Quênia e Organização Mundial da Saúde (OMS) fortalecem resposta rápida após confirmação de caso de ebola

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A Organização Mundial da Saúde, OMS, colabora com o Governo do Quênia na implementação de medidas mais rigorosas para controlar o vírus ebola após a confirmação da morte de um paciente infectado. 

A vítima era um cidadão queniano que residia na República Democrática do Congo, RD Congo. Ele chegou ao país via Uganda e faleceu na segunda-feira.

Situação sob controle

O indivíduo chegou à capital queniana, Nairóbi, já apresentando os sintomas da doença. Autoridades de saúde explicaram que ele foi imediatamente internado e submetido a exames que confirmaram o diagnóstico de ebola antes de falecer.

Apesar do estado de alerta, as autoridades de saúde anunciaram que a situação está sob controle e que o Quênia não enfrenta um surto da doença. 

Em entrevista à ONU News, na capital queniana, a representante da OMS no país, Neema Kimambo, explicou que não existem outras infecções confirmadas no país até o momento. 

Já ministro queniano da Saúde, Aden Duale, reforçou a mensagem de calma à nação africana ao apresentar detalhes sobre a capacidade de resposta médica dando conta de uma operação em curso intensiva e rigorosa de rastreamento de contatos.

Profissionais de saúde

A meta é impedir qualquer possibilidade de propagação do vírus. As autoridades de saúde identificaram um total de 57 contatos ligados ao caso confirmado. Destes, dez já foram localizados e colocados em quarentena.

Enquanto decorrem esforços para rastrear e acompanhar os contatos restantes, Kimambo confirmou que os familiares que receberam o paciente no aeroporto, os visitantes do hospital e os profissionais de saúde que o atenderam foram listados e colocados sob observação rigorosa. 

Até agora, não há relatos oficiais de novas infecções e nenhuma das pessoas em quarentena apresentou sintomas da doença.

Para garantir máxima segurança e prontidão contínua, o governo queniano revisou a capacidade de isolamento e gestão de casos suspeitos e confirmados. Aden Duale examinou a Unidade de Isolamento de Ebola do Hospital de Nairóbi. 

Possibilidade de expansão imediata

O local está equipado com 133 leitos e opera em uma zona estritamente separada do campus principal da unidade de saúde, implementando medidas severas para prevenir qualquer interação com os demais pacientes. 

A capacidade estrutural do país abrange cinco instalações designadas em prontidão, incluindo o Hospital Nacional Kenyatta, o Hospital de Ensino e Referência Moi, o Hospital do Serviço Nacional de Polícia e o Hospital Port Reitz. Há possibilidade de expansão imediata caso seja necessário, segundo as autoridades.

A vigilância preventiva também foi reforçada nas fronteiras e em todos os pontos de entrada do país. 

Foco absoluto em passageiros 

Centros de isolamento temporário foram identificados e estabelecidos em locais estratégicos como Malaba e Kocholia, enquanto as instalações em Alupe passam por reformas. 

A triagem de viajantes foi intensificada, com foco absoluto em passageiros que chegam de países como República Democrática do Congo, Uganda, Tanzânia, Angola, Ruanda e Sudão do Sul. 

O Ministério da Saúde do Quênia apela ao público para que permaneça vigilante, mas sem pânico. A instituição incentiva qualquer pessoa com sintomas a buscar atendimento imediato em uma unidade de saúde reconhecida e a utilizar a linha de informações de saúde gratuita para busca de orientações seguras.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

Cantora de Moçambique diz que é hora de as crianças transformarem o mundo

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A cantora moçambicana e embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Neyma, defendeu uma transformação profunda na forma como olhar para a infância e a juventude em tempos de crises.

Em entrevista ao Podcast ONU News, de Maputo, a estrela da música mencionou os desafios do mundo atual marcado por crises climáticas e por uma rápida transformação digital. 

Voz e capacidade para integrar soluções

Para a artista, as crianças não devem ser tratadas como meras espectadoras ou seres humanos incapazes, mas sim como agentes ativos, que têm voz e capacidade para integrar as soluções dos problemas globais.

