Líderes de bancos multilaterais de desenvolvimento avaliam progresso das ações conjuntas e analisam próximos passos

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Grupo de Líderes de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (MDB), presidido em 2025 pelo Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), reuniu-se hoje para analisar o progresso das ações conjuntas e definir as áreas prioritárias para o trabalho futuro do Grupo.

Os presidentes observaram que o seu envolvimento colaborativo se aprofundou ao longo de 2025, sob a presidência do CEB no Grupo, aproveitando com sucesso o impulso gerado pela Nota de Ponto de Vista (https://apo-opa.co/4ooPpNF) dos MDB de 2024. Congratularam-se com os progressos realizados em várias áreas desde a sua última reunião em Paris, a 28 de junho de 2025, e reafirmaram a sua determinação em trabalhar como um sistema para obter um maior impacto em escala, comunicando anualmente os progressos realizados em relação aos seus resultados e prioridades.

Esses progressos incluem:

·  Apresentação de um relatório conjunto abrangente e exaustivo ao G20 sobre a implementação do Roteiro do G20 para MDB melhores, maiores e mais eficazes (https://apo-opa.co/4om6acd), documentando os progressos em todas as instituições e a nível do sistema e detalhando as realizações dos MDB numa ampla variedade de áreas, incluindo o aumento da capacidade de empréstimo, a alavancagem de capital privado para o desenvolvimento, o reforço da colaboração operacional e a medição dos resultados.

· Maior transparência e comparabilidade das posições financeiras dos MDB através da publicação do primeiro Relatório Comparativo dos MDB (https://apo-opa.co/3WcXc5k) preparado pelo recém-constituído Fórum Global de Risco e Finanças (GRaFF), para multiplicar o impacto do capital dos acionistas para fazer avançar a agenda de desenvolvimento;

· Envolvimento com agências de notação financeira para melhorar a compreensão dos modelos financeiros distintos dos MDB, estruturas de risco e qualidade excecional dos ativos, conforme resumido numa nota (https://apo-opa.co/3J2yFgj) preparada pelo GRaFF;

·  Publicação do primeiro Relatório Anual Conjunto dos MDB sobre Financiamento da Segurança Hídrica (https://apo-opa.co/3Wc1NEM), destacando as contribuições e a colaboração dos MDB neste setor crítico, que foi divulgado na Quarta Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento (FfD4) em Sevilha;

· Lançamento de um relatório conjunto sobre Foco na infraestrutura social: o papel dos bancos multilaterais de desenvolvimento (https://apo-opa.co/3Wc1GZS), ilustrando como os MDB – individual e coletivamente – apoiam investimentos em saúde, educação, habitação e água, que desempenham um papel fundamental no aumento da produtividade, na criação de empregos e na contribuição para sociedades resilientes;

Os presidentes também observaram o trabalho em curso em várias áreas, incluindo a mobilização de capital privado adicional para o desenvolvimento, nomeadamente através de estatísticas desagregadas de risco de crédito publicadas na Base de Dados Global dos Mercados Emergentes (https://apo-opa.co/4oqcuzu) (GEM), a coordenação de modelos de conceção para partilha/distribuição; o impulso a inovações financeiras; a ampliação de iniciativas regionais emblemáticas, como a Missão 300; a promoção de acordos de confiança; e o apoio a investimentos em infraestruturas sociais. No contexto da próxima COP30, a ser realizada em Belém, Brasil, em novembro de 2025, os MDB estarão presentes para apoiar os seus países de operação e clientes no cumprimento das suas estratégias. Após a reunião, os chefes trocaram opiniões com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Grossi, sobre as tendências na energia nuclear civil.

A função de presidente do Grupo de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento será transferida em dezembro do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa para o Banco Asiático de Desenvolvimento. Os presidentes do Grupo de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento agradecem ao governador do CEB, Carlo Monticelli, pela sua liderança e empenho durante o seu mandato como presidente do Grupo.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Departamento de Comunicação e relações Externas
media@afdb.org

Sobre o Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Cabo Verde reafirma compromisso com a ação climática e reforça a importância da união dos estados insulares africanos

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Secretário de Estado das Finanças, Alcindo Mota, reiterou o firme compromisso de Cabo Verde com a causa climática e com os desafios enfrentados pelos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID), sublinhando a importância de converter a vulnerabilidade em liderança.

