Angola: Teresa Rodrigues Dias reinaugura Serviços Provinciais do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) de Icolo e Bengo em função da Nova Divisão Político-Administrativa

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), Teresa Rodrigues Dias reinaugurou, hoje, em Icolo e Bengo, os Serviços Provinciais do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), tendo em conta a Nova Divisão Político-Administrativa.

A reinauguração decorreu na cidade de Catete, capital da província de Icolo e Bengo, e contou com a presença do governador provincial, Auzílio Jacob, do secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe e do presidente do Conselho de Administração do INSS, Anselmo Monteiro.

Durante o acto, Teresa Rodrigues Dias destacou que a reinauguração dos Serviços Provinciais do INSS acompanha uma importante transformação na organização administrativa do país.

De acordo com a ministra, a Nova Divisão Político-Administrativa trouxe novos desafios para o Estado e para as suas instituições, sendo que a criação de novas províncias exige que os serviços públicos acompanhem esta realidade, reforçando a sua presença territorial e criando capacidade institucional para servir as populações onde vivem.

Segundo Teresa Rodrigues Dias, foi neste contexto que as instalações encerradas em Janeiro deste ano, foram submetidas a trabalhos de requalificação e adequação funcional, passando agora a responder à condição de Serviços Provinciais do INSS de Icolo e Bengo.

“Hoje reforçamos a capacidade da Segurança Social para servir esta província, porque uma infra-estrutura pública não se mede apenas pelas suas condições físicas, mede-se, sobretudo, pela qualidade do serviço que permite prestar e pela diferença que produz na relação entre o cidadão e o Estado”, frisou.

Para a ministra, quando um cidadão entra num serviço público, deve sentir que o seu tempo é respeitado, que a sua preocupação é ouvida e que existe uma instituição preparada para lhe responder, salientando que é nesse contacto diário que o Estado ganha rosto e se consolida a confiança dos cidadãos nas instituições.

Teresa Rodrigues Dias acrescentou que aproximar o Estado das pessoas, não significa apenas instalar serviços mais perto das comunidades, mas também, torná-los mais acessíveis, organizados, eficientes e humanos.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

Angola: Governador de Icolo e Bengo destaca importância dos Serviços Provinciais do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O governador da província de Icolo e Bengo, Auzílio Jacob, manifestou, nesta sexta-feira, os seus agradecimentos, em representação dos cidadãos locais, pela reinauguração dos Serviços Provinciais do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

O acto de reinauguração decorreu na cidade de Catete, capital da província de Icolo e Bengo, e foi presidido pela ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), Teresa Rodrigues Dias.

De acordo com Auzílio Jacob, a reinauguração dos serviços do INSS vai permitir que os cidadãos locais possam resolver os diferentes assuntos relacionados com a Segurança Social.

Segundo o governante, a reinauguração dos Serviços Provinciais do INSS honra ainda mais a província, por se tratar de uma nova circunscrição no âmbito da Nova Divisão Político-Administrativa e por passar a dispor de uma estrutura elevada e indispensável à vida dos cidadãos, independentemente da sua condição social.

“Meus profundos agradecimentos pelo facto de a nossa província, apesar de ser nova, estar a receber uma importante infra-estrutura indispensável à vida dos nossos cidadãos”, destacou.

Para Auzílio Jacob, a satisfação é, ainda, maior pelo facto de os Serviços Provinciais do INSS estarem a ser reinaugurados no mês e na terra do primeiro Presidente de Angola e Fundador da Nação, Agostinho Neto.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

Angola: Icolo e Bengo tem 14.297 contribuintes inscritos na Segurança Social

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A província de Icolo e Bengo tem 14.297 contribuintes inscritos na Segurança Social, provenientes de vários ramos da actividade económica e da Administração Pública, enquadrados nos diferentes regimes da Protecção Social Obrigatória.

A informação foi avançada hoje pela ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias, durante a inauguração dos Serviços Provinciais do INSS, em Icolo e Bengo.

A ministra revelou que a província de Icolo e Bengo regista 91.770 segurados, dos quais 85.211 pertencem ao sector privado e 6.559 ao público, números que demonstram a dimensão e a responsabilidade dos serviços realizados nos últimos tempos.

Teresa Rodrigues Dias referiu que os sectores do Comércio, a Indústria Transformadora, Construção Civil e actividades de serviços colectivos, sociais e pessoais, figuram entre os que mais contribuem para a Segurança Social, reflectindo o dinamismo económico e social da província.

Aos contribuintes e segurados, disse, junta-se, ainda, um universo de 3.312 pensionistas e reformados, entre pessoas do sexo feminino e masculino, que após uma vida de trabalho e contribuição, dependem, actualmente, da regularidade e da dignidade que o INSS tem assegurado com as pensões.

“São mais de 190 mil famílias de Icolo e Bengo que directa ou indirectamente, dependem da qualidade, proximidade e eficiência dos serviços que hoje colocamos renovados ao dispor dos cidadãos”, referiu.

