Fundo Africano de Desenvolvimento concede financiamento de 1,7 mil milhões de FCFA para reforçar a competitividade do setor privado nos oito países da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Conselho de Administração do Fundo Africano de Desenvolvimento aprovou, a 10 de abril de 2026, em Abidjan, uma doação de 1,7 mil milhões de francos centro-africanos (CFA) para financiar o Projeto de Reforço da Competitividade do Setor Privado da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) no âmbito da implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA).

O objetivo do projeto é reforçar a competitividade do setor privado e das economias dos oito países (Benim, Burquina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal, e Togo) para tirar partido das oportunidades de produção e comércio e facilitar a integração da zona no mercado da AfCFTA. Prevê, nomeadamente, a organização de consultas nacionais com os Comités Nacionais da zona de comércio livre sobre o estado de implementação do AfCFTA e a definição de um quadro de operacionalização. Além disso, será organizado um workshop regional para acordar um quadro regional de responsabilidade, facilitação e acompanhamento, com vista a reforçar a implementação do acordo.

O projeto irá também proporcionar um acompanhamento específico (formação de formadores) a 80 pequenas e médias empresas (PME) preparadas para exportar, incluindo as detidas por mulheres e jovens, sobre os procedimentos de exportação, o acesso ao financiamento, a conformidade com as normas, a utilização de novas tecnologias e as práticas de produção sustentáveis.

“O projeto visa definir um quadro de harmonização e coerência das estratégias nacionais e explorar as complementaridades e sinergias dos esforços nacionais, reforçando simultaneamente a eficácia dos instrumentos existentes de promoção da integração sub-regional. O Banco tem uma vasta experiência em várias operações de apoio à integração regional, através de infraestruturas, facilitação do comércio e diversificação das exportações”, explicou Lamin Barrow, diretor-geral do Banco para a África Ocidental.

Os beneficiários diretos do projeto são os atores públicos responsáveis pela implementação da AfCFTA e os atores do setor privado da União, bem como toda a população da União, constituída por cerca de 147,01 milhões de habitantes. As intervenções propostas terão um impacto direto graças à melhoria da facilitação do comércio, à redução dos custos comerciais e à criação de oportunidades comerciais a médio e longo prazo. Além disso, o projeto permitirá reforçar a capacidade da UEMOA enquanto união aduaneira e da Câmara Consular Regional da UEMOA (CCR-UEMOA) no seu papel de representante do setor privado no processo de integração regional.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Alexis Adélé,
Departamento de Comunicação e Relações Externas, 
media@afdb.org

Sobre o Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Knowledge Katti: O arquiteto por trás do avanço energético da Namíbia

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A ascensão da Namíbia como uma das fronteiras de petróleo e gás mais observadas do mundo não aconteceu por acaso. Muito antes da onda das supermajors e das descobertas de mil milhões de dólares, um pequeno grupo de pioneiros locais trabalhava para posicionar o país como um interveniente de peso nos mercados energéticos globais. Entre eles, Knowledge Katti destaca-se tanto pela dimensão da sua ambição como pela marca duradoura do seu trabalho.

Atualmente, Katti desempenha as funções de Presidente e CEO da Custos Energy e de Administrador da Sintana Energy – cargos que o colocam no centro da história de exploração e investimento em curso na Namíbia, incluindo alguns dos mais significativos desenvolvimentos offshore recentes do país.

Propriedade antes do acesso

A trajetória de Katti no setor energético não foi convencional. Iniciou a sua carreira na PwC (anteriormente Coopers & Lybrand), onde auditou algumas das maiores empresas da Namíbia, incluindo a Rössing Uranium. Foi aqui que desenvolveu uma compreensão crítica das estruturas de propriedade – e uma preocupação crescente. Os recursos da Namíbia estavam a gerar um valor significativo, mas esse valor revertia em grande parte para os acionistas estrangeiros, em vez de para os próprios namibianos.

Essa constatação tornou-se um fator determinante. Desde cedo, Katti centrou-se não apenas na participação no setor, mas na propriedade – argumentando que os namibianos precisavam de participações acionárias nos seus recursos naturais para que o país pudesse beneficiar plenamente da sua riqueza.

Os primeiros esforços de Katti para entrar no setor dos recursos foram recebidos com resistência. Na altura, era frequentemente dito aos intervenientes locais que precisavam de parceiros estrangeiros antes de poderem garantir licenças. Entretanto, empresas juniores de mercados como o Canadá e a Austrália estavam a adquirir licenças primeiro e a angariar capital depois. Katti desafiou este modelo, defendendo um sistema que permitisse aos namibianos liderar projetos desde o início.

Um ponto de viragem ocorreu em meados da década de 2000, quando ele mudou o foco para o offshore. Baseando-se em uma extensa pesquisa sobre o Campo de Gás de Kudu e a Bacia de Orange em geral, Katti apresentou uma visão de desenvolvimento ao Ministério da Indústria, Minas e Energia da Namíbia e à NAMCOR. Os seus esforços resultaram na concessão de uma licença offshore adjacente ao campo de Kudu – um avanço importante para a participação indígena no setor de upstream.

