O capital africano de olho na próxima vaga de desenvolvimento energético da América do Sul

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O setor energético africano está a entrar numa fase diferente de formação de capital. Nas últimas duas décadas, o foco tem estado na atração de investimento internacional para os projetos de upstream e de gás do continente. Agora, uma base crescente de fundos soberanos africanos, veículos apoiados pelo Estado e operadores independentes dispõe tanto da solidez financeira como do mandato estratégico para olhar para além das oportunidades domésticas.

Esta mudança já está a começar a traduzir-se em estratégias de investimento voltadas para o exterior, com a América do Sul a emergir como um mercado-alvo fundamental. Prevê-se que a produção de petróleo e gás de África atinja 11,4 milhões de barris de petróleo equivalente por dia em 2026, com despesas de capital a montante de 41 mil milhões de dólares. Ao mesmo tempo, as vendas de ativos e as cessões de participações estão a criar pontos de entrada para novos intervenientes, enquanto transações como a aquisição pela Vitol, no valor de 1,65 mil milhões de dólares, de ativos da Eni na Costa do Marfim e na República do Congo refletem uma mudança mais ampla no sentido de os independentes e as empresas comerciais assumirem um papel mais proeminente.

À medida que os intervenientes africanos consolidam as suas posições no mercado interno, a atenção volta-se cada vez mais para o exterior. A América do Sul oferece oportunidades em grande escala e ricas em recursos, com percursos de desenvolvimento cada vez mais bem definidos. O pré-sal do Brasil continua a fornecer alguns dos barris de águas profundas mais competitivos a nível global, enquanto Vaca Muerta, na Argentina, está a entrar numa nova fase centrada em infraestruturas, exportações de GNL e monetização a longo prazo. Para além do upstream, as infraestruturas de gás offshore do Brasil, os desenvolvimentos impulsionados por FPSO e as cadeias de abastecimento submarinas estão a criar oportunidades nos segmentos de serviços e midstream, enquanto as ambições de exportação de GNL da Argentina, as expansões de gasodutos e as infraestruturas de processamento de gás estão a abrir a porta à aplicação de capital a longo prazo.

A oportunidade, no entanto, não é unidirecional. Os investidores africanos estão a entrar no mercado com experiência relevante. A exposição a desenvolvimentos em águas profundas, monetização de GNL e estruturas de projetos complexas é cada vez mais comum entre fundos apoiados pelo Estado e os seus parceiros. Isto é particularmente relevante em áreas como o GNL flutuante e a comercialização de gás, onde África já demonstrou capacidade operacional em mercados como o Congo, a Nigéria, os Camarões e Moçambique. Essa experiência é diretamente transferível para a próxima fase de desenvolvimento de gás e infraestruturas da América do Sul.

Um Corredor Energético do Atlântico Sul está a começar a tomar forma, impulsionado por fluxos de capital, prioridades de investimento partilhadas e laços institucionais crescentes. A África e a América do Sul são frequentemente vistas como concorrentes pelo mesmo capital, tecnologia e acesso ao mercado, mas há um espaço crescente para a coordenação. O capital africano procura diversificação e escala, enquanto a América do Sul está a avançar com projetos que requerem investimento a longo prazo e parceiros experientes.

O alinhamento institucional será fundamental para concretizar este potencial, e as bases já estão lançadas. A Câmara Africana de Energia (AEC) desenvolveu quadros de envolvimento bilateral que ligam as partes interessadas latino-americanas aos governos africanos, às empresas petrolíferas nacionais e aos intervenientes do setor privado. Na Venezuela, isto foi formalizado através da cooperação com o Ministério dos Hidrocarbonetos e a PDVSA nas áreas do upstream, do gás e da promoção do investimento, enquanto estruturas semelhantes foram desenvolvidas com o Brasil. O objetivo é ir além do envolvimento pontual, rumo a uma cooperação energética Sul-Sul estruturada, aproveitando a rede da Câmara em mais de 40 países africanos para criar vias diretas para investimento, parcerias e colaboração entre governos.

“O Atlântico tem sido historicamente tratado como uma barreira entre estas duas regiões”, afirmou NJ Ayuk, Presidente Executivo da AEC.

“A realidade é que se trata de um corredor – e a oportunidade reside na construção de relações institucionais e comerciais que permitam que o capital, a tecnologia e a expertise circulem em ambas as direções.”

Existe também uma dimensão estratégica mais ampla. Tanto a África como a América do Sul assumiram posições claras sobre a soberania energética, o conteúdo local e o direito de desenvolver recursos de hidrocarbonetos em consonância com as prioridades nacionais. Alinhar essas posições a nível multilateral – desde o G20 até ao Fórum Internacional de Energia – reforça a sua influência coletiva numa altura em que a política energética global continua a ser contestada.

O capital necessário para desenvolver a próxima geração de projetos energéticos não virá apenas de fontes tradicionais. À medida que a América do Sul avança com desenvolvimentos em grande escala nas áreas de águas profundas, GNL e infraestruturas, a oportunidade reside em angariar esse capital numa fase inicial, antes que as relações de investimento sejam fechadas noutro local.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

A Ammat Global Resources redefine o conteúdo local através de operações lideradas por congoleses

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

No setor energético offshore da República do Congo, onde os debates em torno do conteúdo local se têm centrado frequentemente em limiares de conformidade e mínimos regulamentares, a Ammat Global Resources apresenta uma abordagem diferente. A operadora independente a montante construiu um modelo de força de trabalho em que 80-85% de todas as funções – incluindo liderança executiva, engenharia e gestão de ativos – são desempenhadas por cidadãos congoleses.

Desde a sua sede operacional em Pointe-Noire até aos seus ativos de produção offshore nos campos de Loango e Zatchi, a arquitetura organizacional da Ammat reflete uma mudança deliberada do controlo operacional fortemente dependente de expatriados para a propriedade técnica nacional. Em termos práticos, isto significa que os engenheiros petrolíferos, especialistas em reservatórios e gestores de ativos congoleses não só estão envolvidos nas operações de campo, como as lideram.