A governante fez saber, ainda, que a nível nacional, o INSS integra milhões de segurados e centenas de milhares de contribuintes e pensionistas, acompanhando diariamente a vida profissional e social de uma parte significativa desta franja.

Teresa Rodrigues Dias reafirmou que o Executivo tem consciência de que quanto maior for a cobertura da Protecção Social Obrigatória, maior será a responsabilidade de assegurar serviços preparados para atender, informar e acompanhar os cidadãos.

Distribuído pelo Grupo APO para Angola, Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

O Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidação (PAPSS) tem como objectivo acelerar a adopção e o crescimento das transacções à medida que a rede se expande por toda África

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidação (PAPSS) prepara-se para acelerar a adopção e o crescimento das transacções em toda África, à medida que entra na próxima fase da sua estratégia, na sequência de uma expansão significativa da sua rede e de um forte crescimento nos volumes e valores dos pagamentos.

Numa comunicação à imprensa em Lagos, o Sr. Mike Ogbalu III, Director Executivo do PAPSS, afirmou que a plataforma opera agora em mais de 30 países africanos, abrangendo as cinco regiões do continente. Liga 24 bancos centrais nacionais e regionais, mais de 200 bancos comerciais e prestadores de serviços de pagamentos e 16 centrais de comutação. Através de parcerias estratégicas, o PAPSS oferece igualmente uma cobertura de terminação que abrange mais de 300 instituições financeiras.

Só em 2026, cerca de 10 países adicionais aderiram ao ecossistema do PAPSS, prevendo-se uma expansão adicional antes do final do ano.

O Sr. Ogbalu afirmou que: “A primeira fase do PAPSS centrou-se na construção, na ligação e no estabelecimento de confiança. Construímos a infra-estrutura, expandimos a nossa rede por toda África e demonstrámos que o PAPSS pode proporcionar benefícios tangíveis. À medida que avançamos para a nossa próxima fase a partir de 2027, o nosso foco irá deslocar-se cada vez mais para a activação dessa rede, o aprofundamento da adopção e a ampliação do crescimento das transacções.”

A utilização do PAPSS acelerou significativamente. Entre períodos comparáveis em 2025 e 2026, os volumes de transacções em toda a rede aumentaram cerca de 1000 por cento, enquanto os valores das transacções aumentaram cerca de 120 por cento.

A Nigéria continua a ser um contribuinte significativo para esse crescimento, registando um aumento de cerca de 1100 por cento nos volumes de transacções e um aumento de 125 por cento nos valores das transacções durante o mesmo período.

As transacções do PAPSS demonstraram ainda uma poupança de custos entre 92 e 95 por cento por transacção, uma redução de 99,99 por cento no tempo de processamento e uma redução de até 80 por cento nas necessidades cambiais.

O Sr. Ogbalu acrescentou que: “O crescimento que estamos a observar demonstra que a infra-estrutura está a funcionar e que a procura está a aumentar à medida que mais instituições e mercados participam. A próxima oportunidade consiste em disponibilizar estes benefícios numa escala muito maior, trabalhando em estreita colaboração com bancos, empresas de tecnologia financeira, operadoras de pagamentos e outros parceiros, para integrar o PAPSS nos canais que as empresas e os particulares utilizam diariamente.”

O PAPSS permite pagamentos transfronteiriços através das instituições financeiras participantes, incluindo transacções em moedas africanas, ajudando a ligar ecossistemas de pagamentos que, historicamente, têm operado dentro de fronteiras nacionais e regionais.

Como parte da sua próxima fase, o PAPSS irá concentrar-se numa maior activação do mercado, numa maior sensibilização dos clientes, no desenvolvimento de corredores de pagamento prioritários e numa maior disponibilidade dos seus serviços através das instituições financeiras participantes.

O PAPSS disponibiliza actualmente três soluções principais: o Sistema de Pagamentos Instantâneos PAPSS, o Mercado de Moedas Africanas PAPSS e o PAPSSCARD. Estão igualmente em fase de teste novas soluções, cujo anúncio está previsto para o final de 2026.

A próxima fase de crescimento do PAPSS será discutida em pormenor no PAPSS COWRY 2026, a sua conferência anual sobre pagamentos, que terá lugar nos dias 26 e 27 de Novembro em Adis Abeba, Etiópia, e será co-organizada com o Banco Nacional da Etiópia.

Ao concluir, o Sr. Ogbalu afirmou que: “Construímos a rede, demonstrámos o impacto e estamos a assistir a uma aceleração da sua utilização. A nossa próxima fase consiste em expandir estes três aspectos e garantir que os pagamentos facilitem cada vez mais, em vez de limitarem, a capacidade das empresas e dos particulares africanos de participarem nas oportunidades em todo o continente.”