“Têm atingido o nosso país e a gente vê um pouco pelo mundo. Muitas vezes, olha-se para elas, simplesmente, como pessoas e crianças que não podem solucionar os seus problemas e não podem participar. Mas a intenção, na realidade, é colocá-las a participar, a terem esta voz, esta presença ativa. Só assim é que elas poderão se safar de determinadas situações. Enquanto a gente continuar a olhar para elas como meramente crianças incapazes, elas vão continuar a ser incapazes. Se a gente der um voto de confiança e ensinar que numa situação de alerta é preciso e importante, um dever, todas elas vão participar. A partir daí, a gente vai, com certeza, minimizar várias situações que as tenham colocado em risco.”

Neyma foi uma voz ativa na luta contra as mudanças climáticas. Ao recordar a sua passagem pelo distrito do Búzi, após inundações históricas no centro de Moçambique, ela lembrou do impacto de encontrar uma jovem mãe, de 20 anos, com três filhos, em situação de extrema vulnerabilidade.

“A casa toda alagada, sem espaço para viver, estaria a dormir. Ela infelizmente também vivia sem o seu companheiro, o pai das crianças… E eu, enquanto conversava com ela, dizia: meu Deus, aquelas crianças todas tristes, com fome e a mãe sem poder ter o que dar. Eu acho que foi das histórias mais comoventes, para além de todas as outras que tenho vivenciado claramente, por se tratar de uma jovem com um futuro promissor, ainda retardando a sua vida por conta dos filhos que ela já tinha. A situação em que ela vivia, com certeza, foi marcante para mim e coloquei-me no lugar de mãe, porque, tenho uma filha de 26 anos hoje, a Iumna. Para mim foi um choque olhar para aquilo. Coloquei-me no lugar de mãe e questionava qual era o sonho dela, o que é que ela fazia e por que ela tinha tido todos aqueles filhos tão seguidos.”

Necessidade de agir

Este episódio reforçou a convicção dele sobre a necessidade de agir com empatia e de construir oportunidades reais.

Para a embaixadora do Unicef, atribuir responsabilidade e confiança aos mais novos é o caminho para quebrar ciclos de pobreza e de abandono. Quando a sociedade ensina e dá espaço para a participação ativa das crianças, elas aprendem rápido e passam a proteger a si mesmas e às suas comunidades.

Ao abordar o cenário atual, a cantora destacou ainda que a nova geração conta com ferramentas tecnológicas e facilidades de acesso à informação que eram inimagináveis no passado.

“As crianças sobretudo, memorizam e crescem muito rápido. Hoje são quem nos ensinam a mexer na tecnologia. Quando eu tenho uma dúvida, quando eu não sei mexer, é o meu filho que chega e diz: ‘mãe, mas isto é assim’. É a própria Anayah, hoje em dia de cinco ou seis aninhos, que me diz: ‘mãe, isto faz-se assim’. Eu fico a olhar para ela: ‘Onde é que tu aprendeste isto?’. Elas têm esta capacidade de reter a informação. Então, por que não aproveitar esta retenção, esta capacidade de retenção de informação que elas têm para fazer melhor, apoiar, sem apontar o dedo, mas aproveitar? Tirar o que de bom elas têm, porque elas as têm, até mesmo para nos ensinar.”

Maior presença e vigilância dos pais

Apesar disso, ela alertou que a abundância de recursos exige maior presença e vigilância por parte dos pais e encarregados de educação.

A artista diz que é pelo diá. direto e transparente sobre a realidade dos factos, orientando os jovens a canalizarem a sua facilidade com a tecnologia para a construção de propósitos de vida sólidos.

A própria trajetória de Neyma, que perdeu a mãe com pouco mais de um ano de idade e enfrentou obstáculos até ela se afirmasse como uma das maiores vozes do ritmo marrabenta e da cultura moçambicana, serve de testemunho para a sua mensagem.

