Dangote apela à África para que mantenha o seu capital no continente, numa altura em que a industrialização assume um papel central no evento “Unstoppable Africa”

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

África deve deixar de enviar o seu capital para o estrangeiro e começar a investir no seu próprio futuro industrial, afirmou hoje Aliko Dangote, presidente e diretor executivo do Grupo Dangote, perante líderes empresariais globais no evento “Unstoppable Africa 2026”, ao apresentar uma visão ambiciosa para a industrialização africana, apoiada por milhares de milhões de dólares em investimento, nova capacidade de refinação e uma maior participação pública. 

Referindo-se à ascensão económica da Ásia, defendeu que África não pode desenvolver uma capacidade industrial comparável enquanto o seu próprio dinheiro continuar a fluir para bancos e mercados estrangeiros. Salientando a importância da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) na criação da escala necessária para grandes projetos industriais, afirmou: “Temos de acreditar no nosso continente”, exortando as empresas a manterem-se empenhadas, apesar dos desafios que a construção de grandes organizações em África acarreta. “Assim que começamos, torna-se mais fácil. “Mas quanto mais tempo ficamos sem fazer nada, mais difícil se torna.” 

Com mais de 3000 líderes empresariais africanos e internacionais e chefes de Estado reunidos para o fórum de dois dias em Nova Iorque, o “Unstoppable Africa 2026” demonstrou a dimensão do interesse global nas oportunidades económicas de África e a vontade de estabelecer parcerias comerciais mais sólidas com o continente. 

Outro ponto de destaque foi a Iniciativa Empresarial Sul-Africana para o Impacto (South African Business Initiative for Impact, SABII), que colocou em evidência a proposta da África do Sul em matéria de negócios, investimento e parcerias. Os debates exploraram a forma como as oportunidades locais podem interagir com o capital global e traduzir-se num impacto económico tangível. 

Eine Zeidane, diretora do Departamento Africano do Fundo Monetário Internacional, destacou a importância das reformas estruturais, de mercados financeiros nacionais mais sólidos e de mercados africanos mais amplos, através da ZCLCA, para atrair investimento privado. 

As discussões centraram-se também na economia digital do continente, que se encontra em rápida expansão. Olugbenga Agboola, diretor executivo da Flutterwave, destacou a oportunidade representada pela população africana, jovem e cada vez mais conectada, referindo-se aos pagamentos digitais, à inteligência artificial e a outras tecnologias que podem ajudar as empresas a aceder aos mercados e a crescer. 

Elly Savatia, fundadora e diretora executiva da Signverse, destacou o potencial da tecnologia para promover a inclusão através das línguas gestuais africanas. Com um financiamento de 2 milhões de dólares da Google, a Signverse desenvolveu o maior conjunto de dados publicamente documentado para uma língua gestual africana até à data e está a criar uma estrutura que poderá ser alargada a várias línguas gestuais locais. 

No domínio do desporto, Sua Excelência Ndemupelila Netumbo Nandi-Ndaitwah, Presidente da Namíbia, assinou um acordo de parceria entre a Fundação Netumbo Nandi-Ndaitwah (Fundação NNN) e a Fundação Queens of the Continent (QoTC), fundada por Chiney Ogwumike, duas vezes selecionada para o All-Star da WNBA e apresentadora da ESPN. Esta parceria histórica irá explorar oportunidades para apoiar a capacitação e o desenvolvimento dos jovens na Namíbia, com especial destaque para as raparigas e as jovens mulheres.

As indústrias criativas africanas assumem o seu lugar na cena mundial 

A economia criativa foi outro dos principais temas em destaque, tendo os oradores salientado a crescente capacidade das marcas, cineastas e inovadores tecnológicos africanos para conquistar públicos e mercados a nível global. 

Khanyi Mashimbiye, Diretora de Criação do Afreximbank, destacou o programa CANEX do Afreximbank, que estabelece ligações entre marcas de moda africanas e compradores internacionais através da Tranoï, em Paris e no Japão, e da Coterie, em Nova Iorque. Desde 2022, a iniciativa já garantiu mais de 120 acordos de comercialização, estando a marca zimbabuense Vanu Vanwerk atualmente presente em mais de 50 lojas em todo o mundo. 

Ao encerrar o fórum, a vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, afirmou: “Estamos a entrar numa nova era de tecnologia e inteligência artificial que irá moldar profundamente o futuro, e África tem uma enorme oportunidade de dar um salto qualitativo.” Tal como a industrialização transformou as economias e criou novas formas de trabalho, a IA pode abrir novos caminhos para o crescimento, a inovação e as oportunidades. África tem o talento e as ideias. O que precisamos é de oportunidades, infraestruturas e investimento para as implementar em grande escala. “Este é um momento em que África pode moldar a sua própria trajetória no domínio da IA, combinando o talento do continente com a tecnologia e as infraestruturas necessárias para construir o futuro.”

À medida que as conversações chegavam ao fim, a atenção centrou-se no trabalho prático que se avizinha: transformar o dinamismo do investimento em África em iniciativas capazes de gerar crescimento, emprego e valor económico duradouro.

Para ver as fotografias do evento, clique AQUI (https://apo-opa.co/3TJQpSP). Para ver os vídeos dos oradores e os destaques, visiteAQUI (https://apo-opa.co/477SpHE). O evento completo pode ser visto noCanal do YouTube do Unstoppable Africa (https://apo-opa.co/4xE0FKs).

Para mais informações sobre a GABI, visite o website GABI.UNGlobalCompact.org  

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Cabo Verde: Governo está comprometido com o desenvolvimento de Santa Catarina do Fogo

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, reafirmou o compromisso do Governo em trabalhar com a Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo na concretização de respostas para as principais necessidades do município, com destaque para as áreas das acessibilidades, habitação, saúde, água, agricultura, pesca, requalificação urbana e desporto.

Francisco Carvalho falava durante um encontro de auscultação com o Presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo, Manuel Teixeira, realizado no quadro da estratégia do Governo de reforçar o diá. com os municípios, identificar as prioridades locais e articular respostas para os desafios enfrentados pelas populações.

Durante o encontro, o Primeiro-Ministro reconheceu que são muitas as necessidades apresentadas pelas autarquias e que todas têm importância para as respetivas populações.

“Temos a certeza de que, para os presidentes das Câmaras, tudo é urgente”, afirmou Francisco Carvalho, destacando, no entanto, a atenção particular que o Governo tem procurado dispensar aos municípios com maiores limitações financeiras.

