Acolhendo a Inovação Sem Perder os Fundamentos: Razão por que o Lançamento de Lenacapavir Tem de Fortalecer a Prevenção Combinada na África do Sul (Por Ngaa Murombedzi)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Por Ngaa Murombedzi, (Em nome da Fundação dos Cuidados de Saúde contra a SIDA (FSS), Região da África Austral (www.AIDSHealth.org). 

A introdução do Lenacapavir, um medicamento injetável de longa duração para profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV na África do Sul, é uma bem-vinda adição às opções disponíveis para que se protejam contra HIV. Isto sinaliza um progresso científico e renova a Esperança num país que permanece no epicentro da epidemia global de HIV. Com aproximadamente 7.8 milhões de pessoas que vivem com HIV e uma estimativa de 170 000 novas infeções registadas em 2024, a nossa resposta de prevenção deve ser ousada, centrada nas pessoas, e fundamentada em realidades vividas.

Lenacapavir oferece uma específica promessa a raparigas adolescentes e mulheres jovens, mães que estão a amamentar e grávidas, e a populações chave e vulneráveis que continuam a enfrentar riscos desproporcionados de HIV. Para indivíduos que têm lutado com adesão diária à PrEP oral, uma opção injetável duas vezes por ano pode ser uma mudança de vida. A escolha importa. A Inovação importa. Mas a inovação jamais deve ocorrer em detrimento dos princípios fundamentais que têm impulsionado a resposta da África do Sul ao HIV por décadas.

Lenacapavir é PrEP—mas não se trata de uma prevenção abrangente. Protege contra o HIV, não contra infeções sexualmente transmitidas (ISTs) ou gravidez indesejada. Essa distinção não é meramente académica; é crucial num país já sobrecarregado por algumas das taxas mais altas de ISTs do mundo e por níveis persistentemente elevados de gravidez na adolescência. Neste momento de progresso biomédico, precisamos de ser claros: a PrEP injetável não substitui o preservativo.

Os preservativos continuam a ser a única ferramenta de prevenção que protege simultaneamente contra HIV, ISTs, e gravidez indesejada—e continuam a ser a intervenção mais custo-efetiva disponível para o sistema de saúde público. No entanto, o uso de preservativos, particularmente entre mulheres jovens e em relacionamentos de longa duração ou com grande diferença de idade, permanece desigual. Esses padrões não são impulsionados apenas pela falta de conhecimentos; eles refletem normas de género arraigadas, desequilíbrios de poder, vulnerabilidade económica e autonomia limitada para negociação.  Qualquer estratégia de prevenção que ignore essas realidades demográficas e sociais está fadada ao fracasso.

É por isso que a implementação do Lenacapavir deve fortalecer — e não enfraquecer— a promoção e o acesso ao uso de preservativos. Num contexto de recursos limitados e prioridades de saúde concorrentes, restringir as mensagens de prevenção pode criar pressões noutras áreas do sistema. O aumento de ISTs não tratados e as altas taxas de gravidez na adolescência não são questões secundárias; são indicadores essenciais da eficácia da nossa abordagem de prevenção do HIV.

O envolvimento da comunidade deve, portanto, ser inegociável. A inovação Biomédica não tem sucesso isoladamente. As comunidades precisam entender completamente o que é o Lenacapavir, como funciona, com que frequência deve ser tomado, e—crucialmente—contra o que não protege. Precisamos de consultas contínuas, lideradas pela comunidade, que ouçam as experiências das pessoas, desde as barreiras de acesso e a qualidade do serviço em relação às perceções de risco e proteção. Uma única mensagem, não basta. É preciso escutar continuamente.

O progresso contra o HIV na África do Sul tem sido sempre mais forte quando as comunidades não são tratadas como recipientes passivos, mas como condutores de mudança. Devemos voltar de novo a esse princípio. Para conter a maré de infeções de HIV entre populações chave e vulneráveis-enquanto o reverso também tem aumentos em ISTs e gravidez em adolescentes—precisamos de uma mudança deliberada em comportamento, ancorada na criação.

A tarefa é simples.

Governo, doadores, e parceiros de implementação devem:

  • Posicionar as populações chave e vulneráveis como cocriadores de mensagens de prevenção, não meros alvos delas.
  • Incorporar uma promoção forte, visível do uso de preservativos em todos os pontos de distribuição de Lenacapavir.
  • Integrar triagem de rotina de ISTs e serviços de saúde sexual em todos os atendimentos de prevenção do HIV.
  • Investir em estratégias de educação e distribuição lideradas por pares e baseadas na comunidade, que reflitam as relações, os riscos e as limitações do mundo real.
  • Envolver homens e rapazes de forma ativa e consistente, reconhecendo que a responsabilidade pela prevenção não pode continuar a recair desproporcionalmente sobre mulheres e raparigas.

Podemos acolher a inovação sem perder de vista os nossos fundamentos. Lenacapavir amplia o leque de ferramentas de prevenção, mas a prevenção combinada continua a ser a espinha dorsal de uma resposta eficaz. Preservativos, liderança comunitária e serviços integrados de saúde sexual e reprodutiva não são complementos opcionais; são essenciais.

Como Fundação de Saúde para a SIDA, na África Austral, acreditamos que este momento pode tanto fortalecer a nossa estrutura de prevenção como enfraquecê-la involuntariamente. A diferença reside em optarmos por liderar com as comunidades, proteger intervenções comprovadas e equilibrar a ambição biomédica com a realidade social. Se assim o fizermos, a inovação acelerará o progresso em vez de o comprometer – e a África do Sul estará mais perto de acabar com as novas infeções por HIV, salvaguardando simultaneamente a saúde sexual e reprodutiva para todos.  