Autoconhecimento, coragem e reconhecimento 

Dirigindo-se de forma especial às meninas, a artista lançou um apelo ao autoconhecimento, à coragem e ao reconhecimento dos direitos e deveres deste grupo na sociedade.

Reafirmando que o seu trabalho à frente do Unicef é uma “missão de coração para que nenhuma criança enfrente as privações”, Neyma encerrou com uma mensagem de esperança.

A embaixadora do Unicef lembrou que os maiores sonhos podem começar no lugar mais simples, bastando que a juventude receba o incentivo e a oportunidade de florir.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

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Moçambique: Ministro Defende Maior Coordenação e Aceleração dos Projectos Estratégicos do Sector

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, defendeu maior coordenação institucional, mobilização de recursos e responsabilização pelos resultados, durante a abertura do XII Conselho Coordenador do MOPHRH, na Província de Maputo.

O encontro reúne dirigentes centrais e provinciais do sector, representantes das instituições tuteladas e subordinadas, sociedades provinciais de água e saneamento, órgãos de governação descentralizada, municípios, parceiros de cooperação e desenvolvimento, instituições financeiras, sector privado e órgãos de comunicação social.

Fernando Rafael afirmou que o Conselho Coordenador deve avaliar os resultados alcançados, identificar os constrangimentos e adoptar decisões que permitam acelerar a execução dos programas e projectos estratégicos.

O XII Conselho Coordenador decorre sob o lema: “ProÁguaS: Acelerando o Acesso à Água, Saneamento e Segurança Hídrica para Todos – Mobilização de Recursos e Transformação dos Serviços ”.

Distribuído pelo Grupo APO para Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH), Moçambique.

Quênia confirma primeiro caso importado de ebola

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Quênia confirmou nesta terça-feira seu primeiro caso importado de ebola. A cepa Bundibugyo do vírus infectou um paciente que chegou a Nairóbi vindo da República Democrática do Congo, RD Congo, onde residia há sete anos. 

O paciente faleceu na capital queniana e as autoridades locais monitoram 28 contatos diretos. Desde maio, 8.224 pessoas contraíram a doença durante o surto, que já matou 3.982 pessoas em sete províncias.

Epicentro na RD Congo

O surto de ebola cruzou fronteiras e chegou ao Quênia, que confirmou o primeiro caso, enquanto o epicentro na RD Congo vive uma tragédia infantil. A importação do caso colocou as autoridades quenianas em alerta máximo. 

Em Nairóbi, a corrida contra o tempo visa monitorar pessoas que tiveram contato com o infectado para conter uma possível propagação. 

A epidemia na vizinha RD Congo é marcada por um rastro de milhares de mortos e uma geração de crianças que, subitamente, se veem sozinhas, órfãs e aterrorizadas.

Alerta em Nairóbi

Agências de notícias locais revelaram que o primeiro paciente do Quênia é um cidadão nacional que residia em território congolês há sete anos. Ele adoeceu há cerca de um mês e, após procurar tratamento em várias instalações congolesas, viajou por terra até Kampala, em Uganda. 

No sábado, ele pegou um voo da companhia Jambojet com destino a Nairóbi, pousando no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta às 13h10, hora local. O paciente acabou falecendo enquanto recebia tratamento no Hospital de Nairóbi.

O ministro da Saúde do Quênia, Aden Duale, confirmou tratar-se da cepa Bundibugyo do vírus e garantiu que o país não foi pego de surpresa, pois está implementando um alto nível de alerta para o ebola desde maio de 2026.

Com o apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS, o Quênia ativou seus protocolos de contenção, priorizando o isolamento e o rastreamento. Neste caso, 28 contatos diretos foram identificados, incluindo familiares, profissionais de saúde e passageiros do voo, que estão todos sob monitoramento rigoroso.

Lavagem frequente das mãos 

Já na prevenção, as autoridades reforçam que o vírus não se transmite pelo ar, mas através do contato direto com sangue, fluidos corporais de uma pessoa infectada ou materiais contaminados. 

A lavagem frequente das mãos e a busca imediata por cuidados médicos aos primeiros sintomas são as principais linhas de defesa.