Neste sentido, o Chefe do Governo destacou as medidas de discriminação positiva dirigidas a Santa Catarina do Fogo, sublinhando o impacto que terão no orçamento municipal e na capacidade da autarquia para responder às necessidades da população.

Questões básicas

Carvalho anunciou ainda o reforço das intervenções no domínio da habitação, indicando que já estão contemplados apoios para a requalificação urbana e para habitações sociais, ao mesmo tempo que o Governo prevê aumentar, no próximo ano, a sua intervenção no âmbito dos programas destinados à construção e reabilitação de casas.

Na área da saúde, o Primeiro-Ministro garantiu que a sua equipa vai trabalhar para melhorar a resposta existente no município. Aliás, durante o encontro, o Ministro da Saúde, Lúcio Miranda, informou que está em estudo a criação de uma estrutura sanitária destinada a reforçar a prestação de cuidados de saúde à população.

O abastecimento de água constituiu outro dos pontos abordados, com Francisco Carvalho a garantir uma intervenção do Governo para reforçar a disponibilidade deste bem precioso no município, incluindo através de uma unidade móvel de dessalinização. A melhoria do abastecimento de água em Cabeça Fundão integra igualmente as prioridades apresentadas, tendo em vista aumentar a cobertura domiciliária e melhorar as condições de vida das famílias.

Francisco Carvalho anunciou ainda a disponibilização de equipamento para reforçar a capacidade de resposta do município.

Acessibilidade

No encontro foram igualmente analisadas as acessibilidades, com destaque para a estrada entre Estância Roque e Cabeça Fundão, uma intervenção considerada importante para o desencravamento das comunidades e para potenciar o desenvolvimento agrícola, turístico e económico daquela zona.

O projeto prevê a abertura e o calcetamento da ligação, permitindo melhorar o acesso às áreas agrícolas, facilitar o transporte e o escoamento da produção e criar condições para atividades ligadas ao agroturismo, turismo rural e turismo de natureza.

Outra prioridade apresentada foi a ligação Tinteira–Bambardeiro, destinada a melhorar as acessibilidades à orla marítima e criar melhores condições para o desenvolvimento da pesca e da economia local. A intervenção poderá facilitar o acesso dos pescadores às zonas de pesca, melhorar o transporte e o escoamento do pescado e favorecer atividades económicas associadas à comercialização e transformação do pescado, restauração e turismo costeiro.

Setor primário

A agricultura mereceu também atenção particular devido às dificuldades registadas no presente ano agrícola. “Estamos a trabalhar em medidas de mitigação”, assegurou, Ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pesca, Eveline Ramos, defendendo que a resposta deverá envolver a articulação entre o Governo e as autoridades locais por forma a apoiar as famílias que dependem diretamente da agricultura e da pecuária.

Já na área da pesca, foram analisadas as necessidades das comunidades piscatórias, incluindo as condições de acesso à Baía de Alcatraz, as infraestruturas de apoio e as dificuldades enfrentadas no transporte e escoamento do pescado. Entre as propostas apresentadas está uma solução de mobilidade para a Baía de Alcatraz, associando a melhoria das condições de trabalho dos pescadores à valorização turística daquela zona.

Desporto

O desporto foi outro dos setores abordados, com destaque para a necessidade de dotar Santa Catarina do Fogo de um Pavilhão Gimnodesportivo Municipal, além das intervenções previstas para melhorar as condições do Estádio Monte Pelado e outros equipamentos desportivos.

Foram ainda colocados em cima da mesa projetos de valorização económica e urbana, incluindo intervenções em Cova Figueira e iniciativas destinadas a criar melhores condições para comerciantes, produtores, pescadores, agricultores, jovens e pequenos empreendedores.

Francisco Carvalho reiterou que a estratégia do Governo passa por trabalhar diretamente com os municípios, estabelecer prioridades e mobilizar os recursos necessários para concretizar intervenções com impacto efetivo na qualidade de vida das populações.

O encontro com o Presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo integra o processo de auscultação das autarquias promovido pelo Governo, com o objetivo de reforçar a articulação entre o poder central e o poder local e acelerar a implementação de projetos estruturantes nos diferentes municípios do país.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Angola: Inspecção Geral do Trabalho (IGT) lança campanha em todo o país para melhorar a dignidade dos trabalhadores

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), através da Inspecção Geral do Trabalho (IGT), lançou, hoje, em Luanda, a II série da Operação Trabalho Digno, que vai decorrer até Dezembro, em todo o país.

A operação é uma iniciativa que serve para reforçar as acções de prevenção, fiscalização e responsabilização, assim como melhorar as condições laborais e fazer com que todos cumpram com a Lei Geral do Trabalho.

A campanha este ano tem como lema, “Promover o Trabalho Digno, Reforçar a Legalidade Laboral e Consolidar a Cultura Nacional de Prevenção” e a primeira fase de actuação está direccionada para os sectores do Comércio, Indústria Transformadora, Extractiva, Agricultura Comercial e Agro-industria.

A primeira zona de actuação a ser dirigida pelo secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe, começa amanhã, na província de Icolo e Bengo.

Durante a apresentação da Operação Trabalho Digno, Pedro Filipe destacou que a IGT, enquanto órgão da Administração indirecta do Estado é responsável pela fiscalização das condições de trabalho e do cumprimento da legislação laboral, assumindo assim, um papel determinante na promoção da justiça social, dignidade da pessoa humana e prevenção dos riscos profissionais.

O secretário de Estado considera que essa acção inspectiva, representa, acima de tudo, uma manifestação concreta da presença do Estado nos locais de trabalho, assegurando que o desenvolvimento económico seja acompanhado pelo respeito da dignidade humana, legalidade e da justiça social.

O governante referiu que a Operação Trabalho Digno não permite criar um ambiente de perseguição às empresas. Pretende, pelo contrário, garantir confiança, responsabilidade, de legalidade e de justiça social. Porque uma economia forte exige empresas fortes, e estas precisam de trabalhadores protegidos para produzirem mais.
“Somo um país que protege quem trabalha, que constrói um futuro mais próspero, justo e socialmente equilibrado”, disse Pedro Filipe.