Para financiar esta visão, Katti deu um passo que poucos tinham tentado antes: aceder aos mercados de capitais internacionais. Ao cotar a sua empresa na Bolsa de Valores de Toronto através de uma cotação inversa que se tornou a UNX Energy, ajudou a estabelecer uma das primeiras empresas de petróleo e gás lideradas pela Namíbia e cotadas internacionalmente. Embora as primeiras campanhas de perfuração não tenham tido sucesso comercial, a experiência lançou bases fundamentais para o desenvolvimento futuro.

Propriedade antes do acesso

Igualmente significativo foi o papel de Katti na definição da abordagem da Namíbia à governação dos recursos. Foi um dos primeiros e mais veementes defensores de garantir que o Estado – através da NAMCOR – detivesse participações acionárias significativas em projetos de petróleo e gás. Esta abordagem ajudou a assegurar uma posição nacional substancial no campo de gás de Kudu e estabeleceu um precedente para integrar a participação nacional na estrutura de futuros acordos.

À medida que a escala das oportunidades offshore se tornava mais clara, Katti adaptou a sua estratégia. Em vez de prosseguir sozinho com o desenvolvimento, concentrou-se em atrair parceiros globais com capacidade técnica e financeira para explorar os recursos em águas profundas da Namíbia. Através de um envolvimento sustentado e da negociação de acordos, desempenhou um papel catalisador na atração de empresas como a Shell, a TotalEnergies, a ExxonMobil, a Chevron e a Galp para a bacia offshore da Namíbia.

“A estratégia de Katti de dar prioridade à propriedade local, ao mesmo tempo que atraía deliberadamente parceiros globais de primeira linha, foi verdadeiramente transformadora.

Isso desbloqueou influxos significativos de capital internacional e conhecimentos técnicos, impulsionando um aumento nas atividades de exploração e levando a grandes descobertas que reposicionaram firmemente a Namíbia no panorama energético global”, afirma NJ Ayuk, presidente executivo da Câmara Africana de Energia.

Para além de transações e políticas, Katti também investiu no capital humano da Namíbia. Ao longo dos anos, apoiou a educação de mais de 120 estudantes namibianos, refletindo uma convicção de longa data de que o futuro energético do país deve assentar tanto na competência local como nos recursos naturais.

Hoje, à medida que a Namíbia entra numa nova fase de desenvolvimento – marcada por descobertas em grande escala e pelo crescente interesse dos investidores –, as bases lançadas nas últimas duas décadas estão a tornar-se cada vez mais visíveis. A ênfase do país na participação local, a sua capacidade de atrair parceiros globais e a sua base de talentos em expansão refletem uma visão mais ampla que levou anos a construir.

A contribuição de Katti reside não apenas em negócios ou descobertas individuais, mas em ajudar a moldar o quadro através do qual o setor energético da Namíbia opera. Ao fazê-lo, desempenhou um papel central em garantir que o país não é apenas um destino para o investimento, mas um participante ativo no seu próprio futuro energético.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

O Afreximbank e o Governo de São Cristóvão e Nevis assinam Acordo de Acolhimento para o Fórum de Comércio e Investimento África-Caraíbas (ACTIF2026)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) (www.Afreximbank.com) anunciou a assinatura do Acordo de Acolhimento com o Governo de São Cristóvão e Nevis para a quinta edição do Fórum de Comércio e Investimento África-Caraíbas (ACTIF2026).

A assinatura do acordo de acolhimento destaca uma determinação comum em aprofundar as parcerias entre África e as Caraíbas e reforçar os laços comerciais e económicos. O ACTIF2026 terá lugar de 29 a 31 de Julho de 2026 no St. Kitts Marriott Beach Resort, Casino & Spa, em Basseterre.

Ao comentar sobre a assinatura, o Dr. George Elombi, Presidente e Presidente do Conselho de Administração do Afreximbank, referiu que: “Na quinta edição do ACTIF, voltaremos a reunir-nos com os nossos irmãos africanos do outro lado do Atlântico para reflectir sobre os nossos desafios de desenvolvimento comuns e para renovar o nosso compromisso com a implementação de programas estratégicos que promovam a nossa aspiração colectiva de auto-determinação e auto-suficiência. Através do ACTIF2026, identificaremos projectos e programas prioritários e dedicar-nos-emos à sua execução eficaz. Esta será a via para o nosso desenvolvimento económico comum.”

O Primeiro-Ministro de São Cristóvão e Nevis, Dr. Terrance M. Drew, complementou: “É uma honra para nós acolher a quinta edição do Fórum de Comércio e Investimento África-Caraíbas. Este acordo demonstra o nosso forte compromisso com o reforço dos laços económicos entre África e as Caraíbas. Não somos apenas um destino turístico encantador; somos uma porta de entrada para o investimento, um centro de empreendedorismo e um parceiro orgulhoso no Renascimento Africano. O ACTIF2026 servirá de catalisador para o comércio e o investimento, criando novas oportunidades para o nosso povo e as nossas empresas.

