A African Guarantee Fund nomeia o Sr. Constant N’ZI como Presidente Executivo do Grupo

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Na sequência da 15.ª Assembleia Geral Anual e da reunião do Conselho de Administração, realizadas esta semana, a African Guarantee Fund (AGF) (www.AGF.Africa) tem o prazer de anunciar a nomeação do Sr. Constant N’ZI para o cargo de Presidente Executivo do Grupo ( PCA do Grupo), com efeito a partir de 23 de Junho de 2026.

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O Sr. N’ZI conta com mais de 15 anos de experiência em cargos de liderança nas áreas dos serviços financeiros, setor bancário, gestão de risco, financiamento do desenvolvimento e envolvimento das partes interessadas. Anteriormente, desempenhou as funções de Vice-Presidente Executivo do Grupo e Diretor de Risco do Grupo da AGF, antes de ser nomeado Presidente Executivo Interino do Grupo em Fevereiro de 2026. O Sr. N’ZI demonstrou a sua capacidade de conciliar a área técnica do setor bancário com a liderança e o estabelecimento de relações necessárias com todas as partes interessadas.

A sua nomeação surge na sequência de um processo de seleção abrangente e rigoroso levado a cabo pelo Conselho de Administração, com o objetivo de identificar um líder capaz de orientar o Grupo na sua próxima fase de crescimento, reforçar a sustentabilidade financeira, e aprofundar o seu impacto em todo o continente africano.

À medida que a AGF avança com um plano ambicioso de mobilização de capital para expandir a sua capacidade de garantia e apoiar mais PMEs, a nomeação do Sr. N’ZI representa continuidade, estabilidade e um novo dinamismo para a instituição.

Os acionistas da empresa e o Conselho de Administração felicitaram o novo PCA do Grupo e reiteraram a sua confiança no Sr. N’ZI para levar a empresa a um novo patamar.

Ao comentar a nomeação, o Sr. Felix BIKPO, Presidente do Conselho de Administração, afirmou:

“O Conselho de Administração tem o prazer de dar as boas-vindas a Constant como nosso novo Presidente Executivo do Grupo. A sua vasta experiência em cargos de liderança e o seu completo conhecimento da empresa, da sua missão e da visão definida pelos acionistas fazem com que esteja excepcionalmente bem posicionado para conduzir o grupo na sua próxima etapa. Estamos confiantes de que, sob a sua liderança, o Grupo continuará a fortalecer a sua posição no mercado como o fundo de garantia número um em África, a gerar impacto em todo o continente, mantendo simultaneamente o valor a longo prazo para os nossos acionistas, e a manter o seu compromisso com os mais elevados padrões de governação e integridade. “

Ao aceitar a nomeação, o Sr. Constant N’ZI afirmou:

“Sinto-me honrado e comovido pela confiança que o Conselho de Administração e os acionistas depositaram em mim, e sinto-me privilegiado por poder continuar a minha trajetória na AGF como novo PCA do Grupo. A AGF criou uma plataforma poderosa para mobilizar financiamento para as PMEs Africanas, apoiar o emprego e promover um crescimento inclusivo e sustentável. Juntamente com os nossos acionistas, membros do Conselho de Administração, equipa de gestão e colaboradores talentosos, bem como com as nossas estimadas instituições financeiras parceiras e parceiros comerciais, entre outras partes interessadas fundamentais, a minha prioridade será aproveitar esta base sólida, fortalecer o nosso desempenho financeiro, mobilizar capital adicional, aprofundar as nossas parcerias com instituições financeiras e garantir que a AGF continue a ter um impacto significativo em toda a África.“

Distribuído pelo Grupo APO para African Guarantee Fund.

Contactos para a imprensa:​
Escreva-nos pelo e-mail info.communications@agf.africa

Sobre a African Guarantee Fund:
A African Guarantee Fund (AGF) é uma Instituição Financeira Não Bancária pan-africana dedicada a promover o acesso ao financiamento para as pequenas e médias empresas em toda a África. Através dos seus produtos de garantia e do apoio ao desenvolvimento de capacidades prestado a mais de 250 instituições financeiras parceiras, a AGF mobilizou mais de 7 mil milhões de dólares em financiamento para as PMEs, com foco na criação de emprego, no crescimento inclusivo, nas empresas lideradas por mulheres, no financiamento verde e no desenvolvimento económico sustentável em 44 países africanos.

A AGF conta com o apoio dos seguintes acionistas e patrocinadores: o Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), o Impact Fund Denmark (anteriormente Fundo de Investimento para Países em Desenvolvimento – IFU), o Governo da Dinamarca, através da Agência Dinamarquesa de Desenvolvimento Internacional (DANIDA), o Governo de Espanha, através da Agência Espanhola de Cooperação Internacional (AECID), o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Fundo Nórdico de Desenvolvimento (NDF), a Agência Francesa para o Setor Privado (PROPARCO), o Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD), o Ministério dos Negócios Globais do Canadá (GAC), a TechnoServe, a Norad, a Mastercard Foundation, a Organização Africana da Propriedade Intelectual (OAPI) e a Visa Foundation.

A African Guarantee Fund tem uma classificação AA- atribuída pela Fitch Ratings.

