O Grupo Sancorp junta-se à African Energy Week (AEW) como Parceiro Platina, reforçando a sua presença no setor energético africano

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Grupo Sancorp, grupo de comercialização de energia e matérias-primas com sede no Dubai e operações ativas em toda a África Subsariana, participará como Parceiro Platina na African Energy Week (AEW) 2026, que decorrerá na Cidade do Cabo de 12 a 16 de outubro. A parceria, o nível mais elevado da AEW, reflete o crescente envolvimento comercial entre os grupos energéticos do Golfo e os mercados africanos.

A Sancorp opera em toda a cadeia de valor energética, desde o comércio de petróleo bruto e produtos refinados até à participação em ativos a montante e serviços para campos petrolíferos. As suas contrapartes comerciais incluem a Trafigura, a Mercuria, a Dangote Petroleum Refinery, a Dangote Fertilizers, a Société Ivoirienne de Raffinage (SIR), a PETROCI, a Tema Oil Refinery e a Bulk Oil Storage and Transportation Company (BOST) do Gana. Até à data, a Sancorp estruturou mais de 2 mil milhões de dólares em investimentos no setor do petróleo e do gás em todo o continente.

A vasta rede comercial do grupo torna a sua presença na AEW uma oportunidade privilegiada para operadores, refinarias e comerciantes que pretendam estabelecer ou expandir relações de abastecimento na África Ocidental. A Costa do Marfim é o maior e mais ativo mercado da Sancorp, com fluxos anuais previstos a excederem os 600 milhões de dólares em entregas de produtos refinados, petróleo bruto, GPL e fertilizantes à SIR e à PETROCI.

Em julho de 2026, o grupo entregou mais de 36 000 toneladas de gasóleo no terminal da SIR em Abidjan. A Sancorp detém também uma licença certificada pelo governo para importar e distribuir fertilizantes no país, fornecendo anualmente 500 000 sacos de ureia e NPK através do Ministério da Agricultura.

No Gana, a Sancorp forneceu mais de 300 000 toneladas de gasóleo e gasolina em 2024, enquanto na Nigéria a sua subsidiária SCP Energy mantém capacidades de serviços a montante certificadas pela NIPEX e é uma contraparte comercial de exportação certificada da Refinaria Dangote. O grupo está também a expandir-se para Angola, onde está registado junto da Sonangol e em negociações avançadas sobre participações minoritárias em dois blocos de produção em águas profundas e uma participação acionista numa das refinarias de nova construção planeadas para o país.

Para os participantes da AEW 2026, o modelo da Sancorp representa o tipo de ponte comercial entre o Golfo e África que está a tornar-se cada vez mais proeminente no panorama do comércio energético do continente: financiamento estruturado, capacidade de comercialização física e presença no terreno em vários mercados da África Ocidental, tudo reunido num único grupo. A Parceria Platina confere à Sancorp visibilidade em todo o programa da AEW, à medida que esta procura expandir a sua carteira de negociação e aprofundar as suas posições a montante e na refinação.

«A Sancorp assenta em relações e na execução em mercados onde ambas as coisas são difíceis de concretizar», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia. «Trata-se de um grupo que negoceia, investe e constrói ativamente posições a montante em toda a África Ocidental, e a sua presença no evento cria oportunidades reais para os operadores e governos presentes.»

Na qualidade de Parceiro Platina da AEW 2026, espera-se que a Sancorp estabeleça contactos com operadores, refinarias, empresas petrolíferas nacionais (NOC) e investidores sobre parcerias comerciais, investimento a montante e desenvolvimento da cadeia de abastecimento na África Ocidental e Austral.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

Líderes financeiros e jurídicos vão impulsionar a agenda de investimento energético de África na African Energy Week (AEW) 2026

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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À medida que África intensifica o desenvolvimento a montante, a expansão industrial e o comércio transfronteiriço de energia, o acesso ao financiamento ao desenvolvimento e a consultoria jurídica especializada tornou-se indispensável para transformar os compromissos de investimento em projetos operacionais. Refletindo esta mudança, a African Energy Week (AEW) 2026 — que decorrerá na Cidade do Cabo, de 12 a 16 de outubro — contará com a presença de representantes de alto nível da Industrial Development Corporation (IDC) da África do Sul e da sociedade pan-africana de serviços jurídicos e de consultoria CLG no painel de oradores deste ano.