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

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Sobre o PAPSS:
O Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidação (PAPSS) é uma infra-estrutura centralizada do mercado financeiro que permite o fluxo eficiente e seguro de dinheiro através das fronteiras africanas, minimizando o risco e contribuindo para a integração financeira entre as regiões. O PAPSS colabora com os bancos centrais africanos para oferecer soluções de pagamento e liquidação às quais os bancos comerciais e os prestadores de serviços de pagamento licenciados (centrais de comutação, empresas de tecnologia financeira, agregadores, etc.) de todo o continente se podem ligar, tornando estes serviços acessíveis ao público. Até à data, o PAPSS desenvolveu e lançou três soluções de pagamento: O Sistema de Pagamentos Instantâneos do PAPSS (IPS), o Mercado de Moedas Africanas do PAPSS (PACM) e o PAPSSCARD. O Afreximbank e a União Africana (“UA”) anunciaram pela primeira vez o PAPSS na Décima Segunda Cimeira Extraordinária da União Africana, realizada a 7 de Julho de 2019, em Niamey, República do Níger, adoptando assim o PAPSS como um instrumento fundamental para a implementação do Acordo de Comércio Livre Continental Africano (ZCLCA). O PAPSS foi lançado oficialmente em Acra, Gana, a 13 de jJaneiro de 2022, ficando assim disponível para utilização pelo público.

Para mais informações, visite: https://PAPSS.com/ 

Sobre o Afreximbank:
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) é uma instituição financeira multilateral pan-africana com mandato para financiar e promover o comércio intra e extra-africano. Há mais de 30 anos que o Banco utiliza estruturas inovadoras para oferecer soluções de financiamento que apoiam a transformação da estrutura do comércio africano, acelerando a industrialização e o comércio intra-regional, impulsionando assim a expansão económica em África. Apoiante firme do Acordo de Comércio Livre Continental Africano (ACLCA), o Afreximbank lançou um Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS) que foi adoptado pela União Africana (UA) como plataforma de pagamento e liquidação para sustentar a implementação da ZCLCA. Em colaboração com o Secretariado da ZCLCA e a UA, o Banco criou um Fundo de Ajustamento de 10 mil milhões de dólares para apoiar os países que participam de forma efectiva na ZCLCA. No final de Dezembro de 2025, o total de activos e passivos contingentes do Afreximbank atingiu mais de 48,5 mil milhões de USD, e os seus fundos próprios totalizaram 8,4 mil milhões de USD. O Afreximbank tem notações de grau de investimento atribuídas pela China Chengxin International Credit Rating Co., Ltd (CCXI) (AAA), pela GCR (A), pela Japan Credit Rating Agency (JCR) (A-) e pela Moody’s (Baa2)  e pela S&P Global Ratings (BBB+). O Banco tem a sua sede em Cairo, Egipto.

Para mais informações, visite: www.Afreximbank.com.

Ebola avança para novas áreas da República Democrática do Congo (RD Congo) matando quase metade dos infectados

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O surto de ebola na República Democrática do Congo, RD Congo, se expandiu para uma zona de saúde adicional: Kayna, no Kivu do Norte. Esse aumento eleva o total de áreas afetadas para 61, em seis das 26 províncias do país.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, já são mais de 6.757 casos confirmados, incluindo 3.267 mortes, resultando em uma taxa bruta de letalidade de 48,3%. 

Risco de disseminação 

A agência da ONU informou que outros 20 casos foram registrados em Uganda, um  na França e duas notificações na RD Congo foram tratadas na Alemanha, posteriormente.

A taxa de transmissão do vírus bundibugyo continua alta e representa um risco de contágio para além das fronteiras da RD Congo. 

Para conter a situação, o pessoal de saúde está fazendo triagem e vigilância em aeroportos, portos e passagens oficiais de fronteira terrestre. No entanto, as viagens por rotas informais persistem e podem facilitar a exportação, importação e transmissão do vírus. 

Nesse contexto, a OMS afirma que o fortalecimento da coordenação transfronteiriça é fundamental para limitar a propagação regional e apoiar uma resposta eficaz.

Províncias mais afetadas

Ituri, o epicentro do surto, registra 5.406 casos confirmados desde o início da crise, incluindo 1.114 novos casos relatados nos últimos 21 dias, até 7 de setembro. 

Kivu do Norte é a segunda província mais afetada, com um número acumulado de 1066 casos confirmados, incluindo 453 relatados nos últimos 21 dias.

As equipes de saúde se desdobram para monitorar mais de 20 mil pessoas que tiveram contato com alguém infectado, o que revela a extensão do potencial de novas infecções nas comunidades afetadas.

Contexto humanitário complexo

O surto se desenrola em um contexto humanitário complexo, caracterizado por insegurança, conflito armado e deslocamento populacional generalizado. 

Mais de 26 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda no país e aproximadamente um milhão de deslocados internos residem somente na província de Ituri. 

A insegurança contínua e o deslocamento limitam o acesso à saúde e serviços essenciais. As equipes de resposta enfrentam vários obstáculos para alcançar as áreas afetadas, o que dificulta as atividades de vigilância, investigação de casos e rastreamento de contatos. 