A Operação Trabalho Digno tem sido realizada em todo território nacional e os resultados obtidos até agora, demonstram que milhares de trabalhadores exerciam actividades em condições incompatíveis aos princípios constitucionais do trabalho digno, por essa razão, a campanha fez melhorar, significativamente, as condições de trabalho, promover novos empregos e aumentar a cobertura do Sistema de Protecção Social Obrigatória.

Distribuído pelo Grupo APO para Angola, Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

Governo está alinhado com a Câmara Municipal do Paul para acelerar desenvolvimento do município

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, recebeu esta sexta-feira, 18 de setembro, o Presidente da Câmara Municipal do Paul, Adilson Fernandes, no quadro do processo de auscultação dos municípios promovido pelo Governo, com o objetivo de reforçar a articulação entre o poder central e as autarquias e identificar prioridades e projetos capazes de responder aos principais desafios das populações.

O encontro permitiu analisar um conjunto de intervenções consideradas prioritárias para o desenvolvimento do Paul, com particular incidência nos setores da agricultura, água, pesca, turismo, acessibilidades, requalificação urbana e habitação social.

O Primeiro-Ministro destacou a existência de vários pontos de convergência entre as prioridades apresentadas pela Câmara Municipal e as orientações estabelecidas no Programa do Governo para a XI Legislatura, “Cabo Verde para Todos”, que define as linhas estratégicas da ação governativa para o período 2026–2031.

Francisco Carvalho sublinhou, neste sentido, a importância do setor primário, particularmente da agricultura e das pescas, assim como do turismo, enquanto áreas fundamentais para a criação de oportunidades económicas e para o desenvolvimento do município e do país.

Durante o encontro foram igualmente analisados projetos que, apesar de já terem conhecido diferentes etapas de preparação, incluindo lançamento de concursos ou assinatura de acordos e contratos, ainda não foram concretizados. O Chefe do Governo manifestou a disponibilidade do Executivo para trabalhar diretamente com a Câmara Municipal no sentido de avaliar os processos, desbloquear constrangimentos e acelerar a concretização das intervenções consideradas prioritárias.

Desafios

Entre os desafios identificados está o abastecimento de água. Francisco Carvalho reafirmou a determinação do Governo em trabalhar com o município na procura de soluções para ultrapassar os problemas existentes neste domínio, incluindo a mobilização de água necessária ao desenvolvimento da agricultura.

A Câmara Municipal apresentou, neste âmbito, três projetos hidroagrícolas para Pedra das Moças, Fajã de Janela e Cidade das Pombas, considerados importantes para reforçar a disponibilidade de água e criar melhores condições para o desenvolvimento da atividade agrícola.

A requalificação urbana e as acessibilidades constituíram igualmente pontos centrais do encontro. Entre as intervenções apresentadas pela autarquia está a requalificação urbana da Cidade das Pombas, um projeto estimado em cerca de 90 mil contos, bem como intervenções em Chã de Manuel dos Santos. A requalificação e modernização de infraestruturas nesta última localidade já tem integrado investimentos apoiados pelo Governo no município.

No domínio das acessibilidades, foram analisadas intervenções destinadas ao desencravamento de localidades como Pedra das Moças, Ribeira do Penedo e Igrejinha, zonas com potencial para o desenvolvimento de atividades agrícolas e turísticas.

A habitação social mereceu também particular atenção. O Governo e a Câmara Municipal reconheceram a necessidade de uma intervenção articulada para responder ao défice habitacional existente no concelho, sobretudo no que diz respeito às condições qualitativas das habitações.

Neste quadro, o Primeiro-Ministro anunciou a intenção de retomar intervenções no domínio habitacional, incluindo o programa Casa para Todos, a requalificação de habitações de famílias que necessitam de apoio e projetos de construção e melhoria de casas de banho, procurando garantir melhores condições de habitabilidade às famílias do município.

As pescas foram outra das áreas abordadas. O Presidente da Câmara Municipal chamou a atenção para a necessidade de melhorar as infraestruturas de apoio à atividade piscatória e apresentou a construção de um porto de pesca entre as prioridades estratégicas para o desenvolvimento do setor no Paul.

Adilson Fernandes apresentou ainda o projeto de requalificação e proteção da orla marítima da Cidade das Pombas. A intervenção é perspetivada como um projeto estruturante, destinado não apenas à proteção costeira, mas também à criação de uma frente marítima capaz de gerar benefícios ambientais, urbanísticos, turísticos e económicos para o município. Pela dimensão do investimento, a autarquia considera necessária a mobilização de recursos do Governo e de outros parceiros de desenvolvimento.

Abertura do Governo 

No final do encontro, o Presidente da Câmara Municipal do Paul destacou a abertura demonstrada pelo Executivo.

“Estamos a sair de um importante encontro com o Senhor Primeiro-Ministro, dentro da estratégia do Governo de auscultar os municípios, que são as estruturas que estão mais próximas das populações”, afirmou Adilson Fernandes, sublinhando que o Paul é um município com “inúmeras potencialidades”, mas que enfrenta também importantes desafios.

O autarca considerou que o encontro ficou marcado por um diá. franco e aberto e manifestou confiança numa atuação conjunta entre o Governo e a Câmara Municipal para que o Paul possa avançar de forma sustentada no seu processo de desenvolvimento.

Por seu lado, Francisco Carvalho reafirmou a disponibilidade do Governo para manter um diá. direto e permanente com a autarquia, destacando que as prioridades identificadas no Paul apresentam uma forte convergência com as orientações do Executivo.

O encontro com o Presidente da Câmara Municipal do Paul integra a ronda de auscultação dos autarcas que o Primeiro-Ministro tem vindo a realizar, assente numa abordagem de cooperação institucional e de procura conjunta de soluções para os problemas das populações. O Chefe do Governo já reiterou, neste processo, o compromisso do Executivo de atuar como parceiro das autarquias, independentemente das diferenças político-partidárias.

A articulação permitirá igualmente avaliar os projetos e compromissos que poderão ser enquadrados ainda no Orçamento do Estado para 2026, bem como aqueles que deverão ser considerados para 2027 e para os restantes anos da legislatura, tendo como objetivo transformar as prioridades identificadas em intervenções concretas para melhorar as condições de vida da população do Paul.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Moçambique e brasil reforçam cooperação no sector energético

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Moçambique e Brasil reforçaram no Rio de Janeiro, a aposta na cooperação no sector energético, com destaque para oportunidades de investimento, partilha de conhecimentos na exploração de petróleo e gás e desenvolvimento de competências técnicas.