Alcindo Mota falava à margem da Conferência Ministerial da Comissão Climática dos Estados Insulares Africanos (AISCC), que decorre em Bissau, de 16 a 17 de outubro, tendo alertado que as alterações climáticas representam a maior ameaça ao desenvolvimento humano e à estabilidade económica mundial, lembrando que a África contribui com menos de 4% das emissões globais, mas que é um dos continentes mais afetados pelos impactos climáticos.

“Esta Conferência representa um momento decisivo, uma oportunidade para reforçarmos o compromisso político e estratégico que dá corpo à nossa identidade coletiva e para adotarmos decisões concretas que transformem a vulnerabilidade em liderança e a ambição em resultados”, referiu.

O governante reiterou a necessidade de uma mudança de paradigma no acesso ao financiamento climático, salientando que o continente africano continua a receber apenas 3% dos fundos globais destinados à ação climática. Enfatizou ainda que África tem a obrigação moral e política de estar na linha da frente da ação climática global e de defender, com determinação, a justiça climática.

Alcindo Mota destacou ainda que a introdução dos marcadores climáticos no Orçamento de Estado de 2026 marcará um passo decisivo de Cabo Verde rumo a uma política fiscal alinhada com o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A Conferência Ministerial foi antecedida pela Reunião Técnica dos Pontos Focais da Comissão e por um Ateliê dedicado aos Mecanismos de Financiamento Inovador para o Clima, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Biodiversidade, pilares centrais da estratégia nacional de ação climática.

O evento, que decorre em Bissau, termina, hoje, sexta-feira, 17 de outubro, com uma mesa redonda entre os parceiros de desenvolvimento, seguida da cerimónia de encerramento, onde será assinado o Memorando de Entendimento relativo ao Acordo de Cooperação Mútua entre os Estados-membros da AISCC.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Workshop para “Uma Boa Implementação do Código de Imposto de Propriedade de imóveis e do Código do Imposto sobre a Transmissão de Imóveis”

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A Ministra de Estado e da Coesão Territorial, Janine Lélis, presidiu, hoje, sexta-feira, 17 de outubro de 2025, em parceria com o Programa Conjunto de Promoção do Desenvolvimento Local em Cabo Verde o Workshop para “Uma Boa Implementação do Código de Imposto de Propriedade de imóveis (IPI) e do Código do Imposto sobre a Transmissão de Imóveis (ITI)”.

De acordo com a Ministra, as novas Leis do Imposto sobre Património Imóvel buscam estabelecer, entre o município e o cidadão, uma relação tributária baseada na confiança e que encoraja o munícipe a participar no incremento dos recursos.

Pretende-se igualmente mobilizar as famílias e as empresas a cumprirem as suas obrigações fiscais pelo aumento da propensão e da disponibilidade a pagar.

A reforma como avança Janine Lélis, tem como propósito, converter a potencialidade de receitas dos municípios em receitas efetivas e, deste modo, construir um sistema fiscal sólido e sustentável que não asfixia nem as famílias nem os operadores económicos, bem como foi pensada para permitir aos municípios ganhos de autonomia em virtude do aumento da capacidade de autofinanciamento que resulta do incremento das receitas fiscais.

E para alcançar os objetivos pretendidos, segundo a Ministra, a nova lei do imposto sobre património consagra na autonomização do imposto de transmissão de imóveis e a Introdução da clareza nos critérios, na fórmula e no cálculo do valor do imposto a ser pago pelo proprietário.

De realçar que o Governo através do Ministério da Coesão Territorial, ao traçar as linhas gerais desta reforma, teve a preocupação de não onerar, nem os cidadãos, nem as Câmaras Municipais, nem as empresas, cuja finalidade é aumentar a resiliência em contextos adversos, pelo que teve ainda o cuidado de fixar com clareza o valor tributável para deixar claro no cidadão o sentido de justiça tributaria.