Além disso a superlotação de abrigos, bem como os serviços limitados de água, saneamento e higiene prejudicam a detecção precoce de casos, as medidas de prevenção, o controle de infecções e o tratamento em tempo hábil. 

Essas condições reduzem a eficácia das intervenções de saúde em meio a uma disseminação cada vez mais rápida da doença.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

El Niño recorde: Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Programa da ONU para Alimentos (PMA) lançam apelo inédito em favor do sul da África

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, e o Programa da ONU para Alimentos, WFP, necessitam de US$ 54 milhões para implementar medidas preventivas em Moçambique, Madagáscar, Malaui e Zimbabué. 

No entanto, a operação enfrenta um défice crítico de financiamento, com US$ 42 milhões ainda por angariar às vésperas do período mais grave do fenômeno.

Forte impacto

Em Moçambique, os efeitos já se fazem sentir de forma acentuada. De acordo com Domingos Reane, oficial de Análise de Vulnerabilidade e Mapeamento do WFP no país, este El Niño projeta-se como um dos mais fortes das últimas décadas. 

As previsões apontam que a fase mais crítica ocorra no último trimestre deste ano e se prolongue até fevereiro de 2027, tornando o financiamento urgente para evitar uma crise humanitária de grandes proporções.

“Pela estimativa que fizemos, temos mais ou menos cerca de 3,7 milhões de pessoas que poderão ser afetadas pelo impacto do El Niño a nível do país. E como é que nós obtivemos este número? Usamos uma abordagem em que levamos a informação climática do país. Usamos também dados populacionais e cruzamos com indicadores de vulnerabilidade a nível dos agregados familiares, conseguindo estimar a população que poderá ser afetada durante esta época de El Niño.

Agir para salvar vidas 

Já Khalid Cassam, especialista de Programas na FAO em Moçambique, cita a necessidade de agir agora, o que custará menos e protegerá as populações. 

“Um dólar investido em açāo antecipada diminui cerca de sete dólares na resposta. Isto demostra que agora é fundamental e crucial. Quando os investimentos são realizados antecipadamente, por exemplo, através de sistemas de alerta precoce, aviso prévio, agricultura resiliente ao clima, quando protegemos o gado, quando trabalhamos na gestão sustentável da água e damos um apoio aos agricultores vulneráveis é possível reduzir de forma significativa as perdas económicas e as perdas humanas no futuro.” 

Em contraste, uma intervenção tardia exige recursos elevados para recuperar infraestruturas, restaurar a produção agrícola e apoiar populações afetadas.

Resiliência 

Khalid afirma que os moçambicanos já vêm de uma cheia severa e vivem em nível de grande vulnerabilidade. Estes fatores fazem com que a situação seja drástica e se os apoios não foram disponibilizados poderá haver uma catástrofe.

“Destes US$ 54 milhões solicitados conjuntamente pela FAO e WFP, a FAO Moçambique gostaria de ter US$ 10 milhões para fazer face no suporte das culturas, suporte pecuário, no acesso a água, nas práticas resilientes a seca. Destes US$ 10 milhões que a FAO necessita, temos em falta US$ 8 milhões…é necessário que se busque este valor para se poder fazer face aquilo que vai ser grande impacto que o El Nino vai causar em Moçambique. A FAO tem mais ou menos US$ 2 milhões e faltam US$ 8 milhões.”

A FAO adianta que investir hoje em prevenção e resiliência é economicamente mais inteligente, socialmente mais justo e ambientalmente mais sustentável do que arcar com futuros custos muito mais elevados de uma crise já instalada.

Segurança alimentar

Para o especialista do WFP, Domingos Reane, dentre vários aspectos, ele cita a questão da segurança alimentar.

“Sabemos que a maior parte da população moçambicana vive da agricultura de sequeiro, então estes serão muito impactados pela ocorrência do El Niño na época de produção agrícola, que é de outubro a março. Depois isso vai implicar na subida do preço dos alimentos. Vamos ter também escassez de água, tanto para o consumo assim como para a agricultura. Para aquelas zonas que já são vulneráveis e que já vêm sofrendo choques, 2025-2026, espera-se um agravamento da situação dessas pessoas que já vêm sendo vulneráveis por causa dos choques que ocorreram no ano passado.”

Segundo a Base de Dados Global de Ameaças para a Criança do Unicef, cerca de 12 milhões de crianças em Moçambique vivem em zonas já expostas à seca. 