Distribuído pelo Grupo APO para AIDS Healthcare Foundation.

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A plataforma Renegade Intel da African Energy Week (AEW) 2026 posicionará o setor do petróleo e gás no centro da dinâmica global dos centros de dados de Inteligência Artificial (IA)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O principal evento energético de África, a African Energy Week (AEW), está a colocar a evolução global dos centros de dados de IA na vanguarda da transformação energética africana com o lançamento de uma plataforma dedicada: a Renegade Intel. A decorrer durante o programa estratégico de 12 a 16 de outubro na Cidade do Cabo, a plataforma irá ligar produtores de energia africanos, empresas de tecnologia, financiadores e desenvolvedores de infraestruturas digitais num momento crucial para o futuro industrial do continente.

O lançamento surge num momento em que os governos africanos e os investidores privados posicionam cada vez mais os centros de dados não apenas como ativos de infraestruturas digitais, mas como catalisadores da eletrificação, do crescimento industrial, da monetização do gás e da segurança energética a longo prazo. A Renegade Intel centrar-se-á na intersecção entre IA, produção de energia, gás natural, soberania de dados e financiamento de infraestruturas, ao mesmo tempo que analisa como África pode construir o seu próprio ecossistema industrial baseado em IA, em vez de exportar tanto os seus recursos naturais como o seu valor digital para o estrangeiro.

O lançamento da Renegade Intel surge num momento crucial para o continente, com a crescente procura por IA, computação em nuvem, fintech e conectividade móvel expandida a impulsionar o crescimento do mercado emergente de centros de dados. Embora o mercado de dados de África se encontre atualmente numa fase incipiente, as previsões apontam para que o setor cresça de 2,2 mil milhões de dólares em 2026 para aproximadamente 4,3 mil milhões de dólares em 2031, destacando uma oportunidade única — e cada vez mais estratégica — tanto para os produtores de energia como para as empresas de tecnologia.

No entanto, as infraestruturas continuam a ser o principal obstáculo. Sistemas de rede elétrica pouco fiáveis e baixas taxas de eletrificação impedem o desenvolvimento do mercado de centros de dados de IA do continente — mas a integração de investimentos entre setores poderá inverter esta tendência. A procura impulsionada pela IA já está a transformar os mercados globais de eletricidade. Nos Estados Unidos, as empresas de serviços públicos já alertam que as instalações de IA em hiperescala poderão aumentar significativamente a pressão sobre a rede e os preços da eletricidade em regiões-chave. A oportunidade de África, no entanto, pode residir em evitar completamente esse modelo, construindo ecossistemas dedicados de gás para energia especificamente concebidos para as operações de centros de dados.

A África do Sul lidera atualmente a expansão dos centros de dados do continente, com zonas de nuvem da Microsoft e da AWS já em funcionamento e a Google a seguir-se. Enquanto a escassez de energia e a instabilidade da rede continuam a limitar a expansão económica, o gás está a ser cada vez mais posicionado como um combustível de transição estratégico, capaz de suportar infraestruturas digitais em grande escala. O país não só se orgulha de descobertas offshore significativas na Bacia de Orange e na Bacia de Outeniqua, como também detém recursos substanciais de gás de xisto na Bacia de Karoo. Combinados com o papel crescente da Cidade do Cabo e de Joanesburgo como centros de conectividade digital e na nuvem, estes recursos poderiam sustentar uma nova geração de projetos de energia a gás dedicados a centros de dados e infraestruturas de IA.

A Nigéria apresenta uma oportunidade comercial ainda maior. Com mais de 200 biliões de pés cúbicos de reservas comprovadas de gás natural – as maiores do continente –, o país está cada vez mais a considerar a monetização do gás para além das exportações de GNL. O modelo cria uma oportunidade para canalizar o gás associado e o gás atualmente queimado para a produção de energia doméstica destinada a instalações de hiperescala, reduzindo simultaneamente as emissões, combatendo a pobreza energética e acelerando o desenvolvimento do gás a montante. A lógica comercial é cada vez mais simples: rentabilizar os recursos de gás domésticos através de acordos de fornecimento de energia a longo prazo diretamente ligados ao desenvolvimento de centros de dados. A Renegade Intel colocará este modelo comercial no centro das discussões na Cidade do Cabo.

«África não pode dar-se ao luxo de ficar à margem da revolução da IA enquanto exporta o seu gás, exporta os seus dados e importa infraestruturas digitais. A Renegade Intel visa reunir empresas de energia, empresas de tecnologia, financiadores e promotores de infraestruturas para construir um modelo africano comercialmente viável para o crescimento da IA. A conversão de gás em energia, a soberania de dados e a industrialização fazem agora parte da mesma conversa», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da African Energy Chamber.