Este modelo contrasta com a norma de longa data no setor a montante em partes da África Subsariana, onde os complexos ativos offshore têm historicamente dependido de gestores técnicos expatriados, muitas vezes a um custo significativo e com uma transferência de conhecimento limitada. A abordagem da Ammat desafia diretamente essa suposição de dependência, incorporando a especialização nacional no cerne da tomada de decisões operacionais.

Ganhos de eficiência operacional

Ao consolidar a autoridade técnica no próprio país, a empresa reduz a exposição à volatilidade do pessoal internacional, minimiza os custos indiretos com expatriados e encurta os ciclos de decisão em matéria de perfuração, otimização da produção e planeamento da manutenção. Isto cria um perfil operacional mais enxuto, particularmente relevante em ativos offshore maduros, onde os ganhos de eficiência dependem frequentemente da rapidez de execução, em vez da expansão de capital.

Igualmente importante é a dimensão regulatória e institucional. A execução profundamente enraizada no país reforçou o alinhamento da Ammat com as autoridades congolesas e as partes interessadas regulatórias, criando um ambiente operacional mais previsível. Em economias dependentes de recursos, este fator de confiança determina frequentemente a diferença entre projetos paralisados e ciclos de vida de produção sustentados. Ao colocar profissionais congoleses em funções de alta responsabilidade, a empresa reduz o atrito tipicamente associado a operadores externos, percebidos como distantes das prioridades de desenvolvimento nacional.

Conteúdo Local Redefinido

A Câmara Africana de Energia (AEC) tem defendido consistentemente que o conteúdo local deve ir além das quotas de emprego para se tornar um mecanismo de capacitação industrial. A estrutura da Ammat reflete este princípio na prática. Em vez de colocar os trabalhadores locais em funções de serviço periféricas, a empresa integrou-os em funções técnicas e estratégicas centrais, internalizando efetivamente a inteligência operacional no país anfitrião.

«O conteúdo local tem a ver com a transferência de controlo real, de conhecimentos especializados reais e de criação de valor real para os profissionais africanos. O que a Ammat Global Resources está a demonstrar no Congo é que, quando se confia aos nacionais a responsabilidade operacional total, o resultado não é apenas o cumprimento das normas, mas ativos mais sólidos, uma melhor tomada de decisões e sustentabilidade a longo prazo. Este é o futuro da energia africana», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da AEC.

Numa perspetiva ESG, o modelo da Ammat também reforça os pilares sociais e de governação das suas operações. A nível social, acelera a transferência de competências, o desenvolvimento profissional e a estabilidade do emprego a longo prazo para os talentos congoleses. Em termos de governação, reforça a responsabilização, garantindo que os decisores estão integrados no contexto regulatório e comunitário em que os ativos operam.

A vertente ambiental é também reforçada indiretamente. As equipas técnicas localizadas tendem a responder mais rapidamente a ineficiências operacionais, problemas de manutenção e fatores de risco ambiental devido à proximidade e à continuidade institucional. Isto reduz o tempo de inatividade e melhora o cumprimento dos protocolos de gestão ambiental, particularmente em ambientes offshore sensíveis.

Em última análise, a Ammat Global Resources está a posicionar-se como um caso de estudo sobre como pode ser a maturidade do conteúdo local quando tratada como uma estratégia empresarial central, em vez de uma obrigação de conformidade. Ao colocar os profissionais congoleses no centro de toda a sua cadeia de valor – desde a engenharia até à gestão executiva –, a empresa está a demonstrar que a localização pode ser um catalisador para a resiliência operacional, a eficiência de custos e a estabilidade das parcerias a longo prazo no setor upstream do Congo.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

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O recém-nomeado ministro dos Hidrocarbonetos da República do Congo, Stev Simplice Onanga, irá discursar na African Energy Week (AEW) 2026, num contexto de grande impulso à expansão do gás

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A República do Congo está pronta para reforçar a sua posição como um dos exportadores de gás de mais rápido crescimento em África na African Energy Week (AEW) 2026, com o recém-nomeado Ministro dos Hidrocarbonetos, Stev Simplice Onanga, confirmado para discursar no evento na Cidade do Cabo. A sua participação surge num momento em que o Congo avança com uma ampla campanha de investimento centrada na expansão do GNL, no desenvolvimento a montante e na aceleração da celebração de acordos em todo o seu setor offshore.

Recém-nomeado para liderar o Ministério dos Hidrocarbonetos, o Ministro Onanga já sinalizou um forte foco na aceleração de projetos, no reforço da participação de conteúdo local e no posicionamento da República do Congo como um centro regional competitivo de gás. A sua agenda alinha-se com um período de rápida transformação no setor de hidrocarbonetos do país, impulsionado por grandes desenvolvimentos de gás offshore e por um renovado impulso dos investidores.

No centro deste crescimento está o projeto Congo LNG da Eni, que entrou numa nova fase importante no início de 2026 com o lançamento das exportações a partir da instalação FLNG de Nguya, ao largo de Pointe-Noire. O arranque da segunda unidade flutuante de GNL aumentou a capacidade de liquefação do Congo para aproximadamente 3 milhões de toneladas por ano, dando continuidade ao desenvolvimento anterior do Tango FLNG e reforçando a emergência do país como um exportador estratégico de GNL para os mercados internacionais. Extraindo gás dos campos offshore de Nené e Litchendjili na licença Marine XII, o projeto tornou-se um dos mais significativos sucessos recentes de monetização de gás em África e uma pedra angular da estratégia de diversificação mais ampla do Congo.

O impulso está também a crescer em todo o setor upstream do país. A TotalEnergies continua a expandir a sua presença offshore através de atividades de exploração ligadas à licença de Nzombo, enquanto a Perenco está a avançar com os trabalhos de reabilitação no campo de Kombi-Likalala-Libondo II para sustentar a produção e melhorar a recuperação de gás. A par destes desenvolvimentos, o Congo tem vindo a avançar com reformas regulatórias destinadas a atrair novos capitais para projetos de petróleo e gás, incluindo esforços para reforçar o quadro jurídico para o desenvolvimento do gás e apoiar futuras atividades de licenciamento.

