Blood pressure rising: over 50% of Nigerians we tested had hypertension and over 65% didn’t know it

Source: The Conversation – Africa – By Amam Mbawkem, Professor of Medicine, University of Lagos

Hypertension – persistent high blood pressure – is one of the biggest contributors to strokes, heart failure and cardiac arrests. It claims more than 10 million lives every year worldwide. But it’s a largely treatable condition, manageable with relatively cheap medication and simple lifestyle changes.

That’s why detecting it early is so worthwhile.

In Nigeria, the burden of hypertension has been climbing for years. According to the World Health Organization, the prevalence of hypertension among Nigerian adults is about 36%.

The scale of the challenge became clearer when our team of cardiologists set up blood pressure testing stations in Lagos for three months in 2023. We set them up in hospitals, pharmacies, workplaces and public spaces across the city and tested as many as 1,500 adults who were passing us. The results were concerning.

Our findings show that 52.5% of those who tested had hypertension, and of those with hypertension, 65.3% had no idea their blood pressure was high. The care gap ran even deeper. Only 13.8% of the people we identified as hypertensive were taking medication for their condition, and just 8.3% had their blood pressure under control. Hypertension is blood pressure at 140/90 mmHg or above.

In a city of more than 20 million people, this meant that millions could be walking around unaware that they are living with a serious medical condition or not getting the care they need for it.

If Nigeria could reach the modest target of just 50% hypertension control, called for by the WHO and World Heart Federation, at least 75 million deaths globally might be prevented before 2050.

However, as our findings show, the first hurdle is to improve people’s awareness of their condition. Screening is central to this. If we can’t find the condition, we can’t treat it, especially in the early stages when a change of habits can still make a real difference.

Our findings underscore the need for sustained mass screening, improved access to affordable anti-hypertensive therapy, and stronger health systems to ensure that patients are not lost between diagnosis, treatment and successfully controlling their condition.


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From awareness to action

Worldwide, fewer than one in five people with hypertension have their blood pressure controlled. Our study shows some of the reasons for this.

When we interviewed participants in Lagos, 57.3% reported that they had to pay the full cost of their medication themselves, and more than one in five said that they only took their tablets when they felt they needed them.

When medication becomes a financial consideration, and when a month of pills competes with school fees or transport, it’s little surprise that adherence rates drop.

To an extent this is also a question of understanding and awareness. Of those on treatment, 64.6% said they took their medication regularly, while 22.4% took their tablets only when they felt they needed them, despite this being against clinical recommendations.

Adherence and prevalence partially reflects education levels. People with no formal schooling were around two and a half times more likely to fall into a higher blood pressure category.

Solutions

Most of what is needed already exists, and none of it is expensive. The medicines and the protocols already exist, set out in the World Health Organization’s HEARTS package. What has to change is where the care happens.

Nurses and primary healthcare workers can measure blood pressure, start treatment under protocol, refill prescriptions and spot the red flags that mean a patient should be referred, leaving the tertiary centres to handle the complications. Adding hypertension to a system that already exists costs far less than building a new one.

Awareness and prevention are key to improving Nigeria’s heart health. If a patient reaches me in a hospital, the system has already failed them. For what it costs to treat one heart attack, we could manage the risk factors of a great many people long before they ever need a cardiologist.


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Next steps

Nigeria was at the centre of the 2026 World Heart Day activities. The World Heart Federation partnered with the Nigerian Cardiac Society on a two-day conference in Abuja, including a secondary school debate and arts competition, a community walk, health screenings and CPR training (cardiopulmonary resuscitation).

The Nigerian Heart Foundation, CHDf Nigeria, and regional chapters of the Nigerian Cardiac Society are also running grassroots events elsewhere in the country, with a focus on improving awareness and providing community health services.

The World Heart Federation’s members around the world can only do so much, however. Systemic action is needed to tackle what is a global issue.