Se no Quênia o cenário é de contenção preventiva, no epicentro da RD Congo o quadro é de catástrofe humanitária. 

Desde a declaração do surto, em maio, o país registrou mais de 8.224 casos e 3.982 mortes em sete províncias. As operações de socorro enfrentam um cenário complexo, que abriga 4,4 milhões de deslocados internos e onde o conflito armado dificulta a detecção precoce.

Taxa de letalidade

Em meio à crise, as crianças suportam o fardo mais pesado, segundo o Fundo da ONU para a Infância, Unicef. Pelo menos 2.076 menores foram infectados e 1.162 morreram. 

A taxa de letalidade indica que sete em cada dez crianças com menos de cinco anos que contraem o vírus perdem a vida. Mais de 1,9 mil crianças perderam um ou ambos os pais para a doença, sendo que 1.581 dessas perdas concentram-se apenas na província de Ituri.

Segundo a diretora de Operações de Emergência do Unicef, para as crianças, o ebola desencadeia uma rápida cadeia de danos. Lucia Elmi explicou que quando um pai adoece, a criança é exposta. 

O pai é hospitalizado ou morre, e a criança fica sem a pessoa de quem depende, enquanto o medo da infecção e o estigma deixam familiares e vizinhos com pavor de intervir.

Ruas de Bunia

A tragédia se agrava para as 214 crianças identificadas vivendo e trabalhando nas ruas de Bunia, o epicentro da doença. 

Sem cuidadores, o risco de infecção e exploração dispara, e elas raramente são alcançadas pelas equipes de rastreamento de contatos. 

A falta de financiamento é crítica: dos US$ 113,4 milhões necessários para a intervenção do Unicef na RD Congo, a agência recebeu, até o momento, apenas um terço.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

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Cabo Verde: PR interina inteira-se de projetos da diáspora que promovem desporto e empreendedorismo no país

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A Presidente da República Interina recebeu, na manhã desta terça-feira, a Presidente e Fundadora da Hello Cabo Verde – Rede Cabo Verde Diáspora, Andreia Levy, que lhe apresentou um projeto de complexo desportivo, educativo e turístico de excelência para Cabo Verde.

Janira Hopffer Almada pôde conhecer os meandros da iniciativa que visa conceber infraestruturas capazes de atrair regularmente ao país clubes e seleções nacionais para estágios de preparação, competições e eventos internacionais, academias e programas de formação, bem como investidores e operadores internacionais dos setores do desporto e do turismo.

A Presidente da República interina congratulou-se com a proposta, tendo em conta o seu potencial para diversificar as oportunidades de desenvolvimento das infraestruturas desportivas e dinamizar o setor do desporto, gerar emprego e elevar o desporto cabo-verdiano no contexto nacional e continental. Considerou, por isso, pertinente a sua apresentação às autoridades cabo-verdianas.

Durante o encontro, Andreia Levy aproveitou ainda para expor um conjunto de outras iniciativas que pretendem criar oportunidades de negócio, formação e emprego para a juventude cabo-verdiana.

Distribuído pelo Grupo APO para Presidência da República de Cabo Verde.

Cabo Verde: PR interina recebe cidadãos em audiências de proximidade

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

A Presidente da República interina, Janira Hopffer Almada, recebeu na manhã desta terça-feira o Comandante reformado Manuel Alves e a Dra. Dunia Pereira, em audiências realizadas no quadro da proximidade que pretende cultivar com a sociedade.

Com esta disponibilidade, Hopffer Almada quer efetivar uma Presidência interina aberta e acessível, pautada pela auscultação permanente dos cidadãos e pela valorização do diá. institucional e social.

Distribuído pelo Grupo APO para Presidência da República de Cabo Verde.

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Moçambique: Presidente da República (PR) Efectua Visita Oficial ao Congo

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Presidente da República, Daniel Chapo, efectuou, uma visita oficial à República do Congo, numa deslocação destinada a reforçar os laços históricos de amizade e cooperação entre Moçambique e aquele país da África Central.