Para mais informações, visite www.AGF.Africa 

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A Trafigura traz capital, acesso ao mercado e experiência na cadeia de abastecimento para a African Energy Week (AEW) 2026 como Patrocinadora Prata

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A empresa de comercialização de matérias-primas Trafigura participará como Patrocinadora Prata na African Energy Week (AEW) 2026, que decorrerá de 12 a 16 de outubro na Cidade do Cabo. A sua participação sublinha o papel cada vez mais importante dos comerciantes internacionais de matérias-primas no setor energético africano – não apenas como compradores de recursos, mas, cada vez mais, como fornecedores de financiamento, logística, acesso ao mercado e experiência comercial que reforçam a segurança energética e desbloqueiam o investimento.

Em abril de 2026, a Trafigura assinou um acordo de pré-pagamento de petróleo no valor de mil milhões de dólares com o Gabão, fornecendo financiamento antecipado para apoiar a estratégia de expansão do setor a montante do país. Espera-se que o financiamento ajude a manter a produção nacional de petróleo acima dos 220 000 barris por dia, ao mesmo tempo que apoia os planos para triplicar a capacidade de refinação até 2030.

Para além do financiamento a montante, a Trafigura está a expandir a sua presença no setor energético a jusante de África, com o objetivo de reforçar a capacidade regional de refinação e a segurança no abastecimento de combustíveis. A empresa está entre os candidatos a uma participação minoritária na Refinaria Natref, na África do Sul. Através da sua subsidiária Puma Energy, a Trafigura também opera infraestruturas de armazenamento, distribuição e venda a retalho de combustíveis em Angola, Botsuana, Namíbia, Zâmbia, Tanzânia, Gana e Moçambique, reforçando a segurança regional do abastecimento de combustíveis e a distribuição fiável de produtos petrolíferos.

A empresa está igualmente a reforçar a posição de África nas cadeias de abastecimento da transição energética global. Em maio de 2026, a Trafigura assinou um acordo com a Entreprise Générale du Cobalt da República Democrática do Congo e a EVelution Energy para estabelecer uma cadeia de abastecimento a longo prazo de cobalto congolês para os EUA, apoiando a produção de baterias e as indústrias de energia limpa. A empresa atua também como compradora do cobre produzido pelo complexo Kamoa-Kakula da Ivanhoe Mines, apoiando as exportações de minerais através do Corredor de Lobito — uma rota de transporte estratégica que liga a produção mineral da África Central aos mercados internacionais.

O portfólio de transição energética da Trafigura vai além dos minerais críticos. Através da Miombo Restoration Alliance, a empresa está a apoiar uma iniciativa de remoção de carbono e restauração de ecossistemas no valor de mil milhões de dólares, que abrange Moçambique, Zâmbia, Tanzânia e Maláui. O programa visa restaurar aproximadamente 675 000 hectares de floresta, gerando simultaneamente créditos de carbono de alta qualidade. Em Angola, a Trafigura estabeleceu também uma parceria com a empresa de engenharia ProMarks para apoiar o desenvolvimento de até 2 GW de capacidade de energia renovável, contribuindo para a estratégia de diversificação energética a longo prazo do país.

«A Trafigura demonstrou como as empresas de comercialização de matérias-primas podem atuar como parceiros estratégicos no desenvolvimento energético de África — não só ligando os produtores aos mercados globais, mas também fornecendo o financiamento, a logística e a experiência comercial necessários para viabilizar novos projetos e reforçar a segurança energética regional», afirmou NJ Ayuk, presidente executivo da Câmara Africana de Energia. «À medida que os países africanos prosseguem a industrialização e uma maior valorização, os parceiros capazes de mobilizar capital, reforçar as cadeias de abastecimento e expandir o acesso ao mercado tornar-se-ão cada vez mais importantes.»

Na AEW 2026, espera-se que os executivos da Trafigura participem em debates sobre o financiamento de matérias-primas, a segurança energética, a resiliência da cadeia de abastecimento e o papel em evolução das empresas de comércio na agenda de industrialização de África. A conferência proporcionará aos decisores políticos, investidores e líderes do setor a oportunidade de interagir diretamente com um dos parceiros comerciais que está a ajudar a transformar os recursos energéticos de África em crescimento económico a longo prazo.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

Iniciativa promove emprego jovem em Cabo Verde

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Grupo Banco Mundial aprovou, na semana passada, o Programa Competências para Inovação, Resiliência e Aspirações, Sira. 

Trata-se de uma iniciativa regional na África Ocidental e Central, que visa reforçar as ligações entre a educação e o emprego para os jovens.

Excluídos do ensino

A primeira fase conta com um financiamento de US$ 642 milhões, destinados a apoiar cerca de 5,4 milhões de jovens em Cabo Verde, Cote d’Ivoire ou Costa do Marfim e Guiné. Entre estes, destaca-se o apoio particular a jovens mulheres e àqueles excluídos dos sistemas de ensino nos seus países.

Expandir acesso ao trabalho digno 

De acordo com Ousmane Diagana, vice-presidente do Banco Mundial para a região, o Sira promove uma nova abordagem dos países em relação aos jovens que não estão em emprego, educação ou formação.