Este fórum criará vias duradouras que beneficiarão os nossos cidadãos, a nossa região e todo o continente africano nas gerações vindouras. Estamos ansiosos por dar as boas-vindas aos delegados da África Global a São Cristóvão e Nevis.”

Para além da beleza do arquipélago, os participantes na quinta edição do ACTIF2026 podem contar com oportunidades de participar em painéis de discussão sobre comércio regional, explorar perspectivas de investimento, estabelecer contactos com as principais partes interessadas e tomar conhecimento de iniciativas destinadas a reforçar a cooperação económica entre África e as Caraíbas.

O ACTIF2026 constituir-se-á numa plataforma de alto nível para governos africanos e caribenhos, investidores, líderes do sector privado, instituições de financiamento do desenvolvimento, empreendedores e partes interessadas da diáspora, deliberarem e determinarem a via mais adequada para a África Global continuar a crescer em meio à incerteza.  Organizado pelo Afreximbank, o ACTIF tornou-se a principal plataforma para mobilizar capital, estabelecer parcerias e acelerar a integração económica entre África e as Caraíbas.

O ACTIF2025 registou cinco acordos nas Caraíbas, num total de 291,25 milhões de USD em três países, abrangendo Financiamento do Comércio e do Investimento, Financiamento Empresarial, Preparação de Projectos e Desenvolvimento das Exportações.

Desde a abertura do seu escritório em Barbados há dois anos, o Afreximbank aprovou mais de 700 milhões de USD em financiamento essencial em toda a região da CARICOM. Inclui, entre outros, o apoio à adaptação climática em Santa Lúcia, infra-estruturas desportivas e desenvolvimento do turismo em Barbados, financiamento de PME nas Bahamas, projectos turísticos em Granada e iniciativas de petróleo e gás no Suriname.

Para mais informações sobre o ACTIF2026, por favor visite https://ACTIF2026.Afreximbankevents.com

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

Contacto para a Imprensa: 
Vincent Musumba 
Gestor de Comunicações e Eventos (Relações com a Imprensa) 
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Sobre o Fórum de Comércio e Investimento África-Caraíbas (ACTIF):
O Fórum de Comércio e Investimento África-Caraíbas (ACTIF) é uma plataforma de referência que promove o comércio, o investimento e o intercâmbio cultural entre África e as Caraíbas. Realizado em colaboração com organismos regionais como a Comunidade das Caraíbas, a União Africana e a Zona de Comércio Livre Continental Africana, o ACTIF tem facilitado o diá., as parcerias e os quadros de acção que reforçaram os laços comerciais e de investimento entre as duas regiões.

O ACTIF, lançado e organizado pelo Afreximbank, evoluiu rapidamente para se tornar uma plataforma de excelência para o diá. político, o estabelecimento de contactos de negócios e a celebração de acordos, reunindo governos, líderes do sector privado, investidores e parceiros de desenvolvimento de toda África e das Caraíbas.

Impulsionado em grande parte pela primeira Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade das Caraíbas e de África, realizada a 07 de Setembro de 2021, o Fórum de Comércio e Investimento África-Caraíbas (ACTIF) é uma iniciativa estratégica fundamental para institucionalizar o envolvimento entre os sectores público e privado de ambas as regiões, com vista a promover relações comerciais e de investimento.

Para mais informações, por favor visite: https://ACTIF2026.Afreximbankevents.com

Sobre o Afreximbank:
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) é uma instituição financeira multilateral pan-africana com mandato para financiar e promover o comércio intra e extra-africano. Há mais de 30 anos que o Banco utiliza estruturas inovadoras para oferecer soluções de financiamento que apoiam a transformação da estrutura do comércio africano, acelerando a industrialização e o comércio intra-regional, impulsionando assim a expansão económica em África. Apoiante firme do Acordo de Comércio Livre Continental Africano (ACLCA), o Afreximbank lançou um Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS) que foi adoptado pela União Africana (UA) como plataforma de pagamento e liquidação para sustentar a implementação da ZCLCA. Em colaboração com o Secretariado da ZCLCA e a UA, o Banco criou um Fundo de Ajustamento de 10 mil milhões de dólares para apoiar os países que participam de forma efectiva na ZCLCA. No final de Dezembro de 2025, o total de activos e passivos contingentes do Afreximbank atingiu mais de 48,5 mil milhões de USD, e os seus fundos próprios totalizaram 8,4 mil milhões de USD. O Afreximbank tem notações de grau de investimento atribuídas pela China Chengxin International Credit Rating Co., Ltd (CCXI) (AAA), pela GCR (A), pela Japan Credit Rating Agency (JCR) (A-) e pela Moody’ s (Baa2). O Afreximbank evoluiu para uma entidade de grupo que inclui o Banco, a sua subsidiária de fundo de impacto de acções, denominada Fundo para o Desenvolvimento das Exportações em África (FEDA), e a sua subsidiária de gestão de seguros, AfrexInsure (em conjunto, “o Grupo”). O Banco tem a sua sede em Cairo, Egipto.

Para mais informações, visite: www.Afreximbank.com.

