Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) do Pessoal Médico e de Enfermagem promulgado pelo Presidente da República

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Os Decretos-Leis que aprovam o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) do pessoal médico e do pessoal de enfermagem foram promulgados, esta quarta-feira, pelo Presidente da República.

O Ministério da Saúde congratula-se com esta promulgação, pois, assim, estão criadas as condições para as próximas etapas deste processo, que visa a valorização dos profissionais de saúde — processo que abrange não apenas médicos e enfermeiros, mas também outras classes profissionais que integram o sistema nacional de saúde.

O Ministério da Saúde informa que estão em andamento, e em fase final, os Planos de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) de outras classes profissionais da saúde, nomeadamente o PCFR dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, o PCFR dos Auxiliares de Saúde e o PCFR do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP).

O Ministério da Saúde procedeu à revisão das carreiras médica e de enfermagem, em conformidade com o PCFR do pessoal do regime geral da Administração Pública e com a Lei de Bases do Emprego Público.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Violência no Oriente Médio e Norte da África desloca 1 criança a cada 5 segundos

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Pelo menos 12,2 milhões de crianças foram mortas, mutiladas ou deslocadas em conflitos no Oriente Médio e Norte da África, em menos de 2 anos.  Neste mesmo período, 20 mil foram mortas pela violência de conflitos e guerras.

O número equivale a um menor deslocado a cada cinco segundos e um morto ou mutilado a cada 15 minutos. O total de crianças mutiladas ultrapassa 400 mil.

Cicatrizes psicológicas

O diretor regional do Unicef para o Oriente Médio e Norte da África, Edouard Beigbeder, lembra que metade dos 220 milhões de crianças da região vive em países afetados por conflitos.

Ela afirma que esse número não pode subir mais. Beigbeder lembra que acabar com a violência pelo bem das crianças não é opcional, “mas uma urgência e o único caminho para um mundo melhor.”

Hoje, quase 110 milhões de menores no Oriente Médio e no Norte da África são obrigados a enfrentar a violência diariamente com cicatrizes psicológicas que podem durar toda a vida. Suas casas, escolas e instalações de saúde estão sendo destruídas.

Constante pressão financeira

O Unicef afirma que pelo menos 45 milhões de menores, somente este ano, precisarão de assistência humanitária na região devido a riscos que ameaçam suas vidas, uma subida de 41% desde 2020.

Enquanto isso, a agência enfrenta grandes déficits de financiamento em suas operações no Oriente Médio e Norte da África. Em maio, a Síria tinha um déficit de 78% no financiamento. Já os Territórios Palestinos têm um déficit de 68% para seus apelos de 2025.

Os programas regionais do Unicef também estão sob crescente pressão financeira.

Para a agência da ONU, o financiamento na região pode diminuir de 20% a 25%, resultando potencialmente em uma perda de até US$ 370 milhões.

Vacinação e doenças mortais

Isso colocaria em risco programas que salvam vidas, incluindo tratamento para desnutrição grave, produção de água potável em zonas de conflito e vacinação contra doenças mortais.

A agência da ONU voltou a apelar a todas as partes que acabem com os conflitos e respeitem o direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e os direitos humanos.

Os Estados-membros com influência na região também devem convencer os atores regionais a defender a paz e a proteger as crianças.

A análise baseia-se em números documentados sobre casos de crianças mortas, feridas ou deslocadas desde setembro de 2023 em países como Irã, Israel, Líbano, Territórios Palestions, Sudão, Síria e Iêmen, e em dados da Divisão de População da ONU.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

De 2017 a 2025, o Governo de Cabo Verde já transferiu mais de 200 milhões de escudos cabo-verdianos às duas sociedades gestoras de direitos de autor e direitos conexos

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De setembro de 2017 (data da primeira transferência da TCECP) ao 1º trimestre de 2025a Sociedade Cabo-verdiana de Autores (SOCA) e a Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) receberam um montante global de 224.436.184.00 ECV (duzentos e vinte e quatro milhões, quatrocentos e trinta e seis mil, cento e oitenta e quatro escudos cabo-verdianos) relativamente à Taxa de Compensação Equitativa pela Cópia Privada (TCECP).

