A Invictus Energy leva a oportunidade de Cabora Bassa, no Zimbábue, à African Energy Week (AEW) 2026 como Parceiro de Bronze

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A Invictus Energy participará na African Energy Week (AEW) 2026 como Parceiro de Bronze, levando o desenvolvimento da Bacia de Cabora Bassa, no Zimbábue, ao principal fórum de investimento energético do continente. A parceria surge num momento em que a Invictus passa da exploração de fronteira para o desenvolvimento comercial, na sequência de importantes descobertas, progressos regulamentares e um acordo de partilha de produção histórico.

A Invictus detém uma participação de 80% em 360 000 hectares na Bacia de Cabora Bassa, onde a sua descoberta em Mukuyu confirmou a existência de um recurso significativo de gás e condensado. A empresa estima que o projeto contenha 4,2 biliões de pés cúbicos (tcf) de gás e 264 milhões de barris de condensado, posicionando Cabora Bassa como uma potencial nova fonte de gás e energia a nível nacional para o Zimbábue.

A empresa assinou um acordo de partilha de produção petrolífera com o governo do Zimbábue em maio deste ano, estabelecendo o quadro fiscal e comercial para o desenvolvimento futuro. O acordo confere ao Estado uma participação de 20% e incorpora o Fundo de Investimento Mutapa, ao mesmo tempo que proporciona um quadro ao abrigo do qual o Zimbábue pode receber a sua parte através de lucros ou de volumes físicos de gás.

A Invictus está agora a preparar-se para o seu próximo grande catalisador de exploração, com o poço Musuma-1 com início de perfuração previsto para novembro. O poço terá como alvo uma prospecção independente na margem oriental da bacia, contendo um recurso prospectivo médio bruto sem risco de 1,2 tcf de gás e 73 milhões de barris de condensado, expandindo potencialmente a pegada comercial da bacia.

A empresa também assegurou a plataforma de perfuração Exalo Drilling Rig 202 através de um acordo de alteração com a Exalo Drilling, enquanto a construção da plataforma de perfuração, as obras de engenharia civil e os preparativos da plataforma avançam antes da mobilização. A Invictus também concluiu uma angariação de capital de aproximadamente 7 milhões de dólares em julho, reforçando a sua posição financeira para o próximo programa de perfuração e para uma atividade de avaliação mais abrangente.

A par da exploração, a Invictus está a desenvolver uma via de comercialização inicial de gás para energia centrada em Mukuyu. Um projeto-piloto com a Dallaglio e a Himoinsa foi concebido para gerar inicialmente 12 MW para a mina de ouro Eureka, com potencial de expansão para 50 MW à medida que a produção de gás se desenvolve e surge procura industrial adicional.

A empresa está também a procurar uma monetização mais ampla do gás através de um Memorando de Entendimento com a Mbuyu Energy, com potencial para abastecer instalações de produção de energia a partir de gás ligadas ao Southern African Power Pool. Os planos a mais longo prazo incluem infraestruturas regionais de gasodutos e produção modular de GNL, criando múltiplas vias para que o gás de Cabora Bassa chegue aos mercados energéticos do Zimbabué e da região.

«A Invictus Energy representa o tipo de desenvolvimento de recursos liderado por africanos que a AEW se propõe a destacar, em que o sucesso da exploração é acompanhado por planeamento comercial, alinhamento governamental e investimento», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da African Energy Chamber. «A sua participação coloca a oportunidade emergente do gás do Zimbabué em contacto direto com investidores, promotores e empresas de energia de todo o continente e além dele.»

A Parceria de Bronze da Invictus proporciona aos delegados da AEW 2026 um contacto direto com um promotor africano emergente do setor a montante, que está a impulsionar uma das mais significativas descobertas recentes de gás em terra firme do continente. A sua participação surge num momento em que o Zimbábue procura converter novos recursos de hidrocarbonetos em produção de energia doméstica, crescimento industrial e segurança energética, ao mesmo tempo que atrai investimento para uma bacia fronteiriça ainda pouco explorada.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

Coreia e África traçam um novo rumo sobre Inteligência Artificial e infraestruturas digitais no 20.º aniversário da Cooperação Económica Coreia-África (KOAFEC)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Duas décadas após a sua fundação, a parceria de Cooperação Económica Coreia-África (KOAFEC) abre um novo capítulo em Seul na próxima semana, com a Inteligência Artificial (IA) e as infraestruturas digitais no centro das discussões sobre a transformação económica de África.

A 8.ª Conferência Ministerial da KOAFEC (https://apo-opa.co/4x2fplN) decorrerá de 8 a 11 de setembro sob o tema ‘Aproveitar a IA e as infraestruturas digitais para a transformação de África’. O evento reunirá ministros africanos, altos responsáveis coreanos, parceiros de desenvolvimento, líderes do setor privado, investidores, inovadores e fundadores de start-ups, que irão explorar de que forma a tecnologia, o investimento e a criação de valor podem acelerar o desenvolvimento de África. A conferência será oficialmente inaugurada pela primeira-ministra, Han Seong-sook.

A conferência assinala o 20.º aniversário da KOAFEC, a plataforma emblemática da cooperação económica entre a Coreia e África, criada em 2006. Para o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, um dos pilares fundadores da parceria a par do Ministério das Finanças e da Economia da Coreia e do Banco de Exportação e Importação da Coreia (KEXIM), a ocasião oferece uma oportunidade para fazer um balanço de duas décadas de cooperação e definir uma agenda mais ambiciosa para o futuro.

O presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, o Dr. Sidi Ould Tah, lidera a delegação do Banco a Seul, marcando a sua primeira visita oficial à República da Coreia desde que assumiu o cargo, em setembro de 2025. 

