Governo formaliza privatização da Cabo Verde Handling com a Swissport

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Governo de Cabo Verde assinou nesta terça-feira, 28 de abril, o contrato de compra e venda de 51% das ações da Cabo Verde Handling, S.A., formalizando a transferência da participação detida pela ASA para a Swissport International AG, enquanto compradora e parceiro estratégico.

Na ocasião, o Ministro das Finanças, Olavo Correia, afirmou que a escolha da Swissport International AG como parceiro privado da Cabo Verde Handling teve em consideração o mérito da proposta apresentada, o plano de investimentos, o valor da transação, o compromisso com o desenvolvimento do hub aéreo e a modernização da empresa.

“Estamos perante uma parceria em que Cabo Verde conseguiu atrair uma das melhores e maiores empresas de handling a nível mundial. Quero destacar a confiança que a Swissport depositou em Cabo Verde para estabelecermos uma parceria de longo prazo. O Governo criará todas as condições e um ambiente de negócios favorável para que esta parceria seja um sucesso ao serviço da nação cabo-verdiana, dos trabalhadores e do país”, destacou.

Segundo Olavo Correia, o negócio atinge o valor global de 36 milhões de euros para 51% do capital social da Cabo Verde Handling, S.A. “Importa referir que o mandato é alienar 61% do capital da empresa. Prevê-se ainda a venda de 5% aos colaboradores, incentivando a sua participação, e de mais 5% à diáspora cabo-verdiana, permitindo que também participe enquanto acionista nesta empresa”, referiu.

O Ministro sublinhou que o processo assegura um forte compromisso com os trabalhadores, garantindo a manutenção dos postos de trabalho, o respeito pelos direitos adquiridos e a criação de melhores oportunidades de qualificação, formação contínua e desenvolvimento de carreira alinhados com as melhores práticas internacionais, acrescentando que o crescimento da empresa deverá impulsionar novas contratações.

Acrescentou ainda que a Swissport apresentou um plano estratégico de excelência, com investimentos estimados em cerca de 10,5 milhões de euros nos próximos cinco anos, incluindo uma aposta robusta em inovação e tecnologia e uma visão de longo prazo alinhada com a ambição de posicionar Cabo Verde como um hub aéreo competitivo.

Por sua vez, o PCA da ASA, Moisés Monteiro, afirmou que este ato se enquadra na visão estratégica do Governo de promoção do desenvolvimento social e económico do país, na qual as parcerias público-privadas assumem um papel central na mobilização de investimento, transferência de conhecimento e reforço da eficiência na prestação de serviços.

“A ASA deixa de ser detentora a 100% da Cabo Verde Handling, passando também a não deter uma participação maioritária. Contudo, orgulha-se de ter preparado a empresa para este novo ciclo de desenvolvimento, alinhado com o programa do Governo, que privilegia a abertura ao setor privado, a atração de operadores internacionais de referência e a criação de valor económico e social sustentável”, afirmou.

O representante da Swissport International AG, Christian Zweifel, destacou que o acordo reflete uma missão comum de reforçar a conectividade, apoiar o turismo e promover o crescimento económico sustentável em Cabo Verde, sublinhando ser uma honra a seleção no âmbito de um processo competitivo e agradecendo a confiança do Governo.

“O nosso objetivo é claro: construir uma operação de handling resiliente e preparada para o futuro, que ofereça excelência, segurança e eficiência em todos os sete aeroportos. Estamos empenhados num investimento de longo prazo, incluindo infraestruturas, inovação e, sobretudo, nas pessoas. O desenvolvimento do talento local estará no centro desta parceria, com a criação de uma academia de formação da Swissport para apoiar competências, carreiras e futuras lideranças em Cabo Verde”, sublinhou.

Segundo Christian Zweifel, a parceria visa reforçar a posição de Cabo Verde como um hub de aviação em crescimento e um destino-chave para viagens internacionais.

Para o Governo, a assinatura deste contrato representa um momento de elevada relevância para o setor da aviação civil nacional, traduzindo uma nova etapa de fortalecimento institucional, modernização e projeção internacional dos serviços aeroportuários de Cabo Verde.

O ato de assinatura foi presidido pelo Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, e contou com a presença do Ministro do Turismo e Transportes, José Luís Sá Nogueira, do Secretário de Estado das Finanças, Alcindo Mota, bem como de representantes da ASA e da SWISSPORT HOLDING SPAIN, S.L., entre outros convidados.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Cabo Verde: Governo garante condições para cobertura imparcial das Legislativas e destaca avanços na comunicação social

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Lourenço Lopes, garantiu nesta segunda-feira, 27 de abril, que estão reunidas todas as condições para uma cobertura ampla, qualificada e isenta das eleições legislativas de 17 de maio e destacou os avanços registados no setor da comunicação social em Cabo Verde ao longo do atual mandato.

A afirmação foi proferida durante uma conferência de imprensa dedicada ao ponto de situação do setor público e privado da comunicação social, bem como à análise da cobertura mediática do processo eleitoral.

“Podemos dizer que estão garantidas as condições para que haja uma cobertura qualificada, alargada e isenta das eleições”, afirmou Lourenço Lopes, referindo-se ao trabalho dos órgãos públicos, nomeadamente a RTC e a Inforpress, que irão assegurar a cobertura em todos os círculos eleitorais, de Santo Antão à Brava.

Segundo Lourenço Lopes, estão asseguradas as condições ao nível dos profissionais, da logística e do financiamento, permitindo que os órgãos de comunicação social contribuam de forma significativa para o reforço da democracia, sublinhando que uma cobertura de qualidade exige tratamento equitativo de todos os partidos e candidatos. “Os órgãos de comunicação social não têm compromisso com nenhum partido político; o único compromisso é com a verdade”, reafirmou.

No que se refere à regulação do setor, destacou o posicionamento de Cabo Verde como referência no continente africano. “Cabo Verde é um exemplo em África em matéria de regulação dos media. Temos uma entidade reguladora verdadeiramente independente, que tem sido competente e que tem desempenhado plenamente o seu papel na fiscalização do setor da comunicação social”, afirmou, acrescentando que o reforço da ARC resulta da revisão do estatuto em 2020, que transferiu competências do Governo para esta entidade.