O reforço da cooperação esteve no centro dos encontros do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, com responsáveis do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e da Shell Brasil, à margem da sua participação no Fórum Petróleo e Gás 2026 (ROG.e).

O Presidente do ROG.e, Nelson Narciso Filho, disse que o encontro com o Chefe do Estado permitiu discutir a experiência brasileira e o seu possível contributo para o desenvolvimento da indústria energética moçambicana.

“Nós conversámos sobre desenvolvimento, sobre capacitação de pessoas, sobre onde o Brasil pode de alguma forma colaborar com todo esse processo”, afirmou.

Narciso Filho defendeu que a cooperação deve assentar numa lógica de benefício mútuo, aproveitando os conhecimentos acumulados pelo Brasil e as oportunidades existentes em Moçambique.

“Nós vemos uma oportunidade ímpar para os dois países, de trabalharem juntos, de desenvolverem juntos”, declarou, sublinhando que a relação não deve ser unilateral.

“Não é o Brasil dando e Moçambique recebendo, é o Brasil dando, Moçambique dando, é o Brasil recebendo e Moçambique recebendo”, sublinhou.

O responsável apontou as reservas de gás natural e a localização geográfica de Moçambique como factores que podem favorecer a sua inserção no mercado energético internacional.

Por seu turno, o Presidente da Shell Brasil, João dos Santos Rosa, afirmou que o encontro serviu para abordar o desenvolvimento da indústria energética moçambicana, futuras formas de colaboração e o posicionamento do país no panorama internacional.

“Falámos de potenciais oportunidades futuras, mas, principalmente, agradecer a sua presença e a sua comitiva hoje aqui no Brasil”, afirmou.

Segundo João dos Santos Rosa, a colaboração poderá abranger estudos energéticos, partilha de boas práticas e experiências de outros mercados, além do desenvolvimento de competências técnicas.

“Foi nesse âmbito que discutimos também uma futura colaboração e a continuação de uma relação que tem sido muito boa entre a nossa empresa e o Governo de Moçambique”, explicou.

Os encontros decorreram no contexto da participação de Chapo no ROG.e, onde foi o principal orador.

Organizado pelo IBP, o evento deverá reunir cerca de 80 mil participantes e apresentar aproximadamente mil trabalhos técnicos sobre tecnologia, inteligência artificial, diversidade, igualdade e desenvolvimento de competências. (AIM)

Distribuído pelo Grupo APO para Portal do Governo de Moçambique.

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África defende um papel mais importante na cena mundial

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

África está a empenhar-se em assumir um papel mais importante na definição da economia global, numa altura em que líderes empresariais, chefes de Estado, investidores, decisores políticos e parceiros globais se reuniram ontem em Nova Iorque para expressar a ambição do continente em matéria de comércio global, investimento e criação de valor. Realizado em paralelo com a 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o “Unstoppable Africa 2026” colocou a agenda empresarial africana no centro do debate global.

A quinta edição do principal evento da Global Africa Business Initiative (GABI) reuniu líderes de alto nível do mundo empresarial, do governo e de instituições globais no Marriott Marquis, na Times Square, incluindo o Secretário-Geral da ONU, S. Ex.ª António Guterres; S. Ex.ª Mahmoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana; e Massad Boulos, Conselheiro Sénior do Presidente dos Estados Unidos para os Assuntos Árabes e Africanos.

O Secretário-Geral da ONU apelou à tomada de medidas para conferir a África um papel mais importante na cena mundial, incluindo uma presença permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas: “África necessita de uma presença permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde possa contribuir para o diá. e a ação em benefício de todo o mundo.” Ele salientou que a crescente influência de África nos mercados globais deve traduzir-se numa voz mais forte nos assuntos internacionais. Guterres apelou ainda à implementação de reformas que reflitam melhor as necessidades dos países em desenvolvimento, em particular em África, e para que os recursos naturais do continente, incluindo os minerais essenciais, criem mais valor a nível local e empregos dignos, em vez de serem simplesmente exportados.

Com os minerais essenciais, o comércio, a energia e o investimento a dominarem o primeiro dia, o evento “Unstoppable Africa” refletiu uma mudança mais ampla na trajetória económica de África: passar de um papel de fornecedor da economia global para a criação de mais empresas, indústrias e cadeias de valor capazes de aproveitar essa oportunidade.

S. Ex.ª Mahmoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana, afirmou que os 1,5 mil milhões de habitantes de África e o seu mercado em crescimento representam uma oportunidade significativa, mas que o continente deve acelerar o desenvolvimento das cadeias de valor africanas e eliminar as barreiras ao comércio para impulsionar a transformação industrial. Identificou a energia a preços acessíveis, melhores infraestruturas, o acesso ao financiamento, as competências, a tecnologia e normas claras como requisitos essenciais para que África transforme o seu potencial de mercado num crescimento económico mais rápido.

O setor privado assumiu um papel central, à medida que líderes empresariais africanos e mundiais expuseram o que será necessário para transformar os recursos, os mercados e o talento de África numa capacidade económica produtiva. O Painel de Líderes reuniu Samaila Zubairu, presidente e diretor executivo da Africa Finance Corporation; Aliko Dangote, fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Dangote; Mandy DeFilippo, diretora executiva para as Américas, Europa, Médio Oriente e África do Standard Chartered; Nonkululeko Nyembezi, presidente do Standard Bank Group; Nolitha Fakude, presidente da Anglo American South Africa; e Tidjane Thiam, sócio geral do Allied Critical Minerals Fund.

Os líderes salientaram a necessidade de ir além da exportação de matérias-primas, incluindo minerais essenciais e petróleo bruto, através do desenvolvimento de cadeias de transformação, de produção e de valor locais que criem postos de trabalho e retenham mais valor económico no continente.

Um dos pontos altos anunciados ontem foi o facto de o Fundo de Energia Renovável Distribuída (DRE) da Nigéria, no valor de 300 milhões de dólares americanos, ter concluído a sua primeira ronda de financiamento, garantindo os compromissos de capital iniciais e entrando em funcionamento. Gerido em conjunto pela Autoridade de Investimento Soberano da Nigéria (NSIA) e pela Africa50, o fundo irá disponibilizar financiamento por capitais próprios a promotores locais de energia limpa, apoiando soluções descentralizadas, incluindo minirredes solares, sistemas solares domésticos, soluções de energia para o setor comercial e industrial e armazenamento de energia. Em consonância com a Missão 300, que visa ligar 300 milhões de africanos à rede elétrica até 2030, o fundo foi concebido para mobilizar investimento privado e alargar o acesso a energia fiável aos agregados familiares e às empresas nigerianas.