Também para facilitar e promover a transparência, condição indispensável para a implementação das Leis, se contratualizou o NOSI, uma grande parceira dos municípios, para supervisionar a elaboração de um simulador da aplicação do imposto, acessível aos munícipes, de aplicação fácil e que permitirá uma harmonização da aplicação da lei em todo o território nacional, pois o simulador vai permitir, para cada prédio, o apuramento do valor da contribuição de cada proprietário, oferecendo transparência para todos.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Lourenço Lopes: “A juventude africana deve ser vista como a força motora do progresso e do desenvolvimento do continente

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Secretario de Estado Adjunto do Primeiro-ministro, Lourenço Lopes, defendeu hoje, na cerimónia de abertura da conferência “Encontro de gerações dos PALOP”, que “a juventude africana deve ser vista como a força motora do progresso e do desenvolvimento do continente e realçou as políticas públicas do Governo de Cabo Verde na promoção do emprego, o empreendedorismo e a formação profissional, criando condições para um crescimento sustentável.

O evento, realizado sob o lema “Das lutas de ontem, as esperanças de hoje: gerações em diá. após os 50 anos”, promovida pela Coligação da Juventude dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e promovida em parceria com as embaixadas de Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe em Cabo Verde, tinha como propósito promover um diá. intergeracional entre combatentes da liberdade, diplomatas, líderes juvenis, académicos, sobre o legado das lutas de libertação os desafios atuais e o papel da nova geração na construção do futuro dos países.

Na sua intervenção, o SEAPM afirmou que “os jovens desta nova geração têm a responsabilidade de honrar a luta da libertação, de assumir responsabilidades em relação ao futuro do continente (africano) que precisa de uma mensagem positiva, que precisa de inovação, que precisa de dar cada vez mais oportunidades aos jovens.

Para Lourenço Lopes, este é um momento simbólico para refletir sobre as conquistas alcançadas ao longo das últimas cinco décadas e para reforçar o diá. entre as gerações que lutaram pela independência e as que hoje enfrentam os desafios do desenvolvimento. “Os tempos mudaram e os desafios também”, sublinha.

Se em 1975, salientou, as nações africanas lutaram pela independência e, em 1991, pela consolidação da democracia, hoje as prioridades passam pelo crescimento económico, emprego qualificado e transição digital.

“Enfrentamos questões relevantes dos nossos tempos, como a desinformação, o emprego, o crescimento económico e a necessidade de criarmos condições para que os jovens sejam motores do desenvolvimento – não só de Cabo Verde e dos países do PALOP, mas também de toda a África”, frisa.

Defendeu que é essencial canalizar a energia da juventude africana para construir uma África “mais próspera, inclusiva e de oportunidades para todos”, realçando que “o continente dispõe de um enorme potencial que deve ser valorizado internamente”.

Lourenço Lopes reconheceu, no entanto, que a juventude está cada vez mais exigente, o que, na sua opinião, exige respostas rápidas e eficazes das instituições públicas, autarquias e sociedade civil.

“Nestes 50 anos podemos dizer que valeu a pena a luta pela independência e valeu a pena a luta pela democracia”, afirmou, acrescentando que “Cabo Verde é hoje um país respeitado em África e no mundo, referência em estabilidade, coesão social, democracia e defesa dos direitos humanos”.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Governo de Cabo Verde reafirma compromisso com a gestão sustentável e inovadora da água

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, reafirmou o compromisso do Governo de Cabo Verde com uma gestão sustentável, eficiente e inovadora dos recursos hídricos – um pilar essencial para a agricultura, a segurança alimentar e o desenvolvimento do país.

Gilberto Silva, que falava durante a 4ª edição do Diá. da Água em Roma, evento promovido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e que ocorreu durante o Fórum Mundial da Alimentação (WFF), na sede da instituição em Roma, Itália, sublinhou que, num contexto de alterações climáticas cada vez mais severas, a água é o coração da agricultura, da segurança alimentar e da sustentabilidade ambiental.

“Cada gota de água tem um valor estratégico e a forma como a gerimos define o nosso futuro coletivo”, afirmou o Ministro

Cabo Verde tem apostado na dessalinização, na irrigação eficiente, na reutilização de águas tratadas e na integração das energias renováveis, garantindo maior resiliência face às alterações climáticas.

Hoje, 74% da população tem acesso a água potável, 89% a saneamento e a disponibilidade média de água duplicou nos últimos anos. Esses resultados refletem o empenho do Governo de Cabo Verde em cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em particular o ODS 6 (Água e Saneamento), o ODS 2 (Fome Zero) e o ODS 13 (Ação Climática).