What is missing in Lagos, and across much of sub-Saharan Africa, is two-fold: access to screening, and access to treatment if hypertension is found. This is where systemic change is needed. Nigeria needs integrated health systems which reduce out-of-pocket costs, embed routine checks into primary care, and enable community health workers to screen, refer and follow up with patients.

There are proven and off-patent medications to control blood pressure. These should be made available at a reasonable cost.

– Blood pressure rising: over 50% of Nigerians we tested had hypertension and over 65% didn’t know it
– https://theconversation.com/blood-pressure-rising-over-50-of-nigerians-we-tested-had-hypertension-and-over-65-didnt-know-it-292931

Funcionários do Sector Concluem Formação em Marketing Digital e Inteligência Artificial (IA)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A formação, iniciada há quatro meses, abrangeu 187 funcionários do Sector, sendo 71 do MIREMPET, 116 dos serviços superintendidos e empresas do Sector.

Ao intervir, o Secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Corrêa Victor, enquadrou a iniciativa no “Roteiro para a Agenda de Transição Digital da Administração Pública 2022-2027” e no “Projecto de Simplificação de Procedimentos na Administração Pública 2.0”, tendo apelado aos formandos para transformarem o conhecimento em acção concreta.

“A formação termina hoje, mas a vossa missão começa agora. Sejam os embaixadores da inovação e os catalisadores da transição digital no exercício das vossas funções”.

O formador da London School of Digital Marketing, Marriott Lussengo, sublinhou que a formação foi além do Marketing Digital, com foco no uso responsável da Inteligência Artificial na comunicação e na gestão de projectos.

Na ocasião, a funcionária da Sonangol, Zaida da Silva, destacou a qualidade dos formadores e a aplicação prática dos conteúdos. “Apesar das nossas responsabilidades profissionais, os formadores conseguiram captar a nossa atenção e transmitir conhecimentos que colocámos em prática no dia-a-dia”, afirmou.

Já Dionai Cartaxo, profissional do MIREMPET, admitiu que tinha uma visão negativa da Inteligência Artificial, mas que passou a vê-la como uma ferramenta essencial. “Hoje, uso a IA em tudo o que faço, aliando a capacidade humana ao potencial da tecnologia”, disse.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

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Embaixador da China na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, participa na cerimónia de doação de medicamentos e equipamentos médicos do Governo chinês ao Governo da Guiné-Bissau e na abertura do Mês de Divulgação da Cultura da Medicina Tradicional Chinesa

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

No dia 16 de outubro, o Embaixador da China na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, participou na cerimónia de doação de medicamentos e equipamentos médicos do Governo chinês ao Governo da Guiné-Bissau, bem como na cerimónia de abertura do Mês de Divulgação da Cultura da Medicina Tradicional Chinesa, tendo proferido um discurso. Estiveram presentes o Ministro da Defesa Nacional da Guiné-Bissau, Major General Stive Lassana Massaly, o Ministro da Saúde Pública, Comodoro Quinhin Nantote, profissionais de saúde do Hospital de Amizade China-Guiné-Bissau e todos os membros da equipa médica chinesa.

O Embaixador Yang Renhuo salientou que este ano marca o 50.º aniversário do envio da primeira equipa médica chinesa para a Guiné-Bissau. A cooperação na área da saúde e a equipa médica chinesa tornaram-se uma marca de referência da cooperação entre a China e a Guiné-Bissau. A iniciativa do Mês de Divulgação da Cultura da Medicina Tradicional Chinesa constitui uma medida concreta para promover a implementação do Ano de Intercâmbios Interpessoais China-África, contribuindo para incentivar a aprendizagem mútua e o intercâmbio de experiências entre os dois países no domínio da medicina tradicional. A China está disposta a aprofundar a cooperação com a Guiné-Bissau na área da saúde e a trabalhar conjuntamente para promover a construção de uma comunidade China-África com um futuro partilhado  para a nova era sob todas as condições.