A participação destas conceituadas empresas na AEW 2026 proporcionará aos delegados perspetivas valiosas sobre os quadros financeiros, jurídicos e institucionais necessários para acelerar o investimento e apoiar o crescimento industrial a longo prazo em todo o continente.

A IDC junta-se à conferência na sequência de um dos seus anúncios mais significativos de 2026. No final de julho, a instituição financeira de desenvolvimento estatal assinou um acordo-quadro conjunto com o Afreximbank, com o objetivo de angariar 8 mil milhões de dólares em financiamento para reforçar a base industrial da África do Sul, expandir a capacidade de produção e apoiar o desenvolvimento de infraestruturas no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africana. A iniciativa reforça o papel crescente da instituição na mobilização de capital em grande escala para a industrialização, criando simultaneamente novas oportunidades para projetos nos setores da energia, da mineração e das infraestruturas estratégicas.

No âmbito do seu plano estratégico para 2026/27, a IDC comprometeu-se também a investir 38,5 mil milhões de rands no desenvolvimento industrial, incluindo financiamento específico para industriais locais e empresas detidas por mulheres e jovens. Estas iniciativas sublinham o mandato cada vez mais alargado da organização, tanto como financiadora do desenvolvimento como catalisadora industrial.

Neste contexto, a Diretora Executiva Interina da Divisão de Mineração, Metais, Infraestruturas e Energia, Nina Yose, traz uma vasta experiência para o evento deste ano. Na AEW 2026, espera-se que ela ofereça uma visão valiosa sobre como as instituições de financiamento ao desenvolvimento podem desbloquear investimento, reforçar capacidades e apoiar a próxima geração de projetos africanos de energia e infraestruturas.

Complementando a perspetiva de financiamento, a CLG chega à AEW 2026 como uma das principais sociedades de consultoria jurídica e empresarial de África. No início deste mês, a equipa da CLG na África Central prestou aconselhamento sobre o sistema de faturação eletrónica certificada da República do Congo, ajudando as empresas a orientarem-se face aos novos requisitos de conformidade que afetam as operações comerciais em toda a região.

Representando a empresa na AEW 2026, o Diretor do Escritório da Nigéria e Conselheiro Jurídico Geral do Grupo, Adeleke Alao, traz uma vasta experiência em financiamento de projetos, transações transfronteiriças e regulamentação energética. Juntamente com ele, a Diretora de Assuntos Fiscais e Jurídicos para a África Central, Grace Yella, oferece um profundo conhecimento em matéria fiscal, estruturação empresarial e conformidade regulamentar em toda a região da CEMAC. Juntos, estão posicionados para proporcionar aos delegados perspetivas práticas sobre a gestão do risco jurídico, a facilitação do investimento e a criação de segurança regulatória para o setor energético africano em evolução.

«Mobilizar investimento requer mais do que apenas capital», afirma NJ Ayuk, presidente executivo da Câmara Africana de Energia. «Instituições financeiras de desenvolvimento sólidas e conhecimentos jurídicos de nível mundial são essenciais para concretizar projetos, reforçar a confiança dos investidores e garantir que África obtenha maior valor dos seus recursos naturais.»

A participação destas instituições financeiras e jurídicas reflete a natureza interligada do setor energético africano, onde o sucesso do investimento depende da combinação de capital, boa governação e segurança regulamentar. À medida que os governos e os investidores procuram a próxima vaga de desenvolvimentos no continente nas áreas do petróleo, gás, mineração e infraestruturas, a AEW 2026 proporcionará uma plataforma vital para moldar os quadros financeiros e jurídicos necessários para transformar oportunidades em crescimento económico a longo prazo.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

O relançamento do Gás Natural Liquefeito (GNL) em Moçambique e o impulso à produção de eletricidade a partir do gás marcam o debate sobre investimentos na African Energy Week (AEW) 2026

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O setor do gás de Moçambique está a entrar na sua fase mais ativa da última década. Os projetos de GNL em grande escala estão de volta à fase de desenvolvimento, as infraestruturas nacionais de conversão de gás em eletricidade estão a expandir-se e o governo está a perseguir metas de energias renováveis a par das suas ambições no setor a montante.

Uma sessão dedicada na African Energy Week (AEW) 2026, intitulada «Investir em Moçambique: Desbloquear a principal fronteira africana de gás e exploração a montante», irá explorar como estes desenvolvimentos estão a remodelar o panorama energético e de investimento do país.