O Ministro recordou ainda a contribuição ativa do nosso país na iniciativa global WASAG – Fórum sobre Escassez de Água na Agricultura, liderada pela FAO, da qual o país teve a honra de acolher duas edições, em 2019 e 2022. Estes fóruns consolidaram a posição de Cabo Verde como um exemplo de resiliência e inovação no uso sustentável da água na agricultura.

Ao encerrar a sua intervenção, o Ministro reafirmou que “investir na água é investir na vida, na dignidade e no futuro” e apelou a uma cooperação internacional forte, solidária e transformadora, capaz de garantir que o futuro da água – e da própria vida – seja construído aqui, agora e juntos.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Ministro Eurico Monteiro preside ato de abertura do EmpoderaTech – Cabo Verde Internacional Summit

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial e Ministro da Modernização do Estado e da Administração Pública, Eurico Monteiro, presidiu, na manhã desta quinta-feira, 16 de outubro, ao ato de abertura do EmpoderaTech – Cabo Verde International Summit.

O evento, promovido pela Women in Tech Cabo Verde, em parceria com a Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), reúne, na Praia, líderes, empreendedoras, investigadores e especialistas das áreas de inovação e tecnologia, para um diá. profundo sobre o papel da mulher na era digital, tendo em vista a promoção do empoderamento feminino e o acesso equitativo às oportunidades no setor tecnológico.

Durante a sua intervenção, o governante destacou a importância das novas tecnologias como instrumento de desenvolvimento sustentável, inclusão social e igualdade de género, sublinhando que Cabo Verde, embora carente de recursos naturais, tem investido de forma consistente na educação, na ciência e na invocação como pilares de crescimento e competitividade.

“Somos um país pobre em recursos naturais e, por isso, dependemos muito mais da formação, dos conhecimentos, da ciência, da tecnologia, pelo que somos obrigados a fazer um esforço maior para que possamos alcançar um patamar razoável e creio que temos feito um bom caminho nesse sentido, melhor até do que alguns outros com recursos naturais, pois temos sido amigos do conhecimento e das novas ferramentas de trabalho, portanto, da tecnologia, desde os primeiros dias da independência”, afirmou o Ministro.

Ainda na ocasião, Eurico Monteiro refletiu sobre os desafios humanos que surgiram a partir desta nova era digital, desde a preservação da identidade e privacidade, até o risco da desumanização das relações, defendendo, deste modo, a necessidade de colocar a tecnologia ao serviço da pessoa, visando a equidade, a igualdade e principalmente a dignidade humana.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Cabo Verde: Governo aposta em iniciativas que favoreçam a prestação de serviços públicos por via digital

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Cabo Verde tem registado avanços significativos no setor digital, como forma de priorizar a prestação dos serviços públicos por via digital. A informação foi avançada à imprensa, na manhã desta quinta-feira, 16, pelo Ministro da Modernização do Estado e da Administração Pública, Eurico Monteiro, à margem da abertura do EmpoderaTech – Cabo Verde International Summit, evento promovido pela Woman in Tech Cabo Verde, em parceria com a Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME), com o objetivo de promover o empoderamento feminino e o acesso equitativo às oportunidades no setor tecnológico.

“O progresso de Cabo Verde nesta área tem sido significativo com várias iniciativas que vão sendo lançadas, como, por exemplo, o Portal da Transparência, que lançamos recentemente e o Portal Único dos Serviços Digitais do Estado, que prevemos lançar muito em breve. O diploma já está no Conselho de Ministros e estamos seguros de que ainda este ano teremos esta importante plataforma, na qual estarão integrados todos os websites dos serviços públicos com o objetivo de garantir a interoperabilidade dos sistemas e imprimir maior eficiente e celeridade na prestação dos serviços públicos, que queremos que sejam prioritariamente por via digital”, afirmou o Ministro.

Ainda no que concerne às iniciativas tecnológicas, o governante sublinhou que o Executivo introduziu, “tanto no orçamento do Estado passado, como neste orçamento”, medidas para favorecimento das novas tecnologias, seja a nível de isenções aduaneiras, seja a nível de benefícios fiscais, “muito significativos”, que estimulam a criação de empresas no setor tecnológico.