A energia foi outro dos principais temas em destaque. Anna Bjerde, Diretora-Geral de Operações do Grupo do Banco Mundial, e Damilola Ogunbiyi, Diretora Executiva e Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para a Energia Sustentável para Todos, participaram em debates sobre a forma como o financiamento inovador poderia desbloquear o investimento nas infraestruturas energéticas de África e acelerar o acesso a energia fiável.

A área da saúde também foi abordada no âmbito do debate económico mais alargado. A Roche reafirmou o seu compromisso em promover os cuidados de saúde no âmbito do cancro da mama através da sua iniciativa “Africa Breast Cancer Ambition” (ABCA), que visa ajudar 80% das mulheres diagnosticadas com cancro da mama em África a sobreviver durante, pelo menos, cinco anos até 2030.

O evento “Unstoppable Africa 2026” prossegue hoje, 21 de setembro, com novas sessões centradas na transformação digital, no investimento, nas indústrias criativas, no desporto e no papel de África na economia global.

Todos estão convidados a assistir ao evento em direto no canal do YouTube do Unstoppable Africa, em https://apo-opa.co/4yMNNCu

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África: Sistemas alimentares resilientes podem combater choques do clima, diz relatório

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO considerou a resiliência do sistema agro alimentares  como crucial para conter os crescentes choques climáticos em África. 

A conclusão consta do roteiro para 2036, uma avaliação sobre o estado da adaptação agrícola realizada em 46 dos 53 países Africanos entre 2016–2026.

Iniciativa para a Adaptação da Agricultura 

A apresentação do relatório ocorreu na sede da FAO num evento de alto nível que assinalou o 10º aniversário da Iniciativa para a Adaptação da Agricultura Africana, também designada AAA.

A iniciativa estima as necessidades de adaptação climática dos países analisados ​​em 566 mil milhões de dólares, 80 mil milhões dos quais refere-se à agricultura.

O relatório propõe apoio mais robusto aos países na elaboração de projectos de investimento e que seja canalizado à instituições já existentes.

Para o diretor-geral adjunto da FAO, a Iniciativa AAA não podia ser mais relevante numa altura em que as alterações climáticas afetam a produtividade agrícola, a disponibilidade de água, a saúde do solo, os meios de subsistência rurais e a segurança alimentar na África.

Protagonismo das nações

Godfrey Magwenzi ressalvou que uma ação coordenada em grande escala, impulsionada pelo protagonismo das nações e bem alinhada entre políticas climáticas, agricultura, água e desenvolvimento  pode gerar resultados concretos.

A ação deve ser fundamentada na ciência, inovação e soluções adaptadas às realidades locais, e o financiamento, acessível, previsível e responsivo.

Os planos nacionais de clima e adaptação dos governos africanos apontam vias para adaptar a agricultura a um clima em transformação, mas a integração do sistema, através da articulação dos instrumentos com políticas e financiamento é um desafio.

O projeto apoio a sistemas agroalimentares resilientes ao clima, inclusivos e de baixas emissões da FAO assistiu os países a integrarem soluções orientadas nos seus planos.

Dos planos aos investimentos

A ideia é ligar  a ação climática ou os sistemas agroalimentares ao financiamento e aos investimentos.

A Iniciativa AAA foi lançada durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas de 2016, COP22, em Marrocos. 

O propósito era fazer ouvir a agricultura africana e em meio a apresentação do relatório, a fundação considera a avaliação verificável  e o guião mensurável.

Ações e atuação 

O embaixador do Reino de Marrocos e representante permanente junto da ONU em Roma, Youssef Balla, diz que o apelo à acção sobre a adaptação agrícola em África já não é uma voz isolada em Marrocos.

A iniciativa assegura a presidência do Conselho de Administração da Fundação da Iniciativa AAA, continua empenhado em apoiar o esforços.

A atuação da Parceria Alimentação e Agricultura para a Transformação Sustentável também destacou-se no reforço de capacidade, identificação de soluções financeiras e mobilização de recursos para os sistemas agro alimentares.

O evento de alto nível acolheu igualmente a Semana de Política e Financiamento Climático, workshop sobre perdas e danos nos sistemas agro alimentares e debateu o acesso das mulheres agricultoras ao financiamento.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

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O Afreximbank e a Africa Trading and Distribution Company (ATDC) assinam uma linha de crédito de 500 milhões de USD para expandir o comércio e a distribuição em África

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) (www.Afreximbank.com) e a Sociedade Africana de Comércio e Distribuição [Africa Trading and Distribution Company (ATDC)] assinaram um acordo de linha de crédito global no valor de 500 milhões de USD para apoiar o comércio, a circulação e a distribuição de matérias-primas e produtos nos mercados africanos e globais.

A ATDC é uma plataforma pan-africana criada para apoiar a expansão do comércio africano, acelerar a industrialização através do aumento da criação de valor local e reforço da integração económica em todo o continente. Com operações locais iniciais no Egipto, Nigéria, Malawi e Zimbabwe, a plataforma está a colmatar as lacunas em matéria de comércio e informação de mercado, a melhorar o acesso aos mercados e a apoiar a implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).

No âmbito desta linha de crédito, o Afreximbank irá disponibilizar à ATDC capacidade de financiamento do comércio para realizar e ampliar transacções elegíveis de comércio e distribuição em todo o continente. O financiamento apoiará a aquisição e agregação de bens africanos, bem como os custos associados de logística, transporte, armazenamento e distribuição, proporcionando à ATDC o financiamento necessário nas diferentes fases do ciclo de comércio e distribuição.

A ATDC utilizará o financiamento disponível ao abrigo da linha de crédito em transacções elegíveis de comércio, logística e distribuição, com os reembolsos com base nas receitas geradas pela venda dos bens financiados através da linha de crédito.