A seca crescente, o calor extremo e as inundações ameaçam o acesso aos cuidados de saúde, nutrição, acesso à água potável e saneamento, educação e segurança das crianças

Os riscos do El Niño recordem deverão intensificar-se sobretudo nas regiões centro e sul, nomeadamente nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica, Sofala, Tete, Nampula e Cabo Delgado

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

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África corrige o mapa: A Assembleia Geral da Nações Unidas (ONU) aprova a resolução apresentada pelo Togo por 164 votos a 1

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

  • A resolução apresentada pelo Togo, com o apoio da União Africana, apela à utilização de projeções cartográficas de área igual nas escolas, instituições, meios de comunicação social e plataformas digitais. As organizações Speak Up Africa (www.SpeakUpAfrica.org) e Africa No Filter, que lançaram a campanha “Correct the Map” (Corrigir o Mapa), congratulam-se com uma mudança histórica, passando da defesa de causas para a ação institucional a nível global

Na sexta-feira, 4 de setembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução “Corrigir o mapa: reequilibrar a representação cartográfica global e promover uma representação mais equitativa das regiões do mundo”, por 164 votos a favor, 1 contra e 6 abstenções. Apresentada pela República do Togo com o apoio da União Africana, a resolução incentiva os governos, as instituições de ensino, as organizações internacionais, os meios de comunicação social e as empresas tecnológicas a adotarem projeções cartográficas de área igual, tais como a projeção “Equal Earth” (Terra Igual), sempre que a verdadeira dimensão dos países e dos continentes seja relevante.

“África ocupa um lugar central neste século, mas o mundo continua a vê-la através de um instrumento concebido para a navegação do século XVI, com metade do seu tamanho real. Essa discrepância entre a realidade e a sua representação tem um custo na forma como África é ensinada, noticiada, abordada nas negociações e alvo de investimentos. Esta resolução transfere o ónus da prova para aqueles que pretendem manter a distorção. A nossa tarefa agora é garantir que a sala de aula, a redação e o ecrã acompanhem a votação.”

Fara Ndiaye, Diretora Executiva Adjunta da Speak Up Africa

Esta votação marca a primeira vez que os governos de todo o mundo reconheceram coletivamente que a projeção de Mercator, a imagem padrão do planeta há quase cinco séculos, deturpa a dimensão relativa dos continentes. Concebida em 1569 para a navegação marítima europeia, a projeção de Mercator preserva os ângulos em detrimento da área, apresentando África com cerca de metade da sua escala real, ao mesmo tempo que amplia a Europa e a América do Norte. Num mapa de Mercator, África e a Gronelândia parecem ter tamanhos semelhantes; na realidade, África é cerca de catorze vezes maior.

As organizações Speak Up Africa e Africa No Filter lançaram a campanha “Correct the Map” para combater esta distorção e apelar à utilização de mapas que reflitam as verdadeiras dimensões de África nas salas de aula, nos meios de comunicação social e na vida pública. Mais de 11.000 cidadãos aderiram ao movimento ao assinarem a petição “Correct the Map”, juntamente com educadores, investigadores e parceiros de todo o continente e de além-fronteiras. A campanha recebeu o apoio formal da União Africana em junho de 2025, graças à liderança e ao empenho da Vice-Presidente, Sua Excelência a Embaixadora Selma Malika Haddadi, o que transformou uma exigência cívica numa posição política continental, antes de o Togo a ter levado à Assembleia Geral.

“A Speak Up Africa foi criada com base na convicção de que os africanos devem liderar os debates que moldam o futuro de África. Esta votação representa a concretização dessa convicção na cena mundial: uma campanha africana, apoiada pela União Africana, levada a cabo por um governo africano e aprovada pela esmagadora maioria das nações do mundo. A representação e o desenvolvimento não são prioridades concorrentes. Agradecemos a todos os Estados-Membros que votaram a favor de um mapa mais justo e estaremos presentes nas negociações para o que se seguir.”

Yacine Djibo, Diretora Executiva da Speak Up Africa

As organizações Speak Up Africa e Africa No Filter prestam homenagem ao Professor Robert Dussey, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Togo, que levou a resolução de Lomé ao plenário da Assembleia Geral e defendeu a causa junto dos Estados-Membros. Dirigindo-se à Assembleia antes da votação, o professor Dussey afirmou: “Um mundo justo começa com um mapa justo.”

As organizações Speak Up Africa e Africa No Filter prestam igualmente homenagem ao Professor Carlos Lopes, da Universidade da Cidade do Cabo, promotor da campanha “Correct the Map”, cujo empenho foi fundamental para mobilizar a União Africana e investigadores de todo o continente em prol de um mapa mais justo, conferindo à campanha o peso intelectual de que necessitava no caminho para Nova Iorque.

Porque é importante

Os mapas moldam a perceção, e a perceção molda as decisões. Um continente que parece pequeno é mais facilmente considerado marginal na diplomacia, no investimento e nas prioridades globais. África é o segundo maior continente em termos de superfície terrestre e população e, até 2050, uma em cada quatro pessoas no mundo será africana. O continente ocupa um lugar central nas questões determinantes deste século: clima, energia, comércio, demografia, segurança e inovação. A iniciativa “Correct the Map” defende que a forma como o mundo imagina África deve corresponder à realidade.