Ao interligar as “competências aos empregos e à transformação económica”, o programa promete “expandir o acesso a empregos de qualidade e reforçar sistemas nacionais e regionais para garantir crescimento sustentado, resiliência e oportunidades”, indica o responsável.

Aprendizagem e emprego

Segundo o Banco, cerca de 6 milhões de jovens ingressam no mercado de trabalho anualmente. Este volume evidencia a necessidade de sistemas educativos mais fortes, competências alinhadas com o mercado e percursos mais claros entre a aprendizagem e o emprego.

Com a população mais jovem e de crescimento mais rápido do mundo, a África Ocidental e Central enfrenta uma oportunidade crítica de dotar os seus jovens das competências necessárias para garantir o acesso ao trabalho digno, qualificado e produtivo.

Iniciativa beneficiará jovens 

No âmbito do Sira, a iniciativa “Criar Oportunidades e Alcançar Resultados no Emprego”, em Cabo Verde, irá expandir o acesso dos jovens ao emprego, reforçar competências relevantes para o mercado de trabalho e melhorar o ecossistema de competências do país.

O programa beneficiará jovens entre os 15 e os 35 anos, melhorando os resultados de aprendizagem, expandindo oportunidades de emprego em setores em crescimento e apoiando grupos em risco, incluindo jovens em situação de vulnerabilidade.

O diretor da Divisão do Banco Mundial para Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Bissau, Mauritânia e Senegal, Djibrilla Adamou Issa, saudou esta nova iniciativa, que beneficiará diretamente cerca de 50 mil jovens do país lusófono.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

A República da África do Sul e o Afreximbank assinam um Programa Nacional no valor de 14 mil milhões de dólares americanos para acelerar o desenvolvimento industrial e o comércio

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) (www.Afreximbank.com) e o Governo da República da África do Sul, através do Departamento de Comércio, Indústria e Concorrência (o “dtic”) assinaram um Memorando de Entendimento (MdE) que visa promover o desenvolvimento industrial, a expansão do comércio e a integração regional da África do Sul. 

Assinado em Alamein, Egipto, a 20 de Junho de 2026, o MdE estabelece um programa nacional no valor de 14 mil milhões de dólares, ao abrigo do qual o Afreximbank irá implementar uma combinação de intervenções financeiras e não financeiras em apoio às prioridades de desenvolvimento da África do Sul, uma das maiores economias do continente. 

O MdE foi assinado pelo Dr. George Elombi, Presidente do Conselho de Administração do Afreximbank, e por S. Ex.ª Mpho Parks Tau, Ministro do Comércio, Indústria e Concorrência da África do Sul.   

A assinatura desta parceria marca um passo significativo no sentido de aprofundar a cooperação entre a África do Sul e a Instituição Financeira Multilateral Pan-Africana, na sequência da adesão da África do Sul ao Acordo de Constituição do Afreximbank em Fevereiro de 2026. O MdE visa apoiar investimentos em infra-estruturas industriais, produção e transmissão de energia, bem como noutras infra-estruturas que promovam a competitividade industrial da África do Sul e as suas ligações comerciais e de investimento com o resto do continente.  

O Programa Nacional inclui o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Inclusivo do Afreximbank para a África do Sul, concebido para colmatar lacunas estruturais na economia e alargar o acesso ao financiamento a grupos anteriormente desfavorecidos, permitindo-lhes constituir activos, participar de forma significativa em sectores estratégicos e contribuir para uma redistribuição mais inclusiva das oportunidades económicas em toda a África do Sul. O Banco destinou um total de 3 mil milhões de dólares americanos para apoiar esta iniciativa. 

O Dr. George Elombi, Presidente do Conselho de Administração do Afreximbank, afirmou: “Com este MdE, o Afreximbank e a República da África do Sul deram um passo significativo para reforçar a nossa parceria, com vista a apoiar as prioridades de desenvolvimento da África do Sul e a promover a integração económica de África. O programa nacional irá desbloquear fluxos de investimento para sectores estratégicos da economia sul-africana, incluindo o processamento de matérias-primas minerais e agrícolas na África do Sul, a expansão do comércio entre a África do Sul e o resto do continente no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) e a promoção do investimento sul-africano em toda África, bem como o avanço da inclusão financeira e económica. O programa nacional permite ainda ao Afreximbank alargar a sua presença no desenvolvimento a todo o continente.” 

S. Ex.ª Mpho Parks Tau, Ministro do Comércio, Indústria e Concorrência da África do Sul, indicou que: “O MdE visa igualmente impulsionar a implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) através da promoção de cadeias de valor regionais (CVR) mais fortes e da resolução dos obstáculos transfronteiriços que continuam a inibir o fluxo livre de bens, serviços e capitais em todo o continente.” 

Outras áreas importantes de colaboração incluem o relançamento e o financiamento do Programa de Promoção do Comércio e do Investimento África-África (SATIPP) 2.0, a criação de um Banco Exim da África do Sul através da prestação de apoio técnico, de gestão, financeiro e operacional e/ou de financiamento inicial, actividades conjuntas de concepção e preparação de projectos, financiamento para a criação e expansão de parques industriais e Zonas Económicas Especiais (ZEE), co-financiamento de projectos no sector da energia, incluindo energias renováveis, beneficiação do minério, bem como capacidade institucional, assistência técnica e serviços de consultoria.” 