Relativamente ao setor público, Lourenço Lopes manifestou satisfação pelos resultados alcançados no atual mandato. “É com grande satisfação que me preparo para terminar este mandato 2021-2026 com ganhos significativos para a Inforpress e para a Rádio e Televisão de Cabo Verde”, destacou.

No caso da Inforpress, destacou o cumprimento de mais de 90% dos objetivos definidos, incluindo a assinatura do novo contrato de serviço noticioso com o Estado, em 2023, bem como a realização de investimentos ao nível da formação de jornalistas e o reforço da presença internacional, com a colocação de uma correspondente em Portugal.

Quanto à Rádio e Televisão de Cabo Verde (RCV), evidenciou o reforço do financiamento, que passou de 48 mil contos para 86 mil contos, no âmbito do novo contrato de prestação de serviço público. O governante destacou ainda o investimento na modernização tecnológica, com recurso a um aval do Estado de cerca de um milhão de euros, que permitiu a implementação de um sistema Full HD e a criação de estúdios digitais.

Relativamente aos órgãos privados, referiu que existem mecanismos estabelecidos no âmbito do processo eleitoral, nomeadamente a emissão de tempos de antena compensados pela Comissão Nacional de Eleições, defendendo, no entanto, a necessidade de reforçar os recursos disponíveis para garantir uma cobertura mais abrangente.

Lourenço Lopes destacou ainda a importância de uma comunicação social que represente a diversidade da sociedade cabo-verdiana e contribua para um processo eleitoral inclusivo e transparente, sublinhando igualmente o posicionamento do país entre os mais bem classificados da África lusófona e entre os primeiros a nível mundial em matéria de liberdade de imprensa.

A conferência de imprensa realizou-se no contexto da aproximação ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado a 3 de maio, data que este ano coincide com o período de campanha eleitoral. “Num período mais tranquilo, sem os ruídos típicos da campanha eleitoral, será possível aprofundar esta reflexão”, concluiu.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

A Studia Inc reforça a sua expansão em África e conclui uma parceria estratégica com a D.IA Advisory para acelerar a implantação local das suas soluções de registo civil

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Com base na digitalização de quase 10 milhões de actos de registo civil em Madagascár, a Studia Inc (https://STD-Inc.mg) dispõe hoje de uma capacidade operacional comprovada para tratar, estruturar e garantir a fiabilidade de volumes massivos de dados críticos — base indispensável para qualquer estratégia de identidade digital. A modernização do registo civil impõe-se como uma prioridade para os Estados. Neste contexto, a Studia Inc distingue-se pelo domínio completo do seu núcleo de actividade: a digitalização industrial dos registos civis, incluindo em ambientes complexos caracterizados por arquivos degradados, dispersos ou de difícil utilização.

Os números são inequívocos: segundo o relatório The Right Start in Life da UNICEF (dezembro de 2024), apenas 51% das crianças menores de 5 anos estão registadas na África subsariana — uma região que por si só representa metade dos 90 milhões de crianças sem identidade legal no mundo. A situação é ainda mais crítica na África Oriental e Central, onde a taxa desce para 41%. Sem uma aceleração significativa, o continente poderá ter mais de 100 milhões de crianças não registadas até 2030. Estes indivíduos permanecem invisíveis aos olhos do Estado, sem acesso a direitos fundamentais nem a serviços públicos.

Experiência tecnológica ao serviço da fiabilidade dos dados

A Studia Inc, especializada na digitalização e indexação de dados de grande volume, afirma-se como um actor de referência neste domínio. No âmbito do programa nacional EC-MADA em Madagascár, a empresa conduziu o inventário, a digitalização e a indexação de perto de 10 milhões de actos de registo civil, mobilizando 500 pessoas durante 7 meses — 70 000 dias-pessoa — para cobrir 1 695 comunas em 11 regiões prioritárias, até às áreas mais isoladas do território, através de unidades móveis autónomas equipadas com conectividade por satélite e energia solar.

A abordagem da Studia Inc assenta na integração da inteligência artificial no cerne dos processos de digitalização. Os seus modelos de OCR especializados permitem a extração automatizada de dados manuscritos complexos e a segmentação inteligente dos registos em actos exploráveis. Um dispositivo de dupla entrada cega — combinando tratamento algorítmico e validação humana independente — garante um elevado nível de fiabilidade, conforme com as exigências dos sistemas de identidade nacionais. Esta combinação — velocidade da IA, rigor humano, implantação móvel — permite operar à grande escala onde a urgência é maior, antes que este património identitário desapareça.

Uma parceria estruturada em torno da complementaridade das experiências

A parceria com a D.IA Advisory, empresa de serviços digitais sediada no Senegal, assenta numa repartição clara de funções. A Studia Inc mantém a plena responsabilidade pelas operações de digitalização e indexação — núcleo da sua actividade. A D.IA Advisory intervem em apoio nas dimensões de integração local e implementação: integração dos dados nos sistemas de informação existentes, interoperabilidade com as plataformas nacionais, adaptação aos quadros regulamentares e às exigências de soberania dos dados, e apoio às instituições. Esta organização garante simultaneamente um elevado nível de especialização técnica e uma execução eficaz próxima das realidades locais.

« A nossa experiência assenta no domínio da digitalização em larga escala dos registos civis, com padrões rigorosos de qualidade e fiabilidade dos dados. Esta parceria com a D.IA Advisory reforça a nossa capacidade de implementar as nossas soluções em ambientes locais diversificados. » Jean-Claude Fioravanti — Director-Geral, Studia Inc

« O nosso papel é garantir uma integração fluida e durável das soluções nos sistemas existentes, tendo em conta as especificidades institucionais e regulamentares locais. » Abdoulaye Dia — Fundador, D.IA Advisory

Ao combinar experiência de base, capacidade operacional e presença local, esta parceria visa apoiar concretamente os governos africanos na modernização dos seus registos civis, contribuindo para o desenvolvimento de infra-estruturas de identidade digital fiáveis, inclusivas e duradouras.