A Taxa de Compensação Equitativa pela Cópia Privada tem por base a consignação de receitas sobre importação de máquinas e aparelhos para a contribuição para a cultura.

Estas receitas, conforme a Lei n.º 118/VIII/2016, Artigo 10º, devem ser revertidas para os criadores e artistas.

A cobrança das receitas é efetuada através da Direção-geral das Alfândegas (Artigo 9º) e transferidos trimestralmente, pela entidade cobradora, ao Fundo Autónomo de Apoio à Cultura e Indústrias Criativas (FAACIC), mediante depósito em conta no tesouro (artigo 10º n.2).

Em 2017, a SOCA e a SCM assinaram um protocolo com o MCIC da primeira transferência do valor monetário respetivamente à de cobrança feita no primeiro semestre daquele ano no âmbito da lei de TCECP, num valor total de cinco milhões, setecentos e noventa e dois mil duzentos e seis escudos (5.796.206).

Neste protocolo, as duas sociedades comprometeram-se a receber o montante relativo à Taxa de Compensação Equitativa pela Cópia Privada e distribuir entre os associados e cooperadores (Cláusula 2ª; objeto, alínea i).

Desta feita, em setembro de 2017 a SCM e a SOCA receberam, pela primeira vez na história de Cabo Verde, um valor referente aos direitos de autor e direitos conexos, conforme a Lei estipula.

Desde esta altura, e sem prejuízo de nenhuma das partes, que o Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas vem transferindo às duas sociedades, com periodicidade os devidos valores, salvo em 2024 devido à suspensão decretada após uma auditoria realizada pelo Ministério das Finanças.

Em 2024 foram transferidos para as duas sociedades um montante global de 40 milhões, 330 mil e 214 escudos cabo-verdianos relativa à TCECP.

Por cada um dos 3 primeiros trimestres de 2024 foram distribuídos 5 milhões, 926 mil e 542 escudos a cada uma das sociedades, perfazendo um total global de 17 milhões, 779 mil e 626 escudos cabo-verdianos e a transferência do 4º trimestre, feita em fevereiro de 2025 foi de 2 milhões, 385 mil e 481 escudos cabo-verdianos.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Cabo Verde – Ministro Elísio Freire apela ao envolvimento de toda a sociedade na prevenção da violência sexual contra crianças: “Cada um de nós tem a responsabilidade de proteger”

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O Ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, presidiu esta terça-feira, 1 de julho, à sessão de abertura do Atelier Formativo destinado às Associações Comunitárias da Praia, sob o tema “Prevenção e Combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes no Contexto Comunitário”.

A iniciativa, promovida pelo Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) em parceria com a UNICEF, decorre entre os dias 1 e 4 de julho, no âmbito da Jornada Nacional “NÓS FERIA PROTEGIDA” e do Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes 2025.

Na sua intervenção, o Ministro Elísio Freire sublinhou a urgência de uma mobilização coletiva contra este tipo de violência, realçando que a responsabilidade é de todos.

“Temos uma legislação moderna, sim. Temos justiça que persegue e pune os violadores, sim. Mas não chega. A escola, a comunidade, a igreja, a família, cada um de nós tem a responsabilidade de proteger, de cuidar, de denunciar e, acima de tudo, de prevenir.”

O Ministro destacou ainda que este atelier formativo representa uma ação concreta para dar voz às comunidades e criar redes de proteção eficazes.

“Esta formação é muito importante. Porque vocês são os portadores da esperança. Da esperança de uma criança que sabe que não será violada porque a sua comunidade está atenta, a família está atenta e porque sabe que tem um país atento.”

A formação junta mais de 60 representantes de associações comunitárias da Praia, com o objetivo de reforçar capacidades na prevenção, identificação e denúncia de casos de violência sexual, garantir férias escolares seguras e consolidar redes locais de proteção da infância.

O Governo de Cabo Verde reafirma, assim, o seu compromisso com a tolerância zero à violência sexual infantil, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente a meta 16.2, e com o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS II).