TotalEnergies faz nova descoberta de petróleo na costa do Congo, no âmbito da iniciativa nacional para atingir os 500 000 barris por dia (bpd)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A gigante energética TotalEnergies anunciou uma nova descoberta de hidrocarbonetos na licença Moho, ao largo da República do Congo, marcando um marco estratégico para um país que persegue rapidamente a meta de 500 000 barris por dia (bpd) de produção de petróleo. Liderada pela TotalEnergies como operadora (63,5%), juntamente com a Société Nationale des Pétroles du Congo (SNPC) – liderada pelo Diretor-Geral Raoul Ominga – e a Trident Energy, a descoberta teve como alvo a estrutura Moho G no complexo mais vasto de Moho, reforçando a posição do país como um produtor maduro líder com potencial inexplorado.

A Câmara Africana de Energia (AEC) felicita a TotalEnergies por esta mais recente conquista, reconhecendo o compromisso de longo prazo da empresa com o setor de upstream do Congo. A Câmara reconhece também o papel vital desempenhado pela SNPC e pelo Ministro dos Hidrocarbonetos, Bruno Richard Itoua, na promoção de um ambiente estável e favorável ao investimento que permite às operadoras internacionais prosperar. A sua abordagem colaborativa continua a posicionar o Congo como um destino competitivo para o investimento em exploração, bem como um lar para as operadoras estrangeiras. 

Situada no prolífico complexo de Moho — que representa mais de metade da produção total de petróleo do Congo —, a estrutura Moho G encontrou uma coluna de hidrocarbonetos de aproximadamente 160 metros em reservatórios albianos de boa qualidade. A descoberta complementa a anterior descoberta de Moho F, cujas características combinadas apresentam recursos recuperáveis estimados em 100 mil milhões de barris. A nova descoberta é particularmente significativa dada a sua proximidade com a infraestrutura de produção existente, permitindo ligações económicas e uma comercialização acelerada. Isto inclui as instalações FPSO de Alima e Likouf, que têm uma capacidade de produção atual combinada de 90 000 bpd. 

Para a TotalEnergies, esta última descoberta está em estreita sintonia com os planos da empresa para expandir a capacidade de produção em licenças-chave no Congo. A empresa comprometeu-se a investir mais de 500 milhões de dólares em 2025 para expandir o complexo Moho Nord, sendo que a mais recente descoberta demonstra a viabilidade da exploração impulsionada pelas infraestruturas. Ao tirar partido das instalações FPSO existentes, a descoberta de Moho G irá desbloquear recursos adicionais no maior bloco de produção de petróleo do Congo, ao mesmo tempo que melhora a rentabilidade global do projeto e a resiliência a longo prazo.

«A mais recente descoberta da TotalEnergies no Congo envia uma mensagem forte ao mercado – este é um país onde as infraestruturas, as políticas e as parcerias se unem para desbloquear valor real. O Congo está a provar que a exploração não se resume apenas a bacias de fronteira, mas sim a maximizar o que já se tem e a fazê-lo de forma mais inteligente, mais rápida e mais eficiente», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da AEC.

Para além de Moho Nord, o panorama de exploração do Congo continua a evoluir, à medida que as operadoras procuram volumes adicionais tanto nas margens offshore como onshore. Entre as principais campanhas destaca-se o lançamento, pela Perenco, em fevereiro de 2026, da plataforma Kombi 2 – uma instalação de 200 milhões de dólares que visa reservas adicionais de 10 milhões de barris no campo Kombi-Likalala-Libondo II. A infraestrutura de nova geração acolherá uma campanha de perfuração de seis poços com início em 2026, com o objetivo de reforçar a produção e otimizar a eficiência do campo.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

Câmara Africana de Energia: África tem de «refinar, baby, refinar», à medida que as perturbações no abastecimento global revelam a necessidade de expansão do setor a jusante

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O setor a jusante africano está de volta ao centro das atenções, uma vez que as perturbações no abastecimento global provocadas pela Guerra do Golfo destacam a necessidade de uma reformulação estratégica dos sistemas energéticos africanos. Com mais de 600 milhões de pessoas a viver sem acesso à eletricidade, 900 milhões de pessoas a viver sem acesso a soluções de cozinha limpas e a procura africana de petróleo prevista para atingir 4,5 milhões de barris por dia (bpd) até 2050, as partes interessadas do setor na ARDA Week 2026 lançaram um apelo para expandir a capacidade de refinação, reduzir a dependência das importações e libertar maior valor dos recursos de hidrocarbonetos do continente.

Num discurso de abertura do evento, NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia, reforçou a necessidade de expansão do setor a jusante como pedra angular da segurança energética e do desenvolvimento industrial em todo o continente. Ele enfatizou que a urgência de construir sistemas robustos de refinação e distribuição já não é uma discussão política, mas um imperativo económico e social — e um imperativo do qual África deve assumir a responsabilidade.

«Uma grande questão para África é se vamos abraçar a inovação, o crescimento e a prosperidade ou se vamos recuar para uma época em que negamos os factos e as necessidades. Precisamos de produzir mais energia. É por isso que continuamos a dizer “perfura, miúdo, perfura”. Nunca devemos hesitar nisso», afirmou.