A conferência de 2026 irá analisar de que forma a experiência coreana em IA, infraestruturas digitais, Tecnologias de Informação e Conhecimento (TIC), energia, indústria transformadora e inovação pode contribuir para as prioridades de desenvolvimento de África.

Para o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, esta ambição está diretamente alinhada com o quadro estratégico dos Quatro Pontos Cardeais (https://apo-opa.co/3UzMxE6) do Presidente Ould Tah: desbloquear o poder de capital de África, reconstruir a sua soberania financeira; transformar as tendências demográficas num dividendo e construir infraestruturas resilientes e cadeias de valor competitivas.

Ancorada nestes Quatro Pontos Cardeais está a Nova Arquitetura Financeira Africana para o Desenvolvimento (NAFAD), que visa mobilizar capital africano e global substancial para as necessidades de desenvolvimento do continente e colmatar o seu défice de financiamento anual estimado em mais de 400 mil milhões de dólares.

Os resultados tangíveis de uma parceria única

A KOAFEC oferece uma plataforma formidável para fazer avançar esta agenda. A parceria renovada surge num momento crucial. A população jovem e em crescimento de África, os minerais essenciais abundantes e o mercado continental em expansão oferecem oportunidades significativas, mas a conversão destes ativos em indústrias produtivas, empregos e crescimento inclusivo exigirá um maior acesso a capital, tecnologia, infraestruturas e competências.

Desde a sua criação em 2007, o Fundo Fiduciário KOAFEC tornou-se o maior fundo fiduciário bilateral ativo do Grupo Banco. Aproximadamente 50 milhões de dólares em apoio à preparação de projetos catalisaram um fluxo de investimentos superior a 6 mil milhões de dólares e mobilizaram cerca de 4 mil milhões de dólares em financiamento, apoiando operações em diversos setores, incluindo energia, agricultura, transformação digital, infraestruturas, recursos naturais e desenvolvimento do setor privado.

A parceria também apoiou mais de 1.300 start-ups e empreendedores, beneficiou mais de 1.200 empresas e ajudou a criar mais de 5 mil postos de trabalho.

O 20.º aniversário é mais do que um momento para celebrar as conquistas do passado. É uma oportunidade para definir o que a parceria deverá alcançar nas próximas duas décadas, à medida que África navega por rápidas mudanças tecnológicas e procura uma posição mais forte nas cadeias de valor globais emergentes.

Espera-se que a conferência culmine numa Declaração Conjunta que estabeleça uma visão partilhada e vias práticas para aprofundar a cooperação económica entre a Coreia e África, juntamente com a apresentação do Plano de Ação para 2027–2028, abrangendo a transformação digital e a inteligência artificial, a energia, as infraestruturas, o comércio, o desenvolvimento do setor privado e o capital humano.

Para o Grupo Banco, a ambição é clara: utilizar a KOAFEC como plataforma para elevar a cooperação Coreia-África a um novo nível — um nível em que a tecnologia e o investimento estrangeiro convergem com o próprio capital, talento e mercados de África para apoiar o investimento, a criação de valor, o emprego e a prosperidade partilhada.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

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O evento “Unstoppable Africa 2026” reunirá em Nova Iorque diretores executivos e líderes africanos e internacionais, com o objetivo de impulsionar o investimento, a participação acionista e o crescimento em todo o continente

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Mais de 2000 líderes empresariais africanos e internacionais, bem como chefes de Estado, reunir-se-ão em Nova Iorque nos dias 20 e 21 de setembro para o “Unstoppable Africa”, o evento emblemático da Global Africa Business Initiative (GABI) (www.GABI.unglobalcompact.org).

Convocada pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e por Sua Excelência Mahmoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana, e organizada e coordenada pelo Pacto Global da ONU, a quinta edição do “Unstoppable Africa” terá como tema “Impulsionar as Empresas, Expandir as Economias, Moldar o Futuro”.

Realizado à margem da abertura da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o evento “Unstoppable Africa” contará com a participação de investidores, responsáveis políticos, criativos, executivos do mundo do desporto e decisores de renome que trabalham no sentido de acelerar os negócios, o comércio e o investimento em África e de reforçar o seu papel na definição dos mercados globais.

Sanda Ojiambo, Secretária-Geral Adjunta e Diretora Executiva do Pacto Global das Nações Unidas, afirmou: “Este ano, estamos a centrar-nos cada vez mais na mobilização de capital, na criação de parcerias, no desenvolvimento de negócios e na transformação dos ativos e oportunidades de África em resultados passíveis de investimento e escaláveis. A ambição não consiste simplesmente em moldar a forma como o mundo vê África, mas sim em moldar para onde fluem os capitais globais, onde é criado valor e como África pode aproveitá-lo.”

Este encontro de alto nível surge num momento em que as cadeias de abastecimento globais estão a ser redefinidas pelas tensões geopolíticas, pela insegurança energética e pelas mudanças nas regras comerciais. Para o continente africano, estas pressões representam uma oportunidade para tirar partido dos seus minerais essenciais, do seu potencial em matéria de energias renováveis, dos mercados de consumo em expansão e da sua força de trabalho jovem, a fim de atrair capital a longo prazo e obter maior valor das mudanças globais.