A sessão surge num momento crucial para o setor do gás do país. Em janeiro de 2026, a TotalEnergies anunciou o reinício total do projeto Mozambique LNG após uma suspensão de quase cinco anos. Mais de 4 000 trabalhadores estão agora mobilizados, foram adjudicados contratos no valor de 4 mil milhões de dólares a empresas moçambicanas e a primeira produção de GNL está prevista para 2029. O projeto representa um investimento total de cerca de 20 mil milhões de dólares e irá produzir 12,9 mtpa a partir da concessão da Área 1 na Bacia de Rovuma.

Outros projetos de GNL estão a avançar em todo o país. A Eni tomou uma decisão final de investimento em outubro de 2025 relativamente ao projeto de GNL flutuante Coral North, no valor de 6 a 7 mil milhões de dólares, que irá adicionar 3,6 mtpa a partir de 2028, a par do já operacional Coral South. O projeto Rovuma LNG da ExxonMobil, no valor de 24 mil milhões de dólares, ultrapassou uma etapa importante da engenharia preliminar e está a avançar para uma decisão final de investimento. Em conjunto, estes três projetos poderão elevar a capacidade combinada de GNL de Moçambique para mais de 25 mtpa no início da década de 2030.

A vertente de conversão de gás em energia elétrica é igualmente importante para colmatar o défice de eletrificação do país. A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos está a trabalhar para reforçar a infraestrutura nacional de gasodutos e logística, para que o gás da Bacia de Rovuma possa abastecer Moçambique, bem como os seus clientes internacionais. O governo deixou claro que espera que o setor do gás contribua para a industrialização do país, não só através das receitas de exportação, mas também através da criação de emprego, do desenvolvimento de fornecedores locais e da expansão do acesso à energia para as famílias e empresas moçambicanas.

Moçambique possui também um potencial significativo em energias renováveis, o que acrescenta mais uma dimensão ao debate que decorre na AEW 2026. A energia hidroelétrica já representa cerca de 70% da produção de eletricidade do país — impulsionada pela central de Cahora Bassa, com 2 075 MW — e a Estratégia de Transição Energética Justa do governo tem como meta adicionais 2 a 4 GW de energia hidroelétrica e 2 GW de energia solar até 2030. Os concursos para projetos solares à escala de rede estão a avançar, e as soluções fora da rede são fundamentais para a meta de eletrificação universal até ao final da década.

«Durante anos, falámos do potencial de gás de Moçambique no futuro. Com o reinício do Moçambique LNG, o avanço do Coral North e o Rovuma LNG a caminhar para uma decisão final de investimento, o debate mudou», afirma NJ Ayuk, presidente executivo da Câmara Africana de Energia. «Agora trata-se de concretização, e a AEW 2026 será o local onde o setor fará um balanço do que isso significa para o país e para o continente.»

Esta sessão dedicada ao investimento em Moçambique terá lugar no âmbito da AEW 2026, na Cidade do Cabo, de 12 a 16 de outubro.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

Cabo Verde: Tomada de posse do novo Conselho Diretivo: Francisco Carvalho quer Autoridade Tributária forte, rigorosa e próxima das pessoas

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Francisco Carvalho, desafiou, esta quarta-feira, 19 de agosto, o novo Conselho Diretivo da Autoridade Tributária e Aduaneira de Cabo Verde (ATCV) a construir uma instituição forte, rigorosa e próxima das pessoas, colocando os cidadãos no centro da sua atuação.

Ao conferir posse aos novos membros do Conselho Diretivo da Autoridade Tributária e Aduaneira de Cabo Verde, I.P. (ATCV), Francisco Carvalho defendeu a importância de conjugar força institucional e proximidade, defendendo que o rigor, a transparência e a prestação de contas devem ser acompanhados de humanismo.

“Temos de vencer este desafio em Cabo Verde, em todas as instituições do país: conseguir combinar o rigor, a transparência, a prestação de contas com humanismo”, afirmou, sublinhando que estes princípios não podem servir para afastar as pessoas, “porque no centro de tudo estão as pessoas”.

O Primeiro-Ministro aproveitou igualmente para agradecer o trabalho desenvolvido pela equipa cessante da ATCV, reconhecendo o empenho e os sacrifícios associados ao exercício de funções na Administração Pública.