O Programa Nacional está alinhado com o Plano Nacional de Desenvolvimento (NDP) 2030 da África do Sul, o Plano de Desenvolvimento a Médio Prazo (2024-2029), o Plano de Implementação para Impulsionar o Crescimento e a Inclusão (GAIN) e as estratégias industriais e comerciais. 

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

Contacto para a Imprensa: 
Vincent Musumba 
Gestor de Comunicações e Eventos (Relações com a Imprensa) 
Correio Electrónico: press@afreximbank.com ​

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Sobre o Afreximbank: 
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) é uma instituição financeira multilateral pan-africana com mandato para financiar e promover o comércio intra e extra-africano. Há mais de 30 anos que o Banco utiliza estruturas inovadoras para oferecer soluções de financiamento que apoiam a transformação da estrutura do comércio africano, acelerando a industrialização e o comércio intra-regional, impulsionando assim a expansão económica em África. Apoiante firme do Acordo de Comércio Livre Continental Africano (ACLCA), o Afreximbank lançou um Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS) que foi adoptado pela União Africana (UA) como plataforma de pagamento e liquidação para sustentar a implementação da ZCLCA. Em colaboração com o Secretariado da ZCLCA e a UA, o Banco criou um Fundo de Ajustamento de 10 mil milhões de dólares para apoiar os países que participam de forma efectiva na ZCLCA. No final de Dezembro de 2025, o total de activos e passivos contingentes do Afreximbank atingiu mais de 48,5 mil milhões de USD, e os seus fundos próprios totalizaram 8,4 mil milhões de USD. O Afreximbank tem notações de grau de investimento atribuídas pela China Chengxin International Credit Rating Co., Ltd (CCXI) (AAA), pela GCR (A), pela Japan Credit Rating Agency (JCR) (A-) e pela Moody’s (Baa2)  e pela S&P Global Ratings (BBB+). O Banco tem a sua sede em Cairo, Egipto. 

Para mais informações, visite: www.Afreximbank.com. 

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As limitações da rede elétrica africana ganham destaque à medida que os mercados regionais avançam rumo à integração

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Prevê-se que a procura de eletricidade em África quase duplique para 2 291 TWh até 2050, exigindo um investimento estimado de 30 mil milhões de dólares em infraestruturas de transmissão e rede elétrica para desbloquear e integrar nova capacidade de produção. No entanto, em todo o continente, as redes elétricas têm dificuldade em acompanhar o ritmo da rápida expansão dos projetos de fornecimento e do aumento da procura.

Na Nigéria, as repetidas falhas generalizadas da rede elétrica, ainda em fevereiro de 2026, sublinham a fragilidade das infraestruturas de transmissão envelhecidas. Na África Oriental, falhas nas torres ao longo da linha Loiyangalani-Suswa, com 428 km, bloquearam temporariamente a produção da Lake Turkana Wind Power — a maior instalação eólica de África. Entretanto, as pressões decorrentes do crescimento da procura estão a acelerar em toda a África do Norte, onde se prevê que o consumo de eletricidade aumente cerca de 50 % até 2035, impulsionado pela urbanização, pelos projetos de dessalinização e pelos aumentos de temperatura relacionados com as alterações climáticas.

Apesar destas limitações, o investimento na produção continua a acelerar em toda a África, particularmente em energias renováveis, sistemas de conversão de gás em eletricidade e sistemas híbridos. No entanto, sem um investimento equivalente em transmissão e interligação, grande parte desta nova capacidade corre o risco de ficar subutilizada ou ociosa. Este desequilíbrio crescente entre a produção e a capacidade da rede está a impulsionar um foco mais acentuado no planeamento a nível do sistema e na conceção de mercados regionais — questões que serão centrais na conferência «Power Africa Today», recentemente lançada no âmbito da African Energy Week 2026. A plataforma reunirá decisores políticos, empresas de serviços públicos, investidores e promotores para explorar de que forma a interligação regional, os quadros de comércio transfronteiriço e as estruturas de financiamento podem alinhar melhor o crescimento da produção com a expansão da rede.

Os mercados de energia experimentam reformas

A par dos desafios de infraestruturas, o setor elétrico africano está a passar por uma reforma de mercado gradual — mas desigual. A maioria dos países ainda opera sistemas verticalmente integrados, dominados por empresas de serviços públicos estatais, mas um número crescente está a introduzir quadros competitivos para atrair capital privado e melhorar a eficiência.

O Zimbábue abriu o seu mercado de eletricidade à participação privada total nas áreas da produção, transmissão e distribuição em 2025, com o objetivo de atrair 9 mil milhões de dólares em novos investimentos. A África do Sul está a avançar com um dos programas de expansão da rede mais ambiciosos do continente, com planos para 14 500 km de novas linhas de transmissão e 133 000 MVA de capacidade de transformadores até 2034, a par de mecanismos concebidos para atrair financiamento privado. Entretanto, o Quénia introduziu regulamentação de acesso aberto que permite aos produtores independentes de energia transportar eletricidade diretamente para vários consumidores, redefinindo a forma como os ativos de produção interagem com a rede.