O “Unstoppable Africa 2026” irá analisar de que forma o continente pode transformar estas mudanças em oportunidades económicas duradouras.  O programa centrar-se-á na forma como África pode obter mais valor dos seus minerais essenciais, reforçar as infraestruturas e o comércio, mobilizar capital em grande escala e criar mercados mais integrados e competitivos. Os debates irão também abordar a transição energética em África, o desenvolvimento e a propriedade da IA e das infraestruturas digitais, o financiamento e a distribuição global das indústrias criativas africanas, bem como a forma como o desporto pode tornar-se um motor mais forte para o investimento, o desenvolvimento de talentos e o crescimento económico.

Entre os outros oradores confirmados, contam-se:

  • S. Ex.ª Julius Maada Bio, Presidente da República da Serra Leoa
  • S. Ex.ª Duma Gideon Boko, Presidente da República do Botsuana
  • Sua Excelência Paula Ingabire, Ministra das Tecnologias da Informação e Comunicação e da Inovação do Ruanda
  • Samaila Zubairu, Presidente e Diretor Executivo da African Finance Corporation
  • Nolitha Fakude, Presidente da Anglo American África do Sul
  • Tidjane Thiam, Sócio Geral do Allied Critical Minerals Fund
  • Phuthi Mahanyele-Dabengwa, CEO e Diretora Executiva da Naspers
  • Olugbenga Agboola, Diretor Executivo da Flutterwave
  • Cameron Bailey, Diretor Executivo do Festival Internacional de Cinema de Toronto
  • Wanuri Kahiu, cineasta
  • Akunna Cook, Fundadora e Diretora Executiva do Next Narrative Africa Fund
  • Luol Deng, antigo All-Star da NBA e presidente da Federação de Basquetebol do Sudão do Sul
  • Clare Akamanzi, Diretora Executiva da NBA África
  • Amina J. Mohammed, Secretária-Geral Adjunta das Nações Unidas
  • Massad Boulos, Conselheiro Sénior do Presidente dos Estados Unidos para os Assuntos Árabes e Africanos
  • Damilola Ogunbiyi, Diretora Executiva e Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para a Energia Sustentável para Todos

Os cinco temas do GABI e do Unstoppable Africa — nomeadamente Energia, Transformação Digital, Comércio, Indústrias Criativas e Desporto — serão abordados no âmbito de sessões plenárias de alto nível, mesas redondas com diretores executivos e investidores, diá.s ministeriais, apresentações de startups e os GABI Solutions Labs. A edição de 2026 irá criar oportunidades para impulsionar transações, desenvolver veículos de investimento e estabelecer alianças e parcerias transfronteiriças. A implementação plena da Zona de Comércio Livre Continental Africana poderá criar um mercado no valor de 3,4 biliões de dólares, de acordo com o Relatório de 2024 sobre o Desenvolvimento Económico em África da UNCTAD, o que realça a dimensão da oportunidade à medida que a integração regional se aprofunda.

Mais uma vez, o evento será apresentado por Folly Bah Thibault, apresentadora sénior de notícias da Al Jazeera Media Network, e por Larry Madowo, correspondente internacional da CNN, e irá destacar mais de 500 nomeados na campanha “Unstoppable Africans”.

Os parceiros de comunicação social até ao momento incluem a African Business/New African; a African Renewal; a Afrique Media; a AllAfrica; a Arise News; a revista Business Digest; a Citizen TV; a EIB Network; a revista Envoy; o The Kenyan Wall Street; a News Central TV; a SDG News; o The Africa Report; o The Nation Media Group; e a TIME Africa.

O evento “Unstoppable Africa 2026” terá lugar no New York Marriott Marquis, na Times Square, 1535 Broadway, Nova Iorque. Os meios de comunicação acreditados e outros profissionais de comunicação elegíveis podem inscrever-se em https://apo-opa.co/4xvM3xh.

Distribuído pelo Grupo APO para Global Africa Business Initiative.

Os jornalistas que pretendam cobrir o evento “Unstoppable Africa 2026” podem solicitar a acreditação de imprensa aqui — https://apo-opa.co/4xvM3xh.

Questões à Comunicação Social:
Ekene Nwakonobi

Ekene.Nwakonobi@apo-opa.com
Tel.: +(234) 90 2130 8781

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Cabo Verde: Arlinda Chantre é a nova Diretora Geral do Processo de Apoio ao Processo Eleitoral

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A cerimónia aconteceu nesta terça-feira, 01 de setembro, no Ministério da Justiça, tendo a nova Diretora sido empossada pelo Ministro da Justiça, Clóvis Silva, ato que foi testemunhado pelos dirigentes do Ministério.

Na ocasião, Arlinda Chantre garantiu que irá trabalhar arduamente com a sua equipa para, por um lado, fazer evoluir os trabalhos em curso na DGAPE e, por outro, inovar para elevar Cabo Verde a melhores performances ao nível do processo eleitoral.

O Ministro Clóvis Silva salientou a necessidade de mudar e inovar, confiando nas competências e experiência acumulada da nova Diretora, sem deixar de enaltecer a excelente colaboração que o antecessor, Salif Silva, tem dado nesse processo de transição.

De salientar que Arlinda Chantre volta a ser diretora na DGAPE depois de ter desempenhado esse cargo, anteriormente. A nomeação para o cargo de Diretora-Geral da Direção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE), consta da Resolução n.º 62/2026, de 28 de agosto, publicado, em BO, na mesma data.

Arlinda Chantre é Jurista e especialista em administração eleitoral, com mais de duas décadas de experiência na Administração Pública cabo-verdiana, nas áreas da administração eleitoral, direito eleitoral, gestão pública e modernização institucional. Exerceu funções de Diretora-Geral da Direção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral entre 2007 e 2022, liderando operações de recenseamento eleitoral, logística eleitoral, gestão orçamental, tecnologias eleitorais, elaboração legislativa e reforma do quadro jurídico-eleitoral.