Aos novos responsáveis, deixou uma mensagem clara: Nós estamos aqui para trabalhar para as pessoas e dar respostas para as pessoas.” Para Francisco Carvalho, governar significa estar ao serviço de todos e trabalhar para concretizar os sonhos dos cabo-verdianos.

Neste sentido, defendeu uma governação baseada na inclusão e na soma de esforços. “Nós estamos a somar; estamos a trazer novas pessoas para o barco. A ideia não é afastar pessoas”, afirmou, apelando aos responsáveis públicos para que estejam atentos ao contexto e às necessidades da sociedade.

Francisco Carvalho sublinhou ainda que existe uma “urgência” em materializar os sonhos dos cabo-verdianos, considerando que essa é uma responsabilidade de quem exerce funções públicas.

A nova liderança da ATCV fica, assim, com o desafio de reforçar a autoridade e a eficiência da administração tributária e aduaneira, assegurando rigor, transparência e prestação de contas, sem perder a proximidade e o humanismo no relacionamento com os cidadãos.

O novo Conselho Diretivo é constituído pela presidente, Ana Isabel Moreno Semedo, e pelos vice-presidentes Guntar Samory de Oliveira Campos e Bárbara Adelaide Oliveira Silva.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Angola: CaféCIPRA aborda construção de estradas como alavanca à produção nacional

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

As acções em curso no sector das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, no âmbito do programas de construção e reabilitação de infra-estruturas rodoviárias e de estradas de terra para escoamento da produção nacional, estarão em destaque na 23.ª edição do CaféCIPRA.

O CaféCIPRA, a decorrer esta quarta-feira, 19 de Agosto, às 15 horas, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, vai abordar o tema “A construção de estradas como alavanca à produção nacional”.

Esta edição do CaféCIPRA terá como facilitadores os ministros das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Santos; da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos; da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira; e dos Transportes, Ricardo de Abreu.

De acordo com o Plano Rodoviário de Angola, o país possui uma rede de estradas estimada em 79.300 quilómetros, dos quais cerca de 51.700 quilómetros correspondem a estradas municipais. Até Janeiro de 2025, estavam asfaltados 11.406 quilómetros de estradas nacionais e cerca de 15.000 quilómetros de estradas municipais.

Relativamente à dinamização da produção nacional, a abordagem será em torno da implementação do Plano Nacional de Fomento para a Produção de Grãos (PLANAGRÃO), do Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC) e de outras acções em curso.

Os resultados do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) e de iniciativas como “Transforme Aqui”, “Angola Produz” e “Feito em Angola” serão igualmente apresentados durante o evento.

O diá. sobre “A construção de estradas como alavanca à produção nacional” também implicará abordagens sobre o Programa de Expansão e Modernização do Sector dos Transportes e Logística e sobre as acções da Agência Nacional de Transportes Terrestres na dinamização da produção nacional.

O CaféCIPRA é um espaço de diá., directo e aberto, entre representantes do Executivo e da sociedade civil, promovido pelo Centro de Imprensa da Presidência da República (CIPRA).

O evento pode ser acompanhado, em directo, nas páginas do Facebook e YouTube do CIPRA e do Governo de Angola.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.

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Cabo Verde: Governo investe em melhoria das infraestruturas em 3 escolas secundárias

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Governo de Cabo Verde e o Governo da República Popular da China assinaram, esta terça-feira, 18 de agosto, um protocolo de cooperação para a execução do Projeto de Reabilitação de Três Escolas em Cabo Verde, com assistência técnica e financeira da China.

O projeto abrange a Escola Secundária de Salineiro, em Ribeira Grande de Santiago, a Escola Secundária Olegário Tavares, em São Miguel, e o Complexo Educativo Eduardo Gomes Miranda, em Santa Catarina do Fogo. As três infraestruturas foram construídas originalmente no âmbito da cooperação chinesa.

Para o Ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação, Arnaldo Brito, a assinatura do protocolo integra o esforço do Governo para melhorar as condições das escolas e modernizar o sistema educativo.

“Estamos aqui neste ato de grande valor para nós, pois o novo Governo assumiu a educação como uma prioridade absoluta”, afirmou o ministro, sublinhando que, apesar dos elevados custos do setor, o Governo considera a educação um investimento essencial para o desenvolvimento do país.

“É um investimento do país. Este novo Governo assumiu como decisão assumir este custo”, afirmou, destacando a importância do apoio dos parceiros internacionais, em particular da China.