Refletindo sobre a evolução do setor, Ayuk destacou uma mudança significativa do desenvolvimento liderado por estrangeiros para o investimento impulsionado por africanos. “Há mais de 25 anos, era a maioria das empresas estrangeiras que fazia o trabalho pesado. Quem diria que seriam instalações como a Dangote a transformar o continente e empresários africanos como o Sahara Group não só a possuir refinarias, mas também a defender o acesso à energia.”

Esta transição sinaliza uma mudança estrutural mais ampla no panorama energético de África, onde as empresas locais estão cada vez mais a liderar a mobilização de capital, o desenvolvimento de infraestruturas e a integração da cadeia de abastecimento. Apesar deste progresso, Ayuk salientou que África deve enfrentar as suas «realidades» de frente. A pobreza energética continua generalizada e resolvê-la requer políticas exequíveis, em vez de debates ideológicos. «A pobreza energética não pode ser apenas uma ideologia, mas sim ação», afirmou, exortando as partes interessadas a manterem o foco na dimensão do desafio.

Fundamental para esta transformação é a expansão da capacidade de refinação. O apelo de Ayuk para «refinar, baby refinar» sublinhou a importância de construir capacidades de processamento domésticas para reduzir a dependência de combustíveis importados, estabilizar o abastecimento e reter o valor económico nos mercados africanos. O reforço da refinação também apoia esforços de industrialização mais amplos, permitindo o desenvolvimento dos setores petroquímico, industrial e logístico.

No entanto, concretizar esta visão requer ambientes políticos favoráveis. Ayuk enfatizou a necessidade de quadros regulatórios estáveis, regimes fiscais competitivos e abordagens orientadas para o mercado que incentivem o investimento. «Precisamos de abraçar os mercados livres, a governação limitada e a responsabilização. As empresas precisam de receber as ferramentas de que necessitam para serem bem-sucedidas», afirmou. Isto inclui a redução da tributação excessiva, a simplificação dos processos regulatórios e a garantia de que os empreendedores africanos tenham acesso ao capital.

A colaboração transfronteiriça também surgiu como um tema crítico. Embora o comércio intra-africano seja frequentemente discutido, Ayuk apontou para barreiras persistentes que continuam a limitar o progresso. «As tarifas e os direitos aduaneiros são muito complexos e precisamos de resolver isso. Precisamos de eliminar as barreiras e construir em conjunto», disse ele, apelando a um maior alinhamento entre os países para facilitar o comércio regional de energia e otimizar a utilização das infraestruturas.

Além disso, Ayuk destacou a importância da independência financeira no setor. Para responder ao crescimento previsto da procura, África necessita de mais de 100 mil milhões de dólares em investimento na refinação. Isto destaca uma oportunidade única para instituições financeiras estrangeiras e africanas que pretendam mobilizar capital para projetos de impacto em todo o continente.

Em última análise, as observações de Ayuk reforçaram um consenso mais amplo do setor: África deve prosseguir sem hesitações com o desenvolvimento energético ao longo de toda a cadeia de valor. “Nunca desistiremos da produção de petróleo. Iremos refinar, perfurar e garantir que os nossos jovens em todo o continente tenham acesso à energia. Nunca pediremos desculpa por produzirmos a energia de que precisamos”, afirmou.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

Ministro Eurico Monteiro preside cerimónia de assinatura de Memorando para inovação agrícola e empoderamento feminino em Ribeira Grande de Santiago

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial, Eurico Monteiro, presidiu, esta sexta-feira, 10 de abril, o ato de assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Pró-Empresa, a Paróquia de São João Baptista e o Grupo Agro-Mater, para implementação de iniciativas de inovação agrícola e empoderamento feminino no Município de Ribeira Grande de Santiago.

O acordo, rubricado pelo Presidente do Conselho Diretivo da Pró-Empresa, Edney Cabral, e pelo Pároco José dos Santos Cabral, formaliza o apoio técnico e financeiro para a implementação do Espaço Aeropónico Agro-Mater, uma iniciativa inovadora, concebida por um grupo de mães solteiras e mulheres chefes de famílias daquela região, que aposta na produção agrícola sustentável através da tecnologia aeropónica, permitindo reduzir significativamente o consumo de água e garantir produção ao longo do ano.

Liderado por mulheres e jovens da comunidade, o projeto, que utiliza tecnologia avançada da Agrotonomy Corp para operar um sistema de 300 torres aeropónicas, surge como uma resposta concreta aos desafios locais, promovendo o empoderamento feminino, a geração de rendimento e a segurança alimentar.

Eurico Monteiro, que testemunhou o ato, deixou uma palavra de reconhecimento pelo esforço que tem sido feito pela paróquia junto à comunidade, para, em meio à dificuldades próprias de uma região historicamente marcada por secas severas, criar um projeto desta envergadura, com um importante significado para mulheres, mães solteiras, e cerca de 30 famílias e demais agregados, que serão beneficiadas nas 12 comunidades locais.