Liderou a implementação do primeiro sistema nacional de recenseamento eleitoral biométrico e do primeiro recenseamento biométrico dos cidadãos cabo-verdianos residentes no estrangeiro.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

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Primeiro Ministro (PM) recebe autarcas do Fogo e da Brava: zona alta dos Mosteiros será contempalda com duas importantes estradas para permitir escoamento de produtos. Brava pode ser modelo em energia sustentável

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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“O desencravamento das zonas altas do concelho dos Mosteiros é um grande projecto. Temos de assumí-lo como bandeira deste Governo”, é com esta determinação que o Primeiro Ministro, Francisco Carvalho, respondeu à proposta do Presidente da Câmara dos Mosteiros, Fábio Vieira, que pediu duas novas estradas: uma que liga Cutelo Alto a Penedo Rachado e outra que parte de Cutelo Alto até ao centro de Monte Velha.

São projectos ambiciosos que, materializados, permitirão aos produtores dessa região, bastante produtiva, escoar em melhores condições seus produtos agrícolas, particularmente café e frutas, e reduzir, quiça eliminar, a perda de cerca de 30 toneladas de frutas, anualmente.

Os recursos para financiar essas importantes infraestruturas rodoviárias devem estar inscritos nos próximos orçamentos, conforme indicação do Primeiro Ministro, no encontro com o Presidente da Câmara dos Mosteiros.

A Ministra da Agricultura, Eveline Ramos, adiantou que o programa Pró-Água, financiado pelo FIDA vai beneficiar a ilha do Fogo, com acções que agregam valor aos produtos-agro-pecuários da ilha.

Ainda no quesito melhoria da produção agrícola, o Ministro da Economia, António Baptista, garantiu que o ministério que tutela vai implementar projectos integrados que visam acrescentar valor a toda cadeia produtiva, com a transferência de competências que permitem por em prática a transformação industrial dos produtos.

O Presidente da Câmara dos Mosteiros falou dos vários ganhos no domínio da educação, mas também de desafios, particularmente no domínio da habitação social, recebendo a garantia do Ministro das Infraestruturas que o município vai ser contemplado pelo novo programa Casa para Todos e verbas para reabilitação de residências.

Outro grande problema apontado é no domínio ambiental. Fábio Vieira alertou para o que considera ser “um grande atentado ambiental” na zona da Baleia, onde uma empresa privada extrai inertes para construção civil.

São Filipe se posiciona como produtor e abastecedor do mercado

O Presidente da Câmara de São Filipe, Nuías Silva, apresentou ao Chefe do Executivo um conjuntos de propostas de parceiras para a materialização de projectos que impulsionam o desenvolvimento do seu município, da ilha e da região Fogo/Brava.

Um dos grandes projectos apresentados pelo autarca é a construção do matadouro municipal, considerado pelo Presidente da Câmara de São Filipe como o primeiro industrial de Cabo Verde, orçado em 40 mil contos, em fase final de construção. Do Governo espera parceria, para conseguir igual montante para equipar a infraestrutura que permitirá o abate, acondicionamento e embalagem de carne, tendo o mercado turístico como alvo, com produtos de valor acrescentado, que respeitam normas internacionais.

Paralelamente, o autarca de São Filipe falou do projeto do Parque Agro-Alimentar, que deverá ficar situado na zona de Monte Barro. A estratégia camarária prevê integrar no parque o Centro de Pós-Colheita, construído em 2015 e que está abandonado e, por isso, pediu ao  Governno que ceda a posse do espaço ao município para ser incorporado ao parque.

Após ouvir os projectos, o Primeiro Ministro reiterou o que tem dito nos diferentes encontros: O Presidente da Câmara é quem melhor conhece a realidade das localidades, é um autêntico Ministro do Território, para considerar que as propostas apresentadas são coerentes e que vão ao encontro das expectativas das pessoas.

O Presidente da Câmara de São Filipe pediu parceria do Governo para melhorar o déficit habitacional, arruamentos e construir equipamentos sociais e desportivos, como a ciclovia, tendo recebido garantia do Ministro das Infraestruturas de que o Governo será parceiro de São Filipe, a começar com a retoma das obras do Complexo Casa Para Todos, cujo montante estimado para a conclusão, 140 mil contos, será inscrito no orçamento do próximo ano.

O Governo também assegurou ao autarca que o município deverá contar com mais uma farmácia, conforme pedido feito por Nuías Silva que conseguiu, ainda, o parecer favorável para que São Filipe seja palco dos Jogos Escolares em 2027.

O Presidente da Câmara de São Filipe, que no presente é também Presidente da Associação dos Municípios Fogo/Brava, apresentou projetos que terão impactos regionais, como o reforço do Gabinete de Desenvolvimento Regional, que precisa de mais recursos para contratar mais técnicos, tendo recebido compromisso do Governo em apoiar financeiramente para que o gabinete possa contratar engenheiros, topógrafos e arquitetos para servir os 4 municípios e colaborar com o Governo, por exemplo na monitorização da manutenção rodoviária.

Questões relacionadas com grandes infraestruturas, como ampliação e/ou deslocalização do porto, ampliação do aeródromo de São Filipe, merecerão atenção do Governo que promete recursos nos orçamentos futuros.

Brava pode ser modelo em energia sustentável

No encontro com o Presidente da Câmara da Brava, o Primeiro-Ministro ouviu as necessidades imediatas apresentadas pelo autarca Amândio Brito, como reabilitação de casas, construção de estradas de acesso para localidade de Rasca, onde fica a central dissalinizadora e para Cabo Té, fez as contas e concluiu que praticamente todos os pedidos são atendíveis e materializáveis. A edificação de parques infantis, em praticamente toda ilha, será também realidade. Mas há questões estruturais, cuja solução ainda não foi encontrada e continuam a preocupar e a condicionar o desenvolvimento da ilha. Uma delas, é a questão dos transportes.