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

“Centro de Alto Rendimento Desportivo marca novo capítulo no desporto da ilha do Sal” – Ministro Carlos Monteiro

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Foi apresentado ontem, 1 de julho, na cidade de Espargos, ilha do Sal, o projeto do Centro de Alto Rendimento Desportivo (CARD), dedicado aos desportos de combate. A nova infraestrutura será instalada nas instalações do Comando da 2.ª Região Militar, fruto de um protocolo celebrado entre o Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) e as Forças Armadas de Cabo Verde.

O acordo visa reforçar a cooperação institucional entre as duas entidades, estabelecendo os termos e condições para a cedência e partilha de infraestruturas desportivas militares, no âmbito da implementação do programa CARD, promovido pelo IDJ.

Presente na cerimónia, o Ministro para a Juventude e Desporto, Carlos Monteiro, destacou a importância estratégica deste investimento, orçado em cerca de 30 mil contos, para o desenvolvimento do desporto de alto rendimento no país.

“O investimento no CARD faz todo o sentido. O desporto tem de estar ligado à ciência. Queremos identificar talentos, proporcionar melhores condições aos nossos atletas e capacitar os treinadores com ferramentas que permitam elevar o nível do treino e da performance desportiva”, afirmou o Ministro.

Carlos Monteiro enalteceu ainda o papel central das Forças Armadas como parceiras estratégicas no desenvolvimento do desporto, sobretudo no subsistema do desporto militar, sublinhando que “esta colaboração com as Forças Armadas tem sido profícua. Acreditamos que mais campeões nacionais poderão emergir do desporto militar”.

O futuro CARD contará com diversas valências técnicas e funcionais, à semelhança de centros de alto rendimento noutros países que apostaram no trabalho de base como pilar essencial para um desenvolvimento desportivo sustentável.

A criação do centro permitirá reforçar a ligação com a comunidade desportiva local e criar novas oportunidades para jovens atletas, oferecendo-lhes condições para seguirem uma carreira desportiva a nível nacional e internacional.

A implementação do centro de alto rendimento na ilha do Sal, após os de Santiago e São Vicente, representa um passo estratégico na consolidação do sistema desportivo nacional, traduzindo-se no fortalecimento de programas de alto rendimento e na abertura de novos caminhos para o talento jovem cabo-verdiano.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Comunicado: Governo declara situação de contingência em todo país, para prevenir e mitigar o potencial de risco de propagação da dengue e de reintrodução do paludismo

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A Resolução n.º 54/2025 de 01 de julho, publicado no Boletim Oficial desta terça-feira, dá conta que o Conselho de Ministros adotou esta medida, fundamentada na necessidade prevenir e mitigar o potencial de risco de propagação da dengue e de reintrodução do paludismo, em resultado da aproximação da época das chuvas e dos seus efeitos na proliferação dos vetores transmissores.

No exercício das suas competências, fundado no princípio de precaução em saúde pública, entende o Governo que se impõe a adoção de medidas preventivas especiais, visando prevenir o surgimento de uma nova epidemia de dengue no país, zelar pela saúde da população cabo-verdiana e salvaguardar os ganhos alcançados em matéria de saúde pública, resultantes da eliminação do paludismo.

Com esta declaração, o Governo vai implementar as seguintes medidas preventivas especiais, nomeadamente:

  1. Reforçar o grau de prontidão e a coordenação entre os serviços de proteção civil e de saúde pública;
  2. Prevenir riscos coletivos associados a doenças transmitidas por vetores;
  3. Mobilizar, de forma antecipada, recursos logísticos, financeiros e humanos para a realização de ações de controlo vetorial, vigilância epidemiológica e resposta em saúde;
  4. Ativar o Fundo Nacional de Emergência, com vista ao financiamento das ações de prevenção, incluindo o reforço de recursos humanos nas portas de entrada e nas equipas de terreno, de resposta no âmbito da proteção civil;
  5. Reforçar as equipas técnicas de vigilância e controlo nos centros de saúde e nas comunidades;
  6. Reforçar a vigilância epidemiológica nos portos e aeroportos do país, com especial atenção a casos suspeitos de dengue e paludismo;
  7. Implementar ações de limpeza, desinsetização e eliminação de criadouros nas zonas de risco;
  8. Realizar campanhas de mobilização social e de educação para a saúde, com foco na prevenção.