O lançamento da Renegade Intel sinaliza uma evolução mais ampla na forma como o futuro energético de África está a ser moldado. Em vez de encarar o petróleo, o gás e as infraestruturas digitais como setores separados, a AEW 2026 irá posicioná-los como pilares interligados do crescimento industrial, da produção de energia e da competitividade económica. À medida que a procura de IA remodela o investimento global em infraestruturas, a Renegade Intel irá proporcionar uma plataforma para que empresas tecnológicas, financiadores e produtores de petróleo e gás forjem as parcerias necessárias para construir a próxima geração de infraestruturas digitais africanas apoiadas na energia.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

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Organismos energéticos globais reúnem-se na African Energy Week (AEW) 2026 para moldar o futuro energético do continente

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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À medida que África acelera os esforços para equilibrar a segurança energética, o crescimento industrial e a descarbonização, a African Energy Week (AEW) 2026 reunirá um grupo influente de associações globais cujo trabalho está a definir cada vez mais a trajetória dos sistemas energéticos do continente. A participação de Nikki Martin, Presidente e CEO da EnerGeo Alliance; Anibor Kragha, Secretário Executivo da African Refiners & Distributors Association (ARDA); e Carol Koech, Vice-Presidente para África na Global Energy Alliance for People and Planet (GEAPP), sinaliza uma mudança no sentido de uma coordenação mais profunda ao longo de toda a cadeia de valor energética – desde dados do subsolo e investimento a montante até infraestruturas a jusante e acesso universal à energia.

A EnerGeo Alliance, sob a liderança de Martin, tem vindo a promover o papel das geociências e da exploração baseada em dados na redução do risco dos investimentos nos mercados de fronteira. Os seus recentes compromissos estratégicos, incluindo parcerias que apoiam a renovação da atividade de exploração em países como a Líbia, refletem um esforço mais amplo para trazer de volta o rigor técnico e a confiança dos investidores aos setores a montante africanos. Ao reforçar a ligação entre a informação sobre o subsolo e as decisões políticas, a EnerGeo está a ajudar os governos a posicionar os seus recursos de forma mais competitiva num mercado global com restrições de capital.

Complementando este foco no upstream, a ARDA tem estado na vanguarda do reforço da resiliência do downstream africano. Na sua conferência anual de 2026, a associação sublinhou a segurança energética como uma prioridade máxima, com as refinarias de todo o continente a tomarem medidas para se protegerem da volatilidade do mercado global e das perturbações no abastecimento. Isto acontece num momento em que África continua a expandir a capacidade de refinação e a reduzir a dependência de produtos petrolíferos importados, uma mudança que é crítica não só para a soberania económica, mas também para a estabilização dos mercados energéticos domésticos. O trabalho da ARDA cruza-se cada vez mais com objetivos de industrialização mais amplos, posicionando as redes de refinação e distribuição como facilitadores-chave do crescimento.

A fazer a ponte entre estes sistemas energéticos tradicionais e as ambições de transição a longo prazo do continente está a GEAPP, onde Koech lidera a estratégia africana da organização. A aliança emergiu rapidamente como uma força central na mobilização de financiamento misto para a eletrificação em grande escala e a implantação de energias renováveis. Em 2026, a GEAPP e os seus parceiros ultrapassaram os 100 milhões de dólares em compromissos para apoiar a Missão 300 — uma iniciativa que visa ligar 300 milhões de africanos à eletricidade até 2030 —, trabalhando simultaneamente para desbloquear fluxos muito maiores de capital público e privado. Através de assistência técnica, desenvolvimento de projetos e intervenções de modelagem de mercado, a GEAPP está a ajudar a traduzir ambições de alto nível em projetos financiáveis em quase duas dezenas de países.

“A African Energy Week sempre teve como objetivo reunir os parceiros certos no momento certo”, afirmou NJ Ayuk, Presidente Executivo da African Energy Chamber. «A participação de organizações como a EnerGeo Alliance, a ARDA e a GEAPP reflete o crescente alinhamento que estamos a observar no panorama energético global. Trata-se de instituições que não só estão a moldar políticas e investimentos, mas também a fornecer ativamente soluções no terreno – e o seu envolvimento na AEW 2026 será fundamental para fazer avançar as ambições energéticas de África.»

À medida que a AEW continua a evoluir para uma plataforma de diá. energético integrado, a inclusão destas associações globais reforça o seu papel como ponto de encontro para as parcerias que definirão a próxima fase de crescimento de África. A sua participação reflete o crescente reconhecimento de que o futuro energético de África não pode ser abordado através de abordagens fragmentadas, mas sim através de uma ação coordenada entre setores, instituições e geografias.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

A Junior Architecture (JA) África e a Fundação ExxonMobil lançam o Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) África 2.0 para preparar a próxima geração de inovadores africanos

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A JA (Junior Achievement) África (www.JA-Africa.org), com o apoio da Fundação ExxonMobil, anuncia o lançamento do Programa STEM África 2026, uma iniciativa concebida para dotar os jovens africanos de competências essenciais nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) e da inteligência artificial (IA).

O programa baseia-se numa parceria de sucesso que já alcançou mais de 10 000 jovens em Angola, Moçambique, Namíbia e Nigéria. A edição de 2026, denominada STEM Africa 2.0, integra oportunidades de aprendizagem em IA e visa dotar mais 4000 estudantes com idades entre os 14 e os 17 anos das competências necessárias para prosperar numa economia digital em rápida evolução.

O lançamento surge num momento crucial para África, onde a população jovem continua a crescer rapidamente, mas o acesso às competências em STEM e digitais permanece limitado. Ao combinar aprendizagem prática, orientação por profissionais do sector e resolução de problemas do mundo real, o programa prepara os jovens para participarem de forma significativa em sectores emergentes, como a energia, a sustentabilidade e a inovação digital.

