abrange não apenas médicos e enfermeiros, mas também outras classes profissionais que integram o sistema nacional de saúde.

O Ministério da Saúde informa que estão em andamento, e em fase final, os Planos de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) de outras classes profissionais da saúde, nomeadamente o PCFR dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, o PCFR dos Auxiliares de Saúde e o PCFR do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP).

O Ministério da Saúde procedeu à revisão das carreiras médica e de enfermagem, em conformidade com o PCFR do pessoal do regime geral da Administração Pública e com a Lei de Bases do Emprego Público.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Violência no Oriente Médio e Norte da África desloca 1 criança a cada 5 segundos

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Pelo menos 12,2 milhões de crianças foram mortas, mutiladas ou deslocadas em conflitos no Oriente Médio e Norte da África, em menos de 2 anos.  Neste mesmo período, 20 mil foram mortas pela violência de conflitos e guerras.

O número equivale a um menor deslocado a cada cinco segundos e um morto ou mutilado a cada 15 minutos. O total de crianças mutiladas ultrapassa 400 mil.

Cicatrizes psicológicas

O diretor regional do Unicef para o Oriente Médio e Norte da África, Edouard Beigbeder, lembra que metade dos 220 milhões de crianças da região vive em países afetados por conflitos.

Ela afirma que esse número não pode subir mais. Beigbeder lembra que acabar com a violência pelo bem das crianças não é opcional, “mas uma urgência e o único caminho para um mundo melhor.”

Hoje, quase 110 milhões de menores no Oriente Médio e no Norte da África são obrigados a enfrentar a violência diariamente com cicatrizes psicológicas que podem durar toda a vida. Suas casas, escolas e instalações de saúde estão sendo destruídas.

Constante pressão financeira

O Unicef afirma que pelo menos 45 milhões de menores, somente este ano, precisarão de assistência humanitária na região devido a riscos que ameaçam suas vidas, uma subida de 41% desde 2020.

Enquanto isso, a agência enfrenta grandes déficits de financiamento em suas operações no Oriente Médio e Norte da África. Em maio, a Síria tinha um déficit de 78% no financiamento. Já os Territórios Palestinos têm um déficit de 68% para seus apelos de 2025.

Os programas regionais do Unicef também estão sob crescente pressão financeira.

Para a agência da ONU, o financiamento na região pode diminuir de 20% a 25%, resultando potencialmente em uma perda de até US$ 370 milhões.

Vacinação e doenças mortais

Isso colocaria em risco programas que salvam vidas, incluindo tratamento para desnutrição grave, produção de água potável em zonas de conflito e vacinação contra doenças mortais.

A agência da ONU voltou a apelar a todas as partes que acabem com os conflitos e respeitem o direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e os direitos humanos.

Os Estados-membros com influência na região também devem convencer os atores regionais a defender a paz e a proteger as crianças.

A análise baseia-se em números documentados sobre casos de crianças mortas, feridas ou deslocadas desde setembro de 2023 em países como Irã, Israel, Líbano, Territórios Palestions, Sudão, Síria e Iêmen, e em dados da Divisão de População da ONU.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

De 2017 a 2025, o Governo de Cabo Verde já transferiu mais de 200 milhões de escudos cabo-verdianos às duas sociedades gestoras de direitos de autor e direitos conexos

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De setembro de 2017 (data da primeira transferência da TCECP) ao 1º trimestre de 2025a Sociedade Cabo-verdiana de Autores (SOCA) e a Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) receberam um montante global de 224.436.184.00 ECV (duzentos e vinte e quatro milhões, quatrocentos e trinta e seis mil, cento e oitenta e quatro escudos cabo-verdianos) relativamente à Taxa de Compensação Equitativa pela Cópia Privada (TCECP).

A Taxa de Compensação Equitativa pela Cópia Privada tem por base a consignação de receitas sobre importação de máquinas e aparelhos para a contribuição para a cultura.

Estas receitas, conforme a Lei n.º 118/VIII/2016, Artigo 10º, devem ser revertidas para os criadores e artistas.

A cobrança das receitas é efetuada através da Direção-geral das Alfândegas (Artigo 9º) e transferidos trimestralmente, pela entidade cobradora, ao Fundo Autónomo de Apoio à Cultura e Indústrias Criativas (FAACIC), mediante depósito em conta no tesouro (artigo 10º n.2).

Em 2017, a SOCA e a SCM assinaram um protocolo com o MCIC da primeira transferência do valor monetário respetivamente à de cobrança feita no primeiro semestre daquele ano no âmbito da lei de TCECP, num valor total de cinco milhões, setecentos e noventa e dois mil duzentos e seis escudos (5.796.206).

Neste protocolo, as duas sociedades comprometeram-se a receber o montante relativo à Taxa de Compensação Equitativa pela Cópia Privada e distribuir entre os associados e cooperadores (Cláusula 2ª; objeto, alínea i).

Desta feita, em setembro de 2017 a SCM e a SOCA receberam, pela primeira vez na história de Cabo Verde, um valor referente aos direitos de autor e direitos conexos, conforme a Lei estipula.