A Resolução determina ainda que o Ministério da Saúde, através das suas Delegacias, cabe coordenar a execução das medidas de saúde pública previstas na presente Resolução e o Ministério da Administração Interna, através do Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros, no âmbito das suas competências e atribuições, cabe emitir diretivas específicas relativas à atividade operacional dos agentes de proteção civil e, bem assim, gerir os meios e recursos alocados, nomeadamente no que respeita à logística de deslocações de pessoal operacional, transporte de equipamento e aquisição de meios.

Esta Declaração de Situação de Contingência Nacional tem a duração de três meses, a contar a partir do dia 01 de julho de 2025.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Gastronomia cabo-verdiana deve ser reconhecida como um pilar estratégico do desenvolvimento turístico, económico e cultural do país – Ministro José Sá Nogueira

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O Ministro do Turismo e Transportes, José Luís Sá Nogueira, sublinhou que a gastronomia cabo-verdiana deve ser reconhecida como um pilar estratégico do desenvolvimento turístico, económico e cultural do país.

A afirmação foi feita esta terça-feira, 1 de julho, na cerimónia de abertura da 1.ª Semana Internacional da Gastronomia Cabo-Verdiana (SIGCV), nas instalações da FIC – Cidade da Praia.

O evento, que decorre até o dia 6 de julho, insere-se nas comemorações do 50.º aniversário da independência nacional e no âmbito do Programa Operacional do Turismo (POT 2022–2026).

Na sua intervenção, o Ministro também destacou que pratos como a cachupa, o modje ou o grogue artesanal são mais do que receitas tradicionais — são expressões vivas da identidade, da história e da alma crioula de Cabo Verde.

O governante frisou que esta iniciativa tem como objetivo afirmar Cabo Verde como um destino gastronómico de excelência, reforçando a valorização dos produtos endógenos, o empoderamento dos pequenos produtores e a formação das novas gerações.

“A Semana Internacional da Gastronomia Cabo-Verdiana é mais do que um evento. É uma convocatória nacional à ação. Um compromisso com a sustentabilidade, a preservação cultural e a afirmação da nossa identidade no mundo”, declarou o Ministro.

O evento reúne chefs nacionais e internacionais, especialistas, estudantes, produtores e amantes da gastronomia em seis dias de workshops, showcookings, conferências, concursos e exposições que ligam tradição e inovação.

Para o Governo de Cabo Verde, esta semana representa uma aposta clara na diversificação da oferta turística, indo além do tradicional segmento “sol e praia” e colocando a autenticidade da cultura cabo-verdiana no centro das experiências turísticas.

A 1.ª Semana Internacional da Gastronomia Cabo-Verdiana é organizada pelo Ministério do Turismo e Transportes, em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (EHTCV) e a Associação dos Chefs de Cabo Verde e visa afirmar Cabo Verde como destino gastronómico de excelência, promovendo a inovação e a sustentabilidade no setor, além de reforçar a ligação entre turismo, cultura e economia local.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Chade: Banco Africano de Desenvolvimento reforça capacitação dos gestores de projetos

O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) organizou um workshop de reforço das capacidades institucionais e clínicas fiduciárias destinado aos gestores e outras partes interessadas dos projetos que financia no Chade. 

O workshop foi organizado de 23 a 26 de junho em N’Djamena pelo Instituto Africano de Desenvolvimento e pelos Departamentos de Serviços Fiduciários e Controlo Financeiro do Banco, em colaboração com o escritório nacional. Reuniu representantes de ministérios setoriais, da Autoridade dos Mercados Públicos, do Tribunal de Contas, bem como os coordenadores de projetos do Banco no Chade e as suas equipas – responsáveis administrativos e financeiros, contabilistas, responsáveis pelas aquisições e especialistas em acompanhamento e avaliação. 