À medida que a procura global por um abastecimento diversificado de gás continua a aumentar, o Congo está a posicionar cada vez mais o gás natural não só como um motor de exportação, mas também como um catalisador para a industrialização interna, a produção de energia e o crescimento económico a longo prazo. A infraestrutura FLNG em expansão do país, combinada com a sua base de produção offshore estabelecida e a sua costa atlântica estratégica, elevou o seu perfil no panorama em evolução do GNL em África e reforçou o seu papel no apoio à segurança energética tanto para os mercados regionais como internacionais.

«África está a entrar numa nova era de desenvolvimento do gás, e a República do Congo está a emergir como uma das histórias de crescimento mais importantes do continente no que diz respeito ao GNL e à exploração offshore», afirmou NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia. «Com uma grande expansão do FLNG, investimento a montante e um foco renovado no conteúdo local e na execução de acordos, o Congo está a demonstrar como os produtores africanos podem aproveitar os recursos de gás para impulsionar o crescimento industrial, a segurança energética e o valor económico a longo prazo.»

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

Como os campos offshore tradicionais do Congo estão a impulsionar uma nova recuperação da produção

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A suposição de longa data de que as bacias offshore africanas estão a entrar num declínio irreversível está a ser ativamente contestada nas águas pouco profundas da República do Congo. À medida que as grandes empresas internacionais continuam a reequilibrar as suas carteiras no sentido da exploração em águas profundas e de alto impacto, uma nova classe de operadores independentes está a preencher a lacuna – captando valor não através da aquisição de novas áreas, mas sim através da otimização dos ativos existentes.

No centro desta mudança está a produtora independente Ammat Global Resources, cuja recuperação operacional dos campos offshore de Loango e Zatchi oferece um caso de estudo convincente em otimização de ativos maduros. Na sequência de recentes visitas técnicas ao terreno e aos locais offshore das principais licenças da empresa, a escala da intervenção em curso sinaliza uma clara ruptura com as abordagens convencionais de gestão da produção que historicamente têm sustentado os ativos offshore maduros.

Em vez de prosseguir com campanhas de exploração intensivas em capital, a Ammat centrou-se numa reabilitação de campo disciplinada e orientada para a tecnologia. A operadora implementou programas de workover direcionados, técnicas melhoradas de gestão de reservatórios e atualizações de infraestruturas concebidas para abrandar o declínio natural da produção. No centro deste esforço esteve a substituição de sistemas de bombagem obsoletos por modernas Bombas Elétricas Submersíveis, melhorando significativamente a eficiência de elevação e estabilizando a produção nos poços envelhecidos.

Igualmente importante tem sido a modernização da infraestrutura submarina que liga as plataformas periféricas ao centro de tratamento principal. Estas melhorias reduziram os estrangulamentos, melhoraram a garantia de fluxo e permitiram um rendimento mais consistente em todo o sistema. Em conjunto, estas intervenções proporcionaram um aumento de 75% na capacidade de produção, elevando a produção combinada de aproximadamente 4.000 barris por dia (bpd) para 7.000 bpd.

Esta reviravolta está estrategicamente alinhada com as prioridades nacionais. A República do Congo estabeleceu metas de produção ambiciosas, procurando reforçar a sua posição como produtor regional chave, e a produção otimizada dos campos existentes desempenhará um papel crítico na concretização desses objetivos.

Para além dos ganhos de produção, a abordagem da Ammat reflete uma evolução mais ampla no pensamento a montante: a integração da eficiência e da sustentabilidade no desenvolvimento de campos já explorados. No centro de Loango, o gás associado está a ser cada vez mais capturado e redirecionado para alimentar turbogeradores no local, reduzindo a dependência do gasóleo e mitigando a queima rotineira. Esta mudança para a utilização do gás não só reduz a intensidade das emissões, como também melhora a eficiência de custos em toda a base de ativos.

«O futuro energético de África não será construído exclusivamente com base em novas descobertas em bacias de fronteira», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia. «Será construído através do desbloqueio de todo o potencial dos ativos existentes — por meio da inovação, da eficiência e da participação ousada de empresas independentes africanas que compreendem que os campos maduros não são passivos, mas sim oportunidades à espera de serem otimizadas.»

Em todo o continente, os ativos offshore legados estão a ser cada vez mais alienados pelas grandes empresas internacionais, criando um inventário crescente de campos subotimizados. Para as empresas independentes africanas ágeis, isto representa uma oportunidade estrutural para adquirir ativos em produção a custos de entrada mais baixos e aumentar rapidamente o valor através de intervenções técnicas direcionadas.

A experiência da Ammat mostra que dar prioridade às operações de recuperação em detrimento da perfuração de exploração, e à eficiência das infraestruturas em detrimento dos gastos de expansão, pode melhorar significativamente a produção dos campos maduros. Na República do Congo, onde a produção de energia continua intimamente ligada à estabilidade fiscal e ao desempenho industrial, isto tem implicações claras. O crescimento do setor de exploração e produção de petróleo e gás em África não será impulsionado apenas pela exploração de fronteiras, mas cada vez mais pela eficácia com que os ativos produtores existentes são geridos e otimizados.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

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A Global Africa Business Initiative coloca as Vias de Ação Digital e de Saúde numa velocidade superior para acelerar a transformação económica do continente

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A Global Africa Business Initiative (GABI) (https://GABI.UNGlobalCompact.org) acelerou as suas novas Vias de Ação Digital e de Saúde, a fim de acelerar a transformação económica do continente, identificando e impulsionando soluções para os problemas que atrasam o progresso.

Reunido à margem do Fórum de CEOs de África em Kigali, Ruanda, a 15 de maio, o Laboratório de Soluções da GABI desafiou alguns dos principais líderes empresariais de África a desenvolverem um plano de trabalho ambicioso e útil para ultrapassar os obstáculos que impedem o continente de avançar.