A parte guineense expressou os seus sinceros agradecimentos ao lado chinês pelo apoio prestado ao desenvolvimento do sector da saúde na Guiné-Bissau ao longo dos anos, reconheceu plenamente o trabalho da equipa médica chinesa e atribuiu a todos os seus membros o prémio «Contribuição de Excelência para a Cooperação na Área da Saúde».

Distribuído pelo Grupo APO para Embaixada da República Popular da China na República da Guiné-Bissau.

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Angola: Educação especial cresce 2.5 por cento em quatro anos

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O número de alunos matriculados no âmbito da Política Nacional de Educação Especial passou de 43.819, no ano lectivo 2022/2023, para 44.918 em 2025/2026, o que representa um crescimento de 2,5 por cento nos últimos quatro anos.

Os dados apresentados pelo Presidente João Lourenço, durante o discurso sobre o Estado da Nação, esta quinta-feira, na Assembleia Nacional, indicam que o país dispõe actualmente de 308 salas de recursos multifuncionais distribuídas por todas as províncias, destinadas a apoiar a implementação de práticas de educação inclusiva.

No mesmo período, o número de escolas inclusivas aumentou de 828 para 1.644, enquanto as salas de recursos multifuncionais passaram de 292 para 308.

Já o número de professores formados cresceu de 1.045 para 9.097 e o de gestores capacitados subiu de 787 para 5.607, de acordo com os dados apresentados pelo Presidente da República.

No quadro das acções de reforço da educação inclusiva, foram ainda capacitados 169 professores na fase III do projecto Escola de Todos, 180 gestores em educação inclusiva e dois mil responsáveis em políticas de inclusão.

As medidas incluem igualmente o redimensionamento de três Escolas Especiais em Núcleos de Apoio à Inclusão e a edição de três mil manuais destinados às salas de recursos multifuncionais.

“Estes resultados reforçam o compromisso do Executivo com uma educação mais inclusiva, equitativa e orientada para a dignidade de todos os alunos”, realçou o Presidente João Lourenço.

PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

O Programa Nacional de Alimentação Escolar já beneficiou 3.426.282 crianças no III. º Trimestre de 2026, com uma cobertura territorial de 93,2 por cento dos municípios previstos, conforme disse o Presidente da República

A nova iniciativa estende-se a 304 dos 326 municípios previstos, distribuídos pelas 21 províncias do país, o que reflete o alargamento da cobertura da alimentação escolar.

“Mais do que um programa alimentar, o novo programa concorre para a melhoria das aprendizagens e para a redução do abandono escolar”, acentuou o Titular do Poder Executivo.

Implementado em 2025, o programa substituiu o anterior Programa de Merenda Escolar, que abrangia pouco mais de um milhão de alunos.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

Angola: Taxa de literacia em Angola atinge 72,6 por cento

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A taxa de literacia em Angola situa-se actualmente em 72,6 por cento entre os indivíduos com mais de 15 anos, integrados no Subsistema de Ensino de Jovens e Adultos, que atendeu 2.069.517 alunos no período de 2022 a 2026.

Os dados foram avançados pelo Presidente da República, João Lourenço, esta quinta-feira, 15 de Outubro, durante o discurso proferido na reunião plenária solene de abertura da 5.ª Sessão Legislativa da V Legislatura da Assembleia Nacional.

Segundo o Chefe de Estado, os resultados reflectem o esforço sustentado do Executivo e dos parceiros sociais no combate ao analfabetismo e na promoção da educação recorrente.

“Com vista à erradicação do analfabetismo funcional, o Ensino Primário e o I Ciclo do Ensino Secundário de Adultos expandiram a sua frequência de 426.027 alfabetizandos em 2023/2024 para 502.705 alunos matriculados em 2025/2026”, reforçou.

João Lourenço também fez saber que o Programa de Recuperação do Atraso Escolar no Ensino Regular já abrangeu um total de 2.414.505 beneficiários, no âmbito do combate as assimetrias territoriais e a correcção do desfasamento entre a idade dos alunos e a classe frequentada.