Ao comentar sobre a assinatura, a Sr.ª Kanayo Awani, Vice-Presidente Executiva para o Comércio Intra-africano e Desenvolvimento das Exportações do Afreximbank, afirmou: “A Linha de Crédito Global de 500 milhões de USD concedida à ATDC sublinha o compromisso do Afreximbank em reforçar a arquitectura de comércio, logística e distribuição necessária para concretizar todo o potencial da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA). Ao facilitar a distribuição eficiente de bens ‘Fabricados em África’ [Made in Africa] em todo o continente, a linha de crédito deverá aprofundar as cadeias de valor regionais, alargar o acesso ao mercado para os produtores africanos e impulsionar as exportações de produtos manufaturados, promovendo a visão da ZCLCA de uma economia africana mais integrada e industrializada. Vai igualmente reforçar a competitividade global dos produtos africanos, posicionando o continente como um importante exportador de bens de valor acrescentado e manufacturados. Estas são as bases fundamentais para expandir a presença de África no mercado de exportação e impulsionar a transformação económica do continente.”

O Sr. Stewart Makura, Director Executivo da ATDC, afirmou: “Para concretizar todo o potencial comercial de África, são necessários sistemas fiáveis que liguem produtores, transformadores, fabricantes e mercados. Esta linha de crédito reforça a capacidade da ATDC de agregar a oferta, mobilizar capital de exploração e movimentar mercadorias de forma eficiente ao longo das cadeias de valor. Em conjunto com o Afreximbank, iremos apoiar cadeias de abastecimento mais robustas, a criação de valor acrescentado, a substituição das importações e o comércio intra-africano.”

Para além do financiamento de transacções individuais, esta linha de crédito ajudará a ATDC a desenvolver corredores comerciais repetíveis e a expandir o acesso a redes fiáveis de abastecimento e distribuição nos mercados africanos. Vai apoiar fluxos comerciais economicamente sustentáveis, um maior processamento de matérias-primas africanas e uma maior disponibilidade regional de matérias-primas, factores de produção e produtos de valor acrescentado.

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

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Sobre a ATDC:
A Sociedade Africana de Comércio e Distribuição [Africa Trading and Distribution Company (ATDC)], uma plataforma pan-africana de comércio e distribuição apoiada pelo Afreximbank, foi criada para reforçar as infra-estruturas comerciais de África e impulsionar a implementação da ZCLCA. Através de plataformas de comércio, agregação, logística e distribuição economicamente sustentáveis, a ATDC liga produtores, fabricantes e mercados em todo o continente, melhorando o acesso aos mercados, a eficiência da cadeia de abastecimento e a criação de valor acrescentado. Com operações locais iniciais no Egipto, Nigéria, Malawi e Zimbabwe, a sociedade está a desenvolver modelos escaláveis para aprofundar o comércio intra-africano, reforçar as cadeias de valor regionais e aumentar a competitividade dos produtos africanos nos mercados globais.

Sobre o Afreximbank:
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) é uma instituição financeira multilateral pan-africana com mandato para financiar e promover o comércio intra e extra-africano. Há mais de 30 anos que o Banco utiliza estruturas inovadoras para oferecer soluções de financiamento que apoiam a transformação da estrutura do comércio africano, acelerando a industrialização e o comércio intra-regional, impulsionando assim a expansão económica em África. Apoiante firme do Acordo de Comércio Livre Continental Africano (ACLCA), o Afreximbank lançou um Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS) que foi adoptado pela União Africana (UA) como plataforma de pagamento e liquidação para sustentar a implementação da ZCLCA. Em colaboração com o Secretariado da ZCLCA e a UA, o Banco criou um Fundo de Ajustamento de 10 mil milhões de dólares para apoiar os países que participam de forma efectiva na ZCLCA. No final de Dezembro de 2025, o total de activos e passivos contingentes do Afreximbank atingiu mais de 48,5 mil milhões de USD, e os seus fundos próprios totalizaram 8,4 mil milhões de USD. O Afreximbank tem notações de grau de investimento atribuídas pela China Chengxin International Credit Rating Co., Ltd (CCXI) (AAA), pela GCR (A), pela Japan Credit Rating Agency (JCR) (A-) e pela Moody’s (Baa2)  e pela S&P Global Ratings (BBB+). O Banco tem a sua sede em Cairo, Egipto.

Para mais informações, visite: www.Afreximbank.com.

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O antigo Vice-Presidente Sénior da DAMAC, Paulo J. Cruz, foi nomeado Diretor Executivo fundador do African Collaboration Group (ACG) para liderar o desenvolvimento de distritos desportivos e de entretenimento em toda a África

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O African Collaborations Group (ACG) (www.ACGafrica.com), a plataforma estratégica de referência para o desenvolvimento de projetos e de colaboração centrada na industrialização do desporto em África através de ecossistemas distritais financiáveis, anunciou hoje a nomeação de Paulo J. Cruz como seu Diretor Executivo Fundador.

Cruz chega ao ACG vindo do Grupo DAMAC, um dos maiores promotores imobiliários privados do Médio Oriente, onde foi Vice-Presidente Sénior de 2022 a 2026. Em 2025, o Grupo registou cerca de 10 mil milhões de dólares em vendas de imóveis. O seu mandato na DAMAC aprofundou ainda mais uma carreira já distinta que abrange a criação de infraestruturas, a estratégia de urbanização e o desenvolvimento imobiliário em grande escala em África, no Médio Oriente e na Europa.

Ao longo dos seus 28 anos de carreira, o Sr. Cruz originou ou estruturou projetos que vão desde 50 milhões de dólares a mais de 5 mil milhões de dólares, gerindo iniciativas desde a fase inicial do conceito, passando pela análise de viabilidade, estruturação financeira e alinhamento com investidores, até às fases de entrega. A sua experiência profissional inclui altos cargos na BP (uma das empresas de energia mais importantes do mundo), no BlackIvy Group (uma plataforma de investimento em infraestruturas apoiada pelos EUA), na Movares (uma empresa europeia líder em consultoria de engenharia) e na Cushman & Wakefield (uma empresa de consultoria imobiliária reconhecida mundialmente).

Antes da DAMAC, o Sr. Cruz foi Diretor Executivo do Grupo LandAfrique, uma plataforma de desenvolvimento pan-africana centrada em parques industriais, infraestruturas, habitação e projetos de energia em toda a África Subsariana, solidificando ainda mais a sua reputação como um dos executivos de desenvolvimento mais experientes do continente.

Como Diretor Executivo Fundador do ACG, o Sr. Cruz irá liderar o desenvolvimento e a expansão de uma plataforma de originação pan-africana, trabalhando em estreita parceria com governos soberanos, instituições financeiras de desenvolvimento (IFD), investidores privados, dirigentes desportivos e de entretenimento e instituições académicas de referência para estruturar projetos a nível distrital que sejam passíveis de investimento e concretização em grande escala.