Por ocasião da Cúpula ID4Africa 2026 (12–15 de maio de 2026, Centro de Exposições de Abidjã, Costa do Marfim), os dois parceiros apresentarão a sua visão comum e as soluções desenvolvidas para os Estados e instituições do continente.

Distribuído pelo Grupo APO para Studia Inc..

CONTACTOS DE IMPRENSA:
JEAN-CLAUDE FIORAVANTI

Director-Geral — Studia Inc
jean-claude.fioravanti@studia.fr
+261 38 49 138 00  (WhatsApp)

ABDOULAYE DIA
D.IA Advisory
adia@dia-advisory.com
+33 7 82 35 31 30 
+221 78 961 80 95

Sobre a Studia Inc:
A Studia Inc é especializada na digitalização, indexação e valorização de dados complexos e voluminosos. Acompanha as instituições públicas e privadas nos seus projectos de transformação digital, nomeadamente no domínio do registo civil, propondo soluções inovadoras, seguras e adaptadas aos desafios da soberania dos dados. www.Studia.fr

Sobre a D.IA Advisory:
A D.IA Advisory é uma empresa senegalesa de serviços digitais especializada em consultoria estratégica e na implantação de soluções digitais em África. Acompanha as organizações públicas e privadas na concepção e implementação de projectos tecnológicos com elevado impacto social e institucional. www.DIA-Advisory.com

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Dra. Rasha Kelej junta-se aos principais líderes africanos na lista das mulheres mais influentes de 2025

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

Depois de ter sido recentemente reconhecida como uma das 100 pessoas africanas mais influentes de 2025 pela revista New African Magazine (Reino Unido), Dra. Rasha Kelej, CEO da Fundação Merck e Presidente da campanha “Mais do Que uma mãe”, foi agora nomeada entre as 100 mulheres africanas mais influentes de 2025 pela Avance Media, pelo sétimo ano consecutivo. É reconhecida ao lado dos líderes mais importantes de África, incluindo S. Exª. SAMIA SULUHU HASSAN, Presidente da Tanzânia, e S. Exª. NDEMUPELILA NETUMBO NANDI-NDAITWAH, Presidente da Namíbia. O reconhecimento destaca o seu compromisso inabalável com o empoderamento feminino, a educação das raparigas e a transformação dos cuidados aos doentes em toda a África.

A lista anual celebra as mulheres africanas cuja liderança, influência e realizações continuam a moldar a tomada de decisões aos mais altos níveis, a nível local e internacional.

Ao comentar o reconhecimento, a Senadora Dra. Rasha Kelej (aposentada) disse: “Sinto-me profundamente honrada por ser reconhecida como uma das 100 Mulheres Africanas Mais Influentes pelo sétimo ano consecutivo. É um privilégio ser nomeada ao lado de líderes estimados de África, incluindo as Presidentes da Tanzânia e da Namíbia, e tantos outros agentes de mudança inspiradores. Parabéns a todas as mulheres notáveis ​​reconhecidas neste ano.”

“Estou grata por este reconhecimento, que reconhece o compromisso inabalável da Fundação Merck em desenvolver capacidade na área da saúde, transformar o panorama dos cuidados aos doentes com um forte foco na saúde da mulher, empoderar as mulheres com infertilidade em particular e as mulheres em geral, e apoiar a educação das raparigas para as ajudar a realizar todo o seu potencial. Esta honra motiva-nos ainda mais a construir um legado duradouro de impacto e mudança em toda a África para as gerações futuras.” Acrescentou a Dra. Rasha Kelej, uma líder amplamente respeitada em todo o continente, que trabalha em estreita colaboração com governos, Primeiras-Damas, profissionais de saúde e comunidades locais.

Mais de uma década de liderança transformadora

Sob a liderança da Dra. Rasha Kelej, a Fundação Merck lançou e ampliou vários programas de alto impacto, incluindo o Programa de Bolsas de Estudo para Profissionais de Saúde, que está a transformar o panorama dos cuidados aos doentes e a melhorar o acesso a cuidados de saúde de qualidade e equitativos em África e noutros continentes; o movimento inovador “Mais do Que uma Mãe”, por ela iniciado em 2015, através do qual está a desenvolver capacidade de cuidados reprodutivos e de fertilidade de qualidade e equitativos, combatendo o estigma da infertilidade e sensibilizando para a prevenção da infertilidade e da infertilidade masculina; e o Programa “Educar Linda”, que apoia a educação de raparigas em vários países africanos.

Nos últimos 11 anos, a Dra. Rasha Kelej trabalhou em estreita colaboração com mais de 33 Primeiras-Damas de África e da Ásia, que são embaixadoras da campanha “Mais do que uma Mãe” da Fundação Merck, com os Ministérios da Saúde, Educação, Género, Informação e Comunicação, universidades, instituições de investigação, meios de comunicação social e artes.

Transformar o Cuidado ao Doente, Criando um Legado Duradouro

Sob a sua liderança, a Fundação Merck atribuiu mais de 2.500 bolsas de estudo a jovens profissionais de saúde de 52 países, em mais de 44 especialidades médicas críticas e carenciadas.

Antes do lançamento dos programas da Fundação Merck em 2012, muitos países como a Gâmbia, Libéria, Serra Leoa, República Centro-Africana, Guiné, Burundi, Níger, Chade, Etiópia, Namíbia, etc., não tinham especialistas, ou tinham muito poucos, em áreas críticas como oncologia, fertilidade e cuidados reprodutivos, diabetologia, medicina respiratória e cuidados intensivos. Através da liderança visionária da Dra. Rasha Kelej, a Fundação Merck desempenhou um papel fundamental na superação destas lacunas e na transformação da capacidade de cuidados de saúde nestes países.

“Muitos dos nossos antigos alunos tornaram-se os primeiros especialistas nos seus países. Com estas conquistas, não estamos apenas a reforçar os sistemas de saúde, estamos verdadeiramente a fazer história”, explicou ela.

Empoderar as mulheres na área da saúde e STEM, e as raparigas na educação.