“Desde o primeiro momento foi um projeto que nos tocou, primeiro porque trata-se de uma comunidade com dificuldades, segundo porque diz respeito às mulheres, que normalmente dispõem de outras responsabilidades, como as de sustentarem integralmente as famílias, e em terceiro lugar porque é um projeto que casa muito bem com os problemas que temos ligados à escassez de água e as vezes do próprio solo para fazer agricultura”, afirmou o Ministro, destacando o engajamento do Governo de Cabo Verde nesta causa,  através da Pró-Empresa, organismo vocacionado para apoiar na montagem de projetos, mas também comparticipando no financiamento do projeto em mais de 50%.

“É compromisso assumido para que tenhamos, a curto prazo, o arranque deste importante projeto para que comece a trazer esperança e mudar a vida das pessoas desta comunidade”, completou o governante, destacando outros investimentos em curso, como o projeto de bacia hidrográfica do vale de São João Baptista, e a implemetação de centrais dessalinizadoras um pouco por todo o país, como forma de mitigar a problemática de água por que passam muitas localidades.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Vice-Primeiro-Ministro considerou que a rota Praia–Recife é uma oportunidade para Cabo Verde e pediu a sua sustentabilidade

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças considerou, na sexta-feira, 10 de abril, que a rota internacional Praia–Recife–Praia representa uma oportunidade para Cabo Verde e apelou à sustentabilidade desta ligação.

Ao presidir ao ato de lançamento oficial da nova rota internacional, na cidade da Praia, Olavo Correia afirmou que, qualquer rota, sobretudo esta para o Brasil, que liga Cabo Verde ao mundo e a novas oportunidades, é sempre bem-vinda, considerando que Cabo Verde é um pequeno país insular arquipelágico que tem na sua abertura e ligação ao mundo a sua fonte de riqueza e de desenvolvimento.

“A rota tem de ser sustentável, tem de pagar a si própria e tem de criar valor para o nosso país e para a empresa. Por isso, deixo um apelo a todo o staff da empresa e a todos os stakeholders que fazem parte do setor da aviação civil em Cabo Verde, para que contribuam para que esta rota seja sustentável e para que possamos fazer a ponte entre o presente e o futuro”, considerou.

O governante destacou a necessidade de alinhar sempre as ambições com as ações, sublinhando que Cabo Verde conseguiu, em 2025, atingir a fasquia dos 1,2 milhões de turistas e que o país tem agora a meta de alcançar 1,5 milhões de turistas, acrescentando ainda que Cabo Verde cresceu, em 2025, acima de 7% no último trimestre e acima de 6% no conjunto do ano.

“Se hoje crescemos a um ritmo de cerca de 6% ao ano, apesar dos desafios que ainda temos ao nível da burocracia, da conectividade, do aumento de negócios e do clima de investimento, estou convicto de que, se continuarmos a reformar e se cada um der o seu contributo, Cabo Verde poderá rapidamente atingir um crescimento na ordem dos dois dígitos, o que nos permitirá, na próxima década, ser um país de rendimento alto e um país desenvolvido”, afirmou.

O Ministro referiu que a obrigação de Cabo Verde, enquanto nação e enquanto governo, é procurar estar sempre com os melhores, no plano interno e no plano externo, exemplificando com a concessão dos aeroportos à Vinci e a seleção da empresa Swissport International AG como parceiro estratégico para a privatização da Cabo Verde Handling, S.A.

“Temos de procurar alinhar a urgência, a velocidade e a escala com a burocracia. Infelizmente, ainda temos um país onde impera muita burocracia, mas, se queremos crescer mais e enfrentar desafios exigentes ao nível do combate à pobreza, do crescimento económico e da criação de melhores condições de vida para os nossos concidadãos, temos de ter um país com uma burocracia mínima”, indicou.

Olavo Correia sublinhou, também, a necessidade de fazer a ponte entre o público e o privado, justificando que o setor público cria as condições e o ambiente, mas é o setor privado que empreende, cria valor, empregos e riqueza, fazendo o país avançar.

“Por último, temos de fazer a transição da atual governação analógica, ainda ancorada em silos, departamentos e estruturas, para uma governação mais digital, mais interoperável e mais sinergética, porque só assim o país conseguirá avançar”, concluiu.

Por sua vez, o Embaixador do Brasil em Cabo Verde, Alexandre Silva, demonstrou a sua satisfação com a retoma das ligações aéreas entre os dois países, destacando o potencial para aproximar ainda mais as duas nações, unidas por laços culturais, históricos e políticos.

Segundo a administração da Cabo Verde Airlines (CVA), esta nova ligação aérea representa um marco estratégico para o país, com impacto ao nível da conectividade internacional, do turismo, dos negócios e do reforço das ligações com a diáspora.

Durante o evento, que contou com a presença de membros do Governo, diversas entidades institucionais e parceiros do setor, foram partilhados mais detalhes sobre a operação, incluindo frequências, perspetivas de crescimento da nova rota e a informação de que o início dos voos está previsto para o dia 6 de maio.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Eurico Monteiro defende menos facilitismo e maiores oportunidades para a juventude cabo-verdiana

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial, Eurico Monteiro, defendeu maiores oportunidades para a juventude cabo-verdiana. O governante falava na Conversa Aberta com o Primeiro-Ministro, José Ulisses Correia e Silva, sobre a Formação Profissional, Estágios Profissionais, Empreendedorismo e Emprego, realizada na tarde deste domingo, 12 de abril, no bairro de Ponta D’Água, sob o lema ‘’Agarra bu oportunidade, Konstrui bu futuru’’.