A visita de Chapo ao Congo surge na sequência de um convite do seu homó. congolês, Denis Sassou Nguesso, e deverá colocar no centro da agenda o aprofundamento das relações bilaterais e a abertura de novas frentes de cooperação.

Durante a sua permanência naquele país, o Chefe do Estado moçambicano manterá encontros de alto nível com autoridades congolesas, com o objectivo de fortalecer o diá. político e identificar novas áreas de interesse comum.

A componente económica deverá, igualmente, marcar a deslocação.

A agenda de Presidente Chapo inclui contactos com entidades económicas estratégicas da República do Congo, numa iniciativa que visa estimular oportunidades de cooperação e estabelecer novas parcerias entre os dois países.

A visita abrange ainda as dimensões social e cultural, inserindo-se no esforço de estreitamento dos vínculos históricos entre os povos de Moçambique e da República do Congo.

A deslocação é vista como uma oportunidade para aprofundar a cooperação bilateral e reforçar os mecanismos de diá. entre Maputo e Brazzaville, explorando novas possibilidades nos domínios político, económico, social e cultural.

Chapo far-se-á acompanhar pela Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, bem como por membros do Governo, quadros da Presidência da República, do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e de outras instituições do Estado.

Distribuído pelo Grupo APO para Portal do Governo de Moçambique.

Angola: Ministra do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) considera que a promoção do desporto nas instituições cria melhor ambiente de trabalho entre colegas

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias considerou, neste sábado, que a prática do desporto nas instituições, oferece oportunidade de os colegas se conhecerem melhor, assim como os aproxima dos serviços do sector e reforça os laços que sustentam o trabalho diário.

A ministra falava durante a abertura do 1.º Torneio Interno de Basquetebol, promovido pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, que reúne oito equipas participantes, sendo do Órgão Central, ENAPP, SIAC, TSCO, IGT, CINFOTEC, INSS e INEFOP.

A abertura do torneio contou com o testemunho dos secretários de Estado para Administração Pública, Domingos Filipe e para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe, assim como do vice-presidente para a área Científica do ISPETEC , Cirilo Cauxeiro.

Teresa Rodrigues Dias destacou que o basquetebol ensina-nos uma lição, particularmente importante, constituído pelo talento individual, ganha força quando é colocado ao serviço da equipa, porque um bom passe, pode ser tão decisivo, quanto uma bola ao cesto e uma defesa empenhada, pode mudar o rumo de um jogo. “E é nos momentos difíceis, que a confiança entre colegas, pode fazer a diferença entre desistir e continuar”.

A governante considerou que a troca, por algumas horas, das salas de reuniões, processos e rotina de trabalho pelo campo, bola e a energia da competição, dá mais sentido à instituição, pelo facto das pessoas sentirem o compromisso e a vontade de vencerem em conjunto.

Teresa Rodrigues Dias sublinhou que um Ministério forte, constrói-se com pessoas valorizadas, equipas unidas e relações de confiança e é com esse espírito que se pretende celebrar e fortalecer neste torneio.

“A missão do nosso Ministério coloca-nos todos os dias, perante responsabilidades que afectam a vida dos cidadãos, famílias e trabalhadores, neste quadro, para a promoção de uma Administração Pública mais capaz e que contribui, a dignificação do trabalho e o fortalecimento da protecção social, exige competência, dedicação e sentido de serviço, assim como também a capacidade de escuta, cooperação e respeito entre aqueles que partilham essa missão”, disse.

Por essa razão, a ministra reconhece que cuidar do bem-estar dos funcionários, faz parte da responsabilidade de governar, porque tem-se consciência de que quem trabalha, precisa de encontrar espaço para recuperar energias, cultivar hábitos saudáveis e estabelecer relações humanas, que ultrapassem a formalidade dos cargos e das funções.

A titular da pasta do MAPTSS reconheceu, também, que na Administração Pública, os melhores resultados dependem da capacidade de articular esforços, partilhar responsabilidades e trabalhar por um objectivo comum, porque nenhum serviço cumpre, plenamente, a sua missão por si só. Nenhuma liderança alcança resultados duradouros, sem uma equipa coesa e capaz.