“África não enfrenta uma escassez de ideias, mas sim uma lacuna significativa na execução e no financiamento necessário para escalar as soluções”, afirmou Sanda Ojiambo, Secretário-Geral Adjunto e Diretor Executivo do Pacto Global das Nações Unidas. “O Laboratório de Soluções da GABI foi uma sessão de trabalho orientada em que os líderes dos setores público e privado codesenvolveram soluções práticas, estruturaram parcerias financeiramente atrativas e desbloquearam vias de financiamento viáveis que podem ser avançadas imediatamente.  O objetivo é garantir que os compromissos se traduzam em resultados mensuráveis e reais à escala real”, acrescentou.

As Vias de Ação da GABI para a Transformação Digital e a Saúde foram lançadas em Unstoppable Africa, em setembro último, por uma coligação de líderes africanos e mundiais empenhados em fazer avançar a transformação desde a aspiração à concretização. O Laboratório de Soluções em Kigali avançou e ligou estes dois caminhos, utilizando a tecnologia digital na saúde como um caso de teste prático para o desafio mais vasto de trazer o capital privado para infraestruturas de interesse público à escala. Como coarquitetos de soluções, os participantes trabalharam nas condições específicas que tornariam cada desafio financiável e implementável, com base em cenários do mundo real apresentados por líderes dos setores público e privado.

Entre os principais temas de discussão estavam a forma de acelerar o investimento em infraestruturas públicas digitais, conetividade, competências e governação para garantir que a IA se torne um multiplicador de forças para o desenvolvimento africano; como reduzir o prazo de adoção de soluções de infraestruturas comprovadas e como implementar modelos de financiamento para infraestruturas digitais soberanas à escala em vários mercados africanos.

Caitlin Burton, diretora executiva da empresa de IA e robótica Zipline Africa, com sede no Ruanda, salientou a necessidade de ir além dos programas-piloto e avançar para a implementação em escala de tecnologias comprovadas. “Em grande parte de África, a adoção continua a ser feita ao ritmo dos ciclos tradicionais de ajuda e dos calendários de implementação do setor público, e não à velocidade da implantação de tecnologias modernas. Precisamos de modelos de financiamento, incentivos, mecanismos de responsabilização e parcerias que possam reduzir o prazo de adoção de infraestruturas comprovadas de décadas para anos e criar uma maior urgência de ação”, afirmou.

Kate Kallot, fundadora e CEO da Amini, empresa de infraestruturas de dados sediada no Quénia, salientou a importância de infraestruturas soberanas de IA e do desenvolvimento de capacidades digitais em todo o continente, afirmando: “Muitos programadores e construtores em todo o continente não dispõem das ferramentas ou do acesso necessários para criar soluções que reflitam as realidades locais. A falta de dados é um sintoma de um fosso digital muito maior, que inclui conetividade limitada e lacunas nas infraestruturas. O desafio agora é saber como implementar modelos de financiamento para infraestruturas digitais soberanas à escala, em vários mercados, de forma a proporcionar uma verdadeira capacidade nas mãos dos governos e dos cidadãos nos próximos 12 meses.”

O Ministro Federal das Comunicações e da Economia Digital da Nigéria, Bosun Tijani, falou sobre a rapidez da adoção da IA. “Sem uma conetividade significativa, pessoas qualificadas e sistemas de governação que possam apoiar a adoção em grande escala, corremos o risco de ficar ainda mais para trás. O verdadeiro desafio não é saber se África vai adotar a IA, mas sim se criámos a capacidade de absorção necessária para a utilizar para transformar as nossas economias e setores-chave”, afirmou.

Líderes sénior do setor da Fundação Aig-Imoukhuede, Afreximbank, Ecobank, McKinsey, PMI, mPedigree, ServiceNow, Safaricom e das Nações Unidas também estiveram presentes para conduzir a conversa sobre transformação.

Agora no seu quinto ano, a GABI é uma plataforma global que reúne líderes empresariais, decisores políticos e investidores para impulsionar o crescimento económico de África. Baseia-se numa premissa simples: O potencial de África é desbloqueado quando a ambição pública se alinha com o capital privado – e isso acontece quando se faz negócio com África e não apenas em África.

Unstoppable Africa, o principal evento da GABI, terá lugar no Marriott Marquis, em Nova Iorque, a 20 e 21 de setembro. Acompanhe os últimos desenvolvimentos em Unstoppable Africa – YouTube (http://apo-opa.co/4nO8nOz).

Para mais informações sobre a Global Africa Business Initiative, visite GABI.UnglobalCompact.org/. 

Distribuído pelo Grupo APO para Global Africa Business Initiative.

Questões à Comunicação Social:
Ekene Nwakonobi
Ekene.nwakonobi@apo-opa.com

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O Conselho de Administração do Prémio Al-Sumait para o Desenvolvimento Africano anuncia o vencedor do prémio para o ano de 2025; O prémio foi atribuído a uma instituição e a um investigador africano no domínio da segurança alimentar

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Conselho de Administração do Prémio Al-Sumait para o Desenvolvimento Africano, presidido por Sua Excelência o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Xeque Jarrah Jaber Al-Sabah, anunciou que o Centro Internacional de Mejoramiento de Maíz y Trigo (CIMMYT) ganhou o Prémio Al-Sumait 2025 no domínio da segurança alimentar, que reconhece organizações cujo trabalho produziu um impacto transformador e salvador de vidas em África. Esta distinção celebra as décadas de contribuições científicas do CIMMYT para a segurança alimentar, a resiliência agrícola e os meios de subsistência de milhões de pequenos agricultores em todo o continente.

De acordo com o Conselho de Administração, o CIMMYT, liderado pelo seu Diretor-Geral Bart Govaerts, ganhou o Prémio pelas contribuições do CIMMYT para o melhoramento genético de culturas de base, como o milho e o trigo, que tiveram um efeito transformador na segurança alimentar e na resiliência dos pequenos agricultores e das suas famílias. O CIMMYT trabalha há mais de cinco décadas para transformar a inovação científica em impacto humanitário no mundo real. Através do desenvolvimento e da expansão de variedades de culturas agrículas resistentes a pressões ambientais (incluindo milho tolerante à seca e trigo resistente ao clima), a organização tem ajudado as comunidades agrícolas a sobreviver e a recuperar de choques como secas, inundações e surtos de pragas. Só em 2025, o CIMMYT apoiou dezenas de milhares de agricultores africanos na plantação de culturas resistentes ao clima para resistir aos efeitos do El Niño, demonstrando a ligação direta entre a ciência agrícola e a resposta humanitária.