Das mais de 2.500 bolsas de estudo atribuídas, quase 1.200 foram atribuídas a profissionais de saúde do sexo feminino, reflectindo o seu compromisso em empoderar as mulheres na área da saúde.

  • A Fundação Merck anuncia também anualmente o Prémio MARS (Cimeira Africana de Investigação Científicat) para reconhecer e empoderar as melhores investigadoras africanas e os melhores jovens investigadores africanos, promovendo a investigação científica africana e a participação das mulheres em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), com especial enfoque na saúde da mulher e nos cuidados reprodutivos.
  • Através do programa “Educar Linda”, em parceria com Primeiras-Damas Africanas e Asiáticas, a Dra. Kelej apoia a educação de mais de 1.200 raparigas, oferecendo bolsas de estudo anuais a alunas merecedoras, mas carenciadas, permitindo-lhes completar os seus estudos e atingir o seu pleno potencial. As bolsas de estudo são atribuídas a raparigas de 19 países africanos, incluindo o Botswana, Burundi, Cabo Verde, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Gâmbia, Gana, Quénia, Libéria, Malawi, Namíbia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Togo, Zâmbia e Zimbabwe, entre outros. Além disso, o programa fornece materiais escolares essenciais a milhares de alunas em diversos países africanos.
  • Inspirar Mudanças Através da Inovação, Arte e Criatividade
  • A Dra. Rasha Kelej está a sensibilizar para várias questões sociais críticas, como o combate ao estigma da infertilidade, o apoio à educação das raparigas, o fim do casamento infantil e da MGF (Mutilação Genital Feminina), o fim da violência de género, o empoderamento feminino e também questões de saúde como a diabetes, a hipertensão e o cancro. Ela acredita firmemente que os media, a moda e a arte podem ser ferramentas poderosas para sensibilizar para estas questões urgentes e criar uma mudança cultural.
  • Idealizou, produziu, dirigiu e apresenta “Nossa África da Fundação Merck”, um programa televisivo pan-africano único que sensibiliza para a saúde e para as questões sociais através da Moda e da Arte com Propósito. O programa é transmitido em diversos países africanos e disponibilizado nas plataformas de redes sociais da Fundação Merck e da Dra. Kelej.
  • Acreditando fortemente no poder da defesa criativa, a Dra. Kelej também:

• Produziu mais de 30 canções de sensibilização em inglês, francês, português e línguas africanas locais

• Lançou 9 livros de histórias infantis em três línguas

• Desenvolveu 6 filmes de animação em quatro línguas

• Formou mais de 4.000 jornalistas em 45 países

• Criou 8 prémios anuais que reconhecem a excelência nos media, moda, cinema e música pelo seu impacto e consciencialização social e em saúde

Distribuído pelo Grupo APO para for Africa.

Mídias Sociais:
Instagram da Dra. Rasha Kelej
: https://apo-opa.co/42ssHv6
Facebook da  Dra. Rasha Kelej: https://apo-opa.co/42rlj33
Twiter da  Dra. Rasha Kelej: https://apo-opa.co/4sSzE3i

Para mais informações sobre a Fundação Merck, visite: www.Merck-Foundation.com

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Cabo Verde – Cerimónia de acolhimento dos novos Agentes de 2ª Classe, recém colocados no Comando Regional do Sal e de imposição de patentes a efetivos da Polícia Nacional

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, presidiu nesta segunda-feira, dia 20 de abril, a cerimónia de acolhimento dos novos Agentes de 2ª Classe, recém colocados na ilha do Sal, e que coincidiu com a cerimónia de imposição de patentes aos atuais Subchefes Principais e Agentes Principais que agora transitaram para o posto de Subchefe Coordenador e de Agente Coordenador, respetivamente.

Dos 201 novos Agentes de 2ª Classe da Polícia Nacional que foram nomeados por despacho do Ministro da Administração Interna, publicado em Boletim Oficial no passado dia 13 de abril, 51 foram agora colocados no Comando Regional do Sal.

Na mesma ocasião, procedeu-se também à imposição de patentes a 1 Subchefe Principal que agora transitou para o posto de Subchefe Coordenador e de 13 Agentes Principais que agora transitaram para o posto de Agente Coordenador.

Recorde-se que esta promoção, que ocorre por via de transição na carreira por antiguidade, decorre da recente alteração ao Estatuto do Pessoal Policial da Polícia Nacional, que estabeleceu o alargamento da carreira policial, prevendo a criação de dois novos postos, um na carreira de agente e outro na carreira de subchefe.

Com a implementação desta medida, e conforme despacho publicado no Boletim Oficial no passado dia 13 de abril, a nível nacional operou-se a transição de 243 efetivos, dos quais:

  • 38 Subchefes Principais, para o posto de Subchefe Coordenador;
  • 205 Agentes Principais, para o posto de Agente Coordenador.

Durante a sua intervenção, o Ministro Paulo Rocha explicou que o reforço do contingente visa dar resposta às necessidades de uma ilha em constante crescimento. Segundo o Governante, o desenvolvimento contínuo da região, impulsionado pelo aumento substancial do turismo e da atividade económica, justifica este forte investimento. O objetivo central é aumentar a visibilidade e reforçar a prontidão operacional para garantir a ordem pública. Sublinhou ainda que o investimento no capital humano é fundamental para dar continuidade ao combate à criminalidade e, neste sentido, para reforçar a segurança e o sentimento de bem-estar da população.

Por sua vez, o Diretor Nacional da Polícia Nacional, Superintendente-Geral Jorge Humberto Andrade enalteceu o compromisso dos novos agentes e o mérito dos promovidos, sublinhando o impacto positivo deste contingente na capacidade operacional da força. Dirigindo-se aos novos efetivos, recordou que a disciplina é o pilar de uma instituição com mais de um século de história, defendendo que “ser polícia é muito mais do que vestir uma farda”. Concluiu, assegurando que a corporação manterá o foco no respeito mútuo e na total responsabilidade dos seus membros perante as obrigações policiais.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.