Desde esta altura, e sem prejuízo de nenhuma das partes, que o Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas vem transferindo às duas sociedades, com periodicidade os devidos valores, salvo em 2024 devido à suspensão decretada após uma auditoria realizada pelo Ministério das Finanças.

Em 2024 foram transferidos para as duas sociedades um montante global de 40 milhões, 330 mil e 214 escudos cabo-verdianos relativa à TCECP.

Por cada um dos 3 primeiros trimestres de 2024 foram distribuídos 5 milhões, 926 mil e 542 escudos a cada uma das sociedades, perfazendo um total global de 17 milhões, 779 mil e 626 escudos cabo-verdianos e a transferência do 4º trimestre, feita em fevereiro de 2025 foi de 2 milhões, 385 mil e 481 escudos cabo-verdianos.

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Cabo Verde – Ministro Elísio Freire apela ao envolvimento de toda a sociedade na prevenção da violência sexual contra crianças: “Cada um de nós tem a responsabilidade de proteger”

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O Ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, presidiu esta terça-feira, 1 de julho, à sessão de abertura do Atelier Formativo destinado às Associações Comunitárias da Praia, sob o tema “Prevenção e Combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes no Contexto Comunitário”.

A iniciativa, promovida pelo Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) em parceria com a UNICEF, decorre entre os dias 1 e 4 de julho, no âmbito da Jornada Nacional “NÓS FERIA PROTEGIDA” e do Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes 2025.

Na sua intervenção, o Ministro Elísio Freire sublinhou a urgência de uma mobilização coletiva contra este tipo de violência, realçando que a responsabilidade é de todos.

“Temos uma legislação moderna, sim. Temos justiça que persegue e pune os violadores, sim. Mas não chega. A escola, a comunidade, a igreja, a família, cada um de nós tem a responsabilidade de proteger, de cuidar, de denunciar e, acima de tudo, de prevenir.”

O Ministro destacou ainda que este atelier formativo representa uma ação concreta para dar voz às comunidades e criar redes de proteção eficazes.

“Esta formação é muito importante. Porque vocês são os portadores da esperança. Da esperança de uma criança que sabe que não será violada porque a sua comunidade está atenta, a família está atenta e porque sabe que tem um país atento.”

A formação junta mais de 60 representantes de associações comunitárias da Praia, com o objetivo de reforçar capacidades na prevenção, identificação e denúncia de casos de violência sexual, garantir férias escolares seguras e consolidar redes locais de proteção da infância.

O Governo de Cabo Verde reafirma, assim, o seu compromisso com a tolerância zero à violência sexual infantil, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente a meta 16.2, e com o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS II).

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“Centro de Alto Rendimento Desportivo marca novo capítulo no desporto da ilha do Sal” – Ministro Carlos Monteiro

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Foi apresentado ontem, 1 de julho, na cidade de Espargos, ilha do Sal, o projeto do Centro de Alto Rendimento Desportivo (CARD), dedicado aos desportos de combate. A nova infraestrutura será instalada nas instalações do Comando da 2.ª Região Militar, fruto de um protocolo celebrado entre o Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) e as Forças Armadas de Cabo Verde.

O acordo visa reforçar a cooperação institucional entre as duas entidades, estabelecendo os termos e condições para a cedência e partilha de infraestruturas desportivas militares, no âmbito da implementação do programa CARD, promovido pelo IDJ.

Presente na cerimónia, o Ministro para a Juventude e Desporto, Carlos Monteiro, destacou a importância estratégica deste investimento, orçado em cerca de 30 mil contos, para o desenvolvimento do desporto de alto rendimento no país.

“O investimento no CARD faz todo o sentido. O desporto tem de estar ligado à ciência. Queremos identificar talentos, proporcionar melhores condições aos nossos atletas e capacitar os treinadores com ferramentas que permitam elevar o nível do treino e da performance desportiva”, afirmou o Ministro.

Carlos Monteiro enalteceu ainda o papel central das Forças Armadas como parceiras estratégicas no desenvolvimento do desporto, sobretudo no subsistema do desporto militar, sublinhando que “esta colaboração com as Forças Armadas tem sido profícua. Acreditamos que mais campeões nacionais poderão emergir do desporto militar”.

O futuro CARD contará com diversas valências técnicas e funcionais, à semelhança de centros de alto rendimento noutros países que apostaram no trabalho de base como pilar essencial para um desenvolvimento desportivo sustentável.

A criação do centro permitirá reforçar a ligação com a comunidade desportiva local e criar novas oportunidades para jovens atletas, oferecendo-lhes condições para seguirem uma carreira desportiva a nível nacional e internacional.

A implementação do centro de alto rendimento na ilha do Sal, após os de Santiago e São Vicente, representa um passo estratégico na consolidação do sistema desportivo nacional, traduzindo-se no fortalecimento de programas de alto rendimento e na abertura de novos caminhos para o talento jovem cabo-verdiano.

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