A distorção não se limita à África. A projeção de Mercator reduz o tamanho aparente de toda a faixa equatorial, incluindo a América do Sul, o Sul da Ásia e o Sudeste Asiático. As projeções de área igual, como a “Equal Earth”, que preservam as verdadeiras proporções dos continentes, mantendo simultaneamente as suas formas familiares, estão disponíveis gratuitamente e são amplamente utilizadas em contextos científicos e educativos.

O que se segue

Na sequência da votação, as organizações Speak Up Africa e Africa No Filter irão centrar-se na implementação em cinco áreas:

  • O sistema das Nações Unidas: aplicar a resolução aos seus próprios relatórios, publicações e materiais destinados ao público, para que os Estados-Membros e as organizações internacionais disponham de um modelo a seguir.
  • Educação: colaborar com os ministérios da Educação, a começar pelos Estados-Membros da União Africana, com vista a integrar mapas de área igual nos programas curriculares, nos manuais escolares e nos materiais didáticos.
  • Meios de comunicação e edição: envolver as redações, as editoras e os órgãos editoriais na adoção de projeções precisas sempre que a dimensão relativa das regiões for relevante.
  • Plataformas digitais: exortamos as empresas tecnológicas a alterarem as configurações predefinidas dos mapas nos casos em que a verdadeira escala dos continentes é relevante, reconhecendo que a maioria das pessoas hoje em dia conhece o mundo através de um ecrã.
  • Acompanhamento dos progressos e prestação de contas: monitorizar a adoção de projeções de área igual por parte de governos, instituições, meios de comunicação social e plataformas digitais, destacar os primeiros a adotar esta prática e documentar os progressos ao longo do tempo.

Os parceiros pan-africanos têm um papel direto no que se segue. A Speak Up Africa e a Africa No Filter convidam os ministérios da Educação, os órgãos de comunicação social, as editoras, as universidades e as organizações da sociedade civil de todo o continente a manifestarem a sua adesão aos mapas de área igual, a partilharem materiais e lições e a serem reconhecidos como pioneiros nesta iniciativa. Convidamos os parceiros que pretendam aderir à fase de implementação a contactarem a campanha através do endereço abaixo indicado.

A votação

  • A favor: 164, incluindo todos os Estados-Membros africanos presentes, o Reino Unido, a França, a Alemanha, o Canadá, a China, a Rússia, a Índia, o Japão, a Austrália e o Brasil.
  • Contra: 1 (Estados Unidos).
  • Abstenções: 6 (Estónia, Geórgia, Lituânia, República da Moldávia, Sérvia, Ucrânia).

Distribuído pelo Grupo APO para Speak Up Africa.

As entrevistas estão disponíveis em inglês e francês. Está disponível, mediante pedido, uma versão em francês deste comunicado, imagens da votação e gráficos comparativos entre as projeções de Mercator e Equal Earth

Contacto para a comunicação social:
Fara Ndiaye
Diretora Executiva Adjunta da Speak Up Africa
fara.ndiaye@speakupafrica.org
+221 33 822 49 22

Sobre a Speak Up Africa:
A Speak Up Africa é uma organização sem fins lucrativos dedicada à defesa de causas, sediada no Senegal. Fundada em 2011, a organização tem como objetivo impulsionar a liderança, promover mudanças políticas e sensibilizar para o desenvolvimento sustentável em África nas áreas da saúde, da equidade e da educação. A Speak Up Africa lidera, em conjunto com a Africa No Filter, a campanha “Correct the Map”. www.SpeakUpAfrica.org

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O Afreximbank e a TopTier Sports Management anunciam um jogo de futebol de lendas repleto de estrelas, a ser disputado durante o Creative Africa Nexus (CANEX) WKND 2026, em Lagos, Nigéria

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) (www.Afreximbank.com), através do seu programa Creative Africa Nexus (CANEX) e a TopTier Sports Management, do What Media Group, anunciaram hoje planos para a realização de um jogo de futebol de lendas histórico, que será o evento central do programa do CANEX WKND 2026.

O jogo de futebol de lendas, agendado para o dia 8 de Novembro de 2026 no Estádio Onikan, em Lagos, reunirá grandes nomes do futebol de África e de outras partes do mundo. O evento celebra o 30.º aniversário da lendária selecção das Super Águias de meados da década de 1990 – comemorando o seu triunfo histórico na Taça das Nações Africanas (CAN) de 1994, a sua participação no Campeonato do Mundo da FIFA de 1994 e a sua histórica medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta.

No âmbito do CANEX WKND 2026 – a plataforma emblemática do Afreximbank para o fomento das indústrias criativas e culturais de África – o jogo irá destacar a ligação entre o desporto, o entretenimento e a economia criativa em geral.

Espera-se que o evento suscite um interesse significativo por parte dos adeptos de futebol, da comunidade criativa e do público em geral, contando igualmente com a presença de meios de comunicação locais e internacionais.