Na abertura dos trabalhos, Ahmat Abderahim Abbo, secretário-geral responsável pela Economia e Planeamento no Ministério das Finanças, Orçamento, Economia, Planeamento e Cooperação Internacional, falou em nome do seu ministro da tutela, Tahir Hamid Nguilin, governador do Banco para o Chade. Exortou os participantes a aproveitarem ao máximo esta oportunidade, salientando a importância do workshop para melhorar o desempenho da carteira de projetos e contribuir para a obtenção dos objetivos de desenvolvimento do país. “Para a implementação eficaz do Plano Nacional de Desenvolvimento, todos os atores devem estar presentes”, apelou. 

O principal objetivo deste seminário foi capacitar os participantes para garantir o cumprimento das regras e procedimentos do Banco em áreas-chave como gestão financeira, desembolsos e aquisições. A ambição era melhorar a gestão dos projetos, otimizar as taxas de desembolso e reforçar o impacto das operações no desenvolvimento. 

“Esta formação baseia-se nas lições aprendidas com as anteriores revisões da carteira e nos Documentos de Estratégia Nacional, para identificar os problemas e corrigir as deficiências de capacidade que prejudicam o desempenho dos projetos”, explicou Claude N’Kodia, responsável interino do escritório nacional do Banco Africano de Desenvolvimento no Chade. 

O intercâmbio e a partilha de experiências permitiram identificar respostas concretas às dificuldades de implementação identificadas na última revisão da carteira no Chade. 

“O que retenho deste workshop é que a gestão do ciclo do projeto centrada nos resultados se divide em três fases principais: identificação e planeamento, elaboração e formulação, e acompanhamento e avaliação. Na nossa prática, deparamo-nos frequentemente com uma falta de clareza nos objetivos do projeto, a que se juntam problemas ambientais e de comunicação”, disse Chefou Habib Ahmat, contabilista do Projeto de Apoio ao Setor Energético (PASET). 

Para Patricia Baponwa Djong-Yang, especialista em contratação no Projeto de Apoio ao Desenvolvimento da Microfinanciamento (PDMFI/FI), “o que se destaca das nossas trocas é o facto de que os principais obstáculos provêm frequentemente de uma falta de comunicação e colaboração, bem como de uma gestão de riscos insuficiente. Como soluções concretas, identificámos a necessidade de elaborar planos de comunicação estruturados, desenvolver uma cultura de transparência e, sobretudo, implementar um acompanhamento rigoroso dos riscos. A experiência partilhada pelos outros participantes confirmou-me que é realmente necessário investir nestes aspetos para melhorar o desempenho dos nossos projetos”. 

Esta iniciativa insere-se na vontade do Banco Africano de Desenvolvimento de acompanhar os seus países membros regionais no reforço da sua capacitação técnica e institucional. Ao melhorar o domínio dos procedimentos e promover uma melhor coordenação entre as partes interessadas, o workshop deverá contribuir para uma implementação mais eficaz dos projetos e uma utilização otimizada dos recursos disponíveis.  

As recomendações formuladas no final dos trabalhos servirão de base para futuros apoios específicos em matéria de gestão de projetos no Chade.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contato para os media:  
Solange Kamuanga-Tossou
Departamento de Comunicação e Relações Externas – África Central
media@afdb.org

Sobre o Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Governo Aprova Regulamento do Sistema de Declaração de Património

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O Conselho de Ministros reunido na sua da 23ª sessão ordinária aprovou o regulamento do sistema de declaração de património, um documento que é imposto pela Lei de Probidade Pública, aprovada em Maio de 2024, pela Assembleia da República.

A Lei de Probidade Pública estabelece o dever de declarar património, acto que visa assegurar que todos servidores públicos que ocupam cargos de chefia, gestores e responsáveis, bem como todos aqueles, que pela natureza da sua profissão, actividade ou do local de trabalho, estão expostos a elevado risco para corrupção, enriquecimento ilícito, peculato, branqueamento e crimes afins, declarem o seu património.

Assim, o regulamento do sistema de declaração de património estabelece os procedimentos a observar na actuação das Comissões de Recepção e Verificação (CRV), bem como o processo de fiscalização da mesma comissão.

O regulamento actualiza o modelo da declaração de bens, em função das inovações trazidas pela lei de Probidade Pública, e funde em único diploma o conteúdo do decreto que aprova o modelo de declaração de património, e do decreto relativo ao procedimento de aplicação de sanções no âmbito do sistema de declaração de bens.