A integração regional continua fragmentada

Os esforços para ligar os sistemas elétricos fragmentados de África estão a avançar, embora a ritmos diferentes consoante as regiões. Na África Austral, o programa RETRADE SAPP do Banco Mundial, aprovado em 2025, está a investir 12 milhões de dólares para reforçar a integração das energias renováveis e a capacidade de transmissão em 12 Estados-Membros. Na África Oriental, a «Autoestrada Elétrica» Etiópia–Quénia–Tanzânia encontra-se agora em fase de operações experimentais com uma capacidade de até 2 000 MW, marcando um passo significativo rumo a uma rede regional mais interligada.

A África Ocidental também está a avançar para uma integração mais profunda, com a sincronização permanente do Pool Elétrico da África Ocidental prevista para 2026. Analistas, incluindo a African Finance Corporation, defendem que essa sincronização é fundamental para desbloquear o potencial hidroelétrico em grande escala e a procura industrial em toda a região. A longo prazo, a sincronização total entre os pools de energia da África Oriental e da África Austral — prevista para o final de 2026 — poderá criar um dos maiores corredores transfronteiriços de comércio de eletricidade do mundo.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

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Grupo Banco Africano de Desenvolvimento e Francofonia assinam acordo de parceria para promover o emprego dos jovens na África francófona

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) e a Organização Internacional da Francofonia (OIF) celebraram, na quarta-feira, uma parceria estratégica para fortalecer as competências digitais, a empregabilidade e o empreendedorismo dos jovens e das mulheres em cinco países africanos: Benim, Camarões, Guiné, República Democrática do Congo e Madagáscar.

O acordo foi assinado durante um encontro entre a secretária-seral da Francofonia, Louise Mushikiwabo, e o presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, Dr. Sidi Ould Tah, em Paris, França. O acordo irá abordar um grande desafio enfrentado pelos países do mundo francófono e em toda a África: proporcionar aos jovens acesso às oportunidades oferecidas pela economia digital e fomentar o surgimento de uma nova geração de empreendedores.

A parceria prevê a implementação de programas de formação em profissões digitais e empreendedorismo, em áreas como o desenvolvimento web e móvel, a cibersegurança, a inteligência artificial e a análise de dados. Os participantes receberão também formação para o emprego e o trabalho por conta própria, bem como apoio à inovação e à criação de empresas, nomeadamente através de campos de formação, atividades de prototipagem e parcerias com incubadoras e aceleradoras.

O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento e a OIF irão também colaborar com as autoridades nacionais destes cinco países e com instituições de formação para reforçar de forma sustentável as capacidades locais e promover a apropriação dos programas por parte das partes interessadas nacionais. Será lançada uma fase-piloto inicial, com uma duração de 12 a 24 meses, nos cinco países parceiros, seguida de uma expansão gradual a outros Estados-Membros, em função dos resultados alcançados.

O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento está a prosseguir uma agenda ambiciosa baseada nos ‘Quatro Pontos Cardeais’, cujo ponto é ‘Transformar a demografia num trunfo’. Trata-se de converter estrategicamente a população africana, em rápido crescimento e predominantemente jovem, num motor decisivo do crescimento inclusivo, da produtividade e da inovação, através de investimentos em grande escala no capital humano — em particular nos jovens e nas mulheres.

Esta abordagem posiciona a dinâmica demográfica não como um risco, mas como um ativo estratégico fundamental, que pode ser aproveitado através de políticas integradas e investimentos catalisadores que aceleram a criação de emprego, promovem a expansão das micro, pequenas e médias empresas, formalizam a atividade económica informal e desenvolvem competências preparadas para o futuro.

Ao investir em grande escala na educação e nas áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), na formação técnica e profissional, no empreendedorismo, no acesso ao financiamento, na adoção de tecnologia e nas capacidades empresariais, África pode capacitar a sua população para liderar a transformação económica, manter a competitividade e impulsionar um crescimento resiliente a longo prazo.

A OIF afirmou que o acordo marcou o primeiro passo concreto na sua iniciativa para mobilizar financiamento inovador e adicional para os seus projetos de maior impacto.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).

Contacto para os media:
Departamento de Comunicação e Relações Externas
media@afdb.org

Sobre a OIF:
A OIF é composta por 90 Estados e governos: 53 membros, 5 membros associados e 32 observadores. Para mais informações sobre a Francofonia: www.Francophonie.org

Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt

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Power Africa Today: African Energy Week (AEW) 2026 lança nova plataforma e conferência sobre energia para impulsionar a luta contra a pobreza energética

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Mais de 600 milhões de pessoas na África Subsariana continuam sem acesso à eletricidade, o que sublinha uma realidade gritante: nenhuma fonte de energia, por si só, irá colmatar o défice energético do continente. Em vez disso, os governos africanos estão cada vez mais a adotar uma estratégia energética multirrecursos — tirando partido do gás natural, das energias renováveis, da energia hidroelétrica e dos ativos térmicos existentes — para alargar o acesso, melhorar a fiabilidade da rede e avançar com o objetivo de acabar com a pobreza energética até 2030.