Através de uma experiência de aprendizagem estruturada em quatro fases, os participantes participam em questionários sobre STEM e IA, competições regionais, campos nacionais de inovação e uma apresentação final na Conferência African Energy Week, na Cidade do Cabo, África do Sul. Estas experiências vão além da teoria da sala de aula, permitindo aos estudantes desenvolver soluções práticas para desafios do mundo real, ao mesmo tempo que reforçam a confiança, a colaboração e as competências de pensamento crítico.

«O futuro de África será moldado pelas ideias, engenho e liderança dos seus jovens», afirmou Simi Nwogugu, Presidente e CEO da JA Africa. «Através do STEM Africa 2.0, não estamos apenas a reforçar as competências em STEM, mas também a abrir caminhos para a inteligência artificial e a inovação. Trata-se de garantir que os jovens de todo o continente estejam preparados para liderar, criar e resolver problemas que importam, tanto a nível local como global.»

Alvin Abraham, presidente da Fundação ExxonMobil, acrescentou: «Acreditamos que investir nos jovens é uma das formas mais poderosas de impulsionar o crescimento económico e a resiliência a longo prazo. Ao apoiar o STEM Africa 2.0, estamos a ajudar a colmatar o défice de competências e a permitir que os jovens se envolvam com tecnologias emergentes que irão definir o futuro do trabalho.»

A importância do lançamento em 2026 reside na sua abordagem voltada para o futuro. Ao integrar a literacia em IA no ensino secundário de STEM, o programa aborda diretamente as tendências globais da força de trabalho, garantindo ao mesmo tempo que os jovens africanos não fiquem para trás. Também reforça a ligação entre educação e empregabilidade, expondo os participantes a percursos profissionais em sectores de elevado crescimento e criando uma reserva de futuros inovadores.

Para além das competências técnicas, o programa enfatiza a inclusão, garantindo a participação de comunidades carenciadas e promovendo o equilíbrio de género em todas as atividades. Um sólido quadro de monitorização e avaliação acompanhará os resultados de aprendizagem, as mudanças comportamentais e a progressão a longo prazo para percursos relacionados com as STEM.

Os jovens, educadores e parceiros interessados em participar ou em saber mais sobre o Programa STEM África da Fundação ExxonMobil podem visitar ExxonMobilSTEMsAfrica.org.

Distribuído pelo Grupo APO para Junior Achievement (JA) Africa.

Contactos para a imprensa:
Ellen Ukpi
Diretora, Marketing e Comunicação
JA África

Sobre a JA Africa:
A JA África é uma das maiores organizações sem fins lucrativos de África dedicadas aos jovens, que dota os jovens das competências e da mentalidade necessárias para terem sucesso numa economia global. Através de experiências de aprendizagem imersivas em empreendedorismo, preparação para o trabalho e competências, a JA África chega a mais de 1,6 milhões de jovens africanos anualmente, preparando-os para construir comunidades prósperas e um futuro sustentável.

www.JA-Africa.org

Sobre a Fundação ExxonMobil:
A Fundação ExxonMobil é o principal braço filantrópico da ExxonMobil, apoiando iniciativas que promovem a educação, as oportunidades económicas e o desenvolvimento comunitário em todo o mundo. Através de parcerias estratégicas, a Fundação investe em programas que dotam os indivíduos das competências e dos conhecimentos necessários para impulsionar o progresso social e a inovação a longo prazo.

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De Megawatt (MW) a Gigawatt (GW): Por que a África deve pensar em energia à escala da rede para competir na economia da Inteligência Artificial (IA)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A rápida expansão da inteligência artificial está a remodelar fundamentalmente a procura global de energia, com implicações que vão muito além do planeamento energético tradicional. Em nenhum lugar isto é mais evidente do que na crescente pegada energética dos centros de dados. Instalações que antes exigiam dezenas de megawatts estão agora a ser desenvolvidas à escala de 100–200 MW, com campus de hiperescala a agregarem cada vez mais a procura na ordem dos gigawatts.

Esta mudança representa um desafio estrutural para África. Embora o continente seja rico em recursos energéticos, os seus quadros de planeamento continuam em grande parte orientados para adições incrementais à escala de megawatts – frequentemente ligadas à procura localizada ou a lacunas de capacidade a curto prazo. No contexto de infraestruturas impulsionadas pela IA, esta abordagem está cada vez mais desfasada da escala e concentração da procura futura.

O setor de centros de dados de África, embora em crescimento, permanece numa fase inicial. A capacidade operacional situa-se atualmente em aproximadamente 300–400 MW, com projeções que apontam para 1,5–2,2 GW até 2030. Ao mesmo tempo, a procura está a acelerar rapidamente: o consumo de eletricidade dos centros de dados está a aumentar 20–25% ao ano e deverá atingir cerca de 8.000 GWh no curto prazo. Este crescimento reflete um aumento global mais abrangente, com a procura de energia dos centros de dados a aproximar-se dos 945 TWh até 2030, impulsionada em grande parte pelas cargas de trabalho de IA.

O que distingue a procura relacionada com a IA não é apenas a sua escala, mas a sua concentração e consistência. Ao contrário de muitas cargas industriais tradicionais, os centros de dados requerem energia ininterrupta e de alta qualidade, muitas vezes com redundância incorporada. Isto coloca novas exigências no projeto da rede, priorizando a estabilidade, a capacidade e a escalabilidade a longo prazo em detrimento da expansão incremental.