“A questão dos transportes continua a nos apoquentar. É um dos problemas estruturais da ilha de prioridade alta, altíssimo”. Com estas palavras o Presidente da Câmara da Brava, Amândio Brito, começou a expor ao coletivo governamental os principais desafios que o mais pequeno município do país enfrenta.

O Presidente da Câmara da Brava, à semelhança dos demais, também enalteceu a iniciativa do Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, de se reunir com todos os presidentes das câmaras, pois acredita que é a melhor forma de se alinhar as ações do Governo com as da Câmara e vice-versa.

A irregularidade na ligação marítima, de e para a ilha, continua a ser a principal reivindicação dos bravenses. A posição é assumida por Amândio Brito que apela para que “ninguém vá à Brava com receio de poder regressar. Há que haver certeza, se sim ou se não”, arrematou o Presidente da Câmara da Brava que teve a garantia do Governo de que a embarcação recém-adquirida, Eugénio Tavares, vai ter sua base no porto de Furna para assegurar ligações regulares com a ilha do Fogo.

A melhoria do atendimento na área da saúde foi outro desafio apontado pelo autarca bravense que pediu novas valências médicas para a o centro de saúde da ilha, para se reduzir as transferências de doentes para a ilha do Fogo, com todos os problemas que acarreta. Amândio Brito lamenta situação daqueles que são obrigados a viajarem para fora da ilha em busca de saúde. “É triste ver uma pessoa a desfazer de seu animal para ir fazer uma consulta de especialidade no Fogo”. Do Ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, recebeu a garantia de que as obras de beneficiação da infraestrutura sanitária serão retomadas, imediatamente, e a ilha contará com mais especialidades médicas, para se reduzir as transferências de doentes para os hospitais do Fogo ou de Santiago.

Ainda associada à questão sanitária, a ilha enfrenta também um sério desafio no abastecimento de água, tanto em quantidade quanto na qualidade. Pediu uma solução urgente para se melhorar a qualidade e a quantidade de água, o que deve acontecer com a entrada em funcionamento da central dissalinizadora de Furna, após a colocação de filtros para melhor a qualidade do líquido.

Ligada à produção da água está a questão da energia. O Primeiro-Ministro defendeu a ideia de se transformar a ilha Brava na primeira com energia sustentável, limpa, quase a 100% e pediu os demais governantes para se aproveitar a oportunidade para se transforma a ilha num modelo em energia sustentável.

Relativamente à perda da população, ficou claro que é um problema que afeta vários pontos do país e a ilha Brava não foge à regra. Para ajudar na fixação de pessoas, nas localidades e na ilha, o Presidente da Câmara da Brava apelou à retoma de serviços anteriormente existentes na localidade de Nossa Senhora do Monte e que deixaram de existir. “No passado tínhamos em Nossa Senhora do Monte Correios, serviços bancários, Posto Sanitário, escola, tudo funcional. Agora…nada”, lamentou.

Apesar da ilha ter várias casas praticamente desabitadas, com os proprietários a residirem fora da ilha, o Presidente da Câmara da Brava pediu ao Governo construção habitações sociais, mas num modelo diferente. Pede construção de casas individuais, em diferentes localidades, em vez da concentração de blocos de apartamentos num único ponto, proposta que será avaliada.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Cabo Verde: Governo felicita portonovenses pelos 64 anos do Município e 21 da Cidade do Porto Novo

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Porto Novo cresceu ligado ao seu cais, às suas estradas e à força das suas comunidades. Elevada à categoria de cidade em 2005, o município mantém uma identidade marcada pela resiliência do seu povo, pela agricultura, pela pesca, pelo comércio e pelas potencialidades naturais e culturais de Santo Antão.

Neste dia especial, em que celebra mais um aniversário, o Governo reconhece e valoriza a importância de Porto Novo no desenvolvimento da ilha e de Cabo Verde.

Que esta data renove a confiança, a união e a determinação para construir um futuro com mais oportunidades para todas as famílias porto-novenses.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Banco Africano de Desenvolvimento e AXIAN lançam programa de financiamento digital para apoiar 34 mil empresas lideradas por mulheres em África

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Grupo AXIAN e o Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) lançaram um importante programa de inclusão financeira das mulheres com o objetivo de alargar o acesso ao financiamento e ao apoio empresarial a mais de 34 mil empresas lideradas por mulheres em cinco países africanos.

Apoiado pela iniciativa Ação Financeira Afirmativa para as Mulheres em África (AFAWA), do Banco Africano de Desenvolvimento, e pela Iniciativa Financeira para as Mulheres Empreendedoras (We-Fi), o programa visa dar resposta a um dos maiores obstáculos que as empresas detidas por mulheres enfrentam em África – o acesso limitado ao financiamento.

África apresenta a taxa mais elevada de empreendedorismo feminino a nível mundial; no entanto, as mulheres empresárias continuam a enfrentar um défice de financiamento estimado em 49 mil milhões de dólares.

O programa será implementado através das plataformas de serviços financeiros digitais do Grupo AXIAN, Mixx (https://apo-opa.co/4xtzsuw) e Mvola, que integram empréstimos digitais, formação em literacia financeira, serviços de desenvolvimento empresarial e iniciativas de inclusão digital para ajudar as mulheres empresárias a expandir os seus negócios e a melhorar o seu acesso a serviços financeiros formais.