Estas prioridades assumirão um papel central na African Energy Week (AEW) 2026, através da conferência «Power Africa Today», recentemente lançada. A plataforma reunirá executivos de empresas de serviços públicos, decisores políticos, investidores, promotores e fornecedores de tecnologia para analisar de que forma a expansão da produção, o desenvolvimento da rede de transporte, a inovação no financiamento e a integração dos mercados regionais podem acelerar a eletrificação e o crescimento industrial em toda a África. Embora os debates reflitam um vasto leque de desenvolvimentos em curso em todo o continente — incluindo a expansão das energias renováveis, projetos de conversão de gás em eletricidade, modernização da rede e comércio transfronteiriço —, o foco incidirá sobre a forma como estes esforços podem ser melhor alinhados em soluções viáveis e abrangentes a nível do sistema, que colmatem a lacuna no acesso à energia.

O gás natural continua a desempenhar um papel central no mix energético de África, enquanto combustível flexível e despachável que apoia o crescimento industrial e complementa a produção intermitente de energias renováveis. Ao mesmo tempo, os governos estão a ampliar projetos de energia solar e eólica à escala das empresas de serviços públicos, a par de minirredes descentralizadas e sistemas fora da rede, com o objetivo de alargar o acesso a comunidades remotas. Tecnologias emergentes, como o hidrogénio verde, também começam a ganhar impulso, apoiadas por financiamento em fase inicial e por quadros políticos, incluindo o apelo de financiamento de 20 milhões de dólares do Banco Africano de Desenvolvimento para reduzir os riscos dos projetos-piloto.

A par da expansão da produção, a reforma do setor energético e o desenvolvimento de infraestruturas estão a ganhar impulso. As reformas do mercado grossista de eletricidade da África do Sul e os planos de expansão da transmissão a longo prazo estão a abrir caminho a uma maior participação do setor privado, enquanto o Projeto de Transmissão Amari, no Uganda — o primeiro projeto de transmissão independente financiado pelo setor privado em África a concluir o fecho financeiro —, sinaliza um crescente interesse dos investidores nas infraestruturas da rede.

A integração regional também está a acelerar, com os consórcios de energia a promoverem o comércio transfronteiriço de eletricidade através de quadros regulamentares harmonizados. Ao mesmo tempo, iniciativas de acesso em grande escala, como a «Mission 300», liderada pelo Banco Mundial e pelo Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), estão a ajudar a ampliar os esforços de eletrificação, tendo já ligado mais de 50 milhões de pessoas em todo o continente.

«O caminho de África para acabar com a pobreza energética exigirá que todos os recursos disponíveis trabalhem em conjunto. O gás natural, as energias renováveis, a energia hidroelétrica e os ativos energéticos existentes, incluindo o carvão e o petróleo, têm, cada um, um papel a desempenhar no fornecimento de eletricidade fiável, no apoio à industrialização e na melhoria da qualidade de vida em todo o continente», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia.

A conferência «Power Africa Today», a realizar-se no âmbito da AEW 2026, proporcionará uma plataforma dedicada para transformar estes investimentos, reformas e parcerias em projetos financiáveis — acelerando o acesso à energia e apoiando o crescimento económico sustentável em todo o continente.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

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África tem desafios agravados após queda de 26% na ajuda internacional

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Crises financeiras, energéticas e alimentares reduzem sucessivamente a margem orçamental dos países africanos; quebra de doações compromete financiamento de serviços essenciais para comunidades do continente.

Em 2025, a ajuda bilateral à África Subsaariana caiu drasticamente. Segundo o Fundo Monetário Internacional, os cortes chegaram a quase 26% num único ano. A crise colocou o apoio multilateral também sob pressão, com grandes instituições projetando mais reduções nos seus orçamentos.

Durante décadas, a ajuda pública ao desenvolvimento foi um pilar central do desenvolvimento na África Subsariana. Mas, o FMI avisa que nos últimos meses, esse pilar está a enfraquecer de forma rápida e abrangente.

Serviços essenciais e doações internacionais

A região apresentou a maior dependência de ajuda em nível global em 2024, com verbas para financiar serviços essenciais como saúde, educação e assistência humanitária.

Em média, o auxílio representou 3% do Produto Interno Bruto, PIB, em nível regional, atingindo os 6% ou níveis consideravelmente superiores em países como o Sudão do Sul (mais de 30%), a República Centro-Africana (cerca de 20%) e a Gâmbia (cerca de 15%) em 2024.

De acordo com o FMI, os cortes no investimento prejudicam a ação dos parceiros de desenvolvimento e de várias organizações não-governamentais, ONG, que prestam serviços diretamente às populações mais necessitadas.

Crises sucessivas reduzem margem orçamental

A resposta eficaz a crises, como o recente surto de ébola na República Democrática do Congo e no Uganda, depende fortemente da infraestrutura de saúde e humanitária financiada pela ajuda internacional.

O FMI sublinha que os cortes surgem numa altura em que os amortecedores tradicionais estão mais fracos: instituições multilaterais e ONGs, que frequentemente suavizaram quedas anteriores, enfrentam agora também restrições de financiamento.

Por sua vez, os impactos da pandemia, as condições financeiras globais mais restritivas e as crises alimentares e energéticas reduziram sucessivamente a margem orçamental dos países africanos.