Kátia Epalanga, da Sonangol, lidera Muhatu e reforça aposta no crescimento inclusivo

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Kátia Epalanga, administradora executiva da Sonangol, foi nomeada presidente da Muhatu Energy Angola Management Network, numa decisão que reforça o papel da organização num momento determinante para a expansão do sector de petróleo e gás em Angola. Epalanga sucede a Nicola Mvuayi, administradora executiva da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), numa fase em que o país acelera projectos em águas profundas, gás e soluções de baixo carbono, redefinindo prioridades em matéria de talento, capacitação e liderança no sector.

Com mais de 23 anos de experiência, Epalanga leva para o cargo um percurso consolidado, marcado pelo desempenho de várias funções executivas na Sonangol e no Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás. Engenheira sénior de instalações petrolíferas, com mestrado em Engenharia Química, conta ainda com experiência em grandes operadores internacionais, como a Chevron e a TotalEnergies. Na TotalEnergies, participou na engenharia e execução de duas FPSO do projecto Kaombo, o maior desenvolvimento petrolífero de Angola. 

Reforçar a inclusão e a inovação com liderança feminina

Criada em 2022, a Muhatu tem-se afirmado como uma plataforma relevante para promover a participação das mulheres no sector de petróleo e gás em Angola. A organização actua na intersecção entre desenvolvimento profissional, sensibilização institucional e alinhamento com as necessidades da indústria, trabalhando em estreita articulação com operadoras, entidades reguladoras e empresas de serviços para melhorar o acesso, a representação e os percursos de liderança das mulheres no sector.

Sob a liderança anterior, a Muhatu apostou no reforço da sua credibilidade institucional e no alargamento do seu envolvimento com os principais intervenientes da indústria. Entre as prioridades estiveram o fortalecimento de parcerias com entidades nacionais, como a Sonangol e a ANPG, bem como a promoção de iniciativas de mentoria e desenvolvimento de competências. A organização desempenhou igualmente um papel relevante no alinhamento da inclusão de género com as políticas de conteúdo local, contribuindo para que as estratégias de desenvolvimento da força de trabalho reflectissem os objectivos industriais de longo prazo de Angola.

A nomeação de Epalanga representa a continuidade – e, muito provavelmente, a aceleração – desta agenda. A sua liderança surge acompanhada da expectativa de uma integração ainda mais profunda com a indústria, sobretudo numa conjuntura em que os projectos se tornam cada vez mais complexos do ponto de vista técnico e mais exigentes em capital. A próxima fase da Muhatu implicará ir além da sensibilização e traduzir essa missão em resultados concretos: maior representação feminina em funções técnicas, participação reforçada na execução de projectos e maior visibilidade em cargos de liderança.

Um momento decisivo para o mercado

A nomeação de Epalanga acontece num momento particularmente importante para Angola, numa altura em que o país procura sustentar a produção acima de um milhão de barris por dia, através da aceleração da exploração e do desenvolvimento de campos maduros. Angola está a reposicionar activamente o seu sector de petróleo e gás, conjugando reforma regulatória, rondas de licenciamento ambiciosas e investimentos direccionados em infraestruturas petrolíferas e de gás. Em paralelo, os projectos tornam-se mais diversificados, abrangendo desenvolvimentos em águas ultra-profundas, monetização do gás e tecnologias emergentes de baixo carbono, como a integração da captura de carbono.

Neste contexto em transformação, cresce a procura por uma força de trabalho qualificada, adaptável e inclusiva. A Muhatu encontra-se bem posicionada para responder a esta evolução, alargando a base de talento e promovendo uma participação mais ampla das mulheres em toda a cadeia de valor da indústria petrolífera e gás. Este alinhamento deverá estar também em evidência na próxima edição da conferência e exposição Angola Oil & Gas (AOG), que terá lugar nos dias 9 e 10 de Setembro, com um dia pré-conferência a 8 de Setembro. Enquanto principal plataforma do sector, o evento continuará a colocar o conteúdo local e a inclusão no centro das discussões sobre o futuro do petróleo e gás em Angola.

Participante de longa data na AOG, a Muhatu tem desempenhado um papel central na valorização da presença feminina no sector. Com a nomeação de Kátia Epalanga, a organização entra nesta nova fase com um mandato reforçado, elevando a sua posição de participante para uma voz estratégica nas discussões sobre talento, inclusão e capacidade de execução. Neste sentido, esta mudança de liderança não é apenas institucional: está directamente alinhada com as prioridades imediatas da indústria e com os resultados que a AOG pretende impulsionar.

Distribuído pelo Grupo APO para Energy Capital & Power.

A Câmara Africana de Energia (AEC) reforça o boicote à Cimeira Africa Energies e exige mudanças imediatas em matéria de conteúdo local

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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A Câmara Africana de Energia (AEC) (www.EnergyChamber.org) reiterou que continuará a boicotar a próxima Cimeira Africana de Energias — organizada pela Frontier Energy Network em Londres — até que sejam feitas mudanças significativas na abordagem do evento em relação ao conteúdo local e às práticas de contratação. A posição da Câmara reflete a crescente preocupação em todo o setor energético africano de que as plataformas que afirmam representar o continente não estão a incluir profissionais africanos — particularmente africanos negros — em cargos de liderança e tomada de decisão.

A AEC foi explícita: isto já não é uma questão de envolvimento ou diá., mas sim de responsabilização. Apesar dos repetidos apelos à reforma, os organizadores da cimeira não demonstraram vontade de abordar as preocupações em torno da exclusão, particularmente a falta de representação de africanos negros em cargos de direção dentro de uma plataforma focada em África. Para a AEC, isto compromete tanto a credibilidade como a legitimidade do evento.

«A nossa posição mantém-se a mesma: se beneficiam dos recursos de África e da sua agenda de desenvolvimento, então devem refletir África na vossa liderança, contratação e tomada de decisões. O conteúdo local já não pode ser uma fachada — deve ser um compromisso tangível com a inclusão, a oportunidade e a apropriação. Não podemos aceitar uma situação em que África é central na conversa, mas os africanos estão ausentes da liderança», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da AEC.