O Conselho de Administração acrescentou que o CIMMYT é um distinto e digno vencedor, havendo poucas organizações que igualem a sua capacidade ou escala de influência no panorama agrícola de África. A sua missão, “Ciência e inovação para um mundo seguro em termos de alimentação e nutrição”, está diretamente relacionada com os objetivos do Prémio Al-Sumait. As conquistas do CIMMYT na investigação do milho e do trigo em todo o continente representam uma contribuição enorme e duradoura para a segurança alimentar e nutricional em África.

Por seu lado, a Fundação do Kuwait para o Avanço das Ciências (KFAS), que supervisiona o Prémio, declarou que o CIMMYT, vencedor do Prémio, demonstrou um impacto positivo a longo prazo e introduziu programas inovadores para muitos africanos, para além da sua resposta criativa às questões e desafios da segurança alimentar.

O KFAS acrescentou ainda que, através deste Prémio, o Estado do Kuwait ajudou as organizações que trabalham em e para África a distinguirem-se através dos seus projetos e programas exemplares e eficazes, para não mencionar a sua dedicação à melhoria da segurança alimentar das comunidades em toda a África. De acordo com o KFAS, o Prémio do ano em curso recebeu 81 candidaturas de 27 países.

É de salientar que o Prémio Al-Sumait anual para o Desenvolvimento Africano foi lançado por nobre iniciativa do falecido Emir Sheikh Sabah Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, que Alá guarde a sua alma, durante a Cimeira Árabe Africana organizada pelo Kuwait em 2013. O lançamento do Prémio foi feito em homenagem ao falecido Dr. Abdul Rahman Al-Sumait, o médico kuwaitiano que dedicou a sua vida a enfrentar os desafios relacionados com a saúde, a educação e a segurança alimentar com que África se depara.

O Prémio visa reconhecer e valorizar os melhores estudos, projetos científicos, investigação aplicada e iniciativas que tenham um impacto significativo no avanço dos recursos económicos, sociais e humanos e no desenvolvimento de infraestruturas no continente africano.

O atual ciclo do Prémio Al-Sumait, centrado na Educação, visa reconhecer e valorizar os melhores estudos, projetos científicos, investigação aplicada e iniciativas de grande impacto para o avanço do desenvolvimento económico, social, dos recursos humanos e das infraestruturas no continente africano. As nomeações serão aceites até 31 de agosto de 2026.

Para mais informações sobre as candidaturas, visite o website do Prémio Al-Sumait (www.AlSumaitPrize.org) ou utilize o seguinte e-mail: info@alsumaitprize.org.

Distribuído pelo Grupo APO para Kuwait Foundation for the Advancement of Sciences (KFAS).

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O Afreximbank apresenta resultados sólidos no primeiro trimestre de 2026, com um crescimento de 25% no resultado líquido e uma melhoria na rentabilidade

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Banco Africano de Exportação e Importação (“Afreximbank” ou o “Banco”) (www.Afreximbank.com) e as suas subsidiárias (o “Grupo”) anunciaram os seus resultados relativos ao trimestre findo a 31 de Março de 2026. Os resultados demonstram resiliência contínua, gestão disciplinada do balanço e forte execução das transacções, apesar de um ambiente operacional global desafiador.

O Grupo continuou a expandir as suas actividades de concessão de crédito no primeiro trimestre de 2026, resultando num crescimento da exposição total de crédito de 2%, atingindo uma carteira de 42 mil milhões de USD, contra os 41 mil milhões de USD registados a 31 de Dezembro de 2025. Este desempenho reflecte o papel de liderança do Afreximbank como Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) no financiamento do comércio e de infra-estruturas facilitadoras do comércio, bem como a sua contribuição estratégica para a resiliência económica em toda a África e nas Caraíbas.

A média de empréstimos e adiantamentos no primeiro trimestre de 2026 cifrou-se em 32 mil milhões de USD, um aumento de 8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionando o crescimento registado nas receitas de juros. A posição de liquidez do Grupo manteve-se sólida, com caixa e seus equivalentes no valor de 5,6 mil milhões de USD, o que representa 14% do total de activos, em conformidade com o exercício de 2025 e acima do mínimo estratégico do Banco.

A qualidade dos activos manteve-se igualmente sólida, com o Rácio de Créditos Não Produtivos (NPL) a atingir 2,40%, em conformidade com os 2,43% registados no exercício de 2025 e abaixo da média do sector.

Os capitais próprios dos accionistas aumentaram para 8,6 mil milhões de USD a 31 de Março de 2026, em comparação com 8,4 mil milhões de USD no exercício de 2025, apoiados por capital gerado internamente no valor de 268,9 milhões de USD e por novos investimentos de capital recebidos durante o trimestre, o que sublinha a capacidade contínua do Banco de mobilizar capital junto dos seus accionistas para apoiar a sua missão de crescimento e desenvolvimento.

O Grupo registou uma forte rentabilidade durante o trimestre.  Apesar da descida das taxas de referência, as receitas totais de juros aumentaram 14% em termos homó.s, atingindo 813,6 milhões de USD, enquanto as receitas líquidas de juros aumentaram 24%, para 510,0 milhões de USD, em comparação aos 411,2 milhões de USD registados no primeiro trimestre de 2025. O rácio custo/rendimento do Grupo manteve-se contido em 19%, bem dentro do limite estratégico do Grupo de 30%. Consequentemente, o resultado do período aumentou para 268,9 milhões de USD, em comparação aos 215,4 milhões de USD registados no primeiro trimestre de 2025.

O Grupo continuou a manter uma sólida posição de capital, com um rácio de adequação de capital de 23% a 31 de Março de 2026, em conformidade com os objectivos do Banco em matéria de gestão de capital a longo prazo.