O cumprimento destes requisitos exigirá um afastamento dos modelos de planeamento convencionais. Em vez de adicionar capacidade em pequenos incrementos, há cada vez mais argumentos a favor do desenvolvimento de geração à escala de gigawatts, alinhada com os centros de infraestruturas digitais emergentes. Isto significa integrar a geração de energia, a transmissão e o desenvolvimento de centros de dados em estratégias de investimento coordenadas, particularmente em mercados com bases de recursos sólidas e ambientes regulatórios em melhoria.

Exige também uma mudança na forma como a capacidade excedentária é vista. Em muitos sistemas elétricos africanos, a geração excedentária tem sido historicamente tratada como uma ineficiência financeira. No contexto da IA e da infraestrutura digital, no entanto, manter uma margem de capacidade disponível pode aumentar a estabilidade da rede, reduzir as interrupções de energia e proporcionar a flexibilidade necessária para suportar o rápido crescimento da carga, ao mesmo tempo que cria uma base para um desenvolvimento industrial mais amplo.

Um ponto de referência útil pode ser observado na Virgínia do Norte, o maior mercado de centros de dados do mundo, onde a capacidade instalada já ultrapassou os 4 GW e mais de 1 GW de nova oferta foi adicionada num único ano, refletindo o ritmo acelerado a que a infraestrutura de hiperescala está a ser implementada. Impulsionada pelos principais intervenientes na nuvem e na IA, a procura tornou o mercado significativamente mais restrito, com taxas de disponibilidade a aproximarem-se de zero e a maior parte da nova capacidade a ser disponibilizada com bastante antecedência. A escala e a velocidade do desenvolvimento destacam a rapidez com que a procura por centros de dados está a expandir-se – e sublinham o nível em que a infraestrutura deve ser planeada.

Estas dinâmicas estão a moldar cada vez mais o debate político. Na African Energy Week 2026, a vertente de IA e Centros de Dados centrar-se-á na infraestrutura necessária para apoiar esta transição, com especial ênfase no alinhamento do planeamento energético com os objetivos da economia digital. À medida que a infraestrutura de IA cresce, a energia fiável e abundante deixa de ser um fator de apoio para se tornar um pré-requisito.

«Em última análise, trata-se de alinhar a estratégia energética de África com a direção que a procura global está a tomar», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia. «Se continuarmos a planear em megawatts, teremos dificuldade em competir numa economia que já se move à escala dos gigawatts. Construir sistemas de energia maiores e mais resilientes não se resume a satisfazer a procura – trata-se de criar as condições para o investimento, a inovação e o crescimento a longo prazo.»

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

A Rhino Resources junta-se à African Energy Week (AEW) como Patrocinadora Ouro, à medida que a exploração na África Austral se expande

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A empresa de exploração Rhino Resources juntou-se à Conferência e Exposição African Energy Week (AEW) 2026 como Patrocinadora Ouro, reforçando o seu papel como uma das empresas independentes emergentes de África a impulsionar a exploração de fronteira e greenfield em toda a África Austral.

Agendada para 12 a 16 de outubro na Cidade do Cabo, a AEW 2026 surge num momento em que a Rhino Resources acelera a atividade de exploração na Bacia de Orange, na Namíbia, ao mesmo tempo que alarga a sua presença à Bacia de Karoo, na África do Sul. O patrocínio reflete a estratégia da empresa de aprofundar o envolvimento com investidores, prestadores de serviços e decisores políticos, à medida que avança com vários ativos rumo à preparação para o desenvolvimento e a futuras decisões de investimento final.

No centro do impulso da Rhino Resources no setor upstream está a sua campanha de perfuração em águas profundas com vários poços na Bacia de Orange, na Namíbia – um dos pontos nevrálgicos de exploração de fronteira mais prolíficos do mundo. A empresa tem como meta decisões de investimento final (FID) entre o final de 2026 e o início de 2027 em ativos operados e liderados por parceiros, incluindo o co-desenvolvimento das descobertas Volans e Capricornus na Licença de Exploração Petrolífera (PEL) 85.

Os resultados recentes da perfuração reforçaram a viabilidade comercial destes ativos namibianos. O poço Volans-1X apresentou fortes taxas de fluxo de gás condensado em fevereiro de 2026, enquanto o poço Capricornus-1X, perfurado anteriormente, confirmou a presença de petróleo leve, posicionando a Rhino Resources entre os principais intervenientes que contribuem para a ambição da Namíbia de alcançar a primeira produção de petróleo até 2030.

Para além da Namíbia, a Rhino Resources está a alargar o seu portfólio através da exploração onshore na Bacia do Karoo, na África do Sul. A empresa está a avançar com uma campanha de seis poços que visa recursos de hélio, metano e hidrogénio na Província do Estado Livre – uma iniciativa que reflete tanto a diversificação geográfica como uma estratégia mais ampla para apoiar um mix energético regional mais resiliente e diversificado.

Esta expansão surge num momento em que as economias da África Austral enfrentam desafios de segurança energética devido às perturbações contínuas nas rotas marítimas globais, reforçando a importância de desbloquear o potencial dos recursos domésticos para apoiar o crescimento industrial e reduzir as vulnerabilidades externas.

O papel da Rhino Resources como Patrocinadora Ouro na AEW 2026 surge, portanto, numa fase crucial da sua trajetória de crescimento. O evento proporciona uma plataforma para mostrar o seu progresso na exploração, reforçar parcerias e posicionar os seus projetos no panorama mais alargado do investimento energético africano.

Na AEW 2026, espera-se que os executivos da Rhino Resources participem em painéis de discussão de alto nível, oferecendo perspetivas sobre o desenvolvimento de bacias de fronteira, estratégias de exploração economicamente eficientes e vias para acelerar a comercialização de projetos nos mercados africanos emergentes.