Eurico Monteiro reconheceu, no entanto, que, não obstante os avanços, no que refere à equidade de género no setor tecnológico, ainda é possível fazer mais, através das políticas de Estado, mas, particularmente, através de uma certa conscientização da sociedade sobre esta problemática.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Banco Africano de Desenvolvimento aprova estratégia de 500 milhões de dólares para impulsionar o crescimento inclusivo e a resiliência económica na Serra Leoa

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Conselho de Administração do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) aprovou um novo Documento de Estratégia Nacional (CSP) para a Serra Leoa para 2025-2030, comprometendo-se a investir aproximadamente 500 milhões de dólares nos próximos cinco anos para fomentar o crescimento económico sustentável, fortalecer a resiliência à fragilidade e promover o desenvolvimento inclusivo. 

A estratégia baseia-se em duas prioridades principais: desenvolver infraestruturas sustentáveis para aumentar a competitividade do setor privado e apoiar o desenvolvimento da cadeia de valor agrícola para impulsionar a criação de emprego e a segurança alimentar. Estas áreas de foco visam diretamente os principais desafios de desenvolvimento da Serra Leoa – nomeadamente as lacunas nas infraestruturas, a limitada adição de valor por parte do setor privado e a elevada vulnerabilidade às alterações climáticas. 

Com um financiamento total estimado em 2,1 mil milhões de dólares, incluindo cofinanciamento de parceiros de desenvolvimento, o CSP está alinhado com o Plano Nacional de Desenvolvimento (2021-2025) e a Visão 2030 do governo, que visam posicionar a Serra Leoa como um país de rendimento médio até 2030. 

As principais iniciativas de infraestruturas centrar-se-ão na expansão da produção de energia renovável – aumentando o acesso à eletricidade, de 41% em 2024, para 60% até 2030 –, juntamente com a modernização de redes rodoviárias resistentes às alterações climáticas e a melhoria dos sistemas de água e saneamento, para proporcionar acesso a água potável a mais 1,2 milhões de pessoas. 

A componente agrícola dá prioridade à transformação agroindustrial, com o objetivo de reduzir a dependência da importação de alimentos, atualmente em 70% para culturas básicas como o arroz, ao mesmo tempo que cria mais de 500 mil empregos, particularmente para mulheres e jovens, através do apoio a pequenas e médias empresas. 

A economia da Serra Leoa tem demonstrado resiliência, com um crescimento real do PIB de 6,7%, em média, entre 2020 e 2024, impulsionado pelos setores da agricultura e dos serviços. A nova estratégia aproveita este impulso e alavanca a carteira existente do Banco de 10 projetos em curso no valor de 150 milhões de dólares, que já melhoraram a conectividade rodoviária e o acesso à energia. 

“Esta estratégia representa um passo ousado para a construção de uma economia resiliente e inclusiva na Serra Leoa. Ao investir em infraestruturas sustentáveis e na agricultura, estamos a capacitar as comunidades, a criar empregos e a apoiar a visão da Serra Leoa para um crescimento transformador”, afirmou Halima Hashi, Diretora Nacional da Serra Leoa. 

Programas como a Ação Financeira Afirmativa para as Mulheres em África (AFAWA) do Banco proporcionarão financiamento e formação específicos a empresas agrícolas lideradas por mulheres, enquanto as ferramentas digitais aumentarão a eficiência da cadeia de abastecimento e o acesso ao mercado em todo o setor agrícola. 

O CSP está alinhado com o Plano Nacional de Desenvolvimento a Médio Prazo da Serra Leoa, a Agenda 2063 da União Africana e a Estratégia Decenal do Banco. A estratégia também apoia os compromissos da Serra Leoa no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA), melhorando as infraestruturas comerciais e as exportações agrícolas. 

A estratégia incorpora temas transversais, incluindo a mitigação das alterações climáticas, a igualdade de género e o empoderamento dos jovens. Tem como objetivo reduzir a pegada de carbono da Serra Leoa através de projetos de energia renovável e promover uma agricultura inteligente do ponto de vista climático para mitigar os impactos das inundações e secas que têm afetado cada vez mais o país. 

A implementação começa imediatamente, com uma estreita coordenação entre o governo, o setor privado e a sociedade civil, para maximizar o impacto e garantir o alinhamento com as prioridades nacionais. As salvaguardas ambientais e sociais garantirão o cumprimento das regulamentações nacionais, incluindo a Lei de Proteção Ambiental de 2022 da Serra Leoa. 