Durante o trimestre, o Afreximbank continuou a demonstrar o seu papel anticíclico em resposta a choques externos. Em Março de 2026, o Banco lançou um Programa de Resposta à Crise do Golfo, no valor de 10 mil milhões de USD, para ajudar os países membros a mitigar os efeitos colaterais adversos da crise do Golfo. A linha de crédito destina-se a apoiar a liquidez, estabilizar o comércio e os pagamentos e fazer face a perturbações do lado da oferta, sobretudo nos sectores da energia, turismo e aviação, fertilizantes, alimentos e outras importações essenciais.

O Banco continuou igualmente a disponibilizar financiamento direccionado e apoio consultivo para reforçar os fluxos comerciais, a capacidade industrial e a resiliência económica em toda a África e na CARICOM. A integração regional ganhou novo ímpeto após a ratificação pela África do Sul do Acordo de Constituição do Banco em Fevereiro de 2026, integrando uma das maiores e mais diversificadas economias de África no quadro de membros do Banco e conferindo-lhe uma cobertura continental total.

Os destaques dos resultados do Grupo Afreximbank são apresentados a seguir:

Métricas de Desempenho Financeiro

1.º Trimestre de 2026

1.º Trimestre de 2025

Rendimento Bruto (em milhões de USD)

874.1

784.9

Receitas Líquidas (milhões de USD)

268.9

215.4

Rendimento do Capital Próprio Médio (ROAE)

13%

12%

Rendimento dos Activos Médios (ROAA)

2,62%

2,38%

Rácio de Eficiência

19%

16%

Métricas da Situação Financeira

1.º Trimestre de 2026

Exercício de 2025

Total de Activos (mil milhões de USD)

41.7

42.3

Total do Passivo (mil milhões de USD)

33.0

33.9

Capitais Próprios dos Accionistas (mil milhões de USD)

8.6

8.4

Rácio de Créditos Não Produtivos (NPL)

2,40%

2,43%

Caixa/Total de Activos

14%

14%

Rácio de Adequação de Capital (Basileia II)

23%

            23%

O Sr. Denys Denya, Vice-Presidente Executivo Sénior do Afreximbank, comentou: “Num contexto de contínua incerteza global, riscos geopolíticos acrescidos e condições financeiras restritivas, o Grupo registou um desempenho resiliente no primeiro trimestre, sustentado por uma gestão disciplinada do balanço, uma qualidade sólida dos activos e fortes reservas de capital e liquidez. O crescimento das receitas líquidas de juros e da rentabilidade demonstra a solidez do nosso modelo operacional e a relevância contínua do nosso mandato. O rápido lançamento do nosso Programa de Resposta à Crise do Golfo, no valor de 10 mil milhões de USD, reforça ainda mais o papel anticíclico do Afreximbank no apoio aos países membros durante períodos de perturbação. Continuamos focados na estabilização dos fluxos comerciais, no alívio das pressões de liquidez e na promoção da transformação industrial e económica de África e das Caraíbas.”

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

Contacto para a Imprensa:
Vincent Musumba
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Sobre o Afreximbank:
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) é uma instituição financeira multilateral pan-africana com mandato para financiar e promover o comércio intra e extra-africano. Há mais de 30 anos que o Banco utiliza estruturas inovadoras para oferecer soluções de financiamento que apoiam a transformação da estrutura do comércio africano, acelerando a industrialização e o comércio intra-regional, impulsionando assim a expansão económica em África. Apoiante firme do Acordo de Comércio Livre Continental Africano (ACLCA), o Afreximbank lançou um Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS) que foi adoptado pela União Africana (UA) como plataforma de pagamento e liquidação para sustentar a implementação da ZCLCA. Em colaboração com o Secretariado da ZCLCA e a UA, o Banco criou um Fundo de Ajustamento de 10 mil milhões de dólares para apoiar os países que participam de forma efectiva na ZCLCA. No final de Dezembro de 2025, o total de activos e passivos contingentes do Afreximbank atingiu mais de 48,5 mil milhões de USD, e os seus fundos próprios totalizaram 8,4 mil milhões de USD. O Afreximbank tem notações de grau de investimento atribuídas pela China Chengxin International Credit Rating Co., Ltd (CCXI) (AAA), pela GCR (A), pela Japan Credit Rating Agency (JCR) (A-) e pela Moody’s (Baa2). O Afreximbank evoluiu para uma entidade de grupo que inclui o Banco, a sua subsidiária de fundo de impacto de acções, denominada Fundo para o Desenvolvimento das Exportações em África (FEDA), e a sua subsidiária de gestão de seguros, AfrexInsure (em conjunto, “o Grupo”). O Banco tem a sua sede em Cairo, Egipto.

Para mais informações, visite: www.Afreximbank.com.

Encontros Anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Brazzaville 2026 terão como foco a mobilização em grande escala do financiamento para o desenvolvimento de África

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Mais de 3 mil delegados reunir-se-ão em Brazzaville, na República do Congo, para os Encontros Anuais de 2026 do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org), que se realizarão de 25 a 29 de maio de 2026. Será a sexagésima primeira reunião do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento e a quinquagésima segunda do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD).

O Centro de Conferências Kintele, local das reuniões, oferece vistas panorâmicas sobre o rio Congo, cujo caudal maciço se estima ter potencial para gerar eletricidade suficiente para abastecer grande parte de África. Neste contexto, os delegados dos 81 países membros do Banco irão abordar o tema ‘Mobilizar o financiamento em grande escala para o desenvolvimento de África num mundo fragmentado’.

O tema deste ano reflete uma realidade crua. O capital é escasso. Os fluxos de entrada da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) diminuíram. O risco tem um preço mais elevado. As cadeias de abastecimento são menos previsíveis. No entanto, África necessita de financiamento a longo prazo para a energia, a segurança alimentar, a adaptação às alterações climáticas, as infraestruturas e o emprego para uma população em crescimento e ansiosa. Entretanto, o défice de financiamento do desenvolvimento do continente ascende a 400 mil milhões de dólares por ano. Esse fosso exige soluções ousadas.