O ACG funciona como uma plataforma especializada de criação e colaboração, concebida para transformar conceitos em ecossistemas de distritos desportivos e de entretenimento credíveis e financiáveis – arquiteturas capazes de atrair capital institucional e gerar um impacto económico multidimensional a longo prazo, à escala nacional e continental.

A iniciativa emblemática do ACG, o Victory District™, fornece uma estrutura de desenvolvimento distrital exclusiva concebida para criar destinos desportivos e de entretenimento integrados e de utilização mista que transcendem os modelos convencionais de local único. O quadro dá prioridade à otimização da utilização dos ativos, à sustentabilidade a longo prazo, à diversificação alargada das receitas para além da economia dos dias de jogo, à criação de emprego e de oportunidades para os jovens, às vias de desenvolvimento de talentos e às normas de operação e manutenção a nível institucional.

A nomeação do Sr. Cruz segue-se à criação do Conselho Consultivo do ACG, composto por líderes internacionalmente reconhecidos de instituições mundiais de governação, finanças, infraestruturas e desenvolvimento do desporto – incluindo Fatma Samoura, antiga Secretária-Geral da FIFA; Kenny Jean-Marie, antigo Diretor das Associações de Membros da FIFA, Herbert Mensah, Presidente do Rugby Africa e membro do Conselho Executivo do World Rugby e Jan Alessie, cofundador e Diretor Executivo da Cimeira Mundial do Futebol – bem como um Painel Consultivo de Investigação e Impacto de académicos de renome centrados na economia, governação e impacto social do desporto. A lista completa dos membros do Conselho Consultivo e do Painel Consultivo de Investigação e Impacto pode ser consultada aqui: https://apo-opa.co/4xMb5ry.

“O Paulo traz uma combinação excecional de experiência em desenvolvimento de infraestruturas, credibilidade institucional e experiência continental que é praticamente inigualável neste setor. A sua demonstrada capacidade para transformar conceitos de desenvolvimento ambiciosos em projetos financeiramente estruturados e financiáveis posiciona-o como o líder ideal para guiar o ACG à medida que construímos uma plataforma capaz de atrair investimentos transformadores e acelerar a realização de distritos desportivos e de entretenimento financeiramente sustentáveis em toda a África”, afirmou Nicolas Pompigne-Mognard (www.Pompigne-Mognard.com), Fundador e Presidente Executivo do ACG.

Líder de opinião proeminente e orador nas principais plataformas internacionais – incluindo a Cimeira de Investimento Imobiliário em África (API Summit), a Conferência e Exposição Imobiliária de África (ARCE), a Conferência Anual da União Africana para o Financiamento da Habitação e a Cimeira de Investimento Imobiliário da África Ocidental – o Sr. Cruz foi distinguido como “Pessoa do Mês” pela Sustainable Investments and Alliances for Africa (SIA).

“A infraestrutura é o pré-requisito para a industrialização do desporto em África – sem ela, toda a cadeia de valor permanece teórica. Os atletas precisam de locais para treinar, competir e desenvolver-se. Os organismos que regem o desporto necessitam de recintos que cumpram as normas internacionais. As empresas de radiodifusão, os patrocinadores e os organizadores de eventos necessitam de instalações capazes de gerar valor comercial. Todos os fluxos de receitas da economia do desporto dependem, em última análise, das infraestruturas existentes e do seu funcionamento. No entanto, a forma como essa infraestrutura é originada determina se se torna um motor económico ou um fardo fiscal. Em toda a África, demasiadas instalações desportivas foram construídas isoladamente – um estádio entregue para um único evento e deixado a deteriorar-se numa fração da sua capacidade, drenando as finanças públicas em vez de gerar retorno. O ACG existe para mudar essa equação”, afirmou Paulo J. Cruz – Diretor Executivo Fundador do African Collaborations Group.

Distribuído pelo Grupo APO para African Collaborations Group (ACG).

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Sobre o African Collaborations Group (ACG):
O African Collaborations Group (ACG) (www.ACGafrica.com) é a plataforma estratégica de referência para o desenvolvimento de projetos e de colaboração centrada na industrialização do desporto em África através da criação de ecossistemas de distritos desportivos e de entretenimento financeiramente viáveis. Ao reunir governos, parceiros do setor privado, instituições de financiamento para o desenvolvimento, actores no sector do desporto e do entretenimento e instituições académicas, o ACG cria soluções estruturadas que transformam conceitos em projetos distritais passíveis de investimento e concretizáveis em todo o continente.

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Como a Dra. Rasha Kelej está a Transformar o Tratamento da Fertilidade e Combater o Estigma da Infertilidade através do Movimento Fundação Merck “Mais do Que uma Mãe”

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

  • Desenvolver conhecimento médico local especializado, ao mesmo tempo que se cria a compreensão e a aceitação social necessárias para o acesso a tratamentos de fertilidade sem vergonha ou estigma

A Dra. Rasha Kelej, CEO da Fundação Merck (https://Merck-Foundation.com/), tem liderado uma abordagem abrangente para transformar o tratamento da fertilidade e quebrar o estigma da infertilidade através do movimento Fundação Merck “Mais do que uma Mãe”, abordando não apenas a escassez de especialistas em fertilidade treinados, mas também as barreiras sociais, culturais, religiosas e de comunicação que impedem mulheres e casais de buscar e se beneficiar de um tratamento de fertilidade de qualidade.

“Uma mudança duradoura raramente vem da solução apenas do problema visível. Um líder deve identificar — e então trabalhar em — as muitas camadas que o envolvem”, diz a Senadora Dra. Rasha Kelej (aposentada).

Para a Dra. Rasha, o movimento “Mais do que uma Mãe” nunca se tratou simplesmente de conceder bolsas de estudo para especialistas em fertilidade e embriologistas. Tratava-se de mudar todo o ambiente em torno da infertilidade.

“Se não havia especialistas treinados, tínhamos que desenvolver a capacidade médica. Se o estigma impedia mulheres e casais de procurar atendimento, tínhamos que mudar as percepções. Se a desinformação estava a ser reforçada através de narrativas públicas, tínhamos que engajar e treinar a mídia. Se crenças culturais ou religiosas profundamente enraizadas criavam resistência, tínhamos que abordar essas conversas com respeito”, explica a Dra. Rasha.