A decisão de continuar o boicote surge no meio de uma retirada em massa do setor público e privado africano da próxima cimeira, com as partes interessadas a citarem repetidas falhas por parte dos organizadores em abordar as preocupações em torno do conteúdo local e da participação. Em março de 2026, o setor de petróleo e gás de Moçambique retirou-se da cimeira, tendo a Câmara de Energia de Moçambique expressado que os seus membros não irão participar. Em abril de 2026, o Gana seguiu o exemplo, citando preocupações semelhantes, bem como práticas de contratação discriminatórias que marginalizavam os profissionais africanos. Isto reflete uma posição mais ampla: África não apoiará eventos que excluam profissionais africanos.

Por seu lado, a AEC tem-se mantido firme nesta posição. Num discurso de abertura dirigido aos intervenientes do setor a jusante durante a ARDA Week 2026, Ayuk apelou a uma mudança continental para «refinar, baby refinar», destacando a necessidade de inovação e desenvolvimento de infraestruturas liderados por africanos para enfrentar os desafios da segurança energética. Chamando a atenção para projetos liderados por africanos, como a Refinaria Dangote — a maior instalação de África, com 650 000 barris por dia —, bem como para empresas locais, como o Sahara Group, Ayuk salientou que «a pobreza energética não pode ser apenas uma ideologia, mas sim ação», enfatizando a necessidade de investir mais nas comunidades, empresas e projetos locais.

A Câmara reforçou esta posição durante a Conferência Internacional de Energia da Namíbia, realizada em Windhoek na semana passada, onde as discussões se centraram principalmente no conteúdo local, nas mulheres no setor energético e no avanço do boom petrolífero do país. Durante o evento, a Câmara apelou a estruturas sólidas de conteúdo local e a uma liderança inclusiva, salientando que, através de uma participação reforçada e de políticas que defendam a diversidade de género, o país poderia posicionar o petróleo e o gás como um motor de crescimento. O comportamento de organizações como a Frontier Energy Network e de indivíduos como Daniel Davidson ameaça minar estes esforços, representando um risco estrutural para o desenvolvimento energético de África.

“Será incrivelmente perigoso permitir que a visão de Daniel Davidson e da Frontier Energy Network oriente a forma como o continente lida com a pobreza energética, os investimentos e o desenvolvimento de campos na Namíbia, em Moçambique e em toda a África. Nas próximas semanas, intensificaremos a nossa campanha para boicotar a cimeira.

Mas a indústria tem de fazer mais: as empresas sísmicas que continuam a permitir estas políticas horríveis também serão alvo de críticas. Estão a ajudar e a incentivar políticas anti-africanas. Os dados multi-cliente não funcionam com discriminação», acrescentou Ayuk.

A AEC deixou claro que a sua posição não mudará sem uma mudança tangível. Para a Câmara e os seus parceiros, a questão não é a exclusão em retaliação, mas sim o estabelecimento de uma base de justiça, representação e respeito mútuo. Até que esse padrão seja cumprido, o boicote permanecerá em vigor.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

Por que razão África necessita de coordenação institucional em matéria de política energética

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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À medida que a governação energética global se desloca das mesas de negociação para os tribunais, África enfrenta um desafio novo e urgente: garantir que a sua voz não só seja ouvida, mas também alinhada. A recente intervenção da Câmara Africana de Energia (AEC) (https://EnergyChamber.org) num caso consultivo histórico sobre o clima perante o Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos trouxe esta questão para o centro das atenções. Iniciado pela União Pan-Africana de Advogados, o caso procura definir as obrigações legais dos Estados africanos na resposta às alterações climáticas – decisões que poderão ter implicações de longo alcance para o desenvolvimento energético, a industrialização e o crescimento económico em todo o continente.

No entanto, o envolvimento das partes interessadas africanas tem sido desigual. Esta falta de coordenação reflete uma questão estrutural mais ampla. Em todo o continente, a política energética é moldada por um ecossistema fragmentado de governos, reguladores, instituições regionais, empresas estatais e grupos de defesa. Embora cada um desempenhe um papel importante, a ausência de alinhamento resulta frequentemente em mensagens inconsistentes, particularmente em fóruns jurídicos e políticos globais onde a clareza e a coesão são fundamentais.

A decisão da AEC de intervir como amicus curiae é, por si só, uma resposta a esta fragmentação. Ao intervir, a Câmara pretende garantir que as realidades energéticas de África – particularmente a necessidade de equilibrar a ação climática com o desenvolvimento – sejam devidamente representadas. No entanto, nenhuma instituição isolada pode falar em nome de um continente inteiro. O caso destaca uma necessidade mais profunda de envolvimento coordenado entre as partes interessadas africanas.

Organizações como a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Organização Africana de Produtores de Petróleo (APPO) têm servido há muito como plataformas para alinhar os interesses dos produtores e definir posições coletivas. Os cortes coordenados na produção da OPEP na sequência do colapso dos preços do petróleo em 2020, por exemplo, ajudaram a estabilizar os mercados globais e a restaurar a confiança nos preços. Entretanto, a APPO promoveu iniciativas como o Banco Africano de Energia para mobilizar financiamento para projetos de petróleo e gás num contexto de restrição dos fluxos de capital globais. Estes exemplos demonstram o poder da coordenação, mas também sublinham a necessidade de expandir esta abordagem para além da gestão de mercado, para as esferas jurídica e política.

Essa necessidade está a tornar-se mais urgente. Os tribunais e os órgãos jurídicos estão cada vez mais a moldar a política climática, transferindo decisões-chave das esferas políticas para interpretações vinculativas ou quase vinculativas. Estas decisões estão a influenciar o financiamento de projetos, as aprovações e a viabilidade a longo prazo dos hidrocarbonetos em mercados emergentes como África. Isto já é evidente em África, onde a pressão jurídica e relacionada com o clima sobre projetos como o Oleoduto de Petróleo Bruto da África Oriental contribuiu para retiradas de financiamento, atrasos e um escrutínio mais rigoroso, a par dos desafios que os desenvolvimentos de GNL enfrentam em Moçambique.