Durante a conferência de imprensa, Temwa Gondwe, Director de Criatividade e Diáspora do Afreximbank, afirmou: “As Super Águias de 1996 fizeram mais do que conquistar a medalha de ouro olímpica; reescreveram a narrativa global, provando ao mundo que o talento africano é uma força imparável. Hoje, a intersecção entre desporto, entretenimento e cultura é o ponto fulcral da economia criativa de África. O Jogo das Lendas é mais do que uma celebração do nosso passado glorioso – é uma plataforma estratégica e formidável para debater a futura comercialização e o empoderamento dos atletas e criativos africanos a nível global.”

Chichi Nwoko, Fundadora e Directora Executiva da TopTier Sports Management e do What Media Group, responsável pela planificação e execução do Jogo de Futebol das Lendas, afirmou: “Há trinta anos, uma geração de futebolistas nigerianos mostrou ao mundo do que o talento africano era capaz. O Jogo de Futebol das Lendas é a nossa forma de lhes agradecer e a nossa oportunidade de colocar questões mais difíceis: o que estamos a construir para esta geração e para a próxima? Queremos construir a infra-estrutura que permita aos atletas africanos transformar uma carreira desportiva numa carreira duradoura, dentro e fora do campo; esta é uma enorme lacuna que precisa de ser colmatada. É isso que esta parceria com o Afreximbank procura alcançar.”

O Jogo de Futebol das Lendas contribuirá igualmente para o objectivo mais amplo do CANEX WKND 2026 de posicionar Lagos como um destino de referência para as indústrias criativas de África e demonstrar o poder dos grandes eventos culturais e de entretenimento para impulsionar a actividade económica, o turismo, o investimento e o envolvimento internacional.

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

Contacto para a Imprensa:
Vincent Musumba
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Sobre o Programa Creative Africa Nexus:
O Creative Africa Nexus (CANEX) é um programa do Afreximbank concebido para apoiar e acelerar o crescimento das indústrias criativas e culturais de África, facilitando o acesso ao financiamento, aos mercados, ao reforço das capacidades e a oportunidades de colaboração e investimento. O CANEX WKND reúne empreendedores criativos de renome, investidores, decisores políticos, artistas, marcas e partes interessadas do sector, provenientes de África e da diáspora africana global.

Sobre a Top Tier Sports Management:
A Top Tier Sports Management é uma empresa de gestão desportiva de primeira linha, dedicada a fornecer soluções abrangentes para organizações desportivas, organismos reguladores e entidades empresariais que operam na indústria do desporto em toda África. Com experiência em estratégia, gestão e desenvolvimento, a Top Tier Sports Management opera na intersecção entre o desporto, o entretenimento e os negócios.

Sobre o Afreximbank:
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) é uma instituição financeira multilateral pan-africana com mandato para financiar e promover o comércio intra e extra-africano. Há mais de 30 anos que o Banco utiliza estruturas inovadoras para oferecer soluções de financiamento que apoiam a transformação da estrutura do comércio africano, acelerando a industrialização e o comércio intra-regional, impulsionando assim a expansão económica em África. Apoiante firme do Acordo de Comércio Livre Continental Africano (ACLCA), o Afreximbank lançou um Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS) que foi adoptado pela União Africana (UA) como plataforma de pagamento e liquidação para sustentar a implementação da ZCLCA. Em colaboração com o Secretariado da ZCLCA e a UA, o Banco criou um Fundo de Ajustamento de 10 mil milhões de dólares para apoiar os países que participam de forma efectiva na ZCLCA. No final de Dezembro de 2025, o total de activos e passivos contingentes do Afreximbank atingiu mais de 48,5 mil milhões de USD, e os seus fundos próprios totalizaram 8,4 mil milhões de USD. O Afreximbank tem notações de grau de investimento atribuídas pela China Chengxin International Credit Rating Co., Ltd (CCXI) (AAA), pela GCR (A), pela Japan Credit Rating Agency (JCR) (A-) e pela Moody’s (Baa2)  e pela S&P Global Ratings (BBB+). O Banco tem a sua sede em Cairo, Egipto.

Para mais informações, visite: www.Afreximbank.com.

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Comissão Econômica para a África (ECA) ressalta segurança rodoviária como prioridade econômica em África

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Agências apontam que a fiscalização e o acesso a capacetes certificados podem salvar vidas de forma rápida e a baixo custo; é necessária determinação para agir em larga escala e com urgência. Para a ONU, os acidentes de viação são uma pandemia silenciosa e a liderança política pode quebrar esse ciclo. 

A Comissão Econômica para a África, ECA, considera fundamental reformular a segurança rodoviária como um investimento que protege o capital humano e apoia o crescimento da economia. 

A ideia surge numa altura em que as ocorrências diárias de acidentes de viação no continente transformam famílias e sobrecarregam comunidades e sistemas de saúde, exigindo medidas urgentes face à rápida urbanização e ao aumento da motorização. 