Além da recuperação dos edifícios existentes, o projeto prevê a construção de novos gabinetes, laboratórios e áreas de refeição, bem como o fornecimento de equipamentos pedagógicos e mobiliário de escritório.

Arnaldo Brito defendeu ainda a necessidade de investir na formação e qualificação dos professores, considerando-os fundamentais para a melhoria do sistema educativo. “Nós queremos transformar todo o sistema educativo, modernizar o parque escolar para as crianças, apostar muito na formação dos professores”, afirmou.

Outra das prioridades apontadas pelo governante é reforçar a ligação entre a escola e o mundo do trabalho, permitindo que os alunos tenham, de forma gradual, contacto com o mercado profissional. “A escola deve estar ligada ao mundo do trabalho”, afirmou, referindo que este princípio está previsto na Constituição da República e na Lei de Bases do Sistema Educativo.

O ministro Arnaldo Brito manifestou também a expectativa de contar com um apoio continuado da China no setor da educação, destacando a cooperação já existente, nomeadamente na construção do campus da Universidade de Cabo Verde.

O Embaixador da China em Cabo Verde, Zhang Yang, considerou a assinatura do protocolo mais um resultado da cooperação bilateral no setor da educação e destacou o impacto esperado da intervenção nas três escolas. Segundo o diplomata, a reabilitação das infraestruturas deverá proporcionar aos professores e alunos “um ambiente de aprendizagem e trabalho mais seguro, confortável e moderno”, contribuindo para a melhoria da qualidade da educação em Cabo Verde.

Zhang Yang recordou outros projetos de cooperação chinesa no setor, nomeadamente o novo campus da Universidade de Cabo Verde, e afirmou que a China está disponível para continuar a reforçar a cooperação na educação, incluindo na formação de recursos humanos e no acolhimento de estudantes cabo-verdianos no ensino superior chinês.

A assinatura do protocolo acontece no ano em que Cabo Verde e China assinalam 50 anos do estabelecimento das relações diplomáticas

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

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“Pior epidemia de ebola da história recente” avança na República Democrática do Congo (RD Congo) e acende alerta

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Infecções dobram a cada semana nos pontos mais críticos; forças internacionais e agências da ONU intensificam conscientização em escolas, além do envio de kits de higienização; combate diário visa garantir acesso seguro às comunidades e salvar vidas no maior e mais letal surto do vírus que o país já enfrentou. 

Nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, revelou que a atual epidemia de ebola na República Democrática do Congo, RD Congo, apresenta um cenário arrasador.

Superando os números da crise vivenciada entre 2018 e 2020, o 17º surto do vírus no país já registra 2.325 mortos e 4.945 casos confirmados, superando os 2.299 óbitos registrados na epidemia historicamente conhecida como a mais fatal.

Capacidade de resposta das equipes no limite 

A cada semana, o número de novas infecções dobra nas regiões mais afetadas. A velocidade da transmissão supera a capacidade de resposta das equipes em campo.

No terreno, uma operação de grande escala foi acionada na tentativa de deter a propagação para evitar uma catástrofe ainda maior.

Equipes humanitárias atuam em parceria com o governo para reforçar frentes vitais, que vão da vigilância epidemiológica e tratamento de pacientes a sepultamentos seguros e busca ativa de casos nas comunidades. 

Recursos de emergência internacionais foram mobilizados para viabilizar insumos médicos, treinamentos e equipamentos de proteção aos profissionais de saúde no epicentro do surto. 

Construção de um futuro sustentável

Conforme declarado recentemente à ONU News, a representante da OMS na RD Congo, Anne Ancia, disse que a contenção da epidemia e a construção de um futuro sustentável só serão possíveis com a união de esforços com a população.

“Conter essa disseminação é muito mais importante, porque a disseminação no início era em Ituri e Kivu de Norte, e agora já passou para outras províncias. E significa mais trabalho, mais pessoas e mais pessoas a terem o risco de avaliar a doença. Então, realmente, o trabalho é de conter a epidemia e, com o movimento das pessoas, que é muito importante. E o acesso a algumas zonas que têm uma segurança difícil, então são muito difíceis de acessar, conter essa epidemia é difícil.”

Além da profunda e silenciosa crise humanitária, o impacto da epidemia vai muito além dos diagnósticos de ebola.