O programa é composto por duas vertentes complementares. A primeira irá disponibilizar produtos e serviços financeiros digitais personalizados a 34 mil micro, pequenas e médias empresas lideradas por mulheres em Madagáscar, na Tanzânia e no Senegal. A segunda irá proporcionar formação em literacia financeira, competências digitais e empreendedorismo a 25 mil mulheres em Madagáscar, na Tanzânia, no Senegal, no Togo e nas Ilhas Comores.

O programa irá aproveitar os serviços de dinheiro móvel, as soluções de crédito digital e as capacidades alternativas de avaliação de crédito para chegar às mulheres empresárias que, tradicionalmente, têm sido mal servidas pelos sistemas financeiros convencionais.

As empresas detidas por mulheres representam uma das maiores oportunidades económicas inexploradas de África, mas continuam a enfrentar barreiras no acesso às ferramentas financeiras necessárias para se expandirem, criarem empregos e contribuírem mais plenamente para as suas economias locais. Através desta parceria, o AXIAN e o Banco Africano de Desenvolvimento pretendem mudar essa situação.

“Em toda a África, milhões de mulheres já gerem empresas de sucesso. O desafio não é o empreendedorismo. É o acesso ao financiamento, às ferramentas digitais e às oportunidades de crescimento”, afirmou Erwan Gelebart, CEO do AXIAN Digibank e Fintech. “Através da Mixx e da MVola, estamos a utilizar a tecnologia e a inovação financeira para apoiar as mulheres empresárias na construção de empresas mais sólidas, na criação de postos de trabalho e numa participação mais plena na economia digital. Este programa visa desbloquear oportunidades em grande escala”, acrescentou.

Melissa Basque-Roux, coordenadora da iniciativa AFAWA do Banco Africano de Desenvolvimento, afirmou que, embora as mulheres empreendedoras sejam fundamentais para a transformação económica de África, muitas ainda enfrentam barreiras no acesso ao financiamento, às ferramentas digitais e ao apoio empresarial necessários para crescer.

“Através da AFAWA e da We-Fi, o Banco Africano de Desenvolvimento tem o prazer de apoiar esta parceria com o AXIAN, a Mixx e a MVola, que irá expandir serviços financeiros digitais personalizados, reforçar a literacia financeira e abrir novas oportunidades para empresas lideradas por mulheres em todo o continente”, afirmou.

O programa centrar-se-á em cinco prioridades: alargar o acesso ao financiamento digital para empresas lideradas por mulheres, reforçar a literacia financeira e digital, desenvolver produtos financeiros adaptados às mulheres empresárias, acelerar a inclusão digital através da tecnologia móvel e apoiar as empresas detidas por mulheres na transição para a economia formal e no seu sucesso neste contexto.

A implementação será liderada pela Mixx e pela MVola, em parceria com empresas operacionais locais nos países participantes, combinando a experiência regional com a execução a nível nacional para maximizar o impacto e o alcance.

A iniciativa baseia-se no apoio mais alargado do Banco Africano de Desenvolvimento ao AXIAN Telecom. Em janeiro de 2025, o Banco aprovou um empréstimo corporativo sénior no valor de 160 milhões de dólares para expandir a conectividade digital e a inclusão financeira em nove países africanos, incluindo financiamento específico para 22 mil mulheres empresárias em Madagáscar.

À medida que a economia digital de África continua a crescer, o AXIAN e o Banco Africano de Desenvolvimento acreditam que a tecnologia desempenha um papel fundamental na criação de um sistema financeiro mais inclusivo, dotando as mulheres empresárias das ferramentas, do capital e das competências necessárias para construir negócios sustentáveis e criar emprego.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Emeka Anuforo
Comunicação e Relações Externas
Banco Africano de Desenvolvimento
media@afdb.org

Sobre o AXIAN:
O AXIAN é um grupo pan-africano de infraestruturas e serviços que opera em 21 países e se especializa em cinco setores com forte potencial de crescimento: energia, banca digital e tecnologia financeira, imobiliário, serviços financeiros e telecomunicações. Com mais de 9.200 colaboradores ousados e apaixonados, o AXIAN é um parceiro na transformação socioeconómica dos países onde opera, garantindo sistematicamente o impacto positivo e sustentável das suas atividades no quotidiano do maior número possível de pessoas. Enquanto membro da Iniciativa do Compacto Global das Nações Unidas, o Grupo AXIAN está empenhado em integrar os seus 10 princípios no cerne das suas estratégias atuais e futuras.

Sobre a AFAWA: 
A iniciativa «Affirmative Finance Action for Women in Africa» (AFAWA) do Banco Africano de Desenvolvimento visa desbloquear financiamento para empresas detidas e lideradas por mulheres em toda a África, abordando as barreiras estruturais que limitam o acesso ao financiamento e às oportunidades de crescimento.

Sobre a We-Fi:
A Women Entrepreneurs Finance Initiative (We-Fi) é uma parceria global dedicada a apoiar empresas detidas e lideradas por mulheres em países em desenvolvimento, melhorando o acesso ao financiamento, aos mercados, à tecnologia e ao reforço de capacidades.

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento: 
​O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org

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Posto de Portagem de Xangongo Com 45% de Execução Física

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Posto de Portagem de Xangongo, na Província do Cunene, deverá estar concluída nos próximos meses, considerando o novo cronograma reajustado por força de constrangimentos já superados.

A informação foi avançada pelo Administrador para Àrea Técnica do Fundo Rodoviário e Obras de Emergência, Manuel Lituai, durante a visita de trabalho que o Ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, efectuou, desde a manhã desta terça-feira, à Província do Cunene, onde constatou o andamento de diferentes empreitadas e projectos ligados ao Sector.