Sem uma posição africana coordenada, existe um risco real de que estes quadros sejam moldados externamente, sem refletir plenamente as prioridades do continente. Isto surge numa altura em que África tem de lidar simultaneamente com as pressões climáticas e resolver uma lacuna fundamental no acesso à energia – mais de 600 milhões de pessoas em todo o continente ainda não têm acesso à eletricidade.

A contradição é gritante. Pede-se a África que acelere a descarbonização enquanto continua a construir os sistemas energéticos necessários para apoiar o crescimento económico e a industrialização. Uma voz fragmentada apenas agrava este desafio. Posições nacionais divergentes, quadros regulamentares inconsistentes e uma defesa descoordenada enfraquecem a capacidade do continente para negociar eficazmente, atrair investimento e defender o seu caminho de desenvolvimento.

«Com demasiada frequência, África apresenta-se nos debates globais sobre energia dividida – enquanto outros se apresentam organizados e estratégicos», afirmou NJ Ayuk, Presidente Executivo da AEC. «Se não coordenarmos as nossas políticas, as nossas mensagens e as nossas posições jurídicas, as decisões sobre o futuro energético de África serão tomadas sem que África esteja presente à mesa. A unidade já não é opcional; é a forma como protegemos os nossos recursos, atraímos investimento e asseguramos o nosso desenvolvimento.»

Uma coordenação institucional mais forte oferece um caminho claro a seguir. Ao alinhar posições entre governos, organizações regionais e organismos do setor, África pode apresentar uma narrativa unificada – que enfatize o seu direito ao desenvolvimento, o papel contínuo dos hidrocarbonetos e a importância de uma transição energética equilibrada e inclusiva.

Neste contexto, a OPEP e a APPO têm um papel fundamental a desempenhar – não apenas como organizadoras, mas como motores do alinhamento de políticas. Através de estratégias coordenadas, dados partilhados e representação unificada em fóruns globais, estas instituições podem ajudar a transformar África de um conjunto de vozes individuais num bloco de negociação coeso.

A intervenção da AEC no processo sobre o clima deve ser vista como um sinal – não apenas da importância da participação, mas do custo da fragmentação. À medida que a governação energética global continua a evoluir, África não se pode dar ao luxo de ser reativa, dividida ou sub-representada.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

Ministro da Energia da Zâmbia apresentará agenda de investimento integrada em energia e combustíveis na African Energy Week (AEW) 2026

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O ministro da Energia da Zâmbia, Makozo Chikote, assumirá um papel de destaque na African Energy Week (AEW) 2026, em Cidade do Cabo, de 12 a 16 de outubro, onde se espera que apresente a estratégia energética integrada do país a investidores, decisores políticos e parceiros de desenvolvimento.

A sua participação surge num momento em que a Zâmbia está a acelerar reformas em toda a cadeia de valor energética – desde a produção de eletricidade e a implantação de energias renováveis até à segurança do abastecimento de combustíveis e às infraestruturas petrolíferas a jusante –, posicionando o país tanto como um centro energético regional como um interveniente emergente na distribuição de combustíveis refinados.

Um pilar fundamental da agenda do governo é o programa Carbon Feed-in Premium (CFIP), lançado no início deste mês e concebido para desbloquear até 300 MW de investimento privado em energias renováveis. A iniciativa visa diversificar o mix de geração da Zâmbia, reduzir as emissões e reforçar a estabilidade da rede. Inclui também um Acordo de Compra de Resultados de Mitigação com a Noruega no âmbito do quadro do CFIP, que se espera que ajude a mobilizar financiamento internacional ligado ao clima e apoie a descarbonização do setor energético antes de 2027.

A par do impulso às energias renováveis, a Zâmbia está também a avançar com a sua agenda de segurança em matéria de hidrocarbonetos e combustíveis. O governo iniciou a construção de uma refinaria de petróleo bruto com capacidade para 60 000 barris por dia em Ndola, um projeto de referência no setor a jusante que visa reduzir a dependência de combustíveis refinados importados e reforçar a segurança do abastecimento interno. Espera-se que a refinaria apoie a procura industrial, particularmente dos setores da mineração e dos transportes, ao mesmo tempo que alivia a pressão sobre as reservas cambiais a longo prazo. Na AEW 2026, espera-se que o Ministro Chikote posicione esta estratégia de dupla via como central para a segurança energética a longo prazo e a agenda de crescimento industrial da Zâmbia.

A Zâmbia já se comprometeu a adicionar mais de 2.610 MW de nova capacidade de geração de eletricidade até ao final de 2026. O programa de expansão foi concebido para resolver a escassez crónica de energia, reduzir os cortes de energia e apoiar a expansão industrial. Dá prioridade a uma combinação diversificada de projetos solares, eólicos e híbridos para melhorar a resiliência do sistema, especialmente à medida que a variabilidade climática continua a afetar a produção hidroelétrica.

O sentimento dos investidores também tem sido apoiado pelo recente impulso regulatório. Em março de 2026, o Conselho de Regulação da Energia aprovou 24 licenças, sete autorizações de construção e alterações a projetos existentes, representando um compromisso de investimento combinado de 1,1 mil milhões de ZMW em geração de energia, energias renováveis e infraestruturas petrolíferas a jusante. As aprovações refletem tanto o crescente interesse do setor privado como um ambiente regulatório mais simplificado para o desenvolvimento de projetos energéticos.

Para além da infraestrutura de produção e combustíveis, a Zâmbia está também a reforçar a eficiência energética e a resiliência do sistema. Através de uma parceria com a União Europeia, o Ministério da Energia lançou o programa «Zambia Energy Efficiency and Sustainable Transformation», introduzindo a substituição por iluminação LED e melhorias nas infraestruturas em escolas e hospitais na Província Oriental, com o objetivo de reduzir o consumo e melhorar a fiabilidade.

A nível regional, a Zâmbia está a aprofundar a cooperação com a Tanzânia no desenvolvimento de petróleo e gás, com ambos os governos a explorarem oportunidades de exploração conjunta, comércio transfronteiriço de energia e infraestruturas partilhadas. As discussões refletem um impulso regional mais amplo para reforçar a segurança energética e melhorar a integração na África Oriental e Austral.