Na ocasião, o Ministro Eurico Monteiro usou da palavra para destacar que o papel do Executivo não é criar ‘’facilitismo’’, mas sim garantir oportunidades e condições para que os cidadãos possam progredir, explicando que a aposta estratégica do Governo de Cabo Verde tem sido centrada na juventude, através de investimentos na educação, formação profissional e acesso ao crédito.

O governante sublinhou que o desenvolvimento de um país é um processo gradual, que exige persistência, esforço e compromisso coletivo. Segundo afirmou, “nada se constrói de um dia para o outro”, elo que, reforçou, tanto a Nação, como as pessoas percorrem trajetórias que exigem trabalho contínuo e dedicação.

Eurico Monteiro evidenciou avanços significativos, como a gratuitidade da educação até ao 12º ano e o alargamento da formação profissional, que já beneficiou mais de 54 mil jovens, além dos milhares de cidadãos que têm tido acesso a financiamento para desenvolver ideias de negócio, impulsionando, desta forma, o empreendedorismo e a criação de empregos no país.

Apesar dos progressos, Eurico Monteiro reconheceu que persistem desafios importantes, referindo na sua intervenção que embora a taxa de desemprego jovem tenha registado uma redução considerável, de mais de 40% para 14,9%, continua a ser motivo de preocupação para o Governo. O Ministro apontou, igualmente, a necessidade de reduzir o número de jovens fora do sistema de ensino, formação ou emprego, bem como de reforçar a formação pós-laboral.

Por fim, o Ministro defendeu a melhoria do acesso ao crédito, com processos mais rápidos e diversificados, e reforçou que o sucesso depende não só das políticas públicas, mas também da iniciativa e do empenho individual, porquanto, entende, ‘’o futuro de Cabo Verde passa por criar oportunidades e incentivar os cidadãos a aproveitá-las’’.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

O Senegal reescreve as regras do seu boom dos hidrocarbonetos, com o ministro Birame Soulèye Diop a preparar-se para a African Energy Week 2026, em outubro

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Senegal está a reforçar a arquitetura política subjacente à sua nova era de hidrocarbonetos, com o Ministério da Energia, Petróleo e Minas a lançar reformas ao quadro jurídico relativo ao conteúdo local no setor extrativo em março de 2026. As reformas visam melhorar a retenção de valor nacional, mantendo simultaneamente o impulso no desenvolvimento a montante e das infraestruturas.

Esta iniciativa surge num momento em que Dakar trabalha para traduzir a produção inicial de petróleo e gás num crescimento industrial mais abrangente, numa participação interna mais forte e na segurança energética a longo prazo. Neste contexto, Birame Soulèye Diop, Ministro da Energia, Petróleo e Minas do Senegal, irá discursar na African Energy Week (AEW) 2026 – que decorrerá na Cidade do Cabo de 12 a 16 de outubro – onde se espera que apresente o roteiro do Senegal para equilibrar o envolvimento dos investidores, a monetização do gás e o desenvolvimento energético soberano.

Em janeiro de 2026, foram exportados 3,8 milhões de barris de petróleo bruto do campo de Sangomar, enquanto se espera que o projeto Greater Tortue Ahmeyim (GTA) quase duplique as suas cargas de GNL em 2026, à medida que a expansão do FLNG continua. Para além da produção atual, o Senegal está também a avançar para expandir o seu pipeline de recursos. A Petrosen anunciou planos para um programa de exploração em terra no valor de 100 milhões de dólares em 2026, enquanto o governo também sinalizou um foco estratégico mais forte em Yakaar-Teranga, com os investidores senegaleses a serem encorajados a assumir um papel mais importante no desenvolvimento do recurso de gás de 25 biliões de pés cúbicos para dar prioridade às necessidades internas, mantendo ao mesmo tempo a opção de exportação em aberto.

Dakar está agora focada na próxima fase: utilizar os recursos de gás nacionais para reduzir os custos da eletricidade, melhorar a segurança do abastecimento de combustível e apoiar a competitividade industrial. Um pilar fundamental desta estratégia é a central elétrica de Gandon, de 250 MW, que deverá ser abastecida através de novas infraestruturas de gás ligadas ao sistema GTA, a par da expansão mais ampla de Cap des Biches e do corredor de gás do norte. Ao mesmo tempo, Dakar continua a reforçar as bases regulatórias da sua transição energética. Em março de 2026, o Ministério da Energia, Petróleo e Minas validou as primeiras normas nacionais do Senegal para equipamentos solares fotovoltaicos, uma medida destinada a melhorar a qualidade, a segurança e o desempenho, à medida que o país amplia a implantação de energias renováveis em paralelo com as infraestruturas de petróleo e gás.