De acordo com o Responsável, actualmente, a obra, que emprega 40 jovens, apresenta 45% de execução física. A empreitada prossegue com vista ao cumprimento do novo prazo estabelecido, Março de 2027, devendo estarem concluídas a obra civil, a tecnologia, questões de natureza administrativa, formação do pessoal técnico e outras tarefas para a plena operacionalização da infra-estrutura.

O futuro Posto de Portagem de Xangongo contará com uma instalação de apoio, cinco cabines de cobrança, seis vias de circulação e postos de balança, infra-estruturas destinadas a garantir maior organização, segurança e eficiência na circulação rodoviária, numa altura em que já vigora o Decreto Presidencial nº 147/26 de 18 de Agosto, sobre as novas taxas de cobrança nos Postos de Portagem em todo País.

A construção do Posto de Portagem de Xangongo enquadra-se nos esforços do Executivo para reforçar e modernizar as infra-estruturas rodoviárias, melhorar a gestão da rede nacional de estradas e criar melhores condições de circulação e segurança para os utentes.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

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Lançado Programa Prioritário de Manutenção e Conservação de Infra-Estruturas Rodoviárias

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação lançou, terça-feira, 01 de Setembro, na província do Cunene, o Programa Prioritário de Manutenção e Conservação de Infra-Estruturas Rodoviárias, uma iniciativa destinada a reforçar a conservação da rede rodoviária nacional e melhorar as condições de circulação em diferentes regiões do País.

O acto de lançamento, dirigido pelo Titular deste Departamento Ministerial, Carlos Alberto dos Santos, teve lugar na Estrada Nacional EN105, no troço Ondjiva–Môngua, uma importante ligação rodoviária integrada no corredor transfronteiriço com a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

De acordo com o Ministro, a empreitada, com dois Lotes, incidirá sobre um total de 57 quilómetros. O primeiro lote compreende o troço de 39 quilómetros, entre Ondjiva e a Missão do Môngua, enquanto o segundo lote contempla 18 quilómetros, entre a Missão do Môngua e a sede do município.

A empreitada está a cargo da empresa LEVON, com previsão de concluir os trabalhos num período de seis meses.

Após o lançamento no Cunene, o programa será progressivamente estendido às demais províncias do país, numa estratégia de intervenção contínua destinada a preservar a infra-estrutura rodoviária, melhorar a segurança e as condições de circulação e garantir maior durabilidade dos investimentos realizados na rede de estradas e pontes.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

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Presidentes de Câmaras das ilhas mais turísticas de Cabo Verde pedem intervenção urgente do Governo para ajudar a resolver problemas sociais, de abastecimento de água e melhoria do saneamento

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Presidente da Câmara do Sal, Júlio Lopes, foi recebido esta segunda-feira no âmbito das audições que o Primeiro-Ministro, acompanhado de vários membros do executivo, leva a cabo para conhecer, de viva voz dos autarcas, quais os problemas mais candentes e que carecem de respostas imediatas por parte das autoridades públicas.

O objectivo cimeiro dos encontros é o de perceber quais são os problemas que necessitam de soluções urgentes, cujos recursos podem ser disponibilizados, ainda, no orçamento do corrente ano. Problemas mais estruturais poderão ser acomodados nos orçamentos vindouros, para serem resolvidos a médio prazo ou no horizonte do término da legislatura, que ora se inicia.

A ilha do Sal, assegurou o autarca Júlio Lopes, enfrenta no presente um grave problema social, que põe em causa a paz e a tranquilidade dos munícipes e daqueles que visitam a mais turística ilha do arquipélago, podendo comprometer o motor económico da ilha.

O grande problema social referido pelo Presidente da Câmara do Sal resulta, na sua perspectiva, de um conjunto de factores, como “problemas de habitação, cujo custo é muito elevado, fazendo com que muitos pais tenham de passar muito tempo fora de casa, a trabalhar, deixando a sós os filhos, aumentando casos de abuso sexual de menores”. O autarca chegou a referir a um estudo que aponta  que problemas das crianças e dos adolescentes na ilha são os maiores do país, com um nítido crescimento de pequenos crimes.

A dificuldade de se conseguir uma habitação digna, a preços aceitáveis, leva muitos a trabalharem muito mais tempo para conseguir pagar a renda, deixando crianças e adolescentes abandonados.

Julílio Lopes adiantou que para que as crianças possam ser melhor cuidadas a Câmara assumiu o pagamento de aluguer de espaços onde funcionam muitos jardins infantis, para além de assegurar o pagamento do salário das monitoras, para que mais crianças possam ter acesso ao pré-escolar e fiquem em segurança, enquanto os pais trabalham.

Conforme o autarca, a questão da habitação é crítica e assegurou que “em Santa Maria o cabo-verdiano comum já não consegue uma casa para morar”, porque, justificou, “os proprietários preferem aluguer de curta duração, aos turistas, do que de longa duração, aos nacionais”. Por isso, pediu ajuda do Governo para juntos procurarem soluções para o grave problema da habitação, ao que o Ministro da Habitação, Carlos Tavares, respondeu que é prioridade máxima do Governo retirar as pessoas das barracas, com a execução do novo programa Casa para Todos, visando um realojamento especial daqueles que vivem em barracas.

O Governo deixou claro que só o novo programa Casa para Todos não resolve o problema da habitação e acolheu de bom grado as sugestões apresentadas pelo autarca do Sal que falou na construção de casas a custos controlados, constituição de cooperativas para construção da habitação jovem, com financiamento com juros mais atrativos, para além de outras modalidades.