Moto-táxis 

Inverter esta trajetória requer a combinação adequada de vontade política, investimentos e ações coordenadas. Para a ECA, abordar a segurança rodoviária não é apenas um imperativo moral, mas uma necessidade econômica que visa proteger vidas, preservar o capital humano e salvaguardar as conquistas do desenvolvimento. 

​​No Ruanda, a parceria entre a ECA e a Federação Internacional do Automóvel ajudou a levar a regulamentação nacional e a capacidade de testes da fase de compromisso para a de implementação, tornando o programa de capacetes um exemplo concreto. 

Exemplo a seguir 

Para o chefe da Divisão de Desenvolvimento do Setor Privado e Finanças, Robert Lisinge, o Ruanda demonstrou que a mudança é possível: “Um padrão único, um selo de certificação e uma fiscalização consistente estão a transformar a realidade, oferecendo um modelo que o resto do continente pode seguir.” 

O sistema de certificação garante que os capacetes disponíveis no mercado cumpram as normas das Nações Unidas. 

Um inquérito apurou que 98,7% dos motociclistas e passageiros usavam capacete no Ruanda, mas apenas 71% os utilizavam corretamente, e mais de um terço dos capacetes em uso apresentavam danos visíveis. 

O registo de mortes no trânsito por 100 mil habitantes é de cerca de 11,6 no país, enquanto a média continental é de cerca de 19. 

Prestação de contas 

Segundo especialistas, a certificação e a fiscalização são fatores que transformam o uso do capacete numa proteção real, e a consequente alteração da procura do mercado por capacetes certificados demonstra que a oportunidade de fabrico local já está a concretizar-se. 

A ECA mostra-se disposta a promover a aprendizagem entre pares, ligando agências de segurança rodoviária, organismos de normalização e ministérios das Finanças para que o que funcionou num país oriente a implementação noutro.

As ações incluem elevar a segurança rodoviária na agenda de desenvolvimento de África, ajudar a colmatar lacunas de financiamento e impulsionar a implementação. 

Para a comissão, o progresso não deve ser medido apenas pela redução de mortes e ferimentos; os capacetes, que custam cerca de US$ 20, representam uma solução simples e eficaz, capaz também de estimular o fabrico local e criar oportunidades de mercado no continente. 

Medidas de proteção 

Incluir dois capacetes na compra de qualquer motociclo pode reduzir de forma significativa o número de mortes e ferimentos. Em paralelo, sistemas de dados mais robustos e monitorização regional serão cruciais para garantir um impacto real. 

Estima-se que os acidentes rodoviários consumam entre 3% e 5% do rendimento anual de muitos países africanos. A situação está a drenar a produtividade, sobrecarregando os sistemas de saúde e atrasando o desenvolvimento; a saída seria encarar a segurança rodoviária como uma prioridade econômica central. 

As ocorrências ceifam mais de 1,2 milhão de vidas por ano em todo o mundo, deixando milhões de feridos, sendo a principal causa de morte entre os jovens em África.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

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Angola: Executivo quer acabar com as injustiças na Protecção Social Obrigatória e garantir melhores condições para todos aposentados

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias anunicou, em 10 de setembro de 2026, na província do Huambo, o fim das injustiças no sistema de Protecção Social Obrigatória e defendeu a inclusão de todos angolanos que exercem qualquer tipo de actividade, sejam elas as mais duras, informais e sem visibilidade no Sistema Económico.

A ministra do MAPTSS falava durante o lançamento do projecto de Alargamento da da Cobertura da Protecção Social Obrigatória e da Rede de Mediadores da Segurança Social, promovido pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), que contou com o testemunho do governador do Huambo, Pereira Alfredo e do Presidente do Conselho de Administração do INSS, Anselmo Monteiro, PCE do Banco de Negócios Internacional, José Carlos Burity (BNI), director-geral do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (IDA), Felismino da Costa.

Teresa Rodrigues Dias espera que esse projecto marque o início de uma nova fase na relação entre o Estado e os seus trabalhadores, estabelecendo uma relação de maior proximidade, confiança e, acima de tudo, justiça, onde ninguém, que mesmo tendo trabalhado longe dos escritórios e das fábricas, não fica esquecido pelo país que dedicou toda a sua força e juventude, após a reforma.

A ministra fez uma análise de que é preciso imaginar uma mãe, pai, tio ou avô, que cria uma pessoa com o suor do seu trabalho, através da lavra, mercado, a cozinhar em casa alheia, mas essa pessoa que trabalhou a vida inteira, em 10 de setembro de 2026 está sem forças para trabalhar, e não beneficia da Segurança Social, porque nunca ninguém lhes falou sobre o direito de contribuir.

“Não devemos esquecer que a Constituição da República de Angola, consagra a protecção social como um direito de todos os trabalhadores e não apenas àqueles que estão num emprego formal, numa empresa registada, com contrato e um salário certo, no fim do mês”, alertou.

Distribuído pelo Grupo APO para Angola, Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.