No seu discurso, o Chefe de Estado informou ainda que o Programa de Bolsas de Estudo do PAT II executou o pagamento de 200.472 bolsas de estudo, beneficiando directamente 150.107 alunos inscritos, dos quais 75.582 são raparigas, correspondendo a 50,3 por cento do total de beneficiários.

Em preparação está a segunda fase do programa, que deverá abranger todas as províncias do país e contemplar aproximadamente 334.018 novos beneficiários.

No mesmo sector, o Projecto de Saúde Escolar alcançou 328.254 adolescentes e jovens em Angola, dos quais 170.533 são meninas, através de acções destinadas a melhorar o acesso à informação e aos serviços de Saúde Sexual e Reprodutiva.

Implementado no âmbito do Programa Nacional de Saúde Escolar, em parceria com o Banco Mundial, o projecto abrange 681 escolas distribuídas por 114 municípios de todas as províncias do país.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

Sante et Education : Le Gouvernement Agit pour le Bien-etre des Enfants

Source: Africa Press Organisation – French

De la santé à l’école, en passant par l’alimentation scolaire, plusieurs actions du Gouvernement ivoirien visent à améliorer les conditions de vie et d’apprentissage des enfants. Gratuité ciblée des soins, établissements de proximité et cantines scolaires : ces dispositifs contribuent à soulager les familles et à favoriser l’épanouissement des plus jeunes.

À Amélékia, au centre urbain de santé, Romuald Mianh, jeune mère, témoigne des effets de la gratuité ciblée sur la prise en charge de son enfant. « J’ai accouché de mon enfant gratuitement. Les vaccins aussi sont gratuits. Vraiment, ça nous soulage », confie-t-elle. Un constat partagé par Ouattara Mariam, à l’hôpital général de Ferkessédougou, au pavillon pédiatrique : « Je n’ai rien payé pour les soins de mon enfant, tout était gratuit. »

Au-delà de la santé, l’accès à l’éducation constitue un autre axe de cet accompagnement. À Djessékro, le collège de proximité permet aux élèves de poursuivre leur scolarité plus près de leur lieu de résidence. Pour Kouadio N’Dri, cette proximité fait toute la différence. Sans cet établissement, explique-t-il, certains jours, il n’aurait pas pu se rendre à l’école. Aujourd’hui, il peut être plus régulier et suivre convenablement les cours. Il exprime sa reconnaissance au Président de la République.

Les cantines scolaires complètent ce dispositif en contribuant à améliorer les conditions d’apprentissage. Pour Inès Naon, parent d’élève, elles facilitent le quotidien des enfants et favorisent leur assiduité, tout en permettant aux parents de vaquer plus sereinement à leurs occupations.

Selon le portail officiel du Gouvernement, pour l’année scolaire 2025-2026, plus d’un million d’élèves bénéficient de l’alimentation scolaire dans 5 600 cantines. Les ressources allouées à ce dispositif atteignent 12,39 milliards de FCFA en 2026.

Par ailleurs, le Plan national de développement (PND) 2026-2030 fixe pour objectif de ramener la mortalité des enfants de moins de cinq ans à 25 décès pour 1 000 naissances vivantes à l’horizon 2030, contre 74 pour 1 000 en 2021.

À travers ces actions dans les domaines de la santé, de l’éducation et de l’alimentation scolaire, le Gouvernement entend contribuer à offrir aux enfants de meilleures conditions pour grandir, apprendre et préparer leur avenir.

Distribué par APO Group pour Portail Officiel du Gouvernement de Côte d’Ivoire.

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Produção de pescado cresce 30 por cento em três anos

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A produção nacional de pescado aumentou de 558 mil para 725 mil toneladas, entre 2022 e 2025, correspondendo a um crescimento de 30 por cento.

Neste domínio das Pescas e da Economia Azul, o Presidente da República, João Lourenço, destacou o papel estratégico dos recursos marinhos e das águas interiores para a diversificação económica, segurança alimentar, criação de emprego e geração de rendimentos para as comunidades costeiras e ribeirinhas.