Com isso, a ministra espera que esta competição serve de oportunidade para ensinar a cooperar melhor, liderar com responsabilidade e a enfrentar os desafios com resiliência. Onde cada equipa deve demonstrar a sua identidade, entusiasmo e a legítima ambição de conquistar o troféu.

“Recebam todas o meu incentivo e votos de uma excelente participação. Ao longo deste Torneio, haverá adversários dentro do campo, mas fora dele, continuaremos a ser colegas, parceiros e servidores de uma mesma missão, por isso que a vontade de ganhar seja sempre acompanhada pela dignidade de competir, respeitando às regras, decisões da arbitragem e a integridade dos adversários”, esclareceu.

A ministra apela aos participantes a celebrarem cada conquista com alegria e enfrentar cada derrota com elevação, pois, o resultado ficará no marcador, mas o respeito ficará na memória de todos.

Aos adeptos e colegas que estarão nas bancadas, deixou, igualmente, uma palavra de entusiasmo, por serem parte, essencial, desta festa, por isso, pediu que apoiem as equipas, valorizem as boas jogadas e façam deste espaço, um lugar de convivência saudável.

Teresa Rodrigues Dias deseja que esta primeira edição, abra caminho para uma tradição de encontro, saúde e confraternização no Ministério.

A ministra espera que a organização do torneio tenha êxitos e que vença a melhor equipa.

Distribuído pelo Grupo APO para Angola, Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

Apenas 1 dos 26 Estádios da Nigéria Cumpre os Padrões Internacionais. O País Precisa de um Novo Modelo (Por Mitchell Obi)

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Por Mitchell Obi*, Antigo Presidente da AIPS África (Associação Internacional da Imprensa Desportiva) (www.AIPSmedia.com)

A Nigéria tem aproximadamente 26 estádios. Quatro pertencem ao governo federal. Os restantes estão espalhados pelos estados. Foram construídos com dinheiro público, para orgulho nacional, a um custo enorme.

E apenas um deles, o Godswill Akpabio Stadium em Uyo, cumpre atualmente as normas da FIFA e da CAF para acolher um jogo de futebol internacional.

Se Lionel Messi fosse jogar na Nigéria amanhã, haveria apenas um estádio em todo o país onde o jogo poderia ser autorizado. Um estádio. Num país de 230 milhões de pessoas. Na maior economia de África.

Não se trata de um problema de financiamento. A Nigéria gastou milhares de milhões em estádios ao longo de seis décadas. O Moshood Abiola National Stadium em Abuja tem 60 500 lugares. O National Stadium em Lagos tem 45 000. O Liberty Stadium em Ibadan tem 25 000. Construímo-los. Organizámos torneios neles. E depois abandonámo-los.

Estes estádios são utilizados para um punhado de eventos por ano. Nos restantes 335 dias, permanecem vazios, a degradar-se, a consumir o dinheiro dos contribuintes numa manutenção que quase nada mantém. Um estádio de 74 000 lugares na Nigéria aluga-se por entre 200 000 e 300 000 nairas. Isto não é receita. É uma humilhação.

O problema não são os estádios em si. O problema é o modelo. Construímos estádios como monumentos. Deveríamos tê-los construído como economias.

Um estádio, por si só, é um custo. Gera receitas nos dias de jogo e drena os cofres públicos em todos os outros dias. Mas quando um estádio se torna a âncora de um distrito desportivo e de entretenimento integrado, combinando hotéis, restaurantes, comércio, centros de conferência, ginásios, cinemas, escolas, habitação e escritórios num único ecossistema planeado, transforma-se de um passivo numa economia que gera receitas 365 dias por ano.

O meu amigo Nicolas Pompigne-Mognard, Fundador do African Collaborations Group, chama a este modelo Victory District™. Eu chamo-lhe bom senso.