Na mesma sessão, o governo aprovou o decreto que estabelece o regime de perdão de multas e redução de juros de mora aos contribuintes e Trabalhadores por Conta Própria do sistema de segurança social obrigatória. O decreto abrange a todos os contribuintes vinculados ao sistema de segurança social obrigatória, que não tenham cumprido com a sua obrigação contributiva.

Ainda na mesma sessão, o Executivo aprovou a Estratégia de Desenvolvimento do Sector Postal 2025-2030, um documento que orienta as reformas para o desenvolvimento do sector postal, visando assegurar, nomeadamente, a modernização dos serviços postais para que a população disponha de serviços fiáveis, acessíveis e adequados em prol do desenvolvimento do país.

O instrumento visa igualmente, prestar o serviço postal universal; desenvolver os serviços financeiros postais; bem como implementar o endereçamento postal, quer físico, quer digital, e sua integração nas plataformas online, com o objectivo de facilitar a distribuição de objectos postais.

Por fim, o Conselho de Ministros aprovou o Plano Nacional de Acção para a Criança III 2025-2034 (PNAC III). O PNAC III tem como objectivos assegurar a promoção e protecção dos direitos da criança com base numa abordagem abrangente e participação multissectorial.

Além de definir um roteiro de acções e intervenções críticas integradas por várias partes interessadas no desenvolvimento da criança, e de identificar os principais indicadores e metas para avaliar o impacto das intervenções a realizar, o Plano delimita as formas de coordenação, financiamento, monitoria e avaliação a ser adoptadas na implementação, aprimorando o estabelecido no Plano anterior. (AIM)

Distribuído pelo Grupo APO para Portal do Governo de Moçambique.

Ecobank Group e Google Cloud anunciam parceria para acelerar a inclusão financeira e a inovação em toda a África

Ecobank (www.EcoBank.com), um dos principais grupos de serviços financeiros pan-africanos, e o Google Cloud anunciaram hoje uma colaboração inovadora com o objetivo de transformar os serviços financeiros por meio de análises avançadas e inteligência artificial (IA), impulsionando a capacitação digital em toda a África.

Com esta colaboração, a Ecobank pretende utilizar a tecnologia de ponta do Google Cloud para oferecer soluções inovadoras de pagamentos e remessas que sejam fluidas, seguras e universalmente acessíveis, capacitando indivíduos e empresas em todo o continente e além.

A colaboração concentrar-se-á na utilização das tecnologias avançadas e da IA do Google Cloud para reforçar as ofertas digitais da Ecobank e acelerar a transformação digital do banco.

O acordo de parceria foi concebido para capacitar os indivíduos, apoiar o crescimento das pequenas e médias empresas (PMEs) na região e contribuir para o desenvolvimento económico geral de África.

Esta parceria visa proporcionar benefícios substanciais:

Melhorar o acesso aos serviços financeiros: A colaboração procurará simplificar e agilizar as transferências de dinheiro, tanto a nível doméstico como transfronteiriço. Isto será possível graças à infraestrutura escalável do Google Cloud e às suas soluções avançadas de API, como o Apigee, com o objetivo de tornar as transações financeiras mais rápidas, acessíveis e disponíveis para mais pessoas — facilitando o apoio essencial às famílias e promovendo atividades comerciais mais fluídas para as empresas.

Capacitar as empresas africanas: Um dos principais objetivos da colaboração é encontrar formas de fortalecer o ecossistema empreendedor do continente. Ao aproveitar as capacidades do Google Cloud, incluindo a sua poderosa plataforma de análise de dados, o BigQuery, para obter insights orientados por IA, a Ecobank pretende desenvolver soluções que melhorem o acesso ao financiamento para as PME, simplifiquem a aceitação de pagamentos e ofereçam dados valiosos para ajudar as empresas a expandirem-se em mais de 33 países africanos.