Queda drástica nos partos hospitalares

O medo da contaminação tem afastado a população dos centros de saúde. Na província de Ituri e em outras regiões, serviços básicos entraram em colapso.

Entre os exemplos estão as taxas de vacinação infantil e de partos hospitalares, que despencaram mais de 40%, colocando centenas de mães e crianças em risco e sobrecarregando o sistema de saúde.

Para deter o alastramento, agências da ONU e forças internacionais seguem intensificando ações de sensibilização em escolas e garantindo a distribuição contínua de suprimentos de higiene e proteção.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

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Moçambique: Perito da Organização das Nações Unidas (ONU) apela à proteção de civis no contraterrorismo

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Especialista de direitos humanos defende abordagem multifacetada, capaz de combater o extremismo, reforçar instituições públicas e garantir segurança; continuidade do envolvimento internacional é essencial para apoiar os esforços nacionais de prevenção do terrorismo.

Esta segunda-feira, um especialista independente*em direitos humanos apelou ao reforço dos esforços para proteger os civis moçambicanos e abordar as causas profundas do conflito contra grupos terroristas.

O relator especial, Ben Saul, manifestou solidariedade para com o povo e as autoridades face às ameaças terroristas persistentes, reconhecendo ainda a necessidade de averiguar as condições propícias ao terrorismo no país.

Balanço de nove anos de violência

Em comunicado, o especialista destaca a necessidade de uma resposta coordenada entre o governo e parceiros internacionais, capaz de intensificar o combate ao extremismo. 

A atuação deve ainda reforçar as instituições públicas e garantir a segurança e o desenvolvimento das comunidades afetadas no norte do país.

Apesar das limitações em segurança e fundos, Saul considera que Moçambique pode mobilizar mais recursos para responder às necessidades humanitárias de milhares de deslocados internos, através de reformas económicas e de governação.

O relator especial manifestou profunda preocupação com as violações cometidas durante o conflito, em particular contra mulheres e crianças. Ele citou relatos de homicídios, mutilações, recrutamento forçado e violência sexual e baseada no género, atribuídos aos grupos não-estatais.

Impunidade generalizada

O perito alertou para o estado de “impunidade generalizada” no que respeita às violações graves dos direitos humanos cometidas pelas forças de segurança, desde o início do conflito em 2017.

Ele avisa que a impunidade corrói a confiança entre as comunidades e as autoridades, enfraquecendo os esforços de combate eficaz ao terrorismo.

Neste sentido, Ben Saul apelou para que fossem reforçadas a supervisão independente, a responsabilização efetiva e a proteção dos civis e o respeito pelos direitos humanos.

Financiamento internacional é essencial 

O especialista notou que as medidas de combate ao terrorismo e as restrições ao espaço cívico estão a limitar a cobertura mediática do conflito, criando um “efeito dissuasor” sobre o trabalho humanitário e de defesa dos direitos humanos no país.

Perante os cortes no financiamento da assistência global, Ben Saul apelou a os parceiros internacionais para que mantivessem o apoio político e financeiro a Moçambique em “momento particularmente crítico”.

O perito realça que a o envolvimento internacional contínuo é essencial para apoiar os esforços nacionais de prevenção e combate ao terrorismo, garantindo simultaneamente a proteção dos direitos humanos..

*Relatores especiais são independentes da ONU e não recebem salário pelo seu trabalho.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

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Cabo Verde: Primeiro Ministro recebe em audiência Encarregado de Negócios da Embaixada dos Os Estados Unidos da América (EUA)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Primeiro Ministro recebe em audiência Encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA

O Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, recebeu em audiência de cortesia o Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América em Cabo Verde, Dr. Mark Weinberg. O encontro serviu para abrir canais de diá. sobre projectos futuros e reforçar a parceria estratégica entre as duas nações em áreas de interesse mútuo.

Cabo Verde e os Estados Unidos mantêm uma relação histórica de amizade, alicerçada numa vasta comunidade residente naquele país e numa cooperação sólida em sectores como a segurança, a educação e o desenvolvimento económico.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

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O Conselheiro Presidencial para a Energia, Olu Verheijen, irá destacar a dinâmica de investimento da Nigéria na African Energy Week (AEW) 2026

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Os esforços da Nigéria para reposicionar o seu setor energético e atrair uma nova vaga de investimento assumirão um papel central na African Energy Week (AEW) 2026, tendo sido confirmada a participação de Olu Verheijen, Conselheiro Especial do Presidente para a Energia da República Federal da Nigéria, no evento.