Consideremos o Moshood Abiola National Stadium em Abuja. Entra-se por um portão magnífico. Para lá dele encontra-se uma instalação outrora descrita como de classe mundial quando foi construída para os Jogos Africanos. Hoje é, segundo muitos, um elefante branco. Mas o terreno está lá. A estrutura está lá. A localização, no coração da capital federal, é extraordinária.

Agora imagine esse mesmo local transformado num distrito desportivo. O estádio é renovado e elevado aos padrões da FIFA. À sua volta, hotéis erguem-se. Centros de conferência e exposições abrem. Restaurantes, comércio e espaços de entretenimento ganham vida. Academias de formação e centros de ciências do desporto formam a próxima geração de atletas nigerianos. Um nó de transportes liga o distrito à cidade.

Todos os dias, as pessoas vêm. Não apenas nos dias de jogo. Todos os dias. Para trabalhar, comer, fazer compras, treinar, ficar, divertir-se. As receitas fluem. Empregos são criados. O contribuinte deixa de pagar por um estádio vazio e começa a beneficiar de uma economia urbana próspera.

Isto não é ficção. Vejam Zamalek no Cairo. Para ter um lugar nesse clube desportivo, é preciso ser membro, e a adesão é cara e cobiçada. O distrito gera a sua própria economia. Vejam o que está a ser construído em Londres à volta do Tottenham Hotspur Stadium. Vejam Hollywood Park em Los Angeles. O modelo existe. Funciona. Está comprovado.

O Presidente Bola Ahmed Tinubu deu à Comissão Nacional do Desporto, sob a liderança do Presidente Shehu Dikko, o mandato de criar uma economia do desporto. Essa economia não pode existir sem infraestruturas desportivas. Mas as infraestruturas certas. Não mais estádios isolados construídos para um único evento. Distritos desportivos e de entretenimento integrados, concebidos para funcionar todos os dias, gerar receitas diversificadas e ser financeiramente autossustentáveis sem subsídio público.

O plano diretor do desporto apresentado em 2020 projetava que a Nigéria estaria pronta para acolher o Campeonato do Mundo da FIFA e os Jogos Olímpicos até 2030. Estamos quase lá, e estamos mais longe desse objetivo do que quando o plano foi redigido. Não porque nos falte ambição. Porque construímos as coisas erradas.

O dinheiro está a ser gasto. Os orçamentos estão a ser aprovados. A construção está em curso em alguns locais. Mas a questão permanece: depois de o dinheiro ser gasto, quantos destes estádios vão realmente cumprir as normas da FIFA? Quantos serão capazes de acolher as competições que a Nigéria aspira atrair? Quantos vão gerar as receitas necessárias para se manterem sem drenar os cofres públicos? Até conseguirmos responder a estas perguntas com confiança, não estamos a construir uma economia do desporto. Estamos a cantar numa terra estranha.

As soluções existem. Quando a antiga Secretária-Geral da FIFA, Fatma Samoura, criou a Task Force FIFA para o Desenvolvimento de Infraestruturas em África, compreendeu que o continente precisava de uma nova abordagem. O African Collaborations Group (ACG), nascido dessa Task Force, está hoje a originar exatamente o tipo de distritos desportivos e de entretenimento integrados de que a Nigéria e o continente necessitam. O modelo está pronto. A expertise está reunida. A questão é se a Nigéria aproveitará a oportunidade ou continuará a cantar numa terra estranha. Está na hora de parar de construir estádios e começar a construir distritos. E o Moshood Abiola National Stadium em Abuja deveria ser o primeiro.


Mitchell Obi é o Antigo Presidente da AIPS África (o ramo africano da Associação Internacional da Imprensa Desportiva) e um veterano jornalista e apresentador desportivo nigeriano.

Distribuído pelo Grupo APO para AIPS Africa.

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Ação pelo clima exige respeito aos direitos humanos, diz perita em Maputo

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Considerado um dos países mais vulneráveis aos extremos climáticos do mundo, Moçambique enfrenta atualmente o alerta de secas, ciclones e inundações agravadas pelo fenómeno El Niño.

Foi neste cenário de urgência que a relatora especial da ONU para as alterações climáticas e direitos humanos, Elisa Morgera, visitou o país a convite do Governo, concentrando as suas avaliações nas províncias de Tete e Sofala.