“A Rhino Resources representa uma nova geração de empresas independentes focadas em África, dispostas a assumir riscos de fronteira para desbloquear valor energético a longo prazo”, afirmou NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia. “As recentes descobertas da empresa na Namíbia e a estratégia de exploração em expansão na África do Sul destacam a escala de oportunidades em todo o continente e o papel crítico que as empresas independentes desempenham na tradução de recursos em produção, investimento e crescimento económico.”

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

A Levene Energy junta-se à African Energy Week (AEW) como Patrocinadora Ouro no âmbito da sua expansão regional e diversificação de mercado

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A empresa nigeriana de energia integrada Levene Energy juntou-se à Conferência e Exposição African Energy Week (AEW) como Patrocinadora Ouro, reforçando a sua posição como plataforma energética pan-africana emergente focada na expansão de infraestruturas, acesso à energia e diversificação do mercado a longo prazo.

A realizar-se de 12 a 16 de outubro na Cidade do Cabo, a AEW 2026 surge num momento em que a Levene Energy acelera a sua transição de promotora focada em projetos para investidora de infraestruturas energéticas a longo prazo, com interesses que abrangem os segmentos a montante, a meio e a jusante, bem como as energias renováveis.

Um marco fundamental desta estratégia foi alcançado em janeiro de 2026, quando a empresa obteve um financiamento de 64 milhões de dólares do Banco Africano de Exportação e Importação para adquirir uma participação de 30% na Axxela Limited. A transação marca a entrada da empresa no setor regulado de infraestruturas de gás da Nigéria, reforçando a sua posição no processamento, distribuição e fornecimento de energia industrial de gás.

O investimento está também em sintonia com a iniciativa «Década do Gás» da Nigéria, que visa rentabilizar as reservas estimadas de gás do país, no valor de 600 biliões de pés cúbicos, ao mesmo tempo que expande o acesso à energia, apoia a industrialização e melhora o acesso a soluções de cozinha mais limpas em todo o país.

Para além da infraestrutura de gás, a Levene Energy continua a reforçar o seu portfólio a montante. A empresa detém participações em múltiplos ativos de produção e exploração na Guiné Equatorial, incluindo os Blocos EG-03, EG-04, EG-19 e o Bloco P, a par de ativos de betume na Nigéria. Esta presença a montante apoia uma estratégia mais ampla para aumentar o desenvolvimento e o fornecimento de recursos, em resposta à crescente procura regional de hidrocarbonetos.

Ao mesmo tempo, a empresa está a avançar no seu negócio de energias renováveis como parte de uma estratégia de mix energético diversificado. Através da sua subsidiária LPV Technologies, a Levene Energy opera uma unidade de fabrico de painéis solares de 200 MW em Lagos, apoiando tanto iniciativas de eletrificação rural como a adoção comercial e industrial da energia solar. O foco em soluções de energia distribuída e no fabrico local reflete a crescente ênfase da Levene Energy no acesso à energia, na resiliência da rede e na criação de valor local.

«O futuro energético de África depende da construção de sistemas energéticos integrados e com âncora local, capazes de resistir à volatilidade global e, ao mesmo tempo, fornecer energia fiável e acessível», afirmou NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia. «A expansão da Levene Energy nos setores do gás, das energias renováveis e das infraestruturas reflete o tipo de estratégia de longo prazo e orientada para o valor necessária para libertar todo o potencial energético do continente.»

A participação da empresa na AEW 2026 assenta no seu reconhecimento como Campeã de Conteúdo Local na AEW 2025, destacando o seu compromisso com o reforço de capacidades locais, o crescimento inclusivo e o desenvolvimento de soluções energéticas lideradas por africanos. A AEW 2026 proporciona uma plataforma para a empresa interagir com decisores políticos, investidores e partes interessadas do setor, a fim de forjar novas parcerias e avançar com a sua estratégia de expansão regional no panorama energético em evolução de África.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

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O abastecimento de gás na era da inteligência artificial (IA): poderá o gás natural africano impulsionar o futuro digital do continente?

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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À medida que a inteligência artificial (IA) impulsiona um aumento sem precedentes no processamento de dados, uma limitação torna-se cada vez mais evidente: a energia. Os centros de dados – a espinha dorsal da IA – requerem um abastecimento de energia vasto, estável e contínuo. Para África, este desafio cruza-se com uma oportunidade. Os abundantes recursos de gás natural do continente poderiam posicioná-lo como um futuro centro de infraestruturas de IA – se o abastecimento puder ser efetivamente mobilizado.

África detém mais de 600 biliões de pés cúbicos de reservas comprovadas de gás natural, representando uma parte significativa do abastecimento global. No entanto, apesar desta abundância, o continente consome apenas uma fração a nível interno, com grande parte da produção historicamente orientada para as exportações.

Ao mesmo tempo, a infraestrutura digital de África continua subdesenvolvida. O continente representa apenas 0,6% da capacidade global de centros de dados – apesar de representar quase 20% da população mundial. A capacidade instalada total situa-se em cerca de 1,2 GW entre projetos ativos, planeados e em fase de desenvolvimento, com apenas cerca de 360 MW atualmente operacionais.

A procura, no entanto, está a acelerar rapidamente. Prevê-se que as necessidades de centros de dados de África aumentem 3,5 a 5,5 vezes até 2030, exigindo um investimento de 10 a 20 mil milhões de dólares. A procura de energia está a aumentar em paralelo, crescendo 20 a 25% ao ano e prevendo-se que atinja 8 000 GWh nos próximos anos.