A questão central em Brazzaville é simples: como pode África angariar financiamento para o desenvolvimento em grande escala, com rapidez e a um custo mais baixo, principalmente a partir dos seus próprios recursos, para transformar os vastos e variados ativos e oportunidades do continente em canais de investimento capazes de gerar impacto socioeconómico? 

Os Encontros de 2026 são os primeiros para o Dr. Sidi Ould Tah, que assumiu o cargo em setembro de 2025 como nono Presidente. Uma das principais conquistas iniciais sob a sua liderança é a histórica 17.ª reposição de 11 mil milhões de dólares do Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF-17), realizada em Londres em dezembro do ano passado. O ADF, o braço de crédito concessional do Banco, apoia os países-membros africanos de baixo rendimento e frágeis com empréstimos em condições favoráveis e subvenções. Vinte e quatro países africanos – um número recorde – comprometeram-se a contribuir com 182,7 milhões de dólares para o ADF.

É significativo que África detenha cerca de 4 biliões de dólares em fundos de pensões e fundos soberanos, bem como em mecanismos de poupança similares; no entanto, estes recursos encontram-se fragmentados. No âmbito da Nova Arquitetura Financeira Africana para o Desenvolvimento (NAFAD) do Dr. Ould Tah, estes recursos serão mobilizados e alavancados para libertar o poder de capital do continente e, nas palavras do Dr. Ould Tah, “fazer com que cada dólar valha por dez”.

A NAFAD recebeu o aval de aprovação dos líderes e representantes do ecossistema financeiro africano em Abidjan, na Costa do Marfim, em abril deste ano, na sequência do seu apoio pela Cimeira de Chefes de Estado da UA em Adis Abeba, em fevereiro.

A NAFAD assenta nos Quatro Pontos Cardeais, a visão estratégica do Presidente para o Grupo Banco libertar o poder do capital de África, reforçar a sua soberania financeira, ao mesmo tempo que investe em capital humano e nas MPMEs para apoiar os jovens e as mulheres, e constrói infraestruturas e cadeias de valor competitivas. Estas estratégias receberão especial atenção dos decisores em Brazzaville.

Chefes de Estado e de Governo, Ministros das Finanças, Governadores dos Bancos Centrais, líderes do setor privado, das finanças e da sociedade civil participarão em reuniões consultivas, sessões plenárias e sessões de partilha de conhecimentos.

Os Encontros Anuais constituem o evento estatutário mais importante do Banco, onde os Conselhos de Governadores, os órgãos de decisão e supervisão de mais alto nível, analisam o desempenho do ano anterior e debatem estratégias para o futuro. 

Os Encontros em Brazzaville contarão também com o lançamento da edição de 2026 do relatório sobre as Perspetivas Económicas Africanas (AEO), elaborado pelo Grupo Banco. O relatório, rico em dados, a ser divulgado a 26 de maio, apresenta projeções sobre as perspetivas económicas para o continente, incluindo análises de cada região. O AEO é uma das publicações económicas mais influentes do continente. A sua divulgação é muito aguardada, uma vez que serve como documento de referência e guia de políticas para governos, investidores, bancos e instituições financeiras e académicas internacionais. 

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Departamento de Comunicação e Relações Externas 
media@afdb.org

Marrocos: Grupo Banco Africano de Desenvolvimento e Grupo OCP assinam garantia de crédito parcial no valor de 450 milhões de euros para acelerar a transição industrial

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento (https://www.AfDB.org) e o Grupo OCP assinaram um acordo em Rabat, a 22 de maio de 2026, relativo a uma garantia de crédito parcial no valor de 450 milhões de euros, com o objetivo de apoiar o programa de investimento do líder mundial em soluções de nutrição vegetal e fertilizantes à base de fosfato.

Esta operação destina-se a apoiar a mobilização, pela Société Générale e pelo BNP Paribas, de uma linha de financiamento verde no valor de 530 milhões de euros.

A assinatura deste acordo representa um marco fundamental na implementação do programa de investimento do Grupo OCP para 2023–2030. Contribuirá para garantir recursos financeiros a longo prazo junto de instituições financeiras internacionais e abrirá caminho para a implementação efetiva de uma série de investimentos planeados.

Primeiro mecanismo deste tipo em Marrocos, esta garantia ilustra o papel do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento como catalisador de financiamento inovador para apoiar a transição energética e a gestão sustentável da água. Alinha-se com a estratégia do Grupo OCP de reforçar e modernizar as suas cadeias de valor, apoiando simultaneamente a resiliência e a transformação sustentável dos sistemas agrícolas de Marrocos.

O programa está em total sintonia com os Quatro Pontos Cardeais do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, em particular o Ponto Cardeal 2 sobre a mobilização de capital em grande escala e o Ponto Cardeal 4 sobre o desenvolvimento de infraestruturas resilientes e geradoras de valor.

“A assinatura deste acordo reafirma o nosso compromisso com o programa de investimento do Grupo OCP. Aproveitando o nosso rating AAA, estamos a mobilizar capital internacional para acelerar o desenvolvimento da produção de fertilizantes de baixo carbono, a implantação de energias renováveis e a gestão sustentável da água. Estas são alavancas estratégicas de apoio à segurança alimentar em todo o continente”, afirmou Achraf Tarsim, representante do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento em Marrocos.

Para o Grupo OCP, o acordo marca a transição para a fase de implementação no terreno. “Com este acordo, estamos a dar um passo decisivo no sentido de um modelo industrial circular e de baixo carbono. O apoio do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento reforça a nossa capacidade de investir em soluções que preservam os recursos, protegem os solos e apoiam os agricultores. Juntos, estamos a contribuir para o crescimento sustentável de Marrocos, de África e para a segurança alimentar global”, afirmou o Diretor Financeiro do Grupo OCP, Younes Kchia.