Desenvolver conhecimento especializado em fertilidade local

Um pilar fundamental do movimento tem sido o desenvolvimento de conhecimento médico local sustentável. Mais de 800 bolsas de estudo para profissionais de saúde de 42 países foram concedidas como parte do movimento “Fundação Merck Mais do Que uma Mãe”, apoiando a formação especializada em fertilidade e contribuindo para o desenvolvimento dos primeiros especialistas em fertilidade e embriologistas locais em muitos países onde não havia sequer um único especialista.

O objectivo da Dra. Rasha não era simplesmente formar médicos, mas garantir que mulheres e casais pudessem ter acesso a cuidados de fertilidade e reprodução de qualidade nos seus próprios países, através de hospitais públicos, centros privados e instituições académicas, assegurando, ao mesmo tempo, que esse conhecimento pudesse ser mantido ao longo do tempo.

“O meu objectivo era desenvolver conhecimento local para que mulheres e casais pudessem ter acesso a serviços de fertilidade e cuidados reprodutivos de qualidade nos seus próprios países.” Diz a Dra. Rasha.

This approach reflects a fundamental principle of the “More Than a Mother” movement: access to fertility care should not depend on geography, social status or the ability to travel abroad.

Ir além do Sistema de Saúde

No entanto, a Dra. Rasha reconheceu que treinar apenas médicos nunca seria suficiente.

A infertilidade é cercada por estigma e concepções errôneas, com as mulheres frequentemente a carregar um fardo desproporcional de culpa. Em algumas comunidades, crenças culturais e religiosas também criam resistência ao tratamento de fertilidade.

Para abordar essas percepções profundamente enraizadas, o movimento foi além do sistema de saúde e reuniu as Primeiras-Damas de África, ministérios, profissionais de saúde, mídia, artistas, líderes religiosos e líderes comunitários.

A Dra. Rasha fez parceria com as Primeiras-Damas de África para se tornarem Embaixadoras do movimento “Mais do que uma Mãe”, usando a sua influência para alcançar comunidades e contribuir para uma mudança cultural em relação à infertilidade.

Ouvir comunidades em primeira mão

A Dra. Rasha também visitou pessoalmente comunidades, incluindo áreas rurais, no Burundi, Uganda, Serra Leoa, Libéria, Gâmbia, Guiné-Conacri, Chade, Níger e República Centro-Africana.

Durante essas visitas, ela ouviu mulheres, casais, médicos, líderes comunitários e líderes religiosos e testemunhou em primeira mão o estigma em torno da infertilidade e, particularmente, o enorme fardo imposto às mulheres.

Essas experiências reforçaram a necessidade de uma abordagem que lidasse com a infertilidade em todos os seus aspectos, em vez de tratá-la apenas como uma questão médica.

Integrar a mídia como parte da solução

Mudar a percepção pública também exigiu uma mudança na forma como a infertilidade era discutida.

Juntamente com sindicatoos de jornalistas locais, a Fundação Merck ofereceu treinamento em mídia da saúde para jornalistas e profissionais da área, ajudando a garantir que a infertilidade pudesse ser discutida com precisão, sensibilidade e responsabilidade.

O objectivo não era simplesmente informar os jornalistas, mas fazer com que a mídia fizesse parte da solução, em vez de reforçar involuntariamente o estigma da infertilidade.

O movimento também lançou prémios anuais de jornalismo e criatividade, incentivando jornalistas, cineastas, estilistas, músicos, cantores e outros artistas a usarem a sua influência e criatividade para abordar o estigma da infertilidade e outras questões críticas de saúde e sociais.

Através de artigos, filmes, músicas, moda, narrativas e outras formas de expressão criativa, o movimento levou essas mensagens além dos ambientes tradicionais de saúde e alcançou pessoas de maneiras que as conferências médicas sozinhas não conseguiriam.

Criar um ecossistema para a mudança

O movimento “Mais do que uma Mãe” reúne, portanto, muitas vozes, porque mudar percepções profundamente enraizadas exige um esforço colectivo.

“Envolvemos Primeiras-Damas,Mministérios, profissionais de saúde, mídia, artistas, líderes religiosos e comunitários porque mudar percepções tão profundamente enraizadas exige muitas vozes a trabalhar em prol do mesmo objectivo”, diz a Dra. Rasha.

É por isso que a Dra. Rasha considera essa conquista muito mais do que um programa de treinamento médico.

O movimento tem trabalhado para construir um ecossistema no qual o conhecimento médico local se desenvolve juntamente com a compreensão e a aceitação social necessárias para que mulheres e casais realmente busquem e se beneficiem deste conhecimento.

Uma Visão Além do Acesso a um Médico

No cerne da visão da Dra. Rasha está um princípio simples: nenhuma mulher deve ser culpada pela infertilidade, e nenhum casal deve ser privado da possibilidade de receber o tratamento adequado simplesmente porque não existe conhecimento especializado no seu país.

O verdadeiro acesso ao tratamento de fertilidade significa mais do que ter um médico qualificado ou uma clínica de fertilidade. Significa que o conhecimento está disponível, as comunidades entendem que a infertilidade é uma condição médica, as mulheres não são mais culpabilizadas e os casais se sentem à vontade para buscar tratamento sem vergonha ou estigma.

Atarvés do movimento “Mais do que uma Mãe”, a abordagem tem sido, portanto, tratar do problema de todas as perspectivas: desenvolver a capacidade médica, mudar percepções, combater a desinformação, envolver as comunidades, trabalhar com Primeiras-Damas e outras partes interessadas influentes, fortalecer a cobertura responsável da mídia e usar a criatividade para alcançar pessoas além da comunicação convencional na área da saúde.

Essa abordagem abrangente reflecte a crença da Dra. Rasha de que uma mudança duradoura exige olhar além do problema que é imediatamente visível e trabalhar nas muitas camadas que o cercam.

“A minha visão foi simples desde o início: nenhuma mulher deve ser culpada pela infertilidade e nenhum casal deve ser privado da possibilidade de receber o tratamento adequado simplesmente porque não existe conhecimento especializado no seu país”, concluiu a Dra. Rasha Kelej.

Distribuído pelo Grupo APO para Merck Foundation.

Contato:
Mehak Handa
Gerente do Programa de Conscientização Comunitária
Telefone: +91 9310087613 / +91 9319606669
Email: mehak.handa@external.merckgroup.com

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