Na AEW 2026, espera-se que o Ministro Diop forneça uma visão estratégica sobre como o Senegal está a conduzir a transição da descoberta e comissionamento para a execução em grande escala. A sua participação deverá reforçar o Senegal como um dos poucos produtores africanos de fronteira que prossegue um modelo integrado que combina hidrocarbonetos, gás para energia e energias renováveis no âmbito de uma única agenda nacional de desenvolvimento.

«O ministro Diop representa o tipo de liderança africana pragmática que está a transformar o potencial dos recursos numa verdadeira transformação económica. O Senegal está a demonstrar como a primeira produção de petróleo e gás pode tornar-se a base para o crescimento industrial, uma integração regional mais forte e a segurança energética a longo prazo, e as suas perspetivas trarão um grande valor à AEW 2026», afirmou NJ Ayuk, presidente executivo da Câmara Africana de Energia.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

A bp aposta forte na fronteira de águas profundas da Namíbia com novos blocos offshore

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A Câmara Africana de Energia (AEC) (www.EnergyChamber.org) acolheu com agrado a aquisição pela bp de uma participação operacional de 60% em três blocos de exploração offshore na Namíbia, descrevendo a medida como um forte aval às bacias fronteiriças de África e ao papel crescente do continente no abastecimento energético global.

A transação, que confere à bp a operação dos blocos PEL97, PEL99 e PEL100 na Bacia de Walvis, na Namíbia, marca uma expansão significativa da presença da supermajor britânica no setor de upstream africano. Os ativos foram adquiridos à Eco Atlantic Oil & Gas, com a bp a assumir uma posição que a coloca mais perto do corredor de exploração em águas profundas da Namíbia, em rápida evolução, adjacente à Bacia de Orange.

O acordo reforça a mudança na narrativa da exploração em África – passando do risco de fronteira percebido para uma oportunidade global cada vez mais competitiva, sustentada pelo potencial geológico, parcerias em melhoria e confiança crescente dos investidores.

«É preciso dar crédito à bp por reconhecer a dimensão da oportunidade na Namíbia e, igualmente, a Gil Holzman e à Eco Atlantic por serem pioneiros nos esforços iniciais de exploração que ajudaram a colocar estes blocos no radar global», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da AEC. “É assim que o desenvolvimento energético africano deve ser – grandes empresas internacionais e empresas focadas em África a trabalharem em conjunto para desbloquear valor, construir conhecimento e acelerar o desenvolvimento.”

A Namíbia emergiu rapidamente como uma das províncias de exploração de fronteira mais observadas do mundo, na sequência de uma onda de descobertas offshore na Bacia de Orange por operadores como a Shell, a TotalEnergies e a Galp. Estas descobertas reposicionaram o país como uma potencial província petrolífera de águas profundas com vários milhares de milhões de barris e desencadearam um surto de interesse internacional.

A Bacia de Walvis, onde a bp assumiu agora a operação, continua a ser menos explorada, mas é cada vez mais vista como uma extensão geológica do mesmo sistema petrolífero mais vasto. Os primeiros indicadores apontam para características comparáveis dos reservatórios, posicionando-a como uma potencial próxima fronteira para o investimento impulsionado pela exploração. Embora os prazos de avaliação e desenvolvimento continuem a ser de ciclo longo, espera-se que a Namíbia veja a primeira produção das descobertas offshore até ao final da década, assumindo que o sucesso da exploração e o alinhamento das infraestruturas se mantenham.

A iniciativa da bp reflete um reequilíbrio mais amplo nas carteiras globais de upstream, à medida que as empresas petrolíferas internacionais dão prioridade a oportunidades de exploração de alto impacto, capazes de proporcionar um crescimento das reservas a longo prazo.

África está a beneficiar cada vez mais desta mudança. À medida que as bacias maduras enfrentam uma produção em declínio e custos crescentes, regiões de fronteira como a Namíbia estão a emergir como alternativas estratégicas que oferecem escala, potencial geológico e áreas relativamente disponíveis.

Nos termos do acordo, a Eco Atlantic manterá uma participação minoritária ao lado da empresa petrolífera nacional da Namíbia, a NAMCOR, garantindo a participação local contínua no desenvolvimento dos blocos. Este modelo é fundamental para garantir que o sucesso da exploração se traduza em criação de valor doméstico, desenvolvimento de capacidades locais e capacidade de produção a longo prazo.

Embora a Namíbia permaneça na fase de exploração, o ritmo da atividade aponta para uma trajetória de rápida evolução da bacia. A entrada da bp acrescenta conhecimentos técnicos e capacidade financeira que poderão acelerar a perfuração de avaliação e o planeamento do desenvolvimento futuro.

O acordo reflete também uma validação mais ampla do setor upstream africano como um pilar central da futura segurança energética global, especialmente à medida que a diversificação do abastecimento se torna uma prioridade estratégica para os mercados internacionais. O investimento da bp, a par do trabalho de base realizado pela Eco Atlantic sob a liderança de Gil Holzman, sublinha um modelo de colaboração que posiciona a Namíbia não apenas como uma área de exploração de fronteira, mas como uma pedra angular emergente do futuro da exploração em águas profundas em África.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.