Ao discursar na Assembleia Nacional sobre o Estado da Nação, quinta-feira, 15 de Outubro,  o Presidente João Lourenço referiu-se igualmente à evolução do consumo de pescado por habitante, que passou de 14,5 para 18 quilogramas por ano, aproximando-se da média mundial recomendada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Segundo o Chefe de Estado, estes resultados contribuem para reforçar a segurança alimentar, substituir gradualmente as importações, fortalecer as cadeias produtivas nacionais e criar novas oportunidades de emprego e rendimento.

Neste momento, deu a conhecer que decorrem obras de reabilitação do Centro de Piscicultura de Ngolome, que vai promover a aquicultura e aumentar a produção em águas interiores, bem como a expansão da Pescangola, para reforçar a capacidade nacional de apoio à actividade pesqueira.

O Chefe de Estado também falou da construção da Lota de Pesca do Porto de Luanda e a reabilitação da Lota do Tômbua, iniciativas que visam melhorar as condições de recepção, conservação, comercialização e controlo da qualidade do pescado.

O projecto AFAP II foi igualmente mencionado entre as iniciativas de apoio à pesca artesanal e à aquicultura, com benefícios para as comunidades produtivas.

De acordo com João Lourenço, estes investimentos contribuem para melhorar a qualidade dos produtos, reduzir as perdas pós-captura, organizar os mercados e aumentar os rendimentos dos pescadores, armadores, operadores de aquicultura, comerciantes e consumidores.

Paralelamente, o programa Kalunga reforça o conhecimento científico sobre os recursos marinhos nacionais, apoiando decisões sustentáveis e orientadas para a conservação dos ecossistemas.

Já o Projecto Integrado de Fiscalização Pesqueira visa combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, e proteger os recursos naturais e a actividade económica formal.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

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Octobre rose : la Présidence de la République sensibilise son personnel sur les cancers féminins

Source: Africa Press Organisation – French


En présence du Secrétaire Général de la Présidence de la République et de nombreux agents, cette initiative a permis de rappeler un enjeu majeur de santé publique: prévenir les cancers féminins, favoriser leur détection précoce et encourager chaque femme à prendre sa santé en main. Car derrière les chiffres se trouvent des vies, des familles et des parcours qui peuvent être profondément bouleversés par un diagnostic tardif.

Animée par les docteurs James Laurianne et Irigo Joëlle, radiothérapeutes à l’Institut de cancérologie d’Akanda, cette rencontre a porté sur deux pathologies particulièrement préoccupantes : le cancer du sein et celui du col de l’utérus. Les échanges ont permis d’aborder leurs mécanismes de développement, les facteurs de risque, les moyens de prévention et l’importance du dépistage.

Au cours de son intervention consacrée au cancer du sein, le Dr James Laurianne a présenté les données mondiales, faisant état de près de 20 millions de cas de cancer et de 9 millions de décès en 2024, dont 2 434 087 cas de cancer du sein, selon les chiffres communiqués lors de la séance. Ces données illustrent l’ampleur du défi sanitaire et la nécessité de renforcer l’information ainsi que l’accès au dépistage.

La spécialiste a insisté sur les gestes qui contribuent à réduire certains risques, notamment une alimentation équilibrée, la consommation de fruits et légumes, la pratique régulière d’une activité physique et la limitation de la consommation d’alcool. Elle a également expliqué les différents niveaux de prévention, en soulignant particulièrement l’intérêt du dépistage pour repérer précocement la maladie, parfois avant l’apparition des premiers symptômes.

« N’ayons pas peur des résultats ni du regard des autres », a-t-elle exhorté, invitant les participants à dépasser les appréhensions qui conduisent trop souvent à retarder une consultation. Un message essentiel, car plus un cancer est détecté tôt, meilleures peuvent être les possibilités de prise en charge.