A estratégia aborda os fatores estruturais de fragilidade por meio de investimentos direcionados para infraestruturas e cadeias de valor agrícolas, com sistemas de monitorização projetados para acompanhar o progresso em direção a resultados de desenvolvimento mensuráveis e resultados inclusivos em termos de género. 

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contato para os media:  
Natalie Nkembuh
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

Sobre o Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento promete aprofundar cooperação com principais constituintes

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org), Sidi Ould Tah, reuniu-se esta semana com os ministros das Finanças da Gâmbia, Gana, Libéria, Serra Leoa e Sudão, reafirmando a parceria do Banco com estes países e prometendo aprofundar a cooperação para a transformação económica e resiliência.

As conversações, realizadas à margem dos Encontros Anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional de 2025 em Washington, DC, nos EUA, centraram-se nos desafios económicos, nas vulnerabilidades da dívida e nas prioridades de desenvolvimento da região, bem como na próxima 17.ª reposição do Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF-17).

Os ministros, que também são governadores do Conselho do Banco, felicitaram Ould Tah pela sua recente eleição como presidente do Banco e elogiaram o seu historial de liderança, incluindo as conquistas como presidente do Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA).

O ministro do Gana, Cassiel Ato Forson, elogiou Ould Tah como “o líder certo para levar o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento ao próximo nível” e apoiou os esforços do Grupo Banco para ligar a transformação agrícola à nova arquitetura financeira de África e à agenda de industrialização verde.

Os cinco países também reafirmaram o seu compromisso com o Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD) e prometeram apoio antecipado para a reposição do ADF-17, que terá lugar em Londres, em meados de dezembro.

Num forte sinal de confiança na governação e direção estratégica do Banco, o ministro ganês afirmou que o seu país irá acelerar o pagamento da sua subscrição e organizar uma sessão de compromissos do ADF-17 em conjunto com o Reino Unido. O ministro da Gâmbia, Seedy Keita, anunciou a intenção do seu país de contribuir para o ADF-17, enquanto o ministro da Libéria, Augustine Ngafuan, e o ministro da Serra Leoa, Sheku Bangura, se comprometeram a alocar fundos para a reposição nos seus respetivos orçamentos nacionais. 

Os cinco governadores também expressaram forte apoio às prioridades estratégicas do Banco em matéria de industrialização, acesso à energia e crescimento do setor privado. A Serra Leoa salientou o potencial transformador da Missão 300 – uma iniciativa conjunta com o Banco Mundial para alargar o acesso à energia a mais 300 milhões de africanos até 2030 – para acelerar as cadeias de valor regionais e a criação de emprego. 

O ministro sudanês, Gibril Ibrahim, expressou o seu apreço pelo apoio contínuo do Banco durante este período de transição e solicitou uma assistência reforçada para a recuperação pós-conflito nos domínios da energia, agricultura e educação.

Abordar a sustentabilidade da dívida e construir resiliência

Além disso, os ministros manifestaram a sua preocupação com o aumento das vulnerabilidades da dívida em toda a África, instando o Banco a intensificar o seu apoio às reestruturações de dívida, à sustentabilidade e às iniciativas que visam mobilizar recursos internos. Sublinharam também a necessidade vital de abordar as prioridades transversais no âmbito do ADF-17 – incluindo a fragilidade, a resiliência e o emprego dos jovens. 

O Presidente Ould Tah reafirmou que enfrentar esses desafios é fundamental para a sua visão de uma Nova Arquitetura Financeira Africana – que aumenta a voz de África nas finanças globais e canaliza mais financiamento concessionais e mistos para países em crise ou a sair de uma crise.

Agradeceu aos ministros pela confiança depositada nele e reiterou que o Banco continuará a trabalhar em estreita colaboração com cada país para promover prioridades comuns, observando que os compromissos com o ADF-17 assumidos pelos países mostravam a crescente confiança na visão e na governação do Banco. 

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

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O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Talentos tecnológicos da Geração Z redefinem a luta da África do Sul contra a fome

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Em vésperas do Dia Mundial da Alimentação, a crise da fome na África do Sul acaba de conhecer a sua próxima vaga de inovações. Sessenta dos inovadores da Geração Z mais inteligentes do país passaram uma semana a investigar um dos problemas mais difíceis do país, a fome infantil, e apresentaram ideias inovadoras e tecnológicas que poderão mudar a forma como a insegurança alimentar é tratada.