Os recursos mobilizados ao abrigo deste acordo permitirão o lançamento de projetos transformacdores centrados na redução das emissões de gases com efeito de estufa, na expansão das energias renováveis e na melhoria da eficiência hídrica e energética em todas as instalações industriais do Grupo OCP. Contribuirão também para promover práticas agrícolas sustentáveis, preservar os solos e reforçar a segurança alimentar, apoiando simultaneamente o crescimento industrial de baixo carbono.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Fahd Belbachir
Departamento de Comunicação
e Relações Externas
media@afdb.org

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org

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A Câmara Africana de Energia (AEC) pretende posicionar África como a próxima fronteira energética estratégica da América do Sul na Conferência Associação de Empresas de Petróleo, Gás e Energias Renováveis da América Latina e das Caraíbas (ARPEL) 2026

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A próxima Conferência ARPEL — organizada pela Associação de Empresas de Petróleo, Gás e Energias Renováveis da América Latina e das Caraíbas, que decorrerá de 1 a 4 de junho em Buenos Aires, servirá como principal catalisador para a construção de um novo corredor energético transatlântico. Reunindo partes interessadas regionais e líderes do setor energético da América do Sul e das Caraíbas, o evento oferece uma plataforma estratégica para promover os interesses comerciais da América do Sul em África, abrindo portas para a transferência institucional de tecnologia, o investimento intercontinental e a partilha de experiências operacionais. Colocando esta narrativa no centro da cimeira, a Câmara Africana de Energia (AEC) (https://EnergyChamber.org) liderará uma delegação a Buenos Aires, com o Presidente Executivo NJ Ayuk programado para informar os operadores regionais sobre o âmbito em expansão das entradas no mercado bilateral.

A participação de Ayuk surge num momento em que África entra num dos seus ciclos de investimento a montante mais ativos em mais de uma década. Prevê-se que o continente registe despesas de capital a montante de aproximadamente 41 mil milhões de dólares em 2026, enquanto as rondas de licenciamento e as novas oportunidades de entrada no mercado continuam a expandir-se em Angola, Nigéria, Tanzânia, Argélia, Serra Leoa e Guiné Equatorial. Mercados emergentes como a Namíbia já registaram 60% de sucesso na exploração nos últimos anos, enquanto novas descobertas feitas na Costa do Marfim e a expansão das atividades de perfuração, tanto em terra como no mar, abrem caminhos para desenvolvimentos comerciais. As empresas que se estabelecerem como pioneiras poderão capturar este valor, destacando uma oportunidade única para as empresas sul-americanas, particularmente aquelas com experiência comprovada em fronteiras.

Talvez uma das vias de parceria mais estratégicas seja o setor do gás natural. Por seu lado, África está a posicionar-se rapidamente como um dos próximos centros mundiais de GNL, com empresas a avançarem para desbloquear recursos em margens comprovadas — mas ainda por desenvolver. Até 140 biliões de pés cúbicos (tcf) de recursos descobertos, mas ainda por desenvolver, encontram-se apenas no Rovuma, em Moçambique (129 tcf), e no Delta do Níger, na Nigéria (113 tcf), o que destaca a dimensão da oportunidade em todo o continente. África já fornece 8,5% do GNL global, mas com os acontecimentos geopolíticos a apertar as cadeias de abastecimento globais, espera-se que este valor quadruplique até 2050.

Outra fronteira de crescimento é o mercado africano de gás de xisto. Embora o continente possua alguns dos maiores recursos de xisto inexplorados do mundo, muitos países continuam a enfrentar barreiras operacionais e técnicas à comercialização. Só a Argélia detém mais de 700 tcf de recursos de gás de xisto sem risco, enquanto países como a África do Sul e a Tanzânia estão a avaliar as suas próprias oportunidades de gás de xisto e gás de rochas compactas.

A experiência da América do Sul na produção de gás posiciona-a como um parceiro-chave para África. O desenvolvimento da formação de xisto de Vaca Muerta pela Argentina — responsável por 70% da sua produção de gás — estabeleceu uma experiência operacional em perfuração horizontal, fraturação hidráulica, projeto de completação, otimização da cadeia de abastecimento e gestão regulatória não convencional — capacidades que muitos mercados africanos procuram ativamente. O país é atualmente um dos maiores produtores de gás da região, com uma produção de 4,5 mil milhões de pés cúbicos por dia (bcf/d), a par do Brasil, que produz atualmente 5,4 bcf/d — principalmente a partir de projetos petrolíferos associados. Outros mercados, como Trinidad e Tobago e a Venezuela, oferecem experiência comprovada em GNL, infraestruturas energéticas transfronteiriças e instalações de exportação.

«O Atlântico já não é uma barreira; é um corredor comercial. Nenhuma nação do Hemisfério Sul está melhor posicionada para fazer parceria com a África no desenvolvimento de energia não convencional do que a Argentina. Ao exportar a expertise conquistada com muito esforço de Vaca Muerta, as empresas sul-americanas podem capturar valor na fase inicial nas mais novas bacias de fronteira da África”, diz Ayuk.

Estes fatores destacam o valor da América do Sul como parceira estratégica para a África, apresentando um forte argumento a favor da transferência de tecnologia transatlântica, cadeias de valor partilhadas e investimentos. A mesma tecnologia que tem estado no centro do mercado de gás da América do Sul já está a operar em África. Notavelmente, a Golar LNG está a avançar com um projeto de vários milhares de milhões de dólares na formação de xisto de Vaca Muerta, tendo garantido no ano passado um contrato de fretamento de duas décadas para a sua unidade FLNG. Em África, a empresa foi pioneira em soluções FLNG nos Camarões, ao mesmo tempo que apoiou a emergência do Senegal e da Mauritânia como produtores de GNL através do seu navio Gimi.

Como tal, o conhecimento operacional associado à infraestrutura FLNG, ao processamento de gás offshore e à monetização do midstream está a tornar-se cada vez mais uma vantagem estratégica para as empresas que procuram entrar nos mercados africanos. A próxima Conferência ARPEL marca um ponto de viragem estratégico tanto para a América do Sul e as Caraíbas como para África, lançando as bases para um renascimento energético no Atlântico Sul, ao mesmo tempo que permite a duas das maiores regiões fronteiriças do mundo a oportunidade de examinar recursos de classe mundial, desafios de desenvolvimento semelhantes e um interesse comum em garantir que as receitas energéticas se traduzam num crescimento económico duradouro.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.