Pour sa part, le Dr Irigo Joëlle a consacré son intervention au cancer du col de l’utérus, présenté comme le deuxième cancer touchant les femmes après celui du sein. S’appuyant sur les données évoquées au cours de la rencontre, elle a fait état d’environ 840 000 cas en 2025, soulignant également le poids particulièrement important de cette maladie dans les pays en développement, où se concentre la grande majorité des diagnostics.

La spécialiste a mis l’accent sur la prévention primaire, notamment par l’information, l’éducation à la santé sexuelle, la prévention de l’infection par le papillomavirus humain (HPV) et la promotion de la vaccination. Elle a également rappelé l’importance des examens de dépistage et d’un suivi médical régulier pour identifier les lésions précancéreuses et intervenir avant qu’elles n’évoluent.

Au-delà des connaissances médicales transmises, cette matinée revêt une importance particulière en ce qu’elle rapproche l’information sanitaire des agents de la Présidence de la République et contribue à faire de la prévention une responsabilité partagée. En milieu professionnel comme dans les familles, mieux comprendre la maladie permet de reconnaître les signes d’alerte, d’adopter les bons réflexes et d’orienter plus rapidement les personnes concernées vers les structures de santé.

La rencontre a également été marquée par une séance de questions-réponses et des témoignages de patients en phase de guérison. Ces moments d’échange ont permis de libérer la parole, de répondre aux préoccupations des participants et de rappeler qu’un cancer ne doit être ni un sujet de honte ni une raison de renoncer aux soins.

Organisée dans le cadre d’Octobre Rose, la Présidence de la République entend contribuer à la diffusion d’une culture de prévention et de vigilance sanitaire auprès de son personnel. Une mobilisation qui rappelle que la lutte contre les cancers féminins ne se limite pas à une campagne annuelle : elle repose sur une information continue, un dépistage régulier et une prise en charge sans retard.

« Détectés à temps, les cancers se guérissent » : un appel à la vigilance, au dépistage et à la solidarité, pour que chaque femme ait davantage de chances de préserver sa santé et sa vie.

Distribué par APO Group pour Présidence de la République Gabonaise.

Brasil e Cabo Verde identificam novas frentes de cooperação nos setores aduaneiro, agrícola e climática

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Brasil e Cabo Verde identificaram novas oportunidades para aprofundar as relações de cooperação bilateral, com destaque para os domínios aduaneiro, do agronegócio e da transição climática.

Esta perspetiva foi avançada pelo Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil, Mathias de Alencastro, depois um encontro realizado com a delegação cabo-verdiana, à margem das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial que se realiza em Bangkok, capital da Tailândia, de 12 a 18 de outubro.

Durante o encontro, Mathias de Alencastro sublinhou a importância da assistência técnica, da partilha de novas tecnologias e da convergência entre os dois países na defesa dos Estados mais vulneráveis nas instituições financeiras internacionais.

Segundo o Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil, o encontro com a delegação cabo-verdiana, permitiu identificar setores concretos de colaboração entre os dois países, nomeadamente através da assistência técnica, da partilha de experiências e da transferência de conhecimentos e instrumentos desenvolvidos pelo Brasil. No domínio da transição climática, Mathias de Alencastro realçou as iniciativas e os mecanismos inovadores promovidos pelo Ministério da Fazenda brasileiro nos últimos quatro anos.

É neste quadro, também, que o governante brasileiro manifestou o interesse em partilhar essas experiências com Cabo Verde e em explorar oportunidades de benefício económico mútuo.

A cooperação aduaneira e o agronegócio surgem também como setores de interesse estratégico para os dois países, o que deverá abrir as perspetivas para o reforço das capacidades técnicas e institucionais, a modernização de procedimentos e a identificação de soluções adaptadas às necessidades dos dois países.

Esta abordagem aponta para uma relação bilateral que, para além dos laços históricos e culturais, procura traduzir a proximidade entre os dois povos em iniciativas práticas de cooperação económica e institucional.