A inteligência artificial, a blockchain, a visualização de dados e as plataformas orientadas para a comunidade foram algumas das tecnologias utilizadas durante o The Biggest Hunger Hack, um desafio organizado pela KFC África. O evento convidou jovens nativos digitais a reformularem o projeto de código aberto Add Hope (https://AddHope.KFC.co.za/).

O Add Hope, alimentado por milhões de donativos de 2 rands dos clientes da KFC, já alimenta mais de 3300 centros de alimentação em todo o país, tendo chegado a mais de 154.000 crianças no ano passado. Mas a geração Z acaba de mostrar como a receita pode ganhar um impulso digital. Poderá ser atribuído um potencial financiamento inicial de até 1 milhão de rands ao desenvolvimento da solução vencedora.

Soluções de destaque

A equipa vencedora. Ctrl-Alt-Del-Hunger, transformou a crise de desperdício alimentar da África do Sul numa oportunidade de impacto social. A sua aplicação Misfits Mzansi resgata fruta e legumes “feios” que normalmente seriam deitados ao lixo nas quintas e entrega-os a famílias com insegurança alimentar.

A plataforma também acolhe desafios de culinária de curta duração, conteúdos educativos e donativos impulsionados por anúncios, para que os utilizadores alimentem literalmente as famílias através da participação nos conteúdos. “Pode tornar-se um filantropo simplesmente vendo um vídeo”, afirmou a equipa.

Os guionistas de rua criaram um ecossistema de donativos que dá prioridade aos meios de comunicação social. O seu conceito inclui um painel de controlo dos doadores em tempo real, um mapa de pontos de recolha de donativos e uma integração de recompensas de fidelização da KFC, em que as boas ações desbloqueiam refeições gratuitas. Além disso, propuseram a @ KFCAddHopeSA, uma campanha TikTok-to-Till para contar histórias digitais que mantém os doadores ligados.

O ecossistema de chatbot da Bit Coders torna os donativos inclusivos e transparentes – mesmo para quem não é cliente do KFC. Inclui informações sobre os doadores orientadas por IA, recompensas e transferências de certificação fiscal para grandes donativos, utilizando a API MTN MoMo para pagamentos sem falhas.

A solução da Hack 4 Hope apresentou um chatbot do WhatsApp que permite aos clientes ler um código QR a partir do talão de caixa do KFC para fazer um donativo instantâneo. Baseado em blockchain, o sistema fornece provas do percurso de cada donativo de 2 rands, desde o doador até à refeição servida, criando total transparência e reforçando a confiança. As “HopeCoins” da plataforma recompensam os doadores recorrentes e gamificam a doação.

O ingrediente final: colaboração

“O Biggest Hunger Hack mostrou o que acontece quando os jovens nativos digitais utilizam a tecnologia para o bem”, afirmou Andra Nel, Diretora de Brand Purpose e ESG da KFC África. “Compreendem a fome porque muitos a viveram e compreendem a tecnologia porque nasceram nela. Este é o ponto ideal para a inovação com propósito.”

As partes interessadas do mundo empresarial, do governo e da sociedade civil juntaram-se ao evento em Joanesburgo para verem os hackers apresentarem as suas ideias ao vivo e explorarem formas de as expandir a nível nacional.

Nel afirmou que o próximo passo é codesenvolver programas-piloto com os parceiros da Add Hope, com o objetivo de apresentar os resultados na altura em que a Convenção Nacional sobre a Fome Infantil se reunir no início do próximo ano.

“A colaboração é o nosso principal ingrediente, desde os clientes que entregam os 2 rands na caixa registadora até parceiros como a McCormick, a Tiger Brands, a Foodserv, a CBH, a Nature’s Garden, a Digistics e a Coca-Cola Beverages South Africa, todos eles apoiantes da receita da Add Hope”, afirmou.

“Abrir a Add Hope como um projeto de código aberto desencadeou uma efusão de ubuntu que está a transformar esta luta num movimento, com o qual a África do Sul e o mundo podem aprender.”

“Estes hackers da Geração Z mostraram como a tecnologia pode potenciar o alcance e a transparência. Agora o objetivo é transformar os seus melhores conceitos em pilotos ao vivo com os nossos 128 parceiros de alimentação”, afirmou Nel.

Distribuído pelo Grupo APO para KFC Africa.

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