É aqui que o gás natural se torna fundamental. Ao contrário das energias renováveis intermitentes, a energia a gás oferece energia despachável e de carga de base – tornando-a particularmente adequada aos requisitos de funcionamento contínuo dos centros de dados. A nível global, os centros de dados já consomem cerca de 1,5% da eletricidade total, com a procura a crescer a um ritmo de aproximadamente 12% ao ano, ultrapassando largamente o consumo global de eletricidade. Nos mercados emergentes, onde a fiabilidade da rede é inconsistente, esta vantagem de fiabilidade torna-se ainda mais importante.

Grandes projetos de gás em toda a África sublinham a escala do potencial de oferta. Os desenvolvimentos offshore de Moçambique – entre os maiores a nível global – deverão produzir mais de 13 milhões de toneladas por ano de GNL, enquanto a Nigéria continua a expandir a sua estratégia de monetização do gás em torno das suas reservas de mais de 200 biliões de pés cúbicos. Entretanto, novos produtores, como o Senegal e a Mauritânia, estão a entrar no mercado com desenvolvimentos de GNL em grande escala.

A oportunidade não se resume simplesmente à exportação de gás, mas sim à sua utilização a nível interno para impulsionar a industrialização e as infraestruturas digitais. Atualmente, África exporta energia enquanto continua a enfrentar escassez crónica de energia, criando uma desconexão entre a riqueza em recursos e o desenvolvimento económico.

Colmatar esta lacuna poderá redefinir a trajetória do continente. Os projetos de conversão de gás em energia, integrados com o desenvolvimento de centros de dados, oferecem um caminho para ancorar a infraestrutura digital em regiões ricas em energia. Países como a Nigéria, o Egito e a Argélia estão particularmente bem posicionados, enquanto produtores emergentes como Moçambique e o Senegal poderão integrar o abastecimento interno em novos centros industriais e digitais desde o início.

Esta convergência está agora a passar para a vanguarda das discussões do setor. Na African Energy Week 2026, a sessão dedicada à IA e aos Centros de Dados irá centrar-se na forma como a energia – particularmente o gás natural – pode sustentar a expansão digital do continente. À medida que a infraestrutura de IA cresce, a sessão destaca uma realidade central: sem energia fiável e escalável, África corre o risco de ficar de fora da próxima onda de investimento digital global.

«Isto não é apenas uma discussão sobre energia – é uma estratégia económica», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da African Energy Chamber. «Os centros de dados de IA requerem energia constante e fiável em grande escala, e o gás natural é o único recurso que África possui hoje que pode fornecer isso imediatamente. Se alinharmos o desenvolvimento do gás com a infraestrutura digital, podemos industrializar, criar empregos e posicionar África como um interveniente de peso na economia global da IA.»

No entanto, os desafios permanecem. As lacunas nas infraestruturas, as restrições de preços e a incerteza regulatória continuam a limitar a utilização doméstica do gás. Sem um investimento coordenado em gasodutos, centrais elétricas e infraestruturas digitais, o continente corre o risco de continuar a desempenhar o seu papel de exportador de energia, enquanto importa serviços digitais.

À medida que a IA impulsiona uma nova onda de procura de energia, o gás natural está a emergir como um facilitador crítico das infraestruturas digitais. Para África, o desafio – e a oportunidade – é transformar essa vantagem em competitividade global.

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O Secretário-Geral da Organização Africana de Produtores de Petróleo (APPO), Ghezali, vai discursar na African Energy Week (AEW) 2026, à medida que o Banco Africano de Energia se aproxima do seu lançamento

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Farid Ghezali, Secretário-Geral da Organização Africana de Produtores de Petróleo (APPO), subirá ao palco da African Energy Week (AEW) 2026, que decorrerá de 12 a 16 de outubro na Cidade do Cabo. Ghezali lidera o organismo pan-africano que, juntamente com o Banco Africano de Exportação e Importação (Afrexibank), está a liderar o Banco Africano de Energia (AEB) — uma instituição marcante que se espera que entre em funcionamento em junho de 2026, em Abuja, na Nigéria. A sua confirmação na AEW coloca a arquitetura financeira em evolução de África no centro da agenda do evento.

Fundada em Lagos em 1987, a APPO cresceu de oito Estados-membros fundadores para 18, representando toda a amplitude das nações produtoras de petróleo de África, desde a Argélia e a Nigéria, a norte e a oeste, até à Namíbia e à África do Sul, a sul. Com sede em Brazzaville, no Congo, a organização passou por uma grande reforma em 2019, alargando o seu mandato para além da coordenação do mercado, de modo a facilitar ativamente o investimento e o financiamento em todo o continente. O AEB é o produto mais significativo desse mandato alargado até à data.

O banco foi concebido para preencher o vazio de financiamento criado pela retirada das instituições ocidentais dos projetos de petróleo e gás africanos. Com mais de 150 projetos essenciais paralisados em todo o continente devido a défices de capital, o mandato do AEB abrange toda a cadeia de valor, desde a exploração a montante e as infraestruturas a meio do processo até à distribuição a jusante. Fundado com uma capitalização inicial de 5 mil milhões de dólares, o banco tem como meta 10 mil milhões de dólares em investimentos na Fase 1, com o objetivo a longo prazo de angariar 15 mil milhões de dólares para projetos de petróleo e gás até 2030. A Nigéria entregou a sede do banco em Abuja à APPO e ao Afrexibank em fevereiro de 2026, sinalizando um passo crucial para o seu início operacional.