Do Governo, o Presidente da Câmara do Sal recebeu a garantia de contribuição financeira para reabilitação urbana, pavimentação de mais de uma dezena e meia de ruas nos Espargos e em Santa Maria, melhorando o entorno urbano.

O sector do turismo, alavanca económica da ilha, mereceu reparos no encontro. O Presidente da Câmara pediu ao Governo atenção especial à ilha e ao sector, visando a sustentabilidade do sector e da ilha, tendo em conta os males sociais que o turismo também pode gerar. Neste particular, o Primeiro-Ministro deixou claro que “estamos todos desafiados a aprimorarmos o turismo, para que o sector não continue a gerar milhões para os outros, enquanto nós ficamos com tostões”, ao que o Presidente da Câmara acrescentou que se deve “distinguir os especuladores dos investidores”. Júlio Lopes foi mais longe ao sugerir que “aos investidores nacionais devem ser dados, também, oportunidades de conseguirem os melhores terrenos para que se possa aumentar o Produto Nacional Bruto ao invés de apenas termos crescimento do Produto Interno Bruto de milhões para os outros, enquanto nós ficamos com migalhas”.

O Primeiro-Ministro apreciou a posição do edil do Sal que também pediu ao Governo mais Ordem e Disciplina na ilha. O encontro entre o Chefe do Governo Nacional e o Presidente da Câmara do Sal terminou em sintonia. Concordaram de que é necessário um novo modelo de relacionamento, o modelo do Estado Administrativo, baseado em parceria entre os diferentes níveis de poder, em prol de Cabo Verde, com o autarca do Sal a felicitar o Chefe do Governo por ter iniciado uma nova era na relação entre o poder local e o central.

BOA VISTA QUER UM OLHAR DIFERENTE

A ilha da Boa Vista, outra de grandes potencialidades turísticas, também enfrenta problemas sociais muito complexos que, na perspectiva do Presidente da Câmara local, Cláudio Mendonça, “requerem acção rápida e urgente de todos os ministérios”.

A ilha recebe actualmente migrantes internos, de várias ilhas, cidadãos de países vizinhos, europeus e asiáticos que enformam uma amálgama social diferente de todas as ilhas.

O crescimento populacional, que não está a ser acompanhado de infraestruturas sociais e habitacionais, tem criado um grave problema social, ambiental e sanitário à ilha, situação que exige repostas urgentes.

O conceito de família está a mudar na ilha, disse o Presidente Cláudio Mendonça que observa a destruição do modelo da família tradicional e, com preocupação, fala do aumento de família monoparental. O sexo precoce, alcoolismo e uso abusivo de outras drogas estão entre as consequências da degradação do ambiente social/familiar.

Por isso, o autarca da Boa Vista pediu sinergias entre os diferentes ministérios, bem como entre os diferentes programas sociais do Governo para um melhor resultado.

O crescimento populacional originou problemas habitacionais, que originou o aparecimento de barracas em zonas insalubres, com graves problemas de saneamento. O Bairro da Boa Esperança, zona de centenas de barracas, com mais de uma dezena de milhar de habitantes, é considerado pelo Presidente da Câmara da Boa Vista “nosso pulmão de problemas”. Obras mal executadas fazem com o esgoto invada habitações e ruas do bairro, com o acúmulo de resíduos sólidos e a exalação de forte cheiro de putrefação.

Cláudio Mendonça fala de problemas estruturais nas infraestruturas de saneamento do bairro e da ilha, que conta com uma estação de tratamento de águas residuais, que não funciona. O Presidente da Câmara da Boa Vista apelou a intervenções urgentes do Governo até porque, lamentou, a Câmara não tem nenhum controle sobre as habitações do complexo Casa para Todos, mas assume enormes custos a tentar melhorar o saneamento no local, mas os custos, arrematou “ultrapassa a capacidade financeira da câmara, bem como sua competência”.

No capítulo saneamento, o Ministro das Infreatestruturas acusou o Governo anterior de ter feito muita propaganda quando se ensaiou um acordo de parceria entre ANAS, Fundo do Turismo e AEB, sem que tenha ficado claro o que cada parte assumiria, o que o Governo actual está a acautelar, para poder dar resposta.

No domínio da água, o edil da Boa Vista asseguorou que Cidade de Sal Rei ainda conta com várias casas sem água canalizada, por isso pediu ao Governo parceria para ligações domiciliarias de água, bem como mais água para o sector agro-pecuário, pois há animais a morrerem em busca de água. Assim sendo, a Ministra da Agricultura garantiu construção de bebedouros para os animais.

ESTRADA PARA NORTE SEM PROJECTO

No que diz respeito às infraestruturas, o Ministro Carlos Tavares apontou outro grande desvio procidemental, desta feita em relação à estrada que vai para o norte da ilha. Segundo o governante, simulou-se o arranque das obras, com a deslocação de algumas máquinas para o local. As obras foram paradas e o Governo actual verificou que as obras estimadas em 800 mil contos não dispunham de um projecto e que, afinal, o custo, com projecto feito, aumenta em mais 400 mil contos.

A saúde é outro sector  a merecer reparos. O Presidente da Câmara pediu para a estrutura hospitalar valências de um hospital regional, uma vez que a ilha é uma das que mais doentes transfere para outras ilhas, com elevados custos. O Ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, concordou e assegurou que o Ministério da Saúde está à procura de 10 especialistas, sendo que 7 deverão ir para Boa Vista, para colmatar os problemas, pois foram construídas infraestruturas, como o bloco operatório, sem recursos humanos.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.