Na vertente multilateral, o Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil, sublinhou a convergência entre o seu país e Cabo Verde na defesa da transição climática, do desenvolvimento de infraestruturas e da melhoria das condições de mobilidade e acessibilidade. Apesar das diferenças de dimensão territorial e económica, Mathias de Alencastro considerou que os dois países podem reforçar a sua capacidade de intervenção internacional através de posições convergentes e de uma atuação conjunta nas grandes instituições.

“O Brasil só é relevante quando trabalha junto com países como Cabo Verde”, afirmou Mathias de Alencastro, que defendeu que a cooperação entre os dois Estados pode contribuir para promover reformas no FMI e noutras instituições internacionais, com benefícios para ambos os países.

Na sua opinião, a articulação entre países com realidades distintas constitui uma oportunidade para reforçar a representatividade dos interesses comuns num contexto internacional particularmente desafiante.

O Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil sustentou, ainda, o reconhecimento e a legitimidade de Cabo Verde no sistema internacional e salientou o papel de Cabo Verde no trabalho desenvolvido junto do FMI, bem como a sua atuação para além do sistema das Nações Unidas. A declaração reforça a importância atribuída pelo Brasil à participação cabo-verdiana nos espaços multilaterais e à construção de alianças entre os países que partilham preocupações relacionadas com as vulnerabilidades climáticas, o desenvolvimento sustentável e a necessidade de maior capacidade de resposta das instituições internacionais.

Desta feita, o encontro entre a delegação cabo-verdiana e a brasileira abre, assim, espaços para aprofundar uma agenda de cooperação que combine a assistência técnica, a modernização aduaneira, o desenvolvimento do agronegócio, o financiamento climático e a defesa das prioridades económicas e de desenvolvimento entre os dois países.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

“A qualidade do Estado de Direito mede-se pela capacidade de transformar direitos constitucionalmente reconhecidos em direitos efetivamente exercidos pelos cidadãos”

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

É a partir desta reflexão sobre a efetividade dos direitos e o papel da Justiça na vida dos cidadãos que a Presidente da República Interina, Janira Hopffer Almada, estruturou a sua intervenção na cerimónia solene de abertura do Ano Judicial 2026/2027, defendendo que a força do Estado de Direito não se afere apenas pelas garantias inscritas na Constituição, mas sobretudo pela capacidade das instituições de assegurar a sua concretização prática.

Na sua mensagem, a Chefe de Estado interina destacou a importância de uma Justiça acessível, imparcial e capaz de responder em tempo útil às legítimas expectativas dos cidadãos, sublinhando que a confiança nas instituições democráticas depende, em larga medida, da perceção de que todos são efetivamente iguais perante a lei e de que os seus direitos encontram proteção quando são postos em causa.

A Presidente da República Interina assinalou igualmente os progressos registados no reforço das instituições democráticas e da proteção dos direitos fundamentais em Cabo Verde, defendendo, contudo, a necessidade de prosseguir os esforços de modernização do setor para responder aos constrangimentos que continuam a afetar o seu funcionamento.

Entre os desafios identificados, destacou a morosidade processual, o reforço dos recursos humanos, a melhoria da gestão judiciária e a modernização tecnológica dos serviços.

No âmbito das reformas em curso, Janira Hopffer Almada valorizou os avanços legislativos recentemente alcançados, com particular destaque para o novo Código do Processo Administrativo, os mecanismos de mediação e arbitragem e o Estatuto da Criança e do Adolescente, considerando que estes instrumentos podem contribuir para uma proteção mais efetiva dos direitos, uma maior proximidade da Justiça aos cidadãos e uma resposta mais adequada às necessidades da sociedade.

Defendendo uma ação convergente dos diferentes poderes e instituições da República, a Presidente da República Interina apelou ao reforço da cooperação institucional e ao compromisso coletivo com uma Justiça mais eficiente, acessível e credível, capaz de aprofundar a confiança dos cidadãos, fortalecer a cultura da legalidade e contribuir para a coesão da comunidade nacional.

Distribuído pelo Grupo APO para Presidência da República de Cabo Verde.

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