Para além do financiamento direto de projetos, Ghezali salientou o potencial do AEB para transformar a forma como as Empresas Petrolíferas Nacionais Africanas (NOC) acedem ao capital. As 18 NOC da APPO têm historicamente operado sem uma plataforma financeira comum, limitando a sua capacidade coletiva de atrair investimento em grande escala. Espera-se que o banco apoie a cotação das NOC, ligando os produtores soberanos aos mercados de capitais e aos fundos soberanos em grande escala, ao mesmo tempo que visa unificar os preços intra-africanos do petróleo e do gás para proporcionar até 30% de poupança nas importações de energia em todos os Estados-Membros.

«O AEB representa mais do que uma nova instituição financeira. É uma declaração de que África pretende controlar os termos do seu próprio desenvolvimento energético», afirmou NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia. «A APPO passou anos a construir as bases institucionais e o alinhamento dos Estados-Membros para tornar isto credível.»

A AEW 2026 — o maior encontro sobre energia de África — reunirá decisores políticos, promotores de projetos, financiadores e operadores para avaliar como a chegada do AEB irá remodelar o panorama do financiamento energético do continente. A intervenção de Ghezali deverá ser uma das sessões mais importantes do evento, numa altura em que o setor do petróleo e do gás africano atravessa uma mudança decisiva na forma como os seus projetos são financiados.

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Petralon Energy amplia produção em Dawes Island e junta-se à African Energy Week (AEW) 2026 como Patrocinadora Diamante

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A Petralon Energy foi confirmada como Patrocinadora Diamante da Conferência e Exposição African Energy Week (AEW) 2026 — que decorrerá de 12 a 16 de outubro na Cidade do Cabo —, à medida que a empresa continua a avançar com as atividades de desenvolvimento no campo de Dawes Island e a expandir o seu papel no setor upstream da Nigéria. Com a produção agora estabelecida e poços adicionais a avançar para a conclusão, a Petralon está a posicionar-se para um crescimento incremental da produção, em linha com esforços mais amplos para revitalizar a produção doméstica de petróleo.

Esta estratégia é mais visível no campo de Dawes Island (PPL 259), no Delta do Níger, onde a Petralon avançou rapidamente desde a concessão da licença em 2022 até à primeira produção de petróleo em 2026 – um dos prazos mais rápidos no recente programa de campos marginais da Nigéria. Desde então, a empresa perfurou vários poços, incluindo o DI-2, que está atualmente em produção, e o DI-3, que atingiu a profundidade total no início de 2026 e deverá entrar em produção ainda este ano. Está previsto um quarto poço (DI-4) como parte da próxima fase de desenvolvimento, a par de investimentos em instalações de produção permanentes.

A produção inicial já resultou na evacuação de aproximadamente 158 000 barris de crude através do Terminal de Petróleo e Gás de Bonny, marcando um passo tangível rumo ao crescimento sustentado da produção. Estes desenvolvimentos estão alinhados com a política de «perfurar ou desistir» da Nigéria ao abrigo da Lei da Indústria Petrolífera, concebida para garantir que os titulares de licenças de campos marginais convertam a área em produção.

Para além das operações, o progresso da Petralon atraiu um apoio notável da indústria. Em fevereiro de 2026, a Shell Western Supply and Trading reconheceu publicamente a conquista da primeira produção de petróleo pela empresa, com o seu papel como compradora de crude e cofinanciadora a sublinhar a crescente confiança dos investidores em operadores locais capazes de executar projetos a um ritmo acelerado.

As atividades da Petralon refletem também uma mudança estrutural mais ampla no setor upstream da Nigéria, onde as empresas locais estão cada vez mais a assumir o controlo de ativos anteriormente detidos por grandes empresas internacionais. O desenvolvimento da Ilha de Dawes destaca-se no atual ciclo de campos marginais, em que relativamente poucas operadoras avançaram da concessão da licença para a produção sustentada num prazo comparável.

Olhando para 2026–2027, espera-se que a empresa se concentre no aumento da produção dos poços existentes, na entrada em funcionamento de novos poços e na expansão da infraestrutura do campo para apoiar a estabilidade da produção a longo prazo. Ao mesmo tempo, a Petralon mantém uma exposição indireta a alguns dos maiores ativos em águas profundas da Nigéria – incluindo Agbami, Akpo e Egina – através da sua participação na Prime Oil & Gas, proporcionando escala adicional e diversificação no seu portfólio.

«Empresas locais como a Petralon estão a demonstrar que o futuro do setor upstream africano será impulsionado pela execução, disciplina e compromisso a longo prazo com o desenvolvimento de ativos», afirmou NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia. «O seu progresso na Ilha de Dawes é um exemplo claro de como os operadores locais estão a transformar reformas políticas em resultados de produção e investimento que reforçam a segurança energética de África.»

À medida que a AEW 2026 reúne líderes do setor na Cidade do Cabo, o Patrocínio Diamante da Petralon Energy assinala o papel crescente das operadoras locais na concretização de um crescimento real da produção em todo o continente. Com projetos a avançarem da licença para a primeira produção de petróleo em prazos reduzidos e novos capitais a fluírem para os intervenientes locais, empresas como a Petralon estão a ajudar a redefinir a forma como o setor upstream africano se desenvolverá nos próximos anos.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.