Novas medidas

Perante esta reconfiguração do financiamento, o FMI destaca a necessidade de os países africanos protegerem e direcionarem a ajuda de maior impacto para setores estratégicos, diversificarem os instrumentos de financiamento e reforçarem a capacidade interna das suas instituições nacionais.

Segundo a organização, as implicações da reconfiguração do financiamento ao desenvolvimento variarão entre países, consoante a sua exposição de cada um a choques externos, os amortecedores iniciais e as escolhas políticas. 

No entanto, a direção é clara: a dependência de ajuda externa tornar-se-á mais incerta, e as políticas internas ganharão maior importância, prevê o FMI. 

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

A Semana da Energia da Venezuela 2026 inaugura o «Pipeline de Ativos Upstream» com um novo fórum sobre acordos de farm-in e farm-out

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A Semana da Energia da Venezuela 2026 irá apresentar um fórum dedicado a acordos de Farm-In/Farm-Out, criando uma plataforma específica para transações de ativos no setor a montante e para a formação de parcerias, à medida que a Venezuela continua a reposicionar-se no panorama global do investimento em petróleo e gás.

O fórum será estruturado em torno de um portfólio selecionado de ativos, com operadores, titulares de licenças e entidades estatais a apresentarem oportunidades definidas na fase de exploração — que vão desde campos em produção e projetos de reabilitação de instalações existentes até blocos por explorar e prospecções de gás offshore — a um público-alvo de empresas que procuram entrar, expandir-se ou participar estrategicamente no setor energético da Venezuela.

A iniciativa reflete a recalibração em curso da estratégia da Venezuela no setor de exploração e produção, à medida que o país dá prioridade ao crescimento da produção e à atração de parceiros técnicos e financeiros capazes de apoiar a recuperação de toda a sua base de petróleo e gás. Com o desenvolvimento baseado em parcerias a assumir agora um papel central na expansão do setor, as estruturas de «farm-in» e «farm-out» estão a ser cada vez mais utilizadas para gerar valor tanto em ativos maduros como em novos projetos de desenvolvimento.

«O setor de exploração e produção da Venezuela é cada vez mais caracterizado por estruturas de parceria, em vez de projetos de desenvolvimento independentes», afirmou James Chester, diretor executivo da Energy Capital & Power. «Este fórum reflete essa mudança, ao apresentar ativos bem definidos ao mercado e ao alinhá-los com os parceiros técnicos e financeiros necessários para o seu desenvolvimento.»

Espera-se que o fórum destaque um amplo leque de categorias de ativos nas principais regiões produtoras do país. No Cinturão do Orinoco, as oportunidades centrar-se-ão na melhoria da recuperação dos campos de petróleo pesado através de técnicas de produção aperfeiçoadas e da implementação de tecnologia. No oeste da Venezuela, os ativos maduros apresentam potencial de reabilitação com vista a aumentos de produção a curto prazo. Entretanto, os projetos de gás offshore e na região oriental continuam a suscitar interesse, à medida que a Venezuela reforça o seu papel na monetização e no abastecimento regional de gás.

Os participantes irão interagir diretamente com os proprietários dos ativos através de apresentações estruturadas e debates à porta fechada centrados nos termos dos negócios, na participação no capital, nos modelos de gestão e nas estratégias de desenvolvimento faseadas. O formato foi concebido para ir além da discussão geral, visando um envolvimento orientado para as transações e ligado a ativos específicos.

É importante referir que o fórum reflete mudanças mais amplas no comportamento dos investimentos globais no setor a montante, em que as empresas estão cada vez mais a optar por estratégias de entrada faseadas e estruturas de «farm-in» para gerir o risco, ao mesmo tempo que estabelecem uma presença operacional em mercados novos ou em ressurgimento. O ambiente de investimento em evolução da Venezuela — caracterizado por um elevado potencial de recursos e por quadros de parceria em expansão — está em estreita sintonia com esta abordagem.

A Semana da Energia da Venezuela 2026 decorrerá em Caracas, de 26 a 29 de outubro, reunindo líderes governamentais, operadores, investidores e empresas de serviços com o objetivo de promover o diá. e o investimento em todo o setor energético do país.

O Fórum VEW 2026 sobre Farm-In/Farm-Out está agora aberto à apresentação de ativos e a pedidos de participação por parte de operadores, titulares de licenças e investidores.

  • Apresentar ativos a montante para análise no âmbito de acordos de farm-in ou farm-out
  • Registe-se como investidor ou parceiro a montante
  • Interaja diretamente com a equipa de desenvolvimento do VEW

Envie as suas submissões aqui (https://apo-opa.co/4g2qdMa)

Distribuído pelo Grupo APO para Energy Capital & Power.

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O Congo está a transformar as suas reservas em projetos viáveis do ponto de vista financeiro – e a janela de investimento está a abrir-se

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Com as exportações de GNL previstas para triplicar para 3 mtpa, a produção de petróleo a montante com o objetivo de atingir 500 000 bpd e um novo impulso ao conteúdo local, a República do Congo está a posicionar-se como um dos mercados de hidrocarbonetos mais atraentes para o investimento na África Central. Sob a liderança do recém-nomeado Ministro dos Hidrocarbonetos, Stev Simplice Onanga, o país está a dar prioridade ao crescimento do setor, equilibrando o conteúdo local com a reposição de reservas e o avanço dos projetos.