Decisões de hoje, riscos de amanhã

Durante a sua passagem por Maputo, Morgera manteve encontros com autoridades governamentais de setores ligados à pauta climática e aos direitos fundamentais.

Ao apresentar o seu relatório preliminar na capital moçambicana, a perita deixou um aviso claro: as decisões tomadas hoje vão determinar a gravidade dos riscos futuros. O balanço final desta missão em Moçambique será entregue oficialmente ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em junho de 2027.

“Eu recomendei ao governo que toda a economia tem que apoiar a resiliência climática. Há que planejar considerando as interações entre o clima, a natureza, a água, a alimentação e a saúde, além de proteger o patrimônio cultural e natural do país e os saberes locais, porque esses são os ingredientes essenciais para a resiliência climática.” 

Durante a vista a relatora da ONU manteve contatos com comunidades afetadas pelas mudanças climáticas, defensores ambientais dos direitos humanos, sociedade civil, académicos, agências da ONU, o setor privado e outras partes interessadas.

Dados do Banco Mundial indicam que a extração de recursos naturais, nomeadamente combustíveis fósseis e minerais, fazem parte do setor em expansão, caracterizado como importante para a estratégia de desenvolvimento económico de Moçambique.

Reforma da legislação

Morgera alertou o perigo do uso de combustíveis fosseis, destacando a necessidade de uma reavaliação dos planos de combustíveis fosseis, particularmente quando se trata de áreas de alta biodiversidade.

“É necessária uma avaliação independente dos impactos sobre os direitos humanos decorrentes das atividades de mineração de carvão ou da produção de combustíveis fósseis. Com um enfoque nos direitos à saúde, à alimentação, à água, à moradia e ao meio ambiente saudável para as comunidades a redor.”

Na ocasião da apresentação do relatório preliminar, a relatora, apelou também a urgência na reforma a legislação para proteção dos direitos humanos. A meta é apoiar a trajetória do desenvolvimento de Moçambique. Ela citou como exemplo a atual revisão da lei ambiental.

Cooperação internacional e resiliência

“É muito importante para incluir disposições explícitas sobre os deveres das autoridades públicas de fundamentar qualquer decisão sobre a melhor ciência disponível sobre mudanças climáticas e os impactos previsíveis sobre os direitos humanos. Há que definir obrigações muito claras para as empresas privadas e multinacionais, que têm a responsabilidade de respeitar os direitos humanos e evitar danos previsíveis ao ambiente e ao sistema climático.” 

Para Elisa Morgera, a comunidade internacional tem obrigações em matéria de direitos humanos, de apoiar a resiliência de Moçambique e de se abster de quaisquer atos, omissões ou pressões que possam minar a proteção dos direitos humanos num país que é o menos responsável pelas alterações climáticas e o mais afetado por estas.

Transição para uma economia sustentável

“Abster-se de apoiar opções de desenvolvimento que provavelmente causam significativos danos ao ambiente e aos direitos humanos, por exemplo, megaprojetos. E, em lugar disso, priorizar o apoio ao esforço de Moçambique para realizar uma transição para uma economia sustentável, movida a energia solar, com iniciativas lideradas por comunidades e por mulheres, que melhorem todas as condições necessárias para a resiliência no contexto das mudanças climáticas.” 

Mais de 724 mil pessoas foram afetadas por inundações severas no país entre o final de 2025 e o início deste ano. 

Os dados são do Escritório da ONU para os Assuntos Humanitários, Ocha, que revela ainda que 100 mil pessoas chegaram a viver em abrigos no pico da crise.

O impacto económico é estimado em US$ 486 milhões. A agricultura sofreu perdas drásticas: segundo o WFP, o Programa Mundial de Alimentos, 312 mil hectares de cultivo foram destruídos.

E o cenário climático continua em alerta. Devido ao fenómeno El Niño, os próximos meses devem trazer secas prolongadas, ciclones tropicais e novas inundações localizadas.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

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