Imaginar um sistema bancário digital fluido: A colaboração explorará a criação de plataformas bancárias digitais mais intuitivas e fáceis de usar, baseadas na infraestrutura global segura e escalável do Google Cloud e aprimoradas pelas tecnologias de IA do Google Cloud. Isso permitirá que os desenvolvedores e clientes da Ecobank se integrem facilmente nas plataformas do banco, através de uma API unificada e avançada, possibilitando a oferta de soluções financeiras inovadoras. Por exemplo, os parceiros fintech poderão fornecer facilmente serviços bancários essenciais como contas, pagamentos e crédito para transações integradas.

Personalizar soluções financeiras com responsabilidade: Com base nas análises de dados avançadas, na inteligência artificial e no machine learning do Google, e mantendo os mais altos padrões de privacidade e segurança de dados, a Ecobank procurará compreender e antecipar melhor as necessidades dos clientes. Isso permitirá desenvolver produtos e serviços financeiros mais relevantes e personalizados, incluindo opções de crédito, poupança e seguros adaptadas ao perfil de cada cliente.

Colaboração estratégica com especialistas: A equipa de Serviços Profissionais do Google Cloud oferecerá apoio técnico contínuo à Ecobank, garantindo a implementação eficaz da tecnologia e a realização bem-sucedida dos objetivos transformadores desta colaboração ao longo dos próximos anos.

Jeremy Awori, CEO do Grupo Ecobank, declarou:  “A nossa colaboração com o Google Cloud representa um grande avanço na jornada de transformação digital da Ecobank. Estamos entusiasmados em aproveitar a tecnologia de classe mundial do Google Cloud para desbloquear novas possibilidades de crescimento e expansão para indivíduos e empresas em toda a África. Esta colaboração simboliza a nossa intenção comum de construir um futuro mais conectado e financeiramente inclusivo para o continente.”

Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, afirmou: ” O Google Cloud e a Ecobank partilham a mesma visão de utilizar a tecnologia para promover a capacitação financeira de mais pessoas e empresas em África. Estamos ansiosos por explorar as formas como a nossa inteligência artificial de ponta, a nossa poderosa análise de dados e a nossa infraestrutura escalável podem apoiar os esforços da Ecobank para impulsionar o desenvolvimento económico e o futuro digital do continente

Este acordo simboliza um compromisso conjunto entre a Ecobank e a Google Cloud para explorar como o poder da tecnologia pode desbloquear novas oportunidades para os africanos e contribuir para um futuro digitalmente empoderado e economicamente vibrante para o continente.

A Ecobank e a Google Cloud irão explorar ativamente oportunidades para expandir ainda mais a sua colaboração, aproveitando o vasto potencial de outras soluções e serviços da Google.

Distribuído pelo Grupo APO para Ecobank Transnational Incorporated.

Contato para a Imprensa:
Para o Grupo Ecobank
Christiane Mbimbe Bossom
Comunicações do Grupo
Email: groupcorporatecomms@ecobank.com
Tel: +228 22 21 03 03

Sobre o Grupo Ecobank:
O Grupo Ecobank é o principal grupo bancário do setor privado pan-africano, com uma expertise incomparável em África. Opera em 35 países na África subsaariana, assim como em França, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e China. A sua rede pan-africana única oferece uma plataforma unificada para pagamentos, gestão de tesouraria, comércio e investimentos. O Grupo Ecobank emprega mais de 14.000 pessoas que atendem a mais de 32 milhões de clientes, oferecendo uma gama abrangente de produtos, serviços e soluções nos segmentos de Banca Pessoal, Comercial, Corporativa e de Investimento, através de múltiplos canais, incluindo os digitais. Para mais informações, visite www.EcoBank.com

Sobre o Google Cloud:
O Google Cloud é a nova forma de acessar a nuvem, oferecendo ferramentas de IA, infraestrutura, desenvolvimento, dados, segurança e colaboração, construídas para hoje e para o futuro. O Google Cloud disponibiliza uma poderosa pilha de IA totalmente integrada e otimizada, com infraestrutura em escala planetária, chips personalizados, modelos de IA generativa e plataforma de desenvolvimento, além de aplicações impulsionadas por IA, para ajudar organizações a se transformarem. Clientes em mais de 200 países e territórios confiam no Google Cloud como seu parceiro tecnológico de confiança.

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