O que distingue o Congo não é a dimensão das suas reservas, mas o ritmo a que essas reservas estão a ser transformadas em projetos comercialmente viáveis. Desde a expansão do GNL da Eni e os desenvolvimentos em águas profundas da TotalEnergies até à otimização de instalações existentes pela Trident Energy e ao crescimento da produção na Ammat Global Resources, o capital está a fluir para projetos com vias de monetização mais claras e retornos a curto prazo.

Na véspera do Congo Energy & Investment Forum (CEIF) 2027 — a principal plataforma do país para investimento e parcerias no setor energético —, o foco está a deslocar-se do potencial de fronteira para projetos viáveis do ponto de vista financeiro já em desenvolvimento.

A reforma política está a reduzir os riscos do investimento

O caso de investimento do Congo está a ser redefinido pelo alinhamento entre a base de recursos, a reforma regulatória e a execução de projetos. A produção petrolífera consolidada, a expansão da capacidade de GNL e os ajustamentos fiscais estão a reduzir gradualmente os riscos associados às atividades à superfície.

As recentes reformas lideradas pelo Ministério dos Hidrocarbonetos e pela Société Nationale des Pétroles du Congo conferiram maior estrutura ao setor. O Código do Gás, introduzido em outubro de 2025, formaliza os termos fiscais para a comercialização do gás, enquanto o Plano Diretor do Gás dá prioridade à redução da queima de gás e à implantação de projetos de gás para energia, com o objetivo de atingir 1 500 MW até 2030.

Está também a ser considerada uma nova ronda de licenciamento no setor a montante, com o objetivo de atrair capital fresco tanto para áreas maduras como para áreas de fronteira. Em conjunto, estas medidas estão a melhorar a visibilidade nos segmentos a montante, a meio e a jusante, com a atividade recente de projetos a reforçar esta mudança.

Os projetos que impulsionam o próximo ciclo

O petróleo em águas profundas continua a ser fundamental para as perspetivas de produção do Congo, com as operadoras a avançarem tanto em novos desenvolvimentos como na otimização de campos já em exploração. A TotalEnergies está a avançar com os trabalhos na licença de Moho, na sequência da descoberta de Moho G em abril de 2026, apoiada por um programa de perfuração de preenchimento no valor de 500 a 600 milhões de dólares, com o objetivo de aumentar a produção em cerca de 40 000 bpd.

A Ammat Global Resources, uma empresa independente local, tem como objetivo um crescimento de 70% na produção dos seus campos de Loango e Zatchi, onde os poços reativados e as plataformas modernizadas já aumentaram a produção em 75%. A Perenco continua a registar ganhos constantes, adicionando cerca de 6 000 bpd através do seu programa de perfuração para 2025–2026.

A Trident Energy, após ter adquirido uma participação operacional de 85% nos ativos de Nkossa e Nsoko II em 2025, está focada em prolongar a vida útil dos campos através de trabalhos de otimização submarina e de reabilitação.

Embora o petróleo continue a ser a principal fonte de receitas, o gás está a emergir rapidamente como o segmento de crescimento mais rápido do Congo. O projeto Congo LNG da Eni entregou a sua primeira carga da Fase 2 em fevereiro de 2026, na sequência do arranque da unidade FLNG de Nguya em dezembro de 2025. Juntamente com o Tango FLNG, a capacidade aumentou de 0,6 mtpa para 3 mtpa. A Trident Energy também propôs um projeto FLNG com o objetivo de aumentar ainda mais a capacidade no mercado de gás do país. Espera-se que o projeto funcione como infraestrutura partilhada, permitindo que vários operadores processem gás dos seus respetivos campos. Isto cria uma saída para o gás associado que, de outra forma, poderia ficar sem destino, apoiando os objetivos mais amplos de diversificação do país.

O conteúdo local está a redefinir os termos de investimento

Para além da política do setor a montante, o ministro Onanga posicionou o conteúdo local como um pilar central do quadro de investimento do Congo e um fator determinante na forma como o capital é estruturado e aplicado.

Os decretos 2019-342, 343, 344 e 345 estabelecem requisitos relativos à subcontratação, à localização da mão-de-obra e aos compromissos de formação, o que está a provocar uma mudança gradual na forma como os projetos são estruturados e as parcerias formadas. As operadoras são cada vez mais avaliadas não só pela execução técnica, mas também pela criação de valor no país, incluindo parcerias com empresas locais e o desenvolvimento de competências. A logística, a manutenção e outras áreas de serviços são cada vez mais canalizadas através de prestadores nacionais.

No CEIF 2027 — que decorrerá de 1 a 3 de junho em Brazzaville — a atenção centrar-se-á no que está a avançar e nos investidores posicionados para participar nesse fluxo de projetos. O setor energético do Congo já não se define apenas pelo potencial: os projetos estão a avançar, o capital está a ser comprometido e as políticas começam a acompanhar a atividade no terreno.

À medida que a República do Congo passa das reservas para as receitas, o sinal para os investidores é claro: isto já está a acontecer, não se trata de uma oportunidade futura.

Distribuído pelo Grupo APO para Energy Capital & Power.