A sua participação surge num momento em que a administração do Presidente Bola Ahmed Tinubu continua a implementar uma ambiciosa agenda de reformas energéticas destinada a reverter anos de subinvestimento, melhorar a viabilidade económica dos projetos e restaurar a posição da Nigéria como um dos principais destinos africanos para o capital destinado ao petróleo, gás e infraestruturas.

Desde que assumiu o cargo em 2023, a administração tem dado prioridade a medidas destinadas a reforçar a confiança dos investidores, incluindo a implementação da Lei da Indústria Petrolífera, reformas para reforçar a eficiência regulatória e uma série de medidas executivas concebidas para acelerar o investimento em todo o setor a montante. O governo tem-se também concentrado em melhorar o desempenho comercial da NNPC, conduzindo a transição da empresa petrolífera nacional para um modelo operacional mais orientado para o investimento e expandindo as parcerias com operadores internacionais.

Estas reformas estão a impulsionar um novo dinamismo em todo o setor a montante da Nigéria em 2026, com grandes operadores internacionais a avançarem com novos investimentos em projetos de exploração de petróleo e gás em águas profundas. A ExxonMobil e os seus parceiros estão a avançar com um investimento de mil milhões de dólares no Projeto Usan Infill, que se prevê que aumente a produção em aproximadamente 40 000 barris por dia, enquanto a Shell continua a expandir o seu portfólio de gás em águas profundas e integrado através de projetos como o Bonga North e o projeto de exploração de gás HI. Prevê-se que o Bonga North produza até 110 000 barris por dia no pico de produção, enquanto o projeto HI foi concebido para fornecer 350 milhões de pés cúbicos padrão de gás por dia à Nigeria LNG. Estes investimentos refletem a confiança crescente na base de recursos da Nigéria e destacam oportunidades para uma maior mobilização de capital em projetos de desenvolvimento offshore, infraestruturas de gás e serviços energéticos.

Com aproximadamente 200 biliões de pés cúbicos de reservas comprovadas de gás natural, a Nigéria procura acelerar a comercialização do gás através da expansão do GNL, de projetos industriais, do processamento de gás e de iniciativas de conversão de gás em energia. Espera-se que projetos como a expansão do Train 7 da Nigeria LNG, a par de esforços mais amplos para reforçar as infraestruturas de abastecimento interno de gás, desempenhem um papel fundamental na melhoria da segurança energética, no apoio ao crescimento industrial e na expansão da posição da Nigéria nos mercados globais de gás. Os desenvolvimentos recentes estão também a destacar o crescente dinamismo em torno de projetos de gás liderados por entidades locais, incluindo o acordo de fornecimento de gás de 15 anos da UTM Offshore com uma joint venture entre a NNPC e a Seplat Energy para fornecer 200 milhões de pés cúbicos padrão por dia de gás a partir do campo de Yoho para o primeiro projeto de GNL flutuante da Nigéria liderado por entidades locais.

O setor a jusante da Nigéria está igualmente a entrar numa nova fase na sequência do aumento da produção da Refinaria de Petróleo Dangote, que tem capacidade para processar 650 000 barris por dia e deverá reduzir a dependência de produtos refinados importados, criando simultaneamente novas oportunidades nas áreas da logística, do comércio e das infraestruturas energéticas.

«A Nigéria dispõe dos recursos, da dimensão de mercado e da força empreendedora necessários para liderar a próxima era de investimento energético em África», afirmou NJ Ayuk, presidente executivo da Câmara Africana de Energia. «As reformas em curso sob a administração do Presidente Tinubu centram-se em tornar o setor mais competitivo, reforçar a confiança dos investidores e garantir que a Nigéria obtenha maior valor dos seus recursos de petróleo, gás e energia. A AEW 2026 constitui uma plataforma fundamental para ligar estas reformas aos investidores, empresas e parceiros necessários para impulsionar o crescimento.»

Na qualidade de Conselheira Especial do Presidente para a Energia, Verheijen tem estado intimamente envolvida na promoção das prioridades energéticas da Nigéria, incluindo a promoção do investimento, a coordenação do setor e a implementação de políticas. A sua participação na AEW 2026 proporcionará às partes interessadas uma visão sobre a estratégia da Nigéria para mobilizar capital e acelerar o desenvolvimento ao longo de toda a cadeia de valor energética.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

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