«A Zâmbia está a adotar uma abordagem inteligente e integrada em relação à energia – equilibrando a segurança energética, as energias renováveis e a segurança do petróleo e dos combustíveis. Este é exatamente o tipo de estratégia prática e pronta para investimento de que África necessita. O Ministro Chikote está a demonstrar como as políticas podem mobilizar capital e concretizar projetos reais em toda a cadeia de valor energética», afirmou NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.

Oportunidade inesperada ou incompatibilidade? Como o conflito entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão se alinha com o regresso do petróleo venezuelano

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O conflito entre os EUA e o Irão provocou um forte aperto nos mercados globais de petróleo, com perturbações no Estreito de Ormuz a limitar os fluxos e a impulsionar os preços para cima. À medida que a incerteza do abastecimento se agrava, os compradores correm para garantir barris alternativos, elevando o valor estratégico dos produtores fora do Médio Oriente. Em teoria, isto cria uma oportunidade quase perfeita para a Venezuela — que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo — reafirmar-se nos mercados globais. Mas o momento levanta uma questão mais complexa: a recuperação da Venezuela está genuinamente alinhada com esta janela geopolítica, ou a sobreposição é mais uma coincidência do que uma transformação?

A Conferência e Exposição African Energy Week (AEW) 2026 — que decorrerá de 12 a 16 de outubro na Cidade do Cabo — irá analisar precisamente esta dinâmica durante uma sessão de mesa redonda centrada em África e na Venezuela. Com debates centrados no risco geopolítico, na diversificação do abastecimento e no surgimento de produtores alternativos — tanto em África como na América do Sul —, o evento proporciona uma plataforma oportuna para avaliar se o ressurgimento da Venezuela é duradouro ou simplesmente oportunista.

Choques de oferta globais deixam compradores em pânico

O conflito em curso no Médio Oriente colocou os mercados globais de petróleo e gás num estado de volatilidade, com perturbações no Estreito de Ormuz — responsável por 20% do comércio global de petróleo — a colocar em risco até 15 milhões de barris por dia (bpd). O conflito também fez com que os preços do petróleo disparassem 60% em março, para 120 dólares por barril, recuando parcialmente para cerca de 92 a 95 dólares por barril em abril. À primeira vista, isto cria incentivos para que os produtores não pertencentes ao Golfo aumentem as exportações, à medida que as economias fortemente dependentes de importações na Ásia e na Europa procuram fontes alternativas de petróleo.

Em teoria, a Venezuela — com mais de 300 mil milhões de barris de reservas comprovadas de petróleo — poderia beneficiar desta bonança, mas anos de sanções dos EUA e subinvestimento fizeram com que a produção caísse de um pico de três milhões de bpd em 1998 para 900 000 bpd em 2025. Mudanças políticas recentes — incluindo medidas de licenciamento dos EUA que permitem a empresas estrangeiras selecionadas operar ativos venezuelanos — poderiam reverter esta tendência, mas é improvável que isso aconteça no curto prazo.

Como tal, o momento em que ocorre o conflito no Golfo cria uma espécie de desfasamento para a Venezuela. A recuperação petrolífera do país é gradual, enquanto a oportunidade de mercado é pontual. Os compradores não estão a comprometer-se com mudanças de longo prazo nas cadeias de abastecimento; estão a gerir o risco de curto prazo através de aquisições flexíveis. O resultado é uma resposta fragmentada do mercado, em vez de uma reafectação decisiva dos fluxos comerciais globais. Portanto, se as perturbações diminuírem ou se estabilizarem antes de a Venezuela aumentar significativamente a produção, a janela de oportunidade poderá estreitar-se antes de ser plenamente aproveitada.

A recuperação petrolífera da Venezuela ganha terreno — mas as restrições estruturais persistem

Após anos de sanções, a recuperação petrolífera da Venezuela parece estar a avançar na direção certa. Os EUA emitiram a Licença Geral 46A no início de 2026, autorizando entidades norte-americanas a realizar transações necessárias para a extração, exportação, reexportação, venda, revenda, fornecimento, armazenamento, comercialização, compra, entrega ou transporte de petróleo de origem venezuelana. Em abril de 2026, os EUA deram mais um passo, aliviando as sanções impostas ao banco central da Venezuela.

A atividade de mercado também está a aumentar. A Chevron assinou um acordo com a PDVSA da Venezuela para trocar as suas reservas de gás offshore por uma presença mais significativa no Cinturão do Orinoco.

Com o surgimento do conflito no Golfo, os preços elevados do petróleo e a insegurança do abastecimento estão a aumentar o valor geopolítico da Venezuela, particularmente para as refinarias da Costa do Golfo dos EUA e europeias configuradas para petróleo bruto pesado. Isto acontece num momento em que as exportações venezuelanas para os EUA estão novamente a ganhar força. Dados recentes de transporte marítimo mostram que as exportações de crude venezuelano ultrapassaram um milhão de bpd em março de 2026 — a primeira vez desde setembro de 2025 —, impulsionadas pelo aumento das vendas à Índia e aos países das Caraíbas. Em fevereiro, os embarques para os EUA aumentaram 32%, tendo a PDVSA assinado contratos de fornecimento com os EUA em março de 2026.

Estas medidas demonstram uma mudança no sentido do regresso aos mercados globais de energia e financeiros, marcando um passo na recuperação do petróleo da Venezuela. No entanto, mesmo com um melhor acesso ao mercado, aumentar a produção não é nem imediato nem simples.

“A perturbação geopolítica pode criar oportunidades, mas não resolve os fundamentos. A Venezuela tem os recursos e o interesse do mercado, mas converter isso em crescimento sustentado requer estabilidade, clareza política e execução. Sem isso, o potencial de crescimento permanece limitado», afirma NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia.

Em última análise, a questão principal não é se a Venezuela beneficia de preços mais elevados — pois irá beneficiar. A questão mais importante é se este momento se traduz num reposicionamento estrutural ou se permanece mais uma recuperação cíclica impulsionada por choques externos.

Distribuído pelo Grupo APO para African Energy Chamber.