Os membros do novo Conselho de Administração da Autoridade de Gestão do Corredor Abidjan-Lagos (ALCoMA) familiarizam-se com o projeto

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) realizaram, nos dias 19 e 20 de fevereiro de 2026, em Abidjan, uma sessão de orientação e informação sobre o processo de integração dos 10 membros do novo Conselho de Administração da Autoridade de Gestão do Corredor Abidjan-Lagos (ALCoMA, sigla em inglês). Este Conselho de Administração foi oficialmente instalado e empossado em dezembro de 2025, durante a 22.ª reunião do Comité Ministerial de Pilotagem do projeto de desenvolvimento da autoestrada do corredor Abidjan-Lagos. 

A sessão informativa permitiu apresentar o Tratado relativo ao corredor: a visão, o estatuto supranacional e os objetivos de alto nível adotados pelos chefes de Estado dos cinco países atravessados (Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim e Nigéria), bem como um resumo dos estudos técnicos da autoestrada Abidjan-Lagos. Os membros do novo Conselho de Administração também receberam informações sobre os aspetos económicos e de facilitação do comércio e dos transportes, às iniciativas de desenvolvimento espacial, nomeadamente aos projetos relacionados com a cadeia de valor, a logística e os polos económicos de ancoragem, bem como aos serviços de comunicação e visibilidade.

No que diz respeito ao quadro institucional e jurídico que rege o projeto do corredor, nomeadamente o regime jurídico (tratado, acordo intergovernamental, projeto de acordo internacional) que estabeleceu o corredor Abidjan-Lagos e a sua autoridade de gestão, o Conselho de Administração procedeu a uma primeira análise do seu regulamento interno, da sua carta e do processo de recrutamento do diretor-geral, dos administradores e dos outros membros do pessoal técnico da ALCoMA.

A delegação da CEDEAO, liderada pelo diretor de transportes, Chris APPIAH, salientou a importância da abordagem integrada do corredor económico, que combina o desenvolvimento de infraestruturas, a facilitação e o desenvolvimento económico e social. Convidou as diferentes partes interessadas a “não pouparem esforços para que este projeto se torne uma realidade num futuro próximo; uma autoestrada sem fronteiras impulsionará o desenvolvimento de toda a região”.

Mike Salawou, diretor do departamento de Infraestruturas e Desenvolvimento Urbano do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, saudou a CEDEAO e os países membros do corredor por terem alcançado a importante etapa da instalação e integração do Conselho de Administração da Autoridade, que está a iniciar as suas atividades. Salouou destacou o potencial transformador do projeto e garantiu ao Conselho e à Comissão da CEDEAO o compromisso do Grupo Banco em desempenhar o seu papel de principal organizador mandatado, ao lado do Banco de Investimento e Desenvolvimento da CEDEAO (BIDC) e de todas as partes interessadas, para facilitar a mobilização e o financiamento do corredor.

“Os nossos concidadãos esperam por nós para circular neste corredor, para realizar as suas atividades socioeconómicas e facilitar o comércio na nossa sub-região”, salientou Salawou.

No final da sessão, as delegações realizaram uma visita de campo à quarta ponte de Abidjan (https://apo-opa.co/4aPNsEG), um projeto emblemático de mobilidade urbana que permitiu descongestionar a cidade de Abidjan, aliviando as populações do maior município da Costa do Marfim, Yopougon, com cerca de dois milhões de habitantes. Para construir esta obra, o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento mobilizou cerca de 600 milhões de euros e atraiu outros financiadores, como a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) e o Fundo Global para o Meio Ambiente, que contribuíram com 103 milhões de euros e 6,4 milhões de euros, respetivamente.

A autoestrada do corredor Abidjan-Lagos é uma estrada internacional de 1028 quilómetros que deverá tornar-se um motor económico e industrial fundamental na África Ocidental até 2030. O Grupo Banco desempenha um papel pioneiro no desenvolvimento deste corredor e já prestou assistência técnica e 25 milhões de dólares durante a fase de preparação, que está praticamente concluída.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Alexis Adélé 
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

Contacto técnico: 
Lydie Ehouman
Chefe de projeto do corredor rodoviário Abidjan-Lagos 
l.ehouman@afdb.org

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Camarões: programa para a empregabilidade e o empreendedorismo na região do Extremo Norte usa pela primeira vez na África Central o mecanismo de ‘financiamento baseado em resultados’

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O governo dos Camarões e o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) lançaram na sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, em Maroua, o programa ‘Desenvolvimento de capacidades e competências para a empregabilidade e o empreendedorismo na região do Extremo Norte dos Camarões’ (CAP2E). Este programa visa promover a criação de empregos sustentáveis e inclusivos na região, através do reforço do capital humano, do desenvolvimento do tecido económico local e da melhoria das infraestruturas sociais básicas.

O evento contou com a presença de Midjiyawa Bakary, governador da região do Extremo Norte, em representação do ministro da Economia, do Planeamento e Ordenamento do Território (MINEPAT), de Mouhamed Gueye, chefe da Divisão de Capital Humano, Juventude e Desenvolvimento de Competências, em representação do diretor-geral do Banco Africano de Desenvolvimento para a África Central, bem como do presidente do Conselho Regional, do presidente da Câmara de Maroua, de representantes do setor privado e de vários ministérios setoriais.

O programa CAP2E articula-se em torno de três eixos de intervenção: o reforço da oferta de formação técnica e profissional, o apoio ao desenvolvimento económico e ao empreendedorismo, e a modernização das infraestruturas sociais básicas.

“Este programa visa trazer soluções concretas para uma série de desafios importantes: elevado desemprego juvenil, inadequação entre a formação e as necessidades do mercado, fragilidade socioeconómica persistente, infraestruturas insuficientes e forte vulnerabilidade aos efeitos das alterações climáticas”, afirmou o Sr. Midjiyawa.

No que diz respeito à formação, o programa prevê a construção e o equipamento de 22 centros de formação técnica, tecnológica e profissional, com o objetivo de proporcionar melhores condições de formação aos atuais alunos desses centros (cerca de 30 mil jovens) e aumentar esse número em pelo menos 20% (ou seja, 6 mil alunos adicionais, dos quais 40% são raparigas), bem como desenvolver cursos adaptados às necessidades do setor privado. Apoia igualmente a construção de dez infraestruturas coletivas e comerciais destinadas a operadores privados (mercados, centros de serviços comuns), bem como o acompanhamento financeiro e não financeiro de 1.400 pequenas e médias empresas. Por último, integra a reabilitação de 15 hospitais, dez escolas e quatro centros de saúde, numa abordagem sensível às questões de género e resiliente às alterações climáticas.

Um mecanismo de financiamento inédito na África Central

Financiado em 89,2 mil milhões de francos CFA pelo Grupo Banco, o programa CAP2E é implementado, pela primeira vez nos Camarões e na África Central, através do mecanismo de Financiamento Baseado em Resultados (FAR). Este dispositivo condiciona os desembolsos à consecução efetiva e verificada de objetivos pré-definidos. O programa tem uma duração de cinco anos, de 2025 a 2030.

Complementar aos projetos de investimento clássicos e às operações de apoio orçamental, o FAR visa reforçar o desempenho, a responsabilização e a apropriação nacional das reformas, apoiando-se nos sistemas nacionais – fiduciários, técnicos, ambientais e sociais.

“O Financiamento Baseado em Resultados assenta numa parceria reforçada entre o Banco e o governo, baseada no desempenho e em resultados verificáveis. Melhora a eficiência das despesas públicas, ligando o endividamento a realizações efetivas, ao mesmo tempo que promove a coordenação entre vários doadores em torno de um quadro comum de resultados”, sublinhou M. Gueye.

Resultados esperados até 2029

Até 2029, o CAP2E ambiciona uma taxa de inserção profissional de 80% para os diplomados formados, bem como a criação de 5 mil postos de trabalho, dos quais 60% destinados a jovens, 40% a mulheres e uma parte significativa a empregos verdes.

“O programa ‘Desenvolver capacidades e competências para a empregabilidade e o empreendedorismo na região do Extremo Norte dos Camarões’ não é apenas um programa de financiamento. É uma alavanca de transformação, um instrumento de resiliência e uma oportunidade histórica para a nossa região. O seu sucesso dependerá da nossa capacidade coletiva de trabalhar em sinergia, de respeitar os nossos compromissos e de colocar os resultados no centro da nossa ação”, concluiu Alhadji Magra Massaou, coordenador do Programa Especial de Reconstrução e Desenvolvimento da Região do Extremo Norte (PSRDREN), agência executora do programa CAP2E.

O lançamento oficial do programa foi o culminar de um workshop inicial organizado de 17 a 19 de fevereiro de 2026, em Maroua. Este encontro permitiu reforçar as capacidades institucionais das estruturas de implementação e mobilizar todas as partes interessadas nacionais e internacionais em torno do programa. Seguiu-se a visita a futuros estabelecimentos de formação técnica beneficiários do programa CAP2E por uma delegação mista do Banco – PSRDREN/MINEPAT.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Solange Kamuanga-tossou
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Lançado o Mecanismo de Financiamento de Infra-estruturas em África para reforçar a soberania financeira continental

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Os Chefes de Estado e de Governo africanos lançaram formalmente, a 14 de Fevereiro de 2026, o Mecanismo de Financiamento de Infra-estruturas em África (AIFF), uma plataforma coordenada e liderada por África, concebida para acelerar a preparação e facilitação do financiamento de projectos prioritários de infra-estruturas transfronteiriças, em conformidade com a Agenda 2063.

O lançamento ocorreu durante o Terceiro Diá. Presidencial de Alto Nível da Aliança das Instituições Financeiras Multilaterais Africanas (AAMFI), realizado à margem da 39.ª Cimeira da União Africana, subordinado ao tema: “Reforçar a Arquitectura Financeira Africana para Financiar a Agenda 2063.”

Realizado sob o patrocínio de Sua Excelência John Dramani Mahama, Presidente da República do Gana e Campeão da União Africana para as Instituições Financeiras da UA, o Diá. reforçou o compromisso de África em traduzir a soberania financeira em mecanismos operacionais capazes de mobilizar capital de longo prazo em grande escala.

A Agenda 2063 continua a enfrentar constrangimentos financeiros impulsionados por mercados de capitais fragmentados, prémios elevados de custo de capital, financiamento de longo prazo limitado e dependência persistente de sistemas financeiros externos que não reflectem totalmente as realidades de desenvolvimento de África. Nesse contexto, os líderes africanos enfatizaram a necessidade de reforçar as Instituições Financeiras Multilaterais Africanas (AMFIs) existentes, acelerando simultaneamente a operacionalização das Instituições Financeiras da União Africana.

“África tem reservas de capital interno superiores a 2,5 biliões de dólares”, afirmou o Presidente Mahama. “O desafio não é a disponibilidade de capital, mas sim a forma como o investimos intencionalmente em infra-estruturas, industrialização e criação de emprego para concretizar a Agenda 2063 e a Zona de Comércio Livre Continental Africana.”

Sublinhou a importância de reduzir a dependência de sistemas de financiamento fragmentados que avaliam de forma errada o risco de África e apelou a uma arquitectura financeira continental coerente, capaz de financiar o desenvolvimento de África de forma sustentável.

Em representação da Comissão da União Africana, S. Ex.ª a Sr.ª Francisca Tatchouop Belobe, Comissária para o Desenvolvimento Económico, Comércio, Turismo, Indústria e Minerais, reafirmou o compromisso da UA em reforçar a coordenação financeira continental:

“O lançamento da AIFF é uma demonstração poderosa do que pode ser alcançado quando a vontade política e a coordenação institucional convergem. Estamos confiantes de que este Mecanismo contribuirá de forma significativa para colmatar o défice de financiamento de infra-estruturas em África, estimado em aproximadamente 221 mil milhões de dólares por ano durante o período de 2023 a 2030.”

Ao proferir o discurso de abertura, Samaila Zubairu, Presidenta e Director Executivo da Sociedade Financeira Africana e Presidente cessante da AAMFI, sublinhou a importância da coordenação da mobilização de capitais africanos:

“A Aliança das Instituições Financeiras Multilaterais Africanas representa mais de 70 mil milhões de dólares em balanços e trabalha em conjunto no sentido de colmatar as lacunas em matéria de comércio, investimento e financiamento do desenvolvimento em África. A nossa acção colectiva é fundamental para mobilizar os recursos necessários para concretizar infra-estruturas de transformação e integração regional.”

Enfatizou que as ambições de desenvolvimento de África exigem escala, alinhamento institucional e mobilização disciplinada de capital para colmatar as lacunas de financiamento de infra-estruturas e industriais.

Destacando a importância do Mecanismo, o Dr. George Elombi, Presdente do Conselho de Administração do Afreximbank, afirmou:

“O Mecanismo de Financiamento de Infra-estruturas em África foi concebido para superar a dificuldade mais persistente na concretização de infra-estruturas em África: a lacuna entre a aprovação política e a execução financeira. Muitos projectos ficam paralisados não por falta de relevância, mas porque estão mal preparados, mal estruturados ou desalinhados com os requisitos de capital a longo prazo. As Instituições Financeiras Multilaterais Africanas compreendem os riscos africanos, os mercados africanos e as realidades de desenvolvimento africanas. Ao reunir conhecimentos especializados, balanços financeiros e quadros de risco, o Mecanismo faz com que África passe de intervenções fragmentadas para um sistema coerente capaz de mobilizar capital em grande escala.

O Dr. Corneille Karekezi, Director Executivo da Sociedade Africana de Resseguros [Africa Reinsurance Corporation] e novo Presidente da AAMFI, enfatizou a colaboração institucional:

“O financiamento do desenvolvimento em África deve ter como base a colaboração e a inovação. Ao partilhar estrategicamente os riscos, reforçar as nossas instituições e mobilizar capital nacional e privado, podemos construir um ecossistema financeiro resiliente, capaz de proporcionar infra-estruturas transformadoras e crescimento industrial em todo o continente.”

O Diá. sublinhou que, embora o compromisso político com as infra-estruturas continue forte, os projectos enfrentam muitas vezes constrangimentos nas fases iniciais de preparação. O financiamento limitado para a preparação de projectos, as políticas regionais fragmentadas e a coordenação insuficiente foram citados como os principais desafios.

Um dos pontos altos do Diá. foi o lançamento formal do Mecanismo de Financiamento de Infra-estruturas em África (AIFF).

Criado ao abrigo de um Acordo-Quadro de Cooperação entre a AUDA-NEPAD e a AAMFI, o AIFF constitui um mecanismo de coordenação estruturado e liderado por África para acelerar a preparação de projectos e facilitar um compromisso indicativo e não vinculativo em matéria de financiamento de infra-estruturas prioritárias, em conformidade com a Agenda 2063.

Numa demonstração adicional do ímpeto para o reforço da arquitectura financeira africana, o Diá. concluiu com o depósito cerimonial do Instrumento de Ratificação do Protocolo e dos Estatutos do Fundo Monetário Africano (AMF) pela República dos Camarões.

Este marco consolida os esforços contínuos de África para operacionalizar as principais instituições financeiras da União Africana, com o objectivo de promover a estabilidade macroeconómica, prestar apoio à balança de pagamentos e reforçar a cooperação monetária e financeira entre os Estados-Membros da União Africana.

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

Sobre a Aliança das Instituições Financeiras Multilaterais Africanas (AAMFI): 
A Aliança das Instituições Financeiras Multilaterais Africanas (AAMFI), conhecida igualmente como o Clube Africano, é uma coligação de instituições financeiras multilaterais detidas e controladas por africanos, lançada em Fevereiro de 2024 em colaboração com a Comissão da União Africana.

A Aliança reúne doze instituições que representam um balanço combinado de mais de 70 mil milhões de dólares.

A AAMFI promove a coordenação, a acção colectiva e a defesa unificada para mobilizar o capital africano, reforçar a arquitectura financeira do continente e apoiar o desenvolvimento sustentável e a integração regional, em conformidade com a Agenda 2063.

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Em África, não há “mais tarde” (Por Laila Bastati)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Por Laila Bastati, Chief Commercial Officer do APO Group (www.APO-opa.com).

A maioria dos líderes pensa que a comunicação vem depois de as decisões terem sido tomadas. Nos mercados africanos, isso é demasiado tarde.

A partir do momento em que uma decisão sai da sala, começa a ser interpretada. Não quando a declaração é oficialmente emitida. Não quando as equipas estão alinhadas. Imediatamente. E quando essa interpretação se instala, é difícil invertê-la.

Uma multinacional reestruturou as suas operações na África Oriental no final de 2025. Decisão racional. Operacionalmente sólida. Planeavam anunciar primeiro internamente e depois tratar das comunicações externas quando as aprovações estivessem concluídas.

No entanto, nos mercados em que a sessão de estratégia do CEO é discutida nos círculos regulamentares antes de o memorando ser divulgado, a parte do “uma vez concluídas as aprovações” é algo que não existe.

Os funcionários do centro regional ouviram as declarações  do CEO na sessão de estratégia como uma validação. Os funcionários da divisão da empresa que está a ser restruturada ouviram a declaração como um abandono. Os meios de comunicação social locais num outro mercado enquadraram a operação como um desinvestimento antes de a empresa ter dito uma palavra. Um regulador de um terceiro mercado leu sobre a reestruturação na imprensa especializada antes de receber a notificação oficial. O processo de aprovação que se seguiu foi mais lento e cauteloso. Não porque a decisão fosse errada, mas porque a base de confiança tinha sido corroída antes mesmo do início do processo formal.

A decisão é a mesma. Quatro interpretações. Tudo isto se formou mais depressa do que a empresa conseguia gerir.

Quando os dirigentes emitiram a declaração oficial, não estavam a introduzir uma estratégia. Estavam a corrigir narrativas que já tinham moldado a forma como os diversos agentes do sector viam a decisão. A retenção de talentos tornou-se um custo não planeado. A parceria com que contavam num mercado estagnou porque o enquadramento inicial ficou bloqueado.

Este é o padrão. As empresas finalizam as decisões, planeiam a implementação e assumem que o silêncio dá tempo ao tempo. Tal não é verdade.

Em ambientes africanos de elevado contexto, o silêncio não é neutro. É interpretado. E a interpretação acontece rapidamente.

Isto deve-se ao facto de a informação não se mover da forma que a maioria dos executivos espera. Uma empresa emitirá uma declaração em Lagos, Nairobi e Accra e assumirá que a mesma será divulgada da mesma forma em cada local. Tal não é verdade.

Num mercado, os debates sobre negócios acontecem na rádio. Noutro, são  moldados em grupos de WhatsApp antes de qualquer meio de comunicação social oficial os captar. Num terceiro, um comunicado de imprensa sem uma conversa prévia face-a-face é lido como desrespeito.

A empresa pensava que estava a gerir uma narrativa, no entanto estava a navegar em três ecossistemas de informação diferentes, cada um com os seus próprios prazos, vozes de autoridade e expectativas.

E o custo aparece mais tarde. Em talentos que saem após uma aquisição porque o enquadramento estava errado. No acesso a um mercado que não se concretiza porque a perceção inicial errada definiu o enquandramento dos reguladores. Em parcerias que fracassam porque a confiança não foi gerida desde o início.

Os líderes que têm sucesso em África trazem a comunicação para a sala quando as decisões estão a ser tomadas. Não para escrever declarações. Para fazer as perguntas que evitam erros dispendiosos.

Como será esta restruturação encarada num mercado onde o anterior governo prometeu empregos? Como é que os trabalhadores do país on a empresa está sediada vão ouvir isto de forma diferente dos trabalhadores no mercado que está a ser consolidado? Se não dissermos nada durante três semanas, que história se irá formar nesse intervalo?

Esta disciplina altera os resultados. Será necessário explicar menos decisões mais tarde, porque menos decisões serão mal compreendidas numa fase inicial.

África torna tudo isto visível de forma mais rápida. A memória é longa. A confiança é local. O contexto não é opcional. O fosso entre a intenção e a interpretação fecha-se rapidamente.

O problema não é o facto de as empresas não comunicarem. É o facto de medirem o sucesso utilizando métricas desadequadas.Quantificar a cobertura mediática é importante. Mas não nos diz porque é que uma parceria estagnou. Porque é que determinados trabalhadores foram procurar outras oportunidades. Porque é que o processo regulamentar demorou o dobro do tempo previsto.

Quando as coisas correm mal, essas métricas deixam-nos cegos. Sabemos que o resultado foi mau. Não sabemos o que correu mal nem onde.

A integração da comunicação no processo de decisão resolve um problema diferente. Não se trata de controlar a narrativa após o facto. Trata-se de conceber decisões que tenham em conta a forma como serão percepcionadas antes de serem finalizadas. Isto evita que a percepção errada aconteça de todo.

Nos mercados africanos, isso não é um luxo em termos de comunicação. Trata-se de uma necessidade operacional.

A comunicação não é algo que acontece depois de a estratégia ter sido definida. É uma apólice de seguro sobre a tomada de decisão.

E nos mercados onde as narrativas se formam rapidamente e a confiança se constrói lentamente, não se compra um seguro depois de o risco se ter materializado.

Distribuído pelo Grupo APO para APO Group Insights.

Contacto para a comunicação social:
marie@apo-opa.com

Sobre o APO Group:
Fundado em 2007 por Nicolas Pompigne-Mognard, o APO Group é uma consultora de comunicação que tem em mente o desempenho – combinando aconselhamento estratégico, execução no terreno e visibilidade garantida em todos os mercados africanos.

Reconhecido com múltiplos prémios internacionais, incluindo as distinções SABRE, Davos Communications e World Business Outlook, o APO Group estabelece parcerias com organizações globais e africanas para fornecer comunicações que funcionam – através da estratégia, execução e visibilidade mensurável.

As funções consultivas do nosso fundador junto de instituições internacionais reforçam o acesso do APO Group aos decisores e reforçam o nosso papel como a consultora de comunicação mais conectada do continente. Entre os seus clientes contam-se a Canon, a Emirates, a Nestlé, a NFL, a Liquid Intelligent Technologies, o Afreximbank, o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, a GITEX Global, a Royal African Society e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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Ministro Eurico Monteiro encerra Fórum de Investimentos em Milão com mensagem de incentivo ao investimento estrangeiro em Cabo Verde

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial, Eurico Monteiro, encerrou, sexta-feira, 20 de fevereiro, a quinta edição do Cabo Verde Investment Fórum, em Milão, com uma mensagem de incentivo ao investimento em Cabo Verde, assegurando um conjunto de instrumentos para apoiar o investidor nesse processo.

“Se é certo que Cabo Verde precisa de investimento, não é menos certo de que dispõe de instrumentos eficazes, através, nomeadamente de um sistema financeiro de crédito seguro, preparado para auxiliar os empresários estrangeiros a investirem no país, o que mostra o grau de comprometimento de Cabo Verde com o investimento”, afirmou o Ministro para quem o propósito é criar um ecossistema vantajoso para o investimento, que diminua o risco e gere maior atratividade.

Para este importante palco, ressaltou Eurico Monteiro, “trouxemos empresários italianos que conhecem bem Cabo Verde, o que os credibiliza nesta matéria, trouxemos o setor bancário, e trouxemos o nosso ecossistema de apoio à atividade empresarial, que desempenha um importante papel na assistência técnica para montagem de projetos, através da Pró-Empresa, na obtenção do crédito, através da Pró-Garante, e na participação no capital e credibilização dos investimentos junto da banca, por via da Pró-Capital”.

Mais: “A circunstância de nós termos neste palco a participação de perto de 160 empresas, assim como o facto de termos assinado três memorandos de entendimento, envolvendo valores significativos na ordem dos 17.500.000 euros, mostra que estamos no caminho certo”, afirmou o Minsitro, garantindo tudo fazer para que estes memorandos de entendimento sejam concretizados em Cabo Verde.

“Mas a nossa esperança é ainda maior porque convictamente esperamos que daquilo que fizemos e mostramos, mais investidores procurem Cabo Verde para investir”, finalizou o governante, agradecendo calorosamente a todos aqueles que contribuiram para que o evento se concretizasse. “A todos aqueles que foram aqui homenageados, redobro aqui as homenagens porque também elas são merecidas”, cncluiu.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Ministério da Justiça e a Associação “Donu Nha Distinu” rubricam protocolo de cooperação

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O protocolo, com a duração de um ano renovável, visa estabelecer a implementação de ações de mediação como meio alternativo de resolução de conflitos, promoção de cultura de paz e reforço da coesão social.

O Ministério da Justiça irá conceder apoio técnico e financeiro à Associação “Donu Nha Distinu” que, por sua vez, se compromete a empenhar na execução das atividades.

Para Joana Rosa, “o protocolo assinado é um sinal do Governo na construção dessa parceria, pois é fundamental que o Governo empodere as associações, pois elas desempenham um papel importante, assumindo, muitas vezes, funções que são da competência do próprio Estado. A Associação “Donu Nha Distinu” trabalha com uma comunidade com vulnerabilidades, incluindo crianças, jovens e idosos e que precisa de parcerias para continuar a desenvolver as suas atividades.”

Ainda segundo a Ministra, “é necessário criar um sistema de autoproteção, em que jovens tenham uma perspetiva de vida, começando pelo ensino, formação profissional ou formação superior, conforme as apetências de cada um, para garantir, através do trabalho, um futuro melhor. Trabalhar a pacificação social, as vulnerabilidades e a inclusão é criar autoproteção e, sobretudo, empoderar as comunidades, conscientizando-se dos direitos e deveres cívicos, bem como dos males sociais que possam surgir.”

A finalizar, Joana Rosa, apela ao “engajamento da família na prática de bons valores e bons ensinamentos, como formas de fomentar a inclusão e reduzir a criminalidade, em suma, de promover a paz social e o desenvolvimento.”

Por sua vez, Presidente da Associação “Donu Nha Distinu”, salienta a importância da assinatura do protocolo para “reforçar o papel da Associação na prevenção e resolução de pequenos conflitos.”

Segundo Admilson Mendes, “um dos grandes problemas na nossa comunidade era a falta de comunicação ou comunicação deficiente. O projeto de criação do Gabinete de Medicação Comunitária veio a ajudar que as pessoas possam dialogar e entenderem melhor entre si. O protocolo ora rubricado vai permitir-nos formar cidadãos dos bairros de Castelão e Coqueiro no conhecimento de leis, dos limites de cada um e ajudar na sensibilização e na compreensão mútua. Estamos a desenvolver um grande trabalho que tem levado a diminuição da criminalidade nos dois bairros.”

A Associação “Donu Nha Distinu” trabalha com uma Academia Cultural e Desportiva com cerca de100 crianças. Admilson Mendes considera que as crianças constituem grande parte da população.

De realçar que a referida Associação é uma organização comunitária sem fins lucrativos que atua na promoção do desenvolvimento social, cultural e educativo, com forte intervenção nos bairros de Castelão e Coqueiro. A sua ação centra-se no fortalecimento da cidadania ativa, inclusão social, participação comunitária e valorização do capital humano, com especial enfoque em crianças, jovens, mulheres e pessoas idosas.

Através de projetos de intervenção comunitária, educação, cultura, desporto e mediação social, a “Donu Nha Distinu” promove soluções participativas e sustentáveis, trabalhando em estreita cooperação com instituições públicas, privadas e a comunidade local.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

SICPA conquista importante contrato europeu para programa de selos fiscais para vape no Reino Unido

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A empresa suíça de tecnologia SICPA (www.SICPA.com) garantiu um contrato histórico de rastreabilidade em parceria com a Cartor Security Printers (Cartor), subsidiária da Spectra Systems Corporation, reforçando sua liderança global em tecnologia segura de rastreabilidade e monitoramento (T&T). O programa fornecerá soluções robustas de rastreabilidade à His Majesty’s Revenue and Customs (HMRC) para produtos de vape no Reino Unido

Com base na comprovada experiência da SICPA na implementação de sistemas seguros de T&T para produtos sujeitos a impostos especiais de consumo e aproveitando os recursos avançados de impressão de segurança da Cartor, o consórcio oferecerá uma solução robusta que combina recursos de segurança de nível bancário com sistemas digitais de última geração para combater, de forma eficaz, o comércio ilícito de produtos de vape.

A solução permitirá à HMRC reforçar a arrecadação de receitas de impostos especiais de consumo, fortalecendo a conformidade do mercado, protegendo os consumidores e intensificando sua luta contra o comércio ilícito.

Após um processo de licitação em várias etapas, iniciado pela HMRC em julho de 2025, o consórcio foi selecionado após uma avaliação minuciosa das propostas técnicas e financeiras. O projeto terá uma duração inicial de cinco anos, com opção de prorrogação por mais um ano. O sistema será implementado em fases, começando com um selo fiscal transitório a partir de abril de 2026, seguido por um selo aprimorado, com suporte de uma solução completa de rastreabilidade, a partir de outubro de 2026.

A Cartor será responsável pela impressão dos selos fiscais, incluindo os principais elementos de segurança. A SICPA complementará esses elementos com medidas adicionais de segurança física e digital, que fortalecerão ainda mais o sistema, além de gerenciar a codificação dos selos fiscais e as soluções de software de rastreabilidade. Seu papel também inclui o gerenciamento do registro de partes interessadas e produtos, os processos de pedido e pagamento dos selos fiscais e a coleta de dados e o monitoramento da conformidade regulatória para a HMRC, ao longo da cadeia de suprimentos de produtos de vape. As avançadas capacidades de inteligência de mercado digital da SICPA permitirão a identificação de padrões suspeitos e potenciais focos de fraude, enquanto as ferramentas de auditoria para as autoridades reguladoras e os aplicativos de verificação para os consumidores ajudarão a combater a fraude e a falsificação.

“Estamos muito satisfeitos em apoiar a His Majesty’s Revenue and Customs em sua missão de proteger o mercado do comércio ilícito, com base em décadas de experiência em sistemas seguros de rastreabilidade para produtos sujeitos a impostos especiais de consumo e no sucesso de nossos programas em todo o mundo”, disse Philippe Amon, Presidente e CEO da SICPA.

“A Cartor tem orgulho de ser parceira da SICPA na entrega deste importante programa para a HMRC”, disse Andrew Brigham, Diretor Executivo da Cartor. “Ao combinar nossas forças complementares, esta aliança oferece uma solução confiável para nosso cliente e para o mercado de cigarros eletrônicos do Reino Unido, ao mesmo tempo que apoia os esforços do Reino Unido para proteger tanto a receita pública quanto os consumidores.”

Distribuído pelo Grupo APO para SICPA HOLDING SA.

Contato:
sicpamediarelations@sicpa.com

Sobre a SICPA:
Fundada em 1927, a SICPA é uma empresa privada suíça de tecnologia que apoia a boa governança e a prosperidade a longo prazo das nações.

A SICPA define o pulso da soberania, permitindo que os governos protejam seus cidadãos, ativos soberanos e economias. Reconhecida por assegurar a maior parte das notas bancárias do mundo, a SICPA opera em cinco continentes. Hoje, sua plataforma de soberania oferece soluções integradas que protegem a mobilização de receitas, recursos naturais, saúde e proteção de marcas, bem como identidade digital e serviços públicos seguros. Mais informações em www.SICPA.com.

Sobre a Spectra Systems Corporation:
A Spectra Systems é uma fornecedora global de tecnologias avançadas de autenticação, proteção de marcas e transações seguras. A Cartor Security Printers, parte da Spectra Systems, é uma especialista europeia líder em impressão de segurança e proteção de marcas, apoiando governos e proprietários de marcas com soluções de alta segurança projetadas para proteger receitas e combater o comércio ilícito. Juntas, elas oferecem recursos de segurança visíveis e ocultos comprovados para impostos especiais de consumo, selos fiscais e mercados regulamentados em todo o mundo. Mais informações em www.SpSy.com e www.Cartor.com

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A Invictus Investment regista resultados recorde em 2025, com o EBITDA a triplicar, aumentando 184% em termos anuais

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

  • O EBITDA aumentou uns impressionantes 184% para 458,5 milhões de AED em 2025, acima dos 161,4 milhões de AED em 2024 – marcando o maior desempenho de EBITDA da empresa desde a listagem da ADX em 2022
  • As receitas aumentaram para um máximo histórico de 13,3 mil milhões de AED em 2025, contra 8,9 mil milhões de AED em 2024
  • O lucro líquido atingiu 227,6 milhões de AED em 2025, um aumento de 37% em relação ao ano anterior
  • Os volumes de transações de produtos de base aumentaram 73% em termos anuais para 14,2 milhões de toneladas métricas
  • O capital próprio total atingiu 1,4 mil milhões de AED em 2025, em comparação com 1,2 mil milhões de AED no ano anterior
  • O Conselho de Administração recomendou um dividendo em dinheiro de 40 milhões de AED para 2025

Invictus Investment Company PLC (ADX: INVICTUS) (http://InvictusInvestment.ae/), uma empresa agroalimentar líder no Médio Oriente e em África, publicou hoje os seus resultados financeiros auditados para os 12 meses findos em 31 de dezembro de 2025. A empresa apresentou o seu melhor desempenho em termos de EBITDA desde a sua listagem no ADX, registando um aumento recorde de 184% em termos anuais, para 458,5 milhões de AED – um aumento impulsionado pela integração de aquisições recentes, capacidades melhoradas da cadeia de fornecimento e eficiências operacionais melhoradas em toda a empresa.

Entretanto, as receitas aumentaram 49% para 13,3 mil milhões de AED em 2025, em comparação com 8,9 mil milhões de AED no ano anterior. Este forte desempenho das receitas ajudou a sustentar um aumento de 37% no lucro líquido para 227,6 milhões de AED, contra 166,3 milhões de AED em 2024, enquanto que a rendibilidade do capital próprio atingiu 18%, sublinhando o sucesso da empresa no aumento da rendibilidade, ao mesmo tempo que continua a expandir as suas operações nos principais mercados. Por sua vez, o Conselho de Administração recomendou um dividendo em dinheiro de 40 milhões de AED.

Os volumes de transações de produtos de base também atingiram níveis recorde, aumentando 73% para 14,2 milhões de toneladas métricas em 2025, contra 8,2 milhões de toneladas métricas em 2024. Ao mesmo tempo, o capital próprio total aumentou 17% em termos anuais para 1,4 mil milhões de AED em 2025 – um reflexo da melhoria da posição financeira da empresa à medida que continua a crescer.

O ano também foi marcado por um marco significativo no aumento da participação da IHC na Invictus Investment para 40% – evidenciando a confiança contínua na direção estratégica e na trajetória de crescimento da empresa. A transação envolveu a compra de 196 milhões de ações numa grande transação em bloco avaliada em 419,83 milhões. Paralelamente, a Invictus Investment tem vindo a desenvolver estruturas de financiamento de capitais próprios e de dívida, no âmbito de uma estratégia financeira diversificada e disciplinada. Recentemente, obteve um pacote de financiamento do Mauritius Commercial Bank Limited (MCB), estruturado como um financiamento de aquisição e uma facilidade de crédito rotativo para financiar o crescimento em novos mercados africanos.

A empresa continuou a concretizar a sua estratégia de crescimento em 2025 através de uma série de investimentos estratégicos. Entre estes, conta-se a aquisição da Merec Industries, a maior empresa de moagem de farinha de Moçambique, e a integração das suas operações, bem como um acordo para a aquisição de uma participação de 65,25% na Angata Limitada, uma empresa de mistura de adubos sediada em Angola, tendo a transação sido concluída em janeiro de 2026. Estes desenvolvimentos, juntamente com a consolidação operacional do líder marroquino do agronegócio Graderco, no qual a Invictus Investment adquiriu uma participação de 60% em 2024, reforçaram ainda mais as capacidades de abastecimento e transformação da empresa em toda a África. O Conselho de Administração aprovou igualmente a emissão de uma oferta vinculativa para a aquisição de uma participação maioritária numa empresa de produção agroalimentar com atividade principal no Norte de África. 

Além disso, a Invictus Investment entrou em 10 novos mercados durante o ano, incluindo o Iraque, a Lituânia, os Camarões, o Gana, Madagáscar, a Libéria, a Mauritânia, a Nigéria, a África do Sul e o Zimbabué, elevando a sua presença global para 65 países. Esta evolução foi apoiada por um forte crescimento orgânico nos principais mercados, particularmente em África, onde a procura de produtos agroalimentares de base continua a ser forte. A carteira de produtos da empresa foi também alargada para mais de 30 categorias para satisfazer as necessidades em evolução da sua base de clientes global.

Comentando os resultados, Amir Daoud Abdellatif, Diretor Executivo da Invictus Investment, afirmou: “2025 foi um ano decisivo para a Invictus Investment, uma vez que registámos um crescimento significativo nos nossos principais indicadores, ao mesmo tempo que realizámos aquisições estratégicas que reforçaram bastante o nosso negócio. O maior voto de confiança para nós durante o ano veio com o aumento da participação da IHC na empresa para 40% – um desenvolvimento importante que valida a nossa jornada de crescimento até à data e dá o tom para a trajetória estratégica que temos pela frente. As nossas prioridades são claras e temos uma forte cadeia de atividades relacionada com oportunidades de investimento em ativos midstream e downstream nos nossos principais mercados. Tudo isto coloca-nos numa posição forte para continuarmos a expandir o negócio e a proporcionar valor acrescentado aos nossos acionistas, à medida que trabalhamos para o nosso objetivo de nos tornarmos uma empresa agroalimentar totalmente integrada e atingirmos 25 mil milhões de AED em receitas até 2028.”

Em termos dos seus compromissos de sustentabilidade, a Invictus Investment continua a desenvolver os progressos definidos no relatório ESG 2024, publicado em maio de 2025, em três pilares fundamentais: Gestão Ambiental, Capacitação Social e Governação Ética e Parcerias – prioridades que estão no bom caminho para se tornarem mais integradas em toda a empresa, incluindo nas entidades recentemente adquiridas pela empresa.

Olhando para o futuro, a Invictus Investment continua concentrada em promover a sua estratégia de crescimento a longo prazo através de investimentos direcionados para os principais mercados africanos, com ênfase no Norte de África e nos centros costeiros, ao mesmo tempo que avança com o seu objetivo de se tornar uma empresa agroalimentar totalmente integrada que contribui para a segurança alimentar na região.

*Consulte https://apo-opa.co/3MADzmw para obter mais informações.

Distribuído pelo Grupo APO para Invictus Investment Company PLC.

Para questões relacionadas com a comunicação social, contacte:
Tales & Heads
E: InvictusInvestment@talesandheads.com 
M: +971 (50) 694 4650

Sobre a Invictus Investment:
Invictus Investment Company PLC (ADX: INVICTUS), criada em março de 2022 e com sede no Dubai, é uma holding líder especializada em produtos agroalimentares. Através da sua principal subsidiária, a Invictus Trading – fundada em 2014 – a empresa começou por oferecer serviços de aprovisionamento que forneciam matérias-primas e produtos acabados em toda a região MENA. Desde então, expandiu o seu modelo de negócio para incluir o comércio de cereais e a exportação de produtos de base, com uma carteira que abrange atualmente mais de 30 categorias de produtos, entre os quais cevada, milho, sésamo, soja, açúcar e trigo. Atualmente, a Invictus Investment opera em 65 países, com uma vasta rede de abastecimento e um foco nas aquisições midstream e downstream da cadeia de valor, com o objetivo de se tornar uma empresa agroalimentar totalmente integrada no Médio Oriente e em África.

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Primeiro Ministro na Boa Vista: Governo investe cerca de 196 milhões de Euros na modernização aeroportuária em todo o país

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Primeiro Ministro anunciou que o Governo, em apenas dois anos e meio, apresentou resultados considerados estruturantes na modernização das infraestruturas estratégicas do país, com investimentos organizados em duas fases: 78 milhões de Euros numa primeira etapa e 118 milhões de Euros numa segunda. A estes números soma-se uma profunda modernização da gestão aeroportuária e, sobretudo, um reforço da confiança dos investidores e parceiros internacionais.

José Ulisses Correia e Silva, que iniciou uma visita de trabalho de três dias à ilha da Boa Vista, apontou como provas concretas desses investimentos do Governo no setor da aviação civil, o aumento de voos regulares, a entrada de companhias low cost e a redução significativa dos custos das viagens para Cabo Verde e para a Europa.

No quadro desta estratégia, o Chefe do Governo procedeu ao lançamento da Fase 1-B do Plano de Investimentos do Aeroporto Internacional Aristides Pereira, na ilha da Boa Vista, e a inaugurou a nova loja duty-free, confirmando que “estamos a cumprir, e com sucesso, uma opção política estratégica: a concessão dos aeroportos a um parceiro de referência mundial, a VINCI Airports”.

“Na Boa Vista, falamos de 43 milhões de euros nesta segunda fase, quase o valor de um aeroporto construído de raiz. Estamos a desenvolver infraestruturas modernas, sustentáveis e preparadas para o futuro, com forte aposta em energias renováveis” reafirmou.

O Primeiro Ministro sublinha que esta parceria público-privada valoriza ativos que permanecem propriedade de Cabo Verde, reforça a imagem internacional do país e cria condições favoráveis à atração de novos investimentos, sobretudo no setor do turismo, considerado motor estratégico da economia nacional.

Em construção 50 habitações sociais de tipologia T2 em Rabil

Ainda na ilha da Boa Vista e, paralelamente aos investimentos aeroportuários, o Executivo liderado por José Ulisses Correia e Silva reforçou a sua agenda social com a visita às obras de construção de 50 habitações sociais de tipologia T2, num investimento de 160 mil contos, atualmente em execução na localidade de Rabil.

“Este projeto irá proporcionar maior qualidade de vida às famílias beneficiárias, com soluções habitacionais modernas, funcionais e sustentáveis. Trata-se de uma intervenção estruturante que reforça o compromisso do Governo com o acesso à habitação digna e com a inclusão social”, disse.

Para além da construção de casas, José Ulisses Correia e Silva sublinhou o impacto na estabilidade e segurança das famílias, bem como o contributo para o desenvolvimento urbanístico de Rabil, promovendo maior organização territorial e valorização do espaço comunitário.

Com a Câmara Municipal da Boa Vista, o Governo celebrou três protocolos estratégicos: a reabilitação de quatro jardins infantis, um memorando para expansão e apetrechamento de serviços de cuidados infantis e o protocolo de financiamento, execução e governança da pocilga municipal.

“A reabilitação de jardins e creches é mais do que investimento em infraestruturas. É vontade política e compromisso com a dignidade humana e a inclusão. É apostar nas crianças, na sua formação e no reforço da capacidade humana. Quando falamos de 25 mil contos, falamos, na verdade, de futuro de 200 crianças que terão melhores condições para crescer e aprender”, considerou Chefe do Governo.

No domínio do saneamento básico e da gestão urbana, o financiamento de 56 mil contos, através do Fundo do Ambiente, para a pocilga municipal, visa garantir melhores condições sanitárias, organização territorial e segurança para criadores e comunidade. A medida enquadra-se na necessidade de assegurar padrões compatíveis com uma ilha turística, exigindo coordenação entre Governo e poder local.

Com investimentos estruturados, modernização da gestão e reforço da confiança, o Governo apresenta a Boa Vista como exemplo de uma estratégia integrada: crescimento económico sustentado, valorização de ativos estratégicos e fortalecimento das políticas sociais.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Cabo Verde afirma-se como um destino seguro e estratégico para investimento – Eurico Monteiro

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial considerou Cabo Verde um destino seguro, confiável e estrategicamente posicionado para o investimento. Eurico Monteiro deixou esta garantia a uma plateia diversificada de investidores e potenciais investidores, durante a sessão de abertura da 5.ª edição do Cabo Verde Investment Forum, que decorre esta sexta-feira, 20 de fevereiro, em Milão, Itália.

Na sua intervenção, Eurico Monteiro começou por expressar a sua  satisfação pela realização deste improtante evento, promovido pela Cabo Verde TradeInvest (CVTI), em articulação com o consulado de Cabo Verde em Milão e demais autoridades Cabo-verdianas naquele país, destacando o envolvimento de vários parceiros locais para o sucesso do evento, que garantiu sala cheia num palco de “grande qualidade e magnitude”.

A escolha de Itália, aliás, explicou o Ministro, não foi por acaso. Desde a primeira hora, recordou, aquele país desempenhou um papel fundamental na viragem da política económica de Cabo Verde, especialmente nos setores do turismo e da imobiliária turística.

Isso porque, prosseguiu o governante, após a introdução da democracia pluralista em 1991, Cabo Verde, que até então encarava o setor privado com alguma reserva, passou a apostar firmemente nesse setor como motor da economia, criando incentivos fiscais e condições favoráveis ao investimento estrangeiro, tendo os italianos, desde ., respondido positivamente.

“Empresários e turistas, todos aderiram. Ilhas como a Boa Vista e Sal adotaram a língua italiana, que passou a ser falada com naturalidade em vários segmentos da população local, o que incentivou empresários de diferentes nacionalidades a apostarem no destino Cabo Verde”, destacou o Ministro, rendendo uma homenagem aos investidores e turistas italianos que “muito fizeram para que Cabo Verde chegasse aonde chegou hoje”.

Num dos pontos altos do seu discurso, Eurico Monteiro apresentou cinco razões fundamentais para investir em Cabo Verde: em primeiro lugar, “somos um país confiável, oferecemos segurança aos investimentos, as instituições públicas funcionam e temos baixo risco de corrupção”. Defendeu, ainda, o bom posicionamento de Cabo Verde nos rankings internacionais de boa governação, índice de corrupção, democracia e liberdade de imprensa.

Em segundo, o governante evidenciou o crescimento económico sustentado pelo terceiro ano consecutivo, a uma taxa média de cerca de 6%, aliado a um ambiente de confiança, políticas fiscais atrativas e uma estratégia de redução gradual da carga tributária. “Temos uma política de baixar a taxa geral de impostos gradualmente até atingirmos uma taxa de 15% em 2031, mas realço que temos setores e situações de redução fiscal até uma taxa de 0%”, indicou.

Como terceiro ponto, o Ministro sublinhou a existência de mão-de-obra jovem e qualificada, com um sistema de ensino secundário e formação profissional completamente gratuito, com apoios às instituições de ensino superior.

A quarta grande razão para investir em Cabo Verde, prende-se, segundo Eurico Monteiro, com a preparação do país para o futuro, com forte aposta em energias renováveis, visando atingir 50% da produção elétrica a partir de fontes limpas até 2030 e em soluções de dessalinização para garantir o acesso universal à água potável. No domínio digital, o governante destacou o arranque da tecnologia 5G, o desenvolvimento de parques tecnológicos e a ambição de posicionar Cabo Verde como um hub digital na África Ocidental.

O Ministro destacou Cabo Verde como uma plataforma estratégica de acesso a mercados regionais, designadamente através da CEDEAO, que integra um universo de mais de 370 milhões de consumidores, ampliando oportunidades de negócio e concluiu convidando os empresários a investirem no arquipélago, assegurando um ambiente seguro, acolhedor e propício ao investimento, bem como total disponibilidade para acolher